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04/02/2013

CIÊNCIA E TECNOLOGIA - Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais


Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais 


 Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. 

23/09/2011

Satélite americano cairá na Terra nesta sexta, prevê a NASA


Satélite americano cairá na Terra nesta sexta, prevê a NASA



Satélite UARS, levado ao céu em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa. (Foto: Nasa / via AP Photo)
Satélite UARS, levado ao céu em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa. (Foto: Nasa / via AP Photo)

Agência Espacial dos EUA ainda não sabe onde equipamento irá cair.
Satélite pesa 5,675 toneladas e tem o tamanho de um ônibus.


http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/09/22/110922112154_satelliteuars304.jpg A NASA prevê para esta sexta-feira (23) a queda na Terra de um satélite retirado de funcionamento em 2005 que tem o tamanho de um ônibus. A agência espacial americana informa que o risco para as pessoas é “pequeno”.

Embora ainda não possa precisar o lugar do impacto, a Nasa descartou que o satélite artificial vá cair sobre a América do Norte.

“O reingresso deverá acontecer durante a tarde no leste dos Estados Unidos”, indicou um comunicado da agência. “O satélite não estará em trajetória sobre a América do Norte nesse período”, acrescentou.


Segundo a Nasa, “ainda é muito cedo para prever a hora e o local de reingresso”.

A probabilidade de algum dos restos do Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês) atingir uma pessoa é de uma em 3.200, segundo a Nasa.

O aparelho pesa 5,675 toneladas e tem o tamanho de um ônibus.

A previsão inicial era que o satélite cairia no final de setembro ou no início de outubro, mas sua queda foi antecipada pelo forte aumento da atividade solar na semana passada.

Os cientistas da NASA calculam que o satélite se despedaçará ao entrar na atmosfera e que pelo menos 26 grandes peças sobreviverão às altas temperaturas do reingresso e cairão sobre a superfície da Terra.



Fonte:G1.com/Fotos:NASA;BBC Brasil/Vídeos:BBC Brasil;

06/12/2010

Rohde & Schwarz e Topex unem seus conhecimentos em termos de controle de tráfego aéreo

Rohde & Schwarz e Topex unem seus conhecimentos em termos de controle de tráfego aéreo

http://farm4.static.flickr.com/3046/2591872609_30fecd3fc1_o.jpg

http://www.rlink.com.br/imagens/noticias/logo%20rohde.gif A Rohde & Schwarz adquiriu uma participação majoritária na companhia romena Topex, um fabricante de equipamentos de telecomunicações para autoridades e empresas governamentais.

O portfólio da Topex inclui sistemas de comunicação de voz para controle de tráfego aéreo (ATC, na sigla em inglês).

Estes sistemas têm como objetivo complementar o portfólio de ATC da Rohde & Schwarz que compreende sobretudo soluções para radiocomunicações. Os produtos da empresa eletrônica baseada em Munique já estão implantados em mais de 200 aeroportos em cerca de 80 países.

No futuro,a Topex operará sob o nome de Rohde & Schwarz Topex SA.

"Pretendemos usar esta parceria para expandir nosso conhecimento no sistema ATC," comenta Herbert Rewitzer, vice-presidente executivo e chefe da Divisão dos Sistemas de Radiocomunicações da Rohde & Schwarz.

"A Topex conta com produtos com tecnologia de ponta nesta área, uma combinação perfeita com a Rohde & Schwarz. As duas empresas concentram-se totalmente no voz sobre IP como a tecnologia de comunicações iminente no controle de tráfego aéreo."

Dan Adamescu, CEO da Rohde & Schwarz Topex, acrescenta: "A Rohde & Schwarz é uma companhia internacional com subsidiárias e representantes em mais de 70 países. Esta parceria nos dá acesso aos mercados de todo o mundo. Além disso, vários projetos bem sucedidos tornaram o nome Rohde & Schwarz uma referência no mercado de ATC."

A Rohde & Schwarz Topex SA continuará a operar independentemente e permanecerá totalmente dedicada à assegurar o sucesso ininterrupto e o crescimento de rentabilidade de todos os seus parceiros.

