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12/12/2012
FX2 - Dilma diz na França que decisão sobre compra de caças está suspensa (MAIS UMA VEZ)

09/02/2011
FX 2- França afirma que licitação brasileira para caças continua aberta
"A licitação ainda não foi concluída e as três ofertas que competem continuam na disputa. Portanto, não começou nenhuma negociação exclusiva", afirmou a fonte, pouco depois das informações divulgadas pela imprensa de que a presidente Dilma Rousseff prefere o F/A-18 da americana Boeing.
As três ofertas pela bilionária licitação aberta em 2009 são o Rafale fabricado pela francesa Dassault, o F/A-18 Super Hornet da Boeing e o Gripen NG da sueca Saab.
O Brasil deseja que a operação inclua a transferência de tecnologia da parte do país fabricante.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a entender uma preferência pelo Rafale, mas no fim de seu mandato decidiu deixar a decisão para a sucessora, Dilma Rousseff.
Segundo a imprensa, a presidente do Brasil teria indicado recentemente que prefere o caça americano para uma operação avaliada entre quatro e sete bilhões de dólares.
No sábado, a fabricante francesa Dassault reafirmou a disposição de transferir 100% da tecnologia civil e militar do Rafale ao Brasil se vencer a licitação.
Para executar uma transferência de tecnologia semelhante, a americana Boeing e a sueca Saab devem receber a autorização dos Congressos de seus países.
Em uma estratégia ofensiva, a sueca Saab começará a construir nas próximas semanas um centro de pesquisas em São Bernardo do Campo para projetos de segurança civil e militar, sensores, radares, aeronáutica, tecnologia de meio ambiente e desenvolvimento sustentável
Fonte: AFP-via Geopolítica
26/01/2011
SAAB entrega fuselagem do Veículo Aéreo não Tripulado (UCAV) NEURON
Lançado em 2003 com um custo inicial de € 400 milhões (US$ 548 milhões),o projeto Neuron envolve ,França,Grécia,Itália,Espanha,Suíça e Suécia.
Os países parceiros irão desenvolver novas tecnologias que irão equipar os futuras gerações de UCAV Stealthy desenvolvidos na Europa.
"Estamos entrando na fase final do projeto"-disse Leonard Sindahl da SAAB Aerospace Aeronautical,Responsável pela confecção e fabricação da fuselagem da aeronave.
O projeto Neuron destina-se a provar alguns conceitos chaves para operações com futuras aeronaves de combate não tripulado,que podem ser adquiridos a nível Europeu ou Nacional.
A Empresa Sueca também esta desenvolvendo um helicóptero não tripulado chamado de SKELDAR,que será reservado para potenciais clientes na Suécia ,que poderá entrar em serviço já em 2012.
24/01/2011
FX2 ou FX3 -O Planalto e seus planos para aquisição de caças

A escolha do novo caça de tecnologia avançada da Força Aérea, o processo F-X2, deve ser decidido até Julho, tem dito o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O Planalto considera três hipóteses para o contrato, que prevê a compra inicial de 36 caças, podendo chegar a 120 até 2027: manter a F-X2 como está, adiar a decisão por um ano ou, em ação radical, encerrar essa operação e abrir outra imediatamente, uma espécie de F-X3 de prazo curto, única forma de admitir novos participantes.
A medida, todavia, traria desgaste diplomático. (Mais?!...)
A seleção já dura 15 anos. Os três concorrentes são patrocinados por seus governos e têm investido pesado em estruturas locais de acompanhamento e de informação.
O cientista social Gunther Rudzit, especialista em relações internacionais, alerta: “A imagem do Brasil será arranhada – e a postura da nossa diplomacia será questionada, afetando a aura de eficiência e profissionalismo que o Itamaraty sempre teve”.
Novos aviões. A entrada de outros competidores foi bem recebida no mercado especializado.
A americana Lockheed-Martin não esconde a disposição de levar à mesa de negociações o F-35 Lightning, o mais avançado caça de múltiplo emprego em produção regular no mundo.
Será o próximo avião principal dos EUA, com versões para a força aérea e a aviação naval. Construído com materiais e recursos eletrônicos stealth, para escapar da detecção por radar ou sensores laser, é tão moderno que só começa a ser entregue em 2016.
É caro, mas o preço está em queda: começou em US$ 89 milhões cada e chegará a US$ 73 milhões, resultado da fabricação em larga escala – 2.376 unidades vendidas para EUA, Austrália, Canadá, Itália, Dinamarca, Holanda, Noruega, Israel, Turquia e Grã-Bretanha.
Outra vez, a dificuldade será a transferência de tecnologia.
Sukhoi SU-35 Super Flanker
Eurofighter Typhoon
Há outros pretendentes na F-X2. A Rússia, com o Su-35 e futuro Su-50. E a União Europeia, por meio do Typhoon Eurofighter.
A proposta de menor valor é a da sueca Saab, que oferece o Gripen NG, em desenvolvimento, por US$ 4 bilhões.
O mais caro e o preferido da Defesa – e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – é o francês Rafale, avaliado em cerca de R$ 6 bilhões. Entre um e outro está o americano F-18 Super Hornet.
O governo condiciona a compra à transferência de tecnologia em todas as áreas. É aí que as negociações ficam diferentes.
- Os franceses oferecem acesso irrestrito ao conhecimento pretendido.
- Os suecos convidam os especialistas militares e a indústria Aeronáutica a uma parceria ampla.
- Os americanos esbarram na complexa legislação do setor e no poder do Congresso para vetar o atendimento às exigências.
Os acertos entre o então presidente Lula e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, eram fáceis em Abril de 2010.
No dia 22, Lula recebeu um telefonema de Sarkozy, empenhado em garantir a preferência pelo Rafale.
Diante de cinco pessoas, Lula convidou-o para passar férias em Fernando de Noronha – e foi convidado a descansar no Vale do Loire. Riram e contaram piadas.
O clima desandou em maio. Lula liderou a proposta ao Irã para troca de urânio. De ambos os lados os convites foram esquecidos. O encontro de trabalho entre os dois, previsto para Dezembro, não houve.
E a decisão do F-X2 ficou para Dilma Rousseff.
