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29/04/2010

Lula é eleito pessoa mais influente do mundo pela revista Time

Lula é eleito pessoa mais influente do mundo pela revista Time

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Presidente ficou à frente do norte-americano Barack Obama, que ocupa o 4º lugar na lista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a pessoa mais influente do mundo, segundo a revista Time, que publicou nesta quinta-feira, 29, a lista que inclui também o ex-líder americano Bill Clinton e a cantora Lady Gaga.

A sétima lista anual da publicação das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada nesta quinta-feira no site da revista que chega às bancas nesta sexta-feira, coloca o presidente Lula, de 64 anos, no topo dos líderes mundiais.

“Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana, que esteve preso uma vez por liderar uma greve”, afirma o cineasta Michael Moore, que se encarregou de elaborar um perfil do presidente para a revista em que destaca as conquistas de Lula para levar o seu país “ao Primeiro Mundo”.

Depois do governante, vem o presidente da empresa de computadores pessoais Acer, J.T. Wang, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, o presidente americano, Barack Obama (que ocupa o quarto lugar) e a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.

Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à Vice-Presidência, Sarah Palin; o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A Time escolheu o ex-presidente Clinton, de 63 anos, como líder da seção da lista dedicada aos “heróis” por seu trabalho como enviado das Nações Unidas ao Haiti, como lembra o cantor irlandês da banda U2, Bono Vox, no perfil que escreveu sobre o ex-governante para a revista e onde assegura que “sem ele, o universo não seria tão amigável para os humanos”.

Nessa seção também estão a sul-coreana Kim Yu-na, que este ano conseguiu o primeiro ouro em patinação artística para seu país em Vancouver; o opositor iraniano Mir Hussein Musavi, e o ator Ben Stiller por seu trabalho na reconstrução de escolas no Haiti, assim como os desportistas Didier Drogba e Serena Williams, entre outros.

Entre os artistas e celebridades a revista destaca o domínio da nova-iorquina Lady Gaga, que aos 24 anos conseguiu inúmeros sucessos mundiais com seu primeiro trabalho e com uma aparições surpreendentes.

“O trabalho de um artista é retratar – seja através de palavras ou sons, letras ou música- como é estar vivo em seu tempo. A arte de Lady Gaga captura o período que vivemos”, afirma a cantora Cindy Lauper para a Time no artigo em que destaca a “admiração” que sente pela jovem artista.

Abaixo dela, a Time colocou o humorista televisivo Conan O’Brien, que voltará em breve à televisão após abandonar a “NBC”, a cineasta Kathryn Bigelow, que se tornou a primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor direção por seu filme “Guerra ao Terror”.

Oprah Winfrey também está entre os escolhidos deste ano, assim como o diretor de “Avatar”, James Cameron, a atriz Sandra Bullock, os britânicos Ricky Gervais e Robert Pattinson, os cantores Elton John e Prince e o costureiro Marc Jacobs, diretor criativo da empresa francesa Louis Vuitton.

Além disso também aparecem a cantora Taylor Swift, os atores Ashton Kutcher e Neil Patrick Harris, assim como o produtor e popular juiz do programa de talentos “American Idol”, Simon Cowell.

Também fazem parte da lista da revista Time, já na categoria “pensadores”, a prestigiosa arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs e o ex-presidente do Federal Reserve e agora assessor presidencial em matéria econômica, Paul Volcker, entre outros.

Fecha essa categoria a juíza americana de origem porto-riquenha Sonia Sotomayor, de 55 anos, que foi escolhida por Obama no ano passado para ocupar um posto na Suprema Corte se transformando assim na primeira mulher hispana a chegar o tribunal.

A revista Time também inclui uma análise de quem de sua lista são os mais influentes na internet, através de uma análise do número de seguidores e de conexões que essas pessoas acumulam nas redes sociais Facebook e Twitter.

Segundo essa análise, Barack Obama e Lady Gaga, seguidos do ator Ashton Kutcher, da cantora Taylor Swift e da apresentadora Oprah Winfrey dominam o manejo dessas ferramentas eletrônicas.


Perfil de Lula




No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero (praticamente substituído pelo Bolsa Família) é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao “primeiro mundo”. A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente brasileiro de “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”.

