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26/07/2013
30/01/2011
Turquia cria programa FX visando independencia de tecnologia Americana
Embraer e Alenia estão entre os favoritos em parceria para produção de um novo caça para a Turquia
Oficiais da Turquia estão a procura de parceiros estrangeiros para ajudar a fabricar o primeiro caça do país e provavelmente começarão a negociar com a fabricante italiana Alenia Aeronautica e com a brasileira Embraer, disse um alto militar do setor de aquisições familiarizado com o novo programa FX da Turquia.
“Nós esperamos que a TAI abra as negociações com ambos fabricantes no final desse ano,” disse o oficial. “E em 2012 nós saberemos com quem nós vamos trabalhar.”
O governo turco solicitou para empresa nacional aeroespacial, a Turkish Aerospace Industries (TAI), para esboçar como essa parceria funcionará.
A TAI também receberá US$20 milhões da agência nacional de aquisições, o Subsecretariado das Indústrias de Defesa (SSM), para produzir o “design conceitual” do novo caça que será fabricado após 2020.
Nos últimos anos, a Turquia tem direcionado muito de suas produções modernas para programas para o Exército e Marinha do país.
O esforço FX visa aumentar o poder aéreo independente de tecnologia norte americana, disseram analistas e oficiais turcos.
No último mês de dezembro, o Ministro de Defesa Vecdi Gonul disse que a Turquia poderia desenvolver e fabricar seu caça de próxima geração, ou por conta própria ou em parceria com outro país.
Gonul disse que a Turquia poderia cooperar com a Coreia do Sul, mas que essa não era uma forte possibilidade.
Membros da defesa da Turquia disseram que a “opção sul coreana” falhou porque Seul insistiu em ter a maioridade do projeto.
Se implementado, o programa significa dar para a Turquia um poder aéreo paralelo a sua presente e futura frota de aeronaves fabricadas nos EUA.
A Força Aérea da Turquia atualmente opera com caças F-16 e F-4.
A Turquia também está participando com os EUA no consórcio Joint Strike Fighter (JSF) que está fabricando o caça de quinta-geração F-35 Lightning II, do qual Ankara planeja adquirir cerca de 116 unidades do F-35A, avaliados em mais de US$ 15 bilhões.
Além disso a Turquia receberá mais 30 caças F-16 Block 50 da Lockheed Martin, a fabricante líder do caça F-35, numa medida de tapar o espaço que se cria até a chegada dos caças F-35 por volta de 2015.
Os oficiais da Turquia disseram que o novo caça turco “será de uma geração futura, que poderá substituir os caças F-4E e poderá operar juntamente com os F-16 e F-35.”
Eles confirmaram que a nova aeronaves basicamente será para combates ar-ar, a exemplo dos caças F-4E, enquanto que os caças F-16 e F-35 serão utilizados basicamente para operações ar-solo.
A atual frota de 90 caças F-4E Phantom II está sendo modernizada numa parceria com Israel, praticamente deixando de fora o controle norte americano, fazendo com que os caças da décade de 60 possam operar até depois de 2020.
O programa FX significa que a Turquia não deve adquirir novos caças europeus.
Em dezembro, Gonul descartou qualquer potencial aquisição do caça europeu Typhoon fabricado pelo consórcio Eurofighter.
Mas os membros de aquisição de defesa da Turquia ainda estão conversando com a Alenia Aeronautica, uma das parceiras na fabricação do Eurofighter, relacionadas ao novo caça truco, juntamente com a Embraer.
14/02/2009
Boeing no Brasil
O pouso da Boeing Brasil
QUEBRANDO BARREIRAS: Superhornet supera a velocidade do som, barreira fácil em comparação às restrições impostas pelos EUA para transferência de tecnologia ao Brasil
NUNCA SE FALOU TANTO em Brasil no edifício envidraçado de St. Louis que serve de QG para a Boeing IDS, o braço de equipamentos militares da segunda maior fabricante de aviões do mundo.
A empresa é uma das três finalistas da licitação promovida pela Força Aérea Brasileira para renovar sua frota de caças, o chamado projeto FX2, que consumirá algo em torno de US$ 2,2 bilhões - compete com a sueca Saab, com seu Gripen NG, e a francesa Dassault, fabricante do Rafale.
