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02/05/2010

India Recebe sua primeira Fragata Stealth

India Recebe sua primeira Fragata Stealth

http://www.indiadefence.com/wpe2.jpg



A Inidia recebeu nesta quinta (29) a primeira de uma encomenda de três embarcações Stealth .


Com 6.200 Tn ,142.5Mts X 16.9 , a Fragata apresenta uma baixa assinatura de radar,com um design diferenciado,bem como equipamentos e materiais de dificil detecção,tonando-a exclusiva em sua classe.

Tem alcance de 5.000 Nm e velocidade de cruzeiro de 18 Kn,composta por uma tripulação de 235 marinheiros incluindo 35 oficiais.




No cerimonial de entrega o Ministri da Defesa AK Antony disse que houve uma mudança na política de construções navais do país.


"precisamos continuar com nossos esforços para modernizar nossos estaleiros ,de modo que eles poçam ,não só atender a demanda interna ,como também alcançar as mais exigentes normas internacionais de qualidade na construção Naval".



A grande costa da India e uma maior zona exclusivamente econômica torna imperativa a defesa das costas e rotas marítimas .


O Shivalik é o primeiro de uma série de três embarcações sendo as outras duas ,o Satpura e o Sahyadiri,a Marinha informou ainda que as fragatas serão 0s principais navios de guerra na primeira metade do Seculo XXI.



Além de Portugal apenas os EU,França,Reino Unido,Russia ,Suécia,Japão Italia e China possuem tecnologia para construção de embarcações Stealth,deste porte e classe.


Fonte:RIANOVOSTI/Youtube


26/04/2010

China quer expandir seu poder naval

China quer expandir seu poder naval

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Forças Armadas chinesas querem expandir seu poder naval

Segundo analistas e autoridades militares, as Forças Armadas da China buscam projetar seu poder naval para além da costa chinesa, dos portos petrolíferos do Oriente Médio às linhas de navegação do Pacífico, onde a Marinha dos Estados Unidos há muito reina como a força dominante.

A China chama a nova estratégia de "defesa marítima de longa distância", e a velocidade com que está construindo recursos de longo alcance surpreendeu autoridades militares estrangeiras.

Imagem



A estratégia representa uma ruptura em relação à doutrina mais tradicional e limitada de preparação para guerra contra a ilha autogovernada de Taiwan ou de defender a costa chinesa.

Agora, almirantes chineses dizem querer que navios de guerra escoltem embarcações comerciais cruciais para a economia do país, em percursos longos como o do Golfo Pérsico até o Estreito de Malaca, no sudeste asiático, e para defender os interesses chineses nos mares da China Meridional e Oriental, ricos em recursos.

No final de março, dois navios de guerra chineses atracaram em Abu Dhabi. Esta foi a primeira vez que a Marinha chinesa moderna fez uma visita a um porto do Oriente Médio.

O plano geral reflete a crescente autoconfiança chinesa e o aumento de sua disposição em afirmar seus interesses no exterior.

As ambições navais chinesas são sentidas também em quedas de braço recentes com os Estados Unidos: em março, autoridades chinesas disseram privadamente a altos oficiais americanos que a China não toleraria intervenções estrangeiras em suas questões territoriais no Mar da China Meridional, segundo um oficial americano envolvido nas políticas para a China.

A expansão naval não tornará a China uma importante rival perante a hegemonia naval americana no futuro próximo, e há poucos indícios de que a China tenha intenções agressivas em relação aos Estados Unidos ou outros países.

Mas a China, atualmente a maior exportadora do mundo e uma compradora gigante de petróleo e outros recursos naturais, tampouco está satisfeita em confiar a segurança das rotas de navegação aos americanos, e sua definição de seus interesses principais se expandiu junto com seu poder econômico.

http://www.armybase.us/wp-content/uploads/2009/04/chinas-peoples-liberation-army-navy-purchasing-varyag-from-ukraine.jpg

No final de março, o almirante Robert F. Willard, líder do Comando do Pacífico dos EUA, disse em depoimento ao Congresso que o desenvolvimento militar chinês recente era "excepcional".

