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11/09/2012

11 anos dos atentados com o World Trade Center


Ataque ao World Trade Center, em Nova York, completa 11 anos 

We can not and, we must not forget

Nesta terça-feira, 11 de setembro, não tem como esquecer. 
Até hoje, cerca de 400 moradores e pessoas que trabalharam no resgate morreram de câncer. 

11/09/2011

Público vai poder visitar Memorial às vítimas do 11 de Setembro a partir de Segunda (12)

Público vai poder visitar Memorial às vítimas do 11 de Setembro a partir de Segunda (12)

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O Memorial às vítimas do 11 de Setembro é o novo ponto turístico de Nova York. A cerimônia dos dez anos do atentado está chegando ao fim. Um coral vai fechar o evento com a canção 'Eu vou lembrar de você'.



Coral se apresenta no Marco Zero após leitura de nomes de vítimas

Famílias de vítimas dos atentados acompanham a apresentação do coral no Memorial às vítimas de 11 de Setembro, em Nova York.



Fonte:G1.com

Confira as Homenagens ao 11 de Setembro no "Marco Zero"

Bush e Obama participam juntos de homenagens a vítimas do 11/9

George W. Bush, Michelle Obama e Barack Obama saudam a bandeira em cerimônia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001
foto:Noah K. Murray/Reuters

Memorial que relembra mortos é inaugurado no Marco Zero, em Nova York.
Familiares das quase 3 mil vítimas leram nomes durante cerimônia emotiva.

O presidente norte-americano, Barack Obama, e o seu antecessor, George W. Bush, deixaram de lado as disputas políticas e participaram juntos, nesta terça-feira (11), das homenagens às 2.983 pessoas que morreram nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.


No aniversário de dez anos do maior ataque já realizado contra os Estados Unidos, Nova York realizou uma cerimônia para relembrar a data e as vítimas do terrorismo.

A cerimônia começou às 8h35 no horário local (9h35 de Brasília). Foi a primeira vez que este tipo de homenagem ocorreu no 'Marco Zero', local onde ficavam as torres gêmeas e, agora, foi construído um memorial às vítimas do 11/9 que abrirá a partir de amanhã para o público em geral (neste domingo, apenas familiares tiveram acesso).


O presidente Barack Obama e o ex-presidente George W. Bush (junto a suas esposas) participam de homenagem a vítimas do 11 de Setembro  (Foto: AP)
O presidente Barack Obama e o ex-presidente George W. Bush (junto a suas esposas) participam de homenagem a vítimas do 11 de Setembro (Foto: AP)

Ao chegar, Obama e Bush, acompanhados de suas mulhere, se detiveram diante das fontes construídas no local exato onde ficavam as torres destruídas. Depois dirigiram-se ao local onde estavam as famílias das vítimas e as autoridades locais, entre elas o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, para saudá-los pessoalmente.

Mark Sisk, bispo de Nova York, toca o Sino da Esperança às 9h46, horário em que uma das aeronaves usadas nos atentados se chocou contra a Torre Norte do World Trade Center (FotoHugh Gentry/Reuters)


Pouco depois, às 08h46, Nova York observou o primeiro minuto de silêncio para marcar o momento exato quando, há 10 anos, o primeiro dos dois aviões sequestrados atingiu uma das torres do World Trade Center, começando os ataques do 11 de Setembro.

As homenagens marcaram ainda os momentos dos choques dos outros três aviões e a queda de cada uma das torres. Às 10h28 (locais), foi feito o sexto e último momento de silêncio, marcando o desabamento do prédio norte do WTC.

Logo em seguida à abertura das homenagens, foi iniciada a leitura, por familiares, do nome das vítimas dos atentados, um a um. Este é um dos momentos-chave das homenagens. Sinos soaram em toda a cidade.

Ao longo da cerimônia, apresentações musicais intercalaram o silêncio e a leitura de nomes de vítimas. O violoncelista Yo-Yo Ma foi o primeiro a se apresentar. Em seguida, os músicos James Taylor e Paul Simon tocaram canções.

Obama

Em seu discurso, Obama citou a religião ao relembrar os ataques. "Deus é nosso refúgio e nossa força, uma ajuda muito presente nas dificuldades", disse o presidente, durante uma breve introdução, citando um salmo. Além dele, Bush fez um breve discurso.

