
SUA REVISTA ELETRÔNICA EM AVIAÇÃO [Your e-magazine of Aviation] VOAR NEWS AVIAÇÃO & DEFESA
21/10/2012
Atividade que atrai pássaros terá restrição ao redor de aeroportos

15/09/2011
Primeiro módulo do SIGIPAER entra em operação
As notificações e o acompanhamento de ocorrências da aviação civil e a confecção dos relatórios de investigação dos acidentes e incidentes da aviação civil já estão sendo realizados dentro do sistema.
Além disso, o SIGIPAER permite o acompanhamento das Recomendações de Segurança de Voo (RSV), desde a emissão pelo CENIPA até a implementação pelo destinatário.
O objetivo desse Sistema é tornar mais ágil os processos de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos, além de aumentar, substancialmente, o volume e a diversidade de dados disponíveis para os trabalhos de pesquisa voltados para a prevenção de acidentes.
O SIGIPAER pode ser acessado pelo site do CENIPA, no link Notificação de Ocorrências, ou diretamente pelo endereço www.sigipaer.aer.mil.br. As dúvidas ou problemas técnicos podem ser reportados ao CENIPA, pelo email sigipaer@cenipa.aer.mil.br.
Outra funcionalidade do sistema será o seu Módulo OACI, responsável pela geração dos relatórios e demais documentos endereçados à Organização de Aviação Civil Internacional (Notification, Preliminary Report, Accident/ Incident Report, Final Report e Safety Measures).
Fonte:CENIPA
14/07/2011
Parte dos acidentes aéreos poderia ser evitada
Parte dos acidentes aéreos poderia ser evitada com melhor formação dos pilotos
16/05/2010
Bird strike um problema sério que atinge a aviação mundial
Bird strike um problema sério que atinge a aviação mundial
É mais uma tentativa de reduzir o velho problema de colisões entre aviões e pássaros. Estima-se que isto ocorra a cada 800 pousos no país.
A Azul, por exemplo, gastará uns US$ 2 milhões no conserto de uma turbina avariada há duas semanas numa colisão assim.
Choque de avião com pássaros há no mundo todo. Mas aqui o problema parece ser maior.
Lembra o piloto Chesley Sullenberger, que virou herói nos EUA ao pousar, em 2009, no Rio Hudson, salvando 155 pessoas? O avião havia perdido o controle num choque com pássaros.
Na verdade a aeronave A-320 da US Airways teve um apagão nos motores por ingestão de passaros ,vindo a fazer um pouso de emergência bem sucedido no Rio Hudson .
28/10/2009
APONTADAS 8 FALHAS CONTRIBUÍNTES PARA O ACIDENTE DA TAM
APONTADAS 8 FALHAS CONTRIBUÍNTES PARA O ACIDENTE DA TAM EM 2007
O relatório final sobre o maior acidente aéreo do País, a que o Estado teve acesso, diz que os peritos não encontraram evidências de falha nas engrenagens dos manetes (aceleradores).
Como o equipamento se encontrava muito destruído pelo fogo e pelo impacto da queda, não foi possível determinar com 100% de certeza em que posição as alavancas de potência estavam no momento em que o Airbus A320 varou a pista do Aeroporto de Congonhas.
Ocorre hoje, em Brasília, a última reunião da comissão de investigação do acidente, com a participação de peritos americanos e franceses que auxiliaram na apuração.
A segunda hipótese, diz o Cenipa, é a mais provável "uma vez que é elevada a improbabilidade estatística de falha no sistema de acionamento" dos manetes.
Os ensaios mostraram ainda que, embora não fosse previstas pelo fabricante do jato, as duas tentativas de arremetida (desistência do pouso) foram bem-sucedidas 15 segundos após o toque dos trens de pouso com o solo.
"Tal situação pode colocar a aeronave em condição crítica e, dependendo do tempo necessário para que a tripulação identifique essa configuração e dos parâmetros da pista de pouso, uma situação catastrófica poderá ocorrer", avisa o Cenipa.
