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16/07/2012

SUPER-BÉLICA: O BRASIL NA ERA ARMAMENTISTA


SUPER-BÉLICA: O BRASIL NA ERA ARMAMENTISTA





 O Ministério da Defesa fez uma convocação e as maiores empreiteiras do Brasil já asseguraram participação no desenvolvimento da indústria de equipamentos de segurança nos próximos anos. 

16/06/2011

Sugestão Voar News para nossa segurança pública |BOPE

Sugestão Voar News para nossa segurança pública |BOPE



MRAP Force Protection Buffalo

http://www.military-today.com/apc/buffalo_mrap.jpg


O MRAP Buffalo é um dos veículos blindados usados no Iraque e também pelo exercito Italiano.

O veículo que serve para transporte e proteção de tropas no Iraque conta com tração 6X6, e conta com uma blindagem capaz de proteger até contra explosões de minas .




http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/ff/Force_Protection_Cougar_6x6.jpg

Há também um veículo mais light -o Cougar que também tem todos os atributos do Buffalo menos os opcionais anti-minas,que aqui poderiam ser adaptados com um braço hidráulico para retirada de obstaculos impostos por bandido.

Com uma ótima manobrabilidade e potência ,seria uma opção a segurança pública ou seja para o BOPE |Caveirão.



Iveco LMV Panther

http://defense-update.com/images_large2/panther_3.jpg

O LMV|Light Multirole Veicle| é construído pela IVECO Defence,departamento de veículos controlado pela Fiat,que trata de equipamentos militares.



Vídeos:;-via :Youtube.com

16/04/2011

Exército Brasileiro Inicia fase de testes do Blindado Guarani

Exército Brasileiro Inicia fase de testes do Blindado Guarani -substituto do Blindado Urutú
Os 2.044 novos carros de transporte de pessoal comprados por R$ 6 bilhões, ou R$ 2,9 milhões cada, serão entregues até 2029, em lotes de cem por ano.

05/04/2011

Cortes na Defesa preserva projetos estratégicos

Cortes na Defesa preserva projetos estratégicos

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define até o fim desta semana o corte de R$ 4,3 bilhões no Orçamento de investimento e custeio do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Jobim já decidiu manter os investimentos previstos na lei orçamentária deste ano para os projetos de construção do submarino nuclear, do avião cargueiro KC-390 e de 50 helicópteros EC 725, a serem destinados para as três Forças Armadas.

Em contrapartida, vai cortar a compra de 12 helicópteros russos para a Força Aérea Brasileira (FAB), conforme previa a peça aprovada do Orçamento Geral da União.

Na definição entre o que manter ou cortar, Jobim levou em conta a manutenção de projetos importantes, como o de desenvolvimento de uma indústria nacional de material bélico, e daqueles considerados estratégicos para dotar o país de uma força armada, que permita ao Brasil buscar um espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, sobretudo após descoberta de um mar de petróleo sob a camada do pré-sal, em 2007.

http://economia.estadao.com.br/imagens/helibras_helicoptero_divulgacao2.jpg

Um exemplo do primeiro caso é a fabricação do helicóptero EC-725 Super Cougar pela Helibras, numa parceria com a Eurocopter, líder mundial do setor. “A Helibras não está produzindo sozinha.

As turbinas estão sendo produzidas pela Turbonet, uma empresa com sede no Rio de Janeiro.

A aviônica é parte da Aeroeletrônica, que está em Porto Alegre, por exemplo”, diz Jobim. “Essas empresas são montadoras, há uma enorme capilaridade de fornecedores. Se parar agora, atinge todo um ciclo. Então não faço. Tem que segurar o andamento dessa indústria, que é de alta tecnologia.”

O ministro da Defesa disse que nem mesmo o ritmo inicial de execução desses investimentos – submarino, KC-390 e os helicópteros EC-725 – será reduzido.

O orçamento do ministério previa R$ 1,85 bilhão para o submarino, que está sendo desenvolvido pela Marinha em parceria com a França. Para o projeto KC 390, feito pela Embraer, o orçamento reserva R$ 100,6 milhões.

“Estamos em fase de construção do estaleiro e da base de Itaguaí (RJ)”, disse Jobim, em relação ao submarino. “Na Nuclep, estamos construindo a parte do reator do submarino. Temos 30 engenheiros na França.”

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/10/kc-390.jpg


O KC-390 é um cargueiro com capacidade de transportar 21 toneladas com grande potencial de mercado – a Embraer já dispõe de pelo menos 60 intenções de compra.

O protótipo fica pronto em 2016. Em 2018, estará no mercado. Esse prazo é considerado fundamental, porque em 2018 se encerra o ciclo de vida de 1.500 aviões Hércules no mundo.

“O KC-390 não só substitui o Hércules, como será capaz de pousar em uma pista de 1.300 metros”, diz Jobim. O cargueiro foi desenhado a partir de especificações da FAB, que precisava de uma aeronave para pousar nas pistas curtas da Amazônia.

A aeronave tem asa alta, como o russo Antonov, e é bojudo, assemelhando-se a um sapo.

“Fizemos economia nas compras de equipamentos, e não nos investimentos que envolvem a indústria nacional”, explicou o ministro.

Outro projeto preservado foi o da fabricação do blindado Guarani, de seis rodas, que está sendo feito pela Fiat Iveco.

http://www.blogiveco.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Guarani5001.jpg

O blindado Guarani será uma espécie de sucessor do Urutu.

O carro terá 18 toneladas, motor diesel eletrônico, tração 6×6, capacidade anfíbia, podendo transportar até 11 militares e deslocar-se a uma velocidade de até 100 km/h.

O motor e 60% dos componentes serão de produção nacional. O objetivo é diminuir os custos de produção e manutenção do blindado sobre rodas.

De acordo com Jobim, cada um desses projetos envolve a compra de equipamentos de indústrias nacionais e uma paralisação dos investimentos teria repercussão negativa em cadeia.

Por essa razão, o ministério fez um grande esforço para manter cada um deles em andamento.

O corte da verba para o desenvolvimento do KC-390, por exemplo, chegou a ser anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando foi anunciado o aperto fiscal de 2010.

O que a Defesa conseguiu foi manter o volume do corte, mas defini-los de acordo com as prioridades das Forças Armadas e da Estratégia Nacional de Defesa, entre as quais está o desenvolvimento industrial e tecnológico do país. Jobim não quis revelar quais compras foram adiadas e nem onde o corte foi realizado.

“Ainda estamos concluindo o ajuste”, disse o ministro. É certo, no entanto, que foi cancelada a compra de 12 helicópteros da Rússia para a FAB. Aliás, o governo brasileiro tem se queixado da falta de cumprimento de cláusulas contratuais por parte dos russos.

O adiamento da compra do primeiro lote de 34 caças para a FAB não foi considerado no corte, pois, segundo explicou Jobim, o impacto financeiro dessa despesa não ocorreria este ano. “Mesmo que a decisão sobre a compra saia ainda em 2010, vamos levar de 10 a 12 meses apenas para negociar e fechar o contrato”, afirmou.

Esse foi o prazo ocorrido em outras grandes contratações da Defesa, depois de definida a licitação.

O orçamento do Ministério da Defesa para este ano previa gastos totais de R$ 15,1 bilhões.

Desse total, R$ 4,8 bilhões são de despesas obrigatórias, que não podem sofrer cortes.

A chamada “base contingenciável”, que reúne as despesas discricionárias, é, portanto, de R$ 10,3 bilhões.

Com o corte de R$ 4,3 bilhões, essas despesas foram reduzidas para R$ 6 bilhões.

