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28/09/2011

Aeronáutica reestrutura rotas para reduzir tempo de voos no país


Aeronáutica reestrutura rotas para reduzir tempo de voos no país


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Projeto da Aeronáutica deve reduzir consumo de combustível por aviões.
Sistema, que permite voos mais 'retos', começa a funcionar em 2012.

http://fhoeke.de/radar.gifUm projeto de reestruturação da rede de rotas aéreas feito pela Aeronáutica promete reduzir o tempo de viagem no país, além de diminuir o consumo de combustível e a poluição provocada pelos aviões.

De acordo com a Aeronáutica, a partir de 2012, as aeronaves comerciais passarão a se deslocar pelo Brasil por meio da chamada Navegação Baseada em Performance (PBN, na sigla em inglês), sistema que permite que o caminho percorrido entre um aeroporto e outro seja mais "reto" e direto.

A imagem mostra como são as rotas hoje, com necessidade de curvas e cruzamentos nas ligações São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Brasília. As linhas azuis são os 'caminhos' baseados nos equipamentos instalados no solo.  (Foto: Foto: Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea))
A imagem mostra como são as rotas hoje, com necessidade de curvas e cruzamentos nas ligações
São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Brasília. As linhas azuis são os 'caminhos' baseados nos
equipamentos instalados no solo. (Foto: Decea)

Hoje, os trajetos feitos pelos aviões acompanham linhas de equipamentos de auxílio à navegação aérea instalados no solo. O piloto precisa passar sobre uma série desses equipamentos, que emitem sinais captados pelo avião e permitem dizer a sua localização e a direção em que ele voa.

Muitas vezes, por conta da localização desses equipamentos, a aeronave é obrigada a fazer curvas e desviar da direção da cidade-destino, o que aumenta o tempo de viagem e o consumo de combustível.

Imagem mostra como vão ficar as rotas, mais 'retas' e com menos cruzamentos (Foto: Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea))
Imagem mostra como vão ficar as rotas, mais 'retas' e com menos cruzamentos (Foto: Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)

Com o sistema PBN, pilotos e controladores passarão a usar informações de satélites e de equipamentos que ficam dentro do avião para saber sua posição e a direção.

Sem a obrigação de acompanhar os equipamentos no solo, diminui a necessidade de curvas e o caminho fica mais reto.

Tempo de voo menor

Cálculos preliminares feitos pela Aeronáutica indicam a redução de cerca de 10 minutos no tempo das viagens tendo como origem ou destino a cidade de São Paulo, nas ligações com Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal.

Apenas nessas rotas são feitos mais de 35 mil voos por ano. Segundo a aeronáutica, os 10 minutos a menos por voo devem gerar uma economia de cerca de 12 milhões de kg de combustível e evitar a emissão de cerca de 38 milhões de kg de CO2 na atmosfera por ano.

“Este é um cálculo conservador. Esperamos que o tempo de viagem e, consequentemente, a economia de combustível e redução das emissões, sejam maiores do que as estimativas preliminares apontam”, disse o tenente-coronel Julio Cesar Souza Pereira, chefe da Sessão de Planejamento Operacional Estratégico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e responsável pelo projeto.

O sistema PBN começa a funcionar em março de 2012 na área que inclui as cidades São Paulo, Campinas, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória.

A estimativa é que ele passe a valer para todo o país até o final de 2013. Os equipamentos de solo vão continuar a funcionar, principalmente para guiar aeronaves que não dispõem de equipamentos para voar pelo novo sistema.

De acordo com Pereira, a data da mudança no sistema de navegação foi acordada em um fórum sul-americano, pois as rotas entre o Brasil e seus vizinhos têm que ser coerentes umas com as outras. Além disso, apontou ele, foi preciso aguardar que uma quantidade significativa dos voos fosse operada por aviões com os equipamentos necessários para o funcionamento do sistema.

Segurança

Pereira aponta que o PBN também vai trazer mais segurança para o sistema aéreo brasileiro e reduzir a carga de trabalho de controladores e pilotos.

Isso acontece porque o PBN reduz os cruzamentos de rotas, hoje muito comuns devido à necessidade de seguir os equipamentos em solo. O uso de satélite e equipamentos embarcados vai permitir que as rotas de ida e volta entre dois destinos sejam paralelas.

“A partir do momento em que se reduz o número de cruzamento, aumenta a segurança. O espaço aéreo fica menos complexo e os controladores não vão mais precisar intervir tanto nos voos”, disse Pereira.

De acordo com ele, hoje 95% dos voos na América do Sul, da aviação comercial, geral e militar, são feitos por aeronaves que dispõem dos equipamentos necessários para operar no sistema PBN. No Brasil, diz o tenente-coronel, todos os aviões das grandes empresas aéreas estão equipados.



Fonte:G1.com-por:Fábio Amato Do G1, em Brasília/fotos:bruceair.wordpress.com;fhoeke.de/vídeo:-via|:Youtube.com

24/09/2011

Conheça como funcionam as comunicações aeronáuticas e o sistema CNS/ATM

Conheça como funcionam as comunicações aeronáuticas e o sistema CNS/ATM

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhrj_M5S66hzv9JjcAi4nwO5-n-Km3cz40h8ElcK3flSooyzWrABjlm8MjFc45IX3fn5KBNYL924cRtP_5qOR4wf3B54TsmA_sCYDfY7VAGmC_PlxT6iqWi-_HoIij8vF34PxgL8rC_qSs/s1600/Untitled.png









Fonte:-via:Youtube/matéria retirada do Site:Aviação Brasil/foto:cienciasaeronauticas.blogspot.com


19/08/2011

Aeronáutica fala sobre a segurança nos céus do Brasil


Aeronáutica fala sobre a segurança nos céus do Brasil

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2011/08/Tela-tr%C3%A1fego-a%C3%A9reo-foto-DECEA-FAB.jpg


A reportagem exibida na semana passada mostrava algumas falhas na comunicação entre o avião monomotor em que estava o nosso repórter e os controles.

