Helicóptero com ajuda humanitária dos EUA para o Haiti cai e mata duas pessoas
Acidente ocorreu na vizinha República Dominicana. Aeronave chocou-se contra montanha e pegou fogo na quinta (4).
Dois norte-americanos morreram quando um helicóptero que estava participando da operação de ajuda humanitária e recuperação do Haiti caiu na República Dominicana, informaram autoridades do setor de aviação nesta sexta-feira (5).
O helicóptero registrado pelos EUA atingiu uma montanha e pegou fogo no fim da tarde de quinta-feira em Restauración, próximo à fronteira com o Haiti, cerca de 280 quilômetros ao nordeste de Santo Domingo, disse em comunicado o Instituto Nacional de Aviação Civil da República Dominicana.
Soldados e jornalistas observam nesta sexta-feira (5) os destroços do helicóptero militar americano que caiu na República Dominicana na véspera. (Foto: AFP)
Membro do resgate trabalha nos destroços do helicóptero acidentado. (Foto: AFP)
O instituto identificou as vítimas como James Jaloe e John Ward, mas não deu maiores detalhes sobre a missão e a carga do helicóptero.
Segundo o instituto, o helicóptero estava seguindo em direção a Santo Domingo a partir da capital haitiana Porto Príncipe e teria ajudado em operações de ajuda humanitária para os sobreviventes do terremoto que devastou o país em 12 de janeiro.
Haitianos formam fila para pegar ajuda humanitária nesta sexta-feira (5) em distrito de Porto Príncipe. (Foto: AFP)
O governo dos EUA e grupos norte-americanos humanitários e de caridade tem liderado uma imensa operação internacional de ajuda às centenas de milhares de sobreviventes feridos e desabrigados pelo terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro e deixou mais de 200 mil mortos.
Para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o terremoto que devastou o Haiti foi obra dos americanos.
Em um comunicado divulgado na rede estatal de TV Vive, o líder bolivariano afirmou que “o sismo do Haiti foi um claro resultado de um teste da Marinha americana”. Segundo Chávez, o abalo foi provocado por uma espécie de máquina de terremotos.
O presidente garante ter provas do que diz. Segundo ele, existe um relatório preparado pela Frota Russa do Norte, segundo o qual o “terremoto experimental dos EUA devastou o país caribenho”. As informações são do jornal espanhol ABC.
De acordo com o texto, a Frota do Norte “monitorou os movimentos e as atividades navais americanas no Caribe desde 2008, quando os EUA anunciaram sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, dissolvida em 1950”.
O relatório citado por Hugo Chávez compara “o teste de duas dessas armas de terremoto” realizados na semana passada pela Marinha americana.
A experiência realizada no Pacífico teria provocado um terremoto de magnitude 6,5 em Eureka, na Califórnia, sem vítimas, “enquanto o teste realizado no Caribe provocou a morte de pelo menos 140 mil inocentes”.
Segundo o texto russo, “é mais que provável” que Washington “tivesse conhecimento total do catastrófico dano que esse teste de terremoto poderia ter sobre o Haiti e por isso posicionou seu comandante do Comando do Sul, o general P.K. Keen, na ilha para supervisionar os esforços de ajuda, caso fosse necessário”.
Em relação ao objetivo de Washington com os testes, o relatório afirma que “no resultado final dos testes dessas armas está o plano dos EUA da destruição do Irã através de uma série de terremotos pensados para derrubar seu atual regime islâmico”.
Chávez afirma ainda que “o Departamento de Estado, Agência Americana de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e o Comando Sul dos EUA começaram a invasão humanitária ao enviar pelo menos 10 mil soldados e empreiteiros” para controlar o Haiti.
Chávez Acusa os EUA de Testarem o HAARP, Causando o Terremoto no Haiti
Uma acusação séria que precisa ser investigada pela comunidade internacional, pois eventos estranhos já aconteceram sobre Moscou e ainda 30 minutos antes de um grande terremoto na China, em 2008.
Ele está falando do projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program, Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência), uma investigação financiada pela Força Aérea dos EUA, a US Navy e a Universidade do Alaska.
O propósito oficial de tal programa seria entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância.
O projeto HAARP teve início em 1993 para uma série de experimentos durante vinte anos.
É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico que servirão para melhorar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.
O mundo especula que o projeto HAARP seria uma terrível arma dos EUA capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes, como o terremoto no Haiti.
O HAARP fixo fica localizado próximo à Gakona, Alasca (lat. 62°23′36″ N, long 145°08′03″ W), ao oeste do Parque Nacional Wrangell-San Elias, onde foi estabelecida uma rede de 180 antenas.
O principal componente de HAARP é o Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI), um aquecedor ionosférico.
Trata-se de um sistema transmissor de alta frequência (HF) utilizado para modificar temporariamente a ionosfera.