Fonte: O Estado de São Paulo – Roberto Godoy, via NOTIMP
20/01/2011
FX-2 Decisão só sairá no final de 2011
Por conta da situação fiscal preocupante e de dúvidas sobre a melhor opção, a presidente Dilma Rousseff definiu que a compra dos novos caças da FAB pode até ser decidida no fim deste ano, mas qualquer gasto só será feito a partir de 2012.
Com um corte em estudo que deve superar os R$ 40 bilhões no Orçamento e o trauma gerado pela tragédia no Rio, seria politicamente difícil para o governo decidir por um negócio tão caro neste momento em que o discurso é de austeridade.
A compra dos 36 aviões de combate não sairá por menos de R$ 10 bilhões.
Será financiado, mas requer uma parcela imediata. Dilma também já havia decidido colher mais informações. O antecessor, Lula, havia concentrado o processo nas mãos do ministro Nelson Jobim (Defesa).
Além de ter feito questão de uma conversa a sós com o comandante Juniti Saito (aeronáutica), ela também entregou documentos ao ministro do Desenvolvimento, seu amigo Fernando Pimentel.
Dilma quer ouvir setores fora do governo, principalmente a Embraer, e criar um grupo interministerial que examine a questão, reanalisando os argumentos da FAB (pró-Gripen sueco) e da Defesa (pró-Rafale francês).
A negociação de preço provavelmente só ocorrerá após a escolha de um dos três concorrentes -o terceiro é o F/A-18 dos EUA- e não há hoje a possibilidade de reabertura do negócio a outros concorrentes.
O adiamento confirma a enfraquecida posição do francês Dassault Rafale, preferido de Lula e de Jobim.
Mais caro dos aviões oferecidos e o último na preferência da FAB, ele sairia por US$ 8 bilhões (R$ 13,3 bilhões ontem), mas Jobim diz ter conseguido abater US$ 2 bilhões (R$ 3,3 bilhões) do valor.

Crescem, por consequência, as chances da opção mais barata, que era a escolhida pela avaliação técnica da FAB, o sueco Saab Gripen -cujo pacote custa US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).
E um reforçado lobby norte-americano recolocou no páreo o Boeing F/A-18, cuja venda com armas e logística foi ofertada por US$ 7,7 bilhões (R$ 12,9 bilhões).
Dilma ouviu o lobby pessoalmente do senador John McCain, na semana passada.
Disse a ele que o avião seria considerado, se houvesse uma manifestação explícita do Congresso americano de que não haveria veto à transferência de tecnologia de componentes do caça.
Até aqui, argumenta, a garantia é do governo dos Estados Unidos.
O senador americano disse que conseguirá uma carta com manifestação do Congresso americano. A instituição já aprovou a proposta da Boeing, mas pode haver vetos no futuro.
O maior derrotado no processo, contudo, é Jobim, que buscava uma decisão rápida.(Talves com medo do "Fim do Mundo em 2012")
Ele defende a consonância com a parceria já estabelecida com a França, que vendeu submarinos e helicópteros por mais de R$ 20 bilhões no ano retrasado.
Fonte: Folha de São Paulo – Valdo Cruz, Igor Gielow, Eliane Cantanhêde-via :CAVOK/videos:Youtube.com
19/01/2011
FX2-França impaciente quer que decisões sejam tomadas em até 4 meses
O Ministério da Defesa da França espera que o governo brasileiro defina em “três ou quatro meses” o projeto FX-2, processo de seleção para a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).
O prazo foi confirmado pelo ministro Alain Juppé, que veio ao Brasil para a posse de Dilma Rousseff e, na ocasião, recebeu a notícia de que o caso seria reavaliado pelo novo governo.
Esse prazo foi passado aos franceses pelo governo brasileiro, segundo Juppé. Dilma quer analisar os relatórios do projeto antes de sacramentar a compra, que pode custar de US$ 4 bilhões a US$ 7 bilhões.
Anteontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou que a intenção do governo é tomar uma decisão em até seis meses. “Não vamos começar da estaca zero, porque seria começar o processo todo de novo, e não é isso”, afirmou.
Dilma já tem em mãos o relatório preparado pela pasta de Jobim(Melhor esquecer esta pasta e abrir outra ) que aponta o Rafale como o único modelo capaz de seguir efetivamente as regras estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa.(Puro jogo de propina e Interesse dele...) A prioridade é a transferência de tecnologia.
"Confiança."?
Por isso, o discurso das autoridades francesas é otimista. “Acho que podemos ficar confiantes”, afirmou Juppé, ao retornar a Paris, há uma semana. Christine Lagarde, ministra da Economia, ponderou que é natural que Dilma queira se inteirar do tema.(Natural uma OVA! ela tem o dever e o Direito afinal foi eleita para tal)
“É preciso afirmar sua autoridade, é legítimo”, (ela não precisa afirmar autoridade ,pois ela já é autoridade máxima dentro do governo )afirmou à rádio Europe 1. “Houve um enorme trabalho prévio.(Que trabalho ?! fizeram as mesmas coisas que os outros concorrente ...a não ser pelas biritas extras !) Espero que os frutos do trabalho sejam levados em consideração. Estamos de dedos cruzados.”(Lógico nunca venderam para país algum e agora, prestes a faturar em cima dos tupiniquins aqui estão desesperados!)
Fontes do meio industrial ouvidas pelo Estado ontem confirmam que o prazo estimado para uma resposta seja de três a quatro meses( Já esperaram mais de Dez anos e agora querem e se acham no direito de precionar ...?).
Mas o momento é de espera para as companhias concorrentes – além da francesa Dassault Aviation, participam a americana Boeing e a sueca Saab.
“A bola neste momento está no campo do Brasil”, disse um executivo francês. “Estamos esperando um anúncio sobre com quem serão abertas negociações exclusivas.
Depois disso, haverá vários meses, talvez um ano, de negociações jurídicas sobre o contrato, para que então seja conhecido o preço final.”
A Dassault, fabricante do Rafale – o preferido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concorrente do Boeing F-18 Super Hornet e do Saab Gripen NG -, não comenta o assunto.
NOTA do BLOG:Este "Ministro da Defesa "que não tem conhecimento técnico algum ,já deixou claro que a decisão de sua pasta é meramente contraditória às indicações da FAB e da Embraer que tem todo um respaudo técnico para escolha de seus vetores,a FAB por ser quem irá operar e efetuar as manutenções ,e por falar em manutenção os Mirrage 2000 recem adiquiridos usados pela FAB ,foram retirados de serviço prematuramente por questões de manutenção e segurança pois não estavam conseguindo manter os mesmos(Mirrage 2000) em condições operacionais de voo e segurança.
