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07/05/2010

Brasil acha que Irã esta mais flexível e aberto a acordos

Brasil acha que Irã esta mais flexível e aberto a acordos


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BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro vê uma janela de oportunidade e disposição do Irã para alcançar uma solução negociada a respeito do programa nuclear da República Islâmica, disse o chanceler Celso Amorim à Reuters nesta sexta-feira.

"Eu acho que existe um espaço. Eu notei na liderança iraniana uma forma mais pragmática", afirmou Amorim em entrevista. "Notei um interesse em avançar."

O chanceler se reuniu na semana passada em Teerã com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e com outras autoridades da República Islâmica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajará ao Irã no fim da semana que vem, também buscará uma solução negociada com Teerã, disse Amorim.

Ahmadinejad disse na quarta-feira que aceitava em princípio uma mediação brasileira.

Países do Ocidente temem que o Irã esteja desenvolvendo uma arma atômica.

E Teerã afirma que o programa nuclear tem fins pacíficos, como a geração de energia.

Apesar dos sinais de disposição, o Irã tem que mostrar claramente mais flexibilidade para aceitar uma proposta da Organização das Nações Unidas para a troca de urânio com o objetivo de resolver o prolongado impasse, disse o chanceler.

"O que nós defendemos é que o Irá faça isso de uma maneira aberta, com menos condicionalidades", afirmou Amorim, acrescentando que o tempo está se esgotando.

"Esse sinal deveria ser logo. Esse mês de maio é um mês fundamental para a gente saber se vai haver uma possibilidade de continuar, ou se cada um tomará seu caminho."


Fonte:Reuters-Por: Raymond Colitt

05/05/2010

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

Irã aceita mediação do Brasil para retomar acordo nuclear

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TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

A chancelaria brasileira, no entanto, afirmou que o país não se ofereceu para mediar um acordo. "O que não quer dizer que se outros países pedirem ele (Brasil) não o fará", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores por telefone.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.

"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano (Hugo Chávez), Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

Questionado por jornalistas em Brasília sobre a declaração de Ahmadinejad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não respondeu diretamente, mas disse que "se houver possibilidade de construir junto com a agência (nuclear da ONU), junto com os países que participam do Conselho de Segurança e junto com o Irã uma proposta que seja aceita pelos dois lados, seria tudo o que o mundo precisa".

"Se o Brasil puder dar uma contribuição, pode estar certo de que nós vamos dar", acrescentou, sem dar mais detalhes. Lula visitará o Irã entre os dias 15 e 17 de maio.

De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reuniu-se nesta semana em Nova York com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, para tratar da questão iraniana.

Mas a assessoria de imprensa do Itamaraty desconhecia uma eventual oferta de mediação do Brasil. Ele disse que o país defende a retomada do acordo de troca de combustível nuclear.

Amorim retorna ao Brasil nesta quarta-feira.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 quilos de seu urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário-- para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas.

Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas.

O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana.

"Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.


Fonte:Reuters/Video CNN por: Parisa Hafezi

03/05/2010

PF e Marinha paraguaia trocam tiros na fronteira

PF e Marinha paraguaia trocam tiros na fronteira


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Na divisa entre as cidades de Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, o rio Paraná é cenário de recorrentes trocas de tiros há pelo menos dois meses.

Postados em margens opostas do rio e equipados com arsenal pesado, militares da Marinha paraguaia e agentes da Polícia Federal brasileira disparam uns contra os outros desde março.

Os choques são consequência de ações do crime organizado, praticado por paraguaios e brasileiros e que se alastra pela fronteira.

Não há indício de conflito institucional formal entre os países, parceiros estratégicos, mas a situação pode provocar, segundo especialistas, uma crise diplomática.

Sob condição de anonimato, dois delegados do alto escalão da PF no Paraná e em Brasília, e um delegado da Polícia Civil, confirmam que quadrilhas de traficantes e contrabandistas pagam propina a um grupo de militares da Marinha paraguaia para que façam vistas grossas às suas atividades ilícitas e atuem também como braço armado, dando proteção e combatendo a polícia brasileira.

Segundo um delegado da PF, desde o início de março, foram mais de 20 confrontos. Ele cita ocasiões em que houve mais de três num mesmo dia.

Os paraguaios disparam quando a PF tenta apreender um barco e os agentes federais respondem ao fogo.

As escaramuças ocorrem em um momento crítico para o Paraguai, que há pouco mais de uma semana suspendeu garantias constitucionais em cinco regiões sob o pretexto de caçar guerrilheiros de esquerda.

Na semana passada, o senador paraguaio Robert Acevedo foi baleado em um ataque que deixou mortos em Pedro Juan Caballero.

A polícia local investiga a participação da guerrilha e da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital.

Fonte:Plano Brasil: FSP via CCOMSEX/Por:LUIS KAWAGUTI-ENVIADO ESPECIAL A FOZ DO IGUAÇU

A nova fronteira da estupidez

A nova fronteira da estupidez


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Às voltas com tráfico de drogas e um grupo extremista de esquerda, os paraguaios pedem ajuda ao Brasil para pacificar o país

É difícil perceber onde termina Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, no Brasil, e onde começa Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Praças mal sinalizadas e carros se cruzando a toda hora pela avenida que liga as duas cidades fazem parecer um só lugar, um só país. Essa impressão nunca foi tão forte como na semana passada.

Um atentado contra o senador paraguaio Robert Acevedo pôs brasileiros e paraguaios igualmente à mercê da violência do narcotráfico.

Há fortes indícios da participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo, na emboscada que resultou na morte de dois assessores do senador, que ficou ferido. Não é apenas um caso de polícia: o futuro da região dependerá do que os dois países fizerem juntos para combater o problema.

Diante do agravamento da insegurança dos dois lados da fronteira, ficou em segundo plano o debate sobre revisão tarifária da usina energética binacional de Itaipu, motivo original do encontro presidencial previsto para esta segunda-feira na fronteira.

O paraguaio Fernando Lugo vai pedir a Lula mais atenção ao vizinho e ajuda no combate à criminalidade. O Paraguai dispõe de pouquíssimo dinheiro para isso.

Um discreto aceno positivo de Lula daria a Lugo força para amenizar o momento político de grande instabilidade.

