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23/04/2010

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita neste sábado.



Para marcar a data, a Nasa, agência espacial americana, e a Agência Espacial Europeia (AEE) divulgaram imagens inéditas produzidas pelo aparelho de uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia.

Nestas duas décadas, o Hubble apresentou vários problemas, como equipamentos quebrados e espelhos que deixaram as imagens fora de foco, obrigando a Nasa a enviar astronautas para fazer reparos.

Mas o consenso entre os especialistas é de que o telescópio realizou descobertas importantíssimas para todas as áreas da astronomia.

http://larvalsubjects.files.wordpress.com/2009/02/hubble-eagle-nebula-wide-field-04086y.jpg

'Enigmas'

"A visão poderosa do Hubble expandiu nossos horizontes cósmicos e trouxe à tona um novo conjunto de enigmas sobre o Universo", escreveu o astrônomo britânico Martin Rees em artigo no site da BBC.

"Só nos últimos dez anos aprendemos sobre o grande número de 'mundos' que existem orbitando outras estrelas."

http://skmribeiro.files.wordpress.com/2009/04/hubble-2.jpg

Segundo ele, o telescópio ajudou os astrônomos a descobrir que as galáxias estão se dispersando a uma velocidade acelerada, sob a influência do que chamou de uma "força misteriosa".

"Nossa previsão mais longa é a de que o Cosmos vai continuar se expandindo, tornando-se cada vez mais vazio, mais escuro e mais frio", afirmou Rees.

Hubble image of Carina  Nebula

Em seus 20 anos de operação, o Hubble observou mais de 30 mil corpos celestes e produziu mais de 500 mil imagens.

No ano passado, astronautas instalaram novos equipamentos no telescópio, tornando-o cem vezes mais potente do que quando foi lançado em órbita.

Na última segunda-feira, a Nasa anunciou que o Hubble vai ficar em operação até 2013. No ano seguinte, ele será substituído por outro telescópio espacial, batizado de James Webb.


Visible (left) and infrared Hubble images of Carina Nebula

Hubble  collage of sections of Carina Nebula

Fonte:BBC Brasil/Fotos NASA

22/04/2010

Sonda SDO da Nasa envia imagens inéditas do Sol

Sonda SDO da Nasa envia imagens inéditas do Sol

First images from SDO




A sonda da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, lançada para estudar o Sol, enviou as primeiras imagens do astro.

Nasa divulga novas imagens da sonda enviada em fevereiro e que  ajudará os cientistas a estudar o sol e sua influência sob a Terra Foto:  AP

Nasa divulga novas imagens da sonda enviada em fevereiro e que ajudará os cientistas a estudar o sol e sua influência sob a Terra
Foto: AP

Chamada de Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), a nave enviou imagens de explosões gigantescas e grandes arcos de gases.




SDO First Light composite image from March 30, 2010.

A full-disk multiwavelength extreme ultraviolet image of the sun taken by SDO on March 30, 2010. False colors trace different gas temperatures. Reds are relatively cool (about 60,000 Kelvin, or 107,540 F); blues and greens are hotter (greater than 1 million Kelvin, or 1,799,540 F). Credit: NASA

A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra.

O SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar até pelo menos os próximos cinco anos.

Representação artística de sonda espacial

Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que meteorologistas conseguem prever o clima da Terra.

A atividade solar tem uma influência profunda na Terra. Grandes erupções de partículas carregadas e a emissão de radiação intensa podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação além de significar um risco à saúde de astronautas.


Detalhe

Os cientistas da equipe do SDO dizem que as imagens recebidas abrem caminho para novas descobertas sobre a estrela central do sistema solar.

"As imagens do SDO são impressionantes e o nível de detalhe que elas revelam, sem dúvida, vai liderar um novo ramo de pesquisa, sobre como os campos magnéticos solares se formam e evoluem, levando a uma compreensão muito melhor de como a atividade solar se desenvolve", disse um dos pesquisadores, o professor Richard Harrison, que trabalha no Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha. "É como olhar os detalhes de nossa estrela pelo microscópio", afirmou o cientista à BBC.

O SDO está equipado com instrumentos para investigar o funcionamento dentro, na superfície e na atmosfera do Sol.


A sonda consegue imagens completas do Sol com uma resolução dez vezes melhor do que a média conseguida por uma câmera de televisão de alta definição. Isto permite que a escolha de imagens de aspectos na superfície do Sol e em sua atmosfera cujo tamanho pode chegar até 350 km.

Outra vantagem é que as imagens são enviadas rapidamente, em segundos.

Dínamo solar

Os instrumentos do SDO operam em comprimentos de onda diferentes, com isso os cientistas poderão estudar a atmosfera do Sol em camadas.

Mas, o grande desafio para a sonda será analisar o funcionamento do dínamo solar, uma profunda rede de correntes de plasma que geram o campo magnético do Sol.

É este dínamo que, em última análise, é o responsável por todas as formas de atividade solar, desde as explosões na atmosfera do Sol até as áreas da estrela relativamente mais frias, chamadas também de manchas solares.


Saiba mais sobre a SDO


O Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), que custou US$ 800 milhões (quase R$ 1,5 bilhão), foi lançado do Cabo Canaveral em Fevereiro .

Em sua missão, prevista para durar pelo menos cinco anos, a sonda SDO vai captar imagens detalhadas da estrela para tentar compreender melhor seu comportamento e o impacto dela sobre a Terra.


Um Sol muito ativo pode prejudicar o funcionamento de satélites, comunicações e sistemas de fornecimento de energia na Terra – especialmente quando libera partículas carregadas na direção do planeta.