Durante o processo de investigação ionosférica, o sinal gerado pelo transmissor envia-se ao campo de antenas, as quais a transmitem para o céu.
A uma altitude entre 100 e 350 km, o sinal absorve-se parcialmente, concentrando-se numa massa a centenas de metros de altura e várias dezenas de quilômetros de diâmetro sobre o lugar.
Essas 180 antenas seriam capazes de criar uma potência de 4,6 MW, sem contar que a ionosfera tem a capacidade de amplificar essa potência até 1.000 vezes. Este projeto já teria custado mais de US$ 200 milhões.
Muitas das investigações do projeto HAARP baseiam-se nos trabalho de Tesla, de origem sérvia, que emigrou para os Estados Unidos, onde faleceu em 1943.
Este cientista dedicou-se, sobretudo, ao estudo da eletricidade e das ondas eletromagnéticas.
Em 1898, ele colocou um pequeno oscilador num pilar de um prédio, o que produziu uma oscilação de todo o edifício, pensando as pessoas tratar-se de um tremor de terra. Ele acabava de demonstrar o efeito de ressonância.
Ele é ainda o inventor da corrente alternada, do radar, da transmissão de energia sem fio, do rádio, das ondas estacionárias, etc, tendo depositado mais de 700 patentes.
De um certo modo esta teoria tem seus fundamentos,pois ,antes mesmo do mundo tomar conhecimento da tragédia que se assolava sobre o Haiti,as tropas americanas já se colocavam a postos proximo de porto principe ,ou melhor ,já sabiam do acontecimento! será coincidencia ou realmente os EUA com suas estratégias covardes ,teriam causado realmente tal incidente como laboratório para futuras incurssões?
o fato é que os EUA tomaram conta de porto principe muito rapidamente ,e mais ,ja haviam UAVs sobrevoando o Pais com o propósito ed avaliar os estragos do terremoto... ou seria avaliar os resultados de seus experimentos?
fica aqui um alerta para a comunidade intewrnacional!!!
Em tese, esses soldados deveriam cuidar, apenas, da ajuda direta aos desabrigados. Mas na prática, os americanos controlam diversos setores da capital Porto Príncipe.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que vai enviar mais sete mil militares ao Haiti, elevando para 20 mil o total.
Em tese, esses soldados deveriam cuidar, apenas, da ajuda direta aos desabrigados.
Mas o enviado especial Rodrigo Alvarez mostra que, na prática, os americanos controlam diversos setores da capital Porto Príncipe.
Dois tanques americanos passaram o dia fazendo ronda no centro de Porto Príncipe. Soldados armados com metralhadoras percorreram os bairros mais violentos, bloquearam ruas e assumiram o controle da capital.
Policiais haitianos mais pareciam expectadores do show militar dos Estados Unidos.
Perguntei ao capitão americano qual era o objetivo da operação. Ele respondeu: “Segurança”. Depois acrescentou que eles estavam no local para dar tranquilidade às ambulâncias a caminho do hospital.
Ainda que para fazer uma segurança humanitária, o que é autorizado pela ONU, o fato é que o exército americano tomou conta da capital haitiana.
Horas mais cedo, fuzileiros navais brasileiros faziam uma operação de entrega de água e comida na favela Cidade Militar.
O que militares de vários países concordam, inclusive brasileiros, é que sem a enorme ajuda americana, o caos haitiano seria muito maior.
Ninguém tem mais recursos do que eles para desembarcar equipamentos em uma praia, montar acampamentos gigantes e distribuir comida para multidões.
E o governo do Haiti o que tem feito? Alguém sabe onde anda o presidente? Os haitianos não fazem a menor ideia.
Muitos não querem nem saber do governo nacional. Um homem radicaliza: “Seria melhor trocar logo a bandeira do Haiti pela dos Estados Unidos”.
Os mais moderados só reclamam: “René Préval não fazia nada antes do terremoto e depois então, fez menos ainda”. Aos olhos do povo faminto, Préval é um presidente fraco e desaparecido.
Préval, na verdade, está em um prédio da polícia ao lado do aeroporto transformado em base americana.
Pousos e decolagens são controlados a distância por técnicos que estão no Arizona. São tantos vai-e-vens que a pista virou atração turística e a bandeira que tremula já não é a mesma que manda.
Em um país sem ministérios, sem parlamento e por enquanto sem destino, o governo é pura ficção. O único serviço público que funciona a todo vapor é o setor de imigração e emigração.
Os haitianos procuram desesperadamente um jeito de deixar o país. Só com o passaporte, eles podem se aventurar pela fila interminável na embaixada dos Estados Unidos e sonhar com a emigração. Estima-se que seis milhões de pessoas precisariam de ajuda.
E a cada novo tremor como os que aconteceram nesta quinta-feira (21) à tarde, mais e mais haitianos tentam sair.