A sede da companhia, localizada em Bucareste e que conta com cerca de 140 funcionários, permanecerá inalterada. [ www.rohde-schwarz.com ] PR. Newswire


Fonte:Portal Fator Brasil

Satélites do sistema GLONASS caem sobre o Oceano Pacífico

Satélites do sistema GLONASS caem sobre o Oceano Pacífico


http://blog.toxxyn.net/wp-content/uploads/2007/12/glonass.jpg




https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhatSSUpeuhYWUjEWs5gL3-ubzRF7h8R9lX2tmHmI_tf4PytG-tXZkuEir0HR54jGxGvJ5I96VlJCYv5yVcN5LQmiWCuN_5FfE-QKbXkHTpBmmHjgyTFETWyET-v5DLN8INsSAjXbC2x8tJ/s1600/Glonass.jpg Três satélites russos, enviados à órbita para completar o sistema de navegação GLONASS, saíram de curso e caíram sobre o Oceano Pacífico neste domingo (5), informou a agência Ria. O local da queda é próximo ao Havaí.

Os satélites estavam sendo levados pelo foguete "Proton-M", lançado no sábado (4) do centro espacial Baikonur, no Cazaquistão.

Um porta-voz da agência espacial russa Roscosmos disse que os satélites saíram de curso e causaram uma "situação não planejada". Ele não confirmou sua queda.

O sistema GLONASS é semelhante ao GPS dos Estados Unidos. Ele começou a operar em 1999, mas só agora terá cobertura global. Em sua composição definitiva, contará com 24 satélites.



NOTA DO BLOG: Teoria da Conspiração




http://news.cnet.com/i/tim/2010/12/03/1203X37B_610x411.jpg Está claro agora, o que a espaçonave não tripulada X-37 da "NASA" digo USAF,estaria fazendo no espaço.

Ao retornar de uma missão secreta de sete meses no espaço o X-37 da Boeing estaria na verdade caçando os satélites russos ,pois estes desde seu projeto se tornaram uma ameaça ao sistema já obsoleto GPS americano,que tem uma defasagem maior que o GLONASS, o sistema GPS americano foi concebido a princípio para uso militar ,tal como a Internet ,se tornou essencial a navegação pelo setor civil,mas com a implantação de um novo sistema .

O sistema GPS se vê agora ameaçado de instinção ou ficar
ainda mais obsoleto; recentemente os EUA instalaram estações terrestres ao longo de todo seu território afim de otimizar suas medições.

A disputa por regiões no espaço e seu domínio ,já foram matéria de análises sobre um futuro conflito espacial que se lançou desde o primeiro lançamento de satélite o Sputnik.
A "Militarização do Espaço" é uma realidade já conhecida, que decorreu dos passos posteriores lógicos e inerentes ao lançamento do primeiro satélite artificial.
A existência e o funcionamento pleno de satélites de reconhecimento e observação, de navegação, de comunicações e meteorológicos têm‑se constituído como elemento multiplicador do potencial de combate das forças militares que evoluem em Terra.

Podemos acrescentar que a utilização dos sistemas espaciais constitui uma das mais valiosas ,para operações que se enquadrem também nas Operações de Resposta a Crises e outras, que vão para além do aspecto da guerra.
Do ponto de vista do armamento, os mísseis balísticos intercontinentais, os de médio alcance, os de alcance intermédio e os próprios mísseis de cruzeiro lançados de diferentes plataformas materializam a utilização da dimensão espacial para aplicação da coação militar, que terá tido como marco inicial o lançamento do foguete alemão V‑2 em Setembro de 1944; curiosamente os foguetes lançados de Haia falharam e a cidade de Paris escapou aos danos.
De outra forma, podemos também afirmar que as potências na posse de sistemas espaciais, como eventuais multiplicadores do potencial bélico, poderão compensar o putativo potencial relativamente negativo no que diz respeita aos meios e equipamentos existentes em Terra e ,buscar assim alguma dissimetria.

Acresce a isso a referência, também, que a comunidade internacional em geral, e as potências mais importantes do sistema em particular, vêem com preocupação o fato de quem dominar a estrutura espacial de informação, poder ascender a própria imagem diante de outras fontes que possam ser usadas em proveito próprio ,contra os competidores do sistema, abrindo caminho à avaliação, emprego ou ameaça de emprego de todas as formas de coação, incluindo a psicológica,de política interna, afetando o interior do adversário, a diplomática e a electro‑electrónica.