Devemndo lembrar também que deve ser visto a necessidade do país junto aocenário mundial onde quer se inserir,natureza estratégica e econômica onde necessidade VS possibilidade,onde estão inseridos preços ,custos , geração de mão de obra transferência de tecnologia,entre outros,e por falar em transferencia de tecnologia ,caberia a Embraer ter o voto chave pois é a única empresa nacional com capacidade ,e Knowhow para absorver tal experiência e dar andamento ao projeto.
Mas como já dito o Sr "Ministro da Defesa" deixou claro que a escolha por parte dele é pura e simplismente orgulhosa e pretenciosa(cheagando a beira do ímpeto adolescente) ,não levando em conta os critérios técnicos e de soberania .
Será que a sua Excelência Presidente Dilma Rouseff ,que aparenta ter sensatez irá se basear em decisões impulsivas e prepotentes de uma pessoa que já demonstrou não ter compentência para ocupar tal cadeira?... é esperar para ver...
O futuro da soberania esta nas mãos infelizmente de burrocratas e políticos que desconhecem a constituição.
Como diz o Ex-Ministro do Superior Tribunal Militar Flavio Flores Cunha Bierrenbach"É uma questão de soberania".
Após uma década de marchas ,contramarchas,especulações,a novela de caças para a FAB(Programa FX)pelo visto ainda terá alguns capítulos.
Tal assunto poderia ter sido resolvido sem os flashs que tornaram o programa FX uma estrela de BBB dando visão à mídia internacional.
Devemos lembrar aos integrantes burrocratas deste e do governo passado que a aquisisção de equipamentos militares não estão sujeitas aos princípios comuns das licitações que a constituição estabelece como parâmetro para administração Pública.
São critérios puramente militares,técnicos e operacionais que compõe uma equação exata para revelar a melhor relação custo benefício para o País.
No Estado Democrático de Direito -quem diz o que o País quer de suas Forças Armadas é a Constituição.
Cabe ao Governo dizer como quer.
Logo quem tem direito de tomar decisões políticas é o Titular do poder político, eleito pelo povo. Ou seja a Excelentíssima Presidente da República Federativa do Brasil Sra Dilma Rouseff,e não uns borra-botas puxadores de .... parecendo crianças na vitríne de uma loja de brinquedos pedindo "compra mãe ,compraaaa eu quero!!!".
O desgaste político que o passar do tempo provoca durante toda a longa novela FX que já dura mais ou menos dez anos se não me engano,cria um clima de indagações seja no congresso,seja na imprensa ou na comunidade internacional.
A cada capítulo ficamos mais sugeitos ao desgaste, e a descredibilidade dentro do cenário a que se deseja adentrar.
Já surgiram políticos que levantaram a questão da real necessidade de tais aeronaves e que todo este dinheiro poderia ser melhor empregado em outros locais (seria melhor dizer distribuir para todos ).
Pois digo... é uma questão de soberania ,pois sem esta tudo se perde ,Objetivos ,Princípios e Direitos.
Para manter a soberania a Constituição elege as forças Armadas,e para manter a soberania do Espaço Aéreo a Constituição confia a Força Aérea Brasileira.
Compete ao governo dotar as Forças Armadas de meios,condições materiais e humanas para que cumpram sua missão.
Sem Forças Armadas não há soberania,sem soberania não há Pátria.
Fonte: O Estado de São Paulo – Por:Andrei Netto e Tania Monteiro comentários Voar News
18/01/2011
FX2 ou FX3?... Presidente Dilma decide reavaliar propostas

Embora tenha herdado de Lula as negociações em estágio avançado, Dilma pediu nos últimos dias ao Ministério da Defesa relatórios detalhados sobre todas as propostas colocadas na mesa.
Avisou ao ministro Nelson Jobim que quer estudar cuidadosamente o assunto antes de tomar uma decisão final.
Diante da notícia, a ministra da Economia, Christine Lagarde, disse esperar que as conversas iniciadas entre a França e o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sejam descartadas na nova análise.
“Um enorme trabalho havia sido efetuado. Eu espero que os frutos desse trabalho sejam levados em consideração pela nova presidente, embora seja legítimo que ela se inteire sobre o negócio e possa afirmar sua autoridade”, disse a ministra francesa, em entrevista concedida à rádio Europe 1 e reproduzida no site do jornal francês Le Monde.
Lula sempre manifestou a preferência pelo caça francês Rafale, produzido pela Dassault, embora duas outras empresas ainda estejam no páreo – a americana Boeing e a sueca Saab.
O principal diferencial da proposta francesa está na disposição de transferir tecnologia. (Tem a fama de prometer e não cumprir)
Na semana passada, Dilma ouviu do senador americano John McCain a promessa de que se empenhará para que seja incluída esta mesma garantia na proposta americana(prometem e cumprem ).
O governo brasileiro, entretanto, avalia que qualquer medida nesse sentido enfrentaria resistências no Congresso dos EUA (como sempre tem históricos contraditórios).
Embora interlocutores de Dilma insistam que o objetivo não é recomeçar do zero as negociações, a presidente estaria interessada inclusive em abrir a concorrência a novas propostas, de acordo com reportagem divulgada nesta terça-feira pelo jornal O Globo.
Christine Lagarde, que participou ativamente das negociações com o Brasil para a venda dos caças, esteve no País em setembro de 2009, junto com o presidente francês Nicolas Sarkozy.
Na época, Lula chegou a sinalizar que a decisão do governo brasileiro de fechar a compra dos caças Rafale, produzidos pela francesa Dassault, estava praticamente tomada.
O acordo nunca chegou a ser selado, diante da resistência de setores do próprio governo à escolha pelo caça francês.
Na entrevista à Europe 1, a ministra francesa comentou também a versão de que o governo brasileiro estaria interessado em garantias adicionais de transferência tecnológica, um dos principais pontos da negociação com os franceses.
A França, segundo ela, “já se comprometeu muito nesse quesito”. “As negociações recomeçaram. Agora é cruzar os dedos”, concluiu Lagarde.
A Dassault, segundo o jornal francês, também se manifestou sobre a decisão brasileira de rever as propostas. Segundo a companhia, Dilma “tomará todo o tempo necessário para estudar o negócio e seus protagonistas”.
