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23/09/2010

Boeing está confiante no programa FX2

Boeing está confiante no programa FX2

http://www.revistaflap.com.br/upimages/f-18-hornet.jpg

Indagada sobre sua expectativa pela decisão do governo brasileiro sobre a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira — cuja decisão, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deve ser anunciada após as eleições — a fabricante americana Boeing enviou a seguinte nota:

“A Força Aérea Brasileira vem realizando o processo de seleção de uma forma muito profissional e transparente.

A Boeing não tem motivos para questionar a licitação neste momento e acredita que o governo brasileiro irá tomar a melhor decisão para atender suas necessidades de acordo com suas estratégias de defesa nacional.

A Boeing está à disposição para aprofundar o diálogo e as negociações com o Governo Brasileiro, incluindo a possível expansão dos nossos projetos de transferência de tecnologia e do pacote de offset.”



Fonte: Portal Exame – Angela Pimenta-Via:Cavok/Video:Youtube.com

21/01/2010

Boeing,nova tentativa de abocanhar FX2

Boeing,nova tentativa de abocanhar FX2

File:F-18 F Super Hornet 01.jpg

Super Hornet

Empresa americana se compromete a adotar ‘penalidades severas’ caso não haja Transferência de Tecnologia.

Em clara desvantagem política na disputa pelo fornecimento de caças ao Brasil, a Boeing decidiu melhorar sua proposta ao governo brasileiro. Sem fazer alarde, a empresa americana apresentou à Força Aérea Brasileira (FAB), no dia 9 de dezembro, oferta para que uma nova geração de caças seja desenvolvida em conjunto com o Brasil. Além disso, comprometeu-se a adotar, no contrato de venda dos aviões, “penalidades severas” caso não haja transferência de tecnologia.

A nova proposta é parte de uma ofensiva agressiva da maior fabricante mundial de jatos comerciais e militares, mas vai além de seus interesses corporativos.

Ela envolve o governo americano. Nos últimos meses, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou três vezes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a concorrência dos caças.

As informações foram prestadas na noite de terça-feira, em Brasília, por Michael Coggins, gerente da campanha da Boeing para a venda do caça Super Hornet ao Brasil, uma disputa que envolve o caça francês Rafale e o sueco Gripen NG.

Segundo Coggins, fazem parte do pacote oferecido pela Boeing a participação de indústrias brasileiras no fornecimento de insumos e a possibilidade de que grupos de 50 engenheiros da Embraer participem, anualmente, dos trabalhos de desenvolvimento da nova geração de caças americanos.

O executivo assegurou que, com a venda do Super Hornet ao Brasil, haverá transferência de tecnologia. Ele reconheceu, no entanto, as dificuldades políticas que a Boeing está enfrentando nessa concorrência.

“O maior desafio da Boeing não é a transferência de tecnologia. O governo dos EUA autorizou uma transferência como nunca havia feito antes a nenhum país”, afirmou Coggins num jantar com um grupo de jornalistas.

Ele explicou que a maior dificuldade do negócio diz respeito à confiança do governo brasileiro na disposição do governo americano em atender a certas exigências, como liberdade de negociação com terceiros países. “Houve problemas com os militares brasileiros nos últimos 30 anos. Os EUA não vendiam armas para a América do Sul”, disse Coggins, assegurando que a postura do governo americano mudou.

É grande a resistência do governo brasileiro a um acordo com os americanos.

Procurado pelo Valor, um ministro próximo do presidente Lula disse que a proposta da Boeing de oferecer uma cláusula no contrato com previsão de penalidades, no caso de descumprimento do acordo de transferência de tecnologia, é uma prova de fragilidade. “Com essa cláusula, se amanhã o Departamento de Estado decidir vetar o acordo, eles pagam a multa e fica por isso mesmo”, disse o auxiliar de Lula.

O ministro menciona o veto americano à venda de aviões Super Tucanos, fabricados pela Embraer, à Venezuela, como um exemplo da difícil relação com os EUA na área militar.

Os americanos aplicaram o veto, valendo-se do fato de que o sistema de radar dos Super Tucanos é fabricado pelos EUA e que, portanto, a venda a terceiros países depende de autorização de Washington. “Nossa experiência com os americanos é desastrosa. Vai levar tempo para ter uma nova relação”, afiançou um assessor direto de Lula.

Segundo esse ministro, o avião da Boeing é “muito bom”, mas os outros caças também satisfazem as necessidades da FAB. A decisão do governo Lula, explicou, levará em consideração interesses “geopolíticos”.

A tendência, de acordo com essa fonte, é o presidente escolher o Rafale, da francesa Dassault, apesar da preferência técnica da Aeronáutica pelo Gripen NG, da sueca SAAB. “O relatório da FAB com preferência pelo Gripen deve ajudar a reduzir o preço do caça francês”, observou o ministro, informando que o presidente Lula deve tomar uma decisão dentro de 90 dias.

Na conversa com jornalistas brasileiros, Michael Coggins criticou os concorrentes e questionou a importância de uma aliança estratégica do Brasil com a Suécia ou a França.

Ele lembrou que as Forças Armadas brasileiras já têm parceria com os franceses e que um novo contrato não acrescentaria nada. “Onde estão os aspectos estratégicos de uma nova parceria com a França?”, indagou. “Os EUA têm o melhor processo logístico do mundo e as forças armadas mais fortes. Politicamente, o benefício de uma parceria com os EUA é maior.”

Segundo Coggins, os suecos estão seis anos atrasados no desenvolvimento do Gripen NG. “O programa de desenvolvimento (do avião sueco) foi um desastre”, afirmou.

O desenvolvimento do Rafale também estaria atrasado, assim como os franceses, disse ele, estão atrasados em relação ao programa de construção do submarino nuclear brasileiro.

O executivo da Boeing alegou, ainda, que o Super Hornet sairá a um preço 40% mais baixo que o dos franceses. “A Boeing entregará os aviões no prazo (em 2014)”, assegurou.


Lembrando a proposta da Boeing para a FAB:

  • Fornecimento de 28 F/A-18E Super Hornet e 8 F/A-18F Super Hornet, 72 F414-GE-400 motores instalados, peças de reposição e armas por US$ 7 bilhões.
  • 4 motores F414-GE-400 para reposição
  • 36 radares AN/APG-79
  • 36 canhões M61A2 20mm
  • 36 RWR AN/ALR-67(V)
  • 144 lançadores LAU-127
  • 44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
  • 28 mísseis AIM-120C-7 AMRAAM
  • 28 AIM-9M SIDEWINDER
  • 60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
  • 36 AGM-154 Joint Standoff Weapons (JSOW)
  • 10 AGM-88B HARM Missiles
  • 36 Pods AN/ASQ-228 (V2) Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR)
  • 36 AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures.
  • 40 AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures Systems
  • 112 decoys rebocados AN/ALE-50




FONTE: Valor Econômico/por:Cristiano Romero

06/01/2010

relatório da FAB sobre caças contraria preferência de Lula

relatório da FAB sobre caças contraria preferência de Lula




O resultado do relatório técnico da FAB a favor dos caças suecos gerou críticas da oposição à atitude do presidente Lula, que prefere o acordo com os franceses.

