Paul G.Allen cria projeto revolucionário para lançamento de foguetes ao Espaço
A Stratolaunch Systems, um projeto de Paul G. Allen, está desenvolvendo um sistema de lançamento aéreo que vai revolucionar o transporte espacial, fornecendo acesso ao espaço orbital a custos mais baixos, com maior segurança e maior flexibilidade.
Para entrega de cargas na classe de 10.000 lbs em órbita terrestre baixa, o sistema permite máxima flexibilidade operacional e entrega de carga de vários possíveis locais operacionais, minimizando as restrições de missão, como disponibilidade, alcance e tempo. Veja a seguir um vídeo do projeto Stratolaunch.
O sistema de lançamento aéreo é composto de quatro elementos principais: um porta-aviões, um foguete de multi-estágio, um sistema de integração, e uma carga útil para ser colocada em órbita.
Os esforços iniciais se concentrarão nas cargas úteis não tripuladas, no entanto, os voos humanos virão enquanto a segurança, confiabilidade e operacionalidade são demonstradas.A Stratolaunch Systems montou uma equipe de líderes aeroespaciais inovadores para construir e entregar um sistema de lançamento aéreo comercial.
O primeiro voo de teste está planejado para o começo de 2016.
A Scaled Composites construirá o porta-aviões; a SpaceX irá fornecer o foguete e o projeto de missão de lançamento espacial e de serviços de integração de missão; a Dynetics irá fornecer os programas de gerenciamento e sistemas de engenharia e integração, bem como testar as operações de apoio da Stratolaunch; a Dynetics também irá construir o módulo de união e equipamento do sistema de integração.
A sede da Stratolaunch Systems está localizada em Huntsville, Alabama, e o hangar da aeronave está em Mojave, na Califórnia.O porta-aviões, construído pela Scaled Composites, pesa mais de 550 kg e tem uma envergadura de 117,3 metros – maior que o comprimento de um campo de futebol.
Usando seis motores de 747, o porta-aviões será o maior avião já construído. O sistema de lançamento aéreo exige uma pista de pouso e decolagem que precisa ter no mínimo 3.650 metros de comprimento.
O porta-aviões pode voar por mais de 1.300 milhas náuticas até chegar num ponto de lançamento ideal.
O foguete multi-estágio da SpaceX é derivado do foguete Falcon 9 da empresa. Tem aproximadamente 36,5 metros de comprimento, e é projetado para colocar a carga útil em órbita terrestre baixa. Após a liberação do foguete da aeronave a cerca de 30 mil pés, os motores da primeira etapa são acionados e a nave começa sua jornada para o espaço.
Após queimar o pimeiro estágio num período curto, a segunda etapa é acionada e a carga orbital chega na ponto planejado da missão.
O desempenho do foguete auxiliar e os dados do voo são monitorados a partir do porta-aviões e no solo. Construído pela Dynetics, o sistema de junção e de integração (MIS) oferece uma única interface entre o porta-aviões e o foguete.
O MIS inclui todos os sistemas necessários para a conexão com o porta-aviões, incluindo as partes mecânica, elétrica, térmica, fluidos e gases. O MIS foi projetado para transportar de forma segura um foguete com peso de até cerca de 500.000 libras. O MIS vai garantir que o foguete permaneça conectado no porta-aviões, a partir do táxi, e para manobras de vôo para liberação do foguete.
No caso de abortar a missão, o MIS vai manter o foguete em segurança durante o retorno à base e no pouso.
Fonte Cavok/fotos:Cavok/vídeo:Vulcan Inc. Video-via:Youtube.com
Nave vai demorar oito meses e meio até chegar ao planeta.
Lá, missão levará dois anos terrestres para procurar condições de vida.
A agência espacial americana (NASA) lançou com sucesso o jipe robô Curiosity rumo a Marte às 13h02 deste sábado (26).
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta.
A nave agora faz uma viagem de oito meses e meio até o planeta, onde deve pousar entre 10h e 10h30 de 5 de Agosto de 2012. O Curiosity vai passar dois anos (terrestres) em Marte, procurando sinais de que há (ou houve) condições para abrigar formas de vida.
