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22/04/2011

Hubble celebra 21 anos com imagem de colisão galáctica

Hubble celebra 21 anos com imagem de colisão galáctica


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O telescópio foi levado à órbita da Terra em 20 de abril de 1990, pelo ônibus espacial Discovery


Para festejar os 21 anos da chegada do Telescópio Espacial Hubble ao espaço, astrônomos apontaram o observatório para um grupo especialmente fotogênico de galáxias, chamado Arp 273.

A maior das duas galáxias espirais do grupo, UGC 1810, tem seu disco distorcido pela atração gravitacional da irmã menor, UGC 1813.

A faixa de brilhantes azuis na margem direita da imagem é formado pela luz combinada de aglomerados de estrelas jovens, que brilham intensamente em luz ultravioleta.

  • A galáxia menor, que aparece com a borda voltada para o observador, mostra sinais de intensa formação de estrelas em seu núcleo.
  • A galáxia maior tem cerca de cinco vezes a massa de sua companheira. O conjunto Arp 273 fica na constelação de Andrômeda e se encontra a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra.

O Hubble foi levado ao espaço em 20 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.


Fonte:Ultimo Segundo/Video:;-Via:Youtube.com

17/06/2010

Observatórios fazem 'mutirão' para ver objeto gelado nos confins do Sistema Solar

Observatórios fazem 'mutirão' para ver objeto gelado nos confins do Sistema Solar

Plutão (aqui fotografado pelo Observatório Espacial Hubble) é o  maior KBO de que se tem conhecimento

Plutão (aqui fotografado pelo Observatório Espacial Hubble) é o maior KBO de que se tem conhecimento

Um grupo de astrônomos de vários países disse ter observado, pela primeira vez, um objeto gelado em órbita além de Netuno, nos confins do Sistema Solar.

O objeto é conhecido como KBO 55636 (sigla para Kuiper Belt Object, Objeto do Cinturão de Kuiper) porque habita a região chamada Cinturão de Kuiper, onde estão agrupados milhares de objetos remanescentes do período em que se formou o Sistema Solar.

Os astrônomos sabiam da existência do KBO 55636 há vários anos, mas só puderam vê-lo porque ele passou na frente de uma estrela brilhante e refletiu sua luz.

Liderados pelos Estados Unidos, cientistas de 18 observatórios espaciais em vários pontos do planeta participaram da busca. Eles descrevem suas observações na revista científica Nature.

Momento Oportuno

Quando um corpo celeste esconde uma estrela ao passar em frente a ela no espaço, ocorre o que os astrônomos chamam de "ocultação estelar".

A equipe usou uma ocasião como essa para estudar o KBO 55636. Eles disseram à revista Nature que a ocultação durou apenas dez segundos, mas foi suficiente para que eles determinassem o tamanho e a capacidade de reflexão do objeto.

O Cinturão de Kuiper ocupa uma região que fica além da órbita do planeta mais distante do Sistema Solar, Netuno.

Ele é semelhante a um cinturão de asteroides, mas em vez de ser composto principalmente de rochas e metais, a maioria dos objetos que agrupa é feita de materiais voláteis - metano, amônia e água.

Colisão Espacial

Até agora, especialistas conseguiram detectar mais de mil KBOs, mas eles acreditam que haja cerca de 70 mil deles.

O autor principal do estudo, James Elliot, professor de astronomia planetária do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Massachusetts, nos Estados Unidos, disse à BBC que o KBO 55636 foi formado, provavelmente, como resultado de uma colisão espacial ocorrida há um bilhão de anos.

Ele disse que um planeta anão conhecido como Haumea pode ter sido atingido por outro objeto e o impacto teria levado a crosta gelada que cobria o Haumea a se partir em uma dúzia de pedaços menores, entre eles, o KBO 55636.

O Cinturão de Kuiper abriga pelo menos três planetas anões. Um deles é Plutão, o maior KBO de que se tem conhecimento.

Elliot explicou que para poder ver o KBO 55636 no exato momento em que passava em frente a uma estrela, ele teve de reunir uma equipe de 42 astrônomos de 18 observatórios na Austrália, África do Sul, México e Estados Unidos.

"Vínhamos calculando com precisão a posição do KBO há vários anos", ele disse.

"Com uma órbita precisa, projetamos onde ele ia estar no céu e procuramos por estrelas que ele poderia ocultar".

O cientista explicou que foi difícil prever exatamente onde o KBO iria passar.

Para maior segurança, a equipe pediu o auxílio de vários observatórios espaciais situados em uma faixa de 5.900 km da superfície da Terra. Esse trecho correspondia ao percurso que, os especialistas previam, seria percorrido pela sombra do corpo celeste.

"Foi uma forma de maximizar nossas chances de acertar", ele explicou.

De 18 telescópios apontados para o céu, apenas dois observatórios, ambos no Havaí, conseguiram detectar a ocultação estelar de dez segundos.