Já a base aliada ao governo diz defender uma posição mais política em detrimento de escolha baseada em quesitos técnicos e financeiros.

O relatório, dizem oposicionistas, comprova que Lula fez “trapalhada” ao anunciar o acordo com a França em setembro. “É preciso respeitar a análise técnica e econômica.

A questão política tem que ter menos peso”, diz o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) lembra ainda que o Brasil já fechou grandes negócios com a França e que a relação entre ambos não será estremecida caso Lula siga o relatório.

Já na opinião de governistas, o principal é respeitar a atitude política. “Ver simplesmente qual o caça mais barato é mesquinharia.

Qualquer escolha será eminentemente política”, diz o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

E com todoa a trapalhada do governo ,Ministro decreta Silêncio

Eliane Cantanhêde

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem, por meio de sua assessoria, que mantém o que ele declarou em entrevista à Folha em dezembro sobre a renovação dos caças da Aeronáutica, no sentido de que “a FAB não fará ranking de proposta, analisará os critérios individualmente, e o presidente é quem fará juízo de valor sobre a relevância de cada um”.

A manifestação foi feita por e-mail, usando o verbo assim, no futuro, para ratificar a versão oficial de que o relatório da Aeronáutica, concluído no dia 18 de dezembro, não foi entregue ao ministro até agora.

Em nota divulgada ontem, a Aeronáutica confirma que encerrou o relatório e ainda não o enviou à Defesa. Ressalta que o documento é “pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial (offset) e transferência de tecnologia”.

A seus assessores Jobim disse que se sentiu “pressionado” com a divulgação, na Folha de ontem, do resultado do relatório técnico da Aeronáutica sobre o programa F-X2 -no qual o francês Rafale, preferido da área política, ficou atrás do sueco Gripen e do americano F-18. Essa informação, sobre a ordem de preferência, não foi questionada pela nota da FAB.

Jobim determinou ontem tanto à Defesa como ao Comando da Aeronáutica que não houvesse declarações nem detalhes para a imprensa que possam aumentar a natural tensão para definir o vitorioso final.

A decisão, formalmente, compete ao presidente Lula.

Na Aeronáutica, conforme a Folha apurou, o comandante Juniti Saito lamentou que a divulgação das conclusões da FAB tenha ocorrido menos de uma semana após o vazamento da informação de que os comandantes das Forças Armadas haviam cogitado pedir demissão por causa do novo Plano Nacional de Direitos Humanos.

O temor de Saito é que uma coisa contamine a outra, o que, a seu ver, seria não apenas inconveniente como injusto.

O relatório da FAB, com cerca de 30 mil páginas, já tinha sido concluído pela comissão responsável e aprovado pelo Alto Comando da Força Aérea no dia 18.

Antes, portanto, da divulgação do plano de direitos humanos, três dias depois, e da tensão na área militar.

Jobim e Saito conversaram anteontem à noite, na Base Aérea, e qualquer definição só ocorrerá a partir de segunda, quando Lula e Jobim voltam das férias.

O anúncio do vencedor ficará a cargo da Defesa.



fonte:G1.com/FOTO: Folha de São Paulo/Poder Aéreo

19/10/2009

AMERICANOS DÃO A CARTADA FINAL

AMERICANOS DÃO A CARTADA FINAL


F/A-18 Super Hornet

Depois de algum mistério havido nos últimos dias, finalmente algumas informações, não-oficiais, a respeito das propostas que podem estar incluídas no âmbito do acordo militar Brasil-EUA.

Esta seria a última cartada dos americanos para levarem de vez o F-X2 da FAB, onde se procura dotar a Força com 36 novos vetores a partir de 2014.

A proposta, mais explícita e concreta acerca do F-X2 colocada na mesa pelos americanos ao Governo brasileiro teria, entre outras coisas, o seguinte conteúdo :

  • Dos 36 caças F/A-18E/D Super Hornet, as primeiras seis unidades (4 mono e 2 biplaces) seriam construídas nos EUA, mas com software e sistemas de missão instalados no Brasil;
  • As restantes 30 unidades seriam montadas em São José do Campos, com parcial fabricação de componentes no Brasil, fora as transferências já autorizadas pelo Congresso e pelo Governo americano;
  • Os EUA, como contrapartida, comprariam imediatamente e sem licitação até 150 EMB-314 Super Tucano para suas forças armadas (USAF e Marines/US Navy);
  • Os EUA ofereceriam parceria no custeio e no desenvolvimento industrial do novo empreendimento conjunto FAB/Embraer, o KC-390, realizando um pedido firme de até 50 unidades e opção de mais 100 unidades futuras.
Além disto, se comprometeriam em ajudar no marketing em mercados parceiros, como a OTAN, por exemplo.

Embora não se possa ter absoluta certeza acerca dos números e valores exatos, nem se tal proposta será levada em conta no âmbito do FX-2, se a mesma vier a se realizar, poderá ser o embrião de uma nova e inédita parceria entre os dois gigantes das Américas.


fonte:Poder Aereo

10/10/2009

BOEING GARANTE PREÇOS 40% MENOR

BOEING GARANTE PREÇOS 40% MENOR QUE CONCORRENTES

F/A18-E/F Super Hornet


Super Hornet F-18

Fabricante Boeing (EUA)
Raio de combate 1.800 km
Velocidade máxima 2.100 km/h
Motores 2 (GE 414)
Peso máximo de armamentos 8 toneladas
Ponto forte: É o mais testado. Foi muito usado no Afeganistão, Bosnia e Iraque e está sendo produzido em larga escala, a fabricante garante abrir mercado americano exatamente no momento em que a USAF re-lança requerimento para comprar 100 aeronaves similares ao Super Tucano.
Ponto fraco: Há poucas chances de o Brasil aperfeiçoar a tecnologia, pois o modelo já está consolidado.


A empresa norte-americana Boeing, que concorre no programa F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB) com o caça F/A-18 Super Hornet, considera que está mais na disputa do que nunca.