A China testou mísseis de longo alcance que poderiam ser usados contra porta-aviões, disse ele. Depois de anos de negações, autoridades chinesas confirmaram que pretendem pôr em ação um grupo de porta-aviões nos próximos anos.

A China também está desenvolvendo uma sofisticada frota de submarinos que poderia tentar impedir que embarcações navais estrangeiras entrassem em suas águas estratégicas se um conflito irrompesse na região, disseram Willard e analistas militares.

"É particularmente preocupante que alguns elementos da modernização militar da China pareçam projetados para contestar nossa liberdade de ação na região", disse o almirante.

Na Baía de Yalong, na costa sudeste da Ilha de Hainan, no Mar da China Meridional, há resorts de praia cinco estrelas, a oeste de uma nova base submarina.

A base permite que submarinos alcancem águas profundas em apenas 20 minutos e vagueiem pelo Mar da China Meridional, que tem algumas das linhas de navegação com tráfego mais intenso no mundo, além de áreas ricas em petróleo e gás natural, foco de disputas territoriais entre a China e outras nações asiáticas.

Isso causou preocupações não somente entre comandantes americanos, mas também entre autoridades em países do Sudeste Asiático, que discretamente vêm comprando submarinos, mísseis e outras armas.

"Autoridades regionais ficaram surpresas", disse Huang Ji, pesquisador das Forças Armadas chinesas da Universidade de Cingapura.

"Estávamos enganados. Achávamos que as Forças Armadas chinesas estavam 20 anos atrás das nossas, mas subitamente percebemos que a China está nos alcançando".

A China também está pressionando os Estados Unidos sobre suas pretensões na região.

Em março, autoridades chinesas disseram a dois altos oficiais do governo de Barack Obama em visita ao país, Jeffrey A. Bader e James B. Steinberg, que a China não toleraria nenhuma interferência no Mar da China Meridional, agora parte dos "interesses fundamentais" de soberania da China, segundo um oficial americano envolvido na elaboração de políticas para a China.

Foi a primeira vez que os chineses citaram o Mar da China Meridional como um interesse fundamental, ao lado de Taiwan e do Tibete, disse o oficial.

Outro elemento da nova estratégia da Marinha chinesa é estender seu alcance operacional para além do Mar da China Meridional e Filipinas, até o que é conhecido como a "segunda cadeia de ilhas" - rochas e atois no Pacífico, disse o oficial.

Essa zona se sobrepõe significativamente à área de supremacia da Marinha dos EUA.

O Japão também está apreensivo. O ministro da Defesa, Toshimi Kitazawa, disse que dois submarinos chineses e oito destróieres foram avistados no dia 10 de abril avançando entre duas ilhas japonesas em direção ao Pacífico, a primeira vez que uma frota de navios chineses foi vista tão próxima ao Japão.

Quando dois destroieres japoneses começaram a seguir os navios chineses, um helicóptero chinês voou a cerca de 100 m de um dos destroieres, segundo o Ministério da Defesa japonês.

Desde dezembro de 2008, a China mantém três navios no Golfo de Áden para contribuir com as patrulhas internacionais antipirataria, o primeiro posicionamento estratégico da Marinha chinesa além do Pacífico.

A missão possibilita que a China aperfeiçoe os recursos de longo alcance de sua Marinha, dizem analistas.

Um relatório do Pentágono de 2009 estimou as forças navais chinesas em 260 embarcações, incluindo 75 "combatentes principais" - grandes navios de guerra - e mais de 60 submarinos.

O relatório apontou a construção de um porta-aviões, e disse que a China "continua a demonstrar interesse" em adquirir caças da Rússia.

A Marinha americana tem 286 navios de guerra e 3,7 mil aeronaves navais, apesar de os navios da Marinha americana serem considerados de qualidade superior aos dos chineses.