A revista relembra que Lula decidiu entrar para a política quando, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa Maria, grávida de oito meses, pelo fato de os dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: “Deixem os povos terem bons cuidados com a saúde, e eles causarão muito menos problemas para vocês”.

Moore afirma que quando os brasileiros elegeram Lula pela primeira vez em 2002, os “barões do roubo”, que transformaram o país em um dos locais mais desiguais do planeta, nervosamente verificaram os medidores de combustível de seus jatos particulares.

Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à Vice-Presidência dos EUA, Sarah Palin; o diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, respectivamente Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A lista mostra os 100 nomes de pessoas mais influentes do mundo em diversas áreas –líderes da esfera pública e privada, heróis, artistas, pensadores, entre outros.


Outras posições de destaque


Lula apareceu no ranking da “Time” pela primeira vez em 2004, dois anos depois de ser eleito pela primeira vez à Presidência. Na ocasião, Lula ganhou destaque pela posição na reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio) no México, em setembro passado, quando liderou uma coalizão de nações em desenvolvimento que se recusaram a negociar novas regras de investimento estrangeiro até que os EUA e a União Europeia prometessem o fim dos subsídios agrícolas à exportação.

O perfil do presidente em 2004 afirmava que “ao contrário dos radicais contra a globalização, Lula, 58, insiste que não quer destruir a nova ordem mundial. Ele só quer que funcione de forma mais justa.” O texto lembrava também os escândalos de corrupção que caíram sob seu governo, mas ressaltava que, apesar de alegações, ele havia se tornado porta-voz do novo mundo em desenvolvimento.

Ano passado, Lula ganhou destaque internacional quando foi eleito personagem do ano pelo jornal espanhol El País e pelo francês Le Monde.




Fonte:Plano Brasil-via UOL


Fonte:Plano Brasil

27/04/2010

A Marola e a tempestade… no copo d’água

A Marola e a tempestade… no copo d’água



Brasil foi um dos países que melhor reagiram à crise, diz estudo alemão







Um estudo divulgado nesta sexta-feira pela fundação alemã Bertelsmann diz que o Brasil está entre os países que reagiram de maneira mais efetiva à crise financeira internacional e elogia os programas sociais do governo Lula.

A pesquisa mostra como 14 países desenvolvidos e em desenvolvimento reagiram à crise, entre eles Brasil, Alemanha, China, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia e Turquia. Um grupo de especialistas analisou a rapidez e a eficiência das medidas tomadas pelos governos para estabilizar a economia de cada país.

Segundo a fundação Bertelsmann, os países em desenvolvimento reagiram melhor aos problemas financeiros do que as nações industrializadas. “Esses países aprenderam com as diversas crises pelas quais passaram nas últimas décadas”, diz o estudo.

“Os países em desenvolvimento sanearam seus orçamentos antes da crise e por isso puderam tomar medidas rápidas e eficientes para reativar a economia”, diz Sabine Donner, responsável pela pesquisa.

Em consequência disso, países como Brasil, China e Índia teriam agora uma posição melhor no mercado mundial do que antes da crise, disse Donner: “Agora são esses países que estão reavivando a economia mundial”.

Programas sociais

O estudo elogia o modo como o governo estabilizou as finanças do Estado e controlou o setor bancário durante a crise.

Além disso, a demanda interna teria ajudado o país a contornar a crise. Isso se deveria em parte às reformas e aos programas sociais do governo Lula, que teriam aumentado a renda média dos brasileiros, permitindo um aumento do mercado consumidor, diz a pesquisa.

Outro ponto positivo para o Brasil teria sido o mercado de ações regulamentado, menos afetado pelas especulações com títulos hipotecários americanos que deram origem à crise mundial.

Quanto aos países industrializados, a pesquisa mostra que a Alemanha combateu melhor os efeitos da crise do que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que teriam reagido tarde demais.

Entre os quesitos analisados pelo estudo estão o foco dos pacotes financeiros, o tempo que levou para serem efetivados e o alcance das medidas.

Um aspecto comum a todos os pacotes contra a crise foi que “em vez de uma ação coordenada com outros países, as reações à crise foram quase todas de caráter nacional”, disse Hauke Hartmann, da fundação Bertelsmann.