Alta Reflexão

Usando a medida exata do tempo durante o qual a estrela ficou oculta e a velocidade da sobra do KBO se movendo pelo Havaí, os astrônomos puderam determinar o tamanho do objeto - cerca de 300 km de diametro - e a sua capacidade de refletir a luz.

Eles imaginavam que a superfície do KBO 55636 seria opaca, com pouca capacidade de reflexão por causa do acúmulo de poeira e bombardeios de raios cósmicos, mas foram surpreendidos.

"Descobrimos que esse objeto é muito menor do que achávamos e que tem bastante capacidade de reflexão - ele reflete a maior parte da luz que atinge sua superfície".

Elliot explicou que a superfície do objeto é provavelmente feita de gelo - como a superfície de Plutão. Mas não soube explicar por que o índice de reflexão do KBO 55636 é tão alto.

"Talvez porque superfícies compostas de gelo sejam mais robustas e não se escureçam com o impacto de raios cósmicos e outras coisas que escurecem outras superfícies".


Fonte:BBC Brasil-Por Katia Moskvitch-Repórter de Ciência, BBC News

14/05/2010

Estudante da Holanda encontra fenômeno espacial inédito

Estudante da Holanda encontra fenômeno espacial inédito

Foto: Nasa

A imagem do supertelescópio Hubble mostra o buraco negro em recuo

Ao realizar o seu projeto final de graduação, uma estudante universitária da Holanda descobriu um estranho objeto que pode ser um enorme buraco negro, se deslocando a uma velocidade de mais de 1 bilhão de quilômetros por hora e com uma massa mais de um bilhão de vezes maior do que a do sol.

Marianne Heida estava comparando milhares de fontes de raios X, escolhidas aleatoriamente, com a posição de galáxias, no Instituto de Pesquisa Espacial da Holanda (SRON) quando percebeu um ponto luminoso "no lugar errado" – nas margens de uma galáxia e não no centro.

Normalmente, cada galáxia contém um imenso buraco negro no seu centro, que às vezes brilha sob raios X, mas quando dois buracos negros se fundem, podem surgir também novos buracos negros em recuo, que são expulsos da galáxia em alta velocidade.

O objeto encontrado em uma galáxia distante da Terra meio bilhão de anos-luz é tão brilhante, quando observado sob raios X, que só pode ser comparado com outros buracos negros super brilhantes localizados no centro do sistema.

"Achamos aquele estranho tipo de fonte de raios X, mas para estes objetos, antes de mais nada precisamos precisamos de medidas precisas do satélite Chandra, da Nasa, para as localizarmos com mais detalhes", afirmou Heida.

Cientistas ainda têm pouco conhecimento sobre buracos negros em recuo e acreditam que isso pode ajudar a entender as características destes objetos antes de uma fusão entre dois deles.

Os estudos podem ajudar a descobrir se os super buracos negros no centro de galáxias são o resultado da fusão de vários buracos negros menores.

O trabalho de Marianne Heida no SRON foi publicado na revista especializada The Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.


Fonte:BBC Brasil

23/04/2010

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita neste sábado.



Para marcar a data, a Nasa, agência espacial americana, e a Agência Espacial Europeia (AEE) divulgaram imagens inéditas produzidas pelo aparelho de uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia.

Nestas duas décadas, o Hubble apresentou vários problemas, como equipamentos quebrados e espelhos que deixaram as imagens fora de foco, obrigando a Nasa a enviar astronautas para fazer reparos.

Mas o consenso entre os especialistas é de que o telescópio realizou descobertas importantíssimas para todas as áreas da astronomia.

http://larvalsubjects.files.wordpress.com/2009/02/hubble-eagle-nebula-wide-field-04086y.jpg

'Enigmas'

"A visão poderosa do Hubble expandiu nossos horizontes cósmicos e trouxe à tona um novo conjunto de enigmas sobre o Universo", escreveu o astrônomo britânico Martin Rees em artigo no site da BBC.

"Só nos últimos dez anos aprendemos sobre o grande número de 'mundos' que existem orbitando outras estrelas."

http://skmribeiro.files.wordpress.com/2009/04/hubble-2.jpg

Segundo ele, o telescópio ajudou os astrônomos a descobrir que as galáxias estão se dispersando a uma velocidade acelerada, sob a influência do que chamou de uma "força misteriosa".

"Nossa previsão mais longa é a de que o Cosmos vai continuar se expandindo, tornando-se cada vez mais vazio, mais escuro e mais frio", afirmou Rees.

Hubble image of Carina  Nebula

Em seus 20 anos de operação, o Hubble observou mais de 30 mil corpos celestes e produziu mais de 500 mil imagens.

No ano passado, astronautas instalaram novos equipamentos no telescópio, tornando-o cem vezes mais potente do que quando foi lançado em órbita.

Na última segunda-feira, a Nasa anunciou que o Hubble vai ficar em operação até 2013. No ano seguinte, ele será substituído por outro telescópio espacial, batizado de James Webb.


Visible (left) and infrared Hubble images of Carina Nebula

Hubble  collage of sections of Carina Nebula

Fonte:BBC Brasil/Fotos NASA