O interesse da Boeing no negócio vai além da venda do lote inicial de 36 aeronaves para os brasileiros. Caso seu caça multipropósito F/A-18 Superhornet seja escolhido, a companhia pretende transformar empresas brasileiras em fornecedores de equipamentos e materiais para sua própria operação nos EUA.
Interessadíssima na vitória, a Boeing já identificou pelo menos 60 empresas brasileiras que poderiam se tornar parceiras no projeto FX, num primeiro momento, e, a seguir, ganhar o status de fornecedoras para suas fábricas nos EUA. A Embraer, é claro, é a principal candidata a desempenhar esse papel, mas não a única. Várias outras empresas nacionais poderiam receber tecnologia da Boeing, especialmente nas áreas de sistemas e materiais, como a Avibras, a SantosLab e a Mectron. Todas elas estão, também, sob o escrutínio de outras fabricantes de defesa dos EUA, como a Raytheon, que participa do consórcio do Superhornet, liderado pela Boeing. "Não se trata de uma relação comercial no estilo consumidor e fornecedor. Seria uma via de duas mãos", explica Bob Gower, vicepresidente do programa F-18.
Na sede do Departamento de Estado dos EUA em Washington, Tom Shannon, secretário- assistente responsável pelas relações americanas com países ocidentais, usou argumentos semelhantes ao falar com a DINHEIRO. "É claro que o Brasil não está apenas comprando aviões, mas quer, principalmente, modernizar sua indústria de defesa", diz. Os laços entre os americanos e as empresas brasileiras podem se estreitar ainda mais. "Poderíamos considerar investimentos de capital em companhias do Brasil, se isso for necessário para que elas atendam alguns requisitos e se tornem fornecedoras para o programa do Superhornet", afirma Bill Profilet, diretor regional da Boeing para programas de participação industrial.
Só que o país vive um novo momento. Há uma recessão profunda instalada nos EUA. Além disso, o governo de Barack Obama já dá sinais de que irá reduzir os gastos militares americanos. Assim, as vendas externas podem significar a válvula de escape para o aperto no mercado interno. Embora a venda de 36 aviões para o Brasil represente, em dólares, apenas uma pequena fração do contrato que a empresa tem com a Marinha dos EUA (que até hoje já recebeu mais de 380 Superhornets), há uma oportunidade para reduzir custos, transferindo parte da produção de peças e componentes para o Brasil.
Além de mitigar seu próprio risco, a Boeing teria a chance de melhorar suas margens sobre cada avião ainda a ser entregue - inclusive aqueles que ela ainda entregará para os EUA. "Para nós, as exportações são vitais, pois estendem a vida útil de nossas linhas de produtos, ao mesmo tempo que abrem caminho para que possamos nos beneficiar de melhoras em nossos aviões a um custo baixo", diz Mark Kronenberg, vice-presidente de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing IDS.
Os fornecedores criados no Brasil poderiam, ainda, apoiar a área comercial da fabricante. Essa divisão tem sofrido bastante nas mãos de parceiros que não cumprem prazos e especificações. O resultado é um sério atraso no 787, seu novo projeto civil, quase dois anos fora do prazo.
Fonte: IstoÉ Dinheiro
11/02/2009
Difícil de acreditar
Embora seja difícil de acreditar, na última quinta-feira (05/02), o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o Sukhoi SU-35 poderá ser reavaliado para o projeto F-X2. Mesmo não sendo confirmado, especula-se que a decisão foi tomada após uma delegação da Rosoboronexport vir ao Brasil e ser recebida pelo o embaixador da Rússia, Vladimir Lvovitch Tyurdenev.
Os russos apresentaram ao Ministro da Defesa novos dados e refizeram a proposta para o Sukhoi SU-35, que foi descartado na short-list. Com essa possibilidade de rever os finalistas, o Eurofighter e até mesmo o Lockheed Martin F-16 podem retornar ao páreo.
Em poucas palavras, o programa F-X que já não tem uma boa credibilidade, perderá a pouco que resta. E o Brasil provará que não é um país sério.
Eis a íntegra da declaração do ministro Nelson Jobim, durante o programa "Bom dia, Ministro", e divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Defesa:
Definitivamente, o Sr. Ministro deveria cumprir o que ele mesmo disse ao assumir a pasta. Ou faz ou sai.

