Mostrando postagens com marcador NASA-. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NASA-. Mostrar todas as postagens

10/04/2010

Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol


Brasil desenvolve combustível para foguetes ecologicamente correto

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZ_AQql5nOQYvzSwRON_uZAvXH_dJ0fDIbKLDABvIqy34s0Rw2-SRRkEn0AK3nxOFkIGMs2whYMkND3DfGjFwpPeiDLuzsNijKv9hhaDuKEGvQm22fM7-FmlX8yjgBWOqRsbPRmR1OYNrv/s400/010130100407-motor-foguete-2.jpg


Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

O Brasil acumula um atraso de meio século na propulsão de foguetes espaciais em relação aos norte-americanos e russos.

Para tentar dar um impulso no setor, há cerca de 15 anos o país iniciou um programa de pesquisa em propulsão líquida e que tem como base o etanol nacional.

O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente.

Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico.

Combustível verde


O desafio da busca por um combustível “verde” e nacional também conta com o apoio de um grupo particular de pesquisadores, formado em parte por engenheiros que cursam ou cursaram o mestrado profissional em engenharia aeroespacial do IAE , realizado em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e com o Instituto de Aviação de Moscou.

Liderado pelo engenheiro José Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP), o grupo se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que utilizem propelentes líquidos e testar tais combustíveis.

“Os propelentes líquidos usados atualmente no Brasil estão restritos à aplicação no controle de altitude de satélites e à injeção orbital. Eles têm como base a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, caros e tóxicos”, disse Miraglia.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também anunciou, há poucos dias, um projeto para desenvolver um combustível verde para satélites e foguetes, que já está em testes.

Foguete a etanol


Na primeira fase do projeto, o grupo, em parceria com a empresa Guatifer, testou motores e foguetes de propulsão líquida com impulso de 10 newtons (N), com o objetivo de avaliar propelentes líquidos pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio combinado com etanol ou querosene.

“Os testes mostraram que o projeto é viável tecnicamente. Os propulsores movidos com uma mistura de peróxido de hidrogênio e etanol, ambos produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o melhor rendimento”, disse.

Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas vantagens em relação à hidrazina ou ao tetróxido de nitrogênio, usados atualmente. “Ela é muito versátil, podendo ser utilizada como monopropelente e como oxidante em sistemas bipropelentes e pré-misturados.

O peróxido de hidrogênio misturado com etanol apresenta densidade maior do que a maioria dos propelentes líquidos, necessitando de menor volume de reservatório e, consequentemente, de menor massa de satélite ou do veículo lançador, além de ser compatível com materiais como alumínio e aço inox”, explicou.

Foguete de sondagem

Na segunda fase do projeto, o grupo pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100 N e 1000 N. “Nossa intenção é construir um foguete suborbital de sondagem que atinja os 100 quilômetros de altitude e sirva para demonstrar a tecnologia”, disse.

A empresa também está em negociações para uma eventual parceria com o IAE no projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), cujo objetivo é enviar ao espaço um satélite para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.

“Nosso motor seria utilizado na operação de reentrada para desacelerar a cápsula quando ela ingressar na atmosfera. Atualmente, não existe no Brasil foguete de sondagem a propelente líquido. Todos utilizam propelentes sólidos”, disse.

Kits educativos de foguetes

O grupo também pretende produzir motores para foguetes de sondagem que tenham baixo custo. “Eles seriam importantes para as universidades, com aplicações em estudos em microgravidade e pesquisas atmosféricas, por exemplo”, disse Miraglia.

Em trabalhos de biotecnologia em microgravidade, por exemplo, pesquisas com enzimas são fundamentais para elucidar processos ligados a reações, fenômenos de transporte de massa e calor e estabilidade das enzimas.

Tais processos são muito utilizados nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química fina, entre outras.

“Queremos atingir alguns nichos, ou seja, desenvolver um foguete movido a propelente líquido que se possa ajustar à altitude e ser reutilizável.

Esse é outro ponto importante, porque normalmente um foguete, depois de lançado, é descartado”, disse.

O grupo já construiu um motor de 250 N, que será utilizado em testes.

Como forma de difundir e reunir recursos para o projeto, a empresa comercializa kits de minifoguetes e material técnico. “São direcionados principalmente para estudantes”, disse Miraglia.

No site www.foguete.org, a empresa oferece também apostilas técnicas e livros digitais sobre foguetes com informações sobre astronáutica, exploração espacial e aerodinâmica.