As famílias conheceram pela primeira vez o memorial do 11 de Setembro, um espaço paisagístico de três hectares construído no local das torres gêmeas do World Trade Center.

Imensas fontes com cascatas internas têm gravados os nomes das vítimas.

Viúva de uma das vítimas dos ataques ao World Trade Center, Vasantha Velamuri se debruça sobre o nome do marido no memorial inaugurado neste domingo (11)/foto:Carolyn Cole/AP
Alerta

Autoridades de Nova York e Washington estão em alerta máximo contra o que descreveram como "possíveis, mas não confirmadas" ameaças de um plano da al-Qaeda para atacar os EUA novamente uma década depois da queda das torres gêmeas do World Trade Center após o choque dos aviões.

Em Manhattan, particularmente, a segurança está muito rígida. Policiais inspecionam veículos nas ruas da cidade e em pontes e túneis que levam a Nova York.

Pentágono

Pentágono (Foto: Charles Dharapak/AP)
Vítimas do voo 77, que atingiu o Pentágono, foram lembradas neste domingo (11) (Foto: Charles Dharapak/AP)


Centenas de pessoas, lideradas pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o secretário de Defesa, Leon Panetta, fizeram neste domingo um minuto de silêncio no Pentágono em homenagem aos mortos naquele local nos atentados de 11 de setembro de 2001.

Ao todo, 184 pessoas morreram quando o voo AA77, o terceiro sequestrado pelos terroristas da al-Qaeda, colidiu contra um dos setores do prédio do Departamento de Defesa às 9h37 no horário local (10h37 de Brasília).

A banda de música da Marinha interpretou o hino 'Amazing Grace' após o minuto de silêncio absoluto em lembrança dos mortos.

Entre os presentes no espaço criado em memória das vítimas, um simples parque com 184 bancos - um para cada óbito do Pentágono -, estavam inúmeras personalidades políticas, como o presidente da Câmara de Representantes, John Boehner.

Pensilvânia

Centenas de pessoas se reunirão neste domingo em Shanksville, no estado americano da Pensilvânia, para prestar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do voo 93 da companhia United Airlines, que foi sequestrado por membros da rede al-Qaeda e caiu na cidade no dia 11 de setembro de 2001, matando todas as 44 pessoas a bordo, entre elas os quatro sequestradores.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve chegar em Shanksville nas próximas horas para depositar uma coroa de flores no local onde aconteceu a queda do avião. O voo 93 foi o único que não chegou ao destino traçado pelos terroristas - neste caso o Capitólio, em Washington.

Os passageiros, que sabiam o que havia ocorrido minutos antes em Nova York por terem conversado com familiares por telefone, entraram na cabine do piloto, onde estavam os terroristas, e sacrificaram as próprias vidas para evitar um desastre maior.

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e os ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton participaram no sábado da cerimônia de inauguração de um monumento às vítimas.

"A decisão deles custou suas vidas", mas em troca "hoje há americanos que estão vivos graças ao que eles decidiram fazer, e por isso lhes somos eternamente gratos", declarou Bush, que era o presidente na época dos atentados.

Quarteto de trompetes encerra cerimônia no Marco Zero

No Marco Zero, os trompetes terminaram a homenagem às vítimas dos atentados terroristas de 11 de Setembro.

Entenda o que aconteceu em 11 de Setembro de 2001, minuto a minuto

Às 8h46, o primeiro avião bate no lado norte da torre número 1. Às 9h02, o voo 175 da United Airlines colide com a torre número 2


Fonte:Globo News/Vídeos G1.com

05/09/2011

Ataque de 11 de Setembro começou a ser planejado a 8 anos antes

Atentados do 11/09/2001 foram planejados 8 anos antes

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O ataque que matou cerca de 3 mil pessoas em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, começou a ser planejado em 1993, depois de uma explosão no próprio World Trade Center.

A ação fracassada da década de 90 deveria destruir as torres gêmeas e deixar mais de 250 mil mortos, mas vitimou seis pessoas.

Insatisfeito com a explosão de proporções muito menores do que as expectativas, começava a busca de Ramzi Yousef, conhecido como “químico” pela habilidade com bombas e explosivos, para destruir as simbólicas torres do World Trade Center.

