WASHINGTON - A fabricante de aviões Hawker Beechcraft espera para fins de março uma decisão da Justiça americana na ação que questiona a vitória da Embraer numa licitação com valor de até US$ 1 bilhão para o fornecimento de aviões militares para a Força Aerea dos Estados Unidos.
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08/01/2012
Concorrente da Embraer quer reabrir licitação nos EUA
WASHINGTON - A fabricante de aviões Hawker Beechcraft espera para fins de março uma decisão da Justiça americana na ação que questiona a vitória da Embraer numa licitação com valor de até US$ 1 bilhão para o fornecimento de aviões militares para a Força Aerea dos Estados Unidos.
14/05/2011
Venda de Super Tucano aos EUA esbarram mais uma vez na opinião americana
Apesar do Super Tucano estar ainda na competição para novas aeronaves contra insurgência (COIN) nos EUA, nessa semana, o Early Warning Blog, do Lexington Institute, divulgou um artigo feito por um de seus colaboradores dizendo quais as razões pelas quais os EUA não deveriam adquirir a aeronave brasileira e escolher o modelo desenvolvido pela pela Beechcraft.
O artigo, divulgado pelo site Defence Professionals, está traduzido abaixo
A Força Aérea dos EUA está planejando comprar aeronaves de “ataque leve e reconhecimento armado” para uso pelos pilotos dos EUA e estrangeiros na guerra de contra-insurgência.
Por cerca de US$ 10 milhões por avião, provavelmente é o avião de combate mais barato em serviço que será comprado neste século – que é uma razão pela qual poucos políticos ou especialistas estão prestando atenção.
Mas a concorrência para selecionar uma aeronave vencedora levanta questões mais amplas sobre a forma como a compra de armas militares, em especial, se os responsáveis ??políticos do Pentágono entendem a gravidade do recente declínio econômico da América.
Existem apenas dois candidatos credíveis para o contrato: um avião americano feito pela Hawker Beechcraft designado AT-6, e um avião brasileiro feito pela Embraer designado EMB-314.
São ambos aviões turbohélices, multi-missão, e seus preços de tabela são semelhantes. Mas como a oferta da Beechcraft seria desenvolvida e montada nos Estados Unidos, iria gerar mais de 1.000 postos de trabalho aqui.
O avião brasileiro seria desenvolvido em outros lugares, e a montagem final que ocorreria nos EUA provavelmente geraria menos de uma centena de postos de trabalho.
Então aqui vai a pergunta óbvia: por que os militares de um país com os maiores deficits orçamentários e comercial da história consideram a compra de um novo caça leve de um fabricante estrangeiro quando há um plano em perfeito estado e já disponível a partir de fontes internas? Sabemos que a oferta americana funciona bem, porque a mesma plataforma foi usada pela Força Aérea e ma Marinha para treinamento de pilotos ao longo dos últimos dez anos, e centenas deles são utilizados a partir de seis localidades nacionais.
Isso provavelmente faz com que o avião americano seja o candidato com melhor relação custo-benefício na concorrência, pois já existe uma infra-estrutura de treinamento e manutenção no lugar e que os pilotos do avião também o conhecem bem.
Mas o fato de a Força Aérea estar estudando uma oferta do Brasil nos diz que o Pentágono está fora com as realidades econômicas.
Deixemos de lado o fato de o governo do Brasil, muitas vezes não concorda com as políticas de defesa dos EUA em países como Irã e Venezuela, e tentaremos ignorar o disposto no Estatuto Social da Embraer, permitindo que o governo corte o fluxo de peças de reposição e acessórios, se não gostar da maneira como o avião está sendo usado em algum lugar.
Em vez disso, considere o que aconteceu com a economia americana ao longo dos últimos dez anos.
Na manhã do dia 11/09, os Estados Unidos estavam gerando 32% de toda a produção econômica global.
Hoje, caiu para 23 por cento, e se o Congresso se recusa a aumentar o limite da dívida poderia diminuir ainda mais, a 20% da produção mundial, porque o empréstimo federal ultrapassa atualmente os 10% do produto interno bruto.
É este o perfil de um país que pode dar ao luxo de passar para trás mil novos postos de trabalho e comprar no exterior só porque alguns estados são influenciados pela empresa estrangeira que pode oferecer-lhe um negócio um pouco melhor em um turbo-hélice militar? Eu não penso assim! A Força Aérea dos EUA deve começar a pensar mais claramente sobre suas responsabilidades para com os contribuintes, durante um período de perigo fiscal e econômico.
Talvez o que significará reduzir a quantidade de dinheiro que gastam em guerras em outros países.
No mínimo, porém, significa a compra de aviões norte-americanos, sempre um produto adequado disponível para atender as necessidades militares. Isso é o que a China faz – compra de fontes chinesas, sempre que possível – e agora ele está subindo tão rápida quanto a América está diminuindo.
Independente do tipo de “negócio” que a Força Aérea acha que ela poderá ser capaz de receber do Brasil, é uma perda líquida para a América se não comprar o avião dos EUA.