Ele também é o maior dos robôs em Marte. Do tamanho de um carro, o Curiosity é cinco vezes mais pesado que seus antecessores, Spirit e Opportunity.
Ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões norte-americanas Apollo, que exploraram a Lua na década de 1960 e 1970.
Após ônibus espaciais, EUA definem área de exploração em Marte
A Nasa iniciou um novo capítulo na história da exploração espacial na sexta-feira, um dia depois do final da era dos ônibus espaciais, ao anunciar detalhes dos seus planos para determinar se Marte tem ou já teve ingredientes para abrigar vida.
Os gestores da agência espacial norte-americana disseram que um laboratório de ciência robótica, que está em preparativos para ser lançado em 25 de novembro, pousará em agosto de 2012 perto de uma montanha que fica dentro de uma cratera de Marte, o planeta do Sistema Solar mais parecido com a Terra.
A Nasa aposentou definitivamente na quinta-feira sua frota de ônibus espaciais, com o pouso da nave Atlantis no Centro Espacial Kennedy, após a 135a e última missão desse tipo de veículo em 30 anos.
Muitos norte-americanos temem que a aposentadoria dos ônibus acabe levando os EUA a abdicarem do seu papel de liderança na exploração espacial, embora o governo diga que o objetivo é construir novos tipos de naves, capazes de levar astronautas para asteroides, para Marte e para outros destinos mais distantes.
"Muita atenção foi dada ao fato que terminou ontem com o pouso do ônibus espacial, marcando realmente uma virada de página para um novo capítulo na exploração humana do espaço", disse Waleed Abdalati, cientista-chefe da Nasa.
"As coisas mudam, as coisas evoluem, mas o que continua constante é a ânsia por explorar, por chegar além de onde estamos e entender nossos arredores e nosso lugar nele", afirmou Abdalati no Museu Nacional Aeroespacial, em Washington, onde foi anunciado o local previsto para o pouso do Laboratório de Ciências de Marte.
O laboratório em Marte funcionará a bordo de um jipe movido a plutônio, apelidado de Curiosity. Duas vezes mais comprido e cinco vezes mais pesado do que os jipes anteriores que foram a Marte, o Curiosity leva dez instrumentos científicos, inclusive dois para análises químicas de rochas pulverizadas. Com isso, os cientistas esperam descobrir se o planeta vermelho tem ou já teve os compostos orgânicos necessários para a vida -- pelo menos a vida tal qual a conhecemos na Terra.
Os cientistas passaram cinco anos cogitando 60 possíveis locais de pouso, antes de reduzirem a lista a quatro: a cratera de Eberwalde, o vale de Mawrth, a cratera de Holden e a cratera de Gale -- afinal a escolhida.
Dentro dessa cratera existe uma montanha rochosa com 5.000 metros de altura, ou seja, quase o dobro da altura das rochas empilhadas no Grand Canyon.
Análises de sondas na órbita de Marte mostram que a base da montanha na cratera de Gale inclui argilas e sais de enxofre. Entre os quatro finalistas, era o único local a possuir ambos os materiais. Geologicamente, segundo os cientistas, isso sugere uma transição entre um ambiente mais úmido e o atual cenário árido do planeta.
Chega ao fim a era dos ônibus espaciais americanos
O Atlantis tocou o solo às 6h56, horário de Brasília, e fez um pouso suave na pista do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida.
A era dos ônibus espaciais americanos, iniciada há três décadas, chegou ao fim nesta quinta-feira (21), com o pouso da nave Atlantis.
Ainda estava escuro, quando o ônibus espacial se aproximou da terra. O Atlantis tocou o solo às 6h56, horário de Brasília, e fez um pouso suave na pista do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida.
Não foi apenas o desfecho de uma missão de 13 dias no espaço que levou mantimentos e equipamentos para estação espacial internacional.
