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27/06/2009

SEGUNDO PROTÓTIPO DO EMB 110 BANDEIRANTE EXIBIDO NO MAB

SEGUNDO PROTÓTIPO DA AERONAVE BANDEIRANTES SERÁ EXIBITO PERMANENTEMENTE NO MAB

A Embraer entregou hoje, oficialmente, o segundo protótipo da aeronave EMB 110 Bandeirante ao Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), localizado em São José dos Campos, Estado de São Paulo. O evento faz parte das atividades comemorativas dos 40 anos da Empresa, criada em 19 de agosto de 1969.

O avião, restaurado pela Embraer no ano passado, ficará exposto em caráter permanente e marca a reabertura do MAB ao público, fechado temporariamente em função da mudança de administração, reparos e revitalização do acervo.


“O sucesso do Brasil em uma indústria tão competitiva como é a indústria aeronáutica, constitui motivo de justo orgulho para os brasileiros e desperta admiração e curiosidade em todo o mundo.


Esta história tem suas origens na criação do CTA, então Centro Técnico de Aeronáutica, hoje Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, na década de 1940 e no projeto do Bandeirante, aeronave concebida, projetada e construída na década de 1960 por engenheiros e técnicos do CTA.

É com satisfação que contribuímos para manter vivo este passado e vemos o Bandeirante tornar à casa em que nasceu, após cuidadoso restauro”, disse Horacio Forjaz, Vice-Presidente Executivo da Embraer para Assuntos Corporativos. “A parceria entre a Embraer, MAB e a Fundação Santos Dumont é muito importante e permitirá que a população brasileira conheça alguns capítulos desta maravilhosa história, fruto da visão e determinação de homens que servem de inspiração às futuras gerações.”


O EMB 110 Bandeirante foi o primeiro avião produzido em série pela Embraer. Dos três protótipos originais (denominados EMB 100), o primeiro pertence ao acervo do Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro, e o terceiro se encontra em exposição permanente no Parque Santos Dumont, em São José dos Campos.



O segundo protótipo (na foto) pertence à Fundação Santos Dumont e foi cedido para a Embraer. A Empresa reformou cuidadosamente a aeronave, tanto interna como externamente, conforme o projeto original. O trabalho foi concluído em outubro de 2008.

Após ser exibido à imprensa e aos empregados da Embraer, o avião foi transferido para o MAB, onde fará parte do acervo da instituição.

Após 20 anos (1970-1990) de produção seriada ininterrupta e 498 unidades produzidas e entregues, em 16 versões diferentes, a fabricação do Bandeirante foi encerrada. Ainda hoje, mais de 300 unidades deste pioneiro avião brasileiro estão em operação.


“A Fundação Santos Dumont foi criada em 1956 e sua missão é resgatar a memória da indústria aeronáutica no Brasil”, disse o brig. José Vicente Cabral Checchia, Presidente da Fundação Santos Dumont.

“Ficamos muito felizes pelo fato do segundo protótipo do Bandeirante estar em boas mãos, recebendo o merecido cuidado e contribuindo para a divulgação da bela história da aviação brasileira.”




Video meramente ilustrativo

“O Bandeirante é, além de marco inicial da indústria aeronáutica nacional, a concretização do ideal do Marechal Casimiro Montenegro Filho, pois toda a sua luta para a criação do CTA e do ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, foi para que o esforço dos engenheiros e pesquisadores culminasse nesta aeronave e na criação de uma indústria aeronáutica brasileira”, afirmou o Brig. Ronaldo Salamone Nunes, Comandante-Geral Interino de Tecnologia Aeroespacial. “Receber o segundo protótipo para compor o acervo do MAB significa honrar aqueles que foram os pilares para a realidade de hoje.

Cabe ao CTA agradecer a iniciativa da Embraer e da Fundação Santos Dumont.”


Criado em 2004, o MAB está localizado nas instalações do CTA e ocupa uma área de 75 mil metros quadrados (equivalente a cerca de 15 campos de futebol).

Entre 2004 e 2008, a instituição recebeu mais de 160 mil visitantes.

O MAB reabrirá as portas ao público no próximo dia 27 de junho, sob a direção do CTA. A visitação é gratuita e acontece todos os finais de semana, das 9 às 17 horas, via acesso exclusivo, próximo ao Aeroporto de São José dos Campos, localizado a 90 km da capital paulista.

Fonte :Revista Asas online
Video:Youtube.com

08/02/2009

24 mortos em acidente de avião no AM

Dos 24 mortos em acidente de avião no AM, 20 eram da mesma família

Grupo fretou avião para ir a uma festa de aniversário surpresa.
Cidade decretou luto oficial por três dias e feriado na segunda


Autoria:Globo.com


Dos 24 mortos na queda do avião ocorrida na tarde do sábado (7) em Manacapuru, no Amazonas, 20 eram da mesma família e seguiam para Manaus para participar de uma festa de aniversário. Apenas quatro pessoas conseguiram sobreviver ao acidente.