Fonte: Plano Brasil-Por:Marcelo Crescenti De Frankfurt para a BBC Brasil

Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã

Ex-assessor de Bush condena posição do Brasil sobre o Irã



William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de  Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama Foto:  Divulgação

William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama Foto: Divulgação


William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama





Uma das estrelas do Centro Belfer para o Estudo das Ciências e Assuntos Internacionais da Universidade de Harvard, o professor William H. Tobey foi um dos sub-secretários do Departamento de Energia no segundo governo Bush e no primeiro ano do governo Obama.

Especializado em segurança nuclear e em métodos de não-proliferação de armas nucleares, ele foi o responsável por administrar um orçamento de US$ 2 bilhões voltado para a prevenção de roubo de material nuclear por organizações terroristas.

Foi também o responsável pela estratégia do setor em Washington nos últimos quatro anos.
Em entrevista exclusiva ao Terra ele considera "desastrosa" a posição de Brasília em relação às sanções defendidas pelas grandes economias ocidentais contra o Irã, positivo o encontro em Washington há duas semanas que reuniu líderes dos quatro cantos do globo em torno da questão nuclear, possível um ataque preventivo de Israel a Teerã, além de defender os gastos recorde com o setor nuclear anunciados este ano pelo governo Obama.

Em Harvard ele desenvolve um projeto voltado ao uso de energia nuclear para o bem-estar da população no próximo século.

Greg Mello, um notável ativista contra a energia nuclear aqui nos EUA e com formação na Universidade de Princeton, publicou em fevereiro na revista especializada Bulletin of the Atomic Scientists um artigo contundente em que aponta um paradoxo na política nuclear de Washington. Ele nos lembra que a administração Obama, ao mesmo tempo em que propaga a necessidade de se diminuir o número de armas nucleares no planeta, aumentou em 22% o orçamento para o setor nuclear interno.

O senhor concorda com Mello?


Não. O argumento de que aumentar os gastos com infra-estrutura para a manutenção do aparato nuclear - incluindo armamentos - é inconsistente com a política de desarmamento e ignora vários fatores de suma importância.

Para começo de conversa, a partir do momento em que dispomos de armas nucleares - e ninguém de fato acredita que elas desaparecerão da noite para o dia - precisamos ter certeza de que elas estão sendo mantidas de modo seguro e sim, em bom uso.

Há um imenso custo - inclusive de pessoal especializado - na manutenção das armas, na produção e aquisição de equipamento sofisticado e na criação de prédios especializados e extremamente seguros.
Mas trata-se do maior investimento do governo na área desde a Segunda Guerra Mundial.... Sim, mas estas atividades todas que eu mencionei foram negligenciadas por mais de uma década.

Os custos aumentaram, alguns prédios estão ultrapassados e precisam ser substituídos por outros com urgência.

Mais: os EUA reduziram em cerca de 80% o arsenal de armas nucleares desde o fim da Guerra Fria. E, acredite, desmantelar este arsenal também custa caro.


De forma prática, quais foram os resultados do Encontro de Washington?


O mais significativo é a compreensão dos líderes mundiais dos reais perigos do terrorismo nuclear e da responsabilidade individual, de cada um deles, de impedir esta tragédia.

Creio que vários lideres viajaram para Washington pensando em anunciar planos para aumentar a segurança nuclear em seus países, mas também pensando em não terem quaisquer incidentes nucleares a curto prazo, o que causaria enorme embaraço. Também acho positivo o anúncio de um novo Encontro na Coréia do Sul, em 2012.


O senhor escreveu que "os significados reais do Encontro, no entanto, dependem de como o ímpeto político de Washington se traduzirá em ações tangíveis nos quatro cantos do planeta".
O senhor poderia ser mais específico?


Sim. É preciso minimizar o uso de urânio ultra-enriquecido e incrementar pesquisa na conversão para a criação de combustível com baixo nível de enriquecimento.

Também precisamos melhorar a segurança física e material das usinas e assumir um compromisso real para investigar todos os casos de tráfico de material nuclear, incluindo tanto as origens quanto o destino do material, revelando quem estava envolvido na compra, venda, roubo e transporte do produto.


