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05/03/2013
DEFESA E TECNOLOGIA - Helibrás próxima de nacionalização do projeto EC-725

14/09/2012
VÍDEO: Campanha de tiro da Eurocopter com helicóptero EC725
18/07/2012
Defesa recebe novo helicóptero para uso da presidente Dilma
23/12/2011
FAB assina contrato de suporte logístico de seus EC-725
FAB assina contrato de suporte logístico para frota de EC-725
A Força Aérea Brasileira firmou nesta quarta-feira (21/12), em Brasília, o contrato de suporte logístico para a frota de helicópteros EC- 725 das Forças Armadas.
O acordo, no valor de R$ 149 milhões, foi assinado pelos presidentes da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, e da Helibras, Eduardo Marson Ferreira. O contrato, de 5 anos, prevê o fornecimento de materiais e a prestação de serviços para dar suporte à operação das aeronaves EC-725.
O contrato de suporte logístico foi estruturado, tendo por meta garantir a disponibilidade da frota de helicópteros EC-725 em níveis superiores a 80%.
Para tanto foi adotado o conceito logístico do “ Time and Material”, pelo qual a empresa contratada fica responsável pelo gerenciamento e guarda, em suas instalações , dos itens reparáveis de propriedade e uso exclusivo da contratante, assim como pela prestação de serviços de inspeções, reparos e assistência técnica, em todo o território nacional, de modo a atender a demanda de operação das Forcas Armadas.
Depois do Contrato de Suporte Logístico (Contract Logistic Suport – CLS) para a manutenção dos motores, assinado com a empresa TURBOMECA do Brasil, em setembro passado, a Comissao Coordenadora do Programa Aeronave de Combate ( COPAC), responsável pelo Projeto H-XBR , encerrou as negociações do CLS para a manutenção da célula e respectivos sistemas, junto a empresa HELIBRAS, sediada na cidade de Itajubá , Sul de Minas Gerais.
O Projeto H-XBR, pioneiro na contratação conjunta para as Forças Armadas, é, em sua essência, a principal ferramenta governamental em prol de uma indústria nacional capaz de conceber e produzir aeronaves de Asas Rotativas no Brasil.
Esse projeto prevê a aquisição de 50 helicópteros de Médio Porte EC- 725, classe de 11 toneladas, que serão capazes de operar em qualquer ponto do Brasil e da América do Sul, atuando em diversos cenários operacionais, nos Teatros de Operação Marítimo, Amozonico e Pantaneiro, cumprindo missões de Transporte Tático, Resgate em Combate(C-SAR), Evacuacao Aeromédica, Transporte Logistico e Operações Especiais.
Brasil - Helibras Puramente Brasileira Frabrica -O EC 725 Super CougarReportagem e Entrevista da TV Estadão- vinculada em: Jun/2011
Fonte: COPAC-via:Cavok/Videos:Reportagem TV Estadão;CANAL:World defense military news-Via :Youtube.com/foto:planobrasil.com
24/09/2011
Helibras assina mais dois contratos para o programa do EC725
Agora já são 14 fornecedores brasileiros para a produção, no país, do helicóptero militar com transferência de tecnologia.
A Helibras assinou mais dois contratos com fornecedores brasileiros de serviços de engenharia e de logística, dando continuidade ao seu programa de expansão para projeto e desenvolvimento, em Itajubá (MG), das configurações dos 50 helicópteros EC725 adquiridos pelas Forças Armadas.
São elas a SDV Brasil, que proverá serviços de logística e gerenciamento de estoques e a Akaer, para serviços de engenharia. Com isso, já são 14 as empresas com operações no país que desenvolverão as especificidades necessárias para a produção local das aeronaves.
“Com mais estas empresas sendo agregadas ao programa EC725, a Helibras avança no atendimento do compromisso firmado com o Ministério da Defesa de oferecer um conteúdo nacional agregado de 50% nesses helicópteros. Trata-se de uma atividade estratégica que vai contribuir para o desenvolvimento da indústria nacional e que também será importante para o objetivo de concebermos, a médio prazo, um helicóptero brasileiro”, explica Eduardo Marson Ferreira, presidente da Helibras.
