Engenheiros afirmam ter encontrado rachaduras nas asas do Maior Avião do mundo Airbus A380
Uma Associação de Engenheiros aeronáuticos da Austrália declarou que toda a frota do maior avião de passageiros do mundo,deveria ser inspecionada imediatamente.
Pilotos da Qantas evitaram desastre com Airbus, diz investigação
Pilotos de um Airbus A380 defeituoso lutaram com mais de 12 erros de sistema, depois da explosão de uma turbina em 4 de novembro, e conseguiram pousar em Cingapura no limite da pista, segundo uma investigação australiana.
Na verdade, o avião da Qantas tinha tantos defeitos que os cinco pilotos, com uma experiência somada de 72 mil horas de voo, podem ter evitado uma tragédia.
"O avião não teria chegado em segurança a Cingapura sem a ação focada e efetiva da tripulação", disse nesta sexta-feira Martin Dolan, comissário-chefe do Departamento Australiano de Segurança dos Transportes.
A turbina modelo Trent 900, fabricada pela Rolls-Royce, explodiu sobre a ilha Batam, na Indonésia, minutos depois da decolagem. Fragmentos atingiram parte da asa, perfurando sistemas de combustível, hidráulicos e eletrônicos, e limitando os controles de voo do aparelho, segundo o relatório da agência.
Mas a magnitude do dano só ficou clara para os tripulantes quando o copiloto saiu da cabine e um passageiro, que também era piloto, lhe mostrou uma imagem da câmera instalada na cauda do avião, e que era mostrada nas telas de entretenimento a bordo.
A imagem mostrava que o Airbus estava deixando um rastro de fluidos - provavelmente combustível, ou talvez fluido hidráulico - por causa de um furo na asa.
Descoberta a causa dos problemas no A-380 da Qantas
Na Austrália, a agência de aviação do país divulgou o resultado das primeiras investigações sobre o acidente, ocorrido no mês passado, com um Airbus 380.
Qantas Airways volta a operar com A380 após falhas no motor
SYDNEY (Reuters) - A australiana Qantas Airways retomou neste sábado os voos do superjumbo A380, da Airbus, após falhas com o motor da aeronave terem mantido seis dos aviões da frota da companhia em solo no início deste mês.
O presidente-executivo da Qantas, Alan Joyce, participou do primeiro voo a ser retomado para comprovar que está confiante na segurança da aeronave, afirmando antes da decolagem que a companhia irá "sempre operar com 100 por cento de segurança em mente".
O voo QF31 partiu de Sydney para Londres no final da tarde deste sábado (horário local), afirmou um porta-voz da empresa.
Dois dos seis A380 da Qantas foram liberados para voltar a voar desde o incidente ocorrido em 4 de novembro. Outros reparos serão necessários antes que os demais quatro aviões voltem a operar.
O incidente, que levou a um pouso de emergência do avião com 459 passageiros em Cingapura, foi o mais sério até o momento ocorrido com a aeronave de maior porte do mundo.
A companhia aérea australiana Qantas retomará os voos de seus aviões Airbus 380 a partir de sábado, depois que as inspeções no motor mostraram que a aeronave estava segura para voltar a operar, disse o chefe-executivo Alan Joyce na terça-feira (horário local).
A Qantas suspendeu os voos de seus seis aviões A380 em 4 de novembro depois que um dos motores da Rolls-Royce desintegrou parcialmente durante o voo, forçando a aeronave com 466 pessoas a bordo a fazer um pouso de emergência em Cingapura.
A Rolls-Royce concluiu que o incidente foi causado por um vazamento de óleo, mas disse que o problema limitou-se a um componente específico e, desde então, luta para encontrar uma solução e substituir os motores defeituosos.
Fonte:Reuters-via:Estadão-Por:Reportagem de Narayanan Somasundaram/Video:AssociatedPress
Airbus pedirá compensação à Rolls-Royce por custos com A380
XANGAI (Reuters) - A Airbus buscará uma indenização da Rolls-Royce por qualquer custo causado pelos planos de mudança de motores após um pouso de emergência ocorrido com um avião A380 da Qantas este mês, disse um porta-voz da Airbus.
Ele não quis dizer quantos motores da fabricante Rolls-Royce teriam de ser trocados como resultado do incidente no motor que forçou o A380 da Qantas a retornar para Cingapura logo após a decolagem, no dia 4 de novembro.
"Não podemos falar sobre os consumidores, mas dizer que, com qualquer custo incorrido à Airbus, nós buscaremos uma compensação financeira total da Rolls-Royce", disse o porta-voz por telefone desde Toulouse.