O comandante Chris Ferguson se emocionou: "obrigado, Columbia, Challenger, Discovery, Endeavour e a nossa nave, Atlantis." Ele se referia à frota de ônibus espaciais. O pouso do Atlantis marcou o fim de uma era que durou 30 anos.
Uma história de sucessos, por ter posto em órbita o supertelescópio Hubble, que permitiu ao homem ampliar a visão além da nossa galáxia.
Mas também de tragédias, com as explosões das naves Challenger e Columbia.
Com a recessão nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama cortou o orçamento da Agência Espacial Americana. A Nasa acabou com o programa das naves especiais. Foram 135 missões. Cada uma custou, pelo menos, U$S 450 milhões.
A recessão provocou crise também na pesquisa espacial americana. As missões à estação internacional vão continuar. Mas agora os astronautas americanos terão que pegar carona com os russos, viajando na cápsula Soyus.
Já o Atlantis, depois do pouso desta quinta-feira (21), vai virar peça de museu.
Vídeo-Atlantis Undocking from ISS Marks Flight Day 12
Destaques para as imagens da Estação Espacial Internacional durante este acontecimento histórico, além de uma inspeção final do sistema de proteção térmica do veículo orbital antes do retorno da Atlantis e sua tripulação de quatro membros para a Terra.
NASA anuncia fechamento do espaço aéreo para lançamento do Ônibus Espacial Atlantis
Lançamento será o último da atual frota de ônibus espaciais americanos
A NASA, agência espacial americana, anunciou nesta quinta-feira (30) o fechamento temporário do espaço aéreo e restrições na área de Cabo Canaveral, na Flórida devido ao último lançamento da nave Atlantis, em 8 de julho.
A atividade da aviação geral e dos aviões de voo visual (VFR) está proibida dentro de um raio de 30 milhas náuticas (55,5 km) da plataforma de lançamento 39A, de onde decolará a nave em sua última missão, informou a Nasa.
A agência espacial recomenda que os pilotos obtenham informações sobre os aeroportos afetados, segundo os boletins Notam (Notice To Airmen) que serão transmitidos pela agência de aviação do governo.
A NASA alerta que haverá restrições adicionais do espaço aéreo em um raio de entre 30 e 40 milhas náuticas desde a plataforma de lançamento 39A.
Além disso, todas as aeronaves que se aproximarem desta área terão que ter comunicação contínua por rádio, e a velocidade de aeronaves VFR será limitada a 180 nós.
Além disso, a NASA adverte do fechamento do acesso por estrada à zona de Playalinda Beach, em Cabo Canaveral, desde a noite de 4 de julho até o dia seguinte ao lançamento, assim como do Merritt Island National Wildlife Refuge, que será fechado em 6 de julho e reaberto depois do lançamento.
O lançamento da Atlantis também forçará interrupções em outras estradas e pontes, além de restrições à navegação na região.
A Atlantis partirá em 8 de julho para uma missão de 12 dias com quatro tripulantes a bordo para levar peças necessárias à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A viagem é especialmente significativa porque não será apenas a última da Atlantis, mas a última da era das naves, que serão aposentadas pela NASA este ano.
NASA lança satélite Aquarius para estudar os oceanos
Aquarius é lançado em um foguete Delta 2 em base da Nasa na Califórnia (Foto: AP)
Missão é fruto de parceria entre os Estados Unidos e a Argentina.
Primeiros dados indicam que a sonda funciona normalmente.
A Agência Espacial Americana (NASA) lançou com sucesso na manhã desta sexta-feira (10) o satélite Aquarius, que vai medir a salinidade dos oceanos da Terra.
A missão é uma parceria entre a Nasa e a agência espacial argentina Conae (Comissão Nacional de Atividades Espaciais) e visa entender melhores as correntes marítimas e melhorar a previsão do tempo.
Os primeiros dados enviados pela sonda mostram que ela funciona normalmente. Pelos próximos 25 dias ela deve ser testada e manobrada até a sua posição final, a 657 km de altura.
Sondas lançadas em 1977 atravessam 'mar magnético' no espaço para sair do Sistema Solar
Naves Voyager estão há 33 anos revelando dados sobre planetas distantes da Terra.
