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Projeto KC-390 escapa de cortes do governo
O programa KC-390, para desenvolvimento de um jato cargueiro, transporte de tropas, tanque de reabastecimento em voo e remoção médica, está preservado dos cortes de recursos orçamentários reafirmados na semana passada pelo governo.
O projeto é uma das dez prioridades na área de Defesa aprovadas, há dois meses, pela presidente Dilma Rousseff.
O Palácio do Planalto recebe relatórios mensais sobre o andamento de cada empreendimento listado pelos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O principal investidor no KC-390 é a aviação militar.
Há dois anos foi definida a dotação de R$ 3,028 bilhões, visando à engenharia e à produção de duas unidades preliminares. A fabricação de série envolve 28 aeronaves para a FAB. Tomando como referência o preço médio de modelos da mesma classe, esse pacote de fabricação regular sairá por R$ 3 bilhões. Até o momento, a aplicação feita bate em R$ 300 milhões.
A turbulência dos mercados financeiros também não atingiu o KC-390. Segundo o fabricante, a Embraer Defesa e Segurança, cinco países mantêm a intenção de comprar a aeronave e eventualmente participar do processo industrial: Argentina, Chile, Portugal, Colômbia e República Checa. A França anunciou em 2009 disposição de adquirir entre 10 e 15 unidades.
De acordo com Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa, “a carteira de negócios acumula 60 declarações formais, sendo o maior lote o da Força Aérea Brasileira”. No total não estão contabilizadas as eventuais encomendas francesas, de resto, ainda indefinidas.
O grande birreator vai sair da fábrica de Gavião Peixoto, a 300 quilômetros de São Paulo, na região de Araraquara. A terraplenagem da área onde será construído o novo hangar está em andamento. Cerca de 500 pessoas trabalham no programa. Até 2016 serão 1.800.
A entrega do primeiro avião está prevista para 2015.
A Embraer já completou a seleção de todos os principais fornecedores, como dos motores e de sistemas eletrônicos de bordo.
O KC-390 vai disputar um rico mercado. De acordo com Aguiar, há oportunidades para 700 aviões de transporte médio – na faixa de 25 toneladas e cerca de 2.700 quilômetros de alcance – a serem contratados até 2023. Em 2007, a carga útil era estimada em 19,5 toneladas. Em 2011, passou para 23,6 toneladas.
O teste de volume, utilizando uma maquete industrial do compartimento interno, permitiu acesso de dois tipos de blindados, a carreta padrão do sistema Astros, lançador de foguetes da Avibrás, de 15 toneladas, e um veículo de comando sobre rodas, de 14 toneladas. O arranjo eletrônico adota tecnologia Computed Air Release Point (Carp), que permite o lançamento de cargas com precisão.
Os pilotos contarão com visores digitais e sistema de visão noturna a partir de recursos óticos integrados aos capacetes.
O KC-390 terá recursos específicos de autodefesa, como despistadores de mísseis e dispositivo de interferência eletrônica.
O jato vai voar a 850 km/hora, com ganho de seus motores de última geração, 15% mais eficientes. Em missão de reabastecimento no ar – de caças, helicópteros e de outros KC-390 – o jato leva a bordo 37,4 toneladas de combustível.
Argumento
Na exposição que encaminhou para a presidente Dilma Rousseff, em junho, detalhando os projetos prioritários da Defesa, o ex-ministro Nelson Jobim destacou o KC-390 como “fundamental dentr0 da reconfiguração das Forças de forma expedicionária, com capacidade de reação, mobilização e deslocamento rápidos”.
Na prática, significa que, depois de acionados, esquadrões de transportes da FAB e tropas do Exército terão de estar atuando, em qualquer ponto do território nacional, no prazo de oito horas. O novo jato pode usar pistas sem pavimentação, com buracos de até 40 centímetros de profundidade.
Tem capacidade, ainda, para levar soldados equipados – 84 deles com material leve; 64 paraquedistas – da mesma forma como feridos removidos de áreas devastadas por catástrofes.
Fonte: O Estadãopor:Roberto Godoy – via: Plano Brasil
Planos da Embraer de seguir com 0 KC-390 esbarram nos cortes e reavaliações do Planalto
Preparando um grande evento para o anúncio dos principais parceiros estratégicos do Programa KC-390 durante o Salão Aeronáutico de Le Bourget, Paris (20 a 26 Junho), a EMBRAER Defesa e Segurança teve seus planos interceptados pelo Palácio do Planalto.