Domingo passado, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre o tráfego aéreo no país.(Vídeo Abaixo).



A reportagem dizia que é seguro voar no Brasil porque o índice de acidentes – 1,4 por milhão de voos -- é considerado muito pequeno pelos especialistas. Mas mostrava algumas falhas na comunicação entre o avião monomotor em que estava o nosso repórter e os controles.

A aeronáutica contestou, em nota, as falhas apontadas na reportagem.

O repórter Júlio Mosquera conversou com o tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor-geral do departamento de controle do espaço aéreo, para esclarecer as questões levantadas pela reportagem, que mostrava também o aumento do tempo de espera para que aviões pousem e decolem no Brasil.




Fantástico: Os engarrafamentos seriam causados pelo crescimento do tráfego aéreo, 10% em média ao ano. Em contrapartida, os investimentos dos aeroportos no controle de tráfego aéreo não teriam acompanhado esse mesmo ritmo de crescimento. Faltam investimentos no setor?

Tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso: É importante nós podermos colocar a informação em relação primeiramente a esse engarrafamento. Nós temos uma capacidade no sistema de controle do espaço aéreo e uma demanda. Essa demanda vem crescendo muito. Mais de 10 %. É uma das taxas mais altas de crescimento no mundo.

Isso, obviamente, requer que haja um crescimento também do nosso sistema de controle do espaço aéreo para atender ao crescimento de todos os voos em todas as regiões do país. Mesmo que esse crescimento não ocorra de maneira uniforme.

Em determinadas regiões do país, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília esse crescimento é maior do que em outras partes.

Mas o crescimento acontece de uma maneira bastante ampla. Para fazer frente a esse crescimento nós precisamos desse investimento. E esses investimentos estão ocorrendo.

Nós estamos recebendo aproximadamente R$ 1 bilhão por ano para fazer a implantação de novos equipamentos, de novos sistemas, novos conceitos: repor equipamentos que já estão na fase final da sua vida útil, de maneira a termos a capacidade de acompanhar o crescimento do tráfego aéreo no país para os próximos eventos – não apenas o crescimento normal, mas até mesmo aquele esperado para competições esportivas que teremos em 2014 e 2016.

Fantástico: O senhor falou em investimento de R$ 1 bilhão ao ano, mas todo brasileiro que viaja de avião hoje sente que o tempo de espera para pousar e decolar aumentou.

Nosso avião que fez essa reportagem, por ser um monomotor, claro, não tinha prioridade frente às aeronaves comerciais. Mas ele estava ali para registrar um momento aéreo do ponto de vista de quem está dentro de um avião: a espera do pouso e da decolagem. Não é fato que o tempo de espera hoje é bem maior?

Tenente-brigadeiro: O que hoje acontece em relação ao número de movimentos no país é bastante diferenciado ao que nós tínhamos anos atrás.

Esse crescimento passou de aproximadamente 2 milhões de movimentos ao ano para 2,4 milhões de movimentos ao ano, especificamente de 2009 para 2010. E, no entanto, o índice de pontualidade das companhias aéreas aumentou. Ele passou de 83% para 88%.

Essa sensação de que há um tempo maior de demanda, de espera, na realidade é uma fila que acontece para encaixar a demanda dentro da capacidade de cada aeroporto. Mas não que o sistema esteja incapaz de controlar esses voos ou que esteja incapaz de fazer um gerenciamento do espaço.

A cada dia nós temos um aumento do número de movimentos, mas também temos um aumento na pontualidade das companhias e esse é o objetivo maior a ser buscado por todos.

Fantástico: Na produção da nossa reportagem, perguntamos ao Coronel Bertolino o número de controladores em atividade no país. Ele respondeu que essa era uma informação sigilosa. Em entrevista, nós relatamos para ele todos os incidentes que vivenciamos. Depois, a nota da Aeronáutica divulgou o número de controladores: 4100. Disse que nós omitimos da Aeronáutica os motivos da reportagem e nos acusou de sensacionalismo. Por que isso aconteceu?

Tenente-brigadeiro: O Coronel Bertolino não tem a autorização para divulgar o número de controladores porque nós trabalhamos com controladores de defesa aérea, controladores de operações militares e os demais controladores – tanto do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) quanto o da Infraero que fazem o controle do tráfego aéreo civil. E esse número está correto, 4100.

No entanto, na reportagem, foi colocada uma sensação de que alguns itens, que são normais, não eram o que deveria estar acontecendo. Não quer dizer que a emissora fosse sensacionalista.

Apenas é que aqueles indivíduos que estavam executando a informação passaram uma sensação diferenciada, e é isso que nós estamos corrigindo. Porque o voo de quem está em uma aeronave pequena é bastante diferenciado daquele que transporta passageiros.