O Pentágono não classifica a China como uma força inimiga. Mas em parte como reação ao crescimento chinês, os Estados Unidos transferiram recentemente submarinos do Atlântico para o Pacífico, e a maioria de seus submarinos de ataque com capacidade nuclear está agora no Pacífico, segundo Bernard D. Cole, um antigo oficial naval americano e professor do National War College, em Washington.

Os Estados Unidos também começaram a usar de três a quatro submarinos em posicionamentos estratégicos fora de Guam, revivendo uma prática que havia terminado com a Guerra Fria, disse Cole.

Agora, as embarcações americanas frequentemente investigam a base submarina da Ilha de Hainan, o que leva a atritos ocasionais com navios chineses.

Uma missão de inspeção de um navio da Marinha americana, o Impecável, resultou no que autoridades do Pentágono chamaram de assédio por embarcações de pesca chinesas; o governo chinês disse que tinha direito de bloquear a vigilância naquelas águas porque era uma "zona econômica exclusiva" da China.

Os Estados Unidos e a China têm definições contrárias de tais zonas, definidas por uma convenção da ONU como águas distantes até 200 milhas náuticas (equivalente a 370,4 km) da costa.

Os Estados Unidos dizem que as leis internacionais permitem que o país costeiro apenas detenha certos direitos comerciais nas zonas, enquanto a China afirma que o país pode controlar praticamente qualquer atividade dentro de seus limites.

http://www.britannica.com/blogs/wp-content/uploads/2009/04/chinanavy.jpg

Líderes militares nos Estados Unidos afirmam que a Marinha chinesa é somente uma força de autodefesa. Mas a definição de autodefesa se expandiu para incluir amplos interesses econômicos e marítimos, conforme defenderam dois almirantes chineses em março.

"Com as mudanças de nossa estratégia naval agora, passamos da defesa costeira à defesa marítima de longa distância", disse o Contra-Almirante Zhang Huachen, sub-comandante da Frota do Mar Oriental, em uma entrevista à agência de notícias estatal Xinhua. "Com a expansão dos interesses econômicos do país, a Marinha quer proteger melhor as rotas de transporte e a segurança de nossas principais rotas de navegação", acrescentou ele. "Para tal, a Marinha chinesa precisa crescer com embarcações maiores e mais recursos".

A Marinha recebe mais de um terço do orçamento militar chinês, "refletindo a prioridade que Pequim deu à Marinha como um instrumento de segurança nacional", disse Cole. O orçamento militar oficial da China para 2010 é de US$ 78 bilhões, mas o Pentágono diz que a China gasta muito mais que esse valor. No ano passado, o Pentágono estimou o total dos gastos militares chineses entre US$ 105 e 150 bilhões, ainda muito menos do que os Estados Unidos gastam com defesa. Para efeitos de comparação, o governo Obama propôs que o orçamento base de operações do Pentágono para o próximo ano fosse de US$ 548,9 bilhões.

O crescimento mais impressionante da Marinha chinesa foi em sua frota de submarinos, disse Huang, o pesquisador de Cingapura. Ela construiu recentemente ao menos dois submarinos de tipo Jin, os primeiros regularmente ativos na frota com capacidade para lançamento de mísseis, e mais dois estão em construção. Dois submarinos de ataque de tipo Shang com capacidade nuclear entraram em atividade recentemente.

Países da região responderam com suas próprias aquisições, disse Carlyle A. Tahyer, professor da Australian Defense Force Academy. Em dezembro, o Vietnã assinou um acordo armamentício com a Rússia que incluía dois submarinos de tipo Kilo, que garantiriam ao Vietnã a maior frota de submarinos do sudeste asiático. No ano passado, a Malásia recebeu seu primeiro submarino, um dos dois encomendados da França, e Cingapura iniciou as operações de um de seus dois submarinos tipo Archer, comprados da Suécia.

No último outono do hemisfério norte, em um discurso em Washington, Lee Kuan Yew, ex-governante de Cingapura, expressou inquietações generalizadas ao apontar a ascensão naval da China, e encorajou os Estados Unidos a manter sua presença regional. "Os interesses fundamentais dos EUA requerem que o país continue sendo a potência principal no Pacífico", disse ele. "Abrir mão dessa posição significaria diminuir o papel dos EUA ao redor do mundo".