A pedido da própria Presidente(a) Dilma Rousseff o pacote de parcerias estratégicas a ser assinado com as empresas já pré-selecionadas em conjunto pela EMBRAER Defesa e Segurança e o Comando da Aeronáutico está sendo reavaliado.
A divergência ocorreu pela não aceitação de muitas empresas de assumirem todos os custos de desenvolvimento para adequarem ou até iniciarem projetos específicos para o cargueiro civil-militar KC-390.
A necessidade de grande modificação em especial das turbinas e estruturas para o emprego no KC-390, levou as empresas a não assumirem 100% dos investimentos como risco.
O Ministério da Fazenda foi encarregado de analisar, a pedido da Presidente(a), as parcerias e desembolsos do Programa KC-390.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), também está participando. O Ministro Fernando Pimentel (MDIC), já foi encarregado pela Presidente(a) de reavaliar as contrapartidas comerciais e tecnológicas do Programa F-X2.
Os Ministros da Defesa, Nelson Jobim, em viagem a Inglaterra e França e o próprio Fernando Pimentel, na França onde participou do “The 2nd Brazil Business Summit”, organizado pela revista britânica The Economist, em Paris,na semana passada, tiveram esta questão em suas pautas.
Para o Salão de Le Bourget a FAB e EMBRAER Defesa e Segurança enviaram nutridas comitivas. Porém coube ao solitário Vice-Presidente Comercial Orlando Neto apresentar-se na coletiva acompanhado pelo seu colega Eduardo Bonini, VP Operações, na platéia, e falar sobre a possível venda do A-29 Super T (Nome comercial para os EUA) para a USAF (usuário final a Força Aérea do Afeganistão).
O processo DilmaX que a presidente iniciou com o objetivo de revisar todos os programas militares (F-X2, Prosuper, etc) e agora o KC-390 está baseado em uma verificação da consistência dos: Fatos, Dados e Números.
Porém, surgiu um quarto componente para análise e que têm sido um grande complicador em chegar a uma conclusão, e este item é: cenários.
É perceptível que a realidade da indústria aeroespacial e de defesa está em um processo de transformação ainda não perfeitamente delineado.
O peso da indústria americana invadindo os mercados internacionais, as indústrias européias e russas indefinidas, e um novo gigante crescendo, a indústria aeronáutica e de defesa chinesa.
Como pano de fundo uma crise econômica persistente, que tem afetado os investimentos nas áreas de defesa, em particular, em quase todos os países.
Em cada segmento há ansiedade pelo que acontecerá mais a frente. Nestas incertezas presentes é interessante observar os processos em curso para uma melhor análise:
Os governos americano e francês também endureceram o jogo restringindo a ação das suas empresas no projeto KC-390 vinculando a uma decisão do F-X2. Embora em declaração forte e uníssona do trio composto por Frederico Curado, Orlando Neto e o próprio Brig Juniti Saito desvinculem a escolha do caça do projeto do cargueiro. Declarações feitas há um ano na coletiva da EMBRAER, em Farnborough para o editor de DefesaNet.
A indecisão não é só na EMBRAER com o futuro dos seus jatos comerciais, a gigante BOEING tem dois grupos de projetos competindo entre si, as propostas de um avião totalmente novo e outro modificado para substituir o B737.
O prazo para decisão pelo Board da empresa de Seattle é alguma data de agora e entra em 2012 a dentro. A AIRBUS optou pela adoção de um novo motor e adaptá-lo criando o A320NEO que tem obtido grandes vendas.
A EMBRAER- cautelosa, e ansiosa.
Seu recente insucesso na China, mesmo com a ajuda do Palácio do Planalto, e a tentativa de não cutucar os dois grandes: AIRBUS e BOEING. A agressividade de uma BOMBARDIER e os russos e chineses propondo encurtar sua campo de manobra torna a EMBRAER apreensiva quanto aos próximos passos.
Nestas indecisões da decisão o Palácio do Planalto optou por ganhar tempo. Assim a retirada para que o Ministério da Fazenda reavalie as parcerias de risco e as conrtrapartidas no Programa KC-390. Curiosamente o programa está com o Ministro Guido Mantega, que é, digamos, no mínimo hostil às Forças Armadas.
Mesmo que para isto o cronograma do desenvolvimento do KC-390 sofra atrasos, pois os principais parceiros deveriam estar selecionados até junho 2011, ou abril segundo alguns cronogramas.