Fantástico: Nós também mostramos que houve dificuldades para a torre de Brasília visualizar nos instrumentos a aeronave em que estávamos.

Claro, ela estava em voo visual e a torre não precisava dar instruções. Mas precisaria ver a aeronave, os instrumentos – até para informar a presença dessa aeronave a outros aviões que voavam na área. Nosso avião estava a uma altura em que deveria ter sido detectada, 8500 pés. O que houve? Por que não se conseguiu detectar?

Tenente-brigadeiro: Muito boa essa posição sua, que me permite explicar como funciona isso. Na realidade, a torre de controle não teria que saber dessa aeronave. A torre tem uma responsabilidade de controlar os aviões que estão em uma área próxima a ela, de mais ou menos dez quilômetros. No caso desse voo, ele não deveria ser visto a 8500 pés. No momento em que ele entrasse em uma área de controle, próximo a Brasília, próximo ao Rio de Janeiro, ou próximo a Belo Horizonte, aí sim é que ele seria avistado no radar. Receberia informação para colocar um código especifico no seu transponder, e passaria a receber todas as informações.

Fantástico: Nossa aeronave teve dificuldades de falar com o serviço meteorológico no trecho entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Embora tenha sido informado o tempo antes no destino, ainda em terra, como é a regra. O comandante de aviação comercial foi quem acabou dando as informações e confirmou que o contato naquela área era difícil. Por que isso acontece?

Tenente-brigadeiro: No caso específico, que o voo estava a 8500 pés, dificilmente ele iria manter contato com o Voomet, porque a estação estava muito distante. Se ele estivesse mais alto, como era o caso da aeronave comercial, que estava provavelmente na mesma posição que ele, mas muito mais alto, conseguiria contato.

Fantástico: Nós mostramos que em apenas um Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) houve 24 incidentes e 80% deles com registro do uso do TCAS, um equipamento para evitar colisões.

Na reportagem, o Coronel Bertolino respondeu que o uso desse equipamento não significava necessariamente um quase acidente, mas outros dois especialistas acharam excessivo o número de ocorrências. O que o senhor tem a dizer sobre esse número de incidentes?

Tenente-brigadeiro: Bom, nós temos mais ou menos 2,5 milhões de voos por ano no Brasil. Os Estados Unidos fizeram uma pesquisa com 3 milhões de voos e nesses 3 milhões aconteceram mais de 38 mil acionamentos do TCAS e ninguém acha que o espaço aéreo americano é perigoso por ter mais de 38 mil acionamentos desse aparelho. Então realmente é isso. O uso do TCAS não é um quase incidente ou um quase acidente.

Fantástico: Para os passageiros, o que o senhor diz sobre a segurança de voo no Brasil?

Tenente-brigadeiro: Os passageiros podem ficar com a certeza absoluta de que nós temos um sistema extremamente seguro, se equipara aos melhores sistemas do mundo e mais do que isso, eles podem ficar orgulhosos do sistema que faz o Brasil ser um dos melhores membros de toda a Organização da Aviação Civil Internacional no que se refere ao controle do espaço aéreo.

Fantástico: Brigadeiro Ramon, muito obrigado pela entrevista do senhor ao Fantástico.

Tenente-brigadeiro: Boa noite.


Fonte:G1.com/videos:G1;-via:Youtube.com/foto:aereo.jor.br

24/04/2010

UE quer unificar Centro de controle de tráfego aéreo

UE quer unificar Centro de controle de tráfego aéreo


http://www.defenseindustrydaily.com/images/ELEC_Selex-SI_VTMS_Land_Control_Center_lg.jpg

Medida se deve ao caos provocado por vulcão

A União Europeia anunciou ontem que, depois do caos provocado pela erupção do vulcão islandês Eyjafjallajökull, vai criar um sistema único para regular o espaço aéreo do continente.

O chamado ‘Céu Único Europeu’ vai permitir mais eficiência na administração.

Atualmente, 27 países que participam do monitoramento dos voos têm 60 centros de controle. Nos EUA, apenas 20 centros de controle administram o dobro de voos.

Ontem, curiosamente, pela primeira vez desde o início do caos aéreo causado pelas colunas de fumaça emitidas pelo vulcão, o aeroporto de Reykjavik, capital da Islândia, foi fechado.

Até então, a coluna de cinzas seguia em direção leste, atingindo a Grã-Bretanha, os países escandinavos e outras nações da Europa, mas poupando a própria capital islandesa, Reykjavik, situada no sudoeste da ilha.

Ontem, a Suécia e a Noruega chegaram a fechar seus espaços aéreos em períodos do dia. No resto do continente, porém, o movimento continuou se normalizando: 27 mil de 28 mil voos previstos foram realizados. Muitos aeroportos continuam, porém, com longas filas de passageiros que tentam viajar.

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) estima as perdas já sofridas em 1,7 bilhão de dólares e criticou a ´´confusão´´ causada pela reação europeia.

Fonte: Plano Brasil- O Dia via Notimp

15/04/2010

Cinzas de vulcão islandês cancelam 15% dos voos na Europa

Cinzas de vulcão islandês cancelam 15% dos voos na Europa


Coluna de fumaça de mais de 6 km de altura pode ser vista saindo  da cratera de um vulcão na geleira de Eyjafjallajokul Foto: Reuters
Coluna de fumaça de mais de 6 km de altura é vista saindo da cratera de um vulcão na geleira de Eyjafjallajokul

Foto: Reuters



Tráfego foi suspenso em Inglaterra, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Suécia.