A SDV Brasil fará o transporte de todas as partes e peças do EC725 vindas da Europa, e também vai gerenciar uma nova instalação de 2500 m² que está sendo construída na cidade de Itajubá-MG, na qual serão armazenados todos os cerca de 40 mil componentes destinados a cada unidade do novo helicóptero.
“A SDV Brasil é consolidada como prestadora de serviços logísticos e de transporte internacional. Assinamos com a Helibras este grandioso projeto num espírito de parceria a longo prazo. Esta implementação concretiza um avanço estratégico e fará parte de um programa de importância histórica para o Brasil. O know-how da SDV, tanto nas atividades logísticas quanto no setor Aeronáutico e de Defesa, dois dos nossos principais setores de atuação, será desenvolvido com recursos, infraestrutura e equipes totalmente dedicados na nossa filial de Itajubá, para a Helibras” diz Jean Claude Junin, CEO da SDV Brasil Ltda, empresa do Grupo Bollorè presente desde 1974 no Brasil.
Já a Akaer, com sede em São José dos Campos, vai realizar serviços de engenharia na integração e instalação de sistemas mecânicos e elétricos, sob coordenação da área de engenharia da Helibras.
“A Akaer é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de aero-estruturas e à gestão de projetos turnkey para a indústria aeroespacial e de defesa. Como já fornecemos soluções de engenharia para grandes fabricantes de aeronaves, acreditamos poder contribuir com mais este importante projeto da indústria aeronáutica brasileira, que estará ainda mais capacitada com a expansão da Helibras”, diz César Augusto da Silva, CEO da Akaer.
As demais empresas brasileiras já contratadas em função do programa do EC725 são: Turbomeca (Motor), Turbomeca/Sagem (Piloto Automático), Turbomeca/Microturbo (APU), Toyo Matic (usinagem de peça vital: punho da cabeça do rotor principal), InbraAerospace (capôs e carenagens do cone de cauda e estrutura intermediária em material composto), AEL (Aviônicos), AERNNOVA (cone de cauda em estrutura de alumínio), Rohde & Schwarz (Rádios), RCS, GNS, UNISTIL e Master (fabricação e usinagem de ferramentais).
A Helibras está construindo uma nova fábrica para produzir os helicópteros destinados às três Forças armadas brasileiras e sua versão civil, o EC225, destinada às operações offshore de transporte entre o continente e as plataformas de petróleo localizadas em alto mar.
Com um investimento de R$ 420 milhões, a empresa também vai ampliar o número de funcionários, passando de 300 à época da assinatura do contrato, em 2009, para 1.000 pessoas até 2015, quando as novas instalações estiverem totalmente operacionais.
As três primeiras unidades do EC725 já foram entregues para a Marinha, o Exército e para a Aeronáutica no final do ano passado. A conclusão das obras civis na planta da Helibras em Itajubá – MG está prevista para o final deste ano, e o início das atividades de produção deve acontecer em março de 2012.
Fonte:Portal Fator Brasil/Foto:aviacaogeral.com/Vídeo:armyreco-via:Youtube.com
05/09/2011
Helibrás-Produção de Helicópteros nacionais somente em 2020!
Helibrás-Produção de Helicópteros nacionais somente em 2020!
O processo de transferência de tecnologia para a produção do EC-725, na fábrica da Helibras em Itajubá – MG, vai permitir que a empresa, até 2020, adquira o know-how necessário para conceber, projetar e produzir um helicóptero no Brasil.
Esta informação foi transmitida pelo presidente da Helibras Eduardo Marson Ferreira, durante seminário sobre a Estratégia Nacional de Defesa realizado esta semana em São Paulo.
Entrevista com o Presidente da Helibrás feita em 2010
Ele revelou que as cláusulas sobre a existência de um conteúdo nacional de 50% existentes no contrato com o Ministério de Defesa para a compra de 50 aeronaves EC725, destinadas às Forças Armadas e já em execução, garantirão a capacitação da empresa brasileira – uma subsidiária do grupo Eurocopter.