Do ponto de vista militar, podemos concluir que a utilização do espaço em proveito das operações militares efetuadas em Terra é um fato, mas significará isso a materialização do Espaço como campo de batalha? A expressão "militarização do Espaço" Irá refletir aquilo que poderá estar subjacente ao entendimento do cidadão comum, isto é, Guerra Espacial!

Os sistemas anti‑satélite
Os primeiros testes de plataformas anti‑satélite foram efetuados ainda no período da Guerra‑Fria.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIk_8qVvRnVjEu48y-Pv3YYUBsDIEcS3Sn1XWjKaKvSc5O9JTwm7prDzIfGL1VmJH084l3sHNCXU2DMHKQ8FYW5TAM1dR_Gljuc7mv8TkJMyrZgNrG6v0zIyaLGsSlRDXG_ZzKZhn3fOw/s1600/Vought_ASM_135_ASAT.jpg

Identificados como SAINT, um sistema de intercepção de satélites, como o programa principal de investigação e desenvolvimento sobre esta matéria decorrido no tempo do presidente Eisenhower, tendo sido até efetuada uma proposta da Força Aérea, em 1960 para a construção de protótipos.

Por razões diversas, incluindo políticas, o programa foi inviabilizado em 1962/1963.
No ano de 1959, foi conduzido pelo Air Research and Development Command (ARDC) o primeiro teste relativo a armamento anti‑satélite, integrado num projecto mais vasto designado de Bold Orion , logo seguido, em 1962, por mais dois testes, conduzidos pela US NAVY (Marinha Americana).

Em Maio de 1962 foi ordenado ao US ARMY( Exército dos EUA )que desenvolvesse um míssil Nike Zeus modificado, de forma a obter a capacidade em questão, que ficou conhecido por programa 505.

Cerca de um ano mais tarde, a Força Aérea recebeu a indicação para trabalhar a mesma finalidade, utilizando o míssil Thor; o programa 437 iniciava‑se, tendo sido objecto de teste em Fevereiro de 1964.

O mecanismo de ataque baseava‑se na radiação provocada pela explosão do sistema a 5/10 km do alvo, constituída por raios X que em contato com o objectivo, faria aumentar subitamente a temperatura do revestimento exterior.
Ambos os sistemas apresentavam diversos problemas e deficiências, tendo sido declarados como inoperacionais nos primeiros anos da década de 70 .
Em 1977, sob as ordens do Presidente Carter, foi tomada a decisão de desenvolver o "Air Force’s Miniature Homing Vehicle" (MHV) ASAT e já na presidência Reagan, o programa MHV tinha maturado suficientemente para ser decidido que o sistema seria lançado a partir de plataformas aéreas: aeronaves F‑15 modificadas.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmaZbh4EgtC3FrSnuwNWrV0MED4raUs8V97QIS0txwXuxkUPcoQiTcyffNbuNsBb_OOF-REJcz-apG6vzDdY3upAsFnXCT5IJuTvGOuEJ1z59t2zYcvAPZPJwMW1hgSLXBYxLYftr1RJvy/s1600/anti+satelite3.JPG

Em Setembro de 1985, o MHV foi alvo de um dos testes mais completos e com maior sucesso, tendo interceptado e destruído o satélite da Força Aérea P78‑1 .

Por razões de política interna e consequentes restrições orçamentais, após proposta da Força Aérea, o programa de desenvolvimento foi cancelado em Dezembro de 1987, abrindo caminho à materialização das intenções, quer do Exército, quer da Marinha, em conceber sistemas ASAT lançados a partir de plataformas terrestres e navais.
O Exército dos EUA integrou nos seus esforços de investigação desde 1989/1990, um programa que busca o desenvolvimento de um veículo destruidor de satélites, lançado da Terra e tendo energia cinética como fonte.

O controlo do programa Kinetic Energy Anti‑Satellite (KEASAT) foi poste­riormente transferido para a Força Aérea, por iniciativa do Departamento de Defesa, que não tem solicitado orçamento para o seu contínuo desenvol­vimento; no entanto e ocasionalmente, o Congresso tem financiado o projeto.


A importância dada pela superpotência ao assunto ASAT foi consubstanciada pela previsão na proposta do seu Orçamento de Estado, para o ano fiscal de 2004, de fundos destinados à investigação e desenvolvimento da tipologia de meios espaciais ; por outro lado, a Defense Advanced Research Projects vem dando conhecimento do seu trabalho em matéria de microsatélites, que poderão ser utilizados, no que podemos chamar de modo ASAT .