Fonte: Portal Terra

24/04/2010

tamanho não é documento

tamanho não é documento



Com as atenções das marinhas do mundo todo voltado para a defesa de sua costa através do conceito de guerra litorânea, é cada vez maior a variedade de novos projetos de barcos patrulha e de corvetas que são dedicadas a esse cenário de batalha sendo comissionado nas principais forças navais do planeta.



A Finlândia possui uma pequena marinha, porém composta por modernas e bem armadas embarcações de pequeno porte. Uma dessas embarcações, a mais moderna, foi batizada de classe Hamina. Comissionado em agosto de 1998, o barco patrulha lança mísseis Hamina, primeiro exemplar de 4 unidades desta classe, veio trazer novas e maiores capacidades de combate para a marinha finlandesa, em apoio a quatro outra embarcações da classe Rauma.



Acima:
A camuflagem aplicada ao casco e o desenho com ângulos fazem do Hamina um navio com uma eficiente capacidade furtiva.

O desenho da Hamina foi pesadamente inspirado em soluções que diminuíssem sua assinatura de radar e infravermelha, como em todos os projetos recentes de navios de guerra. A furtividade é item básico de todos os projetos navais atuais.

O material mais comum na estrutura do barco é a o alumínio, com o objetivo de manter a embarcação leve para conseguir maior agilidade e velocidade.



Acima: O Hamina é um pequeno barco patrulha lança mísseis que impõe respeito a navios bem maiores, graças a seu pesado armamento e sua suite de sensores avançados.

O Hamina é propulsado por 2 potentes motores MTU-16V 538 TB-93, alimentados a diesel e que operam dois jatos de água da Rolls Royce Kamewa 90SII, no lugar das tradicionais hélices.

Este sistema produz uma potencia máxima de 4425 Hp cada um, e leva o Hamina a uma velocidade máxima de mais de 30 nós (56 km/h).

Sua autonomia é considerada baixa, chegando a 950 km, porém isso não é considerado um problema, uma vez que o ambiente operacional do Hamina é somente o Mar Báltico.




Acima: Os dois potentes motores a diesel MTU-16V 538 TB 93 levam o Hamina a 56 km/h, porém com uma autonomia limitada a menos de 1000 km.

Para uma embarcação de apenas 250 toneladas de deslocamento, o Hamina é muito bem armado.

Seu principal armamento é representado por 4 potentes mísseis anti navio Saab Bofors RBS-15 MK-3, guiados por sistema inercial e radar ativo na fase final.

Este míssil tem alcance de 250 km e sua ogiva de 200 kg de alto explosivo pré-fragmentado, é capaz de por a pique a maioria dos navios de guerra existentes.

Outro “talento” especial do RBS-15 é a sua capacidade de manobrar próximo ao alvo, para driblar ilhas ou confundir seu inimigo sobre o ponto exato que ele atacará, o que é muito interessante quando o navio alvo se encontra em meio a uma frota.

Para defesa antiaérea está instalado 8 lançadores verticais para mísseis Umkhonto, desenvolvido na África Do Sul, pela Denel Dynamics.

Estes mísseis são guiados por infravermelho (IR) e por comando de radio, para atualizações do posicionamento do alvo. Seu alcance é de 12 km.

esse desempenho garante, apenas, a defesa aérea de ponto. O sistema permite atacar 8 alvos simultaneamente, incluindo mísseis antinavio lançados contra o Hamina.

O canhão é do modelo Bofors 57 mm/ 70SAK MK-3. este canhão, usado tanto contra alvos de superfície quanto para alvos aéreos, atinge uma cadência 220 tiros por minuto e suas granadas consegue alcançar alvos a 17 km.

Ainda existem duas metralhadora M-2H em calibre .50 para autodefesa contra lanchas e botes inimigos. Por ultimo, há um trilho para lançamento de minas e cargas de profundidade, como único armamento anti-submarino.