Segundo o vice-presidente da Boeing para o programa F-18, Bob Gower, a última oferta, apresentada ao governo brasileiro em 2 de agosto, traz argumentos "muito convincentes", como um preço até 40% menor que a da francesa Dassault, que participa da competição com o Rafale, e a transferência de "toda a tecnologia pedida pela FAB". "Acredito que seríamos até 40% mais baratos que o Rafale tanto nos custos de aquisição como de manutenção", revelou Gower em entrevista ao Correio.

O representante da Boeing, que se reuniu com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta semana, questionou a "transferência de tecnologia irrestrita" oferecida pelo governo francês. "Para nós, isso significa ofertar tudo o que é preciso para projetar e construir uma aeronave. Eles possuem, por exemplo, os direitos do chip da Intel, que está dentro da plataforma do avião?", indagou.

Quanto à outra concorrente, a sueca Saab, Gower alertou para o fato de o Gripen NG ainda ser um avião em desenvolvimento, e de os custos e prazos para entrega, nestes casos, sempre serem maiores do que o estimado.

Sobre a recente ofensiva da Saab no Brasil — que, nos últimos dez dias, teve uma audiência pública no Senado, convocou uma coletiva de imprensa e tem publicado anúncios do Gripen NG em jornais brasileiros —, Gower ironizou: "Alguns concorrentes estão mais desesperados por uma venda, porque sem uma venda, eles (os aviões) potencialmente não existem."

Quão mais barato é o Super Hornet, comparado ao Rafale?
Acredito que seríamos até 40% mais baratos que o Rafale tanto nos custos de aquisição como de manutenção.

A Saab chegou a dizer que, em 40 anos, o custo de um caça como o Super Hornet ou o Rafale equivaleria ao de dois Gripen NG. No fator custo, não seria mais interessante para o Brasil investir então na proposta sueca?

"É preciso observar que, hoje, o Gripen NG não é um avião pronto, então qualquer projeção que se faça sobre o Gripen NG não tem base em uma trajetória, como é o caso do Super Hornet, que já teve 400 unidades entregues. "

"Além disso, a nossa experiência com o desenvolvimento de aviões, como o 787 e o Joint Strike Fighter, mostra que os custos sempre acabam sendo bem mais altos do que o esperado e o prazo para entrega, maior.

E esse é o grande risco de se pegar um programa que ainda está sendo desenvolvido."

O governo brasileiro, em especial o presidente Lula e o ministro Jobim têm afirmado, reiteradamente, desde o 7 de setembro, que o Brasil tem preferência política pela proposta francesa. Você acha que, com isso, o governo pula etapas no processo?

Tudo o que vimos até agora está de acordo com o processo original: a FAB está fazendo a sua avaliação, vai encaminhá-la ao Ministro da Defesa, que levará ao presidente.

Então, todos os passos que o governo brasileiro afirmou que iria tomar, ele está tomando agora.

E eu realmente acredito que o Brasil obteve, no último mês, uma vantagem, já que todas as concorrentes tiveram a oportunidade de melhorar as suas propostas, que agora estão mais competitivas.

Na última terça-feira, o senhor se reuniu com o ministro Jobim. Como foi o encontro? O senhor obteve garantias sobre o processo?

Foi um encontro muito bom.

Tive a oportunidade de explicar o que significa o termo "necessário" quando falamos de transferência de tecnologia, e ele me garantiu que a competição ainda está aberta para os três concorrentes, o que dá muita segurança.

Também foi muito importante porque queríamos ter a certeza de que todos no processo estão informados sobre o que está na nossa proposta para fazer a melhor escolha para o Brasil.

O que a Boeing melhorou na sua proposta?

A principal mudança é a possibilidade de finalizar os caças aqui.

Nós já tínhamos oferecido fazer uma parte significante da fuselagem, assim como as asas, mas agora temos a oportunidade de entregar os caças a partir do Brasil.

Outro ponto significante é que conseguimos, no início de setembro, a aprovação do Congresso para toda a tecnologia que foi oferecida.

Então não precisamos nenhuma aprovação adicional à tecnologia que propomos transferir.

Mas o que, de fato, poderá ser produzido aqui?

A montagem final dos 24 últimos aviões será feito no Brasil.

Isso inclui unir a fuselagem, as asas, colocar a cauda, instalar toda a aviônica (instrumentos de vôo) e testar o avião para ver se ele está pronto para voar.

Mas mais do que isso, vamos fazer a frente da fuselagem e uma parte significativa das asas para as 36 aeronaves aqui.

E esta fuselagem produzida aqui não será apenas para os caças vendidos ao Brasil, mas o país poderá produzir para qualquer outra venda internacional que fizermos.

E uma parceria deste tipo com a indústria brasileira é muito interessante, já que temos um grande mercado internacional.

O garoto-propaganda dos caças franceses tem sido, desde o início, o presidente Nicolas Sarkozy, que veio pessoalmente ao Brasil em meio à concorrência. Vocês acreditam que faltou um pouco deste tipo de empenho do governo americano?

O governo americano respalda totalmente a oferta que foi feita ao Brasil.

A venda do Super Hornet, inclusive, é uma venda de governo a governo, não é da Boeing ao Brasil.

Toda a proposta passou pelo governo americano, que enviou ao Brasil assessores próximos ao presidente Barack Obama para reafirmar que Washington aprova a oferta e a transferência de tecnologia.

Eles fizeram o que era preciso nesta campanha. Desde o início, o nosso foco tem sido em colocar o nosso compromisso no contrato, para não haver surpresas.

Então o fato de alguém vir aqui e falar sobre compromissos é uma coisa; se preocupar em colocar isso no contrato é um outro patamar.

O que assinamos, o que colocamos no contrato é mais importante do que o que um dignatário possa falar em um discurso.

E essa é uma preocupação que a Boeing e o presidente Obama tem tido: colocar tudo por escrito.

Por conta da recente ofensiva do governo sueco, que tem vindo constantemente ao Brasil, alguns tem considerado apenas a Saab e a Dassault no páreo. Como você vê esta suposição?

Nós estamos muito mais na disputa do que antes, e a nossa proposta falará por si só. Nós estamos acompanhando a disputa de perto, estivemos aqui nos últimos dois dias.

No entanto, alguns concorrentes estão mais desesperados por uma venda, porque sem uma venda, eles (os aviões) potencialmente não existem.

Nós temos um negócio estável, e não estamos em pânico como eles aparentemente estão.

A França oferece transferência de tecnologia irrestrita, e os EUA, a transferência de tecnologia "necessária". O ministro Jobim inclusive já questionou este termo. O que é uma transferência de tecnologia "necessária"?

"Necessária" quer dizer que vamos transferir toda a tecnologia que foi pedida pela FAB.