“Não há nada de extraordinariamente revolucionário”, afirmou a companhia. O grupo, entretanto, não respondeu se foi oficialmente informado pelo governo brasileiro sobre a reavaliação do negócio.
NOTA do Blog:A França tem um histórico de prometer e não cumprir com os seus acordos bem como seu presidente estrelinha tem o histórico de querer manipular seus aliados,e oque é mais importante,A Dassault nunca vendeu um caça sequer à país algum... e quer agora empurrar esta tranqueira ao preço de três Sukhoi (mil vezes melhores )para nós tupiniquins.
querem trocar espelhos e quinquilharias pelas nossas riquezas ;é assim que pensam de nós brasileiro!
Fonte: Último Segundo iG-via CAVOK
17/01/2011
Programa FX3 a presidente Dilma Rousseff decidiu adiar a escolha do fornecedor
A presidente Dilma Rousseff decidiu adiar a escolha do fornecedor de jatos de combate da Força Aérea e vai reavaliar todas as ofertas finalistas para buscar novas garantias e acertar questões sensíveis como transferência de tecnologia, disseram fontes com conhecimento da decisão à Reuters.
A decisão marca uma reviravolta no processo, uma vez que o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Sailva, repetidamente expressou preferência pela oferta da francesa Dassault e seus jatos Rafale. Mas Lula deixou o governo sem tomar uma decisão, deixando-a a cargo de Dilma.
A presidente decidiu reiniciar o processo de avaliação das aeronaves e a esta altura não tem preferência por qualquer fornecedor, disse uma fonte do governo.
Os outros finalistas da licitação, avaliada em pelo menos 4 bilhões de dólares, são o caça Gripen NG, da sueca Saab; e o F18 Super Hornet, da norte-americana Boeing.
Na semana passada, Dilma pediu pessoalmente a senadores norte-americanos por garantias adicionais do Congresso dos Estados Unidos para transferência de tecnologia na proposta da Boeing, disseram fontes com conhecimento das conversas.
Nota do Blog:Quem sabe sua Excelência Presidente Dilma Rousseff não opta por um dos antigos concorrentes que no governo anterior foram descartados e que seriam uma ótima opção ,sem contar com os recem lançados caças chineses J-10 já que a China tem uma excelete relação de comercio com o país, ou os Russos que com certeza são mais baratos e poderia levar dois pelo preço de um ! com capacidade de armamento e autonomia em dobro e, aproveitando as recentes compras intermediadas por uma empresa brasileira dos helicópteros Mil-Mi 35 para o Exército Brasileiro, poderia também intermediar as compras junto ao Ministério da Defesa dos Sukhoi SU-35.
Fonte:REUTERS (Por Brian Winter)
07/10/2010
Decisão sobre caças da FAB será discutida com futuro presidente da República
Várias vezes adiada nos últimos 12 anos, a decisão sobre quem vai fornecer os 36 aviões de caça que o governo brasileiro pretende comprar para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB) ainda vai passar por quem vencer o segundo turno das eleições presidenciais.O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje (6), em São Paulo (SP), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve optar, até novembro, por um dos três modelos concorrentes, mas a decisão final não será anunciada sem que antes seja discutida com seu sucessor.
"Tendo em vista que a execução deste programa terá início em 2011, o presidente não quer tomar nenhuma decisão agora porque entende, corretamente, que ela tem que ser tomada junto com o presidente eleito", disse Jobim ao participar de um seminário sobre o reaparelhamento das Forças Armadas.
Reconhecendo a demora na definição do modelo vencedor, Jobim disse que a opção por um modelo não irá significar o fim do processo de compra. "Uma coisa é a decisão presidencial, outra, a conclusão. Escolhida a melhor oferta, os técnicos da Aeronáutica ainda vão se sentar com os representantes da empresa escolhida para negociar as especificações e definir o contrato comercial.
O que pode acontecer é que, no momento em que começarmos a discutir esses contratos, comecem a aparecer obstáculos até então desconhecidos".
Como exemplo, o ministro mencionou as negociações em torno do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha que, mesmo após concluído, ainda precisou de seis meses para definir os ajustes legais.
No caso dos caças, disputam a preferência do governo brasileiro a francesa Dassault, construtora do Rafale; a norte-americana Boeing, do F18-SuperHornet e a sueca Saab, do Gripen NG.
Fonte: Alex Rodrigues (Agência Brasil)/ UOL Notícias -Via:desastresaereosnews
04/08/2010
Projeto F-X2 Por onde andarás?