As empresas já anunciadas pela EMBRAER desde Maio são as seguintes com os respectivos equipamentos (cliquem nos links nos nomes da empresa para ler as notícias):
| Empresa | País | Componente |
| Rockwell Collins | EUA | Aviônicos Pro Line FusionTM |
| Liebherr | Alemanha | Sistemas de controle ambiental e da pressão da cabine |
| Esterline | Inglaterra | Sistema de automanete |
| Messier-Bugatti-Dowty | França | Sistemas de rodas, freios, retração e extensão do trem de pouso, e conjunto hidráulico do controle direcional em solo |
| DRS | EUA | Sistemas de movimentação de carga e lançamento aéreo (Aerial Delivery System – CHS/ADS) |
| ELEB | Brasil | Trem de Pouso |
Questionado para o anúncio dos parceiros do KC-390, em Le Bourget, Orlando Neto afirmou que estava “on Track”, e que nas semanas seguintes (junho-julho), seriam anunciados.
Pelo exposto acredita-se que o governo assumirá um atraso controlado no programa KC-390 até ter uma idéia mais clara dos cenários à frente.
Fonte: DefesaNet – Nelson Düring-Via Cavok
Embraer estuda lançamento de versão civil do KC 390
A Embraer confirmou planos de lançar uma versão mais comprida do KC-390 para o mercado de carga civil que funcinários da empresa preveem que irá gerar entre 200-250 encomendas ao longo de um período de 10 anos a partir de 2018.
O fabricante brasileiro revelou o plano durante o Paris Air Show, apenas um dia após a Kawasaki anunciar estudos em andamento para converter a base do transporte militar C-2 em um cargueiro comercial.
O KC-390 está sendo desenvolvido num programa avaliado em US$ 1,3 bilhões para a Força Aérea Brasileira, e deve receber a certificação militar em 2016. Um modelo esticado poderia estar disponível já em 2018 para o mercado de transporte comercial, que inclui a agência dos Correios do Brasil – o cliente de lançamento original para uma versão anterior do KC-390.
A versão civil teria de ser modificada com duas seções adicionadas ao comprimento de 33,91m (111,3 pés) da fuselagem do KC-390, disse Orlando Neto, vice-presidente de vendas da Embraer Defesa e Segurança, numa entrevista.
Uma parte seria adicionada a frente da asa para acomodar uma porta lateral de carga. E outra parte seria inserida na fuselagem, na parte de trás da asa, para criar mais espaço interno, disse Neto.
As asas e os motores existentes do KC-390 são dimensionados para acomodar a versão estendida para o mercado de carga, acrescentou. O KC-390 também possui um sistema de aviônicos – um Rockwell Collins ProLine Fusion – projetado para receber a certificação civil Parte 25 em 2015.
Apesar de recentemente ter entrado num ano de fase de definição conjunta, a Embraer ainda tem que finalizar acordos com o fornecedor de motores para o KC-390. Tanto o CFM International CFM56 como o V2500 Internacional Aero Engines têm sido considerados para a aeronave.
Neto confirmou que as discussões estão ocorrendo entre a empresa e a Força Aérea Brasileira sobre o fornecedor de motores. As discussões agora estão entre a empresa e os fornecedores, embora não quis esclarecer se uma das empresas já havia sido descartada.
Mas as discussões também não devem se arrastar indefinidamente. Neto acrescentou que a Embraer tem um cronograma rígido para a conclusão das negociações, e que deve fechar um contrato dentro de algumas semanas.
Os Correios investirão entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão na criação de sua empresa aérea de transporte de carga, já batizada de CorreiosLog.
Já está certo que a estatal vai comprar aviões da Embraer, com prazo de dois anos para entrega, para fazer a subsidiária decolar.
A frota está estimada em 15 aeronaves.
O objetivo da parceria dos Correios com a Embraer é reduzir custos, incentivar a indústria nacional e gerar empregos.
A logística de transporte é um dos problemas mais graves dos Correios. Estudos da estatal indicam que sua capacidade de entregar as correspondências dentro do prazo se esgotará em um ano e meio.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deu prazo de seis meses para que a direção dos Correios defina o modelo pelo qual deverá colocar a CorreiosLog no ar – se pela compra de empresa já existente ou criação de uma nova empresa – e aprove o plano de negócios, de forma que a subsidiária comece a operar até o primeiro semestre de 2012.
Fonte:Cavok
Embraer define sistema de aviônicos do futuro KC-390
A Embraer Defesa e Segurança selecionou o sistema aviônico Pro Line FusionTM, fabricado pela Rockwell Collins, para equipar a aeronave de transporte militar KC-390.