As sondas Voyager, da agência espacial americana Nasa, estão atravessando um "mar magnético" para tentar sair do Sistema Solar.
As duas naves foram lançadas em 1977 e são responsáveis por colher alguns dos dados mais extraordinários da história da Nasa. Elas agora estão a mais de 14 bilhões de quilômetros da Terra, se aproximando do limite do Sistema Solar.
As sondas Voyager continuam enviando dados para o centro de controle da Nasa, no Estado americano no Texas. Cada mensagem demora 16 horas para atravessar a distância no espaço.
Nas palavras do astrônomo Eugene Parker, da Universidade de Chicago, a fronteira do Sistema Solar possui atividades energéticas intensas, como se fosse uma "banheira de hidromassagem agitada".
Vários fragmentos de campos magnéticos passam como uma espécie de "vento" pelas sondas. Este processo está formando bolhas de magnetismo com dezenas de milhares de quilômetros de largura.
Os pesquisadores afirmam que estas descobertas têm impacto na forma como se entende os raios cósmicos - que são as tempestades de partículas de alta energia que se aceleram na direção da Terra, oriundas de explosões de estrelas e buracos-negros.
É provável que a massa de estruturas magnéticas torne o Sistema Solar mais poroso e suscetível a raios cósmicos.
Nova missão
A observação é de interesse não só para astrônomos, como também para astronautas - que precisam se precaver contra os efeitos dos raios cósmicos na sua saúde - e para engenheiros - preocupados em construir naves e componentes resistentes às partículas de alta energia.
Os pesquisadores foram surpreendidos por alguns dos dados revelados pelas sondas Voyage. Eles esperavam que os limites do Sistema Solar seriam mais serenos e com menos atividades magnéticas.
Esta é mais uma demonstração entre tantas das capacidades extraordinárias das sondas Voyagers, que continuam gerando dados e novos questionamentos mais de três décadas depois de seus lançamentos.
A Voyager 1 chegou ao espaço no dia 5 de setembro de 1977, e a Voyager 2, no dia 20 de agosto do mesmo ano.
Naves foram direcionadas rumo ao centro da Via Láctea (Foto: BBC)
A missão inicial das sondas era pesquisar os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A tarefa foi completada em 1989. Elas então foram direcionadas rumo ao centro da Via Láctea.
O professor Ed Stone, que trabalha com as Voyager desde o começo da missão, diz que nenhuma outra operação durou tanto tempo. Já são 33 anos de funcionamento, e a Voyager ainda possui energia suficiente para durar mais uma década.
A tecnologia da Voyager é rudimentar para os padrões de hoje. Os transmissores consomem a energia equivalente a de uma lâmpada comum. Um telefone celular moderno possui 10 milhões de vezes mais memória do que a Voyager.
A sua nova missão é explorar os limites do Sistema Solar. Os cientistas não têm certeza sobre o limite final do Sistema, onde começaria uma zona de espaço inter-estelar.
Cápsula russa Soyuz TMA-20, com três tripulantes, pousa no Cazaquistão. (Foto: Mikhail Metzel / AP Photo) Nave russa trouxe à Terra um russo, um italiano e uma norte-americana.Eles passaram 159 dias no espaço, 157 dias na ISS.
A nave russa Soyuz TMA-20, com três tripulantes a bordo, aterrissou com sucesso na cidade de Dzhezkazgan, no Cazaquistão, às 8h27 da hora local (23h27 em Brasília), após uma missão de cinco meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou a agência espacial norte-americana (NASA).
A Soyuz TMA-20, tripulada por Dmitri Kondratiev (russo e comandante da nave), Catherine Coleman (norte-americana) e Paolo Nespoli (italiano), havia sido lançada ao espaço em 15 de dezembro a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Segundo a Nasa, Kondratiev voltará ao Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, na chamada Cidade das Estrelas, próxima a Moscou, enquanto Coleman, astronauta da NASA, e Nespoli, da Agência Espacial Europeia (EUA), voarão diretamente a Houston, nos Estados Unidos.