Mais cedo nesta quinta-feira, a australiana Qantas informou que cerca de 40 motores Rolls-Royce usados na sua frota de aeronaves Airbus A380 precisam ser substituídos a fim de garantir a segurança, depois que um motor desse tipo se desintegrou parcialmente em pleno voo este mês.
A Airbus afirmou que o distúrbio causado pelo acidente poderá atrasar as entregas de A380s em 2011.
Rolls-Royce divulga causa de incidente com avião A380 em Singapore AirLines
Vazamento de óleo resultou em incêndio de turbina que provocou pouso forçado de superavião Airbus A380 em Singapore AirLines.
Airbus disse que não teme danos à sua reputação ou à da Rolls-Royce.
A fabricante de motores Rolls-Royce confirmou na última sexta-feira (12) a causa do defeito que obrigou o superavião Airbus A-380 da Qantas a uma aterrissagem de emergência em 4 de novembro último.
Tratou-se de um incêndio provocado pelo vazamento de óleo em uma de suas turbinas Trent 900.
Os defeitos afetam toda a série, mas se limitam a uma determinada peça, a qual a empresa assegurou que reporá.
O diretor-executivo da Airbus, Thomas Enders, lamentou o incidente, embora tenha elogiado o procedimento da tripulação de cabine e ressalvado que o fato não deverá prejudicar a reputação de sua companhia ou da Rolls-Royce.
Até o momento, não houve anulações de pedidos, nem se cogitou retirar do ar as frotas de superaviões.
Enders prevê que as reposições, os controles e inspeções de peças mais amplos planejados pela Rolls-Royce atrasarão as entregas das aeronaves A-380, sobretudo as previstas para 2011, mas não pôde definir por quanto tempo.
Singapore e Lufthansa afetadas
No dia seguinte à aterrissagem forçada do A-380 em Cingapura, a Qantas constatara outra avaria no motor Rolls-Royce de um Boeing 747 de sua frota.
A companhia australiana atribuiu o fato a "um potencial defeito de projeto" da Trent 900.
Além da maior companhia aérea australiana, também a Singapore Airlines e a Lufthansa têm esse tipo de turbina instalada em seus Airbus A-380.
A Singapore Airlines anunciou que "por precaução" irá trocar os motores de três de seus aviões da série. A Lufthansa igualmente anunciou substituições.
Voo da Qantas retorna à Austrália por problema elétrico
Um problema elétrico causou fumaça na cabine e obrigou o piloto de um Boeing 747 da companhia aérea Qantas a retornar ao aeroporto de Sydney, na Austrália, nesta segunda-feira.
Este foi o mais recente de uma série de problemas enfrentados pela companhia desde que a explosão de um dos motores de um superjumbo causou alerta global.
O piloto do avião, que seguia para Buenos Aires (Argentina) com 199 passageiros a bordo, voltou e pediu um pouso prioritário, aterrissando em Sydney sem problemas.
Este foi a terceira vez que aviões da Qantas tiveram de abortar viagens desde que uma avaria no motor de um Airbus A380, com 466 passageiros a bordo, forçou um pouso não programado em Cingapura, em 4 de novembro.
A Qantas, que propagandeia seu bom histórico de segurança, disse que as três falhas desde o episódio em Cingapura foram problemas menores e que os retornos foram apenas medidas preventivas.
A companhia disse que o Boeing 747, que levava ainda 22 tripulantes, voava há uma hora quando fumaça começou a sair do painel de instrumentos na cabine.
Os pilotos baixaram as máscaras de oxigênio e retornaram, derrubando combustível no oceano Pacífico.
"Isto está em absoluto acordo com o procedimento para garantir que eles possam chegar de maneira segura, o que aconteceu", disse a porta-voz da Qantas, Olivia Wirth.
"Nós não sentimos nem ouvimos nada", disse a passageira Samantha Gash ao canal de TV Nine Network. "Tudo que percebemos, porque estávamos perto da asa, é quando o combustível foi lançado pro mar. Todo mundo estava muito quieto e calmo".
Wirth disse que o problema foi uma "falha elétrica menor" que causou "uma quantidade mínima" de fumaça na cabine. A fumaça não chegou à cabine dos passageiros.
Na sexta-feira (12), um Boeing 767 da companhia que fazia uma rota doméstica na Austrália teve de retornar ao aeroporto depois que os pilotos detectaram vibrações anormais em um dos motores.