Espaços aéreos da Alemanha, Holanda e Bélgica devem fechar esta tarde.


Cerca de 15 % dos voos na Europa foram cancelados nesta quinta-feira (15) por causa da nuvem de cinzas gerada pela erupção de um vulcão no sul da Islândia, informou a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol).


Aviões da companhia British Airways estacionados no aeroporto de Heathrow, em Londres, onde centenas de voos foram cancelados

O tráfego aéreo já foi suspenso no Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Suécia, enquanto os espaços aéreos da Alemanha, Holanda e Bélgica devem fechados esta tarde, conforme a agência.

Na Bélgica, a partir das 9h30 (Brasília) boa parte dos voos com destino ao norte permaneceram em terra enquanto o aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, segue aberto para o tráfego aéreo em direção ao sul, disse à imprensa belga o secretário de Estado de Mobilidade, Etienne Schouppe.

O aeroporto de Zaventem indica em seu site que a medida durará pelo menos até às 17h (Brasília).

Passageiros esperam voos atrasados na manhã desta  quinta-feira (15) no aeroporto de Manchester, na Inglaterra.Passageiros esperam voos atrasados na manhã desta quinta-feira (15) no aeroporto de Manchester, na Inglaterra. (Foto: Reuters)

Na França, a previsão é de que pelo menos 24 aeroportos, incluindo Roissy-Charles de Gaulle e Orly, os dois principais de Paris, parem de funcionar "o mais tardar" às 23 horas locais (17h de Brasília) "por razões de segurança", informou a Direção Geral de Aviação Civil.

A Organização Internacional de Aviação Civil recomenda que não sejam prestados serviços de controle de tráfego aéreo a aeronaves em espaços aéreos afetados por cinza vulcânica.

Desse modo, diferentes provedores de serviços de navegação aérea enviaram notificações às companhias aéreas nas quais solicitaram a suspensão temporária do tráfego.

Rotas

A agência assinalou que as principais rotas que passam pelo limite norte do Atlântico chegaram aos aeroportos europeus com poucos transtornos.

A partir desta tarde, será necessário desviar as rotas do limite oeste em direção ao sul para escapar da área de cinza vulcânica, o que não evitará que sofram perturbações.

A Eurocontrol explicou que sua unidade central de gestão do tráfego aéreo recebeu na quarta à tarde o aviso que uma nuvem de cinza vulcânica procedente da Islândia poderia avançar em direção aos países do noroeste da Europa.

De acordo com os procedimentos internacionais, essa unidade de gestão, os provedores de serviços de navegação aéreos e as autoridades meteorológicas "iniciaram os procedimentos de coordenação apropriados para enfrentar a situação", apontou.

Caos aéreo

O Serviço de Controle de Tráfego Aéreo impôs restrições às operações porque as cinzas, além de reduzir drasticamente a visibilidade dos pilotos dos aviões, poderiam danificar e até parar os motores das aeronaves, causando acidentes.

Em Londres, os aeroportos de Heathrow, Stansted e Gatwick confirmaram que vão suspender muitos voos programados para esta quinta. Heathrow está entre as principais rotas de saída e entrada da Europa.

Porta-voz da BBA, empresa que administra os principais aeroportos da Grã-Bretanha, disse que não há ainda estimativa sobre quantas operações serão canceladas.

Voo para São Paulo

Ao menos um voo para São Paulo, cujo destino final é Buenos Aires, na Argentina, foi cancelado no Heathrow.

Anteriormente, vários voos tinham sido suspensos em aeroportos da Suécia. A Noruega também suspendeu o tráfego aéreo com origem ou destino a Oslo a partir das 5h de Brasília. Todo o espaço aéreo norueguês está fechado. Na Escócia, os aeroportos também estão fechados. Os voos pararam também na Dinamarca e na Holanda.

Também houve reflexos no aeroporto de Madri, que cancelou voos para o Reino Unido.

Todos os aeroportos envolvidos informaram que os passageiros estão sendo orientados a entrar em contato com as companhias aéreas antes de viajar.

Erupção se intensifica

Após mais de 24 horas, a erupção subterrânea sob a geleira Eyjafjallajokull -- dez vezes mais potente do que outro episódio semelhante perto dali, no mês passado -- não dá sinais de ceder, disse o vulcanólogo Armann Hoskuldsson, da Universidade da Islândia.

"Ela está se tornando mais intensa, mas não haverá lava -- trata-se puramente de uma erupção explosiva", explicou ele à agência Reuters.

O vulcão, situado abaixo da quinta maior geleira do país, já entrou em erupção cinco vezes desde a criação da Islândia no século XIX.

O país está localizada em uma região vulcânica ativa na Dorsal Média Atlântica, com erupções relativamente frequentes, apesar de a maioria ocorrer em áreas pouco habitadas e apresentarem pouco perigo à população e à infraestrutra.

A última erupção antes de março ocorreu em 2004.

Cientistas haviam detectado um aumento na atividade sísmica próximo à geleira cerca de duas horas antes do vulcão entrar em erupção na manhã de quarta-feira, de acordo com a mídia local.

Em março, mais um vulcão entrou em erupção próximo à geleira de Eyjafjallajokull, mas não houve vítimas.

