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29/04/2010

Chávez diz não prever quando deixará o poder

Chávez diz não prever quando deixará o poder

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Após encontro com Lula em Brasília, venezuelano lembra que em plebiscito de 2009 população de seu país apoiou reeleição ilimitada.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira que não tem previsão de quando deixará o poder, afirmando que permanecerá no cargo enquanto essa for a “vontade” de seu povo. “Vocês conhecem nossa Constituição, e a Constituição é a vontade de um povo”, disse Chávez, logo após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Questionado sobre quando deixaria o governo, Chávez respondeu: “Sei lá”. “Se o povo e o partido decidirem que devo ser candidato novamente, vamos ver”, acrescentou, lembrando que a Venezuela terá eleições presidenciais em 2012.

Chávez disse ainda que o Brasil terá, em breve, “um novo presidente ou presidenta”, mas que no caso da Venezuela, sua sucessão não está prevista. “Onde é que está previsto isso? Não tenho sucessor previsto”, disse o chefe de Estado venezuelano, que está há 12 anos no cargo.

Questionado sobre a possibilidade de sua permanência no cargo prejudicar a democracia no país, Chávez disse que é preciso “respeitar as particularidades de cada país”. Em um plebiscito realizado em 2009, os venezuelanos aprovaram a reeleição ilimitada no país.

‘Subordinação’

Chávez aproveitou o encontro bilateral para elogiar o governo Lula, que, segundo ele, encerrou uma fase de “subordinação brasileira às pressões de Washington”. Lula e Chávez elogiaram a aproximação entre os dois países que, de acordo com os líderes, “praticamente não existia” antes de seus governos.

“Fizemos em oito anos o que nunca foi feito em dois séculos”, disse o presidente da Venezuela. Essa é a 17ª reunião bilateral entre Lula e Chávez desde 2003.

O presidente da Venezuela evitou fazer comentários sobre as eleições de outubro. Mais cedo, porém, na saída do hotel, Chávez manifestou sua simpatia pela pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. “Meu coração está com Dilma. Um beijo, Dilma”, disse o líder venezuelano.

Paraguai

Sobre o conflito na fronteira entre Brasil e Paraguai, o presidente Lula disse que pretende discutir “algumas medidas” com seu colega, Fernando Lugo, em um encontro agendado para segunda-feira, em Ponta Porá (MS). “Quero conversar muito seriamente com o Lugo sobre que está acontecendo na fronteira”, disse Lula.

“Acho uma insanidade alguém achar que, usando a violência, vá colocar medo no Estado brasileiro e no paraguaio”, acrescentou. Um dos assuntos em pauta deverá ser a revisão do refúgio a três militantes de esquerda paraguaios, concedido pelo governo brasileiro, em 2003. Desde então, o governo paraguaio vem contestando a decisão.

Fonte: Plano Brasil/Último Segundo

25/04/2010

Desfile aéreo marca as comemorações da Independência e Revolução Bolivariana


Milícia Bilivariana (Brinquedinhos que Chaves nunca usará) e seu Desfile Aéreo

Um Sukhoi Su-30 da Força Aérea Venezuelana participa das celebrações do bicentenário da Independência da Venezuela, em Caracas. (Foto: Juan Barreto / AFP)

Diversos caças da Força Aérea da Venezuela (Aviação Militar Bolivariana) participaram no dia 19, segunda-feira, sobre a Avenida Los Próceres, Caracas, do desfile da Independência e Revolução, comemorando com diversas manobras aéreas o bicentenário da independência da Venezuela, que ocorreu no dia 19 de abirl de 1810. Na sequência pode-se ver um vídeo da parada militar.

Caça Sukhoi Su-30MK2. (Foto: Rosalía Barreto / ABN)

Nas passagens os caças Su-30MK2 lançavam cargas de flare, o que deixava a apresentação bem mais empolgante. (Foto: AFP)

Durante a apresentação, quatro caças Su-30MK2 efetuaram diversas passagens sobre o desfile militar em Caracas. (Foto: Rosalía Barreto / ABN)

Os caças Su-30MK2 são as aeronaves mais modernas da Força Aérea Venezuelana. (Foto: Jorge Silva / Reuters)

Os caças Su-30MK2 da Força Aérea da Venezuela fazem parte do Grupo Aéreo 13, da Base Aérea El Libertador. (Foto: AFP)

Com as notas da conhecida peça de folclore venezuelana Pajarillo como fundo, as turbinas dos caças F-16 e dos Sukhoi Su-30MK2 fizeram tremer o solo, além de outros componentes da Aviação Militar Bolivariana.

