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12/04/2011

França encontra cauda de avião da Air France

França encontra cauda de avião da Air France

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A França localizou a cauda do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico após decolar do Brasil em 2009, informou o presidente da associação das vítimas do acidente, que deixou 228 mortos. Nessa parte da aeronave estariam localizadas as caixas-pretas.

"Foi localizada a cauda do avião. Todas as caixas-pretas de toda aeronave ficam na cauda do avião", disse à Reuters por telefone o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447 da Air France, Nelson Faria Marinho.

A cauda do avião foi localizada, segundo Marinho, na mesma área onde foram encontrados outros destroços da aeronave e corpos no início do mês.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, por meio de um porta-voz, que ainda buscava confirmação sobre a localização da parte da aeronave que teria sido encontrada e das caixas-pretas junto a autoridades francesas.

O voo 447 da Air France, operado por um Airbus 330-203, caiu no mar, em águas internacionais perto da costa brasileira, quando seguia do Rio de Janeiro para Paris, sem deixar sobreviventes.

Esta é a quarta vez que são realizadas buscas pelas caixas-pretas da aeronave, uma operação que está sendo conduzida usando um veículo de resgate equipado com submarinos não-tripulados.

Marinho participou de reunião com o BEA (órgão de investigações e análises da França), autoridade encarregada da investigação do acidente, em Paris. De acordo com o presidente da associação, a retirada dos destroços deverá ser iniciada em três semanas.

As causas do acidente ainda não foram reveladas, mas um relatório informou ser impossível determinar o motivo claro para a queda do avião sem os dados das caixas-pretas.

Marinho defende que, umas vez resgatadas, as caixas-pretas sejam examinadas em uma país neutro, como os Estados Unidos. Segundo ele, o governo francês pressiona para que elas sejam encaminhadas à França.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que no caso de acidentes ocorridos em águas internacionais, tratados internacionais determinam que a responsabilidade de investigação das causas cabe ao país de procedência da aeronave, podendo contar com a colaboração de outros países.

"Quem tem que fazer isso é a Franca", disse Jobim a jornalistas durante visita a uma feira de defesa e segurança no Rio de Janeiro. "Vamos cumprir esses acordos".


Fonte:Reuters-Por: (Hugo Bachega, com reportagem de Pedro Fonseca e Eduardo Simões no Rio de Janeiro)/Video:G1.com


17/11/2010

Voo 447: avião poderia ter defeito de fabricação

Voo 447: avião poderia ter defeito de fabricação

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Airbus podia ter defeito de fabricação e familiares querem mais buscas.

Em reunião realizada na manhã desta terça–feira (16), no Ministério Público Federal, representantes da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447 (AFVV447) defenderam a liderança brasileira frente ao inquérito que apura as causas do acidente, que resultou na morte de 228 pessoas que iam do Rio de Janeiro à Paris em maio de 2009, e afirmaram ter levantado provas da existência de defeitos de fabricação do Airbus 330 utilizado na ocasião.

Os argumentos foram apresentados ao procurador da República em Pernambuco, Anderson Vágner Gois dos Santos, de forma que as questões sejam levantadas na reunião com o Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil da França (BEA), marcada para o próximo dia 13 de dezembro.

De acordo com o presidente da AFVV447, Nelson Faria Marinho, pai de uma das vítimas do acidente, um dos grandes objetivos da iniciativa é a retomada das buscas, em uma quarta investida financiada pelo governo fracês.

Além disso, eles querem que o piloto de um outro Airbus A330–200, que fazia o mesmo trajeto, no voo 445, em novembro do ano passado, e emitiu pedidos de socorro próximo ao mesmo local onde o AF447 caiu, preste esclarecimentos das circunstâncias do incidente.

Na ocasião, ele emitiu o alerta na frequência internacional de emergência e mudou drasticamente de altitude.

“Além da caixa preta do voo 447, precisaríamos também deste voo, que teve uma experiência bastante semelhante, mas elas foram apagadas e não houve esclarecimentos. O pior é que o piloto, uma caixa preta viva, nunca foi localizado nem prestou depoimentos para que pudéssemos compreender melhor quais os reais problemas”, afirma Marinho.

Segundo o diretor executivo da AFVV447, Maarten Van Sluys, que perdeu um irmão no acidente, os documentos apresentados à procuradoria são baseados em depoimentos de pilotos, engenheiros e técnicos envolvidos na concepção e manutenção de equipamentos de aviação, aposentados ou que ainda estão na ativa, e que problemas na sonda pitor e em sensores de velocidade já foram confirmados.

“Chegamos a conclusão de que o grande problema é o excesso de computadorização a bordo, que impede um maior controle ou contorno de imprevistos por parte dos pilotos, reduzindo o nível de segurança, em vez de elevá–lo”, declara.

A reunião proposta pelo BEA será realizada no próximo dia 13 de dezembro, pouco mais de seis meses depois do fim da última incursão pelas buscas das caixas pretas do Airbus da Airfrance.

Na ocasião, participam, além do MPF, a Polícia Federal, o Cindacta 3 e representantes do governo francês. A Associação de Familiares das Vítimas do Voo 447 não foi convidada.

Fonte: Diário de Pernambuco-via Direto da Pista

12/07/2010

AF 447 -O Mistério Persiste

"Um mistério e novas teorias"

Há pouco mais de um ano, o mundo acompanhava a busca por destroços e corpos dos passageiros e tripulantes do Airbus A330 da Air France, voo AF447, que caiu no mar quando seguia do Rio para Paris. De lá para cá, poucas perguntas foram respondidas. Acho que já é um dos maiores mistério da aviação.

Enquanto o trabalho de juntar pistas frágeis na vastidão do mar é hercúleo e, até agora, infrutífero, nos foruns técnicos o debate não cessa.

Pilotos e engenheiros ali, como eu, encaram as 23 mensagens automáticas (ACARS) enviadas pelo computador ao centro de operações da AF no Charles de Gaulle como a melhor possibilidade de obter luz sobre o caso.

A discussão mais recente envolve uma informação que o canal Discovery revelou: a de que os tubos Pitot da Thales, apontados como elementos iniciadores do desastre, começaram a passar dados incorretos de velocidade ao computador devido a um fenômeno raro.

Ao atravessar um Cumulus Nimbus 4 mil pés maior que a altitude de voo, a água não teria congelado e entupido o tubo que faz a leitura, mas continuado em estado líquido, mesmo a quase -50°C.

O tubo ficou parcialmente obstruído e esses especialistas sugerem que isso poderia ter promovido um decréscimo lento da velocidade lida, em uma taxa abaixo da constante no software como limite para o start do descongelamento automático – quando o Pitot é aquecido.

No momento em que o sistema detectou a falha e desacoplou o piloto automático, o erro já estaria ocorrendo há algum tempo, imperceptívelmente. Nesse caso, a velocidade real do jato em um ponto crítico na tempestade já estaria abaixo da lida pelo piloto nos três mostradores possíveis.