“Desde o início deste programa o presidente do grupo, Lutz Bertling, já anunciava, durante uma visita ao Brasil, que a Helibras iria se transformar no quarto pilar de produção da Eurocopter, o que significa ter a capacidade de criar e produzir helicópteros para o mercado mundial”, lembra Marson Ferreira.
O programa de produção dos helicópteros militares – e, em conseqüência, de sua versão civil, chamada EC225 e utilizada no transporte offshore, entre o continente e as plataformas de petróleo, por exemplo, já está em andamento.
Como previsto desde o início, a produção das primeiras aeronaves foi realizada na França, com acompanhamento de engenheiros e técnicos militares e civis brasileiros.
A implantação das estruturas necessárias no Brasil por técnicos franceses e a capacitação no Brasil e na França dos funcionários da Helibras que produzirão as aeronaves no país, com a contratação de engenheiros (40 até o momento) e mecânicos brasileiros, já aconteceu.
E a contratação de fornecedores nacionais, escolhidos para desenvolver as várias tecnologias utilizadas nesse tipo de helicóptero, também já está sendo realizada.
Uma nova fábrica está em fase de construção, em Itajubá – MG, com sua conclusão prevista para o final deste ano e, no total, a empresa passou de 300 empregados em 2009, quando o contrato de € 1,8 bilhão foi assinado, para 560 atualmente, devendo chegar a 1.000 até 2015.
Além disso, outros conhecimentos vêm sendo adquiridos através de certificações para a realização de grandes manutenções, que também é um estágio necessário à capacitação tecnológica, incluindo-se a homologação de fornecedores brasileiros de ferramentais e serviços.
Quando todo este programa de transferência de tecnologia estiver implantado e as aeronaves militares EC725 (e sua versão civil EC225) estiverem sendo produzidas em solo brasileiro, a Helibras terá condições de definir o tipo de aeronave a ser projetada e desenvolvida no país, considerando seus objetivos de colocar o produto nos mercados não apenas do Brasil ou da América Latina, mas de todo o mundo.
basemilitar.com.br;Cavok;
viacomercial.com.br/vídeos:armyreco;SantaCatarinaBR4SIL-via:Youtube.com
05/04/2011
Cortes na Defesa preserva projetos estratégicos
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define até o fim desta semana o corte de R$ 4,3 bilhões no Orçamento de investimento e custeio do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Jobim já decidiu manter os investimentos previstos na lei orçamentária deste ano para os projetos de construção do submarino nuclear, do avião cargueiro KC-390 e de 50 helicópteros EC 725, a serem destinados para as três Forças Armadas.
Em contrapartida, vai cortar a compra de 12 helicópteros russos para a Força Aérea Brasileira (FAB), conforme previa a peça aprovada do Orçamento Geral da União.
Na definição entre o que manter ou cortar, Jobim levou em conta a manutenção de projetos importantes, como o de desenvolvimento de uma indústria nacional de material bélico, e daqueles considerados estratégicos para dotar o país de uma força armada, que permita ao Brasil buscar um espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, sobretudo após descoberta de um mar de petróleo sob a camada do pré-sal, em 2007.
Um exemplo do primeiro caso é a fabricação do helicóptero EC-725 Super Cougar pela Helibras, numa parceria com a Eurocopter, líder mundial do setor. “A Helibras não está produzindo sozinha.
As turbinas estão sendo produzidas pela Turbonet, uma empresa com sede no Rio de Janeiro.
A aviônica é parte da Aeroeletrônica, que está em Porto Alegre, por exemplo”, diz Jobim. “Essas empresas são montadoras, há uma enorme capilaridade de fornecedores. Se parar agora, atinge todo um ciclo. Então não faço. Tem que segurar o andamento dessa indústria, que é de alta tecnologia.”
O ministro da Defesa disse que nem mesmo o ritmo inicial de execução desses investimentos – submarino, KC-390 e os helicópteros EC-725 – será reduzido.
O orçamento do ministério previa R$ 1,85 bilhão para o submarino, que está sendo desenvolvido pela Marinha em parceria com a França. Para o projeto KC 390, feito pela Embraer, o orçamento reserva R$ 100,6 milhões.