Assim, chegámos ao programa de investigação e desenvolvimento a cargo da Força Aérea americana denominado Experimental Satellite Series (XSS), que preconiza pequenos satélites que manobrarão em torno de outros, com um leque de missões que podem ir desde a inspecção à destruição.

A primeira plataforma, o XSS‑10 foi lançada em Janeiro de 2003 e pesava apenas 28 kg.
No âmbito dos sistemas anti‑espaciais, podemos citar o Counter Communications System (CCS), destinado a atacar as comunicações militares com origem em satélites.

O primeiro CCS foi entregue em 2004 ao 76th Space Control Squadron dos EUA (Lewis, 2004).





Fonte:revistamilitar;moraisvinna/Videos:RT NEws

08/07/2010

Telescópio espacial mostra ‘luz mais antiga’ do universo

Telescópio espacial mostra ‘luz mais antiga’ do universo

Planck's View of the Whole Sky



Ao fundo, em magenta e amarelo, vê-se a luz mais antiga do Universo, formada 380 mil anos após o Big Bang

A agência espacial europeia divulgou nesta segunda-feira a primeira imagem do cosmos feita pelo telescópio espacial Planck, na qual é possível ver a “luz mais antiga” do universo.

A luz – chamada de radiação de micro-ondas cósmica de fundo – é associada ao chamado big bang, a grande explosão na qual os cientistas acreditam que o universo foi criado, há cerca de 14 bilhões de anos.

A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea.

A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia.

É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos (invisíveis ao olho humano), o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.

Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo.

Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio.

Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam "fundidas". O Universo, seria, então, opaco.

Rascunho

Os instrumentos do Planck podem detectar variações de temperatura nessa radiação antiga que auxiliam a compreensão da estrutura do Universo no momento de sua formação e que são uma espécie de rascunho de tudo o que se sucedeu depois.

Foram necessários mais de seis meses para que o telescópio espacial conseguisse montar o mapa.

O Planck, lançado ao espaço em maio do ano passado, já está montando uma segunda versão do mapa. A idéia é que ele faça pelo menos quatro versões.

Os cientistas vão precisar de tempo para analisar todas as informações e avaliar suas implicações. A divulgação formal de imagens completas da radiação cósmica de fundo e de análises científicas sobre elas não deve acontecer antes do fim de 2012.

Segundo os pesquisadores, as informações coletadas constituem um banco de dados extraordinário, que os ajudará a compreender melhor como o Universo adquiriu a aparência que tem hoje.

"É uma foto espetacular, uma coisa linda", disse à BBC Jan Tauber, um dos cientistas da missão Planck.


Fonte:BBC Brasil/NASA/Video:Youtube.com-foto:NASA

29/06/2010

Alemanha lança satélite para fazer mapa tridimensional da Terra

Alemanha lança satélite para fazer mapa tridimensional da Terra

Satélite TanDEM-X (foto: Eads Astrium/M. Pikejl)

TanDEM-X vai voar em formação com o quase idêntico TerraSAR-X

Foi lançado em órbita o satélite TanDEM-X, com a missão de compilar o mais preciso mapa em três dimensões da superfície da Terra.

O radar alemão vai voar em formação com um outro satélite idêntico, chamada TerraSAR-X, lançada em 2007.

Juntos, os dois satélites vão medir a variação de altura em todo o globo.

O mapa em três dimensões poderá ser usado para vários fins, entre eles, auxiliar aviões militares a voar em alturas extremamente baixas e ajudar equipes de resgate a avaliar onde foram os piores estragos após um terremoto, por exemplo.

“Nosso objetivo é gerar um modelo com resolução e qualidade que não existem hoje”, explicou Vark Helfritz, da empresa de imagens por satélite Infoterra GmbH.

“Este será um produto verdadeiramente global e ‘sem costuras’ – não será uma ‘colcha de retalhos’ de dados enviados por diferentes satélites e colocados juntos”, disse ele à BBC News.

O TanDEM-X foi levado para o espaço por um míssil balístico intercontinental adaptado, partindo do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Órbita

O foguete foi lançado às 5h14 da manhã, hora de Brasília, e um sinal confirmando a separação do satélite foi recebido 29 minutos depois, por uma estação de rastreamento na Antártida.