Os três tripulantes passaram 159 dias no espaço, 157 deles na ISS. Durante a missão trabalharam em mais de 150 experimentos em condições de microgravidade.
Dos três astronautas, a veterana é Catherine Coleman, de 50 anos, com três viagens espaciais, seguida de Nespoli, 53, com duas missões, e Kodratiev, 41, que teve sua primeira experiência.
Fonte:Associated Press e Efe-via:G1.com/Vídeos:ReelNASA;
Astrônomos japoneses afirmam ter descoberto novo tipo de planeta
'Novos planetas' teriam o tamanho de Júpiter
Astrônomos japoneses afirmam ter encontrado um novo tipo de “planeta”, que fica sozinho no espaço, aparentemente sem orbitar nenhuma estrela.
Em um artigo publicado na revista especializada Nature, a equipe de cientistas afirmou ter encontrado dez desses novos planetas, que têm o tamanho de Júpiter e não estão ligados a nenhum sistema solar.
Cientistas já suspeitavam que planetas desse tipo existissem no Universo, mas essa seria a primeira evidência concreta de sua presença.
Um dos coautores da descoberta, o professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que esses planetas ditos “solitários” podem ser tão comuns como são as estrelas na Via Láctea.
“Sua existência já era esperada, tendo em conta a teoria da formação planetária. O que é surpreendente é o quanto eles parecem ser comuns”, disse Sumi.
Via Láctea
Segundo os astrônomos, os planetas estão localizados em uma galáxia chamada Bulge, que fica no centro da Via Láctea.
Uma das hipóteses exploradas pelos cientistas é a de que os planetas poderiam ter sido expulsos de sistemas solares incipientes por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.
De acordo com convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.
No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.
SpaceShipTwo realiza primeiro teste de reentrada na atmosfera">SpaceShipTwo realiza primeiro teste de reentrada na atmosfera
A Virgin Galactic anunciou hoje que a SpaceShipTwo (SS2), a primeira espaçonave comercial, com sucesso demonstrou pela primeira vez sua configuração única de reentrada na atmosfera. Após uma subida de 45 minutos a SS2 foi liberada da VMS Eve numa altitude de 51.500 pés.
A aeronave estabilizou num perfil de voo nivelado antes de mudar sua configuração, pela primeira vez, para reentrada, rotacionando seção da cauda do veículo para cima num ângulo de 65 graus em relação a fuselagem.
A nave permaneceu nessa configuração com a aeronave mantendo uma elevação do nariz por cerca de 1 minuto e 15 segundos enquanto descia, quase que verticalmente, a cerca de 15.500 pés por minuto, reduzido pelo arrasto criado pela seção da cauda especialmente projetada para este fim.
Por volta dos 33.500 pés, os pilotos reconfiguraram a aeronave para sua configuração normal de voo planado e executaram uma suave aproximação e um belo pouso.
A reentrada do espaço sempre é considerada uma das mais desafiadoras e perigosa manobra no modo técnico.
Uma vez fora da atmosfera toda a cauda da aeronave precisa ser rotacionada até os 65 graus. A configuração permite um controle automático de atitude com a fuselagem nivelada paralela ao horizonte. Isso cria um grande arrasto enquanto a espaçonave desce pelas regióes mais altas da atmosfera.
A configuração também é altamente estável, efetivamente dando ao piloto a capacidade de reentrar sem precisar mexer nos controles da aeronave, algo que não era possível de ser feito numa espaçonave, sem o recurso de sistemas de voo fly-by-wire controlados por computadores.
A combinação de alto arrasto e baixo peso (devido ao uso de materiais leves na construção do veículo) fazem que a temperatura durante a reentrada permaneça bem baixa comparada a outras espaçonaves controladas, fazendo com que sistemas de proteção termais ou escudos de calor como pastilhas não sejam necessários.
Durante um voo suborbital completo, a cerca de 70.000 pés após a reentrada, a configuração retorna para a posição original e a espaçonave torna-se uma aeronave planadora que retorna para a pista do espaçoporto.