Agencia reguladora Européia (EASA) emite Diretiva de Aeronavegabilidade para operadores do Airbus A-380
Na sequência das incontidas falhas do motores Rolls-Royce Trent 900 de um Airbus A380 da Qantas na semana passada, a Agência de Segurança de Aviação da Europa (EASA) emitiu uma Diretiva de Aeronavegabilidade de Emergência (EAD), tornando mandatório para as companhias aéreas que operam os A380 equipados com os motores Trent 900 que executem inspeções repetitivas; a primeira em dez voos, e então a cada 20 voos.
A EASA informa que a investigação do incidente mostrou que “um fogo no óleo na cavidade da estrutura do compressor de alta e do compressor intermediário do motor pode ter causado a falha no disco da Turbina do Compressor Intermediário”.
A Singapore Airlines trocou os motores de três de seus Airbus A380 por recomendação da Rolls-Royce como medida de segurança após terem sido encontrados vestígios de óleo.
A frota de Superjumbos da Qantas permanecem no solo e a companhia informa que “os A380s não retornarão ao serviço até que esteja certo que a frota possa operar com segurança.”
No dia 12 de novembro, a Rolls-Royce informou que a falha na turbina ocorreu “num componente específico numa área da turbina do motor. Isso causou o fogo, o qual causou o incidente.”
A companhia implementará um programa de troca de todos componentes dos motores Trent 900 que estão relacionados ao problema.
Qantas detecta vazamentos e suspende voos com A380
Turbinas das aeronaves da Qantas são da britânica Rolls-Royce
A companhia aérea australiana Qantas suspendeu os voos de todos os seus seis aviões Airbus A380 por pelo menos mais três dias depois de descobrir vazamento de óleo em três turbinas.
O diretor-executivo da companhia, Alan Joyce, disse que vazamentos desse tipo seriam inesperados em turbinas de apenas dois anos de idade.
"Estas são turbinas novas em aeronaves novas e elas não deveriam apresentar estes problemas neste momento", afirmou Joyce à emissora Australian Broadcasting Corporation.
As turbinas do Airbus são fabricadas pela empresa britânica Rolls-Royce.
Na quinta-feira da semana passada, um Airbus A380 da Qantas teve que fazer um pouso forçado em Cingapura depois da explosão de uma de suas turbinas.
Foi o mais grave incidente envolvendo o A380, o maior avião para passageiros do mundo, em seus três anos de operação.
O voo levava 430 passageiros e 26 tripulantes a bordo, e todos saíram ilesos.
O episódio levou a companhia a tirar de circulação os seis aviões A380 de sua frota ,e a causar transtornos para vários passageiros.
De acordo com o correspondente da BBC em Sydney Nick Bryant, cerca de 1,3 mil passageiros da Qantas tiveram que permanecer em Los Angeles devido à suspensão dos voos da companhia com os A380.
O diretor-executivo da companhia afirmou que as investigações sobre os problemas nas aeronaves estão progredindo e sua resolução será uma "questão de dias, e não semanas".
"Mas, vamos levar o quanto for preciso para ficamos absolutamente certos de que as aeronaves são seguras para voos", acrescentou.
Incidente com A-380 da Qantas Airways leva Airbus à fazer novos testes com motores
A fabricante de motores de avião Rolls-Royce recomendou a realização de testes em todos os motores Trent 900, após o acidente envolvendo o Airbus 380 da australiana Qantas hoje.
O avião sofreu avaria no motor quando sobrevoava a Indonésia, realizando aterrissagem de emergência em Cingapura, depois de perder peças do motor.
“Estamos trabalhando de forma estreita com nossos clientes e autoridades, uma vez que a segurança dos motores é uma das principais prioridades”, disse a fabricante em comunicado oficial.
O comunicado ressalta ainda que é pequeno o número de motores Trent 900 em serviço hoje, “mas é prudente realizar, como precaução, uma série de exames básicos”, completa, informando que eles tiverão início hoje mesmo.
Em seguida ao acidente com o A-380 da Qantas, a Singapore Airlines substitui a aeronave utilizada em algumas rotas, colocando os A-380 em manutenção.
Os voos Cingapura-Sidney e Cingapura-Melbourne, que seriam operados com o A-380, foram realizados hoje com o Boeing 777-300, com algum atraso nas decolagens.
Comunicado da Rolls-Royce.
Declaração Re: Qantas QF32 Quinta-feira 4 de novembro de 2010
Desde que a aeronave da Qantas QF32 sofreu uma falha no motor e retornou com segurança à Singapore Changi Airport ,temos vindo a trabalhar estreitamente com a Airbus, os nossos clientes e as autoridades.