| Relatório técnico confirma Rafale Preferido “político” do presidente Lula, avião francês ganha respaldo depois de mudanças nos critérios de avaliação do Ministério da Defesa. (Correio Braziliense) - A exposição de motivos técnicos do Ministério da Defesa, que resume em 40 páginas as mais de 2 mil geradas em documentos dos Comandos da Aeronáutica e da Marinha sobre a compra de 36 caças supersônicos, já está pronta para ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nela, o caça francês Rafale aparece em primeiro lugar, após mudança nos pesos da avaliação, que deu mais valor à transferência de tecnologia e menos aos custos de aquisição e manutenção da aeronave. A alteração foi feita com base na nova Estratégia Nacional de Defesa (END), que tem no desenvolvimento da indústria militar brasileira uma das prioridades, e permitiu que o avião francês despontasse como vencedor também na esfera técnica, apesar de cada unidade custar cerca de US$ 20 milhões a mais do que seu mais caro concorrente. Agora, resta ao presidente convocar o Conselho Nacional de Defesa para bater o martelo, o que pode acontecer só após as eleições de outubro. A mudança colocou a opção preferida do Planalto também como a escolha técnica da Defesa. Desde que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, esteve em Brasília para as festividades do 7 de Setembro de 2009, e foi anunciado o início das negociações com a francesa Dassault, o presidente Lula — e o próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim, — deixam claro que a decisão do governo será política. O fato de o caça escolhido pelo presidente ter respaldo do documento da Defesa, contudo, dá mais validade à decisão. Em versões anteriores, feitas antes da alteração final nos pesos de avaliação, o relatório elaborado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac) chegou a apontar os outros dois concorrentes, o sueco Gripen NG e o americano F-18 Super Hornet, como melhores opções. Já se passou um ano e meio desde que as três finalistas — a Dassault, a norte-americana Boeing e a sueca Saab — entregaram as chamadas ofertas finais, ou Bafo (do inglês best and final offers), ao Comando da Aeronáutica. De lá para cá, a Copac analisou a fundo as propostas no que concerne às especificações dos caças, transferência de tecnologia, offset (contrapartidas), e preço de aquisição e manutenção, entre outros itens. O primeiro relatório que chegou ao Alto Comando da Aeronáutica trazia o sueco Gripen NG como a melhor opção, mas teve uma revisão pedida pela cúpula da FAB para aumentar o peso dos riscos já apontados no próprio texto. Segundo o documento, há dúvidas quanto ao desempenho do radar e aos custos operacionais do motor do Gripen NG — essas questões haviam sido praticamente descartadas nesse momento da avaliação. A primeira alteração, que dobrou de 5 para 10 esse peso, fez o americano F-18 Super Hornet, que é consideravelmente mais barato que o Rafale e apresenta menos riscos que o sueco, tomar a dianteira no relatório entregue em dezembro ao Ministério da Defesa. Foi a vez do órgão, contudo, pedir uma nova mudança nos parâmetros de avaliação, que ainda eram os mesmos da primeira concorrência, iniciada pela FAB em 1995. A preocupação principal do ministério era aumentar a importância da transferência de tecnologia, que valia até então apenas 9 dos 100 pontos, para valorizar as propostas que mais trouxessem oportunidades à indústria brasileira, como prevê a END. Com o peso da transferência de tecnologia agora em 40 pontos, a proposta francesa, que ganhou nota 8, passou à frente da norte-americana Boeing, que obteve apenas nota 2 nesse quesito. O Gripen NG, oferecido pela sueca Saab, ficou um ponto à frente do Rafale nesse quesito, mas não venceu principalmente pelos fatores riscos e offset — que o caça francês “levou” após o presidente Sarkozy assumir o compromisso de comprar 12 unidades do cargueiro KC-390, que está sendo desenvolvido pela Embraer. Custos O alto preço do Rafale, que era o principal obstáculo da proposta francesa, também foi compensado pela mudança dos pesos da avaliação enviada pelo Alto Comando da Aeronáutica. O peso dos custos totais do caça, que valiam 50% da nota final, caiu pela metade no novo texto. O governo francês também reduziu o preço de cada unidade — de 64 milhões para 60 milhões de euros (cerca de US$ 83,7 milhões e US$ 78,5 milhões, respectivamente), mas, mesmo assim, ele continuou sendo o mais caro, com o Gripen NG estimado em US$ 50 milhões e o F-18, em US$ 55 milhões. O Ministério da Defesa não confirma a conclusão da exposição de motivos, e nem soube precisar quando o documento será entregue ao presidente. A decisão só será anunciada depois que Lula avaliar o texto com o Conselho Nacional de Defesa. Dada a proximidade das eleições e a possibilidade de que a escolha seja usada pela oposição na disputa, especula-se que o vencedor só seja, de fato, conhecido após o pleito. Há três semanas, em visita à Embraer, a candidata do Partido Verde, Marina Silva, criticou a “falta de transparência” no processo. “A tramitação no Congresso Nacional ocorreu de forma açodada (...), não houve tempo de debate, as questões foram feitas sem o devido tempo, para que tivéssemos o devido trâmite”, reclamou. Possível adiamento preocupa as finalistas A demora em anunciar o vencedor da concorrência FX-2 da FAB, aliada aos mais de nove meses de silêncio do governo brasileiro sobre o processo, tem deixado as três concorrentes sob estado de tensão constante. Ronda a incerteza sobre se a compra dos caças supersônicos será deixada para o próximo governo — ou até novamente cancelada, como ocorreu com o programa FX anterior. Sem previsões de desfecho próximo, e com o início das férias parlamentares, o vaivém dos representantes e diretores das três empresas em Brasília diminuiu de forma considerável, mas não a expectativa. Para a Dassault, cuja proposta é apontada como favorita, a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra a repetida promessa de não deixar a decisão para o próximo governo. A empresa francesa também diz confiar nas declarações já dadas pelo ministro Nelson Jobim de que a política de Defesa “não é partidária”, mas uma política de Estado. Entre os motivos especulados para a demora, estão a própria campanha eleitoral, os interesses do país na sua atual agenda de política externa ou mesmo as prioridades do ministro da Defesa, que nas últimas semanas foi, inclusive, visitar as tropas brasileiras no Haiti. As empresas alegam que, desde outubro de 2009, quando tiveram uma oportunidade de entregar suas propostas revisadas à Aeronáutica, não têm qualquer informação oficial do governo brasileiro sobre a disputa. O presidente da sueca Saab, Ake Svensson, observa que, se a decisão for deixada para depois das eleições, é possível que ela se estenda para o próximo governo, com um novo ministro da Defesa à frente do processo. “Se eles optarem por deixar a decisão para depois das eleições, não sei quanto tempo isso pode durar. Mas, no próximo governo, provavelmente haverá um novo ministro de Defesa, e talvez mais uma análise. Isso pode demorar mais um ano ou dois”, afirmou ao Correio. Cauteloso como os outros dois concorrentes, ele não critica a demora, e garante que o Gripen NG continua “se desenvolvendo” enquanto a decisão não sai. O diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Michael Coggins, afirma que “é compreensível” que haja uma demora em um processo como esse. “É uma decisão muito, muito importante, que vai garantir a espinha dorsal da Força Aérea Brasileira nos próximos 30 anos, além de haver muito dinheiro envolvido”, disse. “Para alguns concorrentes, talvez seja crítico que a decisão seja tomada logo, porque disso depende a sua linha de produção, mas nós estamos lá, produzindo o Super Hornet, e dispostos a trabalhar com o Brasil, independentemente de quanto tempo demore a decisão.” (IF) Fonte: Correio Braziliense Por: Isabel Fleck-Via :defesabrasil |
23/07/2010
Decepção de Lula com Sarkozy atrasa compra de caças da FAB
Decepção de Lula com Sarkozy atrasa compra de caças da FAB
Segundo interlocutores próximos do presidente Lula, ele anda desapontado com o governo do presidente francês Nicolas Sarkozy.
E tal decepção pode vir a atrasar ainda mais o anúncio oficial, antes dado como certo, da compra dos caças franceses Rafale para a Aeronáutica.
