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12/03/2013

GEOPOLÍTICA - Coreia do Norte não pode atingir EUA, mas mira Coreia do Sul e Japão


Coreia do Norte não pode atingir EUA, mas mira Coreia do Sul e Japão

[foto:news.discovery.com]

 SEUL, (Reuters) - A Coreia do Norte tem grande poderio de fogo militar e, mesmo que sua ameaça de um ataque nuclear preventivo contra os EUA esta semana seja vazia, a Coreia do Sul está sob risco da artilharia e foguetes do isolado regime.

16/03/2011

Radiação faz Japão abortar uso de helicópteros para resfriar Fukushima

Radiação faz Japão abortar uso de helicópteros para resfriar Fukushima

Imagem divulgada pela Tepco, empresa responsável pela usina


TÓQUIO - Os 50 funcionários da usina nuclear de Fukushima 1, no Japão, que continuavam no local e tiveram que ser retirados na manhã desta quarta-feira (hora local) foram autorizados a voltar à instalação para retomar as tentativas de resfriar os reatores.

A retirada dos trabalhadores foi ordenada após uma nova explosão na usina, desta vez no reator 4.

A medida foi adotada devido ao aumento da radiação na usina, que teria sido causada, desta vez, por danos no reator 3. Ele é agora o principal motivo de preocupação.

Uma tentativa de despejar água de helicóptero sobre o reator para resfriá-lo teve que ser abortada.

Militares vão ajudar a tentar lançar água no reator 3, segundo a agência nuclear japonesa.

O número de funcionários que tentam contornar os problemas na usina foi aumentado para entre 80 e 180.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a operação de resfriamento com uso de helicóptero foi cancelada provavelmente por causa dos altos níveis de radiação.

A Tokyo Electric Power, operadora do complexo de Fukushima, informou que sua prioridade é o reator 3, onde foram registrados os níveis mais altos de radiação.

A empresa confirmou que a situação não era boa no reator 4, onde houve a última explosão. No reator 2, que sofreu explosão na segunda-feira, a temperatura foi estabilizada e a pressão caiu, mas não se sabia ao certo o que provocou as mudanças.


O porta-voz do governo japonês, Yukiya Amano, disse que a radiação na área da usina nesta quarta-feira não estava alta o suficiente para causar danos à saúde.

Os níveis estão variando desde os primeiros problemas apresentados pela usina, na sexta-feira, após o terremoto e a tsunami que atingiram o país. (Entenda o vocabulário atômico)



Ventos devem continuar levando a radiação para o Oceano Pacífico nesta quarta, mas ainda há grande preocupação em Tóquio, localizada a 240 quilômetros da usina de Fukushima. Milhares de pessoas deixam a cidade desde terça-feira, quando o governo local orientou a população a evitar sair às ruas.


Nesta quinta-feira, França, Austrália e Turquia se juntaram aos países que pediram aos seus cidadãos que evitem viagens ao Japão.

A embaixada da França em Tóquio pediu aos franceses que vivem na capital japonesa para deixarem o país ou se dirigirem para o sul devido ao risco de radiação.

Em Tóquio, não há grande risco para a saúde.


Fonte:O Globo/Videos :G1;


15/03/2011

Nova explosão atinge complexo nuclear no Japão

Nova explosão atinge complexo nuclear no Japão

http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/03/explosao-japao-usina-nuclear-foto.jpg

TÓQUIO (Reuters) - Uma nova explosão atingiu na terça-feira (horário local) um complexo de energia nuclear no Japão, nos arredores do superaquecido reator número 2, mas não havia informação imediata de danos ao próprio reator, disse a agência de segurança nuclear do país.


As autoridades do complexo Fukushima Daiichi, danificado na sexta-feira depois do terremoto seguido de tsunami, estão tentando evitar o colapso de todos os três reatores nucleares da usina, enchendo os reservatórios com água marinha para resfriá-los.

A agência de notícias Jiji citou autoridades dizendo que os níveis de radiação em todo o complexo logo após a explosão, a terceira no local, estavam aumentando, mas ainda abaixo dos níveis considerados prejudiciais aos seres humanos.

No entanto, pediram a alguns funcionários que deixassem o local.

"Foi uma explosão de hidrogênio. Ainda estamos avaliando a causa e não estamos seguros se a explosão foi causada pelo dano ao reservatório de supressão", disse um funcionário da agência de segurança.

A agência Jiji informou que a nova explosão causou estragos no teto do superaquecido reator número 2 e que há fumaça saindo do complexo.

Em duas ocasiões anteriores foram registradas explosões de hidrogênio que desprenderam partes do telhado da instalação, mas sem prejudicar as barras do reator, segundo autoridades. Não havia informações imediatas sobre danos nesta terceira explosão.

A Jiji informou que saía vapor do teto do reator número 3 e que foram identificados danos no teto do reator número 4.

A empresa que opera a usina, Tokyo Electric Power, não estava imediatamente disponível para disponibilizar informações sobre o reator número 2, disse a Jiji.

O operador disse que os níveis de radiação na região subiram para 8.217 microsieverts por hora quase uma hora depois da explosão, diante dos cerca de 1.000 microsieverts momentos antes.

As autoridades japonesas disseram que os níveis teriam que chegar a 1 milhão ou mais antes de causar doenças em grande escala pela radiação.

http://www.estadao.com.br/fotos/arte_temor_nuclear(1).gif

Nível de radiação sobe após explosão e já 'pode afetar a saúde'



O governo japonês admitiu nesta terça-feira que os níveis de radiação após as explosões na usina nuclear de Fukushima Daiichi já podem afetar a saúde humana.