Em situações como essas a Rolls-Royce vem estabelecendo diversos processos para coletar e compreender as informações relativas ao evento e para determinar as ações adequadas.
Como sempre, a operação segura dos nossos produtos é a nossa prioridade número um.
O grupo entende que é prudente recomendar que sejam feitos uma certa quantidade de cheks preventivos nos motores afim de manter a realização, para garantir a operação segura e contínua da frota.
Este processo ja está em andamento em coordenação com a Airbus.
Continuamos a trabalhar estreitamente com os nossos clientes com as investigações avançadas.
Isto está em um estágio muito inicial oque seria muito prematuro tirar qualquer conclusão neste momento.
Mais uma aeronave da Qantas Airways faz pouso de emergência em Cingapura
Outro avião da companhia aérea Qantas, desta vez um Boeing 747-400, fez um pouso forçado nesta sexta-feira em Cingapura por causa de um problema nas turinas, anunciou um porta-voz da companhia australiana.
O Boeing 747-438, prefixo VH-OJD, aterrissou sem contratempos no aeroporto de Changi, precisou a porta-voz.
"Pouco depois da decolagem, o comandante teve um problema com os motores", acrescentou.
A aeronave realizaria o voo QF-6 entre Cingapura e Sydney, na Austrália.
Na última quinta-feira, um Airbus A380 da companhia australiana fez um pouso de emergência após a identificação de uma falha numa das turbinas, no que se transformou no incidente mais grave envolvendo o maior avião de passageiros do mundo.
O modelo está em operação desde 2007.
O presidente executivo da companhia, Alan Joyce, afirmou nesta sexta que o incidente da última quinta pode estar relacionado a uma falha na concepção do projeto da aeronave.
Segundo Joyce, o problema na turbina da fabricante britânica Rolls-Royce pode ter sido causado por defeito nos componentes ou falha no desenho.
Fontes: AFP / Veja.com -via:desastresaereosnews(Jorge Tadeu da Silva)
Passageiros do Airbus A380 da Qantas relatam explosão e chamas em uma asa
DA FRANCE PRESSE
Os passageiros a bordo do avião Airbus A380 da empresa australiana Qantas que teve de fazer um pouso de emergência em Cingapura nesta quinta-feira afirmaram ter ouvido uma grande explosão e visto chamas numa das asas do aparelho pouco depois da decolagem.
A companhia aérea indicou que o incidente não causou feridos entre os 433 passageiros e 26 membros da tripulação que viajavam no voo QF34.
"Ouvimos um barulho de explosão. Olhei pela janela e vi algumas chamas", declarou à agência France Presse, por telefone, o passageiro Ulf Waschbusch. "Alguma coisa se rompeu na asa esquerda, era uma pequena ruptura", acrescentou.
"O avião voou em círculos durante mais de uma hora para poder esvaziar o combustível. A bordo, todo mundo estava curiosamente calmo. Ninguém se assustou. A tripulação nos ajudou muito. Eu me senti em boas mãos."
Os primeiros passageiros do voo QF34 desembarcaram no terminal 1 do aeroporto de Changi cinco horas depois do pouso, e foram imediatamente levados de ônibus pelas forças de segurança.
"Foi uma experiência angustiante!", gritou um dos passageiros para os jornalistas enquanto era levado para o ônibus. Tyler Wooster, de 16 anos, declarou ao canal australiano ABC que ele estava sentado perto de uma das asas do avião e que também ouviu uma explosão.
"De repente, ouvi uma grande explosão, como um grande disparo, um disparo muito forte. Não podia ver o que acontecia na turbina, debaixo da asa, mas vi que havia um grande buraco", acrescentou.
Bombeiros tentam resfriar turbina do Airbus A380 da Qanta que apresentou falha; 459 pessoas estavam a bordo do avião
"Dez a quinze minutos depois da decolagem, ouvimos uma forte explosão, seguida por outra explosão e algo pareceu descolar-se da parte traseira da turbina", contou, por sua vez, Larry Heragy.
"O comandante veio falar conosco e disse que iria verificar o que estava acontecendo. Aterrissamos sem dificuldades", contou ainda. "Os membros da tripulação não paravam de falar com os passageiros para nos tranquilizar. Eles cuidaram muito bem de tudo."
"Todo mundo estava calmo. Todos estavam cuidando de todos. As mulheres que viajavam com crianças ficaram cuidando delas. Houve até algumas brincadeiras", contou Larry Heragy.