Sem dar detalhes sobre os cortes feitos no ministério, Jobim disse que a orientação foi destinar os recursos para o custeio básico, e mais um pouco para que as coisas continuem no ponto em que estão, o que é chamado de manutenção operativa.

Nesse sentido, o ministro não cortou os recursos necessários para a manutenção dos equipamentos existentes.

Fonte: Valor Econômico

14/03/2011

Metade dos armamentos do país está indisponível

Metade dos armamentos do país está indisponível


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Um levantamento reservado com uma detalhada radiografia das Forças Armadas brasileiras mostra o sucateamento do equipamento militar do país.

Explicita também as conhecidas distorções na distribuição de tropas no território nacional, confrontando o discurso oficial de que a Amazônia é uma prioridade.

O estudo ao qual a Folha teve acesso é produzido pelo Ministério da Defesa e atualizado todo mês. Ele mostra que metade dos principais armamentos do país, como blindados, aviões e navios, está indisponível para uso.


Aeronave F-5 da FAB adiquirida da Jordânia

O levantamento é usado provisoriamente pelo governo, enquanto não é elaborado o chamado "Livro Branco", que trará, segundo decreto assinado neste ano, todo esse diagnóstico.

O livreto obtido pela Folha tem 76 páginas e traz dados orçamentários, operacionais e de pessoal que são difíceis de encontrar com esse grau de detalhe.

Quando alguém precisa elaborar comparações com outros países, como fez a Folha em sua edição de 20 de fevereiro, a praxe é buscar fontes externas -confiáveis, mas não tão detalhadas. O documento usado nesta reportagem traz um inventário dos chamados meios de cada Força, ou seja, os principais equipamentos para uso em guerra.

O resultado dá argumentos aos defensores do reequipamento militar, um processo caro, demorado e que costuma esbarrar em obstáculos como pressões políticas.

O caso da Marinha é paradoxal. Especialistas consideram a Força a mais bem aparelhada, mas 132 dos seus 318 principais equipamentos estão parados.

Metade dos 98 navios está no estaleiro.


http://www.hmsbacchante.co.uk/images/10%20Russian%20submarine%20in%20floating%20dock%20Alexandria%20Dec%2076.jpg

A aviação naval é figurativa: apenas 2 de seus 23 caças voam, e só para treino. Isso no fim de 2010 -hoje, só um funciona. O porta-aviões São Paulo ficou anos parado e agora está em testes.

DEFICIÊNCIA CRÔNICA

O Exército contribui para que o resultado geral de disponibilidade de meios atinja ilusórios 68% -isso porque a Defesa coloca na conta as "viaturas sobre rodas", que basicamente são quaisquer veículos.

Dessas, 5.318 das 6.982 estão funcionando.

Dos 1.953 blindados do Exército, só metade está à disposição. Metade dos helicópteros está no chão, isso sem contar a deficiência crônica de defesa Aérea, maior fragilidade militar do país.

Por fim, a Força Aérea tem indisponíveis 357 dos seus 789 meios, que incluem 48 lançadores portáteis de mísseis, todos funcionando.

O governo avalia ter 85 dos seus 208 caças disponíveis, o que parece algo otimista.

Seja como for, a renovação da frota de combate, unificada em um modelo, está postergada novamente por causa de cortes orçamentários.

Fica também explícito um problema que a Estratégia Nacional de Defesa editada em 2008 promete combater. Na Estratégia, a Amazônia aparece como prioridade do Exército.

Só que a disposição das tropas ainda reflete a ideia de que o país um dia poderia entrar em guerra com sua antiga rival, a Argentina, hoje longe de representar uma ameaça militar.

A região Sul concentra 25% das Forças terrestres do Brasil, enquanto a área amazônica só tem 13% do efetivo. Outros 23% estão estacionados na área do Comando Militar do Leste, no Rio.

A concentração no Rio também é perceptível no poderio aéreo. Nada menos que um terço do efetivo da FAB está por lá, enquanto a enorme região Norte não soma 15% com dois comandos aéreos separados.

A Marinha também está baseada no Rio, de forma avassaladora: 71% do efetivo está lá. Há planos para criação de uma segunda esquadra no Nordeste e no Norte.

Essa concentração no Rio é uma herança dos tempos em que a cidade centralizava o poder no país.

ASSIMETRIA

A Estratégia critica essa assimetria na disposição geográfica das tropas, mas a mudança depende de vontade política e de recursos cuja justificativa sempre é difícil num país de tradição pacífica e cheio de problemas sociais.

Por fim, o mapa lembra também detalhes do comprometimento financeiro. Em outubro de 2010, o governo gastou quase igualmente com pessoal ativo, aposentados e pensionistas, somando uma folha salarial de R$ 2,9 bilhões naquele mês.

No Orçamento de 2011, antes do corte anunciado recentemente pelo governo, a despesa com pessoal representava 72% do gasto total.

Ainda sobre pessoal, destaca-se a alta proporção de oficiais-generais. Há um deles para cada 971 homens. No mais poderoso exército do mundo, o americano, esse número salta para um para cada 1.400 soldados.


Despreparo militar marca história do país

Num mundo de comunicação rápida, onde conflitos surgem a toda hora, falta de prontidão é receita de fracasso

Despreparo crônico em tempo de paz e, portanto, no começo de conflitos, é uma constante na história militar luso-brasileira. Por que seria diferente em pleno século 21? No passado, houve tempo para as Forças Armadas "pegarem no tranco" e terminarem bem-sucedidas em combate.

Mas em um mundo de comunicações rápidas, de mísseis balísticos, de guerra eletrônica, essa tradicional demora na prontidão é uma receita perfeita para o fracasso.

Uma rara exceção no despreparo das Forças são as chamadas tropas de "pronto emprego" ou "ação rápida". São núcleos de excelência que podem agir em emergências pontuais, como a aviação do Exército, os paraquedistas, os fuzileiros navais, os batalhões de selva.

Um bom exemplo foi a rápida e eficiente reação em 1991, após guerrilheiros colombianos atacarem um posto de fronteira no rio Traíra e matarem três militares.

Em 1711, o francês René Duguay-Trouin tomou o Rio de Janeiro em ousado golpe.

A cidade estava despreparada. Reforços vieram do interior -rapidamente, para os padrões da época-, mas já era tarde demais. Em 1808, os franceses tomam Portugal e a família real foge para o Brasil -mas o comboio precisou de escolta da Marinha britânica.

Na guerra com a Argentina pela província Cisplatina (Uruguai), de 1825 a 1828, o Brasil começou colhendo fracassos, até se afirmar -principalmente no mar- e terminar o conflito em "empate".

O exército paraguaio estava mais preparado que o brasileiro e até invadiu território do país na Guerra da Tríplice Aliança (1865-1870).

A falta de preparo inicial levou a cinco anos de guerra. Em 1897 em Canudos, Bahia, o Exército também sofreu derrotas para os "jagunços" do líder religioso Antonio Conselheiro e mostrou sérias falhas de logística.

Não havia tropas bem treinadas e equipadas para participar da Primeira Guerra Mundial (1914-1918); a Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma série de improvisos do início ao fim pelos dois lados.

O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em agosto de 1942, mas só em julho de 1944 a Força Expedicionária Brasileira desembarcou na Itália -e, mesmo assim, era apenas uma das três divisões de infantaria inicialmente planejadas, e seu armamento era todo de origem americana.

As Forças Armadas do país têm operado bem em missões de paz ou na recente ajuda à polícia do Rio. Mas, como demonstrou o terremoto no Haiti, foi a rápida intervenção dos EUA que evitou uma tragédia ainda maior.

