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31/07/2010

Aviadores consideram hipótese de 'desorientação do piloto' em acidente da Airblue

Aviadores consideram hipótese de 'desorientação do piloto' em acidente da Airblue

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Tragédias desse tipo acontecem, normalmente, quando os tripulantes sofrem de desorientação espacial.

http://www.aeroway.com.br/img-prod/Avionicos_clip_image001.jpg

Embora rara de ocorrer em uma aeronave moderna como o A321, dotada de dezenas de computadores que controlam parâmetros de vôo, a hipótese ganhou força nas páginas de discussão da internet, freqüentadas por pilotos e entusiastas de aviação, desde que surgiram as primeiras informações sobre a tragédia, que matou 152 pessoas.

Mais de 90 corpos já foram recuperados pelas equipes de resgate.

Testemunhas também teriam visto o avião voando baixo demais, antes da queda e de ouvir uma explosão.

A desorientação, também chamada de "vertigem de piloto", ocorre quando os aviadores não são capazes de identificar, visualmente, onde está o solo ou o horizonte, principalmente à noite, sob certas situações meteorológicas (como a neblina que encobria a pista do aeroporto de Islamabad e as Colinas de Margala, a norte da cidade, onde o A321 caiu) ou em determinados tipos de superfície, como o oceano ou florestas.

Nessa situação, o aviador perde totalmente a noção de espaço e pode sofrer ilusões e tonturas, tendendo a acreditar que está voando em certa atitude e velocidade, quando a aeronave pode estar bem mais baixa ou mais lenta ou rápida, na realidade.

Qualquer piloto está sujeito à desorientação, mesmo os mais experientes.

A situação é potencialmente perigosa quando o aviador passa a controlar o avião com base nessa sua falsa percepção.

Para evitar a ocorrência, os pilotos são condicionados, desde as primeiras aulas de pilotagem, a conduzir as aeronaves dando prioridade à observação dos instrumentos, muito mais do que acreditar nos próprios olhos.

Aviões modernos como o A321 também dispõem de sistemas de alerta sonoro, como o GPWS (ground proximity warning system, ou sistema de alerta de aproximação de solo, que calcula a todo instante o perfil de vôo e o compara com a altitude).

Caso haja perigo, uma voz soa na cabine, com o alerta: "terrain! terrain! (terreno)".

Porém, em fases críticas do vôo, como a aproximação para pouso, os profissionais ficam intensamente envolvidos com checagens de procedimentos e conversas com o controle de aproximação dos aeroportos.

Um breve momento de distração ou uma falha de comunicação entre os tripulantes pode levar a um acidente CFIT - com o avião sem problema técnico algum e todos os instrumentos em ordem, voando sob controle, mas direto para o solo.

Pelo menos dez grandes acidentes desde 2000 foram, segundo investigações, do tipo CFIT, e muitas outras dezenas desde a década de 1950 também são classificados assim.

O último, antes da queda do A321 da Air Blue, foi a tragédia que vitimou o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, e mais 95 pessoas que estavam a bordo do Tupolev TU-154 da Força Aérea Polonesa, em 10 de abril deste ano.

O jato polonês caiu em uma floresta, sob condições pobres de visibilidade, quando tentava o pouso no aeroporto da cidade russa de Smolensk.

Fonte: Estadão-Via Direto da Pista/Foto:aeroway.com.br/

10/04/2010

Angola procura Acertar seus serviços de aviação civil

Angola procura Acertar seus serviços de aviação civil








Sob o lema “Criemos sinergias para a implementação do Sistema Nacional de Facilitação e Segurança da Aviação Civil”, o Ministério dos Transportes e o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC), realizaram ontem, em Luanda, a primeira reunião da comissão nacional.

A reunião teve como objectivo criar uma plataforma de apoio e aconselhamento na execução do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil definido pelo INAVIC.

Na abertura do encontro, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, disse que o sector que dirige passa por uma profunda reestruturação e que o processo tem como padrão a emergência de um serviço de transporte aéreo forte e desenvolvido, com dimensão e qualidade comparáveis aos dos países desenvolvidos.

Na opinião do ministro, a execução do sistema nacional de facilitação e segurança da aviação civil é importante, porque, sendo esta a motivação central, a participação de Angola no esforço internacional “é primordial para reforçar a sua imagem no mundo, enquanto exemplo de segurança aeronáutica”.

A preocupação com a segurança na aviação civil é hoje um tema chave “da cooperação entre as nações em resposta ao que se tornou uma ameaça global”, referiu.

Augusto Tomás citou como exemplo os atentados recentes que provocam o aumento de preocupações dos organismos vocacionados para a protecção da livre circulação de pessoas e bens.

O ministro lembrou que as recomendações saídas da 36ª Assembleia Geral da ICAO impõem os Estados a criação de mecanismos internos para a prevenção e combate aos actos de interferência ilícita contra as aeronaves, instalações aeroportuárias, facilidades de ajuda à navegação aérea internacional e contra o pessoal envolvido na sua operação.

A cooperação entre os Estados na troca de experiências sobre a formação e o desenvolvimento de técnicas de prevenção de atentados e o desenvolvimento do sistema permitem continuar a reforçar a abertura de Angola, ao resto do mundo. “O caminho para ligar Angola ao resto do mundo passa, cada vez mais, pelo cumprimento dos normativo mais estritos de segurança”, disse o ministro dos Transportes.

Os participantes no encontro, vindos dos diferentes órgãos de Estado discutiram temas ligados ao sistema de facilitação e segurança da aviação civil internacional e sobre a legislação da facilitação e segurança da aviação civil contra actos de interferência ilícita.

Fonte: desastresaereosnews/Madalena José (Jornal de Angola)

05/03/2010

Piloto quase cochila em pleno voo após tomar remédio

Piloto quase cochila em pleno voo após tomar remédio para dormir





Um piloto da companhia israelense El Al tomou por engano um comprimido de dormir enquanto estava em pleno voo e, como ficou sonolento, foi obrigado a deixar a cabine de comando da aeronave, segundo uma investigação da companhia aérea revelada pelo jornal "Ha'aretz".

O incidente aconteceu há duas semanas, em um Boeing 737 que voava de Kiev, na Ucrânia, para Tel Aviv, em Israel. No voo havia 100 passageiros a bordo.

Segundo informações, o piloto confundiu o comprimido contra pressão alta que está acostumado a tomar com outro para dormir. Após ingerir o medicamento, ele começou ficar lento e desorientado.

Quando o comandante estava prestes a dormir, uma aeromoça veio em seu socorro e o tirou da cabine para que se recuperasse.

A El Al garantiu ao "Ha'aretz" que "os passageiros não ficaram em perigo em nenhum momento" e que o copiloto atuou "conforme o estabelecido, ao permitir que o piloto se recuperasse fora da cabine de comando".

Fonte:desastresaereosnews/ UOL Notícias