Honestamente, nós não conseguimos entender como alguém oferece transferência de tecnologia "irrestrita", porque, para nós, isso significa ofertar tudo o que é preciso para projetar e construir uma aeronave.

Eles possuem, por exemplo, os direitos do chip da Intel, que está dentro da plataforma do avião? Eles estão oferecendo acesso a essa tecnologia? Nós não oferecemos transferência irrestrita porque não temos os direitos sobre os chips da Intel.

Acho que essa é a diferença. O governo americano tem se preocupado em colocar tudo no contrato, porque assim, há a segurança de que será cumprido.

Quando fica só nas palavras, pode até agradar, mas se não for colocado no papel, eu não acredito.

A Saab disse que ofereceu 175% do valor de seu pacote em contrapartidas comerciais e tecnológicas (offset) ao Brasil. O que a Boeing ofereceu, neste sentido, em sua última proposta?

Consideramos o nosso programa de offset muito completo, porque inclui não só a aeronave, mas coisas que extrapolam, como ajudar no desenvolvimento do KC-390 (futura aeronave de transporte militar da Embraer), e de um caça supersônico comercial.

Estamos fazendo tudo isso para ajudar a indústria brasileira e dar acesso ao mercado americano, que é o maior mercado de Defesa do mundo — dez vezes maior que o Francês e 100 vezes maior que o da Suécia.

É preciso destacar ainda que, até hoje, cumprimos com todos os nossos offsets — que somam mais de US$ 30 bilhões —, e todos dentro do prazo.

Além disso, passadas as obrigações do offset, continuamos fazendo negócios com todas as empresas.

Na proposta de vocês, estão previstos o apoio e o co-desenvolvimento do KC-390. Mas o governo americano compraria este tipo de aeronave do Brasil, uma vez que já dispõem de aviões de transporte como o C-17 e C-130?

O foco inicial do co-desenvolvimento é pegar o que temos feito com a plataforma e a tecnologia do C-17 (produzido pela Boeing), e aplicar para reduzir os riscos no programa de desenvolvimento do KC-390.

Os aviões C-17 e KC-390 são muito parecidos, mas o C-17 é muito maior. Hoje, o equivalente ao KC-390 nos EUA é o C-130, que é um modelo mais antigo, com menor velocidade e menor alcance.

E a Boeing não tem aviões deste tipo do tamanho do KC-390, então nos interessa não só o mercado americano, mas de todo o mundo para esta aeronave — vai depender de o quanto a Embraer vai querer investir nestes mercados.

É importante notar que os EUA tem buscado um substituto para o C-130, e, em conversas com a Força Aérea Americana, vimos que o KC-390 atende muito bem às expectativas. Mas isso é para daqui a sete anos.

A Embraer respondeu à primeira chamada da Força Aérea dos EUA para a compra de cem caças leves, concorrência que disputaria com o Super Tucano. O senhor acredita que isso pode influenciar na disputa do FX-2?

Para mim, é muito claro que se o Brasil mostrar que seu mercado de Defesa está aberto aos competidores americanos, isso vai ajudar a garantir que o mercado americano esteja também aberto às empresas brasileiras.

Eu realmente acredito que um resultado do FX-2 para uma empresa americana pode aumentar muito as chances do Super Tucano nos EUA.

Fonte: Blog do Vinna via/Correio Brasiliense - Por: Isabel Fleck

05/10/2009

EUA REAFIRMA OFERTA DE CAÇAS

EUA REAFIRMA OFERTA DE CAÇAS DA BOEING


An F/A-18E Super Hornet strike fighter lands aboard the USS Kitty Hawk (CV 63) - Click to expand

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota hoje reiterando a oferta feita ao governo brasileiro para que opte pelo caça da Boeing F-18 Super Hornet.

"Nossa proposta continua a oferecer os melhores aviões e um pacote superior de benefícios para a indústria brasileira a um baixo custo operacional e total",

A Embaixada entregou uma proposta revisada no último dia 2 de outubro, sexta feira, prazo dado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para que os concorrentes apresentassem ofertas revisadas e ampliadas para a venda dos seus caças.

O Brasil quer comprar 36 novos caças por um preço estimado em 4 bilhões de euros, o pacote total.

Os norte-americanos reiteram que o governo dos Estados Unidos já aprovou a transferência das tecnologias especificadas na oferta do Super Hornet para o Brasil.

Este é um dos pontos questionados e motivo de preocupação do Brasil devido à tradição dos Estados Unidos de não transferir tecnologia.

O país já impediu, inclusive, a venda de aviões super tucanos para a Venezuela por eles possuírem componentes daquele país.

Na nota, a Embaixada ressalta que a proposta da empresa norte-americana inclui a montagem do Super Hornet no Brasil e a transferência de mais de US$ 1 bilhão em tecnologia para a indústria aérea brasileira.

Diz ainda que isto irá permitir que a indústria brasileira atinja o nível máximo de autonomia, tanto como parceira da Boeing, como nos projetos de avies futuros.

Na sexta-feira passada as empresas apresentaram suas propostas revisadas à comissão da FAB que, conforme informou o comandante da Força, brigadeiro Juniti Saito, deverá concluir seus trabalhos de avaliação das ofertas até o final de outubro.

Além do F-18, estão disputando a venda de caças para o Brasil, a francesa Dassault, que fabrica o Rafale, e a sueca Saab, fabricante do Gripen NG.

A França informou que reduziu o valor da oferta apresentada inicialmente, embora reconheça que seu preço é mais alto que os dos concorrentes.

No Congresso, na semana passada, o almirante Edouard Guillaud, chefe do gabinete militar do presidente Nicolas Sarkozy, afirmou que o projeto do avião francês foi financiado 75% pelo Estado e 25% pela indústria, totalizando 7 bilhões de euros para conseguir fazer voar essa aeronave e que o Brasil receberia esta tecnologia já dentro do pacote que está sendo oferecido.

Eles apostam no fato de terem sido escolhidos pelo Brasil como parceiros estratégicos e de serem donos de sua própria tecnologia.

Os suecos, por sua vez, acreditam que o fato de sua aeronave estar ainda em fase de projeto, facilitaria a transferência de tecnologia porque os dois países trabalhariam juntos na construção do avião.

Informaram ainda que darão 175% de offset - a compensação comercial que o país oferece - e não os 100% pedidos pela FAB, que tem a melhor oferta e acrescentaram que estudam a possibilidade de compra de aviões de carga KC 390 e Super Tucanos.

A França já tinha anunciado que compraria dez KC 390.

Fonte: Agência Estado
por:Tania Monteiro

01/10/2009

BOEING DA DETALHES SOBRE TRANSFERÊNCIA

BOEING DA DETALHES SOBRE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA



O Programa de Transferência de Tecnologia do governo dos Estados Unidos/Boeing para o programa brasileiro F-X2 abre a porta para a cooperação e desenvolvimento entre os dois principais poderes aeroespaciais do mundo – o Brasil e os Estados Unidos.