Fonte: Correio Braziliense-Via:Geopolítica

01/12/2010

Boletim Guerra ao Narcotráfico no Rio de janeiro

Presidente eleita Dilma Rouseff quer Exército no Rio até a Copa e planeja espalhar modelo pelo Brasil



Satisfeita com ação no Alemão, presidente eleita já cogita, entre outras medidas, o patrulhamento da Baía de Guanabara pela Marinha

  • Baía de Guanabara patrulhada pela Marinha.

  • Envio de tropas e equipamentos militares para cercar e livrar outras comunidades fluminenses do tráfico e garantir investimentos sociais nesses lugares.

  • Repetição da parceria entre polícias e Forças Armadas em outras capitais com problemas de segurança.

O sucesso da invasão no Complexo do Alemão, no domingo, deixou a presidente eleita, Dilma Rousseff, entusiasmada e vai servir de modelo a novas ações em seu mandato, que acaba cinco meses depois da Copa de 2014.

Quantidade de armas e drogas apreendidas no Rio impressiona até policiais experientes



O Rio de Janeiro foi considerado um excelente "laboratório", com resultados "mais do que satisfatórios", para testar o uso de Exército, Marinha e Aeronáutica no combate ao crime.

Por isso, deve ser repetido.

O tema foi debatido na noite de anteontem em Brasília durante reunião entre o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, a presidente eleita e o futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

O relato do encontro entre o grupo foi feito ao Estado por Pezão. Das três horas de reunião, duas foram ocupadas pela parceria.

"Nós não queremos cargos nem ministério. Queremos ajuda das Forças Armadas na segurança pública e para fazer obras dentro das favelas", disse Pezão.

Segundo o vice-governador, o modelo de parceria entre Exército e polícia deve nortear a política de segurança pública da presidente eleita, que vai suceder dois mandatos presidenciais duramente criticados pela omissão no setor.

"Dilma se mostrou entusiasmada em poder colocar tanto homens quanto equipamentos à disposição. Quando assumiu, o governador Sérgio Cabral disse que até o fim do mandato iria entregar todos os territórios livres de milícias e do tráfico. Esse objetivo se torna mais concreto com a parceria que nos foi oferecida", afirmou Pezão.


Fonte:Estadão/G1

18/10/2010

Jobim defende a indústria da defesa e prega mudança da imagem institucional

Jobim defende a indústria da defesa e prega mudança da imagem institucional



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou na ultima quinta a importância da inserção da indústria da defesa no processo de desenvolvimento da indústria nacional, como forma de atrair "o comprometimento da sociedade, dos militares e dos políticos" com a questão.

Ele ponderou que, até o fim da década de 1980, a área militar "estava desligada dos políticos e da área acadêmica" e isso prejudicava a própria formação do seu orçamento.

Havia, conforme Jobim, "um imaginário que a vinculava à repressão".

A nova defesa, no entanto, segundo o ministro, dá "a verdadeira visão que o setor merece e mostra a necessidade de o Estado bancar o seu desenvolvimento".

Segundo Jobim, "a iniciativa privada só faz investimentos em pesquisas se já tiver assegurada a possibilidade de obter lucros imediatos, e a área da defesa tem um desafio tecnológico em aberto".

Nélson Jobim abriu, em Brasília, a 2ª Oficina de Trabalho sobre Diagnóstico da Base Industrial da Defesa. Na ocasião, chamou a atenção para a necessidade de uma estratégia voltada para o futuro, visando à segurança interna.

O ministro reiterou que "se um país tem uma defesa forte, terá condições de dizer não ao mundo na hora certa e de apoiar somente o que for adequado". Isso é importante, conforme lembrou, no momento em que o país se prepara para ser um grande produtor de gás e petróleo.

Ele também defendeu o fortalecimento da estrutura militar, tanto na logística quanto na capacitação de pessoal.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que também participou da abertura dos trabalhos da oficina, concordou com Jobim ao dizer que "o Estado tem que estar à frente na pesquisa para os setores estratégicos, porque a empresa privada está preocupada em dividir lucros com os acionistas. Por isso, em nenhum lugar do mundo, ela quer correr risco de prejuízos".

Ele lembrou que o etanol é hoje mais consumido no país do que a gasolina e isso foi possível porque o governo tomou a iniciativa de estimular a produção dos combustíveis alternativos.

Da Agência Brasil / Pernambuco.com-Via:moraisvinna

05/08/2010

Avibras tem projeto de foguetes de R$ 1,2 bi

Avibras tem projeto de foguetes de R$ 1,2 bi

http://militarybrazil.files.wordpress.com/2009/09/astro3gi22.jpg?w=480&h=360

O Comando do Exército e a Avibras Aeroespacial vão desenvolver, em programa conjunto, o sistema Astros 2020, próxima geração do bem-sucedido Astros, conjunto lançador de foguetes de artilharia de saturação.

No novo conceito, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo.

O principal avanço todavia é na área eletrônica, toda digital.

O investimento no projeto está estimado em R$ 1,2 bilhão, distribuído ao longo de seis anos.

A parceria com o Exército implica aprovação técnica, mas não financeira.

A questão do dinheiro será levada hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Guido Mantega, da Fazenda, deve participar.

O programa é vital para a Avibras. Segundo um relatório a que o Estado teve acesso, sem a encomenda e sem recursos em caixa seria necessário demitir cerca de 600 funcionários da empresa e, na rede de fornecedores, os cortes atingiriam até 1.800 vagas.

A carteira internacional, envolvendo países como a Arábia Saudita, Malásia, Catar e Colômbia - todos usuários do Astros II - seria posta em risco pela descontinuidade no atendimento. Há novos negócios em andamento na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O presidente da empresa, Sami Hassuani, afirma que "as Forças estrangeiras que empregam o Astros têm acompanhado o desenvolvimento do míssil AV-TM e sinalizado seu interesse - pelas nossas avaliações, essas vendas, combinadas com o pacote de modernização tecnológica necessária, podem chegar a cerca de US$ 2 bilhões".

A expectativa de novas encomendas nas regiões onde a indústria brasileira de defesa trabalha bate em US$ 3 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

A disposição do governo é a de firmar com a Avibras um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações.

Sindicato

O movimento da organização recebeu o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos.

O presidente Vivaldo Moreira Araújo revela sua preocupação "com a manutenção do emprego e da qualificação profissional dos trabalhadores da Avibras, que já foi penalizada pela burocracia do governo no passado recente", uma referência aos 12 meses que a companhia esperou pela emissão das cautelas exigidas por uma exportação para a Malásia no valor de 212,5 milhões.

Por causa da lentidão, a corporação entrou em regime de recuperação judicial. As entregas foram concluídas em junho, junto com um lote de munições e componentes destinados ao exército do Catar.

A Avibras está virando sócia do governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% na forma prevista na Lei n.º 11941/09, por meio da conversão das dívidas.

Sami Hassuani garante que "as contas estão em dia; todos os compromissos trabalhistas foram quitados e, da mesma forma, a dívida com os fornecedores - o balanço fechou em azul".

O faturamento do grupo formado cresceu. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, "e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro", segundo Hassuani. O Astros 2020 é muito avançado.

O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação, criptográfica. "Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido", explica Hassuani.

"Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação", explica ele, para quem "o empreendimento vai permitir ao Exército atuar de forma integrada com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando".


