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24/06/2013

GEOPOLÍTICA - EUA manterão mísseis e aviões na Jordânia em meio à crise na Síria


EUA manterão mísseis e aviões na Jordânia em meio à crise na Síria 


[foto:english.ruvr.ru]

 Os Estados Unidos vão manter as baterias de mísseis Patriot e aviões de combate F-16 na Jordânia após a realização de exercícios militares conjuntos este mês, em meio à crise na vizinha Síria, informou o Pentágono neste sábado. 

10/03/2013

GEOPOLÍTICA - Coreia do Norte se prepara para a guerra


Tambores de Guerra - Coreia do Norte se prepara para a guerra 





Segundo o portal da Voz da Rússia: A Coreia do Norte iniciou manobras envolvendo os seus submarinos e acelerou os preparativos para os exercícios militares em grande escala, que poderão coincidir com as manobras anuais da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, informa a agência sul-coreana Yonhap.

22/01/2013

CONFLITO EM MALI - Tropas francesas avançam no Mali e expulsam islamistas de Diabaly


Tropas francesas avançam no Mali e expulsam islamistas de Diabaly



 Uma coluna com mais de 30 viaturas blindadas, conduzidas pelas tropas francesas e militares do Mali, passeou-se ontem pela cidade de Diabaly, no centro do país, expulsando os militantes islamistas que há uma semana tinham assentado praça naquele que é um importante ponto estratégico no trajecto para a capital, Bamaco. 

23/08/2010

Militar americano encarregado do Afeganistão 'alertará' Obama se retirada for perigosa

Militar americano encarregado do Afeganistão 'alertará' Obama se retirada for perigosa



General é tido como mais diplomático do que seu predecessor


O general americano David Petraeus, que assumiu recentemente o comando das forças da Otan (Organização Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, disse à BBC que se achar que a data para início da retirada das tropas americanas do país - julho de 2011 - é muito arriscada, avisará o presidente Obama.

Em circunstâncias como essa, ele disse, "Você está determinado a dar o conselho mais sincero possível".

O general está fazendo no Afeganistão o que fez no Iraque: injetando um pouco de confiança na operação militar e, ao mesmo tempo, tomando cuidado para reduzir as expectativas.

A estratégia funcionou muito bem no Iraque. Lá, o general obteve, se não uma vitória, uma impressionante reversão da situação. E está claro que ele planeja fazer o mesmo no Afeganistão.

A percepção da maioria da população em Cabul é de que o talebã está vencendo a guerra. E, segundo pesquisas, 60% dos americanos e 70% dos britânicos são contrários à guerra.

Para Petraeus, essa percepção precisa ser mudada. A Otan já reverteu o impulso que o talebã vinha ganhando nos últimos anos nas províncias de Helmand e Kandahar, e em torno de Cabul. O mesmo acontecerá em outras áreas, ele dsse.

Isso envolverá a tomada e limpeza de áreas ocupadas pelo talebã. Mas eles vão resistir e a luta será intensa.

A operação vai ficar mais difícil antes de ficar mais fácil, ele explicou.

Quando perguntado se a imposição, por Washington, de um prazo para o início da retirada das tropas americanas coloca a operação em desvantagem na luta contra os rebeldes, o general respondeu de maneira tática:

Ele lembrou que o processo apenas começa nessa data, quando iniciará a transferência de algumas funções aos afegãos.

Mas se ele achar que o prazo é pouco realista, ou até perigoso, vai dizer isso ao presidente.

"Vou oferecer (a Barack Obama) meu melhor conselho profissional como militar".

O antecessor do general Petraeus, seu subordinado Stanley McChrystal, foi demitido por desafiar a posição de Obama. Petraeus disse estar sempre preparado para essa possibilidade.

"Quando você aceita um emprego como esse, sempre acha que é o último. Foi o que fiz no Iraque. Você está determinado a oferecer o conselho mais franco que existe".