Fonte:G1.com/Com informações das agências de notícias EFE, France Presse e Reuters

25/03/2010

A330-200F faz sua primeira aparição na América Latina

A330-200F faz sua primeira aparição na América Latina no FIDAE Air Show


A Airbus Foundation transporta suprimentos humanitários em um A330-200F como parte da Segunda Missão de Ajuda ao Chile.

A presença da Airbus no mercado de carga foi recentemente acentuada com o novo A330-200F.

Fazendo agora sua primeira aparição na América Latina, no FIDAE Air Show do Chile, este dedicado cargueiro de médio porte é capaz de carregar até 65 toneladas métricas por mais de 4.000mn/7.400 km ou até 70 toneladas métricas por cerca de 3.200mn/5.930 km.

Na ida ao Chile, a aeronave levou a bordo 20 toneladas métricas de suprimentos médicos, roupas, roupas de cama e outros artigos essenciais para as vítimas de terremoto na região.

Coletada pela Aviation Sans Frontières em Toulouse, França, a ajuda será doada ao Escritório de Emergências Nacionais (ONEMI), parte Ministério de Assuntos Internos do Governo do Chile.

“Para a Airbus, este FIDAE representa uma distinta oportunidade de nos unirmos aos nossos amigos chilenos em um show de solidariedade,” disse Rafael Alonso, Vice-Presidente Sênior da Airbus na América Latina, América, Espanha e Caribe. “A Airbus tem muito orgulho em trazer o A330-200F à América Latina e ao Chile pela primeira vez com suprimentos que podem ajudar aqueles afetados pelo recente terremoto.

Gostaríamos de agradecer às muitas pessoas que trabalharam juntas para que essa doação fosse possível, incluindo a Força Aérea Chilena, os organizadores do FIDAE, a LAN Airlines e, claro, os voluntários da Aviation Sans Frontières e os funcionários da Airbus.”

Nos últimos anos, a Airbus tem construído uma rede global de linhas aéreas e organizações de ajuda para dar apoio à ajuda humanitária internacional.

Voos de transporte de novas aeronaves têm sido utilizados em diversas ocasiões para o transporte de bens por todo o mundo.

Perfil-O A330-200F deriva da muito popular Família de Aeronaves A330, com mais de 1.000 pedidos e 650 aeronaves em serviço com operadores de todo o mundo.

O completamente novo A330-200F foi lançado para substituir as aeronaves mais antigas de capacidade de 50-70 toneladas métricas, como o DC10F.

Além da necessária substituição das aeronaves de médio porte mais antigas, o alcance intercontinental do A330-200F permite aos operadores elevar os níveis de serviço em mercados de transporte de baixa frequência e longa distância, atualmente atendidos pelos 747F, que são geralmente grandes demais , desenvolver novas rotas e responder ao crescimento do mercado à medida que o comércio se recupera.

O A330-200F acomoda tanto plataformas móveis quanto contêineres. A pesagem prévia da primeira aeronave completa demonstrou que o Manufacturer’s Weight Empty (MWE) – Peso Vazio do Fabricante - estava abaixo de 1.000 kilogramas, o que pode ser traduzido diretamente em um aumento do mesmo valor na carga útil.

A aeronave exibida aqui é o primeiro A330-200F na campanha de teste de voo, ‘MSN1004’, que voou pela primeira vez em novembro de 2009, impulsionado por motores Pratt & Whitney PW4000. Ele tem obtido boas avaliações com respeito às qualidades de manejo e ao desempenho, bem como passado por testes do piloto automático e dos sistemas de autoaterrissagem.

O MSN1004 completou recentemente um teste de clima frio no Canadá e, subsequentemente, testes de clima quente em Cingapura.

Um segundo A330-200F, ‘MSN1032’, fez seu primeiro voo em janeiro de 2010, propulsionado por motores Rolls-Royce Trent 700. As atividades de desenvolvimento dessa aeronave têm se concentrado nos equipamentos e acessórios, bem como nos testes de “sistemas” complementares, incluindo: comunicação, distribuição de energia, ar condicionado, detectores de fumaça, oxigênio, água e resíduos.

Juntos, o MSN1004 e o MSN1032 estão contribuindo com o programa geral de teste de voo do A330-200F, totalizando cerca de 200 horas de voo, seguidas de uma certificação que acontecerá em breve. Isso abrirá caminho para a entrega inaugural do modelo ao operador Etihad Crystal Cargo, no verão.

Airbus - Fabricante líder de aeronaves, com a mais moderna e abrangente linha de produtos no mercado, a Airbus é uma empresa global com design e fabricação na França, Alemanha, Reino Unido e Espanha, assim como subsidiárias nos EUA, China, Japão e Oriente Médio.

16/11/2009

AERONAUTICA TREINA CONTROLADORES

AERONAUTICA TREINA CONTROLADORES PARA NOVA PLATAFORMA DE CONTROLE DE ESPAÇO AÉREO
















Controladores de vôo do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), em Curitiba, já realizam treinamento para operar uma nova plataforma de controle de tráfego aéreo, versão que reúne, entre outras melhorias, uma nova visualização para reduzir o esforço dos operadores e um número maior de ferramentas de segurança, como alertas, por exemplo.

O fundo preto da atual tela de visualização ganhou uma versão cinza, com o objetivo de amenizar o trabalho visual dos controladores de tráfego aéreo.

Cada tipo de alerta previsto terá uma nova cor ou contraste, para facilitar o gerenciamento de informações disponibilizadas.