Video - Queda do Tanque externo da Espaçonave Endevour -UFOs ou Oque?
Reparem no video durante a queda livre ,onde alguns objetos passam bem próximo do Tanque .A NASA informou que são fenômenos meteorológicos ,mas que tipo de fenômeno?
Vimos várias vezes o vídeo, e mais parecem blocos de gelo enormes, o ultimo que aparece no vídeo impressiona pelo tamanho, quase o mesmo tamanho do tanque !
A pergunta é :Será que pode haver blocos de gelo desta proporção orbitando nossa atmosfera? Se alguém tiver a resposta para esses "Fenômenos meteorológicos " estamos aguardando!!
Ônibus espacial Endeavour decola pela última vez nos EUA
'Caçula' das naves norte-americanas será aposentada após voo. Missão STS-134 levará 6 astronautas e detector de partículas à ISS.
O último voo do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, começou às 9h56 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16) rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o posto orbital internacional. Levando seis astronautas a bordo, a nave ficará 14 dias no espaço e irá ajudar no transporte de equipamentos ao posto orbital e permitir operações de manutenção.
A decolagem aconteceu após três adiamentos. Inicialmente, o lançamento estava marcado para o dia 29 de abril. Horas antes do voo, a Nasa cancelou a decolagem por conta de problemas em uma unidade auxiliar de energia da nave. Novas datas foram marcadas para garantir tempo para manutenção e segurança para a missão.
Durante as duas semanas, o Endeavour equipará a ISS com um detector de partículas chamado Espectrômetro Alfa Magnético-2 (AMS-2, na sigla em inglês). Este aparelho será usado no posto orbital para identificar matéria incomum no Universo. Quatro caminhadas dos astronautas no espaço vão ocorrer durante a viagem, todas necessárias para a manutenção do posto orbital.
Endeavour pousa depois da missão STS-100, em 2001 (Foto: Nasa)
A tripulação vai contar com o capitão da Marinha norte-americana Mark Kelly.
O comandante da missão STS-134 chegou a ser afastado para cuidar da esposa Gabriele Giffords, uma deputada no estado do Arizona que foi baleada em 8 de janeiro de 2011 durante um tiroteio na cidade de Tucson.
Com Kelly voarão também o piloto Gregory Johnson, da Força Aérea norte-americana, e pelos especialistas Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff e o italiano Roberto Vittori, da agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês).
Historico
O lançamento marca o fim de uma história que começou em 31 de julho de 1987, quando a agência espacial norte-americana recebeu o aval para construir uma nova nave para transporte, logo após a tragédia com o ônibus espacial Challenger, em 1986.
Com a construção terminada em 1990, o Endeavour foi levado ao Centro Espacial Kennedy em 1991 e fez seu primeiro voo em 7 de maio do ano seguinte, durante a missão STS-049. Contando com o lançamento feito nesta segunda-feira, a nave fez 25 operações em 20 anos de uso.
Sem contar a missão atual, o Endeavour já percorreu quase 190 milhões de quilômetros, passando 283 dias no espaço e levando 167 astronautas a bordo. Foram 11 acoplagens à ISS e apenas uma ao extinto posto orbital soviético Mir.
Endeavour é lançada para a missão STS-59, em 1994 (Foto: Nasa)
Entre as missões mais importantes, destacam-se a STS-62, que permitiu a primeira manutenção no Telescópio Espacial Hubble (fevereiro de 1993), e a STS-88, responsável por levar o primeiro componente feito nos Estados Unidos para equipar a ISS (abril de 1998).
Fim dos ônibus espaciais dos EUA
O programa norte-americano de ônibus espaciais está sendo encerrado em 2011, com a aposentadoria das naves restantes: Discovery, Endeavour e Atlantis. A primeira decolou pela última vez em março e foi levada para exposição no Centro Steven F. Udvar-Hazy, ligado ao Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, no estado da Virgínia.
No caso do Endeavour, o ônibus será levado para o Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles. O último veículo da frota a ser usado será o Atlantis, durante a missão STS-135, marcada para junho de 2011 – a nave já havia sido aposentada no meio de 2010, mas a Nasa voltou na decisão.