O Super Hornet proporciona um excepcional pacote de transferência de tecnologia que cobre três áreas distintas:

A Boeing já se comprometeu com a FAB e a indústria brasileira para o desenvolvimento de parcerias que fortalecerão a todos dentro de um ambiente competitivo.

A Boeing estima que, caso fossem criadas de forma independente, essas tecnologias exigiriam investimentos de US$ 1,5 bilhões. O valor dessas tecnologias cresce ao passo que a indústria brasileira os desenvolva em produtos comercializáveis.

1) Avançadas Tecnologias do Super Hornet: As tecnologias empregadas no Super Hornet representam uma categoria à parte. Essas tecnologias dão vantagem ao Super Hornet no ambiente de combate, e serviços de apoio e manutenção superiores em tempos de paz.

- Radar AESA APG-79 – O radar mais capaz do mundo para aeronaves de caça;
- Sistemas Integrados de contramedidas de guerra e defesa eletrônicos;
- Célula de versatilidade comprovada nos mais variados ambientes do mundo;
- Avançada arquitetura de computação;
- Rede de conectividade digital;
- Confiabilidade e capacidade de sobrevivência típicas de aeronave birreator;
- Tecnologias eletro-óticas e infravermelhas de detecção de longo alcance;
- Materiais avançados para estrutura da célula
- Integração multi-origem de sensores e cabine do piloto;
- Avançada suíte de sistemas de mísseis; e
- Assinatura radar reduzida

Ademais, ao manter comunalidade com os Super Hornet dos Estados Unidos, o Brasil se beneficiará diretamente do roteiro de desenvolvimento que visa manter o Super Hornet sempre à frente das ameaças ora em evolução – um programa cujo valor é de bilhões de dólares.

- Modernização da integração de sensores AESA, FLIR e sistemas de designação de alvos;
- Modernização dos sistemas de comunicação e de rede; e
- Integração de novas armas

2) Tecnologias projetadas para dar autonomia: hardware, software, conhecimento técnico e treinamento que irão proporcionar à indústria brasileira a capacidade necessária para apoiar e gerenciar as atividades deste caça nos próximos 30 anos, ou permitir o desenvolvimento de um caça de projeto nacional.

- Apoio e manutenção do Super Hornet será realizado no Brasil, e os trabalhos transferidos à FAB e à indústria brasileira. São enormes as implicações no que tange mercado e receita;

- Acesso ao Programa Operacional de Vôo da aeronave, que faz interface com os softwares dos subsistemas desenvolvidos no Brasil;

- Pesquisa do campo de aerodinâmica supersônica através do fornecimento ao Brasil de um túnel de vento tri-sônico;

- Papel de liderança, no Brasil, na integração multifase dos sistemas de armas brasileiros;

- Montagem final, serviços de pista e ensaios de recebimento dos Super Hornets no Brasil;

- Conjuntos estruturais do Super Hornet;

- Operações de ensaios em voo no Brasil através de aeronave instrumentada;
- Centro de modelagem e simulação;

- Treinamento de missão distribuída;

- Manuais técnicos eletrônicos integrados;

- Montagem do motor, inspeção, ensaios e ferramental;

- Treinamento de minimização da assinatura de radar e tecnologias stealth (furtividade);

- Co-desenvolvimento das modificações destinadas ao Super Hornet; e

- Geração do arquivo de dados de ameaças.

3) Desenvolvimento econômico no Brasil: A infusão de tecnologia que aumenta a capacidade da indústria brasileira em gerar receita, crescimento e empregos.

- Tecnologias de usinagem;

- Centro Boeing de Capacidade Integrada para focalizar a evolução da próxima geração de tecnologias;

- Apoio e co-desenvolvimento do KC-390 no que diz respeito às áreas críticas de projeto;

- Tecnologia de materiais avançados e sua fabricação;

- Análise e reparo de danos em materiais compostos;
- Fabricação de material eletrônico;

- Microssistemas eletro-mecânicos.

- Veículos aéreos não-tripulados;
- Tecnologias de segurança interna para avaliar infraestruturas críticas no Brasil;

- Gerenciamento de estoque através de sistemas automatizados de rastreamento e resposta; e

- Desenvolvimento e treinamento de currículo aeroespacial.

As tecnologias descritas acima fazem parte do contrato direto, governo a governo, aprovado pela Marinha, Departamento de Defesa, Departamento de Estado e Congresso dos Estados Unidos.

O governo brasileiro poderá contar com alto grau de confiança de que as tecnologias acima descritas, que derivam da proposta de offsets da Boeing, cumprirão os requisitos e prazos da FAB. Mundialmente, a Boeing já completou mais de US$ 30 bilhões em obrigações industriais, dentro, ou antes, do prazo.

A Boeing e seus principais fornecedores anualmente registram receita que se aproxima da marca de US$ 500 bilhões. Este mercado – que compreende defesa e comercial – dos Estados Unidos é 10 a 100 vezes maior que aqueles em que atuam seus competidores.

A escolha da solução Boeing/Estados Unidos para o programa F-X2 torna esse mercado mais accessível – promovendo assim receita, crescimento e empregos em grau que competidores não conseguem igualar.

Os Estados Unidos e a Boeing acreditam que o Brasil é um país-par, e não somente um país-cliente. O pacote de transferência de tecnologia enfatiza nossa visão de um relacionamento bilateral que se prolongará pelo Século 21.

FONTE: Boeing

28/09/2009

A PREFERENCIA REAL DA FAB NO PROJETO FX2

QUAL SERIA A PREFERENCIA REAL DA FAB NO PROJETO FX2



Hornets

segundo alguns membros da FAB a preferência seria pelo Super Hornet...



Enquanto as atenções se voltam para o Rafale (preferência do Governo no FX-2) e o Gripen (preferência da Embraer), o Boeing F/A-18E/F Super Hornet corre por fora, sendo defendido por alguns setores dentro da FAB.

O argumento a favor do Super Hornet seria a logística, fator determinante para a disponibilidade do Poder Aéreo. Sem uma boa logística (facilidade de manutenção e acesso a peças de reposição), os aviões não voam, a manutenção fica complicada e cara.

Nesse ponto, a FAB tem longa tradição e experiência com os equipamentos de origem americana e com sua logística, desde a Segunda Guerra Mundial.

As principais aeronaves da FAB sempre foram de origem americana e o Northrop F-5E Tiger II é o caça mais numeroso e com maior disponibilidade na Força.

