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12/09/2011

STJ mantém indenização às Vítimas do voo TAM 402 de 1996


Fabricante do reverso do Fokker-100 da TAM não consegue reverter indenização a familiares de vítimas

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A Northrop Grumman Corporation, fabricante do reverso do Fokker-100 da TAM que se acidentou em 1996, não conseguiu reverter decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que determinou o pagamento de indenizações independentemente de acordos extrajudiciais.

A empresa tentou trazer a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a ausência de comprovantes de pagamentos de custas e porte de remessa do processo impediu a apreciação do recurso.

A fabricante do reverso ainda insiste que o STJ deve admitir seu recurso especial para análise – o que já foi negado tanto pelo TJSP quanto pela presidência do próprio STJ, que negou seguimento a agravo de instrumento da empresa.

Diante de novo recurso da Northrop (um agravo regimental), cabe ao presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, reconsiderar sua decisão anterior ou determinar que o agravo de instrumento seja distribuído a outro ministro, que será o relator do agravo regimental contra a primeira negativa de admissibilidade pelo STJ.

A empresa alega que a decisão anterior peca por excesso de formalismo e que houve o recolhimento efetivo dos valores.

A queda da aeronave causou a morte de 99 pessoas.

A ação de indenização proposta em 1998 condenou a Northrop ao pagamento de R$ 2 milhões a cada família, mais dois terços do último salário de cada vítima até a idade em que completariam 65 anos, além de multa de 20% por litigância de má-fé em razão de não ter depositado caução. Os honorários advocatícios foram fixados em 20% do total a ser apurado em liquidação.

Enquanto tramitava a apelação contra essa decisão, a empresa e os familiares das vítimas teriam realizado acordos extrajudiciais. Mas, segundo alega a empresa no recurso especial, o TJSP condicionou indevidamente a validade dos acordos à homologação judicial, por entender que eles não poderiam produzir efeitos em relação às partes que não tiveram a desistência homologada judicialmente.

Ao julgar a apelação, o TJSP reduziu a indenização pelos danos morais a 333 salários mínimos. Os danos materiais também foram reduzidos a um terço do valor definido na primeira instância, porque se entendeu que a Northrop não foi a única responsável pelos fatos que resultaram na queda do Fokker.

É contra esse julgamento que a fabricante tenta o recurso especial. O TJSP, que faz o primeiro juízo de admissibilidade desse procedimento, rejeitou-o por não verificar indicação de lei federal violada. A Northrop busca agora fazer com que o próprio STJ reavalie a admissão do recurso, mas seu agravo de instrumento não pôde ser apreciado em razão da falta de cópia do comprovante de pagamento das custas processuais e porte de remessa do recurso.

Relembrando o Acidente

http://www.desastresaereos.net/ft_acid_TAM_Vj-06-11-1996e.jpg


O jato prefixo PT-RNK fazia o vôo 402, do Aeroporto de Congonhas com destino ao Rio de Janeiro. Havia 96 pessoas a bordo (90 passageiros e seis tripulantes). A aeronave decolou às 8h26 e caiu às 8h28 sobre residencias no bairro de Jabacuara.







Fonte:Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania/colaborou para a matéria a amiga Dra Rosa Carla Vitoriano/infográfico:G1.com/informações: jorgetadeu7

05/08/2010

novata na aviação, quer ter a maior malha aérea do País

Laguna, novata na aviação, quer ter a maior malha aérea do País


Projeto da empresa é voar para 96 cidades com 48 aeronaves; a Trip, com 78, tem o maior número de destinos atualmente

Pouca gente pode dizer hoje que conhece a Laguna Linhas Aéreas. A empresa já existe, mas ainda não voa.

Quando voar, de avião Fokker, serão 96 os destinos, segundo o prospecto de negócios da companhia.

O número não só é expressivo como, se o projeto se concretizar, a Laguna, novata criada por um empresário desconhecido no setor, já nascerá como a companhia aérea com o maior número de destinos no mercado brasileiro.

A Trip, atual líder nesse quesito, voa para 78 municípios.

A Laguna vai ingressar neste mês com o pedido para a obtenção do Certificado de Homologação de Empresa Aérea (CHETA).

O documento, concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), representa um dos últimos passos para a criação de uma companhia área de transporte regular de passageiros.

Em abril, a empresa já obteve a autorização para funcionar juridicamente como uma companhia aérea, atestado recebido com base na avaliação da viabilidade econômica do seu plano de negócios.

À frente do projeto está Daniel de Souza, um ex-professor de Física da rede estadual de Lorena, cidade do interior paulista.

A criação da Laguna exigirá um investimento inicial estimado em R$ 70 milhões, valor que não inclui a aquisição das aeronaves, segundo calcula Souza.