“O ataque de 11 de Setembro começou a ser pensado efetivamente em um almoço, quando Ramzi, que já havia tentado explodir as torres, e seu amigo Abdul Murad apresentaram a Khaled Sheikh Mohamed [KSM] o novo plano para acabar com o World Trade Center: transformar aviões em mísseis para destruir os prédios”, diz Ivan Sant’Anna, autor do livro “Plano de Ataque”, que reconstrói o planejamento e os instantes que antecederam os choques das aeronaves com seus alvos.

O livro de Sant’Anna tem como base, além de depoimentos de envolvidos e familiares de vítimas, o relatório oficial do Congresso norte-americano sobre o atentado, “The 9/11 Commission Report”. O documento, com mais de 580 páginas, trata dos acontecimentos desde os planos para a chamada Operação Aviões até os detalhes da execução, narrados em depoimentos por Khaled Sheikh Mohamed, atualmente preso em Guantánamo.

De acordo com o relatório, foi apenas em 1999 que KSM se filiou formalmente à al-Qaeda e Osama bin Laden deu sinal verde para a Operação Aviões. Começaria então a escolha dos pilotos e demais suicidas que participariam da missão que tinha tudo para dar errado.

“O 11 de Setembro contou muito com o fator sorte. Inicialmente Osama Bin Laden queria que participassem da missão apenas nascidos em Meca, mas seria inviável conseguir homens dispostos, e que tivessem conhecimento suficiente para pilotar as aeronaves. Aí entra a sorte. Quatro homens de nível universitário, que moravam em Hamburgo e, portanto, dominavam o inglês, foram recrutados para lutar na Chechênia e acabaram integrando a Operação Aviões”, afirma Sant’Anna.

O dia de céu aberto e limpo, naquela terça-feira, 11 de setembro de 2001, também seria determinante para o “sucesso” dos ataques. Com tempo nublado, talvez os pilotos inexperientes não conseguissem atingir seus alvos.

Mudanças de planos

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Dos quatro homens da chamada “célula de Hamburgo”, um deles, Ramzi Binalshibh, não poderia participar da Operação Aviões como piloto ou sequestrador porque não conseguiu visto para os Estados Unidos. O mesmo aconteceu com outros recrutados para a missão, que tiveram que ser deslocados de suas funções originais.

Contratempos também com os treinamentos levaram a al-Qaeda a escolher mais um piloto, que seria o quarto a participar da operação: Hani Hanjour, que já era piloto e tinha fluência em inglês.

Nos anos que antecederam os ataques ocorreram ainda mudanças de ordem estratégica.

Deveriam ser sequestrados para atingir prédios-símbolo, naquela manhã, cinco aviões. Poucas semanas antes dos ataques, no entanto, um piloto foi preso e os 15 suicidas que ajudariam no sequestro das cinco aeronaves foram redistribuídos entre as quatro que decolariam para atingir as torres Norte e Sul do World Trade Center, o Pentágono e o Capitólio.

“O muçulmano francês Zacarias Moussaoui foi recrutado em 2000 e iniciou os treinamentos de pilotagem para atuar na operação, no quinto avião, que atingiria a Casa Branca. Mas a insistência de Zacarias em fazer aulas em grandes aviões, mesmo sem experiência, causou a desconfiança de um instrutor, que o denunciou. Ele foi preso e por isso apenas quatro aviões participaram dos ataques”, relata Sant’Anna.

Treinamentos

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Os recrutados passaram por treinamentos físicos e lições de combate, emboscadas, uso de granadas e minas terrestres e explosivos. Aos 15 homens que ajudariam no sequestro das aeronaves, Sant’Anna aponta especificamente um treinamento com carneiros e camelos usados como cobaias.

“Eles eram treinados a matar o animal apenas com um estilete, porque era isso o que deveriam fazer na hora do sequestro com comissários e pilotos dos voos comerciais”, conta. Os sequestradores eram, em geral, desempregados, sem família e alguns tinham inclusive problemas com alcoolismo.