Boa parte da turbulência se deve a um grupo extremista de esquerda denominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), acusado de sequestrar e matar quatro pessoas no interior do país, há duas semanas. Não há ainda provas contundentes de que os guerrilheiros do EPP estejam por trás do atentado contra Acevedo.

Autoridades dos dois países, porém, vinculam o grupo a sequestros de várias figuras públicas do Paraguai desde o início dos anos 2000, alguns deles em associação com membros do PCC.

Embora pequeno estimado em não mais de 100 integrantes e ainda restrito a áreas rurais do país, o EPP pôs o governo de Lugo em xeque.

Como resposta às críticas, Lugo conseguiu aprovar no Congresso a decretação de estado de exceção em cinco departamentos: Concepción, Amambay, San Pedro, Presidente Hayes e Alto Paraguay (leia o quadro na próx. página).

Os três primeiros são considerados os de maior presença do EPP. O governo justificou a medida como forma de permitir às Forças Armadas buscar e prender os responsáveis pelos assassinatos nas áreas mais conturbadas do Paraguai sem a necessidade de mandados judiciais.

Especialistas dizem que o gesto de Lugo foi compreensível em virtude da comoção provocada pelas mortes atribuídas à guerrilha.

Outra razão para a elevação do tom é a proximidade do EPP com integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O governo paraguaio detém informações de que os colombianos transmitem técnicas de guerrilha ao EPP, bem como os ensinam a realizar roubos e sequestros a fim de angariar recursos para as causas políticas.

É o mesmo modo de operação das Farc. Daí é possível presumir que o EPP esteja enveredando para o tráfico de drogas, afirma uma autoridade do serviço de inteligência do Paraguai.

A polícia paraguaia diz que parte do dinheiro obtido pelo EPP com sequestros estimado em US$ 5 milhões desde o início dessas ações vai para as Farc, e a intermediação seria feita por integrantes da guerrilha no Brasil.

É essa a acusação contra os paraguaios Anuncio Martí, Juan Arrom e Victor Colmán, supostos líderes do EPP que obtiveram refúgio político no Brasil no fim de 2003.

O governo paraguaio foi às Nações Unidas na semana passada para pressionar o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) a rever sua posição, alegando que o trio tem vínculos com as Farc e se envolveu em pelo menos um sequestro. Mas Brasília dificilmente vai mudar de ideia.

Não há prova cabal desse envolvimento (dos refugiados) nas informações enviadas ao Brasil, diz Renato Zerbini, coordenador do Conare. ÉPOCA teve acesso ao relatório encaminhado pelo Paraguai com supostas provas contra Martí, Arrom e Colmán.

Há muitos recortes de jornais e até algumas folhas sem timbre, detalhes que podem pesar negativamente na análise do comitê.

No esforço de encontrar os guerrilheiros, o governo distribuiu pelo interior do Paraguai painéis com as fotos daqueles tidos como os chefes do EPP.

Mas a grande dificuldade de Lugo para combatê-los, na verdade, é renegar o passado, quando esteve junto com representantes do EPP em movimentos de camponeses no departamento de San Pedro. Para os simpatizantes do grupo, Lugo tornou-se um traidor.

O estabelecimento do estado de exceção se justifica? Até agora, pelo menos, não.

A atuação das Forças Armadas esteve longe de produzir boas notícias.

Para o promotor de justiça Julián Rodríguez, especializado em investigar o narcotráfico no norte do país, a medida é um atestado do fracasso das políticas rotineiras: Como é possível garantir que o estado de exceção vai funcionar se, em condições normais, quase nada funciona?.

No departamento de Amambay, a presença dos soldados é inconstante e desordenada.

Na semana passada, nas ruas de Pedro Juan Caballero, só era possível avistar patrulhas esparsas do Exército.

Barracas apinhadas de produtos falsificados e a diminuição do faturamento do comércio por conta do receio dos turistas brasileiros em cruzar a fronteira são as marcas mais visíveis do estado de exceção.

Dependente do turismo de compras, a população de Pedro Juan Caballero está incomodada. Acredita que o governo esteja tentando forçar uma ligação entre o EPP, mais atuante em San Pedro e Concepción, e os traficantes do PCC, concentrados na fronteira.

O atentado ao senador Acevedo trouxe à tona um problema mal dimensionado pelo governo brasileiro. Ex-governador de Amambay, Acevedo denuncia há quase dez anos a presença de organizações criminosas brasileiras na região.

Depois de sair do hospital, no dia 28, ele recebeu ÉPOCA em sua casa. Disse que, apesar de quase ter morrido, continuará apontando as ramificações do crime. Não posso deixar brecha para o narcotráfico. Tenho medo em razão da minha família. Mas não é possível desistir agora, afirma.

Dono de uma rádio e de postos de gasolina na região, Acevedo costumava desafiar os traficantes em entrevistas.

Ainda quando governador, chegou a dar um safanão em um traficante que fora preso.

Conta que a introdução das organizações criminosas em Amambay começou com a chegada de Fernandinho Beira-Mar, líder da facção carioca Comando Vermelho, a Capitán Bado, cidade a 150 quilômetros de Pedro Juan Caballero e também uma importante rota do tráfico de drogas na região.

Com a prisão de Beira-Mar no começo da década, parte do esquema do Comando Vermelho foi desmantelada, o que abriu brecha para o PCC. O tráfico na fronteira é tão lucrativo que é comum grupos rivais se engalfinharem pelo controle da região.

Observamos alguns embates entre o CV e o PCC. A briga transcendeu o território brasileiro e chegou ao Paraguai, afirma o promotor Rodríguez. Mas hoje não tenho dúvida em afirmar que o PCC comanda o tráfico de drogas no Paraguai. Para o juiz federal brasileiro Odilon de Oliveira, que decretou a prisão de mais de 100 traficantes quando atuou em Ponta Porã, a presença do PCC na região se explica por alguns motivos. O primordial é servir de esconderijo para membros fugitivos do Brasil.

Lá, eles contam com facilidade maior na aquisição de drogas e armas e dispõem de melhor ligação com as Farc, de quem o PCC é cliente na aquisição de cocaína, diz Oliveira.

Combater o tráfico de drogas na região requer esforço demais para uma estrutura atrofiada. A Secretaria Nacional Anti-drogas paraguaia tem apenas dez homens para tomar conta de três departamentos.