Fonte:moraisvinna / Alex Sander Alcântara – Agência Fapesp via Site Inovação Tecnológica – Imagem: Edge of Space

Missão STS 131 prorrogada por 24 horas para inspeção

Missão STS 131 prorrogada por 24 horas para inspeção




O pouso na Flórida está agora agendado para segunda-feira, 19 de abril, às 12:54 GMT prolongando a duração do voo para 14 dias.

Normalmente, a última inspeção antes de voltar para a atmosfera ocorre após o desacoplamento da ISS e é projetada para assegurar que as blindagens térmicas não foram danificados pelo impacto de restos de micro-meteoritos em orbita.

O escudo térmico do ônibus espacial sustenta a temperaturas de até 1.500 graus Celsius causada pelo atrito com o ar em alta velocidade na reentrada da da aeronave na atmosfera.

O Centro de Controle da Missão em Houston, também afirmou que um falso alarme de incêndio foi provocado às 05H24 GMT deste sábado, no Módulo de Serviço Zvezda da Estação Espacial Internacional.

A segunda caminhada espacial está prevista para hoje a noite.

Fontes: AFP (França) / Nasa - Tradução: Jorge Tadeu (Blog Notícias sobre Aviação) - Foto: NASA

07/04/2010

Discovery chega a ISS

Discovery chega a ISS


STS131-S-002 -- STS-131 crew portrait
Image above: Seated are Commander Alan Poindexter (right) and Pilot James P. Dutton Jr. From the left (standing) are Mission Specialists Rick Mastracchio, Stephanie Wilson, Dorothy Metcalf-Lindenburger, Naoko Yamazaki and Clayton Anderson. Image credit: NASA

ônibus Espacial Discovery se acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS) hoje pela manhã depois que os astronautas superaram a falha na antena que cortou o rastreamento por radar.

O comandante da nave, Alan Poindexter, e sua equipe confiaram em outros instrumentos de navegação para realizar a manobra.

"Vocês estão com uma aparência linda", disse o astronauta japonês Soichi Noguchi, residente da ISS, enquanto o ônibus chegava carregada de suprimentos.

As duas estruturas se uniram a 356 km acima do Caribe. Esta foi somente a segunda vez que um ônibus espacial teve que se concetar à ISS sem nenhum radar; a primeira foi há dez anos.

Poindexter treinou para um imprevisto como este há duas semanas.

Quando se aproximava, faltando 45 metros, ele passou um rádio “É muito divertido”.

O diretor de vôo Richard Jones disse que a viagem foi impecável. “A tripulação fez parecer fácil”, disse a repórteres.

A primeira providência dos 13 tripulantes totais, após a abertura das portas, foi transmitir imagens laser detalhadas da Discovery ao Centro de Controle de Houston.

A astronauta Stephanie Wilson entregou o drive do computador contendo todas as imagens do nariz e da cauda coletadas ontem.

A equipe rapidamente começou a enviar arquivos, um processo que deve durar toda a manhã.
A falha na antena impediu o envio imediato para a análise desses dados em solo.

A NASA precisa analisar minuciosamente os dados para ter certeza de que a Discovery não sofreu danos no lançamento que pudessem por em perigo sua volta para a Terra em 18 de Abril.

A falha da antena logo após a decolagem na segunda impediu os astronautas de enviarem e receberem grandes pacotes de informação durante seus dois primeiros dias em órbita.

Agora, a população no espaço bateu o recorde de quatro mulheres em órbita ao mesmo tempo , três delas chegaram á bordo da Discovery.

Há oito americanos, três russos e, pela primeira vez simultanemanete no espaço, dois japoneses.

As duas equipes se abraçaram e apertaram as mãos ao se cumprimentarem.

Uma hora antes da chegada, Poindexter fez uma cambalhota para trás com a Discovery, para que a equipe da ISS pudesse fotografar a barriga da nave, usando lentes em zoom.

Mais de 360 closes foram enviados à Terra para averiguação de possíveis danos.

Na quinta, astronautas irão mover uma carga grande da Discovery e ancorá-la na ISS.

Isso tornará mais fácil o desembarque de toneladas de suprimentos, partes e experimentos científicos.

Na sexta, dois membros da tripulação irão realizara primeira de três caminhadas espaciais para trocar um velho tanque de amônia fora da estação. A ISS está quase completa; restam apenas três missões de ônibus espaciais para finalizar sua estrutura.

Fonte: NASA- Fotos: Nasa/Videos Youtube