O porta-voz do primeiro-ministro, Yukio Edano, disse que os níveis mais altos de radiação foram detectados na usina e que "quanto maior a distância da usina e do reator, menores devem ser a radiação".

Um pouco mais cedo, o primeiro-ministro Naoto Kan pediu àqueles que vivem a menos de 30 km da usina que não saiam de casa. Kan também determinou que os moradores que ainda estão a menos de 20 km da usina deixem o local.

"Ainda há um risco muito alto de que mais radiação vaze", disse Kan em um pronunciamento exibido na televisão japonesa.

O temor de que possa haver o derretimento dos núcleos dos reatores do complexo nuclear, que fica 250 km a nordeste de Tóquio, aumentou após uma nova explosão na manhã desta terça-feira (horário do Japão), a terceira desde o terremoto que atingiu o país há quatro dias.

A explosão ocorreu no reator 2, que os engenheiros tentavam estabilizar, já que outros dois reatores já haviam sofrido explosões.

A empresa que opera a usina, Tokyo Electric Power (Tepco), informou que o nível de radiação no local está elevado. Uma hora de exposição à radiação agora supera em oito vezes o limite legal de exposição à radiação em um ano.

Um incêndio no reator 4 nesta terça-feira também teria levado a vazamentos radioativos.

Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo News, foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul de Fukushima. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde, segundo o governo.

Radiação



Na manhã de segunda-feira, uma explosão no reator número 3 da usina deixou 11 feridos, um deles em estado grave.

A explosão foi sentida a 40 quilômetros da usina e fez com que uma imensa coluna de fumaça tomasse o local.

Já a primeira explosão ocorreu no sábado, quando o reator 1 teve problemas. Desde então, foram retiradas cerca de 185 mil pessoas de um raio de 20 quilômetros da usina e 22 estão sob tratamento por exposição à radiação.

As explosões foram precedidas por problemas no sistema de resfriamento dos reatores, que pararam de funcionar em consequência do terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na sexta-feira, seguido por um tsunami.

As explosões em Fukushima causaram preocupação em diversos países do mundo com suas próprias instalações nucleares.

Os governos da Índia, Alemanha, Suíça e Áustria também anunciaram mudanças em seus programas nucleares.



Desabrigados



Mais de 2,4 mil pessoas morreram em consequência do terremoto e do tsunami no Japão, mas estimativas indicam que o total de mortos no desastre pode ultrapassar 10 mil.

Mais de 500 mil pessoas estão desabrigadas, enquanto dois milhões de residências permanecem sem eletricidade e quase o mesmo número, sem água.

Um funcionário da Cruz Vermelha em Otsuchi no nordeste do Japão disse à BBC que metade da população está desaparecida e os demais estão em estado de choque, tentando encontrar alimentos e se proteger do frio.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o desastre mergulha o país "na crise mais grave desde a Segunda Guerra Mundial".

Estimativas preliminares elevam os custos de recuperação da tragédia em dezenas de bilhões de dólares - um forte golpe para o país, em um momento em que a economia mundial dá sinais de retomada.



Fontes:BBC Brasil;REUTERS;G1.com/Videos:;;G1

14/03/2011

EUA seguem comprometidos com energia nuclear

EUA seguem comprometidos com energia nuclear, diz Casa Branca

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WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca disse na segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segue comprometido em usar a energia nuclear como parte do pacote energético do país, apesar das preocupações com segurança após o terremoto no Japão.


"Continua como parte do plano energético do presidente", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney sobre a energia nuclear.

A alternativa nuclear é parte integral da iniciativa de Obama de incentivar a energia limpa no país para reduzir a dependência norte-americana do petróleo e do carvão.

O plano do governo determina que as companhias produzam 80 por cento de sua eletricidade através de fontes limpas, incluindo gás natural, "carvão limpo", fontes renováveis como solar e eólica, e nuclear, até 2035.

Obama incluiu a energia nuclear no plano como forma de ganhar o apoio dos republicanos. Uma única usina nuclear gera centenas de empregos em sua construção, manutenção e segurança.

Os Estados Unidos possuem mais de 100 reatores nucleares que geram cerca de 20 por cento da eletricidade do país, todos praticamente sem emitir gases causadores do efeito estufa.

Analistas afirmam que a menos que a situação mude drasticamente para pior nas usinas japonesas, os Estados Unidos devem progredir com cautela na questão nuclear.

A Comissão Reguladora Nuclear dos EUA espera decidir até o fim do ano se aprovará ou não a liberação de licenças de construção para quatro novos reatores.

Fonte:REUTERS-Reportagem de Jeff Mason e Timothy Gardner/Video:G1/foto:R7 notícias

06/07/2010

Aviação Iraniana continua sendo reabastecida

Aviação Iraniana continua sendo reabastecida

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TEERÃ - Aviões iranianos continuavam a reabastecer em aeroportos de todo o mundo, disse uma autoridade nesta terça-feira, um dia depois de informações de que aviões do país tiveram abastecimento negado na Alemanha, Grã-Bretanha e num país árabe.

O Financial Times informou que a petrolífera BP parou de reabastecer jatos iranianos, medida que pode juntá-la a um crescente número de empresas que se afastaram do comércio com o Irã em meio aos esforços liderados pelos Estados Unidos de isolar a República Islâmica por conta de seu programa nuclear.

O Irã sofreu uma nova rodada de sanções internacionais por conta de suas atividades de enriquecimento de urânio, que o Ocidente teme poder levar à construção de uma bomba. Teerã afirma que os objetivos de seu programa nuclear são pacíficos.