Um caça F-16 da Força Aérea Venezuelana participa da celebração do Bicentenário da Independência da Venezuela, em Caracas, no dia 19 de abril. (Foto: Juan Barreto / AFP)

Os caças F-16 foram adquiridos em 1983 pela Venezuela. (Foto: AFP)

Os caças F-16 fazem parte do Grupo Aéreo 16, da Base Aérea de El Libertador. (Foto: Rosalía Barreto / ABN)

No final das passagens os pilotos puxavam grande cargas de Força "G", criando vórtices sobre as asas dos caças Falcon. (Foto: Rosalía Barreto / ABN)

Nessa cerimônia militar o público que assistia de casa pela televisão pode observar tomadas de dentro dos caças, em pleno voo, pois os pilotos dos caças estavam com câmeras a bordo transmitindo ao vivo as passagens.

Os caças F-16 Fighting Falcon, de fabricação norte-americana, são utilizados pela Força Aérea da Venezuela desde 1983, enquanto que os caças Sukhoi Su-30MK2 foram adquiridos mais recentemente. Ambos são caças bombardeiros capazes de operar em quaisquer condições meteorológicas e estão equipados com radares modernos.

Um caça VF-5B (CF-5B) Freedom Fighter, do Grupo Aéreo 12, também participou das comemorações do Bicentenário da Independência da Venezuela no dia 19 de abril. (Foto: ABN)

As novas aeronaves de treinamento de combate Hongdu K-8 também fizeram passagens sobre a capital Caracas. (Foto: ABN)

Ainda se apresentaram caças VF-5 Freedom Fighter e os novos treinadores militares K-8 Karakorum, que foram recebidos no início desse ano, e que foram adquiridos da China.


Fonte e Fotos :Cavok

24/04/2010

Milícias Bolivarianas

Milícias Bolivarianas

Os 5000 de  Chávez

Sátira sobre os 5.000 Caçadores das Milícias Populares Bolivarianas
de Chávez portando suas Dragunovs com mira telescópica, a partir de
arte usada na divulgação do filme "Os 300 de Esparta",
(Arte Gustavo Jardim)

NÃO HÁ INSTITUIÇÃO venezuelana que tenha escapado à deliberada estratégia do presidente Hugo Chávez de dividir o país entre aliados e inimigos de sua estapafúrdia “revolução bolivariana”.

Com o desastrado auxílio da oposição, que abandonou o processo eleitoral, o chavismo fez do Legislativo uma câmara de ecos de suas vontades, manietou a Justiça e, agora, desperta reações nas Forças Armadas.

A ingerência de militares cubanos no país, aos quais o líder venezuelano tem conferido crescente poder, provoca insatisfações entre oficiais de alta patente, como se pôde constatar na entrevista do general Antonio Rivero à Folha.

Rivero afirma que generais e militares cubanos de postos médios têm “presença ativa” no planejamento, no treinamento e nas decisões das Forças Armadas da Venezuela. Na reserva há um mês, não considera que seu mal-estar com a situação reflita uma visão isolada.

Também é de origem cubana, afirma Rivero, a concepção da Milícia Nacional Bolivariana, força militar composta por civis voluntários treinados, sob controle direto do presidente.

“É o povo armado”, sintetizou Chávez ao instituir formalmente o grupo, no ano passado.

A confusão entre facção, Estado e sociedade está no cerne das milícias, que podem ser consideradas uma espécie de “corpo pretoriano”, pronto a cumprir as diretrizes do presidente em caso de disputas internas.

Está claro que o objetivo primordial de Chávez, ao dividir e radicalizar o país, é eliminar a possibilidade de mudanças democráticas. Não é do interesse do Brasil e da região que a política venezuelana prossiga nessa direção. Mas a diplomacia brasileira não consegue nem sequer se dissociar das temerárias aventuras do caudilho.