Christopher Lee, outro passageiro, disse ainda que o pouso foi feito com muita suavidade. "Viajo muito de avião, e esta aterrissagem foi uma das mais suaves de que me recordo", concluiu.
MAIS GRAVE INCIDENTE
O incidente foi o mais grave envolvendo o Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, em três anos de atividade e levou a empresa aérea australiana Qantas a suspender os voos de toda a sua frota do modelo.
Uma das quatro turbinas do Airbus A380 apresentou falhas alguns minutos depois de decolar de Cingapura com destino a Sydney (Austrália). Segundo a empresa, nenhum dos 433 passageiros e 26 tripulantes do voo QF34, que havia iniciado em Londres, ficou ferido.
A Qantas, que opera seis A380, anunciou que toda a sua frota do modelo teve seus voos suspensos vai passar por minuciosa investigação. Três A380 tinham voos previstos para hoje --um partindo de Sydney e dois de Los Angeles--, que foram cancelados.
"Vamos suspender todas as decolagens do modelo até termos certeza de que temos informações suficientes [sobre o incidente]", afirmou o diretor-executivo da empresa aérea, Alan Joyce, em Sydney.
Segundo Joyce, a aeronave é capaz de voar com apenas duas turbinas em funcionamento. "Foi uma falha de dimensão significativa. Nós não a estamos subestimando", afirmou.
As investigações estão sendo conduzidas pela agência australiana de segurança de transporte aéreo. Os passageiros devem passar a noite em Cingapura e completar a viagem até Sydney nesta sexta-feira (5) pela manhã, em uma nova aeronave.
Airbus A380, da empresa franco-alemã, aterrissa pela primeira vez no Brasil, no aeroporto de Cumbica, em 2007
HISTÓRICO
Até hoje, não havia registro de nenhum incidente significativo envolvendo o Airbus A380 desde o seu lançamento, em 2005, em meio a grande celebração sobre aquele que é considerado o maior, menos poluente e mais silencioso avião do mundo.
O avião que sofreu o incidente foi construído há dois anos.
Ao contrário da Qantas, as empresas aéreas Singapore Airlines, Emirates, Air France e Lufthansa, que também operam o modelo, disseram que não pretendem cancelar as atividades de suas frotas.
Há atualmente 37 aviões do tipo voando no mundo, e mais de 200 encomendados à empresa franco-alemã --que tem enfrentado atrasos nas entregas.
No começo deste ano, um A380 da Qantas havia estourado dois pneus ao aterrissar em Sydney. E em setembro do ano passado uma aeronave teve de dar meia-volta após decolar de Paris. Mas nenhum dos incidentes teve a gravidade do ocorrido nesta quinta-feira.
A Qantas nunca teve um acidente fatal. Em 2008, uma explosão abriu um buraco em um 747-400 da empresa australiana, mas a aeronave conseguiu pousar.
fonte:Folha online/fotos:Luiz Carlos Murauskas/Folhapress-Wong Maye-E/AP/
Após incidente duas companhias suspendem voos com aeronaves Airbus A380
CINGAPURA (Reuters) - A australiana Qantas Airways e a Singapore Airlines suspenderam voos de seus superjumbos Airbus A380 nesta quinta-feira, depois que uma falha de motor levou a uma aterrissagem de emergência em Cingapura.
A TV indonésia mostrou imagens de pedaços de peças em uma ilha próxima, que, segundo a emissora, pertencia ao avião da Qantas Airways que fez o pouso forçado. Um dos passageiros a bordo do voo QF32 disse que teria ouvido um "estouro gigante".
Autoridades australianas disseram que ninguém ficou ferido a bordo do voo, que começou em Londres e carregava 459 pessoas.
A Qantas e a Singapore Airlines decidiram manter no solo suas frotas de A380s, da Airbus, e a fabricante de motores britânica Rolls-Royce divulgou um comunicado pedindo para que todas as operadoras da aeronave façam uma revisão de segurança em seus motores Trent 900.
"Suspenderemos as decolagens de todos os aviões A380 até que estejamos absolutamente confiantes de que temos informações suficientes sobre o (voo) QF32", disse o chefe-executivo da Qantas, Alan Joyce, a jornalistas em Sydney.
"Essa foi uma falha significativa no motor. Não estamos subestimando a importância dessa questão. Pousar a frota de A380 é uma questão importante para nós", acrescentou.
A companhia aérea alemã Lufthansa disse que realizaria essas revisões sem interromper os voos.