Mas Petraeus parece estar equipado com antenas políticas e diplomáticas mais bem desenvolvidas do que McChrystal.

'Falha de inteligência'

Talvez ele esteja consciente, também, de que seria impensável, para o presidente Obama, perder dois comandantes no Afeganistão.

Petraeus deve saber que, se for cuidadoso, poderá adiar o prazo de julho de 2011 sem dificuldade. Isto é, se for preciso, tendo em vista que tudo é tão vago a respeito da data.

O general deixou claro que compartilha as preocupações do presidente afegão, Hamid Karzai, sobre as mortes de civis, e disse que vai manter uma das políticas estabelecidas por McChrystal, de restringir operações de revide da Otan em áreas habitadas por civis.

Mortes de civis poderiam, segundo Petraeus, transformar uma vitória em uma derrota.

Ele disse que conversa com Karzai, em média, uma vez por dia.

Petraeus admitiu que o fato de suas tropas não terem conseguido capturar Osama Bin Laden representa uma séria falha de inteligência.

Encontrar pessoas foragidas - atividade na qual ele tem grande experiência, adquirida na antiga Iugoslávia - é sempre muito difícil.

A maioria dos afegãos adorou a derrota do talebã em 2001. Hoje, a percepção é de que a operação deu errado. Qual seria a explicação para isso? Será que os Estados Unidos perderam o Afeganistão de vista enquanto invadiam o Iraque?

Nesse ponto, é importante notar que o general não questionou essa interpretação dos fatos, embora a considere bastante simplista.

Em 2005, o então secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, pediu a Petraeus que visitasse o Afeganistão para avaliar a situação.

O general retornou e disse que a guerra no Afeganistão iria ser mais longa do que a do Iraque. "Isso não despertou aplausos calorosos", o general comentou.

Quanto ao desempenho das tropas da Grã-Bretanha no Afeganistão, Petraeus discorda dos que dizem que a operação britânica não foi bem-feita.

Anglófilo assumido, o general disse que os britânicos fizeram um ótimo trabalho, embora a tarefa exija muito mais tropas do que os britânicos tinham à disposição.

Finalmente, quando perguntado se poderia olhar no rosto das famílias de tantos soldados - americanos, canadenses, britânicos e outros membros das forças da Otan - e dizer que o sacrifício de seus filhos, maridos e irmãos valeu a pena, ele respondeu com emoção.

Petraeus contou que uma vez, após ter perdido 17 homens em uma colisão entre dois helicópteros no Iraque, saiu do posto de comando de cabeça baixa.

"Um soldado jovem colocou o braço no meu ombro e disse: "Senhor, temos 17 razões a mais para vencer".

Fonte:BBC Brasil-Por:John Simpson/Editor para Assuntos Internacionais da BBC News*

24/07/2010

Entenda a crise entre Venezuela e Colômbia

Entenda a crise entre Venezuela e Colômbia


http://veja.abril.com.br/030310/imagens/veja_essa2.jpg http://www.panoramablogmario.blogger.com.br/chavez.gif


EFE – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu hoje as relações com a Colômbia e ordenou a “alerta máximo” na fronteira diante da “gravidade do ocorrido” na Organizações dos Estados Americanos (OEA), onde o governo colombiano denunciou a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano.

Na sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, realizada nesta quinta-feira a pedido de Bogotá, a Colômbia pediu a criação de uma comissão internacional que verifique nos próximos 30 dias a presença de acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Venezuela, onde afirma que há aproximadamente 1,5 mil guerrilheiros refugiados.

Chávez já havia “congelado” as relações com a Colômbia em 28 de julho de 2009 por causa de denúncias do país vizinho de um suposto desvio de armas venezuelanas às Farc, o que afetou enormemente o comércio bilateral.

A tensão aumentou depois de a Colômbia assinar no final de 2009 um acordo com os Estados Unidos para o uso compartilhado de bases militares colombianas.