Com este projeto, os cientistas vão tentar também melhorar as previsões desse "clima espacial".

Os instrumentos da sonda SDO estão enviando à Terra imagens de alta definição, que chegam em uma questão de segundos.

"(A missão) vai revolucionar nossa visão do Sol e vai revelar como a atividade solar afeta nosso planeta, além de nos ajudar a antecipar o que vem pela frente", afirmou Lika Guhathakurta, uma das cientistas do programa da Nasa.

"Ela vai observar o Sol mais rapidamente, profundamente e mais detalhadamente do que em qualquer outra observação já feita, quebrando as barreiras do tempo, escala e claridade que prejudicavam o progresso na física solar", acrescentou.

A sonda SDO foi lançada depois de anos de baixa atividade solar, e deve monitorar a estrela quando ela começar a apresentar uma atividade maior.

"O Sol tem estado dramaticamente inativo", afirmou Richard Harrison, um dos pesquisadores do programa SDO do Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.

"Os últimos dois anos registraram mais de 250 dias sem nenhuma mancha solar. Acreditamos que isto vai acabar; .

Estamos vendo novas regiões ativas (...). Estamos vendo as primeiras grandes explosões solares", disse.

Contudo alguns cientistas afirmam que as erupções Solares nada tem haver com as mudanças climáticas em nosso planeta.


Fonte:BBC Brasil/G1.com/Portal Terra/NASA-NASA TV by Youtube.com

19/04/2010

Mau tempo causam o adiamento do pouso da Discovery

Mau tempo causam o adiamento do pouso do ônibus espacial


Shuttle Landing Facility
Image above: Weather conditions partially obscure this view of the Shuttle Landing Facility at Kennedy Space Center in Florida. Image credit: NASA TV

Chuva e céu encoberto impedem que o ônibus espacial Discovery retorne à Terra na hora marcada hoje, e a NASA tentará um pouso em uma segunda e última oportunidade nesta Terça -Feira, se o tempo melhorar.



O Controle de Missão deu as más notícias nas primeiras horas da manhã.



"Eu sei que vocês estão trabalhando duro”, disse o comandante da missão Alan Poindexter. "Estamos ansiosos para que uma melhora no tempo aconteça nas próximas horas."

"Vamos manter os olhos abertos nisso e informamos vocês”, disse o controle de missão.

Até o nascer-do-sol, a chuva que caiu sobre o Centro Espacial Kennedy Space Center de madrugada começou a se mover para a costa.

No entanto, grossas nuvens ainda pairam e choveu um pouco – o que abortou a missão de pouso, pois o Controle de Missão não queria correr nenhum risco.

Se o tempo melhorar para uma segunda tentativa, a Discovery irá cruzar os Estados Unidos para voltar para casa da Estação Espacial Internacional.

O rastro brilhante poderia ser visto do chão, enquanto a nave passa pelos estados de Washington, Idaho, Wyoming, Colorado, Kansas, Oklahoma, Arkansas, Mississipi, Alabama, Georgia e, finalmente, Flórida.

A última vez que um ônibus espacial passou por tantos estados americanos foi em 2007.

A NASA tentou manter os vôos continentais reduzidos desde que a Columbia sofreu um acidente em 2003 sobre o Texas.

Tipicamente, uma nave retorna do sudeste, passando sobre o pacífico, América Central e Golfo do México.

A NASA mudou a rota da Discovery antes da decolagem, em 5 de Abril, para maximizar o tempo de trabalho da equipe em órbita e reduzir a fadiga.

A erupção vulcânica na Islândia, pelo menos, não interferiu com os esforços de trazer a Discovery para casa.

Se a tentativa de hoje de trazer a Discovery falhar, a próxima janela será na terça , e há sempre um local alternativo de pouso no sul da Califórnia.

A nave tem suprimentos para permanecer em órbita até quarta.

Os astronautas estão encerrando uma viagem bem sucedida de duas semanas a Estação Espacial Internacional.

Eles deixaram toneladas de experimentos científicos e equipamentos para os próximos anos de operação.

A maior contribuição foi um novo tanque de refrigerador de amônia; foram necessárias três caminhadas no espaço para posicioná-lo. .

Este é o penúltimo voo da Discovery. A NASA tem só mais três voos de ônibus programados.

A Atlantis deve decolar em menos de quatro semanas. E a Discovery fará o derradeiro voo dos ônibus espaciais em setembro.

A nuvem de cinzas vulcânicas que atrapalha o tráfego aéreo na Europa não deve impedir a aterrissagem da nave espacial Discovery na Terra , de acordo com o Centro Espacial Kennedy.

“A erupção do vulcão não afetará o pouso da Discovery. O percurso de regresso não é próximo à nuvem de cinzas”, afirma o centro espacial.

A Discovery deixou a Estação Espacial Internacional neste sábado, encerrando uma missão de 10 dias para entrega de suprimentos e peças sobressalentes, antes que a Nasa aposente sua frota no fim deste ano.



O piloto Jim Dutton impulsionou suavemente os motores de navegação para retirar o ônibus espacial de seu porto na Estação às 12h52 (9h52 no horário de Brasília).

A nave partiu em direção a Nova Guiné, no sudoeste do Oceano Pacífico.


Essa deverá ser a rota da nave Discovery ao entrar no espaço aéreo dos EUA.



Fonte: desastresaereosnews/Cavok/O Globo/INFO Online - Foto: AFP/NASA/Videos NASA by Youtube.com