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26/12/2009

Exercito Brasileiro moderniza MH-1 Pantera

Exercito Brasileiro moderniza MH-1 Pantera


Segundo publicação no Diário Oficial, intenção é a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1).

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Extrato de Inexigibilidade de Licitação referente a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1) Pantera para a Aviação do Exército.



O contrato para as modernizações, no valor de R$ 375.803.725,00, foi assinado com a Helibrás para a execução do serviço que a princípio não tem detalhes divulgados, mas foi publicado também no Diário Oficial da União o extrato relativo a aquisição de motores Arriel 2C2-CG com FADEC para a modernização dos helicópteros AS365K(HM-1).

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O contrato de aquisição dos motores foi assinado com a Turbomeca do Brasil no valor de R$ 113.267.396,00.

Foto:AirFLN


17/11/2009

EXERCÍCIO MILITAR PREOCUPA PARAGUAI

EXERCÍCIO DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS DEIXA PARAGUAI PREOCUPADO

Militares participam da Operação Laçador no Rio Grande do Sul


Fernando Lugo revista tropas exército Paraguaio - foto Reuters, via Gazeta do Povo



O objetivo é simular uma disputa por fontes de energia.

Segundo o Ministério da Defesa, a objetivo do exercício é promover o planejamento tático, estratégico e operacional das Forças Armadas.

A coincidência entre o apagão de terça-feira passada (10) e o início nesta segunda-feira de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica “binacional” despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

“Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai”, dizia um título na primeira página de sábado passado (14) do jornal paraguaio “ABC Color”.

“O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai”, escreveu o jornal.

Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando Militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A “guerra” é entre o país “verde” –representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul– e o “amarelo” –boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A “guerra” começa com os “amarelos” invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos “verdes”, cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina “binacional”, representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

OPERAÇÃO MOBILIZA MAIS DE 40 AERONAVES

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A Força Aérea Brasileira (FAB) conta com cerca de 40 aeronaves que atuarão durante a manobra: C-130, KC-130, RA-1, F-5EM, C-105, A-1, C-99, AT-26, R-35, R-95, KC-137, E -99, R-99, P-95 B, SC-95, C-97, A-29, H-34, C-95, H-1H e C-98.

Nos primeiros dias do exercício, a Força Aérea Componente obterá a superioridade aérea com o objetivo de negar o uso do espaço aéreo ao inimigo.

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29/10/2009

EXERCITO DESCONFIA QUE AMERICANOS JÁ ESTEJAM NA AMAZONIA

EXERCITO DESCONFIA QUE AMERICANOS JÁ ESTEJAM SE INFILTRANDO NA AMAZONIA


EUA deixa base militar de Manta, Equador assume

A hipótese de que a soberania da Amazônia esteja em risco, principalmente pela cobiça dos “grandes do mundo” (ou as potências mais ricas), está incorporada à doutrina do Exército brasileiro e o faz desconfiar tanto da movimentação americana na vizinha Colômbia quanto de atividades dos indígenas da região.

Essa é uma das conclusões que podem ser tiradas da reunião do Grupo de Trabalho sobre Forças Armadas, Estado e Sociedade, no primeiro dia do encontro anual da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), em Caxambu (MG).

Ao comentar o trabalho de José Pimenta, da UnB, sobre as relações dos indígenas ashaninka com as autoridades e militares no Acre, o especialista Celso Castro, da FGV do Rio, disse que o simbolismo da Amazônia substituiu, para o Exército, a estratégia de segurança nacional da Guerra Fria.

Ele contou que várias vezes, em conversas com oficiais baseados nos Estados do Norte, ouviu menção ao fato de que as forças militares americanas “já estão na Amazônia”, uma referência ao Plano Colômbia de combate ao narcotráfico e à guerrilha, iniciado em 2002 e que passa agora a uma nova fase, com o acordo a ser firmado para o uso, pelos EUA, de bases colombianas.

A “estratégia de resistência” montada pelos militares para o caso de ameaça à região, exemplificou Castro, cita líderes militares antípodas na época do anticomunismo, como o vietnamita Ho Chi Min, mentor da derrota dos colonialistas franceses, nos anos 50.

No mesmo grupo, Thiago Moreira de Souza Rodrigues, da UFF (Universidade Federal Fluminense), apresentou pesquisa em curso sobre o paradoxo que a chamada “guerra às drogas” representa para os militares brasileiros.

Na Constituição, o tráfico aparece como problema de segurança pública e a atribuição de combatê-lo é da Polícia Federal.

Mas a face transnacional da atividade criminosa significa que, nas atividades de patrulhamento das fronteiras, os militares frequentemente são confrontados com ela.

Até agora, disse Rodrigues, as Forças Armadas têm se oposto ao envolvimento nesse combate -ao contrário do que aconteceu nos países vizinhos.

Já o trabalho de Pimenta mostrou que, ao contrário da retórica militar predominante de que os indígenas seriam uma ameaça à soberania das fronteiras amazônicas, o caso dos ashaninka mostra que eles, frequentemente, atuam como guardiães da área.

A etnia teve papel fundamental em chamar a atenção para a invasão do território do Acre por madeireiros peruanos.

FONTE:CCOMSEX/CLAUDIA ANTUNES