Na ocasião, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) elaborou plano de ações corretivas em que se comprometia a avaliar soluções para o problema.
Um ano depois, ao analisar o plano da estatal, o DAC advertiu: "A Infraero será responsabilizada por eventuais danos e/ou prejuízos ocasionados a terceiros, em razão da não correção da referida irregularidade".
12/10/2009
Tolerância zero de Nova Iorque com gansos
Tolerância zero de Nova Iorque com gansos no sítio aeroportuário
Aos culpados pelo Milagre do Hudson – a outra face da glória
Assim como a maioria das histórias, o já lendário pouso do voo US Airways 1549 nas águas geladas do Rio Hudson, em 15 de janeiro de 2009, também tem um herói e um vilão.
Na amerissagem, classificada por especialistas como um verdadeiro milagre, o herói – Comandante Chesley B. Sullenberger III se tornou uma personalidade, tanto que no dia 1° de outubro, os fãs o aplaudiram e pediram muitos autógrafos.
A imprensa realizou intensa cobertura do voo interrompido, de Nova Iorque a Charlotte. Já os culpados pelo acidente – os gansos canadenses, que causaram o apagamento dos dois motores da aeronave – não foram festejados por ninguém.

A população de gansos canadenses que residem na área metropolitana de Nova Iorque é bastante difícil de ser mensurada, mas as estimativas são de 20.000 aves. O fato é que, em oito dias agitados do último verão americano, a população foi reduzida em 1.235 aves.
Cerca de doze funcionários do serviço de vida selvagem e de proteção ambiental do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) capturaram as aves, com o uso de caiaques e armadilhas, para realizar a eutanásia através de gás.
A ação não foi chamada de extermínio, mas nenhuma das aves sobreviveu para ver as folhas de outono caírem.
Não é certo que a eutanásia deixou os céus da cidade mais seguros.
O certo é que gansos e aeronaves criam uma combinação perigosa para ambos os lados.
De acordo com Richard A. Dolbeer, cientista em vida selvagem e referência mundial no assunto, esta espécie de ganso tem quatro quilos e realiza voos em grandes bandos, sendo ainda abundantes - população estimada de cinco milhões de indivíduos, caracterizando-se como a espécie mais perigosa para a aviação.
Originalmente, estas aves migravam sobre Nova Iorque na primavera e no outono, mas uma população residente foi introduzida na década de 30, a fim de incentivar a caça esportiva.
Alguns defensores da vida selvagem ainda são céticos a respeito da eficiência das ações letais realizadas, afirmando que não houve uma pesquisa suficientemente profunda na população residente de gansos para definir quantos indivíduos deveriam ser sacrificados. “Há muito o que fazer antes de tomar medidas como esta.
Não que isto não possa ser realizado, mas a lição de casa deve ser feita anteriormente”, afirma Glenn Phillips, da New York City Audubon, comunidade dedicada à preservação de aves selvagens.
Ele disse, ainda, que as aves que derrubaram a aeronave de Sullenberger não eram residentes, segundo testes laboratoriais. Portanto, a redução da população residente não teria evitado o acidente.
As autoridades locais foram mais otimistas, apesar de não terem sido abatidas as 2.000 aves inicialmente previstas na ação.
O vice-prefeito, Edward Skyler, disse que “gansos canadenses são uma séria ameaça à aviação, seres humanos a bordo de aeronaves e no solo devem ser protegidos. Devemos realizar diversas medidas que reduzam a probabilidade de colisões com aves”.
Segundo Jason Post, o porta-voz do prefeito Michael Bloomberg, “a ação letal que custou pouco menos de US$ 50,000, rateada entre a cidade e as autoridades aeroportuárias de Nova Iorque e de Nova Jérsei, não foi a única medida de controle usada este ano”.
Durante a época de nidificação, foi utilizado óleo de milho para cobrir 1.739 ovos de ganso. Segundo Carol Bannerman, porta-voz do USDA, “o óleo impede que os ovos se desenvolvam”.