Acima:
Nesta foto podemos ver um teste com o potente míssil RBS-15 MK-3, responsável pela capacidade ofensiva anti-superfície do Hamina.

A suíte de sensores é relativamente poderosa, considerando o pequeno tamanho do Hamina.

O radar usado é o mesmo que foi escolhido para ser usado no navio de defesa litorâneo norte americano LCS da classe Freedon já descrito nesse blog.

O EADS TRS 3D 16-ES, um radar tridimensional, multímodo, capaz de detectar alvos aéreos a 158 km, enquanto alvos de superfície de grande porte podem ser detectados a 100 km.

O controle de fogo é feito pelo sistema Ceros 200 FCS, fornecido pela Saab. Este sistema possui uma suíte de sensores próprios
composto por sensores optronicos e um telêmetro a laser.

Outro sensor montado no Hamina
é o EOMS fornecido pela SAGEM francesa.

O EOMS é um sensor
infravermelho que fornece capacidade de busca e rastreio de alvos em qualquer condição climática, de dia e de noite. Para detecção de ameaças submarinas o Hamina está equipado com um sonar rebocado Sonac PTA e um sonar Simrad Subsea Toadfish.




Acima: Um exemplar do moderno radar TRS-3D 16 ES, usado no Hamina. esse radar permite um desempenho típico de fragatas, mas em uma embarcação de pequenas dimensões.


O Hamina é um barco patrulha lança mísseis bastante competente e uma séria ameaça aos navios de guerra de forças hostis que tentem se aventurar contra os interesses da Finlândia no mar báltico.

A Finlândia tem um sistema de defesa integrado, típico dos encontrados nos países nórdicos e que consegue tirar “leite de pedra”, pois se faz muito, com muito pouco. Seus sistemas de armas são multifuncionais e de máxima eficiência para otimizar uma escassez de material bélico e humano
.



Acima:
Barcos como o hamina estão proliferando nas marinhas de guerra do mundo todo devido a mudança de foco das forças navais que passou a objetivar as zonas costeiras e a guerra assimétrica.

FICHA TECNICA
Tipo: Barco patrulha lança misseis.
Tripulação: 26 tripulantes.
Data do comissionamento: Agosto de 1998.
Deslocamento: 250 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 51 mts.
Boca: 8,5 mts.
Propulsão: 2 MTU16V 538 TB-93 com 4425 hp de potencia cada, 2 jatos de agua Rolls Royce Kamewa 90SII.
Velocidade máxima: +30 nós (56 km/h).
Alcance: 925 Km.
Sensores: 1 radar EADS TRS-3D 16 ES com 158 km de alcance. Sistema Multisensor Ceros 200 com um radar de controle de tiro apoiado por sensores optronicos e telêmetro a laser. Sensor Sagem EOMS infravermelho.
Armamento: 4 mísseis anti-navio Saab Bofors RBS-15 MK-3, 8 lançadores verticais para mísseis Umkhonto-IR SAM, 1 canhão Bofors 57 mm/70 SAK MK-3, 2 metralhadoras M-2HB em calibre .50 (12,7 mm), Um trilho para lançamento de minas navais e cargas de profundidade.


Fonte:navalpowercb

15/09/2009

EXERCITO BRASILEIRO FICA DE FORA DE COMPRAS BILIONÁRIAS

COMPRAS PARA FAB & MB DEIXAM EB DE FORA



Governo causa ciúme no Exército com verba maior para Marinha e Aeronáutica

Orçamento muito menor que o das outras Forças é considerado ‘vergonhoso’

Bernardo Mello Franco


BRASÍLIA. O anúncio de gastos bilionários com a compra de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e a construção de um submarino nuclear para a Marinha gerou desequilíbrio e desconforto velado nas Forças Armadas. Sem grandes pretensões no mercado armamentista internacional, o Exército ficou para trás na partilha de verbas para 2010, último ano do governo Lula.

No projeto de Orçamento enviado ao Congresso, o valor destinado ao reaparelhamento da Força é de R$361 milhões, cifra chamada de insuficiente e vergonhosa nos corredores do Quartel-General em Brasília.

