Mostrando postagens com marcador earthquake. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador earthquake. Mostrar todas as postagens

16/03/2011

Radiação faz Japão abortar uso de helicópteros para resfriar Fukushima

Radiação faz Japão abortar uso de helicópteros para resfriar Fukushima

Imagem divulgada pela Tepco, empresa responsável pela usina


TÓQUIO - Os 50 funcionários da usina nuclear de Fukushima 1, no Japão, que continuavam no local e tiveram que ser retirados na manhã desta quarta-feira (hora local) foram autorizados a voltar à instalação para retomar as tentativas de resfriar os reatores.

A retirada dos trabalhadores foi ordenada após uma nova explosão na usina, desta vez no reator 4.

A medida foi adotada devido ao aumento da radiação na usina, que teria sido causada, desta vez, por danos no reator 3. Ele é agora o principal motivo de preocupação.

Uma tentativa de despejar água de helicóptero sobre o reator para resfriá-lo teve que ser abortada.

Militares vão ajudar a tentar lançar água no reator 3, segundo a agência nuclear japonesa.

O número de funcionários que tentam contornar os problemas na usina foi aumentado para entre 80 e 180.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a operação de resfriamento com uso de helicóptero foi cancelada provavelmente por causa dos altos níveis de radiação.

A Tokyo Electric Power, operadora do complexo de Fukushima, informou que sua prioridade é o reator 3, onde foram registrados os níveis mais altos de radiação.

A empresa confirmou que a situação não era boa no reator 4, onde houve a última explosão. No reator 2, que sofreu explosão na segunda-feira, a temperatura foi estabilizada e a pressão caiu, mas não se sabia ao certo o que provocou as mudanças.


O porta-voz do governo japonês, Yukiya Amano, disse que a radiação na área da usina nesta quarta-feira não estava alta o suficiente para causar danos à saúde.

Os níveis estão variando desde os primeiros problemas apresentados pela usina, na sexta-feira, após o terremoto e a tsunami que atingiram o país. (Entenda o vocabulário atômico)



Ventos devem continuar levando a radiação para o Oceano Pacífico nesta quarta, mas ainda há grande preocupação em Tóquio, localizada a 240 quilômetros da usina de Fukushima. Milhares de pessoas deixam a cidade desde terça-feira, quando o governo local orientou a população a evitar sair às ruas.


Nesta quinta-feira, França, Austrália e Turquia se juntaram aos países que pediram aos seus cidadãos que evitem viagens ao Japão.

A embaixada da França em Tóquio pediu aos franceses que vivem na capital japonesa para deixarem o país ou se dirigirem para o sul devido ao risco de radiação.

Em Tóquio, não há grande risco para a saúde.


Fonte:O Globo/Videos :G1;


Riscos no Japão, as companhias aéreas reagem

Riscos no Japão, as companhias aéreas reagem

http://www.ipcdigital.com/var/ipcdigital/storage/images/vida-no-japao/cotidiano/bagagem-de-mao-sob-controle-rigoroso-em-aeroportos/companhias-aereas-pedem-para-que-os-passageiros-cheguem-com-algumas-horas-de-antecedencia/46498-1-por-BR/Companhias-aereas-pedem-para-que-os-passageiros-cheguem-com-algumas-horas-de-antecedencia_fotogaleria_h.jpg

(AFP) -Cancelamento de voos, controle de radioatividade nos aviões e ainda desvio da escala de descanso da tripulação para outros países: as companhias aéreas tomam medidas de precaução ante o risco duplo de terremoto e catástrofe nuclear que pesa sobre o Japão.

Duas companhias aéreas asiáticas, a chinesa Air China e a EVA Air, de Taiwan, anunciaram nesta terça-feira o cancelamento de vôos para o Japão por questões de segurança, após o terremoto de magnitude 9, de sexta-feira, seguido de tsunami e de acidentes numa usina nuclear.

A EVA Air suspendeu 14 voos em direção a Tóquio até o final de março e cinco para Sapporo (norte). Já os voos para Sendai, cidade que teve o aeroporto devastado pelo tsunami, foram cancelados até o final de junho.

A Air China anulou a metade dos seis voos diários entre Pequim e Tóquio nesta terça e na quarta e um dos três voos da rota Xangai-Tóquio. Os em direção a Sendai foram todos suspensos.