No quesito logística, o Super Hornet deixa os outros dois finalistas comendo poeira.

O F/A-18E/F é produzido em quantidades muito maiores e tem uma cadeia logística mais farta e confiável, com as facilidades inerentes ao FMS (Foreign Military Sales).

Dentro do conceito de aquisição “Hi-low”, no qual a FAB acabaria adquirindo dois caças no FX-2, a compra do Super Hornet poderia ser feita diretamente, como a Austrália está fazendo, e o Gripen NG BR poderia ser produzido no Brasil pela Embraer. A vantagem seria que os dois aviões usam o mesmo motor.

Lembrando a proposta da Boeing para a FAB:

superhornet-cut

  • Fornecimento de 28 F/A-18E Super Hornet e 8 F/A-18F Super Hornet, 72 F414-GE-400 motores instalados, peças de reposição e armas por US$ 7 bilhões.
  • 4 motores F414-GE-400 para reposição
  • 36 radares AN/APG-79
  • 36 canhões M61A2 20mm
  • 36 RWR AN/ALR-67(V)
  • 144 lançadores LAU-127
  • 44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
  • 28 mísseis AIM-120C-7 AMRAAM
  • 28 AIM-9M SIDEWINDER
  • 60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
  • 36 AGM-154 Joint Standoff Weapons (JSOW)
  • 10 AGM-88B HARM Missiles
  • 36 Pods AN/ASQ-228 (V2) Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR)
  • 36 AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures.
  • 40 AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures Systems
  • 112 decoys rebocados AN/ALE-50
Fonte:Poder Aéreo

24/09/2009

SARKOZY "LULA CONFIA EM NÓIS" É NÓIS NA FITA E RAFALE NA FAB

Presidente francês garantiu em Nova York que contrato será assinado




O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse ontem, em Nova York (EUA), que o contrato de venda de 36 caças Rafale para o Brasil “será assinado”. “Há um acordo político, pelo qual negociamos em contrato e será assinado junto com o dos submarinos vendidos ao Brasil em dezembro de 2008″, assegurou Sarkozy em entrevista a canais de televisão franceses.

“Estive no Brasil para vender nossos Rafale, o melhor avião do mundo, e o senhor Lula mostrou confiança em nós.

É uma grande vitória”, disse o presidente francês, que considera normal que os Estados Unidos lutem para vender seus aviões.

O presidente brasileiro revelou a preferência pelos caças da fabricante francesa Dassault, durante a visita de Sarkozy ao Brasil no início deste mês, mas deixou claro que o favoritismo dependia da confirmação do ajuste prometido pelo grupo.

A proposta da França é favorecida devido à significativa transferência de tecnologia concedida pela Dassault.

A Suécia ofereceu ao Brasil proposta para desenvolver conjuntamente o caça Gripen NG, em um esforço para melhorar a sua oferta.

Autoridades americanas também prometeram transferir a tecnologia necessária.

Na segunda-feira, o Comando da Aeronáutica estendeu para 2 de outubro o fim do prazo para apresentação ao Brasil das propostas de venda dos aviões do projeto FX2.

Em nota, a Força Aérea Brasileira justificou que a mudança da data de entrega atendia a uma solicitação da sueca Saab, fabricante do avião Gripen. Depois, houve uma correção.

A nota informou que a americana Boeing e a Dassault pediram mais tempo, para exame e apresentação de ofertas, e, assim, o prazo estava sendo ampliado para todas.

O pacote de venda dos 36 caças está estimado em ? 4 bilhões (sic), mas as empresas escondem os preços de seus produtos e o que vão incluir em suas propostas.

A assessoria da Saab explicou que pediu prorrogação do prazo porque considerou a primeira data estabelecida, 18 de setembro, muito curta para revisão de estudos e apresentação de novas propostas.

Após confirmar que não entregou sua proposta até a última segunda-feira, a Boeing - por meio de sua assessoria - informou que “vai fazer um novo pente fino, revisando cada item para ver o que mais pode oferecer”.

A Boeing lembrou que o novo prazo dá “margem mais confortável” para análise já que muitas questões em discussão têm a ver com a cadeia de fornecedores que não depende só da Boeing.


FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp/FOTOS BLOG DESCONTINUANDO/Video:YouTube.com

URUCUBACA NOS RAFALES

CAÇAS RAFALES CAEM DURANTE EXERCÍCIOS NO MAR MEDITERRÂNEO






Dois aviões Rafale do porta-aviões Charles-de-Gaulle da Marinha francesa caíram nesta quinta-feira (24) no Mar Mediterrâneo e o piloto de um dos aparelhos foi resgatado "com vida e consciente", anunciou a força em um comunicado.

"Importantes meios aéreos e náuticos foram imediatamente mobilizados para recuperar os dois pilotos. Um deles já foi resgatado", destacou a Marinha.

"As operações continuam para encontrar o segundo piloto", acrescentou.

O acidente ocorreu às 13H00 de Brasília, cerca de 30 km a leste de Perpignan (sul da França), durante uma simulação de missão da qual participavam os dois aparelhos.

"Eles tinham decolado do porta-aviões e eram pilotos muito experientes", disse à AFP o capitão-de-fragata Bertrand Bonneau, do Serviço de Informação e Relações Públicas da Marinha (Sirpa Marine).

"Não se sabe se foi uma colisão", declarou.

Segundo a Marinha francesa, foram mobilizados para as operações de busca uma lancha, quatro helicópteros, um avião de observação aérea Hawkeye e um avião de patrulha marítima Atlantique 2.

Este é o primeiro acidente envolvendo a versão marinha do Rafale. A marinha francesa tem 17 aparelhos deste tipo.

O caça Rafale, fabricado pela Dassault, nunca foi exportado, mas é o grande favorito de uma licitação de 36 aparelhos aberta pelo Brasil.

O avião, fabricado pela Dassault, concorre com o F18, da americana Boeing, e com o Gripen, da sueca SAAB.

Há duas semanas, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, viajou ao Brasil para oferecer os Rafale, e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a disposição de Brasília de comprar 36 caças franceses.

A Força Aérea Brasileira (FAB) ampliou o prazo para a modificação das propostas das três companhias e até o momento não há uma decisão sobre a compra dos aparelhos.





Fontes: AFP / Jornal Nacional/video:Youtube.com

21/09/2009

FAB & EMBRAER TEM PREFERÊNCIA PELO F-18

FAB & EMBRAER TEM PREFERÊNCIA PELA AERONAVE DA BOEING SUPER HORNET



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Angela Pacheco Pimenta


Como já se sabe, se depender do presidente Lula e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a França - com quem o Brasil já fechou negócio para a compra de cinco submarinos e 50 helicópteros - também deverá fornecer um pacote de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira, a FAB, numa transação que pode variar entre 4 bilhões e 8 bilhões de reais.