Vendas internacionais

SAMI HASSUANI PRESIDENTE DA AVIBRAS

"O mercado de vendas internacionais para o
Astros 2020 bate em cerca de US$ 5 bilhões - US$ 2 bilhões para clientes tradicionais e mais US$ 3 bilhões em novos negócios para Forças da África, Ásia e Oriente Médio, ao longo dos próximos dez anos."

Fonte: Estadão - Por Roberto Godoy/Via:moraisvinna/Foto:militarybrazil.wordpress.com

29/07/2010

Nelson Jobim defende compra de armas

Nelson Jobim defende compra de armas



Declaração reconhecendo vulnerabilidades da nossa defesa aconteceu durante a Operação Atlântico II, em Angra dos Reis.

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, presenciou hoje (26/07) uma simulação de operação de defesa da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que engloba as usinas nucleares Angra 1, 2, e 3.

A simulação foi realizada durante a operação "Atlântico II", que reúne Marinha, Exército e Força Aérea e vai até o dia 30 de julho.

Durante os exercícios, o ministro citou algumas vulnerabilidades e destacou a importância de investimentos nas forças armadas.

Durante a ação, três equipes apresentaram suas principais técnicas: 1º Grupo de Artilharia Antiaérea; 1º Companhia de Guerra Eletrônica; e Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear do Exército Brasileiro.

Na ação, foram apresentadas as respectivas armas de defesa, como tanques, canhões, e sistemas de monitoramento de radioatividade.

- Queremos identificar a vulnerabilidade das nossas operações de defesa. Buscar os problemas nas estruturas e tentar supri-las.

Na operação vamos analisar a doutrina e a logística de cada grupo e ação, assim poderemos levantar todas as hipóteses no caso da necessidade de uma operação de defesa - explicou o ministro Jobim.

O ministro ressaltou ainda, que ao final da operação, um relatório será produzido para apontar os principais problemas encontrados nos exercícios de defesa da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

Nelson Jobim afirmou que, até o momento, foram encontrados alguns problemas em relação à Defesa Antiaérea.

- Algumas das vulnerabilidades já estão sob análise, como por exemplo, a capacidade dos canhões. Hoje nós temos um canhão que, dependendo do espaço e do tempo, atinge de 5 a 7 Km de distância, o que não atende mais às nossas necessidades.

E por isso há a importância de realizar investimentos no setor de defesa do nosso país - afirmou Nelson.

A Operação

Em uma operação conjunta ("Atlântico II"), a Marinha, o Exército e a Força Aérea promovem até o dia 30 de julho de 2010, exercícios de defesa em toda a "Amazônia Azul" e nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, além dos Arquipélagos Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo.

O objetivo principal da operação é o treinamento das Forças Armadas para a defesa dos interesses do País.

A Operação "Atlântico II" é o resultado de um complexo planejamento realizado por um Estado-Maior Conjunto, composto por oficiais e praças das três Forças Armadas, que visa, fundamentalmente, a preparação para a defesa dos recursos do mar e das infraestruturas de alto valor estratégico do Brasil.

Dois cenários de ameaça foram elaborados, o primeiro, relacionado aos recursos petrolíferos, se desenvolverá nas áreas das Bacias de Campos, Espírito Santo e Santos, e da infra-estrutura de petróleo e gás da região sudeste.

O segundo, relacionado à pesca, se desenvolverá junto aos Arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. Nesse sentido, a Operação abrangerá uma amplitude geográfica e simultaneidade de ações, inerente à defesa dos ricos recursos brasileiros ao longo da costa, bem como da região Sudeste, de extrema importância econômica para o Brasil.

Cerca de 10.000 militares estão envolvidos em atividades operacionais, de apoio à população e na simulação de combate, e meios da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.

Além das atividades essencialmente militares, estão sendo realizadas Ações Cívico-Sociais (ACISO) em diversos municípios, visando integrar e assistir segmentos da sociedade residentes na região onde o exercício será realizado.

Nas atividades são realizados atendimentos médicos e odontológicos e aulas de primeiros socorros e higiene.

No último final de semana, a ação foi realizada no bairro Frade, em Angra dos Reis.

Fonte: Diário do Vale-Via:Defesa BR

15/07/2010

Ministério da Defesa deflagra maior operação conjunta já realizada.

Ministério da Defesa deflagra maior operação conjunta já realizada.




O Ministério da Defesa coordenará a partir do próximo dia 19 a operação Atlântico II, a maior operação envolvendo as três forças já realizada.

O exercício tem previsão para terminar no dia 30 de julho.

Marinha, Exército e Força Aérea atuarão em conjunto em uma operação de guerra simulada tendo como cenário o Oceano Atlântico e seus desafios.

Duas situações deverão ser abordadas durante a operação, a defesa dos campos de petróleo e cidades relacionadas a distribuição e refino, e a repressão da pesca ilegal em mar aberto, principalmente no entorno dos arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo.

O objetivo da operação é treinar as forças armadas na defesa das riquezas da Amazônia Azul, riquezas essas que vão desde a fauna e flora submarina, até os minerais e os grandes campos de petróleo.

Acredita-se que a Amazônia Azul tenha a mesma ou maior importância que a Amazônia Verde em vários sentidos, inclusive econômicos, ambientais e científicos.

Visando a manutenção da capacidade de proteger permanentemente essa importante parte do território brasileiro, a operação Atlântico II será deflagrada no mar, terra e ar, com o Exército protegendo instalações em terra, a Marinha patrulhando e reprimindo agressões no mar, e a Força Aérea patrulhando e combatendo do ar. Cerca de 10mil militares estarão envolvidos na operação.

A Marinha do Brasil atuará na defesa de ilhas oceânicas, controle da área marítima, operação anfíbia, operações especiais, defesa de portos e áreas sensíveis, contra medidas de minagem e minagem defensiva de portos.

O Exército Brasileiro fará a defesa de infra-estruturas energéticas (Angra dos Reis e Macaé), defesa da costa, defesa de indústrias de material de defesa, operações especiais, defesa externa de portos e terminais petrolíferos.

A Força Aérea Brasileira realizará a patrulha marítima, missões de ataque, transporte aéreo logístico, e coordenação e controle do espaço aéreo.

As forças armadas aproveitam a oportunidade para realizar também atividades sociais nos locais em que a operação se estender como, por exemplo, apoio atendimentos médicos e odontológicos.

Será oportuno também para difundir a importância da Amazônia Azul e sua preservação.

Fonte:Defesa BR

14/07/2010

A Estratégia do Exercito brasileiro para o futuro

A Estratégia do Exercito brasileiro para o futuro

Dê sua opinião sobre os tópicos abordados.

1) REAÇÕES INTERNACIONAIS AO PROTAGONISMO BRASILEIRO

O mundo convive com vários focos de instabilidade, como os conflitos no Oriente Médio, na Ásia e no Continente Africano, com conseqüentes riscos à paz global.

Além destes, delineia-se no futuro uma disputa pelo controle de recursos estratégicos (hidrocarbonetos, água, minérios, biodiversidade, etc.), dos quais o Brasil é um dos grandes detentores.

Enquanto países desenvolvidos mantêm suas posições usando o poder que detêm ou construindo acordos internacionais favoráveis a seus interesses, nações em desenvolvimento têm de lutar por acesso a novas oportunidades.

Embora não esteja envolvido em conflitos de vulto, o Brasil está inserido nesse contexto de desafios e pretende modificar sua posição no jogo internacional, superando barreiras típicas de quem se localiza na periferia do poder mundial.

Esta atitude brasileira poderá propiciar o surgimento de situações conflituosas decorrentes de reações dos países forçados a ceder espaços e da própria cobiça internacional pelo grande volume de recursos naturais do País.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, as reações internacionais ao protagonismo brasileiro intensifiquem-se ao ponto de criar obstáculos à consecução dos interesses nacionais.