A companhia alemã Lufthansa, que inspeciona seus aviões desde segunda-feira para detectar eventuais traços de radioatividade, anunciou nesta terça-feira que redirecionaria seus voos para Nagoya e Osaka, evitando Tóquio até domingo.

"Vários fatores" motivaram a decisão, informou um porta-voz da Lufthansa, sem mais detalhes.

A companhia italiana Alitalia inspeciona seus aparelhos que partem e voltam do Japão. "Nada foi observado de anormal" anunciou nesta terça-feira. Os clientes poderão adiar suas partidas até o dia 31 de março, sem cobranças extras.

Em Hong Kong, os passageiros que chegam do Japão, preocupados com sua saúde, podem fazer um check-up nos hospitais públicos, informaram as autoridades.

A Air France manteve os dois voos diários para Tóquio, mas com escala em Seul para a tripulação, para evitar que permaneça no arquipélago japonês.

A ligação diária com Osaka funciona "normalmente", precisou uma porta-voz.

A companhia francesa anunciou "tarifas especiais" de ida Tóquio-Paris, a 77.500 ienes, ou 678 euros, a partir de quarta-feira.

A companhia britânica Virgin Atlantic manteve por enquanto o voo diário para Tóquio.

Ligações normais são feitas pela British Airways, pela Delta e American Airlines. Segundo um porta-voz, a American Airlines trabalha em "planos de emergência", em colaboração com a FAA, a aviação civil americana.


Fonte:France Presse-Via :G1/foto:IPC digital

15/03/2011

Nova explosão atinge complexo nuclear no Japão

Nova explosão atinge complexo nuclear no Japão

http://www.essaseoutras.com.br/wp-content/uploads/2011/03/explosao-japao-usina-nuclear-foto.jpg

TÓQUIO (Reuters) - Uma nova explosão atingiu na terça-feira (horário local) um complexo de energia nuclear no Japão, nos arredores do superaquecido reator número 2, mas não havia informação imediata de danos ao próprio reator, disse a agência de segurança nuclear do país.


As autoridades do complexo Fukushima Daiichi, danificado na sexta-feira depois do terremoto seguido de tsunami, estão tentando evitar o colapso de todos os três reatores nucleares da usina, enchendo os reservatórios com água marinha para resfriá-los.

A agência de notícias Jiji citou autoridades dizendo que os níveis de radiação em todo o complexo logo após a explosão, a terceira no local, estavam aumentando, mas ainda abaixo dos níveis considerados prejudiciais aos seres humanos.

No entanto, pediram a alguns funcionários que deixassem o local.

"Foi uma explosão de hidrogênio. Ainda estamos avaliando a causa e não estamos seguros se a explosão foi causada pelo dano ao reservatório de supressão", disse um funcionário da agência de segurança.

A agência Jiji informou que a nova explosão causou estragos no teto do superaquecido reator número 2 e que há fumaça saindo do complexo.

Em duas ocasiões anteriores foram registradas explosões de hidrogênio que desprenderam partes do telhado da instalação, mas sem prejudicar as barras do reator, segundo autoridades. Não havia informações imediatas sobre danos nesta terceira explosão.

A Jiji informou que saía vapor do teto do reator número 3 e que foram identificados danos no teto do reator número 4.

A empresa que opera a usina, Tokyo Electric Power, não estava imediatamente disponível para disponibilizar informações sobre o reator número 2, disse a Jiji.

O operador disse que os níveis de radiação na região subiram para 8.217 microsieverts por hora quase uma hora depois da explosão, diante dos cerca de 1.000 microsieverts momentos antes.

As autoridades japonesas disseram que os níveis teriam que chegar a 1 milhão ou mais antes de causar doenças em grande escala pela radiação.

http://www.estadao.com.br/fotos/arte_temor_nuclear(1).gif

Nível de radiação sobe após explosão e já 'pode afetar a saúde'



O governo japonês admitiu nesta terça-feira que os níveis de radiação após as explosões na usina nuclear de Fukushima Daiichi já podem afetar a saúde humana.