“Estamos em fase de construção do estaleiro e da base de Itaguaí (RJ)”, disse Jobim, em relação ao submarino. “Na Nuclep, estamos construindo a parte do reator do submarino. Temos 30 engenheiros na França.”
O KC-390 é um cargueiro com capacidade de transportar 21 toneladas com grande potencial de mercado – a Embraer já dispõe de pelo menos 60 intenções de compra.
O protótipo fica pronto em 2016. Em 2018, estará no mercado. Esse prazo é considerado fundamental, porque em 2018 se encerra o ciclo de vida de 1.500 aviões Hércules no mundo.
“O KC-390 não só substitui o Hércules, como será capaz de pousar em uma pista de 1.300 metros”, diz Jobim. O cargueiro foi desenhado a partir de especificações da FAB, que precisava de uma aeronave para pousar nas pistas curtas da Amazônia.
A aeronave tem asa alta, como o russo Antonov, e é bojudo, assemelhando-se a um sapo.
“Fizemos economia nas compras de equipamentos, e não nos investimentos que envolvem a indústria nacional”, explicou o ministro.
Outro projeto preservado foi o da fabricação do blindado Guarani, de seis rodas, que está sendo feito pela Fiat Iveco.
O blindado Guarani será uma espécie de sucessor do Urutu.
O carro terá 18 toneladas, motor diesel eletrônico, tração 6×6, capacidade anfíbia, podendo transportar até 11 militares e deslocar-se a uma velocidade de até 100 km/h.
O motor e 60% dos componentes serão de produção nacional. O objetivo é diminuir os custos de produção e manutenção do blindado sobre rodas.
De acordo com Jobim, cada um desses projetos envolve a compra de equipamentos de indústrias nacionais e uma paralisação dos investimentos teria repercussão negativa em cadeia.
Por essa razão, o ministério fez um grande esforço para manter cada um deles em andamento.
O corte da verba para o desenvolvimento do KC-390, por exemplo, chegou a ser anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando foi anunciado o aperto fiscal de 2010.
O que a Defesa conseguiu foi manter o volume do corte, mas defini-los de acordo com as prioridades das Forças Armadas e da Estratégia Nacional de Defesa, entre as quais está o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Jobim não quis revelar quais compras foram adiadas e nem onde o corte foi realizado.
“Ainda estamos concluindo o ajuste”, disse o ministro. É certo, no entanto, que foi cancelada a compra de 12 helicópteros da Rússia para a FAB. Aliás, o governo brasileiro tem se queixado da falta de cumprimento de cláusulas contratuais por parte dos russos.
O adiamento da compra do primeiro lote de 34 caças para a FAB não foi considerado no corte, pois, segundo explicou Jobim, o impacto financeiro dessa despesa não ocorreria este ano. “Mesmo que a decisão sobre a compra saia ainda em 2010, vamos levar de 10 a 12 meses apenas para negociar e fechar o contrato”, afirmou.
Esse foi o prazo ocorrido em outras grandes contratações da Defesa, depois de definida a licitação.
O orçamento do Ministério da Defesa para este ano previa gastos totais de R$ 15,1 bilhões.
Desse total, R$ 4,8 bilhões são de despesas obrigatórias, que não podem sofrer cortes.
A chamada “base contingenciável”, que reúne as despesas discricionárias, é, portanto, de R$ 10,3 bilhões.
Com o corte de R$ 4,3 bilhões, essas despesas foram reduzidas para R$ 6 bilhões.
Sem dar detalhes sobre os cortes feitos no ministério, Jobim disse que a orientação foi destinar os recursos para o custeio básico, e mais um pouco para que as coisas continuem no ponto em que estão, o que é chamado de manutenção operativa.
Nesse sentido, o ministro não cortou os recursos necessários para a manutenção dos equipamentos existentes.
Fonte: Valor Econômico
23/10/2010
Primeiros EC-725 são embarcados para o Brasil
Um dos novos helicópteros EC725 da FAB antes de embarcar para o Brasil.