“A Embraer escolheu a melhor solução de aviônica de última geração disponível no mercado, o que trará maior eficiência operacional para o KC-390. O já profundo relacionamento comercial e técnico entre a Embraer e a Rockwell Collins será fortalecido com mais esta parceria, agora na área de defesa e segurança”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, Vice-Presidente de Operações da Embraer Defesa e Segurança.
“A escolha do nosso sistema integrado de aviônicos pela Embraer disponibilizará aos pilotos a mais avançada capacidade em aviônica comercial, robustecida para atender aos requisitos de missões militares”, disse Dave Nieuwsma, Vice-Presidente e Diretor-Geral de Mobilidade e Soluções para Asas Rotativas da Rockwell Collins. “Os pilotos contarão com uma consciência situacional aprimorada e carga de trabalho reduzida para cumprir com sucesso as missões.”
O sistema Pro Line FusionTM da Rockwell Collins incorpora ao KC-390 o que há de mais moderno em aviônicos e atende às necessidades atuais e futuras da aeronave em termos de comunicação, navegação e vigilância.
A ferramenta atende aos mais recentes requisitos de CNS/ATM (Communication, Navigation and Surveillance for Air Traffic Management, ou Comunicação, Navegação e Vigilância para Gerenciamento do Tráfego Aéreo), com avançada interface homem-máquina, capacidade de reconfiguração automática em caso de avarias e barramento de troca de dados de alta capacidade.
O início dos ensaios em vôo do KC-390 com os novos aviônicos está previsto para 2014 e a entrada em serviço da aeronave para o final de 2015.
Fonte:Cavok/Vídeo:
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define até o fim desta semana o corte de R$ 4,3 bilhões no Orçamento de investimento e custeio do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Jobim já decidiu manter os investimentos previstos na lei orçamentária deste ano para os projetos de construção do submarino nuclear, do avião cargueiro KC-390 e de 50 helicópteros EC 725, a serem destinados para as três Forças Armadas.
Em contrapartida, vai cortar a compra de 12 helicópteros russos para a Força Aérea Brasileira (FAB), conforme previa a peça aprovada do Orçamento Geral da União.
Na definição entre o que manter ou cortar, Jobim levou em conta a manutenção de projetos importantes, como o de desenvolvimento de uma indústria nacional de material bélico, e daqueles considerados estratégicos para dotar o país de uma força armada, que permita ao Brasil buscar um espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, sobretudo após descoberta de um mar de petróleo sob a camada do pré-sal, em 2007.
Um exemplo do primeiro caso é a fabricação do helicóptero EC-725 Super Cougar pela Helibras, numa parceria com a Eurocopter, líder mundial do setor. “A Helibras não está produzindo sozinha.
As turbinas estão sendo produzidas pela Turbonet, uma empresa com sede no Rio de Janeiro.
A aviônica é parte da Aeroeletrônica, que está em Porto Alegre, por exemplo”, diz Jobim. “Essas empresas são montadoras, há uma enorme capilaridade de fornecedores. Se parar agora, atinge todo um ciclo. Então não faço. Tem que segurar o andamento dessa indústria, que é de alta tecnologia.”
O ministro da Defesa disse que nem mesmo o ritmo inicial de execução desses investimentos – submarino, KC-390 e os helicópteros EC-725 – será reduzido.
O orçamento do ministério previa R$ 1,85 bilhão para o submarino, que está sendo desenvolvido pela Marinha em parceria com a França. Para o projeto KC 390, feito pela Embraer, o orçamento reserva R$ 100,6 milhões.
“Estamos em fase de construção do estaleiro e da base de Itaguaí (RJ)”, disse Jobim, em relação ao submarino. “Na Nuclep, estamos construindo a parte do reator do submarino. Temos 30 engenheiros na França.”
O KC-390 é um cargueiro com capacidade de transportar 21 toneladas com grande potencial de mercado – a Embraer já dispõe de pelo menos 60 intenções de compra.
O protótipo fica pronto em 2016. Em 2018, estará no mercado. Esse prazo é considerado fundamental, porque em 2018 se encerra o ciclo de vida de 1.500 aviões Hércules no mundo.
“O KC-390 não só substitui o Hércules, como será capaz de pousar em uma pista de 1.300 metros”, diz Jobim. O cargueiro foi desenhado a partir de especificações da FAB, que precisava de uma aeronave para pousar nas pistas curtas da Amazônia.