O porta-voz do primeiro-ministro, Yukio Edano, disse que os níveis mais altos de radiação foram detectados na usina e que "quanto maior a distância da usina e do reator, menores devem ser a radiação".

Um pouco mais cedo, o primeiro-ministro Naoto Kan pediu àqueles que vivem a menos de 30 km da usina que não saiam de casa. Kan também determinou que os moradores que ainda estão a menos de 20 km da usina deixem o local.

"Ainda há um risco muito alto de que mais radiação vaze", disse Kan em um pronunciamento exibido na televisão japonesa.

O temor de que possa haver o derretimento dos núcleos dos reatores do complexo nuclear, que fica 250 km a nordeste de Tóquio, aumentou após uma nova explosão na manhã desta terça-feira (horário do Japão), a terceira desde o terremoto que atingiu o país há quatro dias.

A explosão ocorreu no reator 2, que os engenheiros tentavam estabilizar, já que outros dois reatores já haviam sofrido explosões.

A empresa que opera a usina, Tokyo Electric Power (Tepco), informou que o nível de radiação no local está elevado. Uma hora de exposição à radiação agora supera em oito vezes o limite legal de exposição à radiação em um ano.

Um incêndio no reator 4 nesta terça-feira também teria levado a vazamentos radioativos.

Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo News, foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul de Fukushima. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde, segundo o governo.

Radiação



Na manhã de segunda-feira, uma explosão no reator número 3 da usina deixou 11 feridos, um deles em estado grave.

A explosão foi sentida a 40 quilômetros da usina e fez com que uma imensa coluna de fumaça tomasse o local.

Já a primeira explosão ocorreu no sábado, quando o reator 1 teve problemas. Desde então, foram retiradas cerca de 185 mil pessoas de um raio de 20 quilômetros da usina e 22 estão sob tratamento por exposição à radiação.

As explosões foram precedidas por problemas no sistema de resfriamento dos reatores, que pararam de funcionar em consequência do terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na sexta-feira, seguido por um tsunami.

As explosões em Fukushima causaram preocupação em diversos países do mundo com suas próprias instalações nucleares.

Os governos da Índia, Alemanha, Suíça e Áustria também anunciaram mudanças em seus programas nucleares.



Desabrigados



Mais de 2,4 mil pessoas morreram em consequência do terremoto e do tsunami no Japão, mas estimativas indicam que o total de mortos no desastre pode ultrapassar 10 mil.

Mais de 500 mil pessoas estão desabrigadas, enquanto dois milhões de residências permanecem sem eletricidade e quase o mesmo número, sem água.

Um funcionário da Cruz Vermelha em Otsuchi no nordeste do Japão disse à BBC que metade da população está desaparecida e os demais estão em estado de choque, tentando encontrar alimentos e se proteger do frio.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o desastre mergulha o país "na crise mais grave desde a Segunda Guerra Mundial".

Estimativas preliminares elevam os custos de recuperação da tragédia em dezenas de bilhões de dólares - um forte golpe para o país, em um momento em que a economia mundial dá sinais de retomada.



Fontes:BBC Brasil;REUTERS;G1.com/Videos:;;G1

14/03/2011

US NAVY leva ajuda as vítimas do Mega-Terremoto que atingiu o Japão

Porta Aviõe Americano CVN 76 USS Ronald Reagan e outros Navios da US NAVY levam ajuda as vítimas do Mega-Terremoto que atingiu o Japão

http://s3.amazonaws.com/twitpic/photos/full/257234974.jpg?AWSAccessKeyId=0ZRYP5X5F6FSMBCCSE82&Expires=1300124011&Signature=27DaadQ1shkCs6weC29yN%2BE3Xwg%3D

Os navios da Frota do Pacífico da U.S. Navy, incluindo o porta-aviões USS Ronald Reagan (CVN 76) foram direcionados para o Japão para estar numa melhor condição de ajudar nas áreas afetadas pelo terremoto e pela posterior tsunami.