2) RECONHECIMENTO EXTERNO DO PODER NACIONAL BRASILEIRO

O processo decisório desencadeado nos organismos multilaterais ou nas relações bilaterais cria situações que podem restringir ou facilitar a inserção internacional do Brasil como ator global.

Atendendo a legítimos interesses nacionais, a política externa brasileira se empenha para levar o Brasil a participar, significativamente, da elaboração da agenda internacional.

Daí decorre o pleito por uma posição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e a busca de acordos com blocos econômicos e grupos de países, visando à crescente inserção do País na construção daquela agenda.

As reuniões do G-20, pelo seu simbolismo político, parecem sinalizar para mudanças nas relações de poder mundial, cujos desdobramentos futuros poderão levar à emergência de novos pólos de poder.

Os líderes dos países mais ricos perceberam que o enfrentamento dos grandes problemas globais dependem de coordenação política que envolva os países emergentes.

Nas relações internacionais, os estados costumam ter êxitos quando dispõem de poder nacional que respalde suas posturas – o que ainda não é, efetivamente, o caso do Brasil, em especial quanto ao componente militar do poder nacional.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, o Brasil passe a dispor de poder nacional reconhecido internacionalmente ao ponto de ser capaz de respaldar suas pretensões de maior participação no processo decisório mundial.

3) NEUTRALIZAÇÃO DAS PRESSÕES INTERNACIONAIS SOBRE A AMAZÔNIA

As pressões internacionais sobre a Amazônia têm aumentado, sob a alegação de uma suposta defesa de “interesses maiores da humanidade”.

Países, autoridades e organizações estrangeiras ocultam suas pretensões em relação à importância geoestratégica e às riquezas da região, simulando preocupações com o desenvolvimento da área. Sugerem “direitos de ingerência”, insinuando não ter o Brasil capacidade de cuidar do patrimônio amazônico, com ênfase para o meio ambiente e a questão indígena.

A ameaça é de tentativa de imposição de soberania “compartilhada” mediante aplicação de diretrizes e pelo uso privilegiado dos recursos da região, deixando ao Brasil o ônus da administração sob fiscalização estrangeira.

A neutralização dessas pressões extrapola o campo militar, dependendo muito mais de ações governamentais nos campos político, psicossocial e econômico.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, as ações implementadas pelo governo brasileiro no sentido da proteção e do desenvolvimento sustentável da Amazônia brasileira tenham sido eficazes ao ponto de neutralizar as pressões internacionais sobre a região.

4) INTERESSE INTERNACIONAL SOBRE ÁREAS ESTRATÉGICAS DO BRASIL

É interesse vital das potências de primeira ordem assegurar o acesso às regiões do mundo de valor geopolítico e onde estejam recursos naturais necessários ao seu desenvolvimento e manutenção do status quo.

O Brasil, além da Amazônia, tem outras regiões que podem ser alvo da cobiça internacional, pela riqueza ou posição estratégica.

Entre essas áreas, destacam-se: a faixa de fronteira, a plataforma continental atlântica (jazidas de petróleo, biodiversidade, minerais,etc), o “saliente nordestino” e o Aquífero Guarani.

A liderança nacional atribui pouca importância e a sociedade tem dificuldade em perceber a ameaça embutida no interesse internacional, o que se reflete na baixa prioridade conferida ao setor de defesa do País.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, as áreas estratégicas do Brasil sejam alvo de crescente interesse internacional ao ponto de suscitar ações por parte do Estado brasileiro para manter e reforçar sua soberania sobre essas áreas.

5) FORTALECIMENTO DA INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL

Coerente com princípio constitucional, a iniciativa brasileira de integração regional foi iniciada pela constituição do MERCOSUL e ampliada pelos macroprojetos de integração física da região, estruturados e implementados pela Iniciativa para a Integração Regional Sulamericana (IIRSA), e por empreendimentos de integração energética, dentre outros.

O estabelecimento da UNASUL, que surge com o objetivo de construir um espaço de integração e união no âmbito cultural, social, econômico e político entre os países da América do Sul, é mais um marco do processo de integração regional.

A criação do Conselho de Defesa Sulamericano (CDS) poderá contribuir para intensificar as medidas de cooperação e confiança mútua entre os setores de defesa dos países da região.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31 de dezembro de 2030, o processo de integração regional evolua ao ponto de permitir a efetiva consolidação da integração da América do Sul.

6) OCORRÊNCIA DE CONFLITOS NA AMÉRICA DO SUL

A paz na América do Sul, considerada uma das regiões do mundo menos sujeita a conflitos armados, pode vir a ser ameaçada pela instabilidade política e social existente em alguns países, pela ação de movimentos de cunho ideológico que apelam para a violência e pelas tensões latentes entre países limítrofes.

Com isso, considera-se a possibilidade do Exército Brasileiro vir a participar de conflitos na região, integrando ou não organismos internacionais, como Força de Paz ou em defesa dos interesses nacionais.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, ocorram conflitos na América do Sul ao ponto de envolver militarmente o Brasil.

7) AGRAVAMENTO DA QUESTÃO AMBIENTAL

As questões ambientais têm adquirido importância crescente na agenda internacional, envolvendo temas como as mudanças climáticas, as catástrofes ambientais e as consequencias sociais e econômicas decorrentes.

A ocupação e a exploração de recursos naturais nos principais biomas do território brasileiro, com reflexos no meio ambiente, poderão agravar a questão ambiental no Brasil, gerando inclusive reações internacionais.

No Brasil, a participação do Exército contra delitos ambientais, na faixa de fronteira terrestre, está prevista na Lei Complementar Nr 117, de 2 de setembro de 2004.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, as questões ambientais e as mudanças climáticas tenham se agravado, ao ponto do controle e monitoramento ambiental venha a ser institucionalizado como atribuição, também, das Forças Armadas.

8 ) OCORRÊNCIA DE ATIVIDADES TERRORISTAS EM TERRITÓRIO BRASILEIRO

O Brasil, até o presente, tem se mantido a salvo de ações terroristas, nos moldes praticados por grupos em conexão com redes internacionais, com a finalidade de desestabilizarem Estados ou deles se vingarem em proporções que causem a generalização do pânico em suas populações.

Apesar disso, não se afasta a possibilidade de que iniciativas do governo brasileiro venham a gerar disputas e maior exposição do País no cenário internacional.

Essa exposição tende a ser ampliada em face dos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará os Jogos Mundiais Militares(2011), a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014), e as Olimpíadas (2016) e da crescente posição de proeminência do País no contexto mundial.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, atividades terroristas venham a ocorrer também no Brasil.

9) AGRAVAMENTO DA PROBLEMÁTICA DA SEGURANÇA PÚBLICA BRASILEIRA

As limitações e carências dos órgãos de segurança pública e o aumento do poder e da violência de grupos ligados ao crime organizado, ou a ilícitos transnacionais, contribuem para agravar a problemática da segurança pública brasileira e criam um ambiente propicio à demanda para emprego das Forças Armadas em segurança pública, ainda que em caráter eventual.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, a problemática da segurança pública brasileira se agrave ao ponto de ser institucionalizado o emprego das Forças Armadas.

10) DESENVOLVIMENTO DE UMA MENTALIDADE DE DEFESA NO BRASIL

A sociedade brasileira não demonstra grande interesse pelos assuntos diretamente ligados à defesa nacional e o tema não é prioritário para as lideranças e os formadores de opinião do País.