Com a presença do presidente do grupo Eurocopter, Lutz Bertling, o consórcio Helibras/Eurocopter apresentou, em 14 de outubro, o primeiro dos três helicópteros EC725 para os membros do GAC – Grupo de Acompanhamento e Controle, que estão acompanhando a produção das aeronaves na França.
Os helicópteros, que a partir de 2012 vão ser produzidos no Brasil, serão agora transportados até as instalações da Helibras, em Itajubá-MG, onde serão finalizados para a entrega oficial à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica em dezembro.
Fonte: DefesaNet-via:CAVOK
15/07/2010
Helibras Vai Entregar Primeiros EC-725
Helibras prepara a entrega de primeiros super-helicópteros no País
Estão quase prontos, pintados e começando a receber os componentes eletrônicos, os três primeiros dos 50 grandes helicópteros EC725 comprados pelo Ministério da Defesa para equipar a frota das Forças Armadas.
O trio está longe do Brasil, em Marignane, na França, em um hangar da Eurocopter.
Oprimeiro voo foi feito no dia 26 de maio.
A culpa é da pressa: Marinha, Exército e Aeronáutica querem ter ao menos uma unidade operacional, na versão básica, para treinamento de pilotos, planejadores de missão, artilheiros e pessoal de terra.
A encomenda envolve o Super Cougar, francês, capaz de transportar quase 12 toneladas de carga, armas e tropas. Um grande negócio.
O contrato bate em R$ 5,2 bilhões, financiado por um consórcio europeu liderado pelo banco Societé Generale.
A transferência das tecnologias de ponta exigida pelo acordo entre governos se dará por meio da Helibras, única fabricante de helicópteros da América do Sul, associada ao Grupo Eurocopter – por sua vez, controlado pela EADS (European Aeronautic Defence and Space), um gigante do setor, que emprega 119 mil pessoas e faturou 42,8 bilhões em 2009.
A partir da quarta aeronave será incluído um índice gradativo de nacionalização que atingirá o nível de 100% na entrega do helicóptero número 15, nas linhas da Helibras em Itajubá, no sul de Minas Gerais. Isso só vai acontecer em julho de 2013.
O último é assunto para 2017.
Expansão. Bem antes, em dezembro próximo, os três modelos iniciais serão trazidos de Marignane e recebidos formalmente na sede da indústria.
A área está em obras. Para atender ao pedido da Defesa, a empresa está dobrando de tamanho, vai ganhar um complexo de produção de 11,5 mil metros quadrados. Fica pronto em 2012.
Até lá, o quadro atual de 350 funcionários será aumentado para comportar mil vagas.
A distribuição do pacote será igual. As três Forças receberão 16 helicópteros.
Os dois excedentes vão para o Palácio do Planalto, na configuração executiva, de alto luxo.
As pinturas seguirão diferentes padrões; verde-escuro para o Exército, cinza-marítimo para a Marinha e camuflado para a Aeronáutica.
Não é a única variação.
Os Comandos Militares definiram que, na partilha, oito dos EC725 devem ser destinados essencialmente ao emprego geral – transporte de pessoal, evacuação médica e apoio a operações de assistência humanitária.
Os outros 24, divididos em três grupos de oito, serão configurados prioritariamente para missões de combate ou de intervenção armada.
O grupo naval, além de recursos para atuação tendo por base fragatas e o porta-aviões São Paulo, terá sistemas digitais para guerra antissubmarino, com dispositivo para lançamento de sensores eletrônicos de vigilância e disparo de torpedos ou mísseis.
O Exército quer seus modelos integrados com um Flir (infravermelho de visão frontal, em inglês), equipamento que usa o calor para “ver”, na tela digital e em tempo real, os alvos em imagens tridimensionais.
Serve para noites escuras ou áreas de baixa visibilidade, na selva ou locais cobertos pela névoa.
O alcance médio é de 26 quilômetros.
Dois suportes laterais poderão receber metralhadoras 7.62 mm ou canhões leves, de 20 mm.
O mesmo suporte levará disparadores de foguetes de 70 mm com 32 tubos.