Além do Rafale, fabricado pela Dassault, também estão na disputa os caças FA-18 Hornet, da americana Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. Os três concorrentes devem apresentar uma nova rodada de propostas à FAB na próxima segunda-feira. A decisão do governo deve sair em outubro.

Mas ainda que não comentem a respeito - tanto a FAB, quanto a Embraer, que deverá participar da contrução dos caças e assimilar a transferência de tecnologia exigida do governo brasileiro do fornecedor - preferem o caça FA-18 Hornet, da Boeing.

Para a Embraer, a preferência pela Boeing é claramente comercial. De saída, a empresa brasileira participa de uma licitação de 100 aviões leves de combate, como o Super Tucano, para a Força Aérea Americana, que pretende usá-los em cenários de guerra de guerrilha, como no Afeganistão.

As duas transações são independentes. Mas se o Brasil optar pelo FA-18, a Embraer deverá contar com maior simpatia dos americanos pelos Super Tucanos.

Outro ponto importante para a Embraer é o interesse já manifesto pela Boeing em desenvolver com a empresa brasileira um avião cargueiro militar, o KC-390, também a ser vendido para as forças armadas brasileiras.

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que a França gostaria de desenvolver um cargueiro com a Embraer. Mas acontece que a Airbus, que é sediada na França, já trabalha num projeto similar ao KC-390.

Já do ponto de vista da FAB, a preferência pela Boeing diz respeito à superioridade técnica do FA-18 sobre o próprio Rafale e o Gripen.

Aliás, nos últimos anos, o Rafale, que é fabricado pela Dassault, perdeu cinco disputas internacionais para o FA-18, em países como a Coreia.

Um dos trunfos do FA-18 é o seu sistema de radar AESA, desenvolvido pela Raytheon, que permite que o avião se torne invisível para o inimigo, que uma vez detectado pode ser fulminado antes mesmo de saber que estava sendo perseguido.

Além disso, para a FAB, a superioridade técnica da Boeing tem a ver com o sistema de navegação GPS.

Os americanos possuem a única constelação de satélites do mundo dotada da tecnologia. O GPS permite a localização exata de um objeto na superfície terrestre ou próximo dela, independente de condições meteorológicas ou de luminosidade.

Cabe ao Pentágono licenciar o uso do GPS para fins civis e militares em todo o mundo.

Logo, se comprar os Rafales, o Brasil continuará dependente dos americanos, ainda que indiretamente. A importação do GPS certamente tornará o pacote francês mais caro para o Brasil.

Desde o início da década que a União Europeia analisa a construção de um sistema GPS próprio. Mas a proposta, que está longe de sair do papel, custaria pelo menos 20 bilhões de dólares.

Outro aspecto que até agora vem sendo ignorado por Lula e Jobim - mas que é de interesse dos comandantes brasileiros - é a transferência tecnológica enquanto treinamento.

Só um piloto muito bem treinado consegue um rendimento máximo em ação. E nesse quesito, mais uma vez os militares brasileiros tem mais intimidade com os americanos, que por sinal tem as forças armadas mais bem treinadas do mundo.

A discussão sobre transferência tecnológica dos caças está restrita à resistência americana em permitir que a tecnologia a ser cedida para o FA-18 Hornet no Brasil seja revendida para países indesejáveis para os EUA, como a Venezuela ou o Irã.

Os americanos já declararam que o Brasil não teria carta branca para revender os FA-18 “made in Brazil”.

De forma explícita, a provável decisão brasileira em comprar os Rafales vai se apoiar nesse aspecto.

Mas de forma velada, a intenção do governo Lula em se alinhar à França tem a ver com a intenção de demonstrar aos nossos vizinhos latino-americanos independência em relação a Washington.

No governo brasileiro, o Itamaraty tem dado sinais de que essa seria uma resposta em boa hora à Casa Branca, poucos meses depois do anúncio da instalação de bases militares americanas na Colômbia de combate ao narcotráfico.

O anúncio gerou uma enorme polêmica na Unasul, que reúne os países sul-americanos, com anti-americanistas notórios, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Corrêa, do Equador.

Com razão, o Brasil não gostou da maneira como os americanos trataram o tema, não consultando, ou pelo informando Brasília de antemão a respeito.

Mas para o bem da segurança nacional, da FAB e do contribuinte brasileiro - que vai pagar a conta - é preciso esclarecer todos os aspectos - geopolíticos, técnicos e comerciais - que cercam a maior compra de aviões militares pelo Brasil desde 1973.



16/09/2009

DEN OLHO EM VENDA DE CAÇAS BOEING BUSCA FORNECEDORES NO BRASIL

BOEING TENTA SEDUZIR FORNECEDORES NO BRASIL

Chi tiết


Boeing F-18 Super Hornet


A Boeing sinalizou nesta terça-feira com a possibilidade de ampliar sua rede de fornecedores no Brasil, na tentativa de mudar a balança da disputa para vender caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), atualmente favorável ao caça francês Rafale.

Para isso, a fabricante norte-americana realiza nesta semana conferências com 150 empresas brasileiras que podem conquistar uma fatia dos 45 bilhões de dólares anuais que a empresa gasta com fornecedores.

O diretor de relacionamento e novos negócios do programa F-18 da Boeing, Michael Coggins, estima que o Brasil represente menos de 10 por cento desse valor e acrescenta que existe espaço para que companhias brasileiras abocanhem uma fatia maior desse bolo, principalmente se o caça F-18 for escolhido pela FAB como vencedor do programa F-X2, que prevê a compra de 36 caças.

"É por isso que o F-X2 é importante para mudar isso (a baixa participação das empresas brasileiras na cadeia de fornecedores da Boeing)", disse ele durante encontro com jornalistas em São Paulo.

O apoio do governo dos Estados Unidos à proposta da Boeing estava claro no encontro com a imprensa, inclusive com a presença do cônsul-geral do EUA em São Paulo, Thomas White.

"O que está sendo oferecido aqui é o relacionamento com a maior empresa de defesa do mundo, que atua na maior economia do mundo, no maior mercado de defesa do mundo e que é parte de uma equipe que inclui alguns dos principais desenvolvedores de tecnologia do mundo", disse o cônsul.

O encontro da Boeing com a imprensa acontece cerca de uma semana depois da divulgação de uma nota conjunta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu colega francês, Nicolas Sarkozy, na qual o Brasil anunciou o início das negociações para a compra do Rafale, da Dassault.