A Estratégia Nacional de Defesa apresenta dentre suas metas a de desenvolvimento de uma mentalidade de defesa na sociedade. Nesse sentido, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas vêm desenvolvendo iniciativas como programas de incentivo, congressos, seminários e simpósios, dentre outras.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, os assuntos de defesa passem a fazer parte da agenda nacional ao ponto de influenciar decisivamente as políticas governamentais.

11) FORTALECIMENTO DA INDÚSTRIA DE DEFESA DO BRASIL

O fortalecimento da indústria de produtos de defesa no Brasil se constitui em peça fundamental na redução das vulnerabilidades militares do País. Anseia-se que ela seja capaz de produzir parcela significativa dos materiais e equipamentos estratégicos com tecnologia agregada que atenda às necessidades das FA. Isso, no entanto, esbarra em desafios de toda ordem. Grandes conglomerados da indústria de defesa dos países mais ricos bloqueiam tentativas de desenvolvimento das empresas similares dos países menos poderosos.

O aumento dos investimentos em C&T, a competitividade dos materiais produzidos pela indústria de defesa, a transferência de tecnologia (offset) e o aumento do poder de compras das FA são os principais fatores para o fortalecimento da base industrial de defesa brasileira, contribuindo para a redução do hiato tecnológico e para a nacionalização dos materiais de defesa.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, ocorra o fortalecimento da base industrial de defesa brasileira ao ponto de suprir no mínimo 50% das necessidades de material de defesa das Forças Armadas.

12) CRESCIMENTO E SEGURANÇA DE FLUXO DO ORÇAMENTO DO EXÉRCITO BRASILEIRO (EB)

A crescente projeção internacional do Brasil indica a necessidade de um poder militar bem equipado e adestrado.

A eficiência operacional das Forças Armadas é dependente de orçamento compatível e constante. Nas últimas décadas, a escassez dos recursos alocados para o Exército Brasileiro tem redundado em deterioração cada vez mais séria de sua operacionalidade.

Além disso, o orçamento do EB ainda sofre retardamentos, contingenciamentos e considerável volume de recursos são inscritos em restos a pagar, dificultando o cumprimento da sua destinação constitucional.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31 de dezembro de 2030, o governo aumente os recursos orçamentários e assegure um fluxo mínimo destinado a investimentos do Exército Brasileiro.

13) ADEQUAÇÃO DA INFRAESTRUTURA CRÍTICA ÀS NECESSIDADES DE DEFESA

Os sistemas nacionais que constituem a infraestrutura crítica do Brasil, em especial energia, transportes e comunicações não podem entrar em colapso, pois são indispensáveis ao desenvolvimento do País, devendo também observar às necessidades de defesa nacional.

Atualmente, as obras de infraestrutura crítica não atendem na sua plenitude às necessidades de defesa, acarretando prejuízo ao planejamento estratégico operacional das FA, sobretudo no que tange a comando e controle, mobilização, logística, mobilidade estratégica e outras

O Exército dentre suas atividades subsidiárias executa obras da infraestrutura, mas não participa do planejamento de políticas públicas de forma a adequar as obras realizadas às necessidades de defesa.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, ocorra a adequação da obras de infraestrutura crítica do Brasil para atender às demandas de defesa do país.

14) AGRAVAMENTO DA CRISE DE VALORES NA SOCIEDADE NACIONAL

A História da humanidade tem mostrado que um dos alicerces da grandeza das nações é o respeito a um código tácito de valores morais e éticos. Riqueza, desenvolvimento e poder político, isoladamente, não lhes conferem coesão, bem-estar ou autorrespeito, nem lhes sustentam em desafios extremos.

Nações com vocação de grandeza cultuam pátria, liberdade, honestidade, dever, justiça, vida, família, educação, dignidade e disciplina, entre outros, como sínteses de princípios morais inspiradores de nobres ideais.

A sociedade brasileira enfrenta uma crescente crise moral com desprezo por aqueles e outros valores, disseminada sensação de impunidade e desrespeito ao princípio da autoridade, afetando com isso a coesão nacional.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, a crise de valores na sociedade nacional se agrave ao ponto de contaminar as Forças Armadas.

15) AUMENTO DA INFLUÊNCIA DE ATORES NÃO GOVERNAMENTAIS

Atores não governamentais – ONGs, empresas transnacionais, movimentos sociais e organismos internacionais – têm assumido papéis ativos em temas sociais, culturais, econômicos, ambientais, de direitos humanos e outros. Desvencilhando-se agilmente da burocracia, alguns aproveitam as fragilidades do Estado e ocupam espaço crescente na sociedade brasileira, como se fossem parte do aparato oficial.

Vários deles são prestigiados, pois declaram estar a serviço de causas nobres: culturais, religiosas, comunitárias, ambientalistas, educacionais, de direitos humanos ou de defesa de minorias. Embora alguns deles não se submetam à aprovação popular, procuram influenciar, cada vez mais, a opinião pública e as decisões políticas, trazendo reflexos para todos os campos do poder nacional.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, os atores não governamentais tenham poder sobre o governo ao ponto de influir nas decisões relativas à segurança e defesa.

16) AGRAVAMENTO DAS TENSÕES SOCIAIS

Apesar dos esforços de sucessivos governos e da perceptível melhoria da qualidade de vida da classe mais pobre da população – fator relevante para a paz social -, continuam a existir desigualdades sociais e regionais, motivadas por questões ligadas ao desemprego, déficit habitacional, saneamento básico, saúde pública e educação.

Além disso, a problemática das tensões sociais no Brasil envolve outros fatores, como a ausência do Estado em algumas áreas críticas, a luta pela terra, as questões indígenas e quilombola, os problemas ligados à violência urbana, o crescimento desordenado das grandes cidades e a questão da segurança alimentar.

A questão se refere à probabilidade de que, até 31/12/2030, o agravamento das tensões sociais seja de tal vulto que venham a comprometer a lei e ordem no Brasil.


Fonte:Força Terrestre

13/07/2010

As Forças Armadas e sua modernização

As Forças Armadas e sua modernização

No âmbito do Ministério da Defesa está em curso um ambicioso plano de modernização e ampliação da capacidade de ação das Forças Armadas.

Além da construção do submarino nuclear e da aquisição de aviões de caça de combate, a compra de veículos aéreos não-tripulados (Vants) ocupa lugar de destaque nessa iniciativa.

Os aviões militares não-tripulados, desenvolvidos pelos EUA como arma de ataque, foram utilizados pela primeira vez na Guerra do Iraque. Seu antepassado mais próximo foi o U-2, tripulado, que durante a guerra fria teve papel de inteligência.

A campanha militar dos EUA contra o Iraque em 2003 foi a primeira guerra da era da informação.

A tecnologia para o comando e controle das operações longe do campo de batalha ensejou o aparecimento de armamentos que possibilitaram a tomada de decisões a distância, maior controle sobre as operações bélicas e a redução dos combates armados diretos.

Os programas de defesa para pesquisa e desenvolvimento de veículos não-tripulados, não só aéreos, mas também terrestres, avançaram significativamente nos últimos 15 a 20 anos, tanto no âmbito militar quanto no civil. Na aviação civil os pilotos estão sendo substituídos por computadores. O Airbus e o Boeing 777 podem voar entre São Paulo e Nova York sem interferência humana.

Esses veículos não-tripulados de combate aéreo são a primeira evidência concreta das futuras guerras eletrônicas e robotizadas.

Alguns analistas militares norte-americanos pensam que os contratos para a construção da próxima geração de caças de combate serão talvez os últimos para equipamentos tripulados de ataque.