Paralelamente às ações sazonais, outros procedimentos de afugentamento são realizados todo o ano, a fim de manter as aves longe dos sítios aeroportuários.
Os três maiores aeroportos de Nova Iorque mantêm ações de controle da vida selvagem desde a década de 70.
Pirotécnicos, falcoaria e armas de fogo têm sido utilizados por equipes treinadas para dispersar e abater aves nas áreas patrimoniais dos aeroportos. “As equipes fazem rondas regulares no aeroporto com várias atribuições, sendo uma delas o registro da presença de aves”, disse John Kelly, porta-voz da autoridade aeroportuária.
Ele afirmou ainda que “algumas situações exigem o uso das armas para dispersar, outras para matar as aves nos aeroportos”.
“As autoridades mantêm uma política de tolerância zero para os gansos na área aeroportuária. As armas de fogo são utilizadas somente por pessoal treinado e certificado do setor de operações do aeroporto”.
Fonte:CENIPA:(Tradução e adaptação do Maj Av Henrique Rubens Balta de Oliveira, artigo original em http://www.nytimes.com/2009/10/03/nyregion/03geese.html)
01/10/2009
NOVAS REGRAS PARA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES AERONAUTICOS
NOVAS REGRAS PARA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES AERONAUTICOS

Essas normas não estavam previstas no Projeto de Lei 2453/07, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea, analisado pela comissão. Foram acrescentadas no texto aprovado pelo colegiado, o substitutivo do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Segundo o texto, caberá ao Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) a guarda e o controle de acesso aos destroços durante toda a apuração. O projeto original prevê que a proteção das evidências ficaria sob responsabilidade da Polícia Militar ou das Forças Armadas.
Relatório final
A matéria aprovada estabelece que o relatório final sobre o acidente não poderá ser usado como prova em inquérito judicial ou administrativo que venha a ser aberto. De acordo com o relator Aldo Rebelo, o objetivo é garantir a separação entre as investigações criminal e de segurança aérea.
Enquanto a primeira se prende à busca de culpados, a do Sipaer visa às causas do acidente e à prevenção de novas tragédias.
O texto determina também que a investigação aeronáutica poderá ser interrompida se, no curso da apuração, ficar claro que o acidente foi provocado por "ato ilícito doloso", como uma bomba. Nesse caso, o trabalho será assumido pela Polícia e o Ministério Público.
A proposta permite ainda ao Sipaer disponibilizar especialistas próprios para auxiliar a investigação policial. Porém, o profissional não poderá ter participado da investigação do Sipaer.
Investigação
Em relação às provas usadas na investigação, a matéria aprovada garante ao Sipaer a precedência no acesso às fontes, como gravações da torre de controle e desta com os pilotos.
Além disso, os depoimentos colhidos não poderão ser usados como prova em processo criminal ou administrativo.
O substitutivo determina que a investigação de acidentes com aviões militares ficará a cargo do respectivo comando militar onde a aeronave estiver lotada.
No caso de avião militar estrangeiro, a investigação será coordenada pelo Comando da Aeronáutica.
CPI da Crise Aérea
O texto aprovado pelos deputados é um dos dois projetos oferecidos pela CPI que investigou os dois acidentes que envolveram aviões da Gol e da TAM.
O primeiro (com o avião da Gol), que completou três anos esta semana, matou 154 pessoas, entre passageiros e tripulantes. O segundo, ocorrido em julho de 2007, matou 199 pessoas, incluindo 12 que estavam em solo.
Para o relator, a proposta aprovada preenche uma lacuna da legislação brasileira. Apesar de ser um dos signatários da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (conhecida como Convenção de Chicago), o Brasil nunca adaptou a sua legislação às normas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), como determina a convenção.
Segundo Rebelo, o texto recebeu sugestões de órgãos de segurança aeronáutica, como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Cenipa é o órgão executivo das ações do Sipaer.
Fonte: Agência Câmara via 24HorasNews via desastresaereosnews