A nova escalada é um revés para o anunciado propósito do presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, que assumirá em 7 de agosto, de recompor as relações com a Venezuela.

A seguir, uma cronologia dos momentos mais críticos nas relações bilaterais desde 28 de julho de 2009, quando a Venezuela decidiu “congelar” as relações com a Colômbia:

2009
  • 28 julho: A Suécia confirma que vários lança-foguetes produzidos no país e apreendidos com as Farc foram vendidos à Venezuela no final dos anos 80. Chávez ordena a “retirada” de seu embaixador de Bogotá, congela as relações diplomáticas e comerciais e adverte que romperá laços diante de uma “nova agressão” do presidente colombiano, Álvaro Uribe.
  • 8 novembro: Chávez convoca os venezuelanos a “se prepararem para a guerra”.
  • 13 novembro: A Colômbia entrega à OEA um protesto pelas “ameaças” bélicas da Venezuela.
  • 20 novembro: O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pede que os dois países mantenham a “máxima prudência”.
  • 25 novembro: A Venezuela entrega a Insulza um documento no qual qualifica o pacto militar dos EUA com a Colômbia como “uma ameaça de guerra”.
  • 2 dezembro: Uribe denuncia que a Venezuela mantém um “embargo ilegal” contra seu país.

2010 22 fevereiro: Uribe e Chávez protagonizam uma forte discussão durante a Cúpula do Grupo do Rio, no México, mas depois aceitam a mediação de “países amigos”, liderados pelo líder dominicano, Leonel Fernández.

  • 31 março: Denunciada a detenção na Venezuela de oito colombianos residentes nesse país, acusados de espionagem.
  • 8 abril: Uribe pede à Venezuela que respeite os direitos dos cidadãos da Colômbia que vivem nesse país.
  • 9 abril: A Venezuela acusa a Colômbia de “destruir” as relações bilaterais, e o governo colombiano responde dizendo que “o embargo” que afeta o comércio bilateral foi imposto pelos venezuelanos.
  • 25 abril: Presidente venezuelano diz que a eleição de Juan Manuel Santos à Presidência poderia “gerar uma guerra” na região.
  • 26 abril: A Colômbia denuncia a “inaceitável” intervenção venezuelana na campanha eleitoral.
  • 20 junho: Santos vence as eleições presidenciais em segundo turno.
  • 21 junho: Presidente eleito convida Governos do Equador e Venezuela a “abrir caminhos de cooperação rumo ao futuro”. O Governo venezuelano o parabeniza por sua vitória.
  • 24 junho: Santos escolhe a ex-embaixadora na Venezuela María Ángela Holguín como sua futura chanceler.
  • 25 junho: Holguín menciona a recomposição das relações com a Venezuela como um de seus “grandes desafios” em matéria diplomática.
  • 14 julho: Chávez diz que “avalia” a possibilidade de assistir à posse de Santos e que autoriza Maduro a se reunir com Holguín.
  • 15 julho: Governo colombiano anuncia que tem provas da presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.
  • 16 julho: A Venezuela denuncia uma “nova investida” contra as relações bilaterais e convoca seu embaixador em Bogotá, enquanto a Colômbia solicita à OEA uma sessão extraordinária do Conselho Permanente para investigar a presença de “terroristas colombianos” em território venezuelano.

Chávez anuncia que não assistirá à posse de Santos porque deve “cuidar” de sua vida, e adverte que “poderia romper as relações” com o país vizinho, após acusar Uribe de querer “gerar um grande conflito” bilateral.