O novo satélite foi colocado em uma órbita polar paralela à órbita do TerraSAR-X, cerca de 514 km acima do planeta.

“É a primeira vez que dois satélites foram colocados em formação tão próxima”, disse o brigadeiro Thomas Reiter, ex-astronauta e atual membro do painel executivo do Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

“Suas órbitas os aproximam com um mínimo de distância de cerca de 200 metros. Isso será bastante desafiador para os controladores da missão, como você pode imaginar.”

Os radares vão emitir pulsos constantes de microondas contra a superfície do planeta. Ao medir o tempo que sinais levam para retornar à sua fonte de origem os instrumentos determinam as diferenças de altura.

O fato de os dois satélites estarem em formação tão próxima vai permitir que um deles aja como um transmissor/receptor e o outro como um segundo receptor.

Aplicações

Para que o satélite consiga mapear todos os 150 milhões de quilômetros quadrados da superfície da Terra serão necessários pelo menos três anos.

As observações por radar já têm extenso uso em aplicações militares, civis e científicas, como nas recentes avaliações de fenômenos como a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, e o vazamento de petróleo no Golfo do México.

A visão de microondas do TerraSAR-X permitiu que especialistas pudessem acompanhar e avaliar o status do vulcão islandês apesar de ele estar coberto por uma nuvem de cinzas.

E no caso do vazamento, o satélite pode acompanhar o avanço da mancha de óleo no mar durante o dia e à noite, graças aos sinais de radar refletidos das água poluída.

Com a melhoria na precisão dos dados enviados pelo TanDEM, as aplicações deverão ser estendidas e aprofundadas.

Operadores de celulares, por exemplo, vão usar o modelo digital de elevação para escolher os melhores locais para a instalação de mastros; o setor de aviação poderá usar os dados para planejar rotas aéreas mais seguras; planejadores urbanos poderão avaliar riscos de enchentes com mais precisão e autoridades marítimas poderão usar a informação para rastrear piratas e navios de pesca ilegais.

A missão TerraSAR-X/TanDEM-X é operada por uma parceria público-privada.

A Agência Espacial Alemã é dona do hardware, a EADS Astrium construiu os satélites e a Infoterra GmbH tem os direitos comerciais exclusivos sobre os dados.

Já há planos para lançar um outro satélite, para dar continuidade ao trabalho desta missão.

O próximo passo seria uma tecnologia de alta resolução e de grande alcance que permitiria que imagens de grande escala da superfície, extremamente detalhadas, sejam registradas em uma única passagem.


Fonte:BBC Brasil -vai BBC News/por:Jonathan Amos

18/05/2010

Japão adia lançamento de iate espacial

Japão adia lançamento de iate espacial

Em função do mau tempo, o Japão adiou, no final da tarde de ontem, o lançamento de um foguete carregando uma sonda experimental em forma de pipa. Ela é movida por radiação solar, tecnologia que permite viajar sem combustível.

Até o fechamento desta edição, o foguete permanecia parado no Centro Espacial de Tanegashima, ilha no sul do país.

O objetivo é que ele, após partir, chegue a Vênus em seis meses. Depois, vai seguir para regiões próximas ao Sol, até perder contato com a base de controle na Terra.

O desenvolvimento de Ikaros (sigla em inglês para "veículo em forma de pipa interplanetário acelerado por radiação do Sol") custou US$ 16 milhões (quase R$ 30 milhões).

Ícaro, na mitologia grega, tentou voar até o sol com asas de cera, mas elas derreteram, ele caiu no mar e morreu -algo que a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa) espera que não aconteça.

Antes do lançamento de ontem, ele foi testado várias vezes na órbita da Terra pela Jaxa. A sua membrana, repleta de células fotovoltaicas, que geram eletricidade, mostrou-se eficiente. Ela tem a textura mais fina que um fio de cabelo.

Tecnologia

Os cientistas conseguem controlar a direção de Ikaros mudando o ângulo com que as partículas de luz solar batem nos milhares de pequenos espelhos sobre as suas velas.

Essas velas têm 14 metros nas extremidades (veja à direita). Elas só se abrirão quando Ikaros já estiver há algumas semanas viajando pelo espaço, em direção a Vênus.