Outro detalhe, também dos ACARS, lembrado na discussão: entre os destroços estaria parte dos estabilizadores, com partes móveis travadas em posições distintas apesar de serem de uma mesma peça.

Seria um sinal de que a máquina recebeu comandos conflitantes – lembrando que o maior ou menor grau de movimento depende da velocidade e da altitude.

Um estudo da peça mostrou que o ângulo havia variado em 7,9° quando o máximo, para a velocidade ideal de Mach 0.86 no FL350 (nível de voo) seria de 4,7°.

Há quem discorde, mas faz sentido para a hipótese de que o A330 teria sucumbido a um blecaute catastrófico não de atuação de sistemas específicos, mas de integração e gerenciamento deles em condições extremamente severas.

Fonte: Glide Slope (jblog)-via Direto da Pista

06/05/2010

Encontradas as Caixas Pretas do voo 447 da Air France

Encontradas as Caixas Pretas do voo 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009

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PARIS (Reuters) - A área onde estariam localizados os gravadores da caixa preta da aeronave da Air France que caiu no oceano Atlântico matando 228 pessoas foi encontrada, segundo a autoridade francesa responsável pelas investigações de acidentes aéreos.

O BEA, órgão francês que investiga acidentes aéreos, disse que fez a delimitação da área após análises mais profundas de dados de sonares obtidos durante as buscas iniciais no ano passado.

"O BEA foi informado ontem... que os gravadores da caixa preta foram rastreados pelo Ministério da Defesa, graças a dados da primeira fase da investigação, Um novo perímetro para as buscas foi determinado", disse uma porta-voz da BEA.

O porta-voz do governo francês Luc Chatel aconselhou cautela. "Agora precisamos ver se há possibilidade de recuperação e ver a qual profundidade estão", disse ele à rádio France Info.

Duas embarcações sofisticadas, usando submarinos em miniatura, tem vasculhado uma área de 3 mil quilômetros quadrados para tentar localizar os gravadores de voo do avião A330, fabricado pela Airbus.

A France Info disse que a área de buscas foi reduzida para entre 3 e 5 quilômetros quadrados.

O voo AF447, da Air France, que ia do Rio de Janeiro a Paris, caiu numa região remota do Atlântico durante uma tempestade em 31 de maio, matando todas as pessoas a bordo.

No início desta semana, o BEA informou que ampliaria as buscas no fundo mar pelos destroços da aeronave e que elas seriam feitas numa área ampliada.

As especulações sobre as causas do acidente se concentraram na possibilidade de congelamento dos sensores de velocidade, que aparentemente deram leituras inconsistentes antes do desaparecimento da aeronave.

Os investigadores, no entanto, precisam recuperar os gravadores de voo para confirmar ou refutar essa teoria.

Fonte:Reuters (Reportagem de Thierry Leveque) Video :G1.com

26/03/2010

Os últimos quatro minutos do Voo 447 da Air France

Os últimos quatro minutos do Voo 447 da Air France


A queda do avião que fazia o Voo 447 da Air France do Rio de Janeiro para Paris consiste em um dos acidentes mais misteriosos da história da aviação.

Após meses de investigação, o que emergiu foi um quadro claro daquilo que ocorreu de errado.

A reconstrução dos terríveis quatro minutos finais da aeronave revelam problemas de segurança persistentes na aviação civil.

Uma pequena falha mecânica anunciou um desastre iminente. Mas a magnitude do erro foi tão discreta que os pilotos que ocupavam a cabine do Airbus A330 provavelmente mal o perceberam.

O Voo 447 da Air France estava no ar havia três horas e 40 minutos após ter decolado do Rio de Janeiro na noite de 31 de maio de 2009.

Fortes turbulências vinham sacudindo o avião por meia hora, e todos os passageiros, com exceção daqueles muito acostumados a voar, estavam acordados.

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  • Equipes de resgate recolhem pedaço da fuselagem do Airbus da Air France, que caiu no oceano

Subitamente o mostrador que indica a temperatura externa acusou uma elevação de vários graus, ainda que o avião estivesse voando a uma altitude de 11 mil metros e a temperatura lá fora não tivesse aumentado.

A leitura falsa foi provocada por cristais de gelo espessos que se formaram sobre o sensor localizado na parte externa da aeronave.

Esses cristais funcionaram como isolantes térmicos do detector. Ao que parece, foi neste momento que as coisas começaram a tomar um rumo desastrosamente errado.

Durante o voo através de nuvens tempestuosas sobre o Oceano Atlântico, uma quantidade cada vez maior de gelo formou-se sobre a aeronave.

No decorrer deste processo, outros sensores bem mais importantes foram danificados: os medidores de velocidade do ar, em forma de lápis, conhecidos como tubos pitot.

Especial Voo AF 447

Um após o outro, alarmes acenderam-se na cabine.

E, respectivamente, o piloto automático, o sistema automático de controle de turbina e os computadores de voo desligaram-se automaticamente. “Foi como se o avião estivesse sofrendo um acidente vascular cerebral”, afirma Gérard Arnoux, o presidente do sindicato dos pilotos franceses, o SPAF.

Os minutos finais do voo AF 447 tiveram início. Quatro minutos após o indicador de velocidade do ar ter falhado, o avião mergulhou no oceano, matando todas as 228 pessoas a bordo.

Poucos acidentes aéreos nos últimos anos deixaram tantos passageiros tão nervosos. “Como foi possível que um Airbus de uma companhia aérea aparentemente segura pudesse simplesmente desaparecer?”, questionavam eles.

Os passageiros da rota Rio-Paris ainda mostram-se intranquilos ao embarcar. Após o acidente, o número do voo foi trocado para AF 445.

Depois disso, vários passageiros que viajam frequentemente optaram por voar durante o dia para atravessar o Atlântico porque os pilotos podem reconhecer mais facilmente as frentes tempestuosas quando está claro.

Mais uma busca em grande escala dos gravadores de registros de voo, ou “caixas pretas”, deverá ter início nas próximas semanas.

Mais uma vez, uma área de cerca de 2.000 quilômetros quadrados de fundo montanhoso do oceano será varrida, parte dela com um submarino da cidade de Kiel, no norte da Alemanha. “Não devemos fazer especulações sobre as causas do acidente até que a busca seja concluída”, afirma Jean-Paul Troadec, o diretor da agência de investigação de acidentes aéreos francesas, a BEA.

Mas outros especialistas demonstram menos cautela ao tecer comentários. “Sabemos muito bem por que este acidente aconteceu”, afirma o sindicalista Arnoux.

“Um acidente como esse poderia ocorrer novamente”

No decorrer de vários meses de investigação, os especialistas coletaram indícios que lhes permitem reconstruir com relativa precisão o que ocorreu a bordo durante aqueles últimos quatro minutos.

A investigação também revelou uma falha de segurança que afeta todos os aviões a jato atualmente em serviço. “Um acidente como esse poderia ocorrer novamente”, avisa Arnoux.

Especialistas reconstruíram dezenas de incidentes envolvendo aeronaves Airbus para tentarem resolver o quebra-cabeças referente a este desastre específico.