  • 18 julho: Chávez relaciona a nova disputa com a Colômbia com a “doutrina imperial americana”.
  • 19 julho: O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembra a Colômbia e Venezuela que o diálogo é a melhor ferramenta para resolver qualquer diferença “entre vizinhos”, e coloca à disposição dos dois países “toda a ajuda técnica” desse organismo para resolver a crise bilateral. O governo colombiano assegura que apresentará à OEA evidências “claríssimas” e “recentes” da presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.
  • 20 julho: Chávez afirma que as acusações da Colômbia de que seu país é refúgio de líderes guerrilheiros colombianos obedecem “à luta pelo poder” entre o presidente em fim de mandato e o eleito, Juan Manuel Santos.

Uribe assegura que para “falar sinceramente de irmandade” com as nações vizinhas “não pode haver criminosos envolvidos”, em alusão à Venezuela.

  • 21 julho: O embaixador do Equador na OEA, Francisco Proaño, que exerce a Presidência rotativa do Conselho Permanente do organismo, anuncia sua renúncia por divergências com o chanceler de seu país a respeito da convocação de uma reunião dessa instância para avaliar as denúncias da Colômbia sobre a presença de chefes das Farc na Venezuela.

O embaixador de El Salvador na OEA, Joaquín Alexander Maza Martelli, assume como presidente do Conselho Permanente após a renúncia do embaixador equatoriano e convoca para a quinta-feira 22 de julho a sessão extraordinária solicitada pela Colômbia.

O embaixador da Colômbia na OEA, Luis Alfonso Hoyos, assegura que seu país não pretende que o Governo da Venezuela seja condenado pelo organismo com seu pedido de uma reunião extraordinária do Conselho Permanente.

  • 22 julho: A Colômbia denuncia em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA uma presença “consolidada”, “ativa” e “crescente” das guerrilhas na Venezuela, a quem pede que atue sem “demoras” para que não se agrave a situação.

Além disso, solicita a criação de uma comissão internacional que verifique nos próximos 30 dias a presença de acampamentos das Farc em território venezuelano.

  • 22 julho: Chávez anuncia a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia e ordena “alerta máximo” na fronteira, diante da “gravidade do ocorrido” na sessão da OEA pedida pelo governo colombiano para denunciar a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.
Fonte:Portal Terra-Via:Plano Brasil

14/07/2010

Barco que leva ajuda a Gaza segue para o Egito, diz Israel

Barco que leva ajuda a Gaza segue para o Egito, diz Israel

Workers load supplies on to a cargo ship at the Lavrio port,  southeast of Athens, Greece, on Friday.

Navio espera levar mais de 2 mil toneladas de ajuda para Gaza

Barcos da marinha israelense estariam impedindo de chegar à Faixa de Gaza o navio líbio que pretendia furar o bloqueio imposto por Israel ao território palestino e escoltando-o para um porto do Egito, informaram nesta terça-feira representantes israelenses.

Segundo o correspondente da BBC na cidade de Gaza, Jon Donnison, há informações de que pelo menos quatro barcos israelenses estão acompanhando o navio Amalthea e impedindo-o de seguir para Gaza.

A TV do país divulgou uma gravação de rádio atribuída ao capitão do Amalthea dizendo que ele havia concordado em seguir para o porto egípcio de El-Arish, disse Donnison.

Funcionários do porto egípcio disseram estar prontos para a chegada do barco. Em El-Arish, a ajuda humanitária seria desembarcada e transferida por terra para o território palestino.

Na terça-feira, a organização líbia responsável pelo navio disse que ainda queria chegar a Gaza, mas que não iria se arriscar a enfrentar uma reação violenta por parte das forças israelenses.

Diplomacia

O barco de bandeira da Moldávia foi alugado por uma instituição de caridade comandada por Seif Al-Islam, filho do líder da Líbia, Muamar Khadafi, e espera levar 2 mil toneladas de comida, óleo de cozinha e remédios, além de casas pré-fabricadas, para Gaza.

O navio deixou um porto na Grécia no último sábado em direção ao território palestino.

Israel vinha conduzindo uma intensa atividade diplomática para tentar persuadir a tripulação a desviar de rota e rumar para El-Arish.