A Força Aérea estuda um arranjo combinado, para ações de busca e salvamento, mas sem perda da capacidade de deslocamento armado da sua infantaria.
O painel de bordo adotará um sensor de rastreamento de superfície.
A personalização será toda executada em Itajubá, tomando os primeiros protótipos como referência. Ao menos 40 engenheiros e técnicos brasileiros passarão por treinamento na França, de onde virão 20 profissionais para participar do processo.
Há quatro especialistas da Helibras em Marignane.
Nos próximos, meses serão 18 profissionais. O investimento do grupo supera os R$ 430 milhões.
Vamos desenvolver e construir um helicóptero todo brasileiro até 2020
Aos 47 anos, Eduardo Marson divide seu tempo entre as 52 viagens que faz a cada ano – uma por semana, duas delas internacionais todo mês – por exigência das duas presidências corporativas que ocupa, a da Helibras e a do Conselho de Administração da EADS Brasil.
Bacharel em política, pós-graduado em comércio internacional, Marson falou ao Estado na sexta-feira – pouco antes de uma nova viagem.
Qual é a maior dificuldade do programa EC725?
O desafio do programa do EC725 é a grande complexidade do contrato, que está sendo administrado conjuntamente pela Helibras, Eurocopter e a Comissão Coordenadora da Aeronáutica.
Implica variáveis no planejamento, organização e execução de todas as ações envolvidas – do desenvolvimento dos sistemas próprios de cada Força até o treinamento, a documentação técnica e a manutenção.
Qual é o valor do investimento?
O investimento da Helibras no programa do EC725 é de R$ 430 milhões para todo o projeto de produção das aeronaves, incluindo treinamento, ferramental, simulador de voo e intercâmbios.
Mas além desse valor, haverá o investimento das indústrias independentes, que integrarão a cadeia de fornecimento e supridores.
Quais são os planos da EADS/Eurocopter para o Brasil?
Acho que o nosso plano mais ambicioso é a Helibras, num prazo de 10 anos – até 2020 – poder desenvolver, projetar e construir um helicóptero todo brasileiro, em parceria com a Eurocopter.
A criação do Centro de Engenharia da Helibras será o ponto-chave para isso.
A Helibras também está se capacitando para buscar soluções para outros setores, criando novos opcionais e novas configurações para outros modelos, tais como o EC225, a versão civil do EC725.
Com a nova fábrica, a Helibras pretende atender também o mercado offshore e parapúblico do Brasil.
Vamos lançar uma ofensiva exportadora em países de toda a América Latina e de regiões onde a presença diplomática brasileira seja forte.
Qual é a rotina diária da condução do programa EC725?
Uma das características do trabalho é essa, a de não ter rotina.
As minhas responsabilidades, tanto na presidência da Helibras quanto na presidência do Conselho de Administração da EADS Brasil, obrigam-me a um permanente deslocamento dentro do Brasil e no exterior.
Toda semana passo de um a dois dias na fábrica da Helibras em Itajubá, e o resto do tempo na sede da empresa em São Paulo.
Mas a minha agenda envolve compromissos também nas capitais em que mantemos escritórios, como Brasília, Rio e Curitiba, além da minha participação em reuniões, quinzenalmente, nas sedes europeias das empresas, ou onde mais a minha presença seja exigida.
A mão de obra qualificada exigida no empreendimento é encontrada no País?
Hoje o Brasil possui uma indústria aeroespacial altamente sofisticada tecnologicamente, cuja mão de obra tem condições de responder rapidamente a um estímulo representado por investimentos em projetos como o do EC725.
Mas ela necessita de treinamento específico, e essa preparação está sendo ministrada por meio de uma série de programas atualmente em desenvolvimento na Eurocopter, na França, e na própria Helibras.
A rede de fornecedores já está completa?
A identificação das empresas que participarão do acordo de cooperação industrial está bastante avançada, com vários protocolos de intenção assinados em consonância com a Copac.
As organizações cobrem praticamente todas as áreas – da motorização, painel de instrumentos, aviônicos, radiocomunicação, navegação e partes estruturais até os conjuntos dinâmicos.