Destroços e pedaços de aviões fornecem pistas cruciais para que se descubra por que a aeronave caiu. Investigadores de desastres aéreos também realizaram análises detalhadas das 24 mensagens automáticas de falhas que a aeronave enviou à sede da Air France por satélite no decorrer do acidente.

Uma mensagem em particular ,a última a ser transmitida antes do impacto ,poderia resolver o mistério que cerca o voo AF 447.

Uma meia-lua iluminava o Oceano Atlântico na noite de 31 de maio, proporcionando condições razoavelmente favoráveis para um voo através da zona de convergência intertropical.

É nesta zona que tempestades violentas se formam e colunas de nuvens grossas interpõem-se na rota como se fossem obstáculos em uma pista de corrida aérea.

Além do radar de bordo, a lua também ajuda os pilotos a identificar formações de nuvens perigosas e a tomar medidas apropriadas.

Na noite da tragédia, outros aviões desviaram-se da rota inicial e contornaram a zona perigosa.

Por que o voo AF 447 seguiu diretamente para o mortífero sistema tempestuoso? Seria possível que a tragédia tivesse começado antes mesmo de o avião ter decolado?

Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro, 18 horas no horário local: Preparação para a decolagem

O capitão Marc Dubois, 58, segue o plano de voo do AF 447: ele anota um peso inicial de 232,757 toneladas no computador de bordo, ou 243 quilogramas menos do que o peso máximo permitido para o A330.

As equipes de solo colocaram 10 toneladas de volumes, juntamente com as bagagens dos passageiros, no compartimento de carga do avião.

Dubois verificou que mais de 70 toneladas de querosene foram bombeados para os tanques de combustível. Isso parece muito, mas não é, já que o avião consome até 100 quilogramas de querosene por minuto. As reservas de combustível não proporcionam muita autonomia extra.

  • Airbus A330-200 saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris

É somente por meio de um truque que o capitão é capaz de alcançar Paris com mais do que as reservas legais mínimas de querosene que precisam estar nos tanques do avião no momento da chegada à capital francesa.

Uma brecha na legislação permite que ele anote Bordeaux – que fica várias centenas de quilômetros mais perto do que Paris ,como o destino fictício durante os seus cálculos de combustível.

“Por causa disso, não seria mais possível fazer nenhum grande desvio”, explica Gerhard Hüttig, piloto da Airbus e professor do Instituto Aeroespacial da Universidade Técnica de Berlim.

Na pior das hipóteses, o piloto teria que parar e reabastecer o avião em Bordeaux, ou talvez até mesmo em Lisboa. “Mas os pilotos relutam em fazer algo como isso”, acrescenta Hüttig.

Afinal, trata-se de algo que encarece o voo, provoca atrasos e desagrada os diretores da companhia aérea.

Após a decolagem, Dubois conduz rapidamente o avião para uma altitude de cruzeiro de 10,6 mil metros, uma altitude conhecida como “nível de voo 350”, informou o piloto. Essa seria a sua última comunicação com o mundo exterior.

Primeiro minuto: os sensores falham

É difícil imaginar uma situação mais precária, até mesmo para pilotos com nervos de aço: voar através de uma violenta tempestade que sacode o avião inteiro enquanto a luz de indicação principal começa a piscar no painel de instrumentos à sua frente.

Um alarme agudo soa, e toda uma série de mensagens de erro de repente começa a piscar no monitor de voo.

A tripulação imediatamente reconhece que os três indicadores de velocidade do ar exibem valores diferentes um do outro. “Uma situação como essa termina bem em cem ocasiões, mas mal em uma”, afirma Arnoux, ele próprio piloto de um Airbus A320.

O piloto responsável conta agora com muito pouco tempo para escolher o ângulo de voo e a potência de turbina corretos.

Esta é a única maneira de ele garantir que continuará voando em um curso estável e que manterá um fluxo de ar contínuo pelas asas caso não saiba a velocidade real do avião.

O copiloto precisa, portanto, verificar os dois valores seguros na tabela contida no manual relevante – pelo menos assim diz a teoria.

“Na prática, o avião é sacudido com tanta intensidade que você tem dificuldade para encontrar a página certa no manual, e muito menos para decifrar o que está escrito nela”, diz Arnoux. “Em situações como essa, é impossível descartar a ocorrência de erros”.

Perigo de acúmulo de gelo

Os especialistas em tecnologia aeroespacial há muito sabem como é perigosa a falha dos indicadores de velocidade do ar devido ao acúmulo de gelo nos tubos pitot. Em 1998, por exemplo, um Airbus da Lufthansa que voava em círculos sobre o Aeroporto de Frankfurt perdeu o seu indicador de velocidade do ar, e uma potencial tragédia só foi evitada quando o gelo derreteu à medida que o avião desceu.

Naquela ocasião, os investigadores de acidentes aéreos alemães do Birô Federal Alemão de Investigação de Acidentes com Aeronaves (BFU, na sigla em alemão) em Braunschweig, exigiram que as especificações dos tubos pitot fossem modificadas para possibilitar o “voo irrestrito em condições severas de acúmulo de gelo”.

Em 2005, a companhia aeroespacial francesa Thales, que fabrica os tubos pitot utilizados no voo AF 447, criou um grupo de projeto chamado Adeline para buscar novas soluções técnicas para o problema.

Segundo um documento da Thales, a perda de indicadores de velocidade do ar “poderia provocar quedas de aeronaves, especialmente em casos nos quais os sensores sofressem acúmulo de gelo”.

A fabricante de aviões Airbus estava ciente dos problemas com os tubos pitot da Thales. Uma lista interna da empresa revela que, somente entre maio e outubro de 2008, houve nove incidentes envolvendo esses equipamentos.

Mais de dois meses antes do desastre da Air France, a questão foi abordada em uma reunião entre a Airbus e a Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA). No entanto, a EASA decidiu não proibir o uso dos tubos de pitot especialmente susceptíveis a erros fabricados pela Thales.

Na verdade, o problema com os indicadores de velocidade do ar são mais profundos. Até hoje, as organizações relevantes para a concessão de licenças ainda só testam os tubos pitot até uma temperatura mínima de 40ºC negativos e uma altitude máxima de 9.000 metros.

Essas especificações completamente antiquadas remontam a 1947 – antes, portanto, do surgimento dos aviões a jato.

Além do mais, a maioria dos incidentes ocorridos nos últimos anos, incluindo aquele envolvendo o fatídico voo AF 447, ocorreu a altitudes superiores a 10 mil metros.

Segundo minuto: Perda de Controle

Será que os pilotos do voo AF 447 sabiam das falhas de indicadores de velocidade do ar experimentadas por colegas em nove outras aeronaves pertencentes à sua própria companhia aérea?

A Air France de fato distribuiu uma nota sobre isso a todos os seus pilotos, apesar de ela fazer parte de várias centenas de páginas de informações que os pilotos encontram nas suas caixas de e-mail todas as semanas. Uma coisa é certa: os pilotos do AF 447 nunca fizeram em um simulador de voo um treinamento referente a uma falha do indicador de velocidade do ar a grande altitude.