A nova tentativa de furar o bloqueio a Gaza, imposto por Israel desde que o Hamas assumiu o território palestino, em 2007, ocorre seis semanas após outra operação israelense ter terminado com a morte de nove ativistas turcos que tentavam chegar às águas territoriais da Faixa de Gaza.

Na última segunda-feira, uma investigação israelense sobre o incidente concluiu que a ação foi prejudicada por erros de comando, mas que o uso de fogo foi justificado.


Fonte:BBC Brasil/Foto:CNN

Navio líbio com ajuda a Gaza ruma para o Egito

Navio líbio com ajuda a Gaza ruma para o Egito

Photo

JERUSALÉM (Reuters) - Uma embarcação fretada por uma entidade líbia e que pretendia entregar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza mudou de rumo e está se dirigindo ao Egito, após receber alertas da Marinha israelense, segundo uma autoridade de Israel.

O navio Amalthea, de bandeira da Moldávia, se dirige ao porto egípcio de El Arish, segundo essa fonte israelense. Em Trípoli, a entidade beneficente estatal que organizou a missão não se manifestou.

Um mapa de navegação alimentado por satélite no site Marinetraffic.com mostrava o Amalthea 56 quilômetros a sudeste de El Arish, com chegada estimada para 11h (hora de Brasília). Antes, o navio não aparecia no mapa, sugerindo que seu GPS estava temporariamente obstruído ou desligado.

Israel já havia prometido impedir que o Amalthea - rebatizado de "Esperança" pelos ativistas - se aproximasse de Gaza. Em 31 de maio, embarcações vindas da Turquia para Gaza foram abordadas por soldados israelenses, e nove ativistas morreram no confronto, causando forte reação internacional.

O Estado judeu mantém um bloqueio econômico à Faixa de Gaza alegando que isso impede o grupo islâmico Hamas, que governa a região, de receber armas.

Depois do incidente de maio, Israel atenuou o bloqueio terrestre, autorizando a entrada de produtos civis.

bloqueio naval está mantido

"Qualquer um que queira trazer materiais que não sejam materiais perigosos - munições etc - podem trazê-los por meio de El Arish, podem trazê-los por meio do porto (israelense) de Ashdod", disse o vice-premiê Dan Meridor à Rádio Israel.

"O que queremos é estabelecer o arranjo para as inspeções, para que possamos sempre chegar e não permitir que eles entrem peitando", afirmou.

O Egito disse na noite de terça-feira que o Amalthea solicitou e recebeu permissão para atracar em El Arish, e que as autoridades pretendiam enviar por terra a carga declarada de 2.000 toneladas de alimentos e remédios.

Ao contrário da Líbia, o Egito tem relações plenas com Israel, e também impõe restrições na sua própria fronteira com a Faixa de Gaza.

Fonte:RETERS-Por Dan Williams/Reportagem adicional de Lamine Ghanmi em Rabat

Relatório militar de Israel reconhece erros em ataque a frota

Relatório militar de Israel reconhece erros em ataque a frota

Manifestação na Turquia contra o ataque israelense

O ataque israelense causou indignação na Turquia





A ação militar de Israel contra a frota de barcos que tentava furar o bloqueio à Faixa de Gaza, no fim de maio, foi prejudicada por erros cometidos no nível de comando, segundo concluiu um relatório militar israelense divulgado nesta segunda-feira.

A investigação sobre a operação, na qual foram mortos nove ativistas turcos, critica a coleta de informações de inteligência e o planejamento.

O relatório também diz que os comandantes concentraram seus esforços em apenas um plano de ação.

A frota de barcos interceptada pela ação israelense transportava centenas de ativistas que pretendiam levar ajuda humanitária à população de Gaza.

Israel alegou que seus soldados agiram em legítima defesa após terem sido espancados pelos passageiros de um dos barcos durante a abordagem.