Tais modificações fazem parte de um programa permanente de evolução e de melhoramento do controle de tráfego aéreo.

Os comandos necessários à operação também receberam inovações e passam a ser realizados mais por meio do mouse do que pelo teclado.

Isso representará mais tempo de atenção para o que se passa na tela.

Pelo novo modelo, as strips, fitas de papel que registram informações dos planos de vôo, poderão ser gradativamente aposentadas. O novo software comporta um número maior de informações expostas na tela.

O novo sistema adotado pela Comissão de Implementação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) foi batizado de Sagitário (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional).

O presidente da CISCEA, Brigadeiro-do-Ar Carlos Vuyk de Aquino, afirma que o atual sistema X-4000 atende perfeitamente a todos os requisitos de segurança.

O Sagitário, explica ele, é uma ferramenta baseada em princípios mais modernos que otimizam o controle do espaço aéreo. "Nós trabalhamos com os olhos voltados para o futuro, estamos nos preparando hoje, para o aumento do volume do tráfego aéreo de amanhã”, explica.











Fonte: BLOG DEFESA BR /CECOMSAER

02/11/2009

NOVAS REGRAS PARA AUTORIZAÇÃO DE CONTROLE

NOVAS REGRAS PARA AUTORIZAÇÃO DE CONTROLE DE TRAFEGO AÉREO




















Desde o dia 30 de outubro, entraram em vigor as novas regras sobre autorização de controle de tráfego aéreo, conforme especificado no SUPLEMENTO AIP N055/09.

Esse documento destaca, principalmente, os novos conceitos, responsabilidades e procedimentos relacionados às autorizações Controle de Tráfego Aéreo (ATC).

As novas disposições incluem ainda os procedimentos para o uso do ponto limite de autorização, bem como para a aplicação da autorização padronizada para aeronave partindo.

O NOTAM Z0295/2009 complementa esse assunto, apresentando a relação de Torres de Controle de Aeródromo (TWR) que aplicam esta autorização padronizada para aeronave partindo.

São elas: Brasília (TWR BR), Goiânia (TWR GO), Confins (TWR CF), São Paulo (TWR SP), Guarulhos (TWR GR), Campinas (TWR KP), Cuiabá (TWR CY), Belo Horizonte (TWR BH), Porto Alegre (TWR PA), Florianópolis (TWR FL), Curitiba (TWR CT), Foz do Iguaçu (TWR FI), Campo Grande (TWR CG), Santos Dumont (TWR RJ), Galeão (TWR GL).

Fonte: DECEA

21/09/2009

Aviação mundial está 'na UTI'

Aviação mundial está 'na UTI', diz Iata


Fonte:G1.com
Fotos:foto search.com.br

Recuperação do setor será 'lenta e volátil', segundo a entidade.

Até agora neste ano, os volumes de cargas caíram 19,3%.

O tráfego aéreo mundial mostrou uma relativa melhora em julho na relação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pela Associação Internacional de Tráfego Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

As companhias aéreas transportaram 11,3% menos carga e 2,9% menos passageiros em julho em relação ao mesmo período do ano passado - apesar da queda, os números representam uma melhora sobre junho, quando os declínios anuais foram de 16,5% para cargas e de 7,2% para passageiros.

A Iata alertou, no entanto, que uma recuperação do setor será "lenta e volátil", indicando que a turbulência que fez a indústria rumar para outro ano de perdas bilionárias não está no fim.



04/08/2009

Inea estabelece restrições de uso para Santos Dumont

Inea estabelece restrições de uso para Santos Dumont




Orgão quer impor limites de horários, rotas e volume de pessoas.
Aeroporto está com licença de operação vencida e será multado.


O impacto ambiental e sonoro que é causado pelo aeroporto Santos Dumont, localizado em área urbana, gerou restrições de funcionamento, estipuladas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). As medidas serão impostas na nova licença a ser expedida pelo órgão, que poderá acontecer na próxima semana, segundo o Inea.

São três as restrições a serem adotadas pela Infraero (estatal que administra os aeroportos): o horário de funcionamento do Santos Dumont deverá ser das 6h às 22h; a rota 2, que sobrevoa alguns bairros da Zona Sul da cidade e que é o grande motivo das reclamações de moradores das adjacências, deverá ser alterada; e o número de passageiros por ano deve ser de 5 milhões (o plano atual é de 8 milhões de passageiros por ano).

Na tarde desta terça (4), o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira, se reuniu com representantes de associações de moradores dos bairros prejudicados pelos ruídos dos aviões, como Laranjeiras, Flamengo, Morro da Viúva, Botafogo, Cosme Velho, Santa Tereza e Urca. A opinião unânime entre os presidentes das assosciações é que a rota 2 seja cancelada.

Restrições ainda serão votadas

Segundo Firmino, até esta sexta-feira (7) o Inea se reunirá com os Ministérios Públicos estadual e federal para informar sobre as restrições da nova licença ambiental para o aeroporto. A licença só será após a reunião do Conselho Diretor do Inea, onde será votada.

De acordo com o Inea, o Santos Dumont ficou de 2007 a abril de 2009 operando com a licença ambiental vencida.

Ele afirmou que o aeroporto será multado, mas o valor ainda será definido. O presidente do Inea disse ainda que a multa será "mais por uma questão moral".