De acordo com o relatório oficial, os chamados “comandos” tinham entre 20 e 28 anos, eram solteiros e não tinham cursado mais do que o ensino médio. Os sequestradores aprenderam a invadir o cockpit na primeira oportunidade, assim que a porta fosse aberta. Todos fizeram viagens anteriores para os EUA para reconhecer os aviões.

Já dos homens que pilotariam as aeronaves (Mohamed Atta, Hani Hanjour, Ziad Jarrah e Marwan al Shehhi) era esperado maior preparo. A eles foi ensinado, além de pilotagem efetivamente, como comer e onde morar nos Estados Unidos, como conviver sem levantar suspeitas, como fazer reservas em hotéis e até mesmo como criar códigos e usá-los em ligações telefônicas.

“Eles participaram de cursos de aviação, treinaram em simuladores diversos e fizeram inúmeras viagens, a partir de 2000, para observar a estrutura dos voos, horários dos serviços de bordo e, principalmente, para detectar qual poderia ser a hora exata de invadir o cockpit, na primeira oportunidade em que a cabine fosse aberta após a decolagem”, afirma o escritor.

Suspeitos sob observação

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/imagem/wtc-terroristas.jpgNas viagens que fizeram aos Estados Unidos na fase de treinamentos, alguns dos envolvidos chegaram a ser identificados pela segurança norte-americana. “Alguns apareceram como procurados nos computadores dos aeroportos, mas apenas as bagagens deles foram isoladas, por receio de que houvesse uma bomba. Nunca o governo americano, nem governo nenhum, poderia supor que alguém fosse usar um avião como míssel”, acredita.

Além desses indicativos, denúncias de que aviões poderiam ser usados para destruir prédios nos Estados Unidos também foram recebidas. “A CIA, o FBI, os órgãos de segurança americanos e a Casa Branca recebem dezenas de ameaças por dia. Eles receberam sim uma informação de que haveria um ataque usando aviões como projéteis, mas essa informação foi arquivada e desconsiderada, assim como tantas outras”, diz Santa’Anna.

Os ataques

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1LKaGqpRutVArDa7awwK3sKZzkCP6Qm7mrcT3yhhTZIzGyaylw8xiu075l4tuhbEVOjbla6xzO_bhMeuH2yLgyXa9q1lkFDywmXShi_IbIbxhAahW7PWX7kFW8N2phCKkAYHD3N79fvQU/s400/ataque.jpg

A logística principal da Operação Aviões era encontrar aeronaves que saíssem em horários próximos, da costa Leste para a costa Oeste, para que os aviões estivessem cheios de combustível, já que esse seria o maior fator de destruição.

De acordo com o relatório, o primeiro voo a ser sequestrado e atingir o seu alvo foi o American Airlines 11, jogado contra a Torre Norte do World Trade Center às 8h46 (horário local). Dezessete minutos depois, às 9h03 (horário local), a Torre Sul do World Trade Center foi atingida pelo voo United Airlines 175.

Às 9h37, o Pentágono foi atingido pelo avião que fazia o voo American Airlines 77. O voo United Airlines 93, que deveria atingir o Capitólio, foi dominado por passageiros, às 9h57, e caiu em uma área deserta da Pensilvânia, pouco depois das 10h.

O inicio de uma Éra de caos e terror,inicio de uma vontade de Guerra e vingança que o mundo jamais tinha visto.


Fonte:G1/Vídeo Voar News

EUA tentam controlar escolas de voo para evitar treinar novos terroristas


EUA tentam controlar escolas de voo para evitar treinar novos terroristas


Instrutor de voo explica procedimentos de simulador a estudante em escola de aviação da flórida (Foto: AP)
Instrutor de voo explica procedimentos de simulador a estudante em escola de aviação da Flórida (Foto: AP)
Governo faz triagem e fiscalização dos instrutores e dos alunos.
Professor que treinou envolvidos no 11/9 diz que foi culpado por associação.


Dez anos após os ataques de 11 de Setembro, um sistema de triagem do governo tornou mais difícil para estudantes estrangeiros se matricularem em escolas de aviação civil do país, como um grupo de terroristas fez nos atentados.