Fonte:Plano Brasil-FSP via CCOMSEX

Venezuela e a Ingerência de Hugo Louco Chaves

Venezuela e a Ingerência de Hugo Louco Chaves



Antonio Rivero deixou Exército em reação à interferência de Havana em treinamento e planejamento das Forças Armadas venezuelanas

Em entrevista à Folha, militar demonstra insatisfação com caminhos adotados por Chávez, a quem apoiou desde golpe frustrado em 1992

FLÁVIA MARREIRO

DE CARACAS

O general de brigada venezuelano Antonio Rivero, 48, na reserva há apenas um mês -a seu pedido-, acusou ontem o governo Hugo Chávez de permitir a ingerência de Cuba nas Forças Armadas do país nas áreas de “treinamento, planejamento e inteligência”. Afirmou que esse foi o principal motivo que o fez deixar a instituição onde estava havia 25 anos. Disse que assim como rejeitou, ao lado de Chávez em sua tentativa de golpe fracassado em 1992, a presença americana entre os militares, agora o faz com Havana. Em entrevista à Folha, Rivero afirmou que é possível dizer que o mal-estar que expressa não é uma opinião isolada. O general da reserva, que dirigiu por cinco anos o equivalente à Defesa Civil na Venezuela, não descarta tentar carreira política agora.

FOLHA – Suas críticas à suposta ingerência cubana refletem o pensamento de um grupo nas Forças Armadas?

ANTONIO RIVERO – Minha exposição é particular, pessoal. Não estou autorizado a falar por outros oficiais da ativa. Porém, eu sou militar cuja patente é a de um general e uma avaliação minha pode se revestir, por questões de liderança, em uma avaliação como essa que você faz. Poderia haver, mas não seria ético falar por outros oficiais.

FOLHA – Qual é a participação cubana?

RIVERO – Eles têm presença ativa nas Forças Armadas, na tomada de decisões, participando do planejamento, no treinamento, como no caso dos francoatiradores, na inteligência. Há generais e militares de patentes médias cubanos.

FOLHA – O sr. disse que decisões cubanas se sobrepuseram a avaliações militares venezuelanas, como na questão da organização das forças…

RIVERO – A organização por regiões é totalmente alheia à nossa cultura militar. O estabelecimento da divisão por regiões, tal qual como é a cubana, desde 2007, está gerando uma situação bastante confusa com respeito às linhas de comando

FOLHA – Qual a sua avaliação sobre a Milícia Nacional Bolivariana?

RIVERO – É um pessoal que não tem as condições militares avaliadas para poder levar uma vida militar ou uma situação de guerra. O treinamento se faz, mas de maneira muito ligeira, e desdiz da formação própria militar. Distrai um pessoal profissional em treinamentos muito, muito distantes do que deveria ser. Seja qual for a condição ou o espírito da guerra, [essas forças] não estariam preparadas. Sem falar de estarem se aproveitando da nobreza, do espírito de admiração, dos atrativos que participar das Forças Armadas podem ter para civis de qualquer idade.

FOLHA – Por que Chávez dá tanta ênfase às milícias?

RIVERO – Isso vem do ponto de vista cubano, onde tratam que a população inteira se converta em “povo em armas”, de formar um contingente que possa ser acionado em um momento determinado, em que pode surgir alguma eventualidade para o projeto do presidente, não necessariamente uma suposta agressão externa.

FOLHA – No desfile de 19 de abril, os militares cantaram palavras de ordem socialista. Isso é um problema? Há espaço de discussão?

RIVERO – Venho rejeitando isso em nível interno, progressivamente. Até ser posto na reserva. A discussão passa pela exclusão imediata de qualquer oficial que se atreva a fazê-lo.

FOLHA – Teme ser preso?

RIVERO – Não temo. Mas a forma como o governo vem atuando em alguns casos me leva a pensar que posso sofrer algo, ser chamado traidor. Assumi todos os riscos e creio que era necessário para contrapor, frear essas ações do presidente que desvirtuam a condição própria das Forças Armadas. E, acima disso, a condição do país. Estou falando o que vi. Não revelei nenhum segredo militar que implique na segurança do Estado. Ao contrário, estou falando contra uma tentativa de afetar a segurança do Estado.


Fonte:Plano Brasil-Fonte: FSP via CCOMSEXPor:FLÁVIA MARREIRO DE CARACAS