A aeronave tem asa alta, como o russo Antonov, e é bojudo, assemelhando-se a um sapo.
“Fizemos economia nas compras de equipamentos, e não nos investimentos que envolvem a indústria nacional”, explicou o ministro.
Outro projeto preservado foi o da fabricação do blindado Guarani, de seis rodas, que está sendo feito pela Fiat Iveco.
O blindado Guarani será uma espécie de sucessor do Urutu.
O carro terá 18 toneladas, motor diesel eletrônico, tração 6×6, capacidade anfíbia, podendo transportar até 11 militares e deslocar-se a uma velocidade de até 100 km/h.
O motor e 60% dos componentes serão de produção nacional. O objetivo é diminuir os custos de produção e manutenção do blindado sobre rodas.
De acordo com Jobim, cada um desses projetos envolve a compra de equipamentos de indústrias nacionais e uma paralisação dos investimentos teria repercussão negativa em cadeia.
Por essa razão, o ministério fez um grande esforço para manter cada um deles em andamento.
O corte da verba para o desenvolvimento do KC-390, por exemplo, chegou a ser anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando foi anunciado o aperto fiscal de 2010.
O que a Defesa conseguiu foi manter o volume do corte, mas defini-los de acordo com as prioridades das Forças Armadas e da Estratégia Nacional de Defesa, entre as quais está o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Jobim não quis revelar quais compras foram adiadas e nem onde o corte foi realizado.
“Ainda estamos concluindo o ajuste”, disse o ministro. É certo, no entanto, que foi cancelada a compra de 12 helicópteros da Rússia para a FAB. Aliás, o governo brasileiro tem se queixado da falta de cumprimento de cláusulas contratuais por parte dos russos.
O adiamento da compra do primeiro lote de 34 caças para a FAB não foi considerado no corte, pois, segundo explicou Jobim, o impacto financeiro dessa despesa não ocorreria este ano. “Mesmo que a decisão sobre a compra saia ainda em 2010, vamos levar de 10 a 12 meses apenas para negociar e fechar o contrato”, afirmou.
Esse foi o prazo ocorrido em outras grandes contratações da Defesa, depois de definida a licitação.
O orçamento do Ministério da Defesa para este ano previa gastos totais de R$ 15,1 bilhões.
Desse total, R$ 4,8 bilhões são de despesas obrigatórias, que não podem sofrer cortes.
A chamada “base contingenciável”, que reúne as despesas discricionárias, é, portanto, de R$ 10,3 bilhões.
Com o corte de R$ 4,3 bilhões, essas despesas foram reduzidas para R$ 6 bilhões.
Sem dar detalhes sobre os cortes feitos no ministério, Jobim disse que a orientação foi destinar os recursos para o custeio básico, e mais um pouco para que as coisas continuem no ponto em que estão, o que é chamado de manutenção operativa.
Nesse sentido, o ministro não cortou os recursos necessários para a manutenção dos equipamentos existentes.
Fonte: Valor Econômico
A norte-americana DRS Defense Solutions assinou nesta terça-feira acordo com a Embraer Defesa e Segurança, divisão da fabricante de aeronaves, para fornecimento do sistema de movimentação de carga e lançamento aéreo para o cargueiro KC-390, que a companhia brasileira desenvolve a pedido da Força Aérea Brasileira.
Em comunicado ao mercado, a Embraer não revelou valores do contrato que estabelece a DRS, além de fornecedora, como responsável por oferecer suporte pós-venda de seus componentes.
Com o anúncio, a DRS se torna a primeira empresa a assinar contrato de fornecimento para o KC-390, exatamente um ano após a ter afirmado que pretendia definir os fornecedores do cargueiro neste período, de acordo com o documento.
O KC-390 tinha, no final do ano passado, intenções de compra de 54 unidades, sendo 28 da Força Aérea Brasileira. O cargueiro ainda não teve preço de tabela definido.
Fonte:Reuters -Por: Eduardo Simões/foto:Embraer
Após a conferência de impressa com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, o ministro Tcheco Alexandr Vondra afirmou que a Republica Tcheca participará na produção do novo avião de transporte KC-390 da Embraer.
A empresa Tcheca que atuará como parceira será o fabricante aeronáutico Aero Vodochody que vai produzir as seções traseiras da fuselagem do avião, portas, e estruturas das asas, acrescentou o ministro da defesa brasileiro Nelson Jobim, que acaba de chegar à Rep. Tcheca.