Os EUA também ampliaram a ofensiva para isolar o Irã economicamente.

Na quinta-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, transformou em leis sanções mais amplas que têm o objetivo de reduzir as importações iranianas de combustível e aprofundar o isolamento internacional do país.

Mas Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, classificou de "parte de uma guerra psicológica" as informações de que alguns países estavam se negando a reabastecer aviões iranianos por conta das sanções impostas pelos EUA.

"Esta notícia não está correta. Não foi imposta limitação", disse Mehmanparast em entrevista coletiva. "A disseminação de notícias equivocadas é feita em linha com a criação de uma atmosfera negativa. É um tipo de guerra psicológica contra nosso povo", disse.

Os comentários dele pareceram ignorar o fato de as primeiras notícias sobre o tema veio na segunda-feira de uma autoridade de primeiro escalão.

O secretário da União Iraniana de Companhias Aéreas foi citado pela agência de notícias ISNA e teria afirmado que a Grã-Bretanha, a Alemanha e os Emirados Árabes Unidos se negaram a abastecer aeronaves da Iran Air e da Mahan Airlines.

Fonte:Reuters/Por Robin Pomeroy

(Reportagem adicional de Fredrik Dahl em Dubai)

03/07/2010

EUA e Israel estariam preparando um ataque ao Iran

EUA e Israel estariam preparando um ataque ao Iran









Relatórios vindos do Oriente Médio afirmam que os EU e israel estão fazendo preparativos para um possível ataque ao Iran.

O relatório surgiu depois que Washington pediu a ONU que aprovasse sanções mais duras contra o Iran devido ao seu programa nuclear.

Os relatos surgiram na imprensa Iraniana e logo depois foram divulgados pela mídia Israelense e iraniana.

Segundo eles -helicópteros Israelenses teriam desembarcado uma grande quantidade de equipamentos militares no Norte da Arábia Saudita, a oito quilômetros de Tabuk -cidade Saudita mais próxima de Israel.

A Revista London Times publicou um relato afirmando que Arabia Saudita e Israel fecharam um acordo onde seria aberto um estreito corredor no espaço aéreo ao Norte da Arábia saudita.

O artigo dizia que o sistema de defesa de mísseis Saudita teria sido ajustado para que os caças Israelenses podessem sobrevoar seu espaço aéreo.

Uma fonte Egípcia teria dito que uma grande frota Norte Americana teria atravessado o Canal de Suez .

Fontes afirmam ainda que a frota Norte Americana era formada por onze fragatas e um porta Aviões e que entre elas haviam navios Israelenses e que todo o tráfego aéreo comercial teria sido suspenso para a passagem da frota naval ao longo do caminho desde o Mediterrâneo até o Mar Vermelho.

Whasington não quiz dar declarações sobre o acontecimento e a movimentação ,já a Arábia Saudita nega que tal movimentação tenha acontecido.

O Dr Eldad Pardo -da Universidade Hebraica de Jerusalém afirma que não é improvável que a Arabia Saudita e outros países do Golfo cooperem com Israel em um possível ataque ao Iran.

Definitivamente é possível" afirmou Pardo-"A questão não é ,se é ,ou não Israel ,eles tem capacidade militar ,p0orém são jogadores pequenos no jogo Iraniano".

Os grandes jogadores são grandes potencias e grandes fenômenos no mundo da globalização,o livre comércio e tudo que está em perigo se o Iran obtiver armas nucleares".

O DrSeyed Mohammad Marandi da Universidade de Teerã disse que :"Os EU estão muito enfraquecidos nos combates que travam no Afeganistão e no Iraque e que o Iran ´´e muito mais forte que os dois juntos".

O Secretário de Estado Maior da Russia afirmou em entrevista coletiva que -"os EU podem sim atacar o Iran e que as concequencias serão devastadoras não só para a Asia mas para toda a comunidade internacional".







Fonte:RT News -Tradução e adaptação- Voarnews foto-Arquivo Voarnews

23/06/2010

Brasil desiste de papel de interlocutor entre Irã e potências

Brasil desiste de papel de interlocutor entre Irã e potências


(O Estado de São Paulo) - Desapontado com a aprovação de novas sanções da ONU contra o Irã, o Brasil desistiu de exercer um papel de interlocutor entre as potências ocidentais e o país persa.

A revelação foi feita pelo chanceler brasileiro, Celso Amorim, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, publicada ontem.

"Não vamos novamente ter uma posição proativa (em relação à negociação iraniana), a não ser que sejamos solicitados", disse Amorim. Segundo o ministro, o Brasil acabou prejudicado "por fazer coisas que todos afirmavam ser positivas".

"Ao final, descobrimos que tem gente que não sabe receber "sim" como resposta", alfinetou o chanceler.

Uma autoridade americana que pediu anonimato comemorou a declaração de Amorim. "Não vejo o Brasil e a Turquia em uma posição de exercer essa mediação", disse ao Financial Times. "Por terem votado contra as sanções da ONU, eles não são mais realmente neutros."

De acordo com o Itamaraty, o Brasil foi incentivado pelo próprio presidente Barack Obama a selar o acordo de 17 de maio, que previa a troca na Turquia de 1.200 quilos de urânio iraniano por 120 quilos de combustível nuclear.

Obama teria afirmado - por meio de cartas vazadas à imprensa pelo governo brasileiro - que o compromisso seria um sinal positivo, embora insuficiente para fazer os EUA desistirem de novas sanções a Teerã.