Seriam três as razões para a decepção de Lula — duas de ordem diplomática e a terceira de ordem técnica.
A primeira seria a “traição” da França à política externa brasileira na votação a favor de sanções diplomáticas ao Irã no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.
Apenas o próprio Brasil e a Turquia votaram contra as sanções, no último mês de junho. Lula e o chanceler Celso Amorim esperavam que se não votasse contra as sanções, ao menos que a França se abstivesse e não votasse contra.
Já a segunda razão tem a ver com a falta de ajuda francesa para que o Brasil e o Mercosul consigam fechar um acordo de livre comércio com a União Europeia.
O maior obstáculo para o acordo tem sido a manutenção dos subsídios agrícolas europeus.
E mais uma vez nesse quesito, a última rodada de negociação entre os dois blocos, feita em junho na Argentina, não resultou em avanço.
Note-se que durante os quase oito anos do governo Lula, o Brasil só fechou um acordo de livre comércio, com Israel, e ainda sim também no âmbito do Mercosul.
Finalmente, o terceiro motivo tem a ver com o alto índice de componentes americanos no caça francês, além do sistema americano de navegação GPS.
Como se sabe, na briga pela venda de caças ao Brasil, além do Rafale, fabricado pela Dassault, estão também o sueco Gripen NG, da Saab, e o americano F/A-18 Hornet, da Boeing. Trata-se de uma compra estimada em 5 bilhões de dólares.
De acordo com o Ministério da Defesa, depois de um relatório com mais de 30 000 páginas confeccionado no início do ano sobre os três aviões, o ministério ainda deverá entregar um parecer final ao presidente Lula.
O próximo passo seria Lula convocar o Conselho de Defesa Nacional para apreciar e opinar sobre o parecer da Defesa.
Só então o presidente tomaria a decisão final.
Existe a chance de que o anúncio seja feito apenas pelo sucessor (a) de Lula no Planalto.
E mesmo depois de tomada a decisão, começaria então uma nova fase de negociação com o vencedor da disputa, envolvendo a Força Aérea Brasileira e o Tesouro Nacional.
Nota:A frança é tradicional em prometer e não cumprir.
Fonte:Defesa BR-por:Angela Pimenta
08/07/2010
Aeronave T-33 da Força Aérea Boliviana dispara míssel acidentalmente
Um avião caça T-33 (similar ao da foto acima) da Força Aérea Boliviana (FAB) que estava em terra lançou um míssil por engano, passando perto do avião presidencial , e causando danos a uma casa na cidade de El Alto, perto de La Paz, mas sem atingir os moradores, disse nesta quarta-feira uma fonte oficial.
"Um foguete de teste que estava sendo colocado no avião T-33 acidentalmente foi disparado nesta terça-feira. Este foguete não tinha explosivos e não causou danos pessoais", disse o ministro da Defesa, Rubén Saavedra, a veículos da imprensa local.
Testemunhas disseram à rádio Erbol que o míssil tinha passado perto do avião presidencial Falcon 300-EX (foto acima) de fabricação francesa, adquirido recentemente pelo governo, mas o ministro Saavedra afirmou que "o avião Falcon estava estacionado em um dos hangares, mas não foi atingido"."Restos do projétil atingiram uma casa particular, mas sem grandes danos materiais nem a pessoas, e a Força Aérea arcará com os gastos do conserto", afirmou Saavedra.
O projétil passou por uma das paredes do Grupo Aéreo de Caça da FAB, localizado na cidade de El Alto (oeste), onde estava o avião, e atingiu uma das paredes da residência, mas não explodiu.
"Fomos instruídos a fazer um relatório informativo do ocorrido e esperamos que em 48 horas tenhamos um relatório", completou o ministro Saavedra.
Os aviões T-33 foram adquiridos pelo governo boliviano em 1973 e modernizados em 2002. Atualmente, são usados para treinamento.
NOTA ERRATA : Agradecemos aos nossos leitores pela participação ,e,informamos que o avião presidencial acima descrito não se trata de um Modelo 300 EX como informado ,e sim a um Modelo 900 EX de fabricação Francesa .
Pedimos desculpas pela falha e mais uma vez agradecemos aos nosso leitores atentos pela correção
Atenciosamente :Cmte Mario Queiroz-Voar News
Fonte:desastresaereosnews
17/04/2010
UCAV Neuron o pós-Rafale
UCAV Neuron o pós-Rafale
Conheça o básico sobre o Neuron, com informações do site da Dassault.
Segundo informações de divulgação do Neuron, para os próximos vinte anos a indústria de aviões de combate europeia tem três desafios:
1 – o desenvolvimento de tecnologias estratégicas que os EUA já dominam ou dominarão, e que não serão transferidas para a Europa;
2 – manutenção de sua experiência e excelência, levando-se em conta que, por falta de carga de trabalho, esse conhecimento pode ser perdido;
3 – carga de trabalho para os bureaus de projeto europeus.
Antes de 2030, porém, a oportunidade de lançar um novo programa de aeronave de combate na Europa, baseada inteiramente em desenvolvimento europeu, claramente não existirá, levando-se em consideração os atuais aviões de combate do continente.
Assim, o governo francês decidiu lançar um projeto de um demonstrador de veículo aéreo não tripulado de combate (UCAV – unmanned combat air vehicle technological), o Neuron, para que os bureaus de design da Europa pudessem desenvolver know-how e manter suas capacidades nos próximos anos.
Para que o programa pudesse ser cooperativo, mas ao mesmo tempo efetivo, concentrando decisões e implementações, a DGA (Direção Geral de Armamento, da França) gerencia o projeto, com um único contratado principal, a Dassault Aviation.
Aproximadamente metade dos trabalhos, porém, são de reponsabilidade de parceiros industriais não franceses.
Como meta principal do programa Neuron, lançado oficialmente em Le Bourget em 2003, o primeiro voo do demonstrador de tecnologia deverá se realizar em 2012.
As demais metas são: realização de missão ar-terra, dentro de um ambiente de guerra centrada em redes; plataforma furtiva, tanto ao radar quanto à detecção por infravermelho; baia interna de armamentos.
Vale lembrar que o Neuron é um demonstrador de tecnologia, não respondendo a necessidades / requerimentos operacionais militares. Porém, deverá permitir a aplicação, integração e validação de tecnologias já existentes ou em desenvolvimento para vetores não tripulados, demonstrando a maturidade e a eficácia das soluções técnicas.