Os baixos salários são a porta para a corrupção na polícia local. Um oficial em começo de carreira ganha menos que o equivalente a R$ 1.000 por mês. No final de carreira, o salário não passa de R$ 2 mil. Em Pedro Juan Caballero, as pessoas sabem que há policiais a serviço do PCC: deixam de fiscalizar ou até mesmo contribuem decisivamente para o tráfico.

A PF deve usar uma aeronave não tripulada para monitorar plantações de maconha no Paraguai

Outro problema é a falta de controle do espaço aéreo do Paraguai. Acredita-se que boa parte da cocaína e do crack provenientes da Bolívia e da Colômbia chegue ao Paraguai por avião. Sem equipamento de detecção, o governo não coíbe os voos irregulares. Nem a prisão de importantes traficantes, como Carlos Caballero, o Capillo, suposto chefe do PCC no Paraguai, tem sido suficiente. Ele dá ordens para ajudantes de dentro da penitenciária, em Assunção, afirma Nelson Lopez, chefe da Senad em Pedro Juan Caballero.

Uma autoridade paraguaia diz que faz falta um maior apoio do Brasil no combate ao narcotráfico. Afirmou haver ofertas de parcerias dos Estados Unidos e da Colômbia. Está em estudo, no Congresso brasileiro, a doação de três aeronaves da Embraer para que o Paraguai possa combater o narcotráfico. Neste mês, a Polícia Federal deve usar um veículo aéreo não tripulado (Vant), capaz de realizar mapeamento do solo e identificar áreas de plantio de maconha. A PF já ajudou o Paraguai concretamente em dezembro, nas investigações para desbaratar o sequestro de Fidel Zavala. Foram enviados cinco policiais e três técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a região, com a missão de identificar a origem do rádio que fazia as comunicações com a família. Um mês depois, o cativeiro foi encontrado.

O presidente Lula terá dado uma grande contribuição para a região se, no fim do mandato, ajudar a desmantelar o narcotráfico. Lugo espera mais que qualquer um por esses bons ventos. Pode valer até sua permanência na Presidência do Paraguai.

Brasil minimiza elo do EPP no caso de senador baleado

Lula é informado que autoria do atentado no paraguai é de criminosos ligados ao narcotráfico Brasileiro, que se encontra hoje com colega paraguaio na fronteira, deve anunciar ajuda econômica, política e policial ao país vizinho

ELIANE CANTANHÊDE

Os relatórios da inteligência brasileira quase descartam que a autoria do ataque ao senador Robert Acevedo no paraguai, no qual morreram seu motorista e seu segurança, tenha sido do EPP (Exército do Povo paraguaio), descrito como um grupo pequeno -no máximo cem pessoas-, cujas ações estariam restritas a sequestros, não chegando a assassinatos.

Pelas informações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da PF (Polícia Federal), o atentado foi promovido por criminosos comuns, ligados ao narcotráfico dos dois países e interessados em desestabilizar o governo Fernando Lugo.

Entre os suspeitos, há quatro brasileiros, supostamente membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), que estão presos no paraguai.

Lula e Lugo se encontram hoje no olho do furacão: na fronteira dos dois países, entre Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero. O prefeito da cidade paraguaia é irmão do senador baleado.
A maior preocupação do Planalto e do Itamaraty não é com o EPP -cuja atuação motivou o estado de exceção decretado no país vizinho no último dia 24.

A avaliação é que não há provas de relações financeiras e operacionais entre essa organização paraguaia e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O que há, até agora, são trocas de e-mails classificados como “de simpatia, praticamente sociais” entre militantes dos dois grupos.

Esses e-mails constam da documentação levantada pelos órgãos de segurança colombianos a partir dos computadores do líder das Farc, Raul Reyes, morto pelo Exército da Colômbia em solo equatoriano.

Para o governo brasileiro, a importância desse material é muito relativa e, além disso, não há ali nenhuma prova concreta da conexão Farc-EPP. Lula, que atua sistematicamente a favor dos governos da região e contra as crises políticas do Cone Sul, quer oferecer dois tipos de ajuda a Lugo -que é considerado pelo governo brasileiro uma esperança positiva para o paraguai, mas que enfrenta sérios problemas de governabilidade.

A primeira é econômica, para a construção de uma linha de transmissão de energia entre a hidrelétrica de Itaipu e Assunção. A outra, política e policial, de reforço na fronteira, para evitar que o dinheiro do tráfico circule livremente na região.

Mas ele viaja disposto a não atender um pedido que certamente ouvirá: a revisão do refúgio que o Brasil deu aos paraguaios Victor Colmán, Juan Arrom e Anúncio Martí, que o paraguai acusa de serem do EPP e responsáveis por sequestros lá.


Lula e Lugo se encontram sob forte esquema militar

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, receberá nesta segunda-feira em Ponta Porã (MS), na fronteira com Pedro Juan Caballero, o presidente paraguaio, Fernando Lugo. A pauta do encontro abrange desde acordos energéticos de Itaipu até a violência na região da fronteira.

O encontro privado está previsto para começar por volta das 10h desta segunda nas proximidades da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay, onde na semana passada o senador Robert Acevedo sofreu um atentado. Quatro brasileiros foram detidos sob suspeita de terem disparado mais de 40 tiros contra o parlamentar durante a ação, na qual morreram duas pessoas.

O porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach, disse que Lula pretende mostrar a Lugo sua solidariedade e oferecer toda a cooperação possível, embora tenha esclarecido que para o Brasil essa situação é de “natureza interna” do Paraguai.

Estado de exceção

Pedro Juan Caballero é capital do departamento (Estado) paraguaio de Amambay, uma das cinco regiões do país em que rege o estado de exceção decretado pelo governo Lugo para conter uma onda de violência atribuída à guerrilha do chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Segundo a Promotoria paraguaia, o EPP é um grupo desprendido do Partido Pátria Livre (PPL) e poderia ter relações até com o Primeiro Comando da Capital (PCC), controlado por presos em São Paulo.

Itaipu

Na reunião desta segunda, Lula e Lugo também farão uma avaliação dos acordos alcançados em 25 de julho de 2009 dentro das negociações sobre a divisão de energia da hidroelétrica de Itaipu, de propriedade compartilhada pelos dois países.