A situação na cabine tornou-se ainda mais difícil pelo fato de o computador de voo do A330 ter se colocado em uma espécie de programa de emergência.

O cérebro digital do avião geralmente supervisiona todas as atividades dos seus pilotos ,pelo menos enquanto os seus sensores fornecem dados confiáveis. Sem uma leitura de velocidade, o computador meio que joga a toalha, o que não torna as coisas fáceis para os pilotos.

“Subitamente o piloto tem uma sensação totalmente diferente aos controles”, explica o especialista em voo Hüttig.

A grande complexidade dos sistemas do Airbus fazem com que seja difícil controlá-lo em fases críticas do voo. Seria mais fácil para os pilotos se estes pudessem simplesmente desligar o computador durante situações críticas, como é possível fazer nos aviões da Boeing.

Os tubos pitot às vezes também falham em aeronaves Boeing. Quando “Der Spiegel” entrou em contato com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), o órgão que fiscaliza os voos civis naquele país, ela confirmou que houve oito incidentes do gênero em aviões Boeing 777, três em um 767, um em um 757 e um outro em um Jumbo (747).

A Boeing está atualmente conduzindo um estudo sobre os efeitos na segurança provocados pelo “congelamento a grande altitude dos tubos pitot em todos os modelos da sua linha de produção”, diz a porta-voz da FAA, Alison Duquette.

Entretanto, a FAA não identificou “nenhuma situação referente à segurança” durante esses incidentes.

Poderia então o computador de voo, que é difícil de ser controlado durante emergências, ter de fato contribuído para a perda de controle por parte dos pilotos do Airbus? Os especialistas em aviação Hüttig e Arnoux estão exigindo uma investigação imediata no sentido de determinar como o sistema da Airbus reage a uma falha dos seus sensores de velocidade do ar.

Reação inesperada

No início de março, o BFU da Alemanha deverá publicar os resultados da sua investigação do quase acidente com um avião A320 da Lufthansa ocorrido dois anos atrás no Aeroporto Fuhlsbüttel, em Hamburgo, um relatório que sem dúvida será desconfortável para a Airbus.

Naquele incidente, uma reação inesperada do computador de voo fez com que a asa esquerda do avião tocasse a pista durante a aterrissagem. A BFU deverá emitir 12 recomendações de segurança, algumas das quais relativas aos programas de computador da Airbus.

Até o momento, ainda não se sabe quem estava nos controles do avião da Air France nos seus minutos finais. Teria sido o experiente comandante de voo, Dubois, ou um dos dois primeiro-oficiais? Geralmente, o capitão recolhe-se à sua cabine para descansar um pouco após a decolagem.

De fato, certas evidências sugerem que o capitão não estava no assento de comando no momento do desastre: o corpo dele foi resgatado no Oceano Atlântico, enquanto que os dos dois copilotos desceram até o fundo do oceano, presos aos seus assentos. Isso sugeriria que Dubois não estava usando cinto de segurança.

Ao contrário do que ocorre em muitas outras companhias aéreas, na Air France é uma prática comum o menos experiente dos dois copilotos sentar-se na cadeira do capitão quando este não a está ocupando.

O copiloto experiente permanece no seu assento do lado direito da cabine de comando. Sob circunstâncias normais, não há nenhum problema, mas em situações de emergências esta prática pode aumentar a probabilidade de um desastre.

Consequentemente, foi provavelmente o terceiro piloto da aeronave, Pierre-Cédric Bonin, um arrojado iatista, que teria conduzido a aeronave para o seu destino fatal.

A mulher de Bonin também estava a bordo, mas os dois filhos do casal estavam em casa com o avô.

Terceiro minuto: Queda Livre

Pouco depois da falha do indicador de velocidade do ar, o avião ficou fora de controle e perdeu a sustentação (um processo conhecido como “stall”). É de se presumir que o fluxo de ar sobre as asas não foi capaz de gerar “lift”, ou pressão aerodinâmica para cima.

Arnoux, do sindicato dos pilotos, acredita que o avião caiu em direção ao mar a uma velocidade de cerca de 43 metros por segundo (151 km/h) – o que é quase a mesma velocidade de um paraquedista em queda livre.

A versão de Arnoux para os acontecimentos baseia-se em parte no momento da transmissão de uma mensagem de erro referente à equalização da pressão entre a cabine e o exterior do avião, o que geralmente acontece a 2.000 metros de altitude. Se o avião tivesse mergulhado de nariz, esse alarme teria sido disparado antes.

“Ele levou quase exatamente quatro minutos para descer em queda livre da altitude de cruzeiro até o nível do mar”, explica Arnoux.

De acordo com este cenário, os pilotos teriam sido obrigados a observar impotentes os acontecimentos enquanto o avião perdia a sustentação.

Essa teoria é apoiada pelo fato de o avião ter permanecido intacto até o fim. Tendo em vista toda a turbulência, é portanto possível que os passageiros não tenham sabido o que estava acontecendo.

Além do mais, as comissárias de bordo não se encontravam sentadas nos seus assentos de emergência, e os coletes salva-vidas permaneceram intocados.

“Não existe nenhuma evidência de que os passageiros tenham sido preparados para um pouso de emergência”, afirma Jean-Paul Troadec, o presidente da BEA.

Essas inscrições aparentemente insignificantes nos relatórios de alerta transmitidos pela aeronave revelam como os pilotos lutaram desesperadamente para manter o controle sobre o avião. Elas dizem, “F/CTL PRIM 1 FAULT" e "F/CTL SEC 1 FAULT".

Esse trecho meio enigmático sugere que os pilotos tentaram desesperadamente reiniciar o computador de voo. “É como tentar desligar o motor do seu carro e ligá-lo de volta em uma estrada durante a noite a 180 quilômetros por hora”, diz Arnoux.

A tentativa de ressuscitar o computador de bordo não teve sucesso.

Durante os últimos 600 metros que antecederam o impacto, os esforços dos pilotos teriam sido acompanhados das ordens aterrorizantes emitidas por uma voz masculina automatizada: “Terrain! Terrain! Pull up! Pull up!” (“Solo! Solo! Suba! Suba!”).

Quarto minuto: Impacto

Mais de 200 toneladas de metal, plástico, querosene e corpos humanos chocaram-se contra o mar.

A enorme intensidade do impacto é descrita no relatório pericial, que descreve com detalhes gráficos como pulmões foram dilacerados e ossos fragmentados em toda a extensão.

Alguns passageiros foram cortados ao meio pelos seus cintos de segurança.

Grande parte dos destroços que foi recuperada tem no máximo um metro quadrado.

As linhas de fissura tem um ângulo bem visível. Isso demonstra que o avião não mergulhou verticalmente no mar, mas sim que chocou-se contra a água como uma mão aberta, com o nariz da aeronave elevado em um ângulo de cinco graus.

Especialmente interessante é a grande cauda do avião, que foi retirada do oceano pela marinha brasileira.