NOTA do BLOG : O problema com os americanos é que eles sempre acham que outros países podem agir como eles ,Eles sim (Americanos) são capazes de burlar qualquer contrato quando descontentes com alguma situação político-econômica ,ou como eles dizem "questões que afetem a democracia global",cortar o fornecimento de peças e materiais para construção de produtos provenientes daquele país.
lembram-se do embargo a venda dos aviões Super-Tucano ,uma venda considerável ,diga-se de passagem ,para a venezuela? pois é! os americanos com medinho do Hugo Louco Chaves impediram o Brasil-digo |Embraer de fornecer tais aeronaves;E vem dizer agora que o Brasil poderia, por discordar com algumas decisão dos EUA com relação ao Irã e algum outro país deixar de fornecer produtos e outros derivados em tecnologia,efetuando uma quebra de contrato...
São um bando de hipócritas ,mais um motivo para o Brasil no programa FX2 não comprar porcaria de caça americano nenhum,pois ai sim corremos o risco de pagar e não levar o que esta escrito,são mestre em fazer isso,a pouco tempo atrás quiseram vender ao país aeronaves Turbo Tracker para vigilância e patrulha marítima ,por um preço absurdo e o que é pior sem nada, isso mesmo, somente a célula,nós é que tínhamos que nos virar e implantar todo sistema de vigilância,apesar de termos hoje uma industria de defesa altamente avançada e capaz de tal implantação. Os Americanos não tem a menor consideração principalmente com nosso Brasil .
Pela metade do preço dos Boeing F-18 Super Hornet poderíamos comprar os caças Russos Sukhoi que além de serem mais baratos ,tem o dobro do alcance e payload,ou seja o dobro da capacidade para carregar armamentos , e uma tecnologia embarcada de caças de quinta geração.
devemos mostra a esse cowboys que nossa industria é capaz e que não estamos aqui pedindo esmolas e sim vendendo produtos de alta tecnologia de igual para igual em todo o mundo.
Fonte: Loren B. Thompson, Ph.D. Early Warning Blog, Lexington Institute, DefPro.com-via Cavok/Videos:andover1963;Voar News
04/10/2009
EMBRAER PARTICIPA DE PROCESSO DE SELEÇÃO DA USAF
A Embraer participa do processo de seleção aberto pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), no fim de julho, para a compra de 100 aeronaves turboélice de ataque leve, na categoria do Super Tucano.
A Embraer é apontada por especialistas do setor como a grande favorita da competição, tendo em vista que o Super Tucano é o único modelo no mundo com operação comprovada em missões anti-guerrilha, na Colômbia, que opera 25 aeronaves do modelo.
Se concretizada, essa seria a maior venda de Super Tucano já realizada pela Embraer desde o seu lançamento. Em 2008 o modelo foi responsável por mais da metade das exportações da área de defesa da fabricante brasileira, que totalizaram US$ 504 milhões.
Este ano o Super Tucano recebeu oito encomendas da República Dominicana e 24 do Equador. A Força Aérea Brasileira (FAB) comprou 99 e já recebeu cerca de 72 unidades.
O processo de seleção ainda encontra-se na fase de pedido de informações, através da emissão de um RFI (Request For Information), que as empresas interessadas responderam no fim do mês de agosto.
A oficialização do processo de concorrência se dá com a publicação de um pedido de proposta, conhecido no jargão militar como RFP (sigla em inglês), o que ainda não aconteceu.
Entre os prováveis competidores do Super Tucano nessa concorrência estão o modelo suíço Pilatus PC-9 e o americano T-6, fabricado pela Beechcraft.
A aeronave americana, segundo apurou o Valor, está em desvantagem em relação ao Super Tucano porque a sua nova versão, o AT-6B, ainda encontra-se em fase de desenvolvimento.
“O Super Tucano já foi produzido, certificado e operado com sucesso e em combate, não só no Brasil, mas também na Colômbia”, disse uma fonte.
Outro ponto a favor do Super Tucano é a sua capacidade para carregar armamentos.
O AT-6B tem capacidade para transportar 500 quilos de carga paga enquanto o Super Tucano pode carregar até 1,5 toneladas e equipamentos de missão.
A versão básica do Super Tucano custa entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões.
Segundo uma fonte ligada à Embraer, o governo de Angola comprou em maio deste ano seis Super Tucano.
É a primeira vez que a empresa realiza a venda de uma aeronave de defesa no continente africano.
No pedido de informações emitido pela USAF existe uma previsão de que as entregas iniciais das aeronaves aconteçam a partir de 2012 e que o primeiro esquadrão esteja operacional no ano seguinte. “Por enquanto só existe um pedido de informações para as empresas, o que não implica em nenhuma obrigação contratual por parte do governo dos Estados Unidos.”
Caso a Embraer consiga concretiza a venda de 100 Super Tucano para a USAF, a empresa teria que, pela legislação americana, instalar uma linha de fabricação das aeronaves nos Estados Unidos.
Essa não seria uma dificuldade para a Embraer, tendo em vista que a empresa brasileira já está montando uma nova instalação em Melbourne, na Flórida, para atender a operação de Aviação executiva.
Além da Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha deste país também estuda a possibilidade de adquirir aeronaves Super Tucano.
O modelo já vem sendo testado há mais de um ano pela Marinha americana para provar conceito como aeronave de apoio aéreo próximo, destinado as forças de operações especiais em conflitos.
O primeiro Super Tucano vendido para os EUA, como avião demonstrador de conceito, foi recebido pela US Navy através de operação de leasing, feita pela EP Aviation, do conhecido grupo americano de segurança privada Blackwater.
FONTE: Poder Aéreo via:ValorOnLine