Além do porta-aviões USS Ronald Reagan (CVN 76), que partiu do sul da California no dia 5 de março para um destacamento regular programado para o oeste do Pacífico, estão participando da missão humanitárias as embarcações do Ronald Reagan Carrier Strike Group, que inclui os USS Chancellorsville (CG 62) e USS Preble (DDG 88).

http://img.photobucket.com/albums/v101/He219/photobucket/080726-N-9493W-062.jpg

Todos três navios ficarão baseados na costa leste do Japão, em Honshu. Ainda não se sabe quais tarefas serão realizadas.


http://www.aviationspectator.com/files/images/MH-60-Sea-Hawk-065.preview.jpg




As informações e atribuições serão definidas após a chegada no local.O USS Essex (LHD 2), também destacado para Sasebo, tinha acabado de chegar na Malásia, mas está retornando ao Japão para se encontrar com o USS Harpers Ferry (LSD 49) e o USS Germantown (LSD 42) que permanecerão na costa de Tóquio para ajuda humanitária e tarefas de auxílio a vítimas.

http://api.ning.com/files/u5VfEti4GMz1OHo82qU0SMTb6PHgwcwsUTnP1YntxE*VFc4Nz4J6tddWUWr-Ylat7TW2kboOD7VbAEivdZlV2YWKXTSCGa3l/HS_141.jpg

O USS Tortuga (LSD 46), uma embarcação que leva helicópteros e locais para pouso, que abriga operações anfíbias, deixou o porto de Sasebo, no sul do Japão, levando helicópteros de transporte pesado MH-53.
http://dc-cdn.virtacore.com/2011/03/265e1a08b8d9472785d8093d51f1c616.jpg

O USS Blue Ridge (LCC 19), o navio de comando da Sétima Frota dos EUA, tinha chegado ao porto de Cingapura no sábado para uma visita, mas imediatamente foi direcionado para apoiar o Japão.

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2011/03/110313-N-KF029-019.jpg



Fonte:Cavok/Videos :-via Youtube.com

12/03/2011

Mortos por terremoto e tsunami no Japão já são 900

Mortos por terremoto e tsunami no Japão já são 900, diz polícia


Destroços de casas destruídas pelo tsunami no Japão flutuam nas águas de Ishinomaki

Segundo novo balanço, ainda há 642 desaparecidos e 1.570 feridos.

Outros 160 podem ter sido atingidos por radiação, diz agência nuclear.



O número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9 seguido de um tsunami no Japão chega a 900, segundo o último balanço anunciado pela polícia neste domingo (no horário local).


A polícia nacional acrescentou ao balanço 642 pessoas desaparecidas e 1.570 feridos.pelo tremor que abalou a coista nordeste do país na véspera, gerando um devastador tsunami, que varreu partes da costa da ilha de Honshu.

O número de vítimas, porém, ainda não é definitivo e pode, de acordo com estimativa do próprio governo, superar os mil mortos. A agência Kyodo fala em 1.700 mortos.

Militares encontraram entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata, informou o Exército neste sábado. Em outra cidade portuária, Minamisanriku, havia cerca de 10 mil desaparecidos, segundo a TV local.

Acidente nuclear



Além da tragédia, aumentam os temores de que um acidente nuclear atinja a população, após a explosão em uma usina da cidade de Fukushima.

O número de indivíduos expostos à radiação pode chegar a 160, disse um funcionário da agência japonesa de segurança nuclear.

mapa usina fukushima (Foto: Arte G1)

Nove pessoas já haviam mostrado uma possível exposição à radiação da usina, com base em informações de testes por parte das autoridades municipais e de outras fontes, e as estimativas das autoridades sugerem que este número poderia subir a algo entre 70-160, segundo o funcionário da central nuclear da Agência de Segurança Industrial e Nuclear, em entrevista coletiva.

Mais cedo, o operador da usina nuclear atingida pelo terremoto anunciou que o sistema de resfriamento de um outro reator não está funcionando e também corre o risco de explosão.

"Todas as funções de manutenção dos níveis de refrigeração do reator de número 3 falharam na usina número 1 de Fukushima", afirmou um porta-voz da empresa operadora, Tokyo Electric Power.

O governo japonês informou à Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas que houve um início de aumento da radioatividade após um acidente em outro reator de Fukushima 1, mas que os níveis "vem diminuindo nas últimas horas".

De acordo com a AIEA, autoridades japonesas informaram que a explosão na central nuclear de Fukushima ocorreu fora do recipiente primário de contenção. "A empresa que opera a unidade, Tokyo Eletric Power, confirmou que o recipiente primário de contenção está intacto", diz um comunicado.