Mas, após o pacto ser firmado, a diplomacia americana adotou posição oposta. Washington justificou seu ceticismo em relação ao acordo afirmando que a rápida ampliação dos estoques iranianos de urânio praticamente anulava o impacto da troca sobre o avanço de Teerã em direção à bomba.

Fonte: Defesa Brasil -via:O Estado de São Paulo

07/05/2010

Brasil acha que Irã esta mais flexível e aberto a acordos

Brasil acha que Irã esta mais flexível e aberto a acordos


http://notesfromamedinah.files.wordpress.com/2010/01/ahmadinejad-swoardattheready.jpg

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro vê uma janela de oportunidade e disposição do Irã para alcançar uma solução negociada a respeito do programa nuclear da República Islâmica, disse o chanceler Celso Amorim à Reuters nesta sexta-feira.

"Eu acho que existe um espaço. Eu notei na liderança iraniana uma forma mais pragmática", afirmou Amorim em entrevista. "Notei um interesse em avançar."

O chanceler se reuniu na semana passada em Teerã com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e com outras autoridades da República Islâmica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajará ao Irã no fim da semana que vem, também buscará uma solução negociada com Teerã, disse Amorim.

Ahmadinejad disse na quarta-feira que aceitava em princípio uma mediação brasileira.

Países do Ocidente temem que o Irã esteja desenvolvendo uma arma atômica.

E Teerã afirma que o programa nuclear tem fins pacíficos, como a geração de energia.

Apesar dos sinais de disposição, o Irã tem que mostrar claramente mais flexibilidade para aceitar uma proposta da Organização das Nações Unidas para a troca de urânio com o objetivo de resolver o prolongado impasse, disse o chanceler.

"O que nós defendemos é que o Irá faça isso de uma maneira aberta, com menos condicionalidades", afirmou Amorim, acrescentando que o tempo está se esgotando.

"Esse sinal deveria ser logo. Esse mês de maio é um mês fundamental para a gente saber se vai haver uma possibilidade de continuar, ou se cada um tomará seu caminho."


Fonte:Reuters-Por: Raymond Colitt

05/05/2010

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

http://img.photobucket.com/albums/v200/nelsonsantos/caricatures/Mahmud-Ahmadinejad-caricatu.jpg http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/lula_caricatura2.jpg




TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

A chancelaria brasileira, no entanto, afirmou que o país não se ofereceu para mediar um acordo. "O que não quer dizer que se outros países pedirem ele (Brasil) não o fará", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores por telefone.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.

"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano (Hugo Chávez), Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

Questionado por jornalistas em Brasília sobre a declaração de Ahmadinejad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não respondeu diretamente, mas disse que "se houver possibilidade de construir junto com a agência (nuclear da ONU), junto com os países que participam do Conselho de Segurança e junto com o Irã uma proposta que seja aceita pelos dois lados, seria tudo o que o mundo precisa".

"Se o Brasil puder dar uma contribuição, pode estar certo de que nós vamos dar", acrescentou, sem dar mais detalhes. Lula visitará o Irã entre os dias 15 e 17 de maio.

De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reuniu-se nesta semana em Nova York com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, para tratar da questão iraniana.

Mas a assessoria de imprensa do Itamaraty desconhecia uma eventual oferta de mediação do Brasil. Ele disse que o país defende a retomada do acordo de troca de combustível nuclear.

Amorim retorna ao Brasil nesta quarta-feira.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário-- para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas.

Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas.

O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana.

"Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.


Fonte:Reuters/Video CNN por: Parisa Hafezi

03/05/2010

Eixo do Mal se reune na China

Lideres do Eixo do Mal se reune na China


http://blogs.indystar.com/varvelblog/06202006.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLvyToItIEuKICN1Sg5pzSgxB2mgwJjtAZNtE_ooXTnylqUE2BL0_Ir8uzAi4m6Hf5hXjrEmYGkbt_fwIQuIJ0-CTJjOobWfIJ2dZHHsTzL68DnPxmn9okU_Mc8ljeHc3zNWkrFe0j67E/s400/hu+jintao.jpg


O líder norte-coreano Kim Jong-il chegou a China na madrugada desta segunda-feira, confirmou o Serviço de Turismo chinês em Dandong, na fronteira entre os dois países.

“Kim Jong-il chegou às 5h00″ (18h00 de Brasília, domingo), declarou uma fonte do serviço na Ponte da Amizade, que une China e Coreia do Norte, em Dandong, na província chinesa de Liaoning.

As operações turísticas chegaram a ser interrompidas durante a manhã, mas já foram retomadas na área, segundo a mesma fonte.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap já havia informado que um trem, provavelmente com o dirigente norte-coreano, chegara à fronteira com a China durante a manhã.

De acordo com a agência, o destino final do trem seria Pequim.

Uma viagem de Kim a China já havia sido citada pela imprensa da Coreia do Sul e do Japão nas últimas semanas.

Kim Jong-il, que não viaja de avião, já havia visitado a China de trem nos anos de 2000, 2001, 2004 e 2006.


Fonte:Plano Brasil

Hillary: Irã não desviará atenção com acusações "absurdas"

Hillary: Irã não desviará atenção com acusações "absurdas"

A secretária de estado americana Hillary Clinton discursa na  conferência da ONU sobre não-proliferação nuclear, em Nova York Foto:  AFP

A secretária de estado americana Hillary Clinton discursa na conferência da ONU sobre não-proliferação nuclear, em Nova York


A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou nesta segunda-feira que o Irã não conseguirá desviar a atenção sobre seu programa nuclear com acusações "absurdas" e exigiu que Teerã cumpra com suas obrigações internacionais.