Ela foi arrancada da sua base e arremessada para frente.

A partir disto é possível deduzir que o movimento do A330 foi interrompido subitamente com uma força mais de 36 vezes superior àquela da gravidade, ou 36g.

Embora a Airbus continue a minimizar a significância dos tubos pitot na queda do seu A330, depois do desastre os engenheiros da companhia desenvolveram novas tecnologias que detectarão a falha dos sensores de velocidade do ar antes mesmo da decolagem.

A Airbus registrou uma patente para esta tecnologia nos Estados Unidos em 3 de dezembro de 2009.

Segundo o texto da inscrição para a patente, erros nas medições de velocidade “podem ter consequências catastróficas”.

Há vários anos a Airbus oferece aos seus clientes um programa especial de segurança , chamado “Buss” - a um custo de 300 mil euros (R$ 743 mil) por aeronave. Se o indicador da velocidade do ar falhar, esse software mostra ao piloto o ângulo segundo o qual ele deve orientar o avião.

Até o momento a Air France vem optando por não investir neste equipamento opcional extra para a sua frota.

Fonte:UOL Notícias/por:Gerald Traufetter-Matéria publicada em 26/02/2010

Voo 447: retomadas as buscas da caixa-preta

Voo 447: retomadas as buscas da caixa-preta

A terceira e provavelmente última fase de buscas das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Atlântico em 31 de maio do ano passado terá início no próximo domingo (28).

Os dois navios - Anne Candies (Estados Unidos) e Seabed Worker (Noruega - foto acima) , que irão auxiliar nas investigações já estão no Recife.

Segundo o Escritório de Investigações e Análise (BEA), órgão francês que investiga o acidente, o principal objetivo é encontrar a caixa-preta da aeronave. Sem o equipamento, será impossível identificar as reais causas do acidente.




O avião, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, caiu a cerca de 1.500 km do Recife, matando as 228 pessoas a bordo. Às 23h14 do dia 31 de maio, a aeronave emitiu uma mensagem automática de despressurização e pane elétrica.

As últimas buscas foram interrompidas em agosto do ano passado.

Segundo Jean-Paul Troadec, diretor do BEA, esta etapa é considerada a mais importante.

Os dois navios trazem o que há de mais moderno em tecnologia ,três robôs submersíveis teleguiados remotamente com localizadores sonares que podem fazer buscas em até quatro mil metros de profundidade.

A área de busca também foi reduzida em até dez vezes, ficando restrita a dois mil quilômetros quadrados. A estimativa é de que essa fase dure cerca de 32 dias. "A área do acidente é muito acidentada, o que dificulta as buscas, mas estamos otimistas", afirmou Jean-Paul.

Especialistas internacionais estarão a bordo dos navios, entre eles técnicos da Airbus e da Air France e investigadores dos Estados Unidos, Alemanha e Noruega.

Autoridades brasileiras não participarão diretamente das buscas. A nova fase custará 10 milhões de euros e será financiada em partes iguais pela Air France e pela Airbus, construtor do A330.

As causas do acidente com o voo 447 ainda são desconhecidas. O último relatório técnico, divulgado no dia 17 de dezembro, indicou falhas nas chamadas sondas pitot, que medem a velocidade das aeronaves em voo, mas descartou que o problema tenha sido a causa do acidente.

De acordo com o investigador-chefe da operação, Alain Bouillard, até hoje não há registro de que a caixa-preta de um avião tenha sido encontrada tanto tempo depois do acidente.

Caso o equipamento seja achado, será um episódio único. Nesse caso, o artefato será imediatamente enviado para a França.



Fonte:desastresaereosnews

13/10/2009

Diretor de investigação francês do voo 447 deixa o posto

Diretor de investigação francês do voo 447 deixa o posto


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Paul-Louis Arslanian anunciou sua aposentadoria.

Queda de aeronave da rota Rio-Paris, em maio, deixou 228 mortos.

O homem que dirigia o Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA), da França, Paul-Louis Arslanian, não comanda mais a tarefa de elucidar a tragédia do voo Air France 447.

No momento em que as críticas ao trabalho de apuração que comandava eram mais veementes, o engenheiro anunciou sua aposentadoria.

Em seu lugar, caberá ao também engenheiro Jean-Paul Troadec, de 60 anos, explicar o acidente com a aeronave que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, em 31 de maio, assim como as 228 mortes causadas pela queda.

Air France voo 447: cobertura completa


A substituição foi anunciada em uma discreta nota oficial publicada no site do BEA.

Em breves dois parágrafos, o texto informa apenas que Paul-Louis Arslanian se aposenta, mas "continuará a colaborar com o BEA, a pedido de Dominique Bussereau, secretário de Estado dos Transportes".


A mudança no órgão francês veio à tona no momento em que as críticas ao trabalho de investigação das causas do acidente com o voo AF 447 são mais fortes.

Desde seu primeiro pronunciamento após o acidente, Arslanian previu uma investigação "longa e difícil" e minimizou a importância do congelamento dos pitots - sondas cujos dados são essenciais para orientar a tripulação e os sistemas eletrônicos de navegação.

No dia 4, um estudo produzido por dois pilotos veteranos, Gérard Arnoux, também presidente do Sindicato de Pilotos da Air France, e Henri Marnet-Cornus, apontaram as falhas dos pitots como a única origem do acidente do Airbus A330.

A acusação, que recebeu destaque na mídia francesa, também recriminava os órgãos de aviação civil por não terem tomado providências diante das falhas, recorrentes desde 2008, dos sensores feitos pela Thales Avionics.

Aposentadoria

No dia seguinte, a aposentadoria de Arslanian foi decidida.

O Estado tentou em vão entrevistá-lo em diferentes oportunidades.

Em seu lugar, a porta-voz do BEA, Marine Del Bono, respondeu ontem que as críticas e a substituição no comando do órgão não têm relação. "Não existe vínculo algum entre a decisão de Arslanian e o acidente.

A lei francesa autoriza a aposentadoria aos 65 anos, idade que ele alcançou", justificou, reiterando: "O secretário dos Transportes pediu que ele continue colaborando nas investigações." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


fonte:G1.com/foto naval.com.br

03/08/2009

Parentes de vítimas do voo 447 vão pedir que Brasil investigue o acidente

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Cerca de 30 pessoas participaram de reunião neste sábado (1º).
Associação quer realizar culto ecumênicos com todas as famílias.

Fonte:G1.com/Por:Alba Valéria Mendonça do G1, no Rio


Em reunião realizada neste sábado (1º), parentes das vítimas brasileiras do acidente com o Airbus da AirFrance decidiram que vão entrar, na próxima semana, com uma ação no Ministério Público Federal e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pedindo a participação de autoridades brasileiras na investigação do acidente.

Cobertura completa: voo 447

Eles lembraram os dois meses do acidente do voo 447, que caiu no Oceano Atlântico, matando 228 pessoas. O avião fazia o trajeto Rio-Paris.