O porta-voz de Lula antecipou que um dos assuntos que serão colocados será a oferta brasileira de construir uma linha de transmissão de 500 quilowatts entre Itaipu e Assunção.

O preço da obra tinha sido fixado inicialmente em US$ 250 milhões, que seriam financiados totalmente pelo Brasil.

Baumbach disse que agora se pretende que as obras, cujo custo situou entre US$ 350 e 400 milhões, sejam financiadas pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), bloco que ambos os países integram junto com Argentina e Uruguai.

Isso significa que o projeto precisa ser aprovado pelos quatro países, embora, segundo disseram fontes oficiais, o Brasil poderia facilitar o trâmite e apresentar a maioria ou até o total do dinheiro, através de contribuições especiais do Focem.

O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, disse desconhecer a proposta brasileira de mudar o modo de financiamento da obra, mas assegurou que a construção da linha de transmissão começará em breve. Lacognata também reiterou a confiança do governo paraguaio de que o Brasil vai honrar o compromisso de 25 de julho.

Fonte: Plano Brasil EFE/ Correio Braziliense via NOTIMP/Época via NOTIMP

Líder do Irã critica países nucleares

Líder do Irã critica países nucleares e delegados deixam plateia na ONU

Mahmoud Ahmadinejad

O presidente do Irã é o único chefe de Estado que participa da reunião

Delegados presentes à conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York, abandonaram nesta segunda-feira o local onde o presidente do Irã fazia um discurso em que acusava Estados nucleares de ameaçarem aqueles que não têm esse tipo de arsenal.

O líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad também pediu que "qualquer ameaça de uso de armas nucleares ou ataque contra instalações nucleares pacíficas seja considerada uma violação da paz e da segurança internacionais" e condenada pela ONU.

Os delegados dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França abandonaram o recinto, reagindo às críticas às potências nucleares.

As declarações do líder iraniano foram interpretadas como uma referência à nova estratégia de defesa anunciada no mês passado pelos Estados Unidos, que restringe o uso do arsenal nuclear americano, mas diz que as determinações não se aplicam a países que "violem as regras", como o Irã e a Coreia do Norte.

Ahmadinejad disse ainda que os Estados Unidos deveriam ser suspensos da diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) por conta de suas ameaças de usar armas nucleares.

"Como podem os Estados Unidos serem membros da diretoria quando usaram armas nucleares contra o Japão?", questionou.

Pressão

Segundo alguns analistas, a presença de Ahmadinejad em Nova York, decidida na última hora, e a questão nuclear iraniana ameaçam ofuscar as discussões mais amplas do encontro, que reúne delegados de 189 países.

Os Estados Unidos lideram as pressões por novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã.

O objetivo é fazer com que o Irã interrompa seu programa de enriquecimento de urânio, por temor de que o país planeje secretamente construir armas nucleares.

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou três resoluções anteriores contra o Irã, mas o governo iraniano tem resistido às pressões e segue com seu programa nuclear.

Teerã rejeita as alegações de que planeje construir armas e diz que o programa é pacífico, com o objetivo de gerar energia.

Antes do discurso de Ahmadinejad, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, já havia pedido que o Irã "cumpra inteiramente" as resoluções do Conselho de Segurança a respeito de seu programa nuclear.

Brasil

O TNP foi criado em 1968, no auge da Guerra Fria, e tem o objetivo de promover a erradicação das armas nucleares e o uso pacífico da energia nuclear.

A cada cinco anos, é realizada uma conferência de revisão do tratado.

O programa nuclear do Brasil também deverá ser debatido no encontro em Nova York, em um momento em que o país sofre pressões para assinar o protocolo adicional do TNP.

Apesar de ser signatário do TNP, o Brasil não assinou o protocolo adicional, que permite maior acesso da AIEA às instalações nucleares do país.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Nova York.

Nesta segunda-feira, Amorim deverá manter um encontro bilateral com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Ban Ki-moon, pediu que Irã cumpra resoluções sobre programa nuclear

Ban Ki Moon

Chefe da ONU diz que cabe ao Irã sanar as dúvidas sobre seu programa nuclear

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que o Irã "cumpra inteiramente" as resoluções das Nações Unidas a respeito de seu programa nuclear.

Em seu discurso na abertura da conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), Ban pediu que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, atue de maneira “construtiva” e coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"O ônus é do Irã em esclarecer as dúvidas e preocupações a respeito de seu programa", disse o secretário, diante de delegados de 189 países, entre eles, Ahmadinejad.

A presença de Ahmadinejad em Nova York, anunciada na última hora, e a questão nuclear iraniana devem dominar as discussões na reunião de revisão do TNP, que ocorre a cada cinco anos.

Brasil

O secretário da ONU pediu aos países que já têm armas atômicas que reafirmem durante a conferência seus compromissos com o desarmamento nuclear.

Segundo ele, não fazer isso durante o encontro, que reúne representantes de todos os países signatários do TNP, “seria um passo para trás”.

Mahmoud Ahmadinejad

Ahmadinejad é um dos líderes presentes em Nova York

O programa nuclear do Brasil também deverá ser debatido na conferência, em um momento em que o país sofre pressões para assinar o protocolo adicional do TNP.

Apesar de ser signatário do TNP, o Brasil não assinou esse protocolo, que permite maior acesso da AIEA às instalações nucleares do país.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Nova York e nesta segunda-feira deverá manter um encontro bilateral com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Resoluções

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou três resoluções contra o Irã para pressionar o país a interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

Os Estados Unidos e outros países esperam que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma quarta rodada de sanções, por temor de que o Irã planeje secretamente construir armas nucleares.

O governo iraniano tem resistido às pressões e segue com seu programa nuclear.

Teerã rejeita as alegações de que planeje construir armas de diz que o programa é pacífico, com o objetivo de gerar energia.


Fontes & Fotos:BBc Brasil-Por:Alessandra Corrêa-Da BBC Brasil em Washington

30/04/2010

Fronteira com Brasil pode ser militarizada

Fronteira com Brasil pode ser militarizada


Presidente do Congresso paraguaio pediu militarização da região de Pedro Juan Caballero, onde um senador foi alvo de atentado. Também ontem, mais 2 brasileiros suspeitos do crime foram presos.