"O Irã não triunfará em suas tentativas de dividir e desviar a atenção", disse a responsável da diplomacia americana em seu discurso na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Hillary assegurou que o duro discurso contra Washington pronunciado horas antes pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é uma tentativa de evitar responder por seu descumprimento das exigências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Nesta manhã, o presidente do Irã fez as mesmas acusações velhas, gastas e, algumas vezes, absurdas contra os Estados Unidos e outros presentes a esta conferência", afirmou Hillary.

Além disso, assegurou que o "Irã é o único país presente na sala que o Conselho de Governadores da AIEA declarou descumprir atualmente suas obrigações".

O regime iraniano "desafiou o Conselho de Segurança e a AIEA, e por isso enfrenta o isolamento e a pressão da comunidade internacional", ressaltou.

Em entrevista coletiva, Hillary negou as afirmações de Ahmadinejad de que a política nuclear dos EUA signifique uma ameaça para países como o Irã. "Não parece que o presidente do Irã veio a esta conferência com a intenção de melhorar o TNP", disse.

A secretária de Estado americana assegurou que o presidente Barack Obama "estendeu a mão" a Teerã "logo após chegar à Casa Branca em janeiro de 2009, mas o governo iraniano rejeitou".

Em contraste, Washington "fez sua parte" para avançar rumo ao objetivo da comunidade internacional de reforçar o TNP e eliminar os arsenais nucleares.


Fonte:Portal Terra / EFE

Líder do Irã critica países nucleares

Líder do Irã critica países nucleares e delegados deixam plateia na ONU

Mahmoud Ahmadinejad

O presidente do Irã é o único chefe de Estado que participa da reunião

Delegados presentes à conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York, abandonaram nesta segunda-feira o local onde o presidente do Irã fazia um discurso em que acusava Estados nucleares de ameaçarem aqueles que não têm esse tipo de arsenal.

O líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad também pediu que "qualquer ameaça de uso de armas nucleares ou ataque contra instalações nucleares pacíficas seja considerada uma violação da paz e da segurança internacionais" e condenada pela ONU.

Os delegados dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França abandonaram o recinto, reagindo às críticas às potências nucleares.

As declarações do líder iraniano foram interpretadas como uma referência à nova estratégia de defesa anunciada no mês passado pelos Estados Unidos, que restringe o uso do arsenal nuclear americano, mas diz que as determinações não se aplicam a países que "violem as regras", como o Irã e a Coreia do Norte.

Ahmadinejad disse ainda que os Estados Unidos deveriam ser suspensos da diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) por conta de suas ameaças de usar armas nucleares.

"Como podem os Estados Unidos serem membros da diretoria quando usaram armas nucleares contra o Japão?", questionou.

Pressão

Segundo alguns analistas, a presença de Ahmadinejad em Nova York, decidida na última hora, e a questão nuclear iraniana ameaçam ofuscar as discussões mais amplas do encontro, que reúne delegados de 189 países.

Os Estados Unidos lideram as pressões por novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã.

O objetivo é fazer com que o Irã interrompa seu programa de enriquecimento de urânio, por temor de que o país planeje secretamente construir armas nucleares.

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou três resoluções anteriores contra o Irã, mas o governo iraniano tem resistido às pressões e segue com seu programa nuclear.

Teerã rejeita as alegações de que planeje construir armas e diz que o programa é pacífico, com o objetivo de gerar energia.

Antes do discurso de Ahmadinejad, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, já havia pedido que o Irã "cumpra inteiramente" as resoluções do Conselho de Segurança a respeito de seu programa nuclear.

Brasil

O TNP foi criado em 1968, no auge da Guerra Fria, e tem o objetivo de promover a erradicação das armas nucleares e o uso pacífico da energia nuclear.

A cada cinco anos, é realizada uma conferência de revisão do tratado.

O programa nuclear do Brasil também deverá ser debatido no encontro em Nova York, em um momento em que o país sofre pressões para assinar o protocolo adicional do TNP.

Apesar de ser signatário do TNP, o Brasil não assinou o protocolo adicional, que permite maior acesso da AIEA às instalações nucleares do país.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Nova York.

Nesta segunda-feira, Amorim deverá manter um encontro bilateral com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Ban Ki-moon, pediu que Irã cumpra resoluções sobre programa nuclear

Ban Ki Moon

Chefe da ONU diz que cabe ao Irã sanar as dúvidas sobre seu programa nuclear

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que o Irã "cumpra inteiramente" as resoluções das Nações Unidas a respeito de seu programa nuclear.

Em seu discurso na abertura da conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), Ban pediu que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, atue de maneira “construtiva” e coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"O ônus é do Irã em esclarecer as dúvidas e preocupações a respeito de seu programa", disse o secretário, diante de delegados de 189 países, entre eles, Ahmadinejad.

A presença de Ahmadinejad em Nova York, anunciada na última hora, e a questão nuclear iraniana devem dominar as discussões na reunião de revisão do TNP, que ocorre a cada cinco anos.

Brasil

O secretário da ONU pediu aos países que já têm armas atômicas que reafirmem durante a conferência seus compromissos com o desarmamento nuclear.

Segundo ele, não fazer isso durante o encontro, que reúne representantes de todos os países signatários do TNP, “seria um passo para trás”.

Mahmoud Ahmadinejad

Ahmadinejad é um dos líderes presentes em Nova York

O programa nuclear do Brasil também deverá ser debatido na conferência, em um momento em que o país sofre pressões para assinar o protocolo adicional do TNP.