O acidente nuclear chegou a ser avaliado no nível 4 numa escala que vai até 7, segundo a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão.

A explosão na usina foi decorrência do forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do país na véspera, gerando um tsunami devastador e mais de cem fortes réplicas.

A preocupação em relação à possibilidade de contaminação nuclear persiste, apesar de o governo japonês ter tranquilizado a população em relação às consequências do desastre.

De acordo com a AIEA, o governo do Japão eu início à retirada de cerca de 140 mil pessoas da área próxima à usina. Estima-se que 110 mil pessoas já deixaram a área num raio de 20 km próxima a uma das usinas.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o acidente em Three Mile Island, nos EUA, em 1979, ficou no nível 5, e o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, no grau 7 da INES (Escala Internacional de Eventos Nucleares).

Na escala, o nível 0 corresponde à ausência de anomalias, e o 7, a um acidente grave. No nível 4, o envento já pode ser considerado um "acidente".

A explosão que fez com que parte do prédio que comporta o reator número 1 derretesse. No entanto, o governo afirmou que o exterior do reator não foi danificado e pediu que a população local mantenha a calma.

Ainda assim, as autoridades ordenaram a retirada dos habitantes a um raio de 20 km da usina.

O porta-voz do Estado, Yukio Edano, acrescentou que a radiação no local havia "diminuído bastante" após a explosão.

Entenda vazamento radioativo em usina atingida por terremoto no Japão

Após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do Japão, a usina nuclear Fukushima Daiichi interrompeu seu funcionamento.

Entenda os riscos de vazamentos radioativos na usina depois dos tremores registrados nesta sexta-feira (11) e neste sábado.

VALE ESTE entenda o vazamento radioativo na usina (Foto: Editoria de arte/G1)

Como funciona


Normalmente, o sistema de segurança desliga automaticamente os reatores depois de tremores. Para que não permaneçam aquecidos, é preciso acionar um sistema de refrigeração. Por causa do tsunami, faltou eletricidade necessária para que isso acontecesse.

A água resfria os elementos combustíveis compostos de urânio enriquecido.


Eles permanecem dentro de uma espécie de piscina. Resfriada, ela evita o acúmulo de vapor radiativo no vaso de contenção externo, feito de concreto.

Se a água não for resfriada, válvulas liberam esse vapor, como forma de impedir uma pressão insuportável dentro da proteção externa e o superaquecimento dos elementos combustíveis.

A liberação controlada do vapor radioativo foi determinada pelo governo japonês, como medida de emergência para evitar o risco de um acidente maior.

A explosão do reator poderia provocar uma catástrofe nuclear.

"Depois de Chernobyl, não houve nenhum acidente importante. Isso deu aos engenheiros nucleares a certeza de que a tecnologia estava dominada. O acidente japonês vai destruir as esperanças de que a energia nuclear é uma energia limpa", disse o professor e físico nuclear José Goldemberg, é o pior acidente nuclear desde Chernobyl, em entrevista à equipe de reportagem do Jornal Hoje .

Perguntas e respostas


Em entrevista Goldemberg disse que ainda é cedo para diagnosticar exatamente a dimensão do perigo que o vazamento em Fukushima representa.

Preocupa o especialista, no entanto, o fato de que o governo tem ampliado nos últimos anos a distância mínima de isolamento da usina considerada segura para a população, o que sinalizaria que o risco é maior do que o projetado inicialmente.

Cerca de 45 mil pessoas que estão em um raio de 20 km da usina, no leste do Japão, foram orientadas a sair da região.

Antes, o isolamento era de 10 km. No portão da usina, a radiação ficou oito vezes acima do normal.

"A única indicação que me inquieta é que há dois anos atrás esta área era de 3 km. Aumentaram para 10km, e agora para 20km. É uma indicação de que havia mais radiação do que eles esperavam", disse o especialista.