O projeto do novo avião está sendo desenvolvido em colaboração com quatro outros países e o prototipo vai estar pronto em 2014.
O Avião de transporte completo entrará no mercado por volta de 2018.
O Ministro Tcheco fez questão de ressaltar que nesta classe de aviões não haverá muita concorrência.
É a primeira vez que um ministro de defesa brasileiro visita a Rep Tcheca, e nesta oportunidade foram assinados diversos acordos na área de defesa.
Entre os temas acordados estão treinamentos conjuntos de defesa contra armas de destruição em massa, treinamento de guerra em selva entre outros.
A Republica Tcheca também oferecerá propostas de modernização dos helicópteros de origem russa, cujas licenças de modificações são cedidas a empresa Malešice (LOM PRAHA- Praga), a mesma empresa que efetuou os trabalhos de modernização dos Mi-171s Tchecos que atuaram no Afeganistão.
fonte:Plano Brasil-por: Z. Gottvaldová
Projeto do KC-390: o valor total do contrato entre o Comando da Aeronáutica e a Embraer para o desenvolvimento monta a 3,028 bilhões de reais
Nas últimas semanas, o mercado acompanhou uma série de comunicados da Embraer sobre países interessados em comprar o modelo KC-390 - que ainda nem foi concluído.
Para especialistas em aviação e defesa ouvidos pelo site EXAME, há motivos para tanto interesse.
O cargueiro da Embraer é a maior novidade em transporte militar desde os anos 50, quando foi lançado o americano Hércules C-130.
Assim como os automóveis de passeio são divididos por tipos, como sedã e hatch, os aviões também são classificados por modelo.
No jargão do setor, KC é toda aeronave capaz de abastecer outras em pleno vôo (função representada pela letra K) e transportar tropas e equipamentos militares (representada pela letra C).
O KC-390 é o chamado avião de assalto, que deve ser capaz de pousar no campo de batalha, em pistas mal-preparadas, colocando tropas e carros de combate perto da zona de conflito. Além de ser um avião de transporte de carga, ele pode reabastecer aviões de combate durante o vôo.
"É uma janela de oportunidades detectada pela Embraer, de desenvolver uma aeronave com essas características mais modernas. O KC-390 vem ocupar esse nicho de mercado", diz Richard Lucht, diretor nacional de pós graduação da ESPM e professor colaborador do ITA.
Já faz alguns anos que a espinha dorsal das principais forças aéreas do mundo para transporte de cargas de médio porte é o C-130 (Hércules C-130), segundo Lucht. "Desde a década de 50, as fabricantes de aeronaves tentam um substituto para o Hércules, e o KC 390 pode ocupar essa função", diz o especialista em aviação Paulo Bittencourt, da Multiplan Consultores Aeronáuticos.
Entre as características do KC-390 que o destacam em comparação ao Hércules C-130 está o motor a jato, que permite melhor desempenho em pousos e decolagens, segundo Lucht - uma qualidade importante em um avião que precisa aterrissar no meio de uma floresta ou em um campo de batalha, por exemplo.
"O conjunto da solução é mais moderno", diz. Outra vantagem seria a maior capacidade de carga (23 toneladas, enquanto a do Hércules é de, aproximadamente, 20 toneladas).
Dentre as 54 intenções de compra do KC-390, há pedidos no Brasil (28), Chile (6), Colômbia (12), Portugal (6) e República Tcheca (2).
Não existe ainda um preço divulgado para a aeronave.
Os comunicados recentes referem-se a acordos no âmbito governamental, ou seja, o governo do país tem intenção de adquirir o KC-390, se sua indústria participar do programa de desenvolvimento da aeronave.
"O KC-390 tem potencial para atender forças aéreas do mundo todo, inclusive países desenvolvidos, mas uma substituição completa nunca vai acontecer nesses países, até por um questão de soberania", diz Lucht.
Já Bittencourt não acredita que o avião vá substituir o Hércules nos Estados Unidos.
"Os congressistas americanos criam muitos problemas para a força aérea comprar aviões fora do país", afirma.
Para o especialista, é importante vender nos países em desenvolvimento, porque eles compram pouco em quantidade, mas dão visibilidade ao produto. "Acredito na venda para países de primeiro mundo também.
A França está interessadíssima, e se ela comprar, a OTAN poderia comprar.
A OTAN cria padrões, e os países compram dentro do padrão", diz Bittencourt, referindo-se à Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar mantida pelos Estados Unidos e pelos países europeus.