Se ficar provado que longas viagens sem combustível são possíveis, essa tecnologia pode ser utilizada um dia para permitir a realização de grandes viagens tripuladas para lugares distantes, pelo Sistema Solar. A nave produziria energia de maneira autossuficiente.

Junto com Ikaros, será lançada a sonda Akatsuki ("aurora", em japonês), que pousará em Vênus -ela, porém, não é movida a radiação solar.

Lá, vai se juntar à missão Venus Express, da Agência Espacial Europeia, que chegou ao planeta em abril de 2006.

Planeta-irmão

Vênus desperta o interesse dos pesquisadores porque acredita-se que tenha nascido de maneira parecida com a Terra, além de ser um planeta com tamanho e massa similares.

Ikaros e Akatsuki podem ajudar a entender como, apesar disso, Vênus se tornou um planeta com uma atmosfera muito densa, com nuvens de ácido sulfúrico e grandes quantidades de gás carbônico.

Fonte:Folha OnlineCom agências internacionais-Ilustração: Voar News

10/04/2010

Ensaio dinâmico avalia estrutura do satélite Suborbital SARA

Ensaio dinâmico avalia estrutura do satélite científico SARA Suborbital

O Sara Suborbital será um satélite de reentrada atmosférica destinado a operar em órbita baixa para a realização de experimentos em microgravidade.[Imagem: AEB]

Ensaio dinâmico avalia estrutura do satélite científico Sara Suborbital

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), ligado a Agência Espacial Brasileira (AEB), realizou o ensaio dinâmico do Módulo de Experimentação (MEXP) e da Estrutura Interna do Sara Suborbital, um satélite de reentrada atmosférica destinado a operar em órbita baixa para a realização de experimentos em microgravidade.

O MEXP é composto por estruturas em colmeia, fabricadas em alumínio e fibra de carbono, de elevada resistência mecânica em relação ao peso , uma espécie de estrutura sanduíche cuja superfície comporta os experimentos e cujo interior aloca os componentes elétricos.

Vibrador eletrodinâmico

No teste foram utilizados modelos de engenharia do MEXP, fabricado em parceria com a empresa Cenic Engenharia, e massas dummies, peças que emulam fisicamente os componentes reais do satélite.

Esses equipamentos permitem salvaguardar a estrutura real do satélite dos impactos submetidos durante os experimentos.

Durante o ensaio dinâmico, o MEXP foi instalado em um vibrador eletrodinâmico, responsável por simular níveis de excitação provocados por forças aerodinâmicas e vibrações resultantes do voo, além de operações dos motores foguetes.

Nos esforços dinâmicos aplicados à estrutura do Sara Suborbital, níveis de amplitude e de frequência pré-estabelecidos permitiram a verificação do comportamento estrutural de modo a evitar o abalo em suas partes eletrônicas e nos experimentos durante o voo.

Aceleração

Durante os ensaios de vibração, a rigidez da estrutura foi testada através de uma varredura de várias frequências, amplificada até o limite máximo suportado.

Os esforços de aceleração foram aplicados à parte eletrônica, destinada ao controle do satélite em órbita e à aquisição de dados durante os experimentos.

Dependendo das condições de ensaio e das posições de voo, a aceleração pode ultrapassar o limite estabelecido de 15 m/s ou 15 G, causando desgastes também nos componentes eletrônicos.

As acelerações resultantes do ensaio foram obtidas de sensores (acelerômetros) instalados nas massas dummies.

Resistência estrutural

Segundo o coordenador do ensaio de vibração do Sara Suborbital, Leandro Ribeiro de Camargo, os sinais foram processados para cada ponto de frequência e aceleração correspondentes, resultando em uma análise numérica das simulações virtuais.

Os esforços aplicados aos subsistemas do Sara Suborbital demonstraram a elevada capacidade de resistência estrutural e, mesmo a níveis de excitação elevados, não provocaram falhas ou danos estruturais no modelo.

Após a análise dos resultados, os engenheiros do IAE poderão verificar a necessidade de alterações no projeto e a construção de um protótipo para que o ensaio em sua estrutura real seja realizado.

Os testes serão os mesmos, mas em uma estrutura mais próxima da que será utilizada para o lançamento.