Que conhecimento de ponta ainda precisa ser trazido de fora do País?
O Brasil não domina a mais moderna produção de materiais compostos. Mas é só uma questão de tempo – e é relativamente pouco tempo. Vamos transferir essa tecnologia.
Fonte:O Estado de S.Paulo por:Roberto Godoy via:Defeasa BR
17/06/2010
Vendas da Helibras este ano já superam o total de 2009
Vendas da Helibras este ano já superam o total de 2009
Empresa também espera conseguir novo recorde,entregando 41 helicópteros novos até dezembro.
A Helibras vendeu, de janeiro a maio deste ano, 21 helicópteros novos no Brasil.
Esse número já supera as vendas totais realizadas em 2009, que foram de 14 helicópteros, sendo nove para o mercado parapúblico e cinco para o mercado civil.
“As vendas, no ano passado, refletiram a crise econômica mundial, como em outros segmentos da economia”, afirma Julien Negrel diretor Comercial da Helibras, destacando que a venda de 50 helicópteros EC725 para as Forças Armadas não está incluída nessa estatística, por ser um projeto que envolve, entre outras coisas, a construção de um hangar específico para a sua fabricação.
As entregas de novas aeronaves, que refletem vendas de anos anteriores, também devem bater novo recorde este ano.
A expectativa da Helibras é de entregar 41 helicópteros novos até dezembro contra 31 entregas feitas em 2009.
17/05/2010
Brasil atrai gigantes do mercado europeu
As boas perspectivas de negócios para a indústria de defesa atraíram o interesse de empresas estrangeiras.
Há pouco mais de um ano, a Aernnova (Espanha), uma das principais parceiras da Embraer, instalou em São José dos Campos (SP) um centro internacional de desenvolvimento de projetos de engenharia, a Aernnova Engineering; a unidade é a quarta no mundo -há duas na Espanha e uma nos Estados Unidos.
O diretor presidente da empresa, Adel Ben-Smida, diz que a criação da subsidiária brasileira da Aernnova Engineering tem como objetivo principal atender à Embraer, mas a empresa também busca novos negócios.
"O Brasil está num bom momento, não é mais um emergente: já emergiu", comenta.
Segundo Smida, a empresa tem interesse em participar dos projetos do avião KC-390, dos novos caças para a FAB (FX-2) e dos helicópteros EC-725 que serão fornecidos às Forças Armadas pela Helibras.
A Aernnova já estreou no mercado brasileiro: foi contratada pela Avibras para fornecer o projeto de engenharia de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (VAnT), batizado de Falcão.
O protótipo deverá fica pronto daqui a dois meses.
Com a unidade brasileira, a empresa quer se tornar referência na América do Sul.
"Fazemos estruturas, tanto para uso civil como militar", diz Smida.
A Akaer, empresa brasileira de engenharia, e a Altran (França) anunciaram há cerca de dois meses um acordo de cooperação estratégica para viabilizar a instalação de uma fábrica de estruturas aeronáuticas integradas (subconjuntos) para atender a Embraer e clientes no exterior, com previsão de exportar até US$ 400 milhões por ano.
Fonte:moraisvinna via: DCI
28/03/2010
Especial Helicópteros
Heliópteros e a rotina de quem trabalha com esta ferramenta
21/03/2010
Helibras investe US$ 420 milhões para fabricar super-helicóptero
Helibras investe US$ 420 milhões para fabricar super-helicóptero
Com investimento estimado em US$ 420 milhões, a empresa vai criar uma linha de montagem para atender um contrato assinado com as Forças Armadas, no final de 2008, para o fornecimento de 50 unidades do EC 725, um super-helicóptero que pode transportar até 29 pessoas e dois pilotos.
A pedra fundamental da obra foi lançada nesta tarde com a presença dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).
Concebido para auxiliar em buscas durante combates e missões de resgate, o EC 725 tem peso máximo de decolagem de 11 t e é equipado com duas turbinas que permitem velocidade de cruzeiro rápido de 261,5 km/h.