As queixas não são recentes

No dia 8 de abril, uma audiência pública promovida pelos Ministérios Públicos estadual e federal acertou que a Infraero (estatal que administra os aeroportos) teria oito dias para apresentar o pedido de renovação da licença ambiental de funcionamento do Aeroporto Santos Dumont.

De acordo com a Secretaria estadual do Ambiente, o órgão tinha apenas uma licença ambiental para as obras de ampliação do aeroporto em virtude da restrição ao número de voos do terminal. Para voos de aeronaves de grande porte, seria necessário uma nova licença.


Segundo o Inea, o processo de licenciamento foi iniciado em 2004 e, na licença provisória, já estava prevista a transferência de parte dos voos para o Galeão.

A licença de instalação foi concedida em decorrência da diminuição dos voos no Santos Dumont, minimizando os impactos de ruído e tráfego.

Ainda de acordo com o Inea, o processo foi interrompido em 2007 e a licença venceu sem que todos os quesitos fossem atendidos.

Breve comentário
Só uma coisa esqueceram de avisar para o pessoal do INEA que antes mesmo de haver toda esta população ,já existia o Aeroporto Santos Dumont , pois é justamente por causa do progresso que os aeroportos trazem, que a população começa a se instalar ao entorno dos aeroportos, para isso existe um plano de zoneamento de áerea ao entorno dos aeroportos que nunca foram respeitados por simples interesse politico e especulações imobiliárias.

Cabe também ressaltar que exite uma classificação de ruidos aeronáuticos para cada tipo de aeronaves , que hoje em dia estão cada vez mais sendo atualizadas tanto tecnologicamente quanto ambientalmente visando sempre uma melhor sustentabilidade .

Hoje os impáctos Ambientais (Ruidos Aeronauticos) causados por aeronaves são muito menores do que os causados alguns anos atráz ,pois com a criação de tais classificações ficaram impedidas de voar algumas aeronaves que eram consideradas ruidosas ao meio ambiente .

As especificações da OACI quanto ao ruido aeronautico .

Tais classificações que vão de NC a CAP 2 e CAP 3.já são aplicadas e estam sempre em constante renovação.

NC (Não Certificadas) aeronaves fabricadas nas décadas de 50 e 60 ,antes do inicio do processo de certificação com relação ao ruído aeronautico,normalmente equipadas com a primeira geração de motores e consideradas como extremamente ruidosas.

CAP 2
(Capitulo 2 do anexo 16/vol 1, onde estão classificadas aeronaves como :Boeig 727-200,Boeig 737-200 ADV,LearJet Série-20,Boeing 747-100,DC 09 e similares)
Aeronaves fabricadas até outubro de 1977,equipadas com a segunda geração de motores à reação e consideradas como medianamente ruidosas,que deveriam ser retiradas da frota global até abril de 2002,conforme previsto na RESOLUÇÃO A28-3 adotada pela OACI em outubro de 1995.

CAP 3 (capitulo 3 do anexo16/vol 1 ,F 100,Boeig 737-300,400 e 500,DC-10/30,MD11,Airbus A-340,A-300,ETC).
Aeronaves mais modernas,fabricadas a partir da década de 80,já equipadas com a terceira geração de motores à reação de alta taxa de "by pass" e conisideradas como pouco ruidosas.

Fonte:G1.com /Por:Carolina Lauriano do G1, no Rio


03/08/2009

transporte aéreo mundial cai 7,2%

Iata: transporte aéreo mundial cai 7,2% em junho

A Iata (Associação Internacional deTransporte Aéreo) anunciou os resultados do mês de junho referentes ao tráfego global nas transportadoras aéreas mundiais, onde se registou em uma queda global de 7,2% em termos de tráfego de passageiros, comparado com o período homólogo do ano passado.

As taxas de ocupação caíram 2,3 pontos percentuais para os 75,3%.

Apesar da queda de 7,2% no tráfego internacional, esta queda representou uma ligeira melhoria, se for levado em conta que em maio a queda era de 9,3%.

No transporte de carga a procura caiu em junho 16,5%, que ainda assim foi um resultado melhor se comparada à queda de 17,4% registada em maio.

Em termos de quedas por continentes, a Europa melhorou ligeiramente, com um resultado quase igual à média mundial: 7,1%.

As maiores quebras de tráfego ocorreram nas companhias aéreas do eixo Asiático/Pacífico, que no seu conjunto tiveram uma diminuição de passageiros de 14,5%, e nas companhias do Médio Oriente, que registaram menos 12,9% de passageiros processados em junho de 2009.


Fonte:Aviação em Revista/ Por Pablo Ribera

Aumento do tráfego aereo no Santos Dumont causa medo

Aumento do tráfego aereo no Santos Dumont causa receio
















A ampliação da capacidade de voos do Aeroporto Santos Dumont, que recebe aeronaves de fora da ponte-aérea desde abril, diminui a qualidade de vida dos que vivem em suas cercanias.

O ruído provocado pelos aviões que se aproximam da pista tem tirado o sono de moradores.

O consolo é que haverá uma diminuição, com a suspensão de alguns voos, que serão outra vez transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, por conta de uma reforma na pista.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, disse que o momento de trazer os voos de fora da ponte-aérea para o Santos Dumont foi inadequado.

– O sindicato permaneceu neutro por haver empresas a favor e contra a decisão. Apenas solicitamos à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que aguardasse a conclusão das obras na pista para levar os voos pra lá.