Autoridades ausentes

O presidente da Associação de Parentes de Vítimas do Voo 447, Nelson Marinho, lamentou a ausência na reunião de representantes da Air France e do embaixador francês designado para acompanhar as investigações. Eles compareceram nas reuniões realizadas por parentes de vítimas na França e na Alemanha.

Marinho disse também que os parentes querem ajuda das autoridades francesas e brasileiras para a realização de um culto ecumênico em homenagem às vítimas, no local onde o avião teria caído.

"As autoridades realizaram uma homenagem mas sem os parentes porque não houve tempo de avisar as famílias. Agora, queremos que seja realizado um culto ecumênico, mas que nos seja informado com dois meses de antecedência para que todos possam participar. Também vamos precisar de ajuda com transporte", disse Marinho.

Condenação

Mais de um mês após o acidente com o Airbus da Air France, a desembargadora Denise Levy Tredler, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), condenou, no dia 17 de julho, em segunda instância, a Air France a pagar tratamento psicológico e psiquiátrico de viúva e dos três filhos do empresário Walter Nascimento Carrilho Júnior, que estava no voo 447. Segundo o TJ, ainda cabe recurso.

De acordo com o TJ-RJ, a desembargadora determinou que a viúva e os três filhos, que dependiam financeiramente do empresário, terão direito a receber, por mês, o valor equivalente à renda mensal líquida da vítima, para custear os tratamentos durante 24 meses. O tribunal não soube dizer o valor exato da indenização.

A Air France informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não tinha sido notificada oficialmente da decisão, e assim que isso acontecer a empresa vai responder pelas vias judiciais.

Parentes oficializam associação

No dia 15 de julho, parentes dos passageiros brasileiros que morreram a bordo do voo 447 da Air France oficializaram a criação da Associação de Parentes de Vítimas do Voo 447, no Rio de Janeiro.

A associação, que começou com o apoio de 12 famílias, já conta com 23 associados, que representam as 42 famílias dos 58 passageiros brasileiros que estavam no voo. As pessoas que estiverem interessadas em compor a associação podem entrar em contato com o grupo pelo e-mail info@afvv447.org.

De acordo com Marinho, as informações repassadas pela Air France para as famílias são cada vez mais escassas e desencontradas.

Com a associação, as famílias brasileiras poderão estabelecer um intercâmbio para a troca de informações com outras associações criadas na França e na Alemanha.


Um breve comentário

Com todo respeito as vítimas a aVça Excelencia Dra desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ),tal condenação é um tanto estranha pois num caso de acidente aéreo é de prache algumas medidas imediatas com relação e principalmente aos familiares das vítimas : instala-se de imediato uma sala de crise para organizar e delegar um porta voz da empresa a fim de colocar todas as informações relacionadas ao acidente a disposição dos familiares e somente a estes, organiza-se todos os atentimentos prioritários aos familiares tanto de translados ,como despesas com alimentação,atendimentos médicos e psiquiátricos, e hospedagens ,sempre priorizando nos primeiros momentos o atendimento aos familiares,e posteriormente cabendo uma indenização estipulada pelo orgão internacional de aviação civil para tais casos (OACI).

Como é da natureza do ser humano sempre exigir a punição e o apontamento de culpados,fica claro que a politização do setor aéreo esta prejudicando e muito principalmente o setor de segurança na aviação civil pois sempre em casos com estes e outros que aconteceram ,aparecem sempre personagens querendo seus 5 minutis de fama e sem o menor respeito principalmente aos familiares das vítimas se pronunciam como nada mais nada menos que papagaios de pirata,dizendo e fazendo as maiores asneiras sem o menor senso de respeito ,competência e responsabilidade ,podemos tirar como exemplo a recente tragédia do Voo-447 da Air France,onde temos a filosofia do "PROCURA-SE CULPADOS",antes mesmo de se encontrar os primeiros indicios de destroços do acidente, apareceu um delegado de policia dando entrevista sobre as possíveis causas do acidente e eventuais implicações.

Sabemos que em uma investigação de acidente aéreo deve-se apontar as possíveis causas e não os culpados ,oque causa preocupação são as consequencias que tais investigações sem profissionais competentes na area podem causar,desviando o foco das possíveis causas os possíveis culpados.

esta havendo uma troca de profisionais especializados em investigar acidentes por rpofissionais especializados em "mandar os culpados para a cadeia" e quem irá pagar a conta do prejuizo".

estamos criminalizando e politizando os acidentes aeronauticos,além de delegados promotores ,e representantes dos parentes das vítimas temos que aturar as comissões de vereadores,deputados,senadores e outros papagaios de pirata.

lembrando novamente o recente caso do acidente com o avião da Gol Linhas Aereas que se chocou com o jato Legacy de uma ampresa de taxi aereo americana onde temos como exemplo as cenas lamentáveis de deputados e senadores que se intrometeram nas investigações ,ficando claro as imagens de figuras politicas umas mais exóticas do que as outras,delegados de policia dando voz de prisão para tripulantes e passageiros (Legacy americano)inclusive tentando assumir o comando das investigações que é competência da aeronautica.

Cenas como estas e outros lamentaveis vexames cometidos pelos nossos politicos tentando tomas as rédeas da situação como no caso do acidente da TAM que se acidentou em Congonhas ,protagonizando sejas típicas de comédia de "Os Trapalhões" as portas do NTSB americano.Uma Senadora incinuando que a Aeronautica teria que entregar as informações colhidas das investigações,exemplo típico de uma falta de ética ,arrogancia e iginorância de tais politicos.

devemos mais uma vez aqui lembrar que a filosofia que sempre norteou a investigação de acidentes aeronauticos é de não apontar culpados e sim apontar as devidas falhas e fatos para futuras correções a fim de evitar novos acontecimentos e com isso aumentar o nivel de segurança na aviação.

Não podendo ser tratado por leigos tentando entender oque não se explica,tem que haver especialização,experiência e doutrina .

São compreensíveis as cobranças por parte dos familiares ou da opinião pública quanto ao esclarecimento de tragédias de qualquer natureza,porém o melhor que se pode fazer ,em respeito tanto as vítimas quanto aos familiares é ter o respeito e trabalhar para um melhor esclarecimento de tais tragédias com a máxima serenidade possivel a fim de esclarecimento dos fatos.

Fonte:G1.com

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23/07/2009

Pilotos da Air France ameaçam greve

Pilotos da Air France ameaçam greve por mais segurança



Quatro sindicatos enviaram carta à empresa pedindo mudaças na organização e nos procedimentos em relação à segurança.

Fonte:G1.com /com informações da BBC


Quase dois meses após o acidente com o voo 447 da Air France, quatro sindicatos de pilotos da companhia aérea ameaçaram convocar uma greve se não forem tomadas "medidas visíveis" para reforçar a política de segurança da empresa.

Em uma carta enviada ao diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, os pilotos pedem que o prazo de manutenção dos tubos Pitot, que medem a velocidade do avião, seja reduzido de 18 para seis meses.