A eventual compra de caças pelo Brasil também deverá ser a última no gênero.

Se o programa de construção de veículos não-tripulados, aéreos e terrestres, for bem-sucedido, poderemos pensar em guerras sem soldados, com lançamento de mísseis de submarinos automatizados e divisões de veículos terrestres não-tripulados atacando velozmente o território inimigo.

Os veículos de defesa não-tripulados trarão consequências táticas, éticas e políticas, que se tornarão mais evidentes à medida que a tecnologia se desenvolver.

Em termos de estratégia militar, trata-se de uma revolução no conceito tradicional de guerra.

As perspectivas que tais avanços tecnológicos oferecem aos militares e às lideranças civis são ilimitadas, ao maximizar os resultados estratégicos, minimizar a exposição de vidas humanas, aumentar o poder militar e reduzir os custos de construção e de manutenção.

Como seria de esperar, a introdução dos Vants enfrenta resistência em várias frentes nos EUA.

A eventual marginalização dos pilotos está encontrando oposição de parte da Força Aérea.

Estrategistas do Ministério da Defesa defendem a ideia de que sempre haverá necessidade das forças terrestres para ocupação do território. As empresas da indústria de defesa, por temerem que seus contratos sejam seriamente afetados, também se opõem.

É a inovação chocando-se com a cultura institucional.

Segundo os especialistas, esses progressos tecnológicos levarão de 15 a 20 anos para entrar em operação plena. Enquanto isso, o que fazer no curto prazo com os equipamentos existentes e como, tática e estrategicamente, melhor aproveitá-los?

A ampliação do uso militar dos Vants pelos EUA no Afeganistão e no Paquistão na tentativa de capturar Osama bin Laden e combater o Taleban e as tribos que lhe dão suporte aumentou a eficiência no combate ao terrorismo, mas gerou o chamado efeito colateral, com o crescimento do número de vítimas civis e alto custo perante a opinião pública.

A utilização por Israel desses veículos no combate aos palestinos resultou na eliminação dos principais líderes do Hamas, com forte desgaste, ante a morte de mulheres e crianças.

Em termos de avanços tecnológicos de veículos não-tripulados, Israel está tão desenvolvido quanto os EUA, como se viu recentemente na apresentação de um Vant com as dimensões de um avião de transporte, ampliando as facilidades e vantagens estratégicas sobre os aparelhos de tamanho reduzido.

A primeira utilização para fins humanitários do modelo mais avançado dos Vatns dos EUA, o Predador, ocorreu recentemente no Haiti, depois do terremoto que destruiu grande parte do país.

No Brasil, a ideia é utilizar esses Vants para patrulhar os 12 mil km da fronteira da Amazônia e monitorar as zonas marítimas do pré-sal, que se estendem de Santa Catarina ao Espírito Santo.

O equipamento poderá fornecer informações sobre movimentos suspeitos de crimes transfronteiriços e eventuais ações suspeitas próximas às plataformas de exploração de petróleo. Sem dúvida, a capacidade de defesa do Brasil ganhará enorme avanço estratégico.

O plano de modernização da estrutura burocrática e operacional das Forças Armadas para responder aos novos desafios estratégicos que o Brasil terá de enfrentar nos próximos anos deveria receber o apoio político e orçamentário de que necessita.

A Estratégia Nacional de Defesa e a legislação sobre o plano de modernização fundamentam tais mudanças. Por sua importância para os interesses permanente do País, ambos deveriam ser vistos como projetos de Estado, e não apenas de uma administração prestes a se encerrar.

Levando em conta a extensão do território nacional e nossa crescente projeção externa, o emprego de submarino nuclear, a aquisição de caças de combate, a utilização dos Vants e, não menos importante, a aplicação da tecnologia de informação na área militar exigirão, no médio prazo, a redefinição dos delineamentos estratégicos das Forças Armadas em bases mais amplas e ambiciosas.

Para as novas gerações de oficiais superiores é esse o grande desafio.


Fonte:Estado de São Paulo via CCOMSEX-via:Plano Brasil-por:Rubens Barbosa

O PREDADOR ( AV-VBL )

O PREDADOR ( AV-VBL )

http://www.saorbats.com.ar/GaleriaSaorbats/LAD03/images/AvibrasVLBLAD2003-1.jpg


O Predador é a conhecida viatura blindada leve 4×4 de nome GUARÁ da família do Sistema ASTRO II, ASTROS III e o MISSIL TÁTICO AVMT-300( MATADOR) produzidos pela AVIBRÁS do Brasil. Foi desenvolvida em conjunto com o IPD –Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército e com a SCT – Secretaria de Ciência e Tecnologia do Exército, entretanto, não sabemos se já foi testado e homologado pelo CAEX- Centro de Avaliação do Exército.

Também, sabemos que, nenhum projeto nasce pronto e acabado, principalmente, se tratando de produto bélico de uso exclusivo militar.

Nada mais inteligente, portanto, do que se obter a compreensão das limitações operacionais nascidas do emprego do GUARÁ, em procedimentos de experimentação “ nos campo de provas”, lógico, de iniciativa do Exército Brasileiro, e a partir daí, se necessário, voltar, novamente, para a prancheta da AVIBRÀS para as melhorias industriais necessárias ao seu aperfeiçoamento militar.

Esta TÉCNICA se denomina desenvolvimento do produto, comum em quaisquer industrias sejam militares e civis, fazendo com que, quaisquer críticas quanto à qualidade da viatura blindada sejam oriundas de néscios, ainda mais porque, o Exército Brasileiro acompanhou e participou do programa que se referia a fabricação de viatura de apoio blindada leve de 4 x4, e não, uma pesada viatura 8×8 ou uma viatura 10×10.

O GUARÁ tem várias versões militares entre as quais, a de COMBATE que poderá contar com um morteiro automático eletromagnético de 81 mm ou, ainda, melhor, canhão automático eletromagnético anticarro de 84 mm, em outras versões outros armamentos ou empregos militares.

As razões pelas as quais o EB recusou sua compra, apesar de sua participação no programa de produção, não sabemos com exatidão.

Os GUARÁS, com certeza, não farão parte do Corpo Principal de Blindados ( blindados principais) do EB independente de sua versão, mas como veículos blindados, no modelo COMBATE, de ligação e apoio de fogo às Brigadas Blindadas, além de outros empregos em batalha, consoante a natureza específica de sua versão.

Sem dúvidas, poderiam ser incorporados em grande nº, uma vez que, o EB não possuem estes tipos de viaturas leves táticas (4×4) com um canhões automáticos eletromagnéticos anticarro de 84 mm, ou morteiros automáticos eletromagnéticos de 81mm, ou lançador de granadas, além, de metralhadoras MAG -7,62 mm ou a famosa 12,7 mm (.50) da forma como for definida.

Constituindo, nos campos de batalha, uma pequena força blindada armada integrada aos blindados Guaranis sob 8 rodas com canhões de 105 ou 120 mm, ou até com os futuros e modernos blindados sobre lagartas Osório de 120 mm. Apesar de não ser um blindado anfíbio pode transpor cursos d’águas com profundidade de até 1,2 m, operar com potentes motores de 280CV, e, conforme, sua versão, na missão pode ter 12.000 kg. A Brigada GLO do EB recebeu um desenho do AV- VBL GUARÁ que poderá ser também a versão do BOPE 4×4.