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O presidente do Congresso do Paraguai, senador Miguel Carrizosa, vai pedir formalmente ao presidente Fernando Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay.

O anúncio, reproduzido ontem no jornal local La Nación, foi feito por Carrizosa anteontem, após visita ao senador Robert Acevedo, alvo de um atentado a tiros na cidade na segunda-feira.

“Solicitaremos ao presidente Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero”, afirmou. A cidade faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. De acordo com Carrizosa, é preciso tomar essa atitude, pois a onda de violência “ultrapassou os limites”.

Na manhã de ontem, policiais paraguaios detiveram dois brasileiros na cidade de Pedro Juan Caballero, informou a edição online do diário paraguaio ABC.

Segundo o jornal, Josué dos Santos e Daniel dos Santos podem ser integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista.

Eles dirigiam um automóvel Gol, de cor branca, e pretendiam chegar à casa de um suposto traficante.

Anteontem, a polícia prendeu os outros dois brasileiros, Nevailton Marcos Cordeiro e Eduardo da Silva, como suspeitos pelo ataque e também possíveis membros do PCC. No atentado que feriu Robert Acevedo, um motorista e um guarda-costas morreram.

“É preciso reduzir o alto índice de insegurança na fronteira, isso é categórico”, disse Carrizosa. Ele estava com o também senador Alberto Grillón, ambos acompanhados por um forte aparato de proteção policial.

Amambay é um dos cinco departamentos paraguaios onde vigora o estado de exceção, que vigora desde sábado para facilitar que as forças oficiais persigam e prendam membros do grupo Exército do Povo Paraguaio (EPP), guerrilha responsabilizada por atentados e sequestros no país.

VISITA

Também ontem, o presidente Fernando Lugo visitou o senador Robert Acevedo. Lugo prometeu investigar o que chamou de “um atentado contra o Estado”, além de aumentar a segurança na cidade de Pedro Juan Caballero.

As informações foram repassadas pelo próprio senador paraguaio, por telefone.

Acevedo está internado na clínica San Lucas e aguarda nova avaliação médica para receber alta médica – o que pode acontecer hoje.

A unidade de saúde está fortemente protegida por forças de segurança do Paraguai.

Dependendo de seu estado de saúde, Acevedo disse que pretende participar do encontro entre o presidente paraguaio e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 3 de maio, em Ponta Porã, na fronteira entre os dois países.

Fernando Lugo prometeu aumentar a segurança na cidade com o envio de cerca de 150 soldados.

Fonte:Defesa BR- Jornal do Commercio

29/04/2010

Chávez diz não prever quando deixará o poder

Chávez diz não prever quando deixará o poder

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Após encontro com Lula em Brasília, venezuelano lembra que em plebiscito de 2009 população de seu país apoiou reeleição ilimitada.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira que não tem previsão de quando deixará o poder, afirmando que permanecerá no cargo enquanto essa for a “vontade” de seu povo. “Vocês conhecem nossa Constituição, e a Constituição é a vontade de um povo”, disse Chávez, logo após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Questionado sobre quando deixaria o governo, Chávez respondeu: “Sei lá”. “Se o povo e o partido decidirem que devo ser candidato novamente, vamos ver”, acrescentou, lembrando que a Venezuela terá eleições presidenciais em 2012.

Chávez disse ainda que o Brasil terá, em breve, “um novo presidente ou presidenta”, mas que no caso da Venezuela, sua sucessão não está prevista. “Onde é que está previsto isso? Não tenho sucessor previsto”, disse o chefe de Estado venezuelano, que está há 12 anos no cargo.

Questionado sobre a possibilidade de sua permanência no cargo prejudicar a democracia no país, Chávez disse que é preciso “respeitar as particularidades de cada país”. Em um plebiscito realizado em 2009, os venezuelanos aprovaram a reeleição ilimitada no país.

‘Subordinação’

Chávez aproveitou o encontro bilateral para elogiar o governo Lula, que, segundo ele, encerrou uma fase de “subordinação brasileira às pressões de Washington”. Lula e Chávez elogiaram a aproximação entre os dois países que, de acordo com os líderes, “praticamente não existia” antes de seus governos.

“Fizemos em oito anos o que nunca foi feito em dois séculos”, disse o presidente da Venezuela. Essa é a 17ª reunião bilateral entre Lula e Chávez desde 2003.

O presidente da Venezuela evitou fazer comentários sobre as eleições de outubro. Mais cedo, porém, na saída do hotel, Chávez manifestou sua simpatia pela pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. “Meu coração está com Dilma. Um beijo, Dilma”, disse o líder venezuelano.

Paraguai

Sobre o conflito na fronteira entre Brasil e Paraguai, o presidente Lula disse que pretende discutir “algumas medidas” com seu colega, Fernando Lugo, em um encontro agendado para segunda-feira, em Ponta Porá (MS). “Quero conversar muito seriamente com o Lugo sobre que está acontecendo na fronteira”, disse Lula.

“Acho uma insanidade alguém achar que, usando a violência, vá colocar medo no Estado brasileiro e no paraguaio”, acrescentou. Um dos assuntos em pauta deverá ser a revisão do refúgio a três militantes de esquerda paraguaios, concedido pelo governo brasileiro, em 2003. Desde então, o governo paraguaio vem contestando a decisão.

Fonte: Plano Brasil/Último Segundo

Lula descarta urânio do Irã no Brasil

Lula descarta urânio do Irã no Brasil


Presidente desautoriza Amorim, que se encontrou com Ahmadinejad.




Ao contrário da declaração feita na terça-feira pelo chanceler Celso Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o governo brasileiro não trabalha com a possibilidade de ser o depositário do urânio do Irã.

A afirmação foi feita em Brasília, um dia após Amorim reunir, em Teerã, com presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Durante visita à capital iraniana, o chanceler disse que o governo brasileiro estaria disposto a examinar uma eventual proposta para a troca de combustível nuclear iraniano em seu território.

- O Brasil não trabalha com a hipótese de ser depositário do urânio do Irã.

Trabalhamos com outras hipóteses e, nelas, há outros lugares muito mais próximos do Irã do que o Brasil. Acredito na relação humana, acredito na relação política e acredito que somente a paz pode trazer possibilidade de o mundo se desenvolver - disse Lula.