Patrick Murphy, diretor de uma escola de aviação dos EUA (Foto: AP)

Patrick Murphy, diretor de uma escola de aviação
dos EUA (Foto: AP)

Os controles mais rigorosos, entretanto, não se aplicam a todos os alunos e instrutores. Escolas e formadores ainda têm de ser especialmente alerta para evitar possíveis terroristas.

"Antes do 11 de Setembro, eu não teria pendurado o número de telefone e o nome do agente local do FBI na minha parede. Hoje eu tenho", disse Patrick Murphy, diretor do treinamento na Sunrise Aviation, em Ormond Beach, Flórida, perto de Daytona Beach.

Centenas de escolas de voo dos EUA competem ferozmente pelos alunos. Na Flórida, alguns ainda se aproveitam do clima como um diferencial que permite aos estudantes voarem mais vezes e terminar programas mais rapidamente. Este foi um dos motivos que atraíram os terroristas para escolas de aviação dos EUA.

Escolas da Flórida têm razão para ter cuidado: três dos sequestradores de 11 de Setembro foram simular voos em jatos grandes apenas seis meses depois de chegar para o treinamento ali. Mohamed Atta (líder operacional do sequestro), Marwan al Shehhi e Ziad Jarrah fizeram cursos no Estado.

Os terroristas obtiveram licenças e certificações, apesar de indisciplinados e, muitas vezes, exibirem uma performance insatisfatória.

Hoje, seria mais difícil para os quatro homens entrar escolas de voo dos EUA. Há um processo mais rigoroso de visto para estudantes estrangeiros que procuram o treinamento de voo no país. Eles não podem começar até que a Administração de Segurança dos Transportes, criada após o 11 de Setembro para proteger as viagens aéreas dos Estados Unidos, analisem o pedido.

Agora inspetores visitam as escolas com certificação pelo menos uma vez por ano para garantir que os alunos tenham documentação adequada à verificação da sua identidade e seus vistos.

Culpa indireta

Apesar das medidas do governo, o dono da escola onde Atta e Shehhi treinaram, Rudi Dekkers, diz que não está convencido de que pode-se evitar que o mesmo possa acontecer em outras escolas. "Se uma pessoa não se comporta, isso faz dela um terrorista? Então metade do país é terrorista", disse Dekkers.

Sua escola, a Huffman Aviation, foi fechada após os atentados de 11 de Setembro. Ele diz que acabou julgado pelo público sem ter culpa. Dekkers alega ter perdido US$ 12 milhões por causa do fechamento da empresa, afirma ter sido ameaçado após os atentados e viu circularem boatos de que teria ajudado os terroristas deliberadamente - acusação que nunca foi fundamentada.

Segundo ele, os terroristas treinaram para os atentados usando um simulador de voo da Microsoft e, pela lógica usada para acusá-lo, "Bill Gates é culpado porque escreveu os planos para o simulador de voo", disse, se defendendo, em entrevista a um jornal de Tampa, na Flórida.

Dez anos depois, Dekkers tem viajado para promover "Guilty by association" (Culpado por associação), um livro sobre o fato de ter sido responsável por pelo menos parte do treinamento dos terroristas envolvidos no maior ataque já realizado em solo norte-americano.

Em entrevistas recentes, ele fala desta relação de "culpa" pelos atentados. Diz ter "calafrios" sempre que toca no assunto e se sente mal ao lembrar que se viu "envolvido no maior desastre que já aconteceu nos Estados Unidos".


Fonte:G1.com

08/03/2011

Imagens inéditas do 11 de setembro são reveladas

Imagens inéditas do 11 de setembro são reveladas

http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/03/08/110308095023_helicoptero_torres226.jpg

Um novo vídeo dos atentados de 11 de setembro foi revelado esta semana. As imagens foram gravadas pela polícia de Nova York.

Helicópteros da polícia filmaram as torres gêmeas do World Trade Center em chamas. Somente a polícia tinha permissão para sobrevoar as torres na tentativa de resgatar sobreviventes que poderiam ter chegado ao topo dos edifícios.

O vídeo revela ainda o momento em que as torres desabam.

As imagens foram entregues pela polícia à agência federal que investiga o colapso da torres gêmeas.

Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões foram sequestrados para serem usados em ataques em diferentes pontos dos Estados Unidos.

Os ataques de 11 de setembro deixaram quase 3 mil mortos.