Apesar de ser signatário do TNP, o Brasil não assinou esse protocolo, que permite maior acesso da AIEA às instalações nucleares do país.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Nova York e nesta segunda-feira deverá manter um encontro bilateral com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Resoluções

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou três resoluções contra o Irã para pressionar o país a interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

Os Estados Unidos e outros países esperam que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma quarta rodada de sanções, por temor de que o Irã planeje secretamente construir armas nucleares.

O governo iraniano tem resistido às pressões e segue com seu programa nuclear.

Teerã rejeita as alegações de que planeje construir armas de diz que o programa é pacífico, com o objetivo de gerar energia.


Fontes & Fotos:BBc Brasil-Por:Alessandra Corrêa-Da BBC Brasil em Washington

29/04/2010

Ahmadinejad solicita visto para reunião nos EUA

Ahmadinejad solicita visto para reunião nos EUA


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Iraniano quer participar de encontro sobre Tratado de Não-Proliferação Nuclear que acontece em NY, sede da ONU, na próxima semana.

presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, solicitou um visto dos Estados Unidos para participar de uma conferência da ONU para a revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que começa em Nova York na próxima segunda-feira, informaram autoridades do governo norte-americano na quarta-feira.

O porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley confirmou que as solicitações de vistos para Ahmadinejad e sua delegação foram apresentadas em Berna, Suíça, e indicou que devem ser aprovadas.

“Temos certas responsabilidades como sede da ONU”, disse Crowley. “Qualquer autoridade estrangeira que estiver vindo à ONU para questões oficiais normalmente recebe um visto.”

Os EUA e outras potências ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares violando o compromisso feito sob o tratado de não-proliferação. O Irã afirma que seu programa nuclear visa apenas gerar eletricidade. O Irã e os EUA não têm relações diplomáticas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, iria liderar a delegação iraniana na conferência que ocorre entre 3 e 28 de maio na sede da ONU, destinada a avaliar o cumprimento do tratado cujo objetivo é impedir a disseminação de armas atômicas e estimular a eliminação dos arsenais existentes.



A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai liderar a delegação dos EUA.

A atual agenda do evento indica Hillary e Mottaki como a quinta e o sétimo oradores, respectivamente.

Fonte:Plano Brasil-via: Último Segundo

Lula descarta urânio do Irã no Brasil

Lula descarta urânio do Irã no Brasil


Presidente desautoriza Amorim, que se encontrou com Ahmadinejad.




Ao contrário da declaração feita na terça-feira pelo chanceler Celso Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o governo brasileiro não trabalha com a possibilidade de ser o depositário do urânio do Irã.

A afirmação foi feita em Brasília, um dia após Amorim reunir, em Teerã, com presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Durante visita à capital iraniana, o chanceler disse que o governo brasileiro estaria disposto a examinar uma eventual proposta para a troca de combustível nuclear iraniano em seu território.

- O Brasil não trabalha com a hipótese de ser depositário do urânio do Irã.

Trabalhamos com outras hipóteses e, nelas, há outros lugares muito mais próximos do Irã do que o Brasil. Acredito na relação humana, acredito na relação política e acredito que somente a paz pode trazer possibilidade de o mundo se desenvolver - disse Lula.

Apesar de Amorim ter admitido a disposição do governo de examinar uma eventual proposta, ele afirmou que a ideia não fora discutida com autoridades daquele país. Lula manteve o discurso antissanção e disse que o Brasil pode negociar uma solução pacífica.

- O Brasil tem grandeza e tem tamanho para jogar esse papel no mundo. Não está escrito em nenhum lugar que apenas alguns países podem cuidar de conflitos mundiais. Cuida de conflitos quem tem a experiência em paz do Brasil. Vamos usar essa vantagem para ajudar a resolver conflitos - afirmou o presidente.


Ahmadinejad pede visto de entrada aos EUA

Depois de viajar para a China na tentativa de convencer o governo de Pequim a aprovar a nova rodada de sanções ao Irã, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, destacou ontem a importância das gestões atuais para frear o programa nuclear iraniano. Em um encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, em Pequim, Sarkozy disse que se as negociações com Ahmadinejad fracassarem, novas punições deverão ser impostas.

- A China deseja usar o diálogo para resolver este problema. A França entende completamente a China, e estamos dispostos a discutir o assunto em um momento apropriado, mas se o diálogo não der resultado, não resta mais saída - disse Sarkozy, ao lado do chinês.

Três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, EUA e Reino Unido - pressionam por uma quarta rodada de sanções contra o Irã, caso o país se negue a suspender parte do programa nuclear. China e Rússia - os outros dois membros - têm importantes laços comerciais com Teerã e ainda se mostram relutantes.

Ainda ontem, o governo americano recebeu um pedido de visto de entrada no país por parte de Ahmadinejad. Segundo a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, ele deve participar da conferência do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), na próxima semana, na sede da organização, em Nova York. De acordo com autoridades, Ahmadinejad provavelmente receberá o visto.

- Temos certas responsabilidades como sede da ONU. Qualquer autoridade estrangeira que estiver vindo para questões oficiais normalmente recebe um visto - disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

Fonte: O Globo-Por:Luiza Damé

28/04/2010

Brasil e Irã devem trabalhar por nova ordem mundial, diz Ahmadinejad

Brasil e Irã devem trabalhar por nova ordem mundial, diz Ahmadinejad

Celso Amorim em Teerã

Amorim pediu flexibilidade ao Irã e à comunidade internacional


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira ao chanceler Celso Amorim que Brasil e Irã devem trabalhar por uma nova ordem mundial.