NASA adia lançamento do Ônibus Espacial Endeavour por três dias
A NASA resolveu adiar o lançamento do Ônibus Espacial Endeavour que fará sua última missão no Espaço por pelo menos três dias devido a um problema na parte eléctrica, anteriormente a NASA havia informado que seria de apenas 48 Horas.
"Necessitamos, no mínimo, de três dias", informou o diretor de lançamento, Mike Leinbach.
O lançamento estava previsto para esta sexta-feira, depois de alguns adiamentos.
A bordo seguiriam seis astronautas e um espectrómetro magnético , para medir a radiação cósmica.
O anúncio "surpresa" do adiamento foi feito quando a tripulação se preparava para o embarque.
Segundo Mike Leinbach, um dos dois termostatos que fazem parte de uma conduta de carburante de um dos turbogeradores do Endeavour, destinado a alimentar o sistema hidráulico, não funcionaram.
De acordo com os especialistas, é necessário manter uma certa temperatura para evitar que as condutas gelem em órbita.
As operações de reparação da avaria começam ainda esta sexta-feira com o esvaziamento do tanque de combustível externo do Ônibus Espacial.
Hubble celebra 21 anos com imagem de colisão galáctica
O telescópio foi levado à órbita da Terra em 20 de abril de 1990, pelo ônibus espacial Discovery
Para festejar os 21 anos da chegada do Telescópio Espacial Hubble ao espaço, astrônomos apontaram o observatório para um grupo especialmente fotogênico de galáxias, chamado Arp 273.
A maior das duas galáxias espirais do grupo, UGC 1810, tem seu disco distorcido pela atração gravitacional da irmã menor, UGC 1813.
A faixa de brilhantes azuis na margem direita da imagem é formado pela luz combinada de aglomerados de estrelas jovens, que brilham intensamente em luz ultravioleta.
A galáxia menor, que aparece com a borda voltada para o observador, mostra sinais de intensa formação de estrelas em seu núcleo.
A galáxia maior tem cerca de cinco vezes a massa de sua companheira. O conjunto Arp 273 fica na constelação de Andrômeda e se encontra a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra.
O Hubble foi levado ao espaço em 20 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.
Acompanhe este Bate-Papo entre o Cosmonauta Russo a bordo da ISS e o Estudio da RT News,em entrevista falando sobre os 50 anos do primeiro voo tripulado ao espaço por Yuri Gagarin
Gagarin, à frente, e Gherman Titov, ao fundo, a caminho do lançamento da Vostok 2, em 6 de agosto de 1961
O repórter da BBC Steve Rosenberg teve acesso ao centro de treinamento de cosmonautas da Rússia, a Cidade das Estrelas, construída há 50 anos, no início da corrida espacial.
Na época, poucos sabiam o que acontecia no prédio militar soviético, que não aparecia em qualquer mapa e era conhecido apenas como Unidade Militar 26266.
Mas foi lá que o primeiro homem a ir ao espaço, o russo Yuri Gagarin, treinou para sua missão. E desde então, é lá que os cosmonautas se preparam para ir ao espaço.
Dentro do centro de treinamento, reproduções em tamanho real da nave Soyuz, usada pelos russos para transportar homens para o espaço há mais de 40 anos, ajudam no treinamento.
As instalações perto de Moscou foram construídas há 50 anos
Com a iminenete aposentadoria dos ônibus espaciais americanos, as Soyuz serão o único meio de transporte possível entre a Terra e a Estação Espacial Internacional.
Para aprender a lidar com a gravidade zero foi construída uma enorme piscina no hidrolaboratório, com cinco milhões de litros d'água.
É lá que cosmonautas treinam, vestidos com roupas espaciais de 90 quilos, simulando caminhadas espaciais.
Hoje em dia, cosmonautas levam até sete anos treinando para o seu primeiro voo.
Bem diferente da época de Yuri Gagarin. O pioneiro passou menos de um ano treinando para a primeira viagem do Homem ao espaço.