Vinte e duas pessoas serão enterradas na cidade de Coari, de onde partiu o voo, uma em Manacapuru e o piloto, em Manaus.

"A população de Coari está em choque com essa tragédia", disse o secretário da Casa Civil, Daniel Maciel. Na cidade, que, segundo o IBGE tem 70 mil habitantes, foi decretado luto oficial de três dias e feriado nesta segunda-feira (9) para que as pessoas possam participar do velório.

Confira onde ocorreu o acidente (Foto: Arte/G1)

"O velório terá início assim que os corpos chegarem", disse Maciel. Em Coari, dois ginásios irão receber os caixões: Ginário Geraldo Grangeiro e Ginásio Natanael Brasil. O enterro deverá ocorrer na segunda-feira de manhã no Cemitério Santa Teresa.

A empresa Manaus Aerotaxi, proprietária da aeronave, divulgou no início da tarde a lista com os nomes das pessoas que estavam a bordo. Confira abaixo a lista de passageiros (o grau de parentesco entre as vítimas foi passado pelo secretário da Casa Civil). A família iria participar de uma festa de aniversário de um empresário identificado apenas como Omar.

1 - Julia Caiane Melo Duarte (sobrinha de Omar)

2 - Laio Neto Melo Pinheiro (filho de Julia)
3 - Adalto Santos dos Santos (cunhado de Omar)

4 - Luis Eduardo Melo Santos (filho de Adalto)

5 - Tamara Maria da Silva (sobrinha de Omar)

6 - Hosana de Souza Melo (irmã de Omar)

7 - Anads Junior (filho de Hosana)
8 - Daniel de Souza Melo (sobrinho de Omar)

9 - Daniel de Melo (filho de Daniel)
10 - Janete Melo dos Santos (irmã de Omar)

11 - Merciclei de Souza Melo (irmã de Omar)

12 - Evandro da Costa (marido de Merciclei)
13 - Emanuel de Melo (filho de Merciclei e Evandro)
14 - Jonas de Souza Melo (irmão de Omar)
15 - Micicleide de Oliveira (irmã de Omar)

16 - Maria Eduarda Melo (filha de Micicleide)
17 - Camile Almeida Melo (filha de Micicleide)
18 - Mateus Dantas da Silva (convidado da festa)

19 - João Liberal Neto (parente distante de Omar)

20 - Erick da Costa Liberal (filho de João) - sobrevivente
21 - Natalia da Costa Liberal (filha de João)
22 - Yan da Costa Liberal (filho de João) - sobrevivente
23 - Stephanie da Costa Liberal (filha de João)
24 - Joelma Aguiar
25 - Ana Lucia Reis Laurea - sobrevivente
26 - Brenda Dias Moraes - sobrevivente

Tripulantes:
27 - Piloto - César Leonel Grieger , 47 anos, gaúcho
28 - Copiloto - Danilson Cirino Ayres da Silva, 23 anos, amazonense

A empresa divulgou o telefone (92) 3652-1620 para que as famílias das vítimas possam obter mais informações sobre o ocorrido. Em seu site, há uma nota de pesar às vítimas.

As buscas por mais uma suposta vítima que estaria no avião foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros no início da tarde deste domingo. Pela manhã, o Corpo de Bombeiros de Manaus havia retomado os trabalhos de resgate para encontrar mais uma suposta vítima.

"Um ribeirinho que ajudou a resgatar os sobreviventes nos contou que viu uma pessoa ser levada pela correnteza", afirmou de manhã o tenente do Corpo de Bombeiros de Manaus Marco Antônio Calmon Gama, que coordenou os trabalhos de busca.

No início da tarde, o tenente afirmou que essa informação estava errada. "Fomos verificar e essa pessoa que ele havia visto ficou presa no avião e foi uma das primeiras a serem retiradas. Então, o número de passageiros é 28 mesmo, com quatro sobreviventes apenas", disse. Segundo o tenente, o avião já foi retirado do rio e está em terra firme. "A Aeronáutica já estava fazendo a perícia."


Sobreviventes

Segundo Marcelo Alves Cabral, diretor do Hospital Regional de Manacapuru, onde os sobreviventes foram atendidos, todos passam bem. "Eles tiveram apenas escoriações e estavam muito nervosos, mas conversando bem, não estavam em estado de choque. O Érick teve um corte mais profundo nas costas, mas todos foram medicados e já liberados", afirmou Cabral.

"Eles me contaram que ouviram quando um dos motores parou e a aeronave perdeu altitude, teria batido em alguma coisa e depois entrou de bico na água. Como eles estariam no fundo do avião, conseguiram se salvar saindo pela porta de emergência", contou Cabral.

O avião decolou de Coari e, cerca de uma hora depois, caiu no Rio Manacapuru, por volta de 16h (horário de Brasília). Segundo o Comando da Aeronáutica, o avião desapareceu dos radares do controle aéreo a 20 minutos de chegar a Manaus. O Comando da Aeronáutica informou que vai apurar as causas do acidente.