(Foto Divulgação Eurocopter)
O valor por unidade não foi informado, mas o contrato firmado com o governo brasileiro, segundo o ministro, tem valor total de 1,9 bilhão de euros (cerca de R$ 4,6 bilhões).
A ampliação da Helibras na cidade mineira vai adicionar mais 11 mil m² de área aos 14 mil m² já existentes na fábrica, além de dobrar o número de empregos diretos de 300 para 600. As três primeiras unidades do EC 725 deverão ser entregues às Forças Armadas no final de 2010, ainda com apenas 3% de valor agregado produzido no Brasil.
Por força contratual, este percentual terá que subir até 50% na entrega das últimas aeronaves, o que deve acontecer em 2016, segundo previsão do presidente da empresa, Eduardo Marson Ferreira.
A expectativa da empresa, segundo Marson, é de que o aumento gradativo desta transferência de tecnologia para fornecedores brasileiros gere mais 300 empregos diretos.
Estes parceiros, disse ele, ainda estão sendo selecionadas por uma comissão comandada pelas Forças Armadas, já que o tema é sensível para os interesses nacionais.
Durante discurso na cerimônia de lançamento da pedra fundamental das obras, o presidente mundial da Eurocopter, Lutz Bertling, disse que a ampliação , a ser concluída em 2012 ,vai ser feita na base sólida dos 32 anos que a Helibras atua no Brasil. Da fábrica, disse ele, já saíram 500 helicópteros modelo AS 350 (Esquilo).
Em entrevista coletiva antes da cerimônia, Bertling afirmou que a intenção do grupo não é vir ao Brasil para apenas cumprir o contrato com o governo e depois sair, embora ele tenha admitido que o negócio tenha sido o "empurrão" que faltava para a ampliação dos negócios no País.
Segundo ele, a fábrica brasileira, a única de helicópteros sediada na América Latina, deve se tornar, em um horizonte de cinco a seis anos, no terceiro pólo do conglomerado que é capaz de participar do processo de desenvolvimento de novos produtos.
Atualmente, a Eurocopter possui fábricas na Alemanha, França e Espanha.
Entre os segmentos que podem ser aproveitados após o término da entrega das aeronaves às Forças Armadas, Lutz destacou o de óleo e gás offshore (no mar), que deve ter sua demanda impulsionada pela exploração da camada pré-sal. Com a transferência de tecnologia, a Helibras também poderá fabricar no País o EC 225 - "irmão" civil do EC 725.
Além do segmento offshore, Bertling destacou também que a Eurocopter vê no Brasil potencial para os segmentos corporativo, segurança pública (polícia e bombeiros), além do setor de controle de fronteiras. Segundo o presidente da Helibras, com os modelos Esquilo, que já são feitos por aqui, a empresa tem uma participação de 81% no mercado policial brasileiro.
A companhia brasileira atualmente fabrica os modelos AS 350 B2 e B4 (os chamados Esquilo) e entregou 31 aeronaves em 2009, obtendo um faturamento de R$ 357 milhões, 19,23% maior do que em 2008.
Já a Eurocopter entregou 558 unidades no ano passado, com faturamento de 4,6 bilhões de euros.
Em seu discurso durante o lançamento da pedra fundamental da fábrica, o ministro Nelson Jobim destacou que o contrato com a Eurocopter é o primeiro desdobramento da Estratégia Nacional de Defesa. Ele destacou o negócio como o "início de um pacote tecnológico" e não uma "mera compra de aeronaves".
Ele destacou ainda que o Helibras vai se tornar plataforma de exportação de aeronaves para mercados onde o Brasil tem muita influência, como a África.
O ministro disse que a intenção é que, em um horizonte de 10 a 15 anos, o País tenha condição de desenvolver um helicóptero de transporte regional.
Já o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, saudou o investimento como o mais importante dos últimos 30 anos da história industrial do Estado.
Ele também se comprometeu a construir um aeroporto para testes da Helibras na região, investimento classificado como necessário pela empresa para os testes de voo do EC 725.
Fonte: Fabiano Klostermann (Terra) - Foto: aerospace-technology.com