Apesar de Amorim ter admitido a disposição do governo de examinar uma eventual proposta, ele afirmou que a ideia não fora discutida com autoridades daquele país. Lula manteve o discurso antissanção e disse que o Brasil pode negociar uma solução pacífica.

- O Brasil tem grandeza e tem tamanho para jogar esse papel no mundo. Não está escrito em nenhum lugar que apenas alguns países podem cuidar de conflitos mundiais. Cuida de conflitos quem tem a experiência em paz do Brasil. Vamos usar essa vantagem para ajudar a resolver conflitos - afirmou o presidente.


Ahmadinejad pede visto de entrada aos EUA

Depois de viajar para a China na tentativa de convencer o governo de Pequim a aprovar a nova rodada de sanções ao Irã, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, destacou ontem a importância das gestões atuais para frear o programa nuclear iraniano. Em um encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, em Pequim, Sarkozy disse que se as negociações com Ahmadinejad fracassarem, novas punições deverão ser impostas.

- A China deseja usar o diálogo para resolver este problema. A França entende completamente a China, e estamos dispostos a discutir o assunto em um momento apropriado, mas se o diálogo não der resultado, não resta mais saída - disse Sarkozy, ao lado do chinês.

Três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, EUA e Reino Unido - pressionam por uma quarta rodada de sanções contra o Irã, caso o país se negue a suspender parte do programa nuclear. China e Rússia - os outros dois membros - têm importantes laços comerciais com Teerã e ainda se mostram relutantes.

Ainda ontem, o governo americano recebeu um pedido de visto de entrada no país por parte de Ahmadinejad. Segundo a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, ele deve participar da conferência do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), na próxima semana, na sede da organização, em Nova York. De acordo com autoridades, Ahmadinejad provavelmente receberá o visto.

- Temos certas responsabilidades como sede da ONU. Qualquer autoridade estrangeira que estiver vindo para questões oficiais normalmente recebe um visto - disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

Fonte: O Globo-Por:Luiza Damé

28/04/2010

Brasil e Irã devem trabalhar por nova ordem mundial, diz Ahmadinejad

Brasil e Irã devem trabalhar por nova ordem mundial, diz Ahmadinejad

Celso Amorim em Teerã

Amorim pediu flexibilidade ao Irã e à comunidade internacional


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira ao chanceler Celso Amorim que Brasil e Irã devem trabalhar por uma nova ordem mundial.

“Irã e Brasil devem desempenhar um papel maior na criação de uma nova ordem mundial mais justa”, disse Ahmadinejad após um encontro com o chanceler em Teerã.

Amorim está no país para preparar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio. O ministro se encontrou com o presidente do Parlamento iraniano, Ari Larijani, com o chanceler do país, Manouchehr Mottaki, e com Ahmadinejad.

Além do líder iraniano, Mottaki também ressaltou a importância do Irã e do Brasil no cenário global e afirmou que os dois são “grandes jogadores internacionais que podem desempenhar um papel fundamental no estabelecimento da paz e da segurança internacionais”.

“Estamos otimistas sobre as perspectivas de uma cooperação coletiva entre os dois países e acreditamos que a ampliação desses laços irá beneficiar tanto as duas nações como toda a região”, disse Mottaki.

Amorim, por sua vez, disse que encerrou sua missão no Irã de forma “mais otimista” sobre um acordo para evitar sanções contra o país.

“As conversas em Teerã foram profundas e complexas, mas não definitivas. Saio daqui mais otimista”, disse Amorim, antes de embarcar de volta ao Brasil.

Garantias

Durante a visita, o chanceler voltou a defender o diálogo como a melhor saída ao impasse sobre o programa nuclear do país, mas afirmou que o Irã tem que garantir à comunidade internacional que seu programa não tem objetivos militares.

Em entrevista coletiva transmitida pelo canal iraniano em inglês Press TV, após encontro com o chanceler iraniano, Amorim também fez um apelo para que o governo iraniano e as potências mundiais demonstrem "flexibilidade" para chegar a um acordo sobre o assunto.

"O Irã deve ter o direito de manter atividades nucleares pacíficas, mas a comunidade internacional deve receber garantias de que não haverá violações nem desvios para o uso em fins militares", afirmou o ministro.

"Na maioria das vezes, por algum motivo, pode haver dúvidas e até suspeitas. Mas o que o Brasil diz é que todas essas ambiguidades precisam ser eliminadas."

Em entrevista à agência de notícias oficial iraniana Irna após os encontros em Teerã Amorim afirmou que o Brasil está interessado em evitar que o Conselho de Segurança da ONU imponha uma nova rodada de sanções ao Irã.

"Acreditamos que sanções são ineficientes", afirmou. "A única coisa que as sanções fazem é prejudicar as pessoas, principalmente as classes mais baixas."

O Brasil é membro temporário do Conselho, que reúne ainda outros 14 países. Para serem aprovadas, as sanções precisariam de pelo menos nove votos na organização, sem que nenhum dos membros permanentes usem seu poder de veto.

Ainda na mesma entrevista, Amorim disse que o Brasil poderia considerar a hipótese de realizar em território nacional o enriquecimento de urânio para o Irã.

"Até o momento, não houve uma proposta. Mas se recebermos essa proposta, ela seria examinada", afirmou.

Sobre as críticas à aproximação do Brasil com o Irã, o ministro afirmou que elas são "naturais".

"Até nossos melhores técnicos de futebol enfrentam críticas", brincou. "Mas as críticas não podem ser vistas como uma pressão."

25/04/2010

Buch entra em Depressão

Buch entra em Depressão


Congresso Paraguaio declara Estado de Exceção

Congresso Paraguaio declara Estado de Exceção em cinco Províncias

http://www.pedrinhopesca.com.br/img/mapas/bandeira_paraguai.jpg

Congresso do Paraguai declara estado de exceção em 5 províncias

O Senado paraguaio completou hoje o processo legislativo da declaração do estado de exceção em cinco províncias do país, pedida há três dias pelo presidente Fernando Lugo para perseguir um grupo armado de esquerda.

Os senadores, em sessão extraordinária, aprovaram o projeto por unanimidade.