Luis Adônis Batista Pinheiro, ex-chefe do DAC - e ex-piloto e instrutor no Hércules C-130 - não acredita que países como os Estados Unidos, França e Inglaterra venham a usar o modelo brasileiro. Mas ele aposta em vendas para a América do Sul, Ásia e Oriente Médio. "O KC-390 vai ser melhor que o Hércules", diz.
O valor total do contrato entre o Comando da Aeronáutica e a Embraer para o desenvolvimento monta a 3,028 bilhões de reais. Já o cronograma de desembolsos estipulado no contrato é confidencial e não é comentado pela empresa.
O programa está agora em sua segunda fase, chamada de definições iniciais, em que uma das principais atividades é justamente a procura e seleção dos fornecedores.
Por essa razão, os fornecedores não estão ainda definidos, segundo a Embraer.
O primeiro protótipo deverá voar em meados de 2014, e as primeiras aeronaves de série deverão começar a ser entregues no final de 2015.
O mercado de defesa já é a segunda maior fonte de receitas da Embraer, atrás apenas da aviação comercial.
No primeiro semestre, a receita do segmento militar totalizou 655 milhões de reais - 15,5% do total.
No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a empresa destacou "um cenário favorável de crescimento" para este setor, puxado não apenas pelo KC-390, mas também por programas como o AMX.
Resta saber se o avião brasileiro conseguirá, mesmo, superar o mitológico Hércules.
Fonte: Beatriz Olivon (Exame.com) - via :Desastres Aéreos News
A Embraer participou de cerimônia ocorrida hoje, em Santiago, no Chile, quando os Ministros da Defesa do Brasil e do Chile assinaram Declaração de Intenções para a participação do Chile no programa do jato de transporte militar KC-390.
Com base neste acordo, a Empresa Nacional de Aeronáutica (Enaer), do Chile, engaja-se nas discussões sobre a participação no desenvolvimento do avião e no fornecimento de parte da estrutura.
A declaração também marca o início das negociações visando à futura aquisição de seis aeronaves KC-390 para equipar a Força Aérea do Chile (FACH).
“Tivemos recentemente uma mostra inequívoca de apoio do governo brasileiro ao KC-390, com a declaração de intenção de aquisição inicial de 28 unidades por parte da Força Aérea Brasileira (FAB). É com grande satisfação que vemos o Chile juntar-se nesta direção”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa.
“Temos um ótimo relacionamento com a Enaer e esperamos expandi-lo ainda mais por meio desta parceria, que não somente demonstra o apreço do governo chileno pelo KC-390, que consideramos um produto vencedor, mas também o interesse mútuo em integrar as bases industriais de defesa dos dois países.”
A bem-sucedida parceria industrial entre Brasil e Chile remonta à década de 1990, quando a Enaer começou a destacar-se como fornecedora de estruturas para o jato regional ERJ 145, com 50 assentos, fabricado pela Embraer.
Em 2008, a FACH encomendou 12 aviões Super Tucano da Embraer para missões de treinamento tático de pilotos, todos já entregues e em operação.
“Vemos com muita satisfação e orgulho que a qualidade do trabalho realizado por nossos profissionais seja reconhecida, permitindo-nos assim participar deste novo e relevante programa de produção de uma aeronave como o KC-390”, afirmou o Diretor-Executivo da ENAER, General Pedro Bascuñan.
“A participação no projeto não beneficia apenas a Embraer e a ENAER, mas a ambos países, ao gerar fontes de emprego e impulsionar o desenvolvimento industrial. A possibilidade de trabalhar conjuntamente no programa KC-390 se apresenta como uma interessante alternativa para fomentar a fabricação de estruturas aeronáuticas em nossas instalações. Agradecemos o interesse mostrado pela Embraer de trabalhar conosco cada vez que inicia o desenvolvimento de novas aeronaves, sejam civis, comerciais ou militares.”
No último mês de julho, no Show Aéreo Internacional Farnborough, na Inglaterra, a Embraer e a FAB divulgaram uma intenção de compra inicial, pelo governo brasileiro, de 28 jatos KC-390 para renovação da frota.
O acordo anunciado hoje marca uma nova etapa norelacionamento entre os dois países e entre a Embraer e Enaer.
Fonte:Cavok
Essa é uma festa tradicional, marca o momento em que um avião, ainda protótipo, deixa a linha de montagem e rola para fora do hangar, iniciando a etapa de avaliação da sua capacidade.
O primeiro voo de uma unidade de série será realizado dois anos depois, em 2016.