Num cálculo que só leva em conta investimentos diretos em 2010, as verbas para reaparelhamento serão mais de sete vezes maiores na Marinha (R$2,7 bilhões), e três vezes e meia superiores na Aeronáutica (R$1,3 bilhão).

A longo prazo, a diferença ficará maior, já que o governo se comprometeu a gastar R$19 bilhões com os submarinos, e pelo menos R$7 bilhões com os novos caças da Força Aérea.

Apesar da discrição militar, a disparidade tem gerado protestos no Exército, onde são antigas as queixas pelo sucateamento de instalações e veículos. Para um coronel próximo ao comandante da Força, general Enzo Peri, a opção pelas compras bilionárias deixou na gaveta projetos mais baratos do Exército, a maioria ligada à preservação da Amazônia e às fronteiras.

- A diferença chega a ser vergonhosa. Marinha e Aeronáutica conseguiram emplacar dois projetos caríssimos, com muito apelo de marketing. Talvez o Exército tenha pecado por não vender algo tão grandioso.

O fato é que o nosso orçamento está à míngua - afirmou o coronel.

Um general ouvido pelo GLOBO disse que os projetos das outras Forças são elogiáveis, mas não justificam o abandono das demandas do Exército.

E citou três prioridades que não foram contempladas no Orçamento de 2010: a renovação da frota de blindados, já licitada e estimada em R$5 bilhões para a fabricação de mil veículos; a montagem de um sistema de defesa antiaérea, sem previsão de gastos; e a promessa de dobrar a presença militar nas fronteiras da Amazônia, que anda a passos lentos.

Deputado acusa governo de se render a lobby da França

Para 2010, o Orçamento do Exército prevê o uso de 2,6% das verbas para investimentos. Outros 7% irão para custeio, e 90,4% serão gastos com pessoal ativo e pensionistas.

O desequilíbrio entre os gastos bilionários e a falta de verbas para o cotidiano das Forças Armadas tem sido alvo de críticas na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

O deputado Julio Delgado (PSB-MG) acusa o governo de ter se rendido ao lobby da França, com a suposta cumplicidade de colegas que viajaram a Paris em julho com as contas pagas pela Dassault, que deve vender os 36 caças à FAB.

- As compras vão gerar desequilíbrio nas Forças Armadas, porque o Orçamento do Exército ficará mais descoberto. Parece que algumas autoridades estão sofrendo de francofilia.

Favorável à compra dos caças e submarinos, o presidente da Associação Brasileira de Estudos da Defesa, Eurico de Lima Figueiredo, diz que o Exército também precisa ser ouvido:

- Mas é impossível agradar a todos ao mesmo tempo.

Defesa nega desequilíbrio no orçamento

BRASÍLIA. O Ministério da Defesa admite que os projetos de maior porte do Exército ficaram fora dos planos para o último ano do governo Lula, mas contesta as queixas sobre o desequilíbrio nos orçamentos das Forças Armadas.

Em nota, a assessoria do ministro Nelson Jobim disse que as verbas previstas para o reaparelhamento de Marinha, Exército e Aeronáutica não podem ser comparadas: “Não existe relação entre os gastos de uma Força e os de outra. Cada Força tem sua realidade e projetos com cronogramas específicos”.

Perguntada sobre os principais projetos do Exército, a Defesa citou o Amazônia Protegida, que prevê a construção de 28 Pelotões Especiais de Fronteira até 2018, ao custo estimado de R$1 bilhão. “Mas ainda não há um detalhamento do cronograma”, diz a nota. O projeto não aparece no Orçamento enviado ao Congresso.

As diretrizes para o reaparelhamento decididas ano passado, no lançamento da Estratégia Nacional de Defesa, são de médio e longo prazo. “As Forças fizeram propostas de aparelhamento e de articulação até 2030, mas o Ministério da Defesa ainda vai fazer a análise e a consolidação pra corrigir omissões, superposições, etc.

A partir daí é que serão dimensionadas as necessidades e elaborados os programas”, diz a nota.

FONTE: O Globo