O senhor acredita que a Al-Qaeda está de fato tentando adquirir armamentos nucleares?
Não tenho qualquer dúvida quanto a isso.

Para sorte nossa muitas abnegadas autoridades, nos EUA e em outros países, estão determinadas a prevenir este quadro terrível.

Não se iluda, esta é a grande competição de nossos tempos.

Pelo menos três organizações terroristas tentaram ter acesso a armamento nuclear e seguem com planos de adquirí-los.
Como o senhor vê a posição do Brasil na discussão em torno do programa nuclear iraniano?

Há, afinal, o receio de que, no futuro, o Irã possa suprir grupos armados que lutam contra Israel com armas nucleares...


É desastroso que o Brasil tenha se posicionado tão decididamente contra as sanções a Teerã. Obviamente alguns países serão afetados mais do que outros, mas toda a comunidade internacional sofrerá com um Irã nucelar.

Teerã terá mais liberdade para conduzir uma política externa e militar mais agressiva no Oriente Médio, aumentando tanto as tensões quanto o preço do barril do petróleo.


O Brasil tem interesse econômico na região e o Brasil é o principal exportador de frango e carne para o Irã, mas até que ponto Brasília é importante nesta discussão?

Uma importância clara. O Brasil é um líder no que diz respeito a tecnologia nuclear, é uma das grandes economias do globo e está se tornando cada vez mais influente.

Outras nações prestam atenção na posição do Brasil, de onde buscam liderança.

E não se engane: só vamos resolver assuntos delicados como uma violação de Teerã das regras estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se todas as nações responsáveis do planeta falarem com uma só voz.

Só assim Teerã entenderá que não se trata de discriminação ou arbitrariedade, e sim uma preocupação legítima e real das nações responsáveis do planeta.

Mas como convencer Teerã de que a preocupação das nações responsáveis não levam em conta o fato de o Irã estar cercado por países que possuem armamento nuclear, como o Paquistão, a Rússia, a Índia e mesmo Israel?

Mas para levarmos em conta esta premissa teríamos que acreditar que o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares, o que Teerã preemptoriamente nega.

A proximidade com estes países não é justificativa para a violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Alemanha e Japão, por exemplo, estão localizadas próximas de países com armas nucleares mas vivem em segurança porque formularam suas políticas externa e de defesa com o claro objetivo de não ameaçarem ou desestabilizarem seus vizinhos.

E o Irã segue avançando seu programa nuclear apesar do ataque a dois de seus maiores inimigos: Saddam Houssein e a Al-Qaeda, que recebia proteção dos talibãs. Nos dois lados da fronteira a situação melhorou para Teerã.

O quão ruim para o Departamento de Estado foi a decisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de não participar do Encontro de Washington?


Israel foi representado no Encontro. A ausência do primeiro-ministro não teve grandes repercussões.

O senhor acredita ser real a chance de Israel atacar preventivamente o Irã se Teerã seguir com seu programa nuclear?



Seria difícil dizer que não, especialmente por conta do volume das ameaças direcionadas a Israel pelo presidente Ahmadinejad.

Os israelenses acreditam piamente que a posse de armas nucleares pelo Irã é uma ameaça ao Estado de Israel.

Como o senhor vê a situação na Coréia do Norte, que na semana passada anunciou que deve proceder mais um teste nuclear?

Seria o terceiro teste e, em se tratando de Pyongyang, prever ações é tarefa dificílima.

O governo Obama está determinado a não aceitar a existência de uma Coréia do Norte com armas nuclear e disposto a retomar as conversas que envolvem seis nações para se chegar a algum acordo.

Mas o que precisamos é de um investimento real da China, a principal parceira econômica da Coréia do Norte, seu único amigo real no planeta, que os ajuda financeiramente que assegure uma Península Coreana livre de armas nucleares.

E temos de levar em conta a enorme pressão sofrida pelo governo de Kim Jong-il por conta da crise financeira, inflação, execução de ministros e altos funcionários, crise de abastecimento e até demonstrações públicas de descontentamento contra um regime que escraviza sua própria população.

Nestes momentos, Pyongyang normalmente dá coice para todos os lados.



Fonte:Portal Terra-Por:Eduardo Graça -Direto de Nova York