Diretor da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), o arquiteto Pedro Cascardo diz que, com o aumento do número de voos, o barulho tornou-se inconveniente no bairro.

– Antes os aviões não nos incomodavam, agora tornou-se incessante.

Atividades simples, como assistir à televisão ou falar ao telefone têm de ser interrompidas a cada dois minutos, por conta da passagem de uma aeronave.

Pedro diz que os moradores estão inconformados por considerarem possível uma alteração na rota das aeronaves.

– Até o nosso sono é atrapalhado. O tráfego começa por volta das 5h e para depois da meia-noite. Essa situação nos revolta, pois uma mudança é possível.

O que custa as aeronaves chegarem por cima do oceano? – questionou o diretor.

Outra moradora do bairro, Elzbieta Mitkiewicz, chama a atenção para a alteração nas características de Santa Teresa.

– O bairro é bucólico, o ritmo é lento. O barulho modifica o jeito de ser daqui, trata-se de uma área tombada e de preservação ambiental.

Também diretor da Amast, o alemão naturalizado brasileiro, Joerg Mertens, comprou, até, um decibelímetro – instrumento utilizado para medir o nível de ruídos no ambiente.

– O barulho já estava incomodando demais. As reuniões da associação de moradores têm de ser interrompidas para esperar a passagem das aeronaves.

Em algumas casas, em noite de céu limpo, a luz dos aviões entra pela janela – exalta-se Mertens.

Regina Chiaradia, presidente da Associação dos Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), outro bairro que sofre com os aviões, acusa a Anac de olhar apenas para os interesses das empresas aéreas.

– Consideram somente a relação custo-benefício da operação das empresas e, esquecem de levar em conta a população que vive ao redor do Santos Dumont.

Já entregamos um estudo que indicou uma modificação na pista à Agência, mas nada foi feito.

Outra preocupação de Regina é quanto o risco de acidente.

– O risco de queda de um avião também existe. Alguns idosos têm muito medo de que isso aconteça.

A presidente da Amab disse entender o progresso, e não ser contra ele, mas faz algumas ponderações sobre o Aeroporto Santos Dumont.

– Entendo perfeitamente que o número de vôos deva aumentar. A cidade cresce, é o progresso. Mas, simplesmente, não levaram em conta os moradores das redondezas do aeroporto. Vale lembrar que Botafogo existe bem antes do Santos Dumont.

Outro lado

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, através do tenente-coronel Alexandre Emílio Spengler, respondeu aos questionamentos sobre o barulho produzido pelas aeronaves.

– Esse tipo de reclamação é comum de quem mora perto de aeroportos.

Mas eu pergunto aos moradores dessas áreas: preferem usar o Santos Dumont ou o Galeão (referindo-se ao Aeroporto Internacional Tom Jobim)? Preferem o primeiro e reclamam que o outro é muito longe.

As pessoas reclamam do barulho, mas isso não pode ser modificado.




Quem mandou o cara morar lá também? Isso é o progresso – finalizou o oficial.

Procurada, a Infraero, responsável pela administração do aeroporto, disse que não se pronuncia sobre o caso.

Já a Anac informou que iniciou, na semana passada, estudos que irão propor rotas alternativas de voo.

Fonte: Caio Menezes (Jornal do Brasil)

01/08/2009

Tráfego internacional cai 7,2%

Tráfego internacional cai 7,2%

Iata prevê dificuldades no setor aéreo

Iata prevê dificuldades no setor aéreo

De acordo com dados da Associação Internacional do Transporte Aéreo, segmentos de passageiros e de cargas ainda sofrem com a crise

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), as companhias áreas transportaram volume 7,2% menor de passageiros 16,5% menos carga em junho de 2009 em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em seu relatório mensal, a associação informou que pode levar ainda alguns anos para que o transporte de cargas, um indicador da saúde do comércio global, retorne aos níveis de 2008.

A Iata informa que os tempos de crise são desafiadoreas para as companhias aéreas. Segundo o diretor-geral da associação, Giovanni Bisigani, as companhias aéreas estão vendo quedas de até 30% na receita internacional no começo do período de junho a agosto, quando elas, geralmente, ganhariam mais dinheiro. Para ele, a perspectiva é sombria.

O tráfego aéreo de cargas caiu pelo décimo terceiro mês consecutivo na comparação anual. Para a Iata, provavelmente levará vários anos antes que a demanda retorne aos níveis do começo de 2008.

Fernando Fischer / Fonte: Folha do Turismo

16/06/2009

Trafego aéreo na europa continua

Trafego aéreo na europa continua a cair segundo a AEA









Segundo a AEA, Associação Europeia de Companhias Aéreas, em Abril o tráfego desceu 2,4 % nas trinta e uma companhias aéreas que a compõem.


A quebra homóloga de Abril está abaixo das registadas em Março, menos 9,1 %, e Fevereiro, menos 5,5 %, mas como alerta a AEA, a desaceleração da quebra em Abril está ligada à Páscoa, que no ano passado foi em Março. No conjunto dos primeiros quatro meses a quebra é de 6 %, num total de 91,871 milhões de passageiros.

A estimativa da AEA para Maio e Junho é de continuação da tendência de descida do tráfego, prevendo-se uma quebra de 9 % em Maio. A reação generalizada das companhias aéreas tem sido reduzir a capacidade oferecida no mercado, embora esta esteja ainda acima da procura. Em Abril a redução de oferta foi de 2,8 %.