O protótipo da AVIBRÁS, AV- VBL apresentado possui carroceria monobloco de chapas de aço blindadas, importadas dos EEUU ( esqueceram-se das chapas fabricadas no Brasil- USIMINAS- usadas nos Guaranis), com reparo giratório para metralhadoras. Sabemos que as FAs do Brasil tem três (04) problemas sérios para resolver como:

1º)- orçamentos militares insuficientes;

2º)- falta de consciência governamental para a questão da Soberania Nacional, 3º)- desinteresse da classe política brasileira para a importância militar das FAs na garantia do nosso crescimento econômico .

4º)- ausência de uma clara Política Nacional de Defesa Militar ( O Plano de Fortalecimento Militar das FAs, isolado, não é nada !! ).

Mas, absolutamente, nada justifica o EB não aceitar e não corrigir(???) os modelos das viaturas blindadas do AV-VBL 4×4 (que ele próprio ajudou a fabricar) direcionando-os para a otimização da qualidade, e fazendo-os, excelente opção de emprego militar, não somente para o EB, mas para as demais FAs do Brasil.

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Guará embarcando para o Haiti para uma campanha de testes em campo promovida pela Avibras que cedeu o veículo para o Exército Brasileiro

Em meu ponto de vista, s.m.j, se constitui num ato destrutivo dos esforços de Implantação da Industria Bélica Brasileira, da mesma forma que, arruína nosso Plano Nacional de Rearmamento Militar das FAs do Brasil, donde se conclui, que o nosso problema mais grave não é o financeiro nem a fragilidade orçamentária, mas a ausência de coisa nacional muito mais séria.

De reboque vem a notícia de que a PMRJ vem testar uma viatura blindada 4×4 de origem russa, denominada de Tigre GAZ 2330 da fábrica Rosboron. Muito, à propósito, é ótima a informação de que estas viaturas blindadas serão usadas no patrulhamento ostensivo externo da PMRJ, “indicando evolução” no planejamento estratégico militar da PMRJ.

Em verdade, o EB não permite muita liberdade à PMRJ, não sei se, também é verdade em relação as PMs de outros Estados do Brasil.

Mas o fato é que, o EB preso a fatos acontecidos a mais de 80 anos no ERJ, não autoriza a PMRJ colocar no reparo giratório das viaturas blindadas quaisquer tipos de metralhadoras, e da mesma forma, proíbe o mesmo uso dos reparos, nos helicópteros militares para blitz nas comunidades.

À tempos, também a PMRJ tentou licitar coletes israelenses à prova de bala de fuzil, cuja qualidade é indiscutível, entretanto, o EB alegou que as compras deveriam ser feitas nas industrias bélicas brasileiras para incentivar sua implantação e funcionamento.

Aliás, nos parece que o próprio EB se esqueceu desta assertiva quando se dispõe a testar experimentalmente similares, ou melhor, outros carros blindados 4×4, por exemplo, da Suíça, da Suécia, da Bélgica, da Alemanha, dos EEUU, etc… esquecendo-se de sua participação no projeto do Guará.

Os testes experimentais levados a exaustão de quaisquer itens bélicos, resultarão em coletas analíticas de informações descritivas das deficiências operacionais do modelo militar, de maneira que, sem “patriotadas” tolas, sempre visarão o seu aperfeiçoamento técnico.

São procedimentos corretos, pois, todas as industrias que realizam seu processo de transformação normal de produção, sejam civis ou militares, estimularão, por princípios de concorrência, a contínua busca do ponto ótimo do item ( civil ou militar ) projetado para os fins definidos.

Entretanto, há de não se confundir com as manobras de concorrências comerciais na procura de melhores preços ou menores custos, ou de grandes propinas oferecidas pelos vendedores do produto. Sugerimos, pois: “–Que tal, as tropas serem consultadas sobre a qualidade real do emprego de certo produto bélico, no campo prático, uma vez que, serão sempre seus usuários finais ????” Vejamos o péssimo exemplo da licitação dos caças para a FAB !!! É lamentável que os governos, por interesses escusos e a sociedade por grassa ignorância, não alcancem a ação sadia do Sistema de Controle Interno, cujos processos legais são a Garantia Constitucional de que a Economia Nacional de uma Nação vai ser resguardada da ação predadora dos marginais do “colarinho branco”.

É muito terrível que o próprio governo não cumpra suas próprias medidas decisórias em relação ao rearmamento militar das nossas FAs.

As escolhas e a tomada de decisão quanto ao tipo, a espécie, a natureza, e a qualidade dos equipamentos bélicos, deverão caber, somente, como é lógico, aos especialistas em armas e aos estrategistas em defesa militar das FAs.

Mas, entretanto, a elaboração dos Orçamentos Militares – Despesas de Capital e a liberação dos cronogramas dos recursos financeiros para a realização das licitações militares sempre caberão aos governos constituídos, a partir do trabalho técnico desenvolvido pelas Diretrizes dos planejamentos determinados por estes especialistas militares.

A falta de dinheiro nos orçamentos militares é um erro governamental que não soma na responsabilidade dos Dirigentes Militares.

Mas, a ação irresponsável de escolhas e decisões equivocadas sobre equipamentos militares que colidem com a própria Política Nacional de Defesa da Soberania Nacional, trazendo atrasos e prejuízos ao nosso desenvolvimento militar, é funesta irresponsabilidade. Em nossa opinião, caberiam às FAs, de maneira convincente, levar o governo a adquirir centenas de viaturas blindadas AV- VBL – GUARÁ para incorporação aos seus meios operacionais.

O exército dos EEUU no Iraque levou e deixará lá, em torno de 4.000 viaturas blindadas 4X4. Quaisquer discordâncias (repetimos) quanto a qualidade do Guará – AV- VBL da AVIBRAS, neste momento, quando ainda, não se divulgou todos os procedimentos técnicos devidos pela avaliação bélica destas viaturas blindadas, é total falta de esclarecimentos.

O EB certamente não estará esquecendo as necessidades das Brigadas de Infantaria de Selva da Região Amazônica, ainda mais porque, a condição de viatura (GUARÁ) não anfíbia é um detalhe que a AVIBRÁS, com certeza, está capacitada a resolver com rapidez, lembrando de que o GUARANI (URUTU III) poderá dispor de uma versão anfíbia e o antigo CHARRUA ( também anfíbio e virtual substituto do M-113 ) pode perfeitamente renascer das pranchetas como modelo atualizado. Dois coisas que a sociedade não deve esquecer:

1º) – inteligência criativa é para quem, de fato, “ já nasceu com ela”;

2º) – e, recursos nos orçamentos militares do Brasil é para gestores que “tem vergonha na PPP da cara”.

Por conseqüência, uma séria questão nacional se descortina diante da consciência da sociedade brasileira participativa em relação à importância das FAs para a Nação.

De forma que, OU as FAs são fundamentais à existência do País como Unidade Nacional, e, devemos tê-las modernizadas e eficientes, para o Brasil crescer economicamente, ser politicamente forte, colocar seu povo integrado de maneira permanente nas suas riquezas naturais e ter participação efetiva nos legítimos benefícios sociais decorrentes, OU ENTÃO, acabaremos, definitivamente, com este sentimento político dúbio de indecisão.

O Poder de Dissuasão, conseqüente da aplicação do Plano Militar Nacional de Fortalecimento das FAs do Brasil que já escolheu seu triste rumo, já começa a “ ir para o ralo”.

Espero, sinceramente, que os brasileiros “ antenados” compreendam meu GRITO, pois, entendemos que, para obtenção de um Brasil com um mínimo de TRANQUILIDADE, precisaremos SIM da segurança de FAs fortes e modernas, SEMPRE. O Velho Patriota Luiz.


Fonte:Plano Brasil-Por: Luíz Pinelli