As remodelações do projeto de lei realizadas na sexta-feira na Câmara dos Deputados foram aprovadas pelo órgão em uma reunião ordinária na quinta-feira e ratificadas nesta sexta.

Fonte:moraisvinna- Ultimo Segundo

Exercícios Militares do Irã na cósta do golfo pérsico mostram o fracaso das ameaças nucleares americanas

Exercícios Militares do Irã na cósta do golfo pérsico mostram o fracaso das ameaças nucleares americanas

تسود ضد الإمبراطورية الأمريكية قوة الله سبحانه وتعالى
http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2010/02/ira1.jpg



ايران مناورات عسكرية في الخليج الفارسي مارا تظهر ساحل التهديدات النووية الامريكية

Na fase final dos exercícios militeres feitos pelo irã neste Domingo,as forças navais efetuaram disparos de cinco mísseis Costa-Mar e Mar-Mar com êxito em um unico alvo .
Entre os mísseis disparados estavam o míssel de cruseiro Nars,capaz de atingir uma embarcação de três toneladas.

O nars 1 é um míssel de curto alcance e pode ser disparado tando da costa quanto de embarcação (mar-mar).

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O Irã organizou uma série de exercícios militáres de guerra no Golfo de Pérsico eno estreito de Homuz com o Codinome " O Grande Mensageiro"(الرسول العظيم) com a finalidade de aumentar a vigilância situacional e prevenção de suas unidades de combate das forças navais.

os recentes exercícios realizados pelo Corpa da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) nas aguas do GOlfo Pérsico,serviram para demonstrar aos EUA ,vide Barack Obama e a UE,que as ameaças de açoes nucleares contra o Irã não deram resultado . Um deputado do Irã disse nesta Domingo : "Os americanos pensam que podem influenciar a postura do Irã diante destas ameaças,e abrir as portas para negociações ;os exercícios militares feitos pelo Irã demonstram o fracasso das ameaças nucleares feitas pelo presidente dos EUA ao Irã."

E continuou:"os Exercícios de guerra em conjunto com outros píses da região tem como finalidade manter a paz ,a segurança duradoura na região e impedir eventuais agressões na região das aguas do golfo pérsico,exibindo o grande potencial doIrã em proteger e controlar o Estreito de Homuz e do Golfo Persico,sendo de principal mensagem a UE e aos EUA.



A IRGC começou com um Mega Exercício Naval denominado
الرسول العظيم (Payambar-eAzam ou O Grande mensageiro) no Golfo Pérsico e no Estreito de Homuz na Quinta Feira (22).

Foram empregadas dezenas de unidades em Terra ,Mar e Ar da Guarda Revolucionária do Irã.

O Estreito de Homuz é considerada uma área estratégica por ser passagem de transporte de petroleo sendo que 40% do petróleo mundial passa pelo interior do Golfo Pérsico e Estreito de Homuz.



NOTA:A União Euripéia no final do mês lançou um documento entitulado "Nuclear Posture Reviewer"em um manifesto dizendo :"realizar redução substanciais das forças nucleares",sendo porém uma clara ameaça à Teerã e ao governo Norte Coreano de Pyongyang.

Embora seja explícito que os estados não nucleares sejam imunesa ataques nucleares,a UE e os EUA declaram diretamente a intensão de usar açoes de ataques nucleares contra o Irã e a Coreia do Norte rotulados como "Mentirosos".

Fonte:Fars News

24/04/2010

Milícias Bolivarianas

Milícias Bolivarianas

Os 5000 de  Chávez

Sátira sobre os 5.000 Caçadores das Milícias Populares Bolivarianas
de Chávez portando suas Dragunovs com mira telescópica, a partir de
arte usada na divulgação do filme "Os 300 de Esparta",
(Arte Gustavo Jardim)

NÃO HÁ INSTITUIÇÃO venezuelana que tenha escapado à deliberada estratégia do presidente Hugo Chávez de dividir o país entre aliados e inimigos de sua estapafúrdia “revolução bolivariana”.

Com o desastrado auxílio da oposição, que abandonou o processo eleitoral, o chavismo fez do Legislativo uma câmara de ecos de suas vontades, manietou a Justiça e, agora, desperta reações nas Forças Armadas.

A ingerência de militares cubanos no país, aos quais o líder venezuelano tem conferido crescente poder, provoca insatisfações entre oficiais de alta patente, como se pôde constatar na entrevista do general Antonio Rivero à Folha.

Rivero afirma que generais e militares cubanos de postos médios têm “presença ativa” no planejamento, no treinamento e nas decisões das Forças Armadas da Venezuela. Na reserva há um mês, não considera que seu mal-estar com a situação reflita uma visão isolada.

Também é de origem cubana, afirma Rivero, a concepção da Milícia Nacional Bolivariana, força militar composta por civis voluntários treinados, sob controle direto do presidente.

“É o povo armado”, sintetizou Chávez ao instituir formalmente o grupo, no ano passado.

A confusão entre facção, Estado e sociedade está no cerne das milícias, que podem ser consideradas uma espécie de “corpo pretoriano”, pronto a cumprir as diretrizes do presidente em caso de disputas internas.

Está claro que o objetivo primordial de Chávez, ao dividir e radicalizar o país, é eliminar a possibilidade de mudanças democráticas. Não é do interesse do Brasil e da região que a política venezuelana prossiga nessa direção. Mas a diplomacia brasileira não consegue nem sequer se dissociar das temerárias aventuras do caudilho.

Fonte:Plano Brasil-FSP via CCOMSEX

Venezuela e a Ingerência de Hugo Louco Chaves

Venezuela e a Ingerência de Hugo Louco Chaves



Antonio Rivero deixou Exército em reação à interferência de Havana em treinamento e planejamento das Forças Armadas venezuelanas

Em entrevista à Folha, militar demonstra insatisfação com caminhos adotados por Chávez, a quem apoiou desde golpe frustrado em 1992

FLÁVIA MARREIRO

DE CARACAS

O general de brigada venezuelano Antonio Rivero, 48, na reserva há apenas um mês -a seu pedido-, acusou ontem o governo Hugo Chávez de permitir a ingerência de Cuba nas Forças Armadas do país nas áreas de “treinamento, planejamento e inteligência”. Afirmou que esse foi o principal motivo que o fez deixar a instituição onde estava havia 25 anos. Disse que assim como rejeitou, ao lado de Chávez em sua tentativa de golpe fracassado em 1992, a presença americana entre os militares, agora o faz com Havana. Em entrevista à Folha, Rivero afirmou que é possível dizer que o mal-estar que expressa não é uma opinião isolada. O general da reserva, que dirigiu por cinco anos o equivalente à Defesa Civil na Venezuela, não descarta tentar carreira política agora.

