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01/01/2012

Obama promulga novas sanções contra o Irã



Obama promulga novas sanções contra o Irã




Medidas foram incluídas em proposta de lei de defesa de US$ 662 bilhões.

Segundo autoridades americanas, assinatura foi feita neste sábado (31).


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgou neste sábado (31) novas e duras sanções contra o banco central e o setor financeiro do Irã, em um movimento que poderá aumentar a tensão entre Washington e Teerã.

05/05/2010

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

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TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

A chancelaria brasileira, no entanto, afirmou que o país não se ofereceu para mediar um acordo. "O que não quer dizer que se outros países pedirem ele (Brasil) não o fará", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores por telefone.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.

"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano (Hugo Chávez), Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

Questionado por jornalistas em Brasília sobre a declaração de Ahmadinejad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não respondeu diretamente, mas disse que "se houver possibilidade de construir junto com a agência (nuclear da ONU), junto com os países que participam do Conselho de Segurança e junto com o Irã uma proposta que seja aceita pelos dois lados, seria tudo o que o mundo precisa".

"Se o Brasil puder dar uma contribuição, pode estar certo de que nós vamos dar", acrescentou, sem dar mais detalhes. Lula visitará o Irã entre os dias 15 e 17 de maio.

De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reuniu-se nesta semana em Nova York com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, para tratar da questão iraniana.

Mas a assessoria de imprensa do Itamaraty desconhecia uma eventual oferta de mediação do Brasil. Ele disse que o país defende a retomada do acordo de troca de combustível nuclear.

Amorim retorna ao Brasil nesta quarta-feira.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário-- para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas.

Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas.

O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana.

"Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.


Fonte:Reuters/Video CNN por: Parisa Hafezi

04/05/2010

Irã diz planejar jogos de guerra e fotografou navio dos EUA

Irã diz planejar jogos de guerra e fotografou navio dos EUA

O Irã anunciou nesta terça-feira que sua Marinha realizará novos exercícios de guerra e que um de seus aviões militares fotografou um porta-aviões norte-americano, um dia depois de Washington dizer que Teerã estava desafiando seu poder naval no Oriente Médio.


Fokker F-27-400M Troopship aircraft picture

O avião Fokker F-27-400M, de patrulha marítima (foto acima), da Marinha do Irã, sobrevoou o porta-aviões norte-americano USS Eisenhower (foto mais abaixo) no Mar de Omã e tirou fotos dele, disse o comandante da Marinha iraniana, Habibollah Sayari, que não disse quando o incidente ocorreu, mas sugeriu que a tripulação do navio dos EUA teria sido contra a ação.

O Irã também anunciou que iniciaria oito dias de exercícios de guerra no Golfo e no Mar de Omã nesta quarta-feira.

As manobras navais ocorrem em um momento de crescente tensão entre o Irã e o Ocidente, que afirma que o programa nuclear de Teerã visa a produção de bombas. O Irã nega.

Sayari se pronunciou um dia depois de o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmar que o Irã estava desafiando o poder naval norte-americano no Oriente Médio com uma série de armas de ataque e defesa.

http://www.seasidewebs.com/images/USS%20Eisenhower%20lg.jpg

Segundo a agência semioficial de notícias iraniana Fars, Sayari disse que o avião F-27 iraniano fotografou o navio dos EUA e que era "dever e direito" da Marinha identificar embarcações estrangeiras na região.

Fonte: desastresaereosnews (Reuters) via O Globo -AFP

11/04/2010

Irã anuncia o desenvolvimento de novas baterias anti-aéreas

Irã anuncia o desenvolvimento de novas baterias anti-aéreas

O Irã está desenvolvendo um novo e mais avançado sistema de defesa anti-aérea que conseguirá atingir aviões modernos a curta e média altitude, anunciou o ministro da Defesa iraniano à televisão estatal.

O anúncio de Ahmad Vahidi surge numa altura em que o Irã está desenvolvendo novas e mais modernas baterias anti-aéreas e a renovar a sua frota de aviões militares depois das autoridades israelitas terem dito que não excluíam um ataque aéreo ao Irã, caso continuassem a desenvolver o seu programa nuclear.

Segundo uma foto divulgada pelo ministério iraniano da Defesa, o novo sistema (chamado 'Mersad') irá utilizar os mísseis iranianos 'Shahin', uma versão local dos mísseis norte-americanos 'Hawk' que eram fabricados na década de 70.







Os mísseis 'Hawk' têm um alcance de 24 quilómetros e foram vendidos antes da Revolução Islâmica de 1979.

O governo de Teerã, que iniciou o programa para garantir a sua auto-suficiência militar em 1992, anuncia frequentemente os mais recentes desenvolvimentos alcançados em termos de tecnologia militar que não podem ser verificados de forma independente.

Fonte: Jornal de Notícias (Portugal) - Foto: AFP