Embora o comunicado de 7 de setembro tenha sido amplamente interpretado como um anúncio antecipado da vitória do Rafale no F-X2, o Ministério da Defesa soltou nota, no dia seguinte, afirmando que a concorrência não estava decidida e que os três finalistas poderão melhorar suas propostas. Além de Boeing e Dassault, a sueca Saab está na disputa com o caça Gripen NG.

"Não esperávamos o anúncio de 7 de setembro", disse o vice-presidente para o programa do caça F-18, Bob Gower. Ele afirmou, no entanto, ter obtido garantias de autoridades brasileiras que a concorrência será "aberta e justa".

O executivo procurou ainda destacar o que considera ser pontos negativos do Rafale, especialmente o preço da oferta, que segundo fontes ligadas ao governo francês seria da ordem de 5 bilhões de euros.

"Seria prematuro, durante uma competição, falarmos sobre o nosso preço, mas temos uma comparação extremamente favorável com os 5 bilhões de euros noticiado como preço do Rafale", disse Gower.

"Competimos com o Rafale várias vezes, em vários outros países, e vencemos todas elas. Tanto do ponto de vista da tecnologia, quanto do ponto de vista do preço", acrescentou.

INTERESSE EM CARGUEIRO

A Boeing também aproveitou a oportunidade para reiterar seu interesse no cargueiro KC-390, que a Embraer está desenvolvendo para a FAB.

"A Boeing e a Embraer estão em estágio bastante avançado na colaboração para a plataforma do KC-390", disse Gower.

Segundo ele, a tecnologia desenvolvida para o C-17, avião de transporte da fabricante norte-americana, pode ser utilizada pela Embraer no desenvolvimento do cargueiro.

"Isso pode reduzir o custo da KC-390 e aumentar a sua competitividade no mercado", disse o executivo.

O KC-390 vem atraindo a atenção dos finalistas do F-X2, que têm visto no cargueiro, cuja linha de montagem deve ficar pronta em sete anos, uma arma para seduzir o governo brasileiro no processo de escolha dos novos caças da FAB.

A intenção anunciada por Sarkozy de adquirir algumas unidades do cargueiro da Embraer é vista como um dos fatores que levaram à nota conjunta dos dois presidentes, que deu amplo favoritismo ao Rafale.

Fonte: Eduardo Simões (Reuters) via G1

11/09/2009

MINISTRO JOBIM PEDE ESCLARECIMENTO A BOEING SOBRE PROPOSTA

MINISTRO JOBIM PEDE QUE BOEING ESCLAREÇA SUA PROPOSTA



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“A FAB não fará escolha, porque está feita. Poderá indicar prós e contras de cada avião a ser comprado no exterior.”

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a empresa americana Boeing terá que definir e encaminhar uma proposta detalhada à comissão da Força Aérea Brasileira (FAB) que trata da compra de caças para o Brasil.

Para ele, é necessário que a empresa explique sobretudo se a promessa de transferência de tecnologia é irrestrita ou limitada, conforme determinam as leis dos EUA.

Em nota divulgada anteontem, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil disse que o Congresso americano aprovou a transferência da “tecnologia necessária” em eventual venda de caças da Boeing à FAB, mas não revelou o alcance da medida.

“É preciso ver o que entendem por necessária. Necessária deles ou nossa? Há a posição francesa no sentido de transferência irrestrita, mas isso tem que ser avaliado pela comissão (de licitação). O pessoal da comissão é que vai nos dar os dados.”

A embaixada americana divulgou a nota numa reação à decisão do governo brasileiro de abrir negociação, em caráter preferencial, com a empresa francesa Dassault, em detrimento da americana Boeing e da sueca Saab.

Boeing, Dassault e Saab participam do processo de seleção para venda de 36 caças à FAB.

A Boeing também quer entrar nas negociações e, com isso, se manter no páreo com a empresa francesa.

A empresa estaria disposta a fazer uma parceria com a Embraer no projeto do cargueiro KC- 390.

O governo americano pode ainda incluir entre os instrumentos de pressão as negociações sigilosas para a venda de 100 Super Tucanos da Embraer para as Forças Armadas dos Estados Unidos.

FONTE: Folha de São Paulo

04/08/2009

Missil sidewinder AIM9-P explode logo após ser disparado por F-18



Durante o Squadron Live Firing 2009, exercício combinado entre as forças aéreas da Alemanha e da Suíça, um míssil Sidewinder AIM-9P explodiu poucos segundos após ser lançado por um caça supersônico Boeing F/A-18 Hornet da Força Aérea da Suíça.


Felizmente, a explosão não causou danos à aeronave que, imediatamente, retornou para a Base Aérea de Wittmund, situada ao norte da Alemanha.

Os restos do míssil caíram no Mar do Norte.

Desde o dia 20 de julho, oito F/A-18C e D estão deslocados na Alemanha realizando voos em conjunto com os veteranos jatos de combate McDonnell Douglas F-4F do JG71 “Richthofen Squadron”, empregando armamento real em missões de combate ar-ar.

Depois desse incidente ocorrido na semana passada, o uso de mísseis ficou vetado na operação enquanto os técnicos fazem as inspeções necessárias nos outros AIM-9P.

Sem os mísseis, o Squadron Live Firing 2009, que se encerraria apenas no dia 28 de agosto, perde a sua função, que é o engajamento aéreo a curtas e médias distâncias.

Como funciona um Sidewinder

a idéia central do sistema do Sidewinder é mirar no calor, ou energia infravermelha, de uma aeronave inimiga (da exaustão do motor ou da própria fuselagem quente). Eventualmente, o trabalho do míssil é manter o vôo em direção da energia infravermelha até atingir o alvo. Então o míssil explode, destruindo a aeronave inimiga.


  • O motor de foguete - fornece a propulsão para impulsionar o míssil pelo ar.
  • As asas traseiras de estabilização - fornecem a elevação para manter o míssil no alto.
  • O localizador - "vê" a luz infravermelha do alvo.
  • Os controles eletrônicos de orientação - que processam as informações do localizador e calculam o curso da propulsão para o míssil.
  • A seção de atuação do controle - ajusta os lemes de vôo perto do nariz do míssil baseada nas instruções dos equipamentos eletrônicos de orientação.
  • Os próprios lemes de vôo - dirigem o míssil pelo ar. Exatamente como os flaps na asa de um avião, o movimento dos lemes de vôo geram arrasto (aumento da resistência do vento) de um lado do míssil, que o faz virar para uma determinada direção.A ogiva - dispositivo explosivo que realmente destrói o avião inimigo.
  • Um sistema de fusível - que ajusta a ogiva quando o míssil atinge o alvo
Uma bateria - para dar potência para os equipamentos eletrônicos a bordo.

Fonte:Revista ASAS online