O Comando da Força Aérea é o principal investidor do programa.
Em abril de 2009 foi autorizada a dotação total de R$ 3,028 bilhões para o desenvolvimento do projeto e produção dos modelos preliminares, dois deles, com duração de sete anos.
Há duas semanas a FAB anunciou a disposição de adquirir um lote inicial de 28 aviões KC-390. Pelo atual valor de mercado dos equipamentos da mesma classe, o negócio é estimado em R$ 3,04 bilhões.
“Com isso, o governo deixa claro que o programa é irreversível e afinado com a Estratégia Nacional”, considera o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O ministro tem planos para envolver a Embraer como receptora de tecnologias de ponta, e não apenas no setor aeronáutico, implícitas no processo de reequipamento das Forças Armadas.
O tema foi discutido na semana passada, em São Paulo com Frederico Curado, presidente da empresa, e Orlando Ferreira Neto, vice-presidente para o mercado de Defesa. Segundo Jobim, foi uma discussão conceitual.
Mudanças
O KC-390 vai disputar um enorme e rico mercado internacional. De acordo com o presidente Curado, serão ao menos 700 aviões de transporte médio – na faixa pouco acima de 20 toneladas e cerca de 2.700 quilômetros de alcance – contratados até 2020.
Ao longo do período, o produto vai sofrendo mudanças.
A carga útil, por exemplo, aumentou de 19,5 para 23,6 toneladas, quatro mil quilos a mais em relação à especificação inicial.
O teste de volume, utilizando uma maquete industrial do compartimento interno, permitiu acesso de dois tipos de blindados, a carreta padrão do sistema Astros, lançador de foguetes da Avibrás, de 15 toneladas, e um veículo de comando, de 14 toneladas.
A configuração eletrônica adota tecnologia Computed Air Release Point, a CARP, que permite o lançamento de cargas com precisão.
Os pilotos contarão com visores digitais e sistema de visão noturna a partir de recursos óticos integrados aos capacetes.
O KC-390 terá recursos específicos de autodefesa, como despistadores de mísseis e dispositivo de interferência eletrônica.
Os próximos meses serão intensos. Ainda não foi decidido o fornecedor dos motores, que devem ter “menos de 30 mil libras e mais de 25 mil libras de empuxo”, diz Orlando Ferreira Neto.
É uma forma de manter os custos baixos sem perdas no desempenho: o jato deve voar a 850 km/hora, com ganho de rendimento de ao menos 15% em relação aos concorrentes.
Ainda assim, não será uma aeronave experimental. Em entrevista durante o Salão de Farnborough, na Inglaterra, Ferreira declarou que “a ideia é empregar o máximo de conhecimento provado – não estamos reinventando a roda aqui”.
O resultado final, garante, “é oferecer performance e custo em condição de vantagem frente ao mercado”.
Em missão de reabastecimento aeronaves no ar – inclusive de outros KC-390 – o birreator leva a bordo 37,4 toneladas de combustível, 14 das quais acomodadas em dois tanques extras.
No novo desenho de mobilização de Forças o deslocamento rápido exige transporte aéreo para qualquer ponto.
Prevendo o pouso e decolagem em pistas precárias, o KC-390 pode atuar sobre terreno semipreparado, com buracos de até 40 centímetros de profundidade.
Soldados equipados, prontos para entrar em ação, ou os feridos evacuados de áreas devastadas por catástrofes, vão viajar no conforto de uma cabine pressurizada e climatizada da mesma forma que nos aviões comerciais.
Gavião Peixoto.
A cadência de produção prevê uma aeronave e meia, de série, por mês.
As instalações industriais de complexo de São José dos Campos serão expandidas, mas a maior parte dos investimentos será concentrada na planta de Gavião Peixoto, 300 quilômetros distante de São Paulo. Ali vai funcionar a linha final de montagem.
O programa do cargueiro vai gerar, até 2016, perto de 1,8 mil novas vagas, 600 delas na Embraer, acredita o Sindicato dos Metalúrgicos.
Há uma certa euforia na pequena cidade de 4,2 mil habitantes na região noroeste. A fábrica mantém 2.221 vagas.
“O programa KC-390 vai consolidar o segundo polo aeronáutico em Gavião Peixoto”, sustenta o economista e consultor João Victor de Freitas, para quem “essa é a saída para o estrangulamento da unidade de São José dos Campos, e uma forma de estimular o surgimento de outro núcleo especializado, estrategicamente distante do primeiro”.