(...) O que me inquieta é que há dois anos a área de segurança da usina era de 3 km. Aumentaram para 10 km, e agora para 20 km. É uma indicação de que havia mais radiação do que eles esperavam"-disse José Goldemberg


À agência Reuters, analistas e representantes da indústria comentaram os perigos na usina de Fukushima Daiichi. Afinal, o que aconteceu no lugar? "A mais provável [causa da explosão] é a substância de refrigeração, particularmente se é a água, que pode superaquecer e se transformar em vapor mais rapidamente do que foi projetado", responde Timothy Abram, professor de tecnologia de combustível nuclear na Universidade de Manchester.

"Até agora parece que não é o núcleo do reator que foi afetado, o que seria uma boa notícia", completa Paddy Regan, da Universidade de Surrey. Para a World Nuclear Association, associação da indústria com sede em Londres, a explosão foi provavelmente devido à ignição de hidrogênio e ela seria pouco susceptível de causar um grande acidente. "É obviamente uma explosão de hidrogênio", confirma o diretor de comunicação Ian Hore-Lacy. "Se o hidrogênio foi inflamado, então ele já se foi, não representa mais qualquer ameaça."

Mas, depois dessa explosão, qual seria o perigo real? "O combustível do reator parece ter derretido ao menos parcialmente e a posterior explosão quebrou as paredes e o teto do recipiente de contenção", analisa o consultor de riscos Luke Stratfor. "Há relatos de fumaça branca.

Talvez seja concreto em chamas, vindo do local da explosão, indicando uma violação da contenção e da fuga quase certa de quantidades significativas de radiação." Para Abram, no entanto, seria algo pouco provável.

"Se eles estão sugerindo que o reator está intacto e que eles têm uma maneira de obter água fria no núcleo do reator para esfriar esse núcleo, é uma notícia muito boa", diz Mark Hibbs, da organização Carnegie Endowment for International Peace.

Informações oficiais

Moradores da área de Fukushima receberam, em uma hora, radiação que seria tolerável para um ano. Na sala de controle, o nível de energia radioativa ultrapassou em mil vezes o permitido. Quem está fora da área atingida foi orientado pelo governo japonês a ficar dentro de casa, sem abrir portas e janelas.

É indicado também que não bebam água da torneira.

A Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial descartou que o contêiner do reator tivesse sofrido danos sérios, informou a agência de notícias Kyodo.

Segundo o governo japonês e a empresa que opera a usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), não houve vazamento radioativo considerável e o nível de radioatividade na região está baixando.



Rússia se previne


O premiê da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a verificação dos planos de emergência na zona oriental do país, após o incidente na usina japonesa, informou a agência de notícias Ria-Novosti.

O primeiro-ministro falou sobre o assunto numa reunião com o titular da Energia Igor Setchine, com o responsável pela agência russa de energia nuclear Rosatom, Serguei Kirienko, e que contou com a participação do vice-ministro das Situações de Emergência, Rouslan Tsalikov.

As autoridades russas, no entanto, mostram-se tranquilas em relação à possibilidade de poluição radioativa.

Contêineres varridos pelo tsunami neste sábado (12) na cidade de Sendai, bastante fetada pelo tsunami (Foto: AP)Contêineres varridos pelo tsunami neste sábado (12) na cidade de Sendai, bastante afetada pelo tsunami (Foto: AP)

Resgate


O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que 50 mil militares se dedicarão aos trabalhos de resgate nas províncias afetadas do nordeste do país.

Cerca de 190 aviões e 25 navios já foram destacados para as tarefas de busca, nas quais forças americanas colaborarão com seus navios para o transporte de efetivos do Exército japonês.

Na província oriental de Iwate, algumas cidades foram varridas do mapa pelo tsunami originado pelo tremor.

Em Sendai, cidade com 1 milhão de habitantes que é capital da província de Miyagi, entre 200 e 300 pessoas se afogaram devido ao tsunami, e seus corpos estavam sendo recuperados, segundo a polícia local.

Segundo a "Kyodo", há pelo menos 3.400 edifícios destruídos no Japão devido ao terremoto, que causou ainda pelo menos 200 incêndios no território japonês.

Sétimo pior da história

ame>

O tremor foi o 7º pior na história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado no Japão.

Houve um alerta de tsunami para diversos países da costa do Oceano Pacífico, mas a chegada das ondas a estes locais causou apenas danos menores, e o alerta foi cancelado. Milhares de moradores foram retirados por precaução.

Fonte:G1 /Videos