Fonte:moraisvinna

27/09/2009

SATÉLITE INDIANO CONFIRMA ÁGUA NA LUA

INDIA... SUCESSO NO ESPAÇO

chandrayaan

Em 24 de setembro, foi revelado que sonda indiana na órbita da Lua detectou novas evidências de que existe água no satélite

A sonda Chandrayaan-1 detectou a presença de pequenos filamentos de H2O - fórmula química da água - cobrindo partículas de poeira em vários pontos da superfície da Lua.

Os dados da sonda indiana foram analisados por cientistas de universidade norte-americanas.

Ainda assim, os cientistas dizem que Lua é mais seca do que qualquer deserto da Terra. “Quando nós dizemos ‘água na lua’, nós não estamos falando de lagos, oceanos ou até poças.

Água na Lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de pedra e poeira especificamente nos milímetros da camada de cima da superfície lunar”, diz a cientista Carle Pieters, da Brown University.

A umidade teria se formado com partículas de hidrogênio no vento solar se ligando ao oxigênio no solo da Lua.

Em outras ocasiões, gelo já havia sido detectado em crateras próximas a um dos polos.

Acredita-se que o gelo teria sido trazido por cometas e se conservado em uma área da Lua que nunca é iluminada pelo Sol.

“Este foi um dos principais objetivos da Chandrayaan-1, achar rastros de água na Lua”, disse o chefe da missão não-tripulada indiana, Mylswamy Annadurai, ao jornal britânico Times. “Estamos muitos satisfeitos.”

A quantidade de água é pequena, mas para alguns cientistas ela poderia, hipoteticamente, ter vários usos. “Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, você poderia tirar um litro de água dele”, diz o pesquisador Larry Taylor, da universidade americana de Tennessee, que trabalhou com os dados da Chandrayaan. “Se é pouca ou muita água, ainda assim é fácil dividir o hidrogênio e o oxigênio e com isso você tem combustível para foguetes”, disse ele.

Uma sonda da Nasa que vai pousar na Lua no próximo mês vai recolher pedaços do solo para análise. No mês passado, os cientistas indianos perderam contato com a sonda Chandrayaan-1 e abandonaram a missão - planejava-se a duração de 2 anos, mas o contato foi perdido após 10 meses.

Mas a sonda já havia coletado e transmitido dados suficientes sobre as novas descobertas de água na Lua.

Sobre o acontecimento, a manchete do jornal The Times of India foi: “Um grande passo para a Índia. Um salto gigantesco para a humanidade”.

A missão custou perto de 80 milhões de dólares, menos da metade do gasto de expedições similares de outros países.

Deve-se ressaltar, porém, que a descoberta indiana foi possível graças a tecnologia norte-americana: o “Moon Mineralogy Mapper”, ou “M3″, um scanner de alta tecnologia desenvolvido pela NASA, que capta o reflexo do sol sobre a superfície lunar para determinar a composição do solo.

Um dia antes, lançamento de sete satélites de uma só vez

A notícia sobre a descoberta feita pela sonda Chandrayaan veio em meio às comemorações pelo bem sucedido lançamento de sete satélites, em uma única missão, em 23 de setembro. Dos sete satélites, seis eram estrangeiros.


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O programa espacial da Índia começou em 1963, com o desenvolvimento de satélites e veículos lançadores próprios, com o objetivo de romper a dependência de agências espaciais estrangeiras.

Pouco mais de um ano antes, recorde mundial com dez satélites

Em abril do ano passado, a Índia lançou com sucesso um foguete com dez satélites em uma única missão. O lançamento da base espacial de Sriharikota foi transmitido por um canal de televisão local.

O foguete, construído pela Organização de Investigação Espacial da Índia (ISRO, na sigla em inglês), carregava um satélite de sensoriamento remoto, com uma câmera de alta resolução na qual proverá dados precisos de cada casa do país para mapas.

Dos dez satélites, oito eram de empresas estrangeiras de pesquisas de países como Alemanha, Canadá, Dinamarca e Holanda.

O lançamento foi descrito como um marco nos 45 anos da história espacial do país.

Segundo observadores, o foguete é um sinal de que a Índia está emergindo como um importante participante no multimilionário mercado espacial.

Em 2007, a Índia colocou um satélite italiano em órbita por uma taxa de US$ 11 milhões (cerca de R$ 18 milhões). Em janeiro de 2008, a Índia lançou com êxito um satélite israelense em órbita.

FONTES: poder aéreo com informações: BBC Brasil, AFP e G1