Não é também meta do projeto o desenvolvimento de novas armas ou de motores específicos. Ainda assim, a intenção é demonstrar um sistema de aviônica modular e confiável, utilizando computadores disponíveis comercialmente (COTS), além de software crítico de alta produtividade e qualidade.
O Neuron deverá ser a primeira plataforma stealth (furtiva), de porte grande, desenvolvida na Europa.
Como desafios, estão a forma do veículo (aerodinâmica, estrutura em material composto e baia de armamentos), maior dependência de sistemas elétricos e sistema de refrigeração avançados, a inserção desse tipo de aeronave no espaço aéreo, os algoritmos de alto nível necessários para o desenvolvimento dos sistemas automatizados, além do papel do “fator humano” nas missões.
Destaca-se a demonstração da tecnologia da baia de armamentos, dado que hoje os aviões de combate europeus carregam seu armamento externamente.
Numa etapa posterior, planeja-se carregar também, na baia de armamentos, equipamentos de reconhecimento, entre outros.
Parceiros do programa
A Dassault Aviation, segundo a DGA, deve transferir aproximadamente 50% do valor do trabalho para parceiros europeus, o que significa indústrias não francesas.
Para tanto, baseou-se em experiência e excelência de nichos de tecnologia, competitividade para reduzir custos, proporcionando o maior “valor pelo dinheiro investido”, contribuição financeira dos países envolvidos, num conceito de “retorno geográfico”, para maior flexibilidade, o que é negociado a nível governamental. Assim, juntaram-se ao programa os parceiros:
- Alenia (Itália), responsável por um novo conceito de baia interna de armamentos (inteligente), portas da baia e seus mecanismos, assim como o projeto e desenvolvimento do sistema de geração e distribuição de energia, além dos testes de solo e de voo.
- SAAB (Suécia), responsável pelo projeto geral, da fuselagem equipada, aviônicos, sistema de combustível e parte dos testes de voo.
- Hellenic Aerospace Industry (HAI, da Grécia), responsável pela fuselagem traseira, tubeira de exaustão e bancada de testes.
- EADS (Espanha), responsável pelas asas, estação em terra e a integração do data link (enlace de dados).
- RUAG (Suíça), responsável pelos testes de túnel de veto e pelas interfaces do armamento.
Já a Dassault (francesa) tem a gerência do projeto, projeto geral e arquitetura do sistema, além do sistema de controle de voo, montagem final e testes de solo, além dos de voo.
FONTE Poder Aéreo/ IMAGENS: Dassault Aviation/Video:Youtube.com
28/03/2010
um especial sobre a aviação executiva
Mundo S/A, um especial sobre a aviação executiva
São impressionantes máquinas voadoras de fazer negócios.
Fonte:Globo news /matéria publicada em :01/03/2010
27/03/2010
F-X2: parecer fica pronto na segunda-feira
F-X2: parecer fica pronto na segunda-feira
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje (26/03), ao participar da cerimônia de posse da diretoria do Hospital das Forças Armadas, em Brasília, que espera receber na próxima segunda-feira o parecer da consultoria jurídica da sua pasta, que examina o procedimento da compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo Jobim, de posse desse parecer jurídico, vai trabalhar na preparação de uma exposição de motivos, que será encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a sugestão de um dos modelos.
Três modelos disputam a preferência do governo brasileiro: O sueco Gripen, o francês Rafale e o norte-americano F-18 Super Hornet. A preferência do governo brasileiro, já anunciada tanto por Jobim, quanto pelo próprio presidente Lula, é pelo modelo francês, em decorrência da parceria estratégica estabelecida com aquele país, em setembro do ano passado.
A exposição de motivos será encaminhada ao Planalto, segundo Jobim, depois da Semana Santa. “As coisas só poderão acontecer depois da Páscoa, declarou Jobim, acrescentando que a definição da data da reunião do Conselho de Defesa, para tratar do assunto, será do presidente.
Jobim desautorizou o secretário de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro, que, em entrevista à revista francesa Defense, deu como certa a compra do caça francês pelo Brasil. “Ele pode dizer o que ele quiser, mas quem decide somos nós”, afirmou o ministro.
Amanhã, Jobim percorrerá duas cidades do Amazonas, São Gabriel da Cachoeira e Vila Ipiranga, ao lado do rei da Suécia, Carlos Gustav e a rainha Silvia.
Na oportunidade, o rei sueco deve dar continuidade ao lobby em favor do caça sueco Gripen.
Mas Jobim disse que o processo de discussão está encerrado, sem possibilidade de recebimento de novas propostas.
FONTE:Poder Aereo/ Estadao.com por:Tânia Monteiro
24/03/2010
Rafale seria uma grande aventura?
Pinheiro Guimarães assegura que Rafale seria 'uma bela aventura'
O secretário brasileiro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, afirmou que o caça francês Rafale seria o ponto de partida de uma "bela aventura" para o Brasil e sua indústria de defesa, em uma entrevista que será publicada pela revista francesa Defense em sua edição de abril.
"Na medida em que determinadas partes serão produzidas no Brasil, o programa Rafale nos permite obter progressos substanciais nas áreas científica, tecnológica e comercial, sem contar com os benefícios em matéria de terceirização", ressaltou Pinheiro Guimarães.
O secretário brasileiro disse que "a opção do Rafale corresponde absolutamente" à "gestão" do vasto espaço aéreo brasileiro, nessa entrevista concedida à revista dos antigos editores do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional (IHEDN, siglas em francês).
O avião de combate Rafale, da francesa Dassault, disputa um contrato de vários bilhões de dólares com o Brasil para a venda de 36 aeronaves com o F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing, e com o Gripen NG, da sueca Saab.
O Brasil pretende modernizar suas Forças Armadas e quer adquirir novos aviões de combate para a Força Aérea, embora a prioridade do governo seja a transferência de tecnologia.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse em várias ocasiões que a decisão final será política.
"Quando o presidente Lula disse que 'compra o conhecimento mais do que um avião', quer manifestar toda a importância que atribui à troca de informações para os pilotos e os mecânicos, e também para os engenheiros", disse o alto funcionário brasileiro.