Com um escritório como sede operacional em São José dos Campos, a Laguna planeja atuar na aviação regional.

Sua meta é voar com 48 aviões desde o início da sua operação, previsto para dezembro deste ano.

Poucos detalhes

O empresário revela poucos detalhes de seu projeto.

Ele afirma que a empresa está "com negociações avançadas" para a captação de verbas com instituições financeiras brasileiras, mas os nomes das fontes de recursos não são apresentados.

Ele ressalta que não procura novos sócios, mas apenas instituições dispostas a financiar o projeto de fazer a empresa decolar.

Para entrar no mercado em grande escala, a Laguna optou por uma frota de segunda mão, formada por aviões Fokker 100 e Fokker 50, oriundos de companhias internacionais e com capacidade para transportar entre 50 e 100 passageiros.

Se a empresa efetivamente estrear com 48 aeronaves, já entrará no mercado com a terceira maior frota do país, atrás apenas das líderes TAM e Gol, ambas com mais de cem aviões.

A previsão de Souza é que a primeira aeronave da Laguna chegue ao Brasil em setembro.

A escolha do Fokker é criticada por especialistas do setor. "Não há restrições por parte da Anac, mas está na hora de criar impedimentos para aviões que pararam de ser fabricados continuarem voando", diz um consultor da indústria aeronáutica consultado pelo iG.

Graziela Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, também faz críticas à decisão. "Não vejo muito pilotos no mercado para essa aeronave", afirmou.

Aviões disponíveis

O preço menor em relação a outros modelos foi um dos motivos que favoreceram a escolha do Fokker para a composição da frota da Laguna. “No final do leasing eu pagaria mais do que vou gastar para comprar as aeronaves”, afirma o empresário Daniel de Souza.

Outra vantagem das aeronaves da falida fabricante holandesa foi a disponibilidade de aviões no mercado, segundo ele.

Se a empresa seguisse a decisão mais usual entre as companhias aéreas, que é de encomendar modelos novos, teria que entrar em uma fila para obter a aeronave.

O resultado seria uma espera de cerca de dois anos para receber os primeiros modelos, que chegariam aos poucos, e não de uma só vez.

A estratégia da companhia também é vista com ressalvas pelos especialistas em aviação ouvidos .

"Avião barato gera um custo menor para a criação da empresa, mas o importante é o custo operacional menor", disse um executivo de uma das principais companhias aéreas do País.

Ressalte-se que, entre os especialistas, a qualidade do Fokker é bem avaliada.

Mas as críticas concentram-se na idade da frota e na falência do fabricante.

Reticências

Por se tratar de uma empresa novata, criada por um estreante no mercado, muita gente se diz reticente com a novidade - o iG ouviu nove especialistas do setor.

"Nada contrário à criação de novas companhias, mas é estranho que uma empresa nasça para voar para cidades que não têm aeroporto", afirmou o executivo que faz parte de uma grande companhia aérea do País.

O proprietário da Laguna, contudo, é irredutível na estratégia.

Ele reforça também a ideia de que a operação em grande escala garantirá custos reduzidos e possibilidade de oferta de preços competitivos. “Se eu começar na aviação regional atendendo quatro cidades, com dois aviões serei mais um que entra no mercado com preço alto”, afirma Souza, o novato do ar.

Fonte: IG-Via :Direto da Pista

15/09/2009

FOKKER 100 FAZ POUSO DE EMERGENCIA

FOKKER 100 FAZ POUSO DE EMERGENCIA NA ALEMANHA



Foto: Daniel Maurer/AP

Um Fokker 100 operado pela Contact Air fez um pouso de emergência nesta segunda-feira (14)na Alemanha. O avião, que partiu de manhã de Berlim, teve problemas no trem de pouso ao chegar a Stuttgart. Segundo a agência de notícias Efe, o avião levava o presidente do Partido Social-Democrata (SPD) alemão, Franz Müntefering (Foto: Daniel Maurer/AP)

Aeronave partiu de Berlim e teve problemas no trem de pouso.

A bordo do Fokker 100 viajava o presidente de um partido alemão.


Um avião da companhia Contact Air, filial da Lufthansa, no qual viajava o presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Franz Müntefering, fez nesta segunda-feira (14) um pouso de emergência no aeroporto de Stuttgart (sudoeste da Alemanha).




O avião, que partiu de manhã de Berlim, teve problemas no trem de pouso ao chegar à cidade, por isso foi necessária uma aterrissagem de emergência sobre uma camada de espuma, informou a companhia.

A bordo do avião, do modelo Fokker 100, viajavam 82 passageiros e cinco tripulantes.