“Irã e Brasil devem desempenhar um papel maior na criação de uma nova ordem mundial mais justa”, disse Ahmadinejad após um encontro com o chanceler em Teerã.

Amorim está no país para preparar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio. O ministro se encontrou com o presidente do Parlamento iraniano, Ari Larijani, com o chanceler do país, Manouchehr Mottaki, e com Ahmadinejad.

Além do líder iraniano, Mottaki também ressaltou a importância do Irã e do Brasil no cenário global e afirmou que os dois são “grandes jogadores internacionais que podem desempenhar um papel fundamental no estabelecimento da paz e da segurança internacionais”.

“Estamos otimistas sobre as perspectivas de uma cooperação coletiva entre os dois países e acreditamos que a ampliação desses laços irá beneficiar tanto as duas nações como toda a região”, disse Mottaki.

Amorim, por sua vez, disse que encerrou sua missão no Irã de forma “mais otimista” sobre um acordo para evitar sanções contra o país.

“As conversas em Teerã foram profundas e complexas, mas não definitivas. Saio daqui mais otimista”, disse Amorim, antes de embarcar de volta ao Brasil.

Garantias

Durante a visita, o chanceler voltou a defender o diálogo como a melhor saída ao impasse sobre o programa nuclear do país, mas afirmou que o Irã tem que garantir à comunidade internacional que seu programa não tem objetivos militares.

Em entrevista coletiva transmitida pelo canal iraniano em inglês Press TV, após encontro com o chanceler iraniano, Amorim também fez um apelo para que o governo iraniano e as potências mundiais demonstrem "flexibilidade" para chegar a um acordo sobre o assunto.

"O Irã deve ter o direito de manter atividades nucleares pacíficas, mas a comunidade internacional deve receber garantias de que não haverá violações nem desvios para o uso em fins militares", afirmou o ministro.

"Na maioria das vezes, por algum motivo, pode haver dúvidas e até suspeitas. Mas o que o Brasil diz é que todas essas ambiguidades precisam ser eliminadas."

Em entrevista à agência de notícias oficial iraniana Irna após os encontros em Teerã Amorim afirmou que o Brasil está interessado em evitar que o Conselho de Segurança da ONU imponha uma nova rodada de sanções ao Irã.

"Acreditamos que sanções são ineficientes", afirmou. "A única coisa que as sanções fazem é prejudicar as pessoas, principalmente as classes mais baixas."

O Brasil é membro temporário do Conselho, que reúne ainda outros 14 países. Para serem aprovadas, as sanções precisariam de pelo menos nove votos na organização, sem que nenhum dos membros permanentes usem seu poder de veto.

Ainda na mesma entrevista, Amorim disse que o Brasil poderia considerar a hipótese de realizar em território nacional o enriquecimento de urânio para o Irã.

"Até o momento, não houve uma proposta. Mas se recebermos essa proposta, ela seria examinada", afirmou.

Sobre as críticas à aproximação do Brasil com o Irã, o ministro afirmou que elas são "naturais".

"Até nossos melhores técnicos de futebol enfrentam críticas", brincou. "Mas as críticas não podem ser vistas como uma pressão."

27/04/2010

Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã

Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã



William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de  Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama Foto:  Divulgação

William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama Foto: Divulgação


William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama





Uma das estrelas do Centro Belfer para o Estudo das Ciências e Assuntos Internacionais da Universidade de Harvard, o professor William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama.

Especializado em segurança nuclear e em métodos de não-proliferação de armas nucleares, ele foi o responsável por administrar um orçamento de US$ 2 bilhões voltado para a prevenção de roubo de material nuclear por organizações terroristas.

Foi também o responsável pela estratégia do setor em Washington nos últimos quatro anos.
Em entrevista exclusiva ao Terra ele considera "desastrosa" a posição de Brasília em relação às sanções defendidas pelas grandes economias ocidentais contra o Irã, positivo o encontro em Washington há duas semanas que reuniu líderes dos quatro cantos do globo em torno da questão nuclear, possível um ataque preventivo de Israel a Teerã, além de defender os gastos recorde com o setor nuclear anunciados este ano pelo governo Obama.

Em Harvard ele desenvolve um projeto voltado ao uso de energia nuclear para o bem-estar da população no próximo século.

Greg Mello, um notável ativista contra a energia nuclear aqui nos EUA e com formação na Universidade de Princeton, publicou em fevereiro na revista especializada Bulletin of the Atomic Scientists um artigo contundente em que aponta um paradoxo na política nuclear de Washington. Ele nos lembra que a administração Obama, ao mesmo tempo em que propaga a necessidade de se diminuir o número de armas nucleares no planeta, aumentou em 22% o orçamento para o setor nuclear interno.

O senhor concorda com Mello?


Não. O argumento de que aumentar os gastos com infra-estrutura para a manutenção do aparato nuclear - incluindo armamentos - é inconsistente com a política de desarmamento e ignora vários fatores de suma importância.

Para começo de conversa, a partir do momento em que dispomos de armas nucleares - e ninguém de fato acredita que elas desaparecerão da noite para o dia - precisamos ter certeza de que elas estão sendo mantidas de modo seguro e sim, em bom uso.

Há um imenso custo - inclusive de pessoal especializado - na manutenção das armas, na produção e aquisição de equipamento sofisticado e na criação de prédios especializados e extremamente seguros.
Mas trata-se do maior investimento do governo na área desde a Segunda Guerra Mundial.... Sim, mas estas atividades todas que eu mencionei foram negligenciadas por mais de uma década.