"É uma bela aventura", se entusiasmou Pinheiro Guimarães antes de ressaltar que o projeto marcaria uma "colaboração estratégica franco-brasileira que também se refere a helicópteros, transporte terrestre de tropas, submarinos clássicos e uma participação na concepção do SNA brasileiro (submarino nuclear de ataque) até 2020".
O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, reiterou dias atrás que o Rafale leva vantagem sobre seus concorrentes sueco e americano em matéria de transferência de tecnologia, em declarações divulgadas pelo jornal O Globo.
Fonte:moraisvinna/Da France Presse - Via G1
Mais potência e custos menores para o Rafale
M88 ECO e TCO: sinalizando mais potência e custos menores para o Rafale
Desenvolvimentos da turbina M88-2 prometem potência adicional e menores custos operacionais, segundo fabricante Snecma
A última edição da revista “Fox Three”, publicação que divulga periodicamente o desenvolvimento do Rafale, trouxe algumas informações interessantes para discussão a respeito de dois itens que, frequentemente, são criticado na aeronave por leitores de outros fóruns, nacionais e internacionais: a potência da turbina M88 e os custos de operação da aeronave (dos quais as características de consumo e manutenção das turbinas compõem uma parcela significativa).
Para promover a discussão, levando-se em conta o fato de que a FAB pode ser uma futura operadora da aeronave (conforme apontam posicionamentos dos decisores finais do programa F-X2), selecionamos e traduzimos alguns trechos desse último número da revista de divulgação do Rafale.
Segundo a Fox Three, o Rafale foi concebido como um caça ’swing-role’, capaz de cumprir uma gama extremamente variada de missões.
Como resultado, o motor M88 deveria obedecer a rigorosos requerimentos: deveria ser compacto, ter ótima performance em altas e baixas altitudes, além de respostas instantâneas às solicitações do piloto.
Michel Caunes, diretor do programa Snecma M88, afirma que “o motor é inovador, com uma alta razão peso / potência, consumo extremamente baixo em todos os regimes de voo e grande vida útil.
Em outubro de 2009, um total de 75 Rafales de produção equipados com motores M88 já haviam sido entregues, sendo que as versões de desenvolvimento e de produção do motor já acumularam mais de 100.000 horas de funcionamento.”
Desde que entrou em serviço, o motor vem sofrendo atualizações, de forma que o modelo mais recente sendo entregue é o M88-2 Stage 4.
Como características básicas da turbina, estão o empuxo seco de 10.971 libras, que sobe para 16.620 libras em pós-combustão.
As M-88-2 são equipadsa com um sistema FADEC (Full Authority Digital Engine Control) totalmente redundante, que permite acelerações das posições “idle” para “full afterburner” em menos de três segundos, em qualquer situação do envelope de voo.
O compressor utiliza uma turbina de baixa pressão de três estágios e um compressor de alta pressão de seis estágios.
Em empuxo seco máximo, o consumo específico de combustível é da ordem de 0.8 kg/daN.h, que sobe para 1.7 kg/daN.h com o uso da pós-combustão.
Como destaque no texto da revista, está o fato de que, após a manutenção, não há necessidade de checar o motor em uma bancada de testes antes de instalá-lo novamente na aeronave: segundo a Snecma, o M88 é o único motor do seu tipo que pode voltar ao serviço, após a troca de módulos, sem necessitar de um teste de aceitação em solo, o que levou a Força Aérea Francesa (Armée de l´air) à decisão de não encomendar nenhuma bancada de testes para o M88.
Os programas de tecnologia M88 ECO e TCO
Segundo a Snecma, o M88 foi desenvolvido como um motor modular com grande potencial de crescimento incorporado.
Nos últimos dois anos, a empresa vem testando novo hardware para ampliar a vida útil da turbina, reduzir custos e demonstrar que o empuxo pode ser aumentado.
O programa M88 ECO, entre 2003 e 2007, testou novas tecnologias para demonstrar que a vida útil de alguns componentes poderia ser ampliada, diminuindo custos de operação.
O motor registrou mais de 4.000 TACs (Total Accumulated Cycles) durante testes de durabilidade, e também demonstrou que o empuxo de 20.000 libras poderia ser atingido com uma pequena quantidade de modificações.
Já o programa M88 TCO (Total Cost of Ownership), lançado em 2008 a partir dos resultados do prejeto ECO, busca melhorar ainda mais a durabilidade do motor e baixar os custos de apoio. A Snecma informa que, com o programa, pôde modernizar o compressor e a turbina de alta pressão da M88-2, com melhoramentos na refrigeração e a introdução de componentes mais fortes.
O resultado foi um acréscimo de 50% da durabilidade, assim como a expansão da vida útil entre cada overhaul (período de manutenção) de alguns módulos.
O primeiro motor de testes (FETT – First Engine To Test) foi acionado pela primeira vez em setembro de 2009 e o primeiro pacote TCO para os motores M88 deverá ser entregue às forças armadas francesas em 2011. Para forças aéreas que necessitem de mais potência para aprimorar a agilidade em combate e a performance em climas muito quentes, a Snecma está considerando o desenvolvimento de uma versão do M88 com empuxo de 20.000 libras em pós-combustão.
Ainda segundo Michel Caunes, os objetivos de regularmente introduzir novas tecnologias para reduzir custos, aumentar a disponibilidade e confiabilidade, assim como o empuxo, vêm desde o início do programa M88: “Os programas de tecnologia M88 ECO and TCO, de forma sucessiva, permitiram reduzir progressivamente os riscos e limitar os custos associados.
Foi possível manter um alto grau de comunabilidade entre o M882 TCO e a versão com potência aumentada. Comparado ao M88-2 TCO, este último necessitará menos de 20% de partes novas, incluindo um compressor de baixa pressão redesenhado para um fluxo maior de ar. Serão alterados apenas dois dos 21 módulos, e o M88-2 e o novo motor permanecerão totalmente intercambiáveis, embora a versão de maior potência necessitará de entradas de ar ligeiramente aumentadas.”
Espera-se que, com o motor mais potente, o Rafale seja ainda mais competitivo quanto à relação peso-empuxo em peso de combate, permitindo menor distância de decolagem com peso máximo mesmo em condições climáticas adversas, em altitudes elevadas e no calor do deserto. Além disso, são esperadas grandes melhoreias na taxa de ascenção, aceleração e em curvas sustentadas.
FONTE Poder Aéreo/ FOTOS: Dassault Aviation (Fox Three n.14)