FOLHA – Suas críticas à suposta ingerência cubana refletem o pensamento de um grupo nas Forças Armadas?

ANTONIO RIVERO – Minha exposição é particular, pessoal. Não estou autorizado a falar por outros oficiais da ativa. Porém, eu sou militar cuja patente é a de um general e uma avaliação minha pode se revestir, por questões de liderança, em uma avaliação como essa que você faz. Poderia haver, mas não seria ético falar por outros oficiais.

FOLHA – Qual é a participação cubana?

RIVERO – Eles têm presença ativa nas Forças Armadas, na tomada de decisões, participando do planejamento, no treinamento, como no caso dos francoatiradores, na inteligência. Há generais e militares de patentes médias cubanos.

FOLHA – O sr. disse que decisões cubanas se sobrepuseram a avaliações militares venezuelanas, como na questão da organização das forças…

RIVERO – A organização por regiões é totalmente alheia à nossa cultura militar. O estabelecimento da divisão por regiões, tal qual como é a cubana, desde 2007, está gerando uma situação bastante confusa com respeito às linhas de comando

FOLHA – Qual a sua avaliação sobre a Milícia Nacional Bolivariana?

RIVERO – É um pessoal que não tem as condições militares avaliadas para poder levar uma vida militar ou uma situação de guerra. O treinamento se faz, mas de maneira muito ligeira, e desdiz da formação própria militar. Distrai um pessoal profissional em treinamentos muito, muito distantes do que deveria ser. Seja qual for a condição ou o espírito da guerra, [essas forças] não estariam preparadas. Sem falar de estarem se aproveitando da nobreza, do espírito de admiração, dos atrativos que participar das Forças Armadas podem ter para civis de qualquer idade.

FOLHA – Por que Chávez dá tanta ênfase às milícias?

RIVERO – Isso vem do ponto de vista cubano, onde tratam que a população inteira se converta em “povo em armas”, de formar um contingente que possa ser acionado em um momento determinado, em que pode surgir alguma eventualidade para o projeto do presidente, não necessariamente uma suposta agressão externa.

FOLHA – No desfile de 19 de abril, os militares cantaram palavras de ordem socialista. Isso é um problema? Há espaço de discussão?

RIVERO – Venho rejeitando isso em nível interno, progressivamente. Até ser posto na reserva. A discussão passa pela exclusão imediata de qualquer oficial que se atreva a fazê-lo.

FOLHA – Teme ser preso?

RIVERO – Não temo. Mas a forma como o governo vem atuando em alguns casos me leva a pensar que posso sofrer algo, ser chamado traidor. Assumi todos os riscos e creio que era necessário para contrapor, frear essas ações do presidente que desvirtuam a condição própria das Forças Armadas. E, acima disso, a condição do país. Estou falando o que vi. Não revelei nenhum segredo militar que implique na segurança do Estado. Ao contrário, estou falando contra uma tentativa de afetar a segurança do Estado.


Fonte:Plano Brasil-Fonte: FSP via CCOMSEXPor:FLÁVIA MARREIRO DE CARACAS

11/04/2010

Entenda a crise no Quirquistão

Entenda a crise no Quirquistão

Impasse político prossegue no país da Ásia Central após golpe de estado.


Oposição assumiu governo, e presidente fugiu, mas não quer renunciar.

Da Reuters


Os Estados Unidos interromperam a ida de todas as suas tropas ao Afeganistão por meio da sua base aérea no Quirguistão, enquanto as preocupações com a segurança persistiram neste sábado (10), devido à crise política na república asiática.

O destino da base de Manas, um importante local na guerra liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, virou alvo de dúvidas após a queda do governo do presidente Kurmanbek Bakiyev.

Cercad de 10 mil pessoas em luto se reuniram, nos arredores da capital do Quirguistão, para um funeral de ao menos 78 pessoas mortas quando tropas leais a Bakiyev atiraram em manifestantes da oposição na quarta-feira, durante a revolta.

Foto: AP
Mortos nos confrontos desta semana no Quirguistão são enterrados em cerimônia na capital, Bishkek, neste sábado (10). (Foto: AP)

Os protestos no Quirguistão, onde um terço da população de 5,3 milhões de habitantes vive abaixo da linha da pobreza, levaram Bakiyev a se refugiar em seu reduto, no sul da cidade.

Um enviado da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)) disse que o governo provisório do país conversou com Bakiyev para colocar um fom na crise política.

"Não posso dizer nada ainda sobre os resultados das conversas, mas o mais importante é que o processo começou", afirmou Zhanybek Karibzhanov, enviado da OSCE, a repórteres.

Roza Otunbayeva, que lidera a oposição a Bakiyev e é agora a chefe do governo interino, ofereceu ao presidente saída segura do Quirguistão se ele renunciar.

O Comando Central do setor militar dos EUA, que administra a base de Manas, afirmou que todos os voos comerciais foram suspensos e que voos de aviões de carga não eram seguros.

"Decisões sobre conduzir outras - não de passageiros - operações de voo a partir da base serão feitas caso a caso", afirmou um porta-voz do Comando Central.

Um porta-voz da base norte-americana não quis esclarecer quando os voos com soldados voltarão a ocorrer e se rotas alternativas serão usadas.

O governo provisório do Quirguistão disse que a Rússia é seu principal aliado e que alguns importantes ministros disseram que a utilização da base pelos EUA seria reduzida, aumentando temores de que Moscou pode tentar usá-la como uma alavanca nas relações com Washington.

Autoridades do Pentágono dizem que Manas é chave para a guerra contra o Taliban, permitindo voos ininterruptos para o Afeganistão. Cerca de 50 mil soldados passaram por lá no último mês.


Fonte:G1.com/Da Reuters / RT(Russian Today) by Youtube.com