Os custos aumentaram, alguns prédios estão ultrapassados e precisam ser substituídos por outros com urgência.

Mais: os EUA reduziram em cerca de 80% o arsenal de armas nucleares desde o fim da Guerra Fria. E, acredite, desmantelar este arsenal também custa caro.


De forma prática, quais foram os resultados do Encontro de Washington?


O mais significativo é a compreensão dos líderes mundiais dos reais perigos do terrorismo nuclear e da responsabilidade individual, de cada um deles, de impedir esta tragédia.

Creio que vários lideres viajaram para Washington pensando em anunciar planos para aumentar a segurança nuclear em seus países, mas também pensando em não terem quaisquer incidentes nucleares a curto prazo, o que causaria enorme embaraço. Também acho positivo o anúncio de um novo Encontro na Coréia do Sul, em 2012.


O senhor escreveu que "os significados reais do Encontro, no entanto, dependem de como o ímpeto político de Washington se traduzirá em ações tangíveis nos quatro cantos do planeta".
O senhor poderia ser mais específico?


Sim. É preciso minimizar o uso de urânio ultra-enriquecido e incrementar pesquisa na conversão para a criação de combustível com baixo nível de enriquecimento.

Também precisamos melhorar a segurança física e material das usinas e assumir um compromisso real para investigar todos os casos de tráfico de material nuclear, incluindo tanto as origens quanto o destino do material, revelando quem estava envolvido na compra, venda, roubo e transporte do produto.


O senhor acredita que a Al-Qaeda está de fato tentando adquirir armamentos nucleares?
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso.

Para sorte nossa muitas abnegadas autoridades, nos EUA e em outros países, estão determinadas a prevenir este quadro terrível.

Não se iluda, esta é a grande competição de nossos tempos.

Pelo menos três organizações terroristas tentaram ter acesso a armamento nuclear e seguem com planos de adquirí-los.
Como o senhor vê a posição do Brasil na discussão em torno do programa nuclear iraniano?

Há, afinal, o receio de que, no futuro, o Irã possa suprir grupos armados que lutam contra Israel com armas nucleares...


É desastroso que o Brasil tenha se posicionado tão decididamente contra as sanções a Teerã. Obviamente alguns países serão afetados mais do que outros, mas toda a comunidade internacional sofrerá com um Irã nucelar.

Teerã terá mais liberdade para conduzir uma política externa e militar mais agressiva no Oriente Médio, aumentando tanto as tensões quanto o preço do barril do petróleo.


O Brasil tem interesse econômico na região e o Brasil é o principal exportador de frango e carne para o Irã, mas até que ponto Brasília é importante nesta discussão?

Uma importância clara. O Brasil é um líder no que diz respeito a tecnologia nuclear, é uma das grandes economias do globo e está se tornando cada vez mais influente.

Outras nações prestam atenção na posição do Brasil, de onde buscam liderança.

E não se engane: só vamos resolver assuntos delicados como uma violação de Teerã das regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se todas as nações responsáveis do planeta falarem com uma só voz.

Só assim Teerã entenderá que não se trata de discriminação ou arbitrariedade, e sim uma preocupação legítima e real das nações responsáveis do planeta.

Mas como convencer Teerã de que a preocupação das nações responsáveis não levam em conta o fato de o Irã estar cercado por países que possuem armamento nuclear, como o Paquistão, a Rússia, a Índia e mesmo Israel?

Mas para levarmos em conta esta premissa teríamos que acreditar que o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares, o que Teerã preemptoriamente nega.

A proximidade com estes países não é justificativa para a violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Alemanha e Japão, por exemplo, estão localizadas próximas de países com armas nucleares mas vivem em segurança porque formularam suas políticas externa e de defesa com o claro objetivo de não ameaçarem ou desestabilizarem seus vizinhos.

E o Irã segue avançando seu programa nuclear apesar do ataque a dois de seus maiores inimigos: Saddam Houssein e a Al-Qaeda, que recebia proteção dos talibãs. Nos dois lados da fronteira a situação melhorou para Teerã.

O quão ruim para o Departamento de Estado foi a decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de não participar do Encontro de Washington?


Israel foi representado no Encontro. A ausência do primeiro-ministro não teve grandes repercussões.

O senhor acredita ser real a chance de Israel atacar preventivamente o Irã se Teerã seguir com seu programa nuclear?



Seria difícil dizer que não, especialmente por conta do volume das ameaças direcionadas a Israel pelo presidente Ahmadinejad.

Os israelenses acreditam piamente que a posse de armas nucleares pelo Irã é uma ameaça ao Estado de Israel.

Como o senhor vê a situação na Coréia do Norte, que na semana passada anunciou que deve proceder mais um teste nuclear?

Seria o terceiro teste e, em se tratando de Pyongyang, prever ações é tarefa dificílima.

O governo Obama está determinado a não aceitar a existência de uma Coréia do Norte com armas nuclear e disposto a retomar as conversas que envolvem seis nações para se chegar a algum acordo.

Mas o que precisamos é de um investimento real da China, a principal parceira econômica da Coréia do Norte, seu único amigo real no planeta, que os ajuda financeiramente que assegure uma Península Coreana livre de armas nucleares.

E temos de levar em conta a enorme pressão sofrida pelo governo de Kim Jong-il por conta da crise financeira, inflação, execução de ministros e altos funcionários, crise de abastecimento e até demonstrações públicas de descontentamento contra um regime que escraviza sua própria população.

Nestes momentos, Pyongyang normalmente dá coice para todos os lados.



Fonte:Portal Terra-Por:Eduardo Graça -Direto de Nova York