Painel

O general da reserva Giora Eliand, que presidiu o painel encarregado de analisar a operação, apresentou os resultados da investigação em um pronunciamento público em Tel Aviv.

"Erros foram cometidos nas várias decisões tomadas, incluindo dentro dos níveis hierarquicamente altos, que contribuíram para que o resultado não fosse o desejado", disse ele.

"Neste inquérito, descobrimos que houve alguns erros profissionais relacionados tanto à inteligência quanto ao processo de tomada de decisões", afirmou.

A comissão liderada por Eiland começou seus trabalhos no dia 7 de junho, uma semana após a ação contra a frota.

Uma outra comissão de investigação civil, para analisar a legalidade da operação, também foi estabelecida, com a presença de dois observadores estrangeiros, para tentar aplacar a onda de críticas internacionais contra Israel por causa da operação.

A Turquia, principal aliado histórico de Israel no mundo muçulmano, ameaça cortar relações com o país se o governo israelense não se desculpar oficialmente pela operação, indenizar os familiares de vítimas e permitir uma investigação independente.

Fonte:BBC Brasil/Video RT News

30/04/2010

Fronteira com Brasil pode ser militarizada

Fronteira com Brasil pode ser militarizada


Presidente do Congresso paraguaio pediu militarização da região de Pedro Juan Caballero, onde um senador foi alvo de atentado. Também ontem, mais 2 brasileiros suspeitos do crime foram presos.

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O presidente do Congresso do Paraguai, senador Miguel Carrizosa, vai pedir formalmente ao presidente Fernando Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay.

O anúncio, reproduzido ontem no jornal local La Nación, foi feito por Carrizosa anteontem, após visita ao senador Robert Acevedo, alvo de um atentado a tiros na cidade na segunda-feira.

“Solicitaremos ao presidente Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero”, afirmou. A cidade faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. De acordo com Carrizosa, é preciso tomar essa atitude, pois a onda de violência “ultrapassou os limites”.

Na manhã de ontem, policiais paraguaios detiveram dois brasileiros na cidade de Pedro Juan Caballero, informou a edição online do diário paraguaio ABC.

Segundo o jornal, Josué dos Santos e Daniel dos Santos podem ser integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista.

Eles dirigiam um automóvel Gol, de cor branca, e pretendiam chegar à casa de um suposto traficante.

Anteontem, a polícia prendeu os outros dois brasileiros, Nevailton Marcos Cordeiro e Eduardo da Silva, como suspeitos pelo ataque e também possíveis membros do PCC. No atentado que feriu Robert Acevedo, um motorista e um guarda-costas morreram.

“É preciso reduzir o alto índice de insegurança na fronteira, isso é categórico”, disse Carrizosa. Ele estava com o também senador Alberto Grillón, ambos acompanhados por um forte aparato de proteção policial.

Amambay é um dos cinco departamentos paraguaios onde vigora o estado de exceção, que vigora desde sábado para facilitar que as forças oficiais persigam e prendam membros do grupo Exército do Povo Paraguaio (EPP), guerrilha responsabilizada por atentados e sequestros no país.

VISITA

Também ontem, o presidente Fernando Lugo visitou o senador Robert Acevedo. Lugo prometeu investigar o que chamou de “um atentado contra o Estado”, além de aumentar a segurança na cidade de Pedro Juan Caballero.

As informações foram repassadas pelo próprio senador paraguaio, por telefone.

Acevedo está internado na clínica San Lucas e aguarda nova avaliação médica para receber alta médica – o que pode acontecer hoje.

A unidade de saúde está fortemente protegida por forças de segurança do Paraguai.

Dependendo de seu estado de saúde, Acevedo disse que pretende participar do encontro entre o presidente paraguaio e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 3 de maio, em Ponta Porã, na fronteira entre os dois países.

Fernando Lugo prometeu aumentar a segurança na cidade com o envio de cerca de 150 soldados.

Fonte:Defesa BR- Jornal do Commercio