Eles ameaçam cruzar os braços partir de setembro se essa e outras reivindicações não forem adotadas com urgência.

A carta foi enviada por quatro sindicatos de pilotos da Air France, que representam cerca de 30% da categoria.

Falhas nos sensores de velocidade do Airbus A330 da Air France já foram identificadas pelo BEA, o órgão francês que investiga a catástrofe, "como um dos elementos, mas não a causa do acidente", que ainda não foi determinada.

Sindicatos de pilotos da Air France já haviam ameaçado fazer greve em junho se a companhia aérea não trocasse os sensores de velocidade de sua frota de aviões Airbus A330 e A340, o que já foi realizado.

Outras medidas

Na carta, os pilotos também pedem à direção da empresa uma formação técnica em um simulador específico para constatar na prática os procedimentos de emergência enfrentados pela tripulação do voo 447 no momento em que o avião perdeu o controle.

Os pilotos exigem até uma nova organização administrativa da companhia em termos de segurança dos voos. Eles alegam que o desaparecimento do voo 447, que decolou do Rio de Janeiro no dia 31 de maio com 228 pessoas a bordo, não foi tratado internamente de maneira adequada.

Os quatro sindicatos de pilotos (Alter, Rway, Spaf e UNPL) também pedem a criação de uma diretoria de segurança dos voos na empresa, que ficaria sob a autoridade direta do presidente da companhia aérea.

A diretoria da Air France e os responsáveis da aviação civil só foram informados sobre o desaparecimento do voo seis horas após o ocorrido.

O BEA está investigando por que os alertas de emergência somente foram dado seis horas após o desaparecimento do avião, que caiu sobre o oceano Atlântico.

Os sindicatos da categoria pedem mudanças nas equipes de tripulação para evitar que um voo com mais de duas horas de duração seja efetuado com apenas duas pessoas no cockpit (o comandante e o co-piloto), como ocorre normalmente na Air France.

Eles solicitam que os voos de longa duração sejam feitos com pelo menos três pilotos a bordo.

Na carta, os sindicatos afirmam que a segurança deve ser a primeira prioridade da Air France, "independentemente da redução de custos".

21/07/2009

Familiares de vítimas do AF 447 vão processar Airbus

Familiares de vítimas do AF 447 vão processar Airbus nos EUA

Prosseguem as buscas pelo Airbus A330

Ainda que as causas do acidente com o A330 da Air France jamais venham ser realmente conhecidas, para as famílias das vítimas os caminhos para minorar a dor das perdas que sofreram estão abertos. Isso porque para o direito, em qualquer país, não há distinção sobre o motivo do desastre quando o que conta realmente é a morte de quem era transportado.

Um dos maiores estrategistas do mundo nesse tipo de processo judicial esteve nessa segunda-feira no Rio de Janeiro para discutir com parentes de vítimas do voo AF 447 e deixou claro esse recado: não importam as causas, o fabricante tem o ônus.

O mexicano George Hatcher integra a equipe de um escritório de advocacia (Masry & Vittoe), cuja expertise mundial é a de arrancar de empresas de transporte somas altíssimas, a maioria das vezes, em acordos judiciais, como indenização por danos morais.

Hatcher costuma fazer extensas investigações particulares antes de se decidir por recomendar que o escritório atue nesse ou naquele incidente.

No caso do desastre do Atlântico, cujo montante de pagamentos pode alcançar o valor recorde de US$ 700 milhões de dólares, o veredito já foi dado.

"Vamos processar a Airbus.Tenho uma lista de 700 pilotos com os quais costumo discutir. Dois deles são comandantes da ativa do A330 e, embora não se conheçam, disseram a mesma coisa: foram os computadores defeituosos os responsáveis pela perda da aeronave.

O Airbus, na avaliação deles, é um projeto defeituoso", definiu o consultor, cuja atuação junto às famílias de vítimas do acidente com o Airbus da TAM em Congonhas o levou a um processo em fase adiantada em uma corte da Flórida, nos EUA.

São 77 famílias representadas pelo escritório e uma vitória já alcançada, que foi o acordo com a companhia aérea.

O que define o caso é o fato de que algo falhou e que o passageiro nada podia fazer para alterar esse quadro.

As companhias tem noção disso e tentam jogar com o tempo e com a possibilidade do menor dispêndio de dinheiro possível. A escolha dos tribunais americanos, especialmente na Flórida, segue a lógica da possibilidade de sucesso.

O consultor garante que lá, em casos como o do AF 447 ou do A320 da TAM, decisões são mais céleres e rígidas.

A idéia de ingressar com uma ação na França não está descartada, mas os EUA seguem como a 1ª opção. A justiça brasileira é séria, na avaliação do especialista, mas demorada. A remuneração do escritório segue as mesmas regras das demandas trabalhistas, com o cliente arcando com custos após a sentença. Os advogados ficam com 30%.

"As cortes da Flórida são rigorosas, tem uma simpatia pelo drama das famílias e não perdem tempo. Os acordos nos EUA são os mais altos no por isso. No caso do acidente de Congonhas são processos que somam US$ 100 millhões e a audiência na corte já está marcada, para março de 2010.

Fizemos um acordo parcial com a TAM, mas há outros réus, como a BFGoodrich, responsável pelos freios, e a Pratt&Whitney, fabricante das turbinas, uma das quais estava com o reverso quebrado", disse.

A ação relativa ao caso da Air France deve ser aberta também na Flórida, onde há um centro de treinamento do consórcio europeu e um escritório comercial.

"Incluiremos também a Honeywell, que fabricou os computadores e os produtore dos softwares. Desde 2001 há alertas sobre essa questão nos aviões e nada mudou. Foram feitos 5,2 mil jatos pela Airbus até hoje e eles já tiraram 2,6 mil vidas, 600 em três desastres", acrescenta.

O mais complicado é calcular o valor de cada indenização, valor que leva em conta fatores, como idade, expectativa de vida ativa, etc. "Para a Justiça americana, não há limite para esse valor", completa Hatcher, que conhece todos os representantes nos 77 processos relativos à TAM. "Conversei muito com todos eles esse tempo", disse.

Fonte: JB Online/Pelo Portal Terra


12/07/2009

Retificado numeros de corpos identificados do voo 447 da Air France

Air France voo 447

Número de corpos identificados foi retificado para 50.
Segundo investigações, avião não foi destruído durante o voo.

Do G1, em São Paulo


Um Airbus da Air France que partiu do Rio no dia 31 de maio em direção a Paris caiu sobre o Oceano Atlântico. O voo AF 447 levava 228 pessoas.

As investigações dos motivos do acidente indicam a princípio que o avião não foi destruído durante o voo.


Fonte :G1.com

29/06/2009

Comunicação sobre acidente AF447 é alvo de críticas

Comunicação sobre acidente com voo AF447 é alvo de críticas

Air France flight AF447 crash



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A comunicação de informações relativas à investigação sobre o acidente com o voo 447 da Air France entre Rio e Paris vem sendo criticada no Brasil e na França por uma parte da comunidade aeronáutica e das famílias das vítimas, para as quais a Air France e o BEA vêm minimizando a responsabilidade das sondas Pitot na catástrofe.

O Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), que até agora deixou vazar poucos elementos sobre o avanço das investigações, vai divulgar na quinta-feira um primeiro relatório sobre a investigação, um mês após o acidente. O Airbus A330 da Air France caiu no oceano Atlântico em 31 de maio, deixando 228 mortos, dos quais 72 franceses.

"Todas as respostas serão fornecidas a partir do momento em que estiverem disponíveis. Os únicos elementos sobre os quais podemos nos basear são os que levamos a público", repetiu o presidente do BEA, Paul-Louis Arslanian, precavendo-se contra "aqueles que constroem explicações com base nesse conjunto instável".

O site da Internet Eurocockpit (www.eurocockpit.com), alimentado por pilotos, mecânicos, funcionários de navegação e controladores aéreos, propôs diversas explicações.

Com base nas 24 mensagens do sistema automático (Acars) transmitidas nos últimos quatro minutos de voo do A330 e que o site diz ter recuperado, ele afirma que não há dúvida alguma quanto ao fato de que o congelamento das sondas Pitot tornou a aeronave impossível de pilotar à noite e numa zona de tempestade.

As mensagens Acars não foram divulgadas na íntegra pela BEA. Numa coletiva de imprensa dada em 6 de junho, Paul-Louis Arslanian mostrou apenas extratos das mensagens, que podiam ser interpretados de diversas maneiras.

Incoerência nas velocidades
A análise dessas mensagens, diz o BEA, indica realmente uma "incoerência nas diferentes velocidades medidas", mas esta não seria forçosamente uma causa do acidente.

A Air France e a Airbus descartaram a tese das sondas Pitot em suas intervenções sobre o assunto. O diretor geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, "não está convencido" de que elas tenham tido envolvimento no acidente.

"O problema das sondas não pressagia as causas reais do acidente", diz seu homólogo da Airbus, Fabrice Brégier.

Para a BEA, a tempestade atravessada pelo A330 entre o Rio de Janeiro e Paris é um elemento tão válido quanto a perda de informações sobre a velocidade, porque foi "confirmado".

As condições meteorológicas "muito difíceis" foram mencionadas por Arslanian desde 3 de junho e lembradas em cada encontro com a imprensa.

Esse elemento é igualmente citado pelo diretor do Museu do Ar e do Espaço de Le Bourget, Gerard Feldzer, em artigo publicado no Le Monde em 14 de junho.

"Como e quando o avião entrou nessa tempestade?", perguntou o ex-comandante de bordo e instrutor de Airbus na Air France. Os tubos Pitot "não podem explicar sozinhos as razões da tragédia", ele acrescentou.

Menos de dez horas após o acidente, a Air France, pelo seu diretor de comunicação, aventou a probabilidade de um relâmpago ter atingido o avião. Os sindicatos de pilotos lembram que nenhum acidente na história da aviação civil foi atribuído a um relâmpago e que um avião é atingido por relâmpago em média uma vez a cada 1,5 mil horas de voo.

Em 6 de junho, depois de fazer uma análise da situação na zona no momento da passagem do avião, a Météo France declarou que as condições meteorológicas gerais tinham sido "normais para um mês de junho".

Um meteorologista norte-americano, Tim Vazques (www.weathergraphics.com/tim/af447) observou que nenhum clarão de relâmpago foi observado na zona, e o mesmo foi dito por um co-piloto do voo AF 459 de São Paulo a Paris que passou pelo local 20 minutos após o AF 447.

O comandante desse voo disse ao Le Figaro que "os mapas por satélite indicavam uma zona de tempestade, mas nada de preocupante". Para evitar uma massa de nuvens particularmente ativa, ele precisou, entretanto, manipular seu radar, coisa que nem todos os pilotos fazem sistematicamente.

"Filtragem" das informações
Quando, após as primeiras análises das mensagens automáticas, a Airbus lembrou os procedimentos a serem seguidos quando as indicações de velocidade contêm erros, os pilotos se revoltaram. Esse lembrete foi visto como um questionamento da atuação do comandante do voo AF 447.

O sindicato minoritário Alter exigiu a substituição das sondas Pitot em todos os aviões A330 e A340, o que foi feito muito rapidamente pela Air France, mas sem comunicar o fato ao sindicato ou à imprensa. O Alter e a mídia tomaram conhecimento da substituição das sondas pelo sindicato majoritário dos pilotos, o SNPL.

Um dos advogados da associação de famílias das vítimas disse que as famílias não estão chocadas com a escassez de informações divulgadas sobre a investigação, mas com a falta de acompanhamento psicológico.

"Posso compreender o fato de o BEA não divulgar informações. Posso compreender as tentativas de fazer com que isso não tenha desdobramentos comerciais. Humanamente, porém, não houve apoio", disse o advogado Sylvain Maier.

Stéphanie Bottai, advogada da primeira família a ter aberto uma ação cível, afirmou que "certas famílias de vítimas sentem que nem toda a verdade vem sendo dita" e "constatam uma manifesta filtragem das informações".

Cerimônia homenageia vítimas do voo 447



Em um ato ecumênico, os militares jogaram flores no mar para lembrar as 228 pessoas que estavam a bordo do avião da Air France. Até agora, 51 corpos foram encontrados no mar.

Fonte:G1.com

27/06/2009

Anunciado fim das buscas do voo AF 447

Anunciado fim das buscas às vítimas do AF 447




Depois de 26 dias, os comandos da Aeronáutica e da Marinha decidiram encerrar a operação de buscas por corpos ou despojos das vítimas do voo 447 da Air France.

Segundo a Agência Brasil, apesar do emprego de 12 aviões e 11 navios militares, nenhum corpo foi encontrado nos últimos nove dias. Os despojos que somente ontem a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco confirmou serem da 51ª vítima, haviam sido retirados do mar no último dia 17.

Até agora 51 corpos foram resgatados e 177 vítimas permanecem desaparecidas.

Fonte:Panrotas online
Video:G1.com

24/06/2009

SENEGAL ENCERRA BUSCAS AO VOO AIR FRANCE 447

SENEGAL ENCERRA BUSCAS A VÍTIMAS E DESTROÇOS DO VOO AIR FRANCE 447


Rota do vôo 447

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O Senegal informou às autoridades brasileiras responsáveis pelas buscas do Airbus da Air France que encerrou as atividades aéreas de procura no mar. A nota oficial foi enviada nesta terça-feira ao Salvaero Recife, que coordena as operações no Brasil.

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informaram na tarde de hoje que nenhum corpo foi avistado, nem recolhido. Novos destroços foram visualizados na área de buscas, mas a quantidade de material é esparsa.

O Centro de Coordenação de Salvamento de Dacar, no Senegal, destacou a atuação brasileira no rastreamento de destroços e corpos de vítima do voo 447. A partir de agora, apenas aviões sob a coordenação do Salvaero Recife permanecem nas operações.




Video:G1.com
Fonte: Band