A Emirates informou que não estava considerando suspender os voos pois seus motores são de outro fornecedor, e a Air France disse que continuaria a usar a aeronave normalmente.
O incidente desta quinta-feira no voo da Qantas foi um dos mais graves já ocorridos com o maior avião de passageiros do mundo em três anos de operação comercial.
Um dos quatro motores do Airbus A380 parou de funcionar minutos após a decolagem em Cingapura para Sydney, aterrorizando os passageiros.
Airbus A380, da companhia Quantas Airways faz pouso de emergência
France Presse
CINGAPURA, 4 Nov 2010 (AFP) -O Airbus A380 é a maior aeronave de passageiros a operar linhas comerciais na história da aviação civil. Nesta quinta-feira, um dos exemplares deste avião adquiridos pela companhia australiana Qantas precisou fazer uma aterrissagem de emergência em Cingapura devido a uma avaria em um dos motores.
Aeronave teve um problema técnico ao sobrevoar a indonésia.
Manobra não deixou feridos.
O Airbus A380-842, prefixo VH-OQA, da empresa australiana Qantas, registrou uma avaria no espaço aéreo da Indonésia logo após a decolagem e teve que realizar um pouso de emergência em Cingapura nesta quinta-feira (4) pela manhã (horário local, madrugada no Brasil), informou o ministério do Exterior da Austrália.
O avião, com 443 passageiros e 26 tripulantes, teve um problema técnico ao sobrevoar a ilha de Batam, confirmaram autoridades da Indonésia.
O motor nº2 (Trent 970, interior esquerdo) emitiu um forte estrondo e parte de sua cobertura se desprendeu.
Segundo a agência de notícias France Presse (AFP), fumaça saiu da parte inferior da aeronave pouco depois do pouso emergencial.
O avião foi cercado por seis caminhões do Corpo de Bombeiros, que usaram um produto químico para resfriar uma turbina.
O governo australiano informou que nenhum passageiro ou integrante da tripulação se feriu durante a manobra emergencial.
Não houve tumulto durante o esvaziamento da aeronave.
“O avião aterrissou sem incidentes no Aeroporto Changi, e nenhum passageiro nem tripulante ficou ferido”, afirmou um comunicado do Ministério de Relações Exteriores.
De acordo com a imprensa indonésia, uma pequena explosão chegou a jogar fragmentos do avião no espaço aéreo da Indonésia.
Pouco depois, o avião começou a despejar combustível para fazer a aterrissagem forçada, informou Tatang Kurnia, chefe do Conselho de Segurança de Transporte da Indonésia.
A aeronave iria realizar o voo QF-32 de Cingapura para Sydney, na Australia.
Seis minutos após a decolagem ocorreu o acidente. O avião despejou parte de seu combustível antes de realizar o pouso de emergência duas horas após a partida.
O A380 tem o dobro da capacidade de uma aeronave tradicional, podendo transportar 525 passageiros em configuração de três classes e até 853 em modo charter.
O Boeing 747-400, seu grande concorrente, que detinha o recorde anterior de capacidade, pode acomodar 416 passageiros.
No final de 2005, a Boeing lançou uma versão ampliada de seu avião, o 747-8, com 450 assentos, o que mesmo assim não alcança as proporções do gigante da Airbus.
Em números, o A380 permite transportar 35% mais passageiros que o B747, com 50% a mais de superfície, mas a custos menores.
O A380 tem longitude de 80 metros (70,6 m para o B747-400), altura de 24 metros e autonomia de até 15.200 km.
Ao todo, 40% da estrutura e das peças da aeronave foram fabricadas com compostos de fibras de carbono e novos materiais metálicos.
A parte superior da fuselagem é feita de um novo material batizado de Glare, uma mescla de alumínio e fibras de cristal impregnadas em resina, que é 10% menos pesado que o alumínio tradicional, mas muito mais resistente.
O A380 pode ser equipado com motores do tipo Trent 900 da britânica Rolls-Royce ou com o GP 7200 da Engine Alliance, aliança da General Electric e da Pratt and Whitney.
O primeiro avião vendido, propriedade da companhia Singapore Airlines, começou a ser usado em 25 de outubro de 2007. Atualmente, estão em serviço 37 A380
Em junho, a Airbus anunciou que tinha 234 pedidos de 17 clientes. Noventa jatos foram encomendados só pela Emirates Airlines.
A Qantas é a segundo cliente mais importante, com 20 pedidos. Já são seis em atividade.