Enquanto isso os escombros de Porto Príncipe trazem boas notícias, duas crianças foram salvas na quarta-feira (20), oito dias depois do terremoto, no que sobrou de uma casa. Em meio a tanta desgraça, o resgate dá motivos de sobra para aplausos e uma perceptível emoção.
Aos poucos, EUA preparam ocupação de Porto Príncipe
O comando ainda é do Brasil, mas quem tem mais homens em solo haitiano são os Estados Unidos.
Desde que desembarcaram em Porto Príncipe, a pedido do presidente René Préval, os americanos tomaram conta do espaço aéreo, das imediações do aeroporto e da segurança do governo que ainda tenta se reunir em meio aos escombros.
Nas ruas, no entanto, a realidade é outra. Milhares de haitianos carregam malas improvisadas sobre as cabeças orientados pelos soldados brasileiros da tropa de paz da ONU.
"A segurança ainda é nossa obrigação", afirma o capitão Ítalo Monsores, do grupamento de Fuzileiros Navais. "O resto está sendo engolido pelos americanos pouco a pouco".
Soldados americanos abastecem helicóptero com suprimentos
A população, ainda aturdida pela violência do terremoto que devastou a capital haitiana, tem plena consciência disso.
À porta da embaixada americana, um prédio forte que nada sofreu com o abalo sísmico de uma semana atrás, centenas de pessoas imploram por alimentos guardados no pátio externo do edifício.
Outra parte ainda tem esperança de ganhar um refúgio, concedido com parcimômia pelo governo americano.
"Só hoje consegui uma liberação deles", diz com um sorriso largo no rosto Jean-Marie Bertrand, que estava abrigada ao lado da pista de pouso do aeroporto até o começo da tarde.
Ela conta que até conseguir ser acolhida pelos americanos, ainda vasculhava pela filha desaparecida nos escombros de sua casa. "É o meu país, mas não consigo mais viver aqui".
Tropas numerosas
Na segunda-feira, o presidente americano Barack Obama anunciou que 10 mil homens estariam disponíveis para desembarcar em Porto Príncipe nas próximas horas.
A informação não é confirmada por nenhum membro do destacamento americano, mas parte desse número já estaria a bordo do porta-aviões USS Vison, que se encontra na costa da capital haitiana.
O contingente causa espanto aos militares brasileiros. Com o aumento no número de tropas, aprovado nesta terça-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, o número de militares da tropa de paz no Haiti deverá crescer para 12 mil homens. Hoje, ele é de pouco mais de 9 mil.
"É só andar pelas ruas da cidade para ver que os americanos estão tomando conta de alguns pontos estratégicos", diz um diplomata brasileiro que desembarcou há poucos dias em Porto Príncipe. "Esse número é inadmissível até sob o ponto de vista logístico. Isso aqui não é o Iraque".
Ação agressiva dos EUA causa atrito com a ONU
Ocupação de aeroporto e forte presença americana no Haiti provocam críticas sobre falta de coordenação na distribuição de ajuda humanitária
Oficialmente, panos quentes. Nos bastidores, uma guerra.
A operação americana no Haiti causa mal-estar na ONU e a entidade é obrigada a declarar que o país ainda é "um Estado soberano".
Os EUA controlam o aeroporto, definiram quem tem o direito de pousar e já têm no país mais soldados do que a missão de paz da ONU.
Quase 70% do orçamento da ONU para o Haiti vêm de Washington e é a bandeira americana que está hasteada no aeroporto de Porto Príncipe.
Já a ONU, numa ofensiva midiática, tentou garantir ontem que a situação no Haiti está "sob controle".
A organização e o governo americano assinaram um acordo determinando a prioridade para pouso de aviões com alimentos e remédios. Agências ligadas à ONU e outros governos vinham criticando Washington por dar prioridade a aviões militares.
A ONU tentou ontem apagar a imagem de que há falta de coordenação. "Sem os EUA, não temos operação", afirmou Elizabeth Byrs, porta-voz da organização.
"Estamos trabalhando numa situação difícil. A coordenação humanitária é da ONU e todos reconhecem que ela tem o comando da operação. Mas a logística é americana e estamos trabalhando em cooperação. Graças a eles, a torre de controle do aeroporto funciona", disse Byrs.
Ela também negou que haja uma falta de coordenação entre forças da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), lideradas pelo Brasil, a polícia haitiana e as tropas americanas. "As autoridades francesas estão muito satisfeitas com essa cooperação", afirmou, em referência às críticas vindas de Paris.
Um dia antes, o ministro da Cooperação do presidente Nicolas Sarkozy, Alain Joyandet, protestou na ONU e exigiu que os EUA esclarecessem seu papel no Haiti. "Precisamos ajudar o Haiti, não ocupá-lo", disse.
A forma de trabalhar dos americanos deixou a cúpula da ONU irritada, já que estão atuando como se estivessem em um local em guerra.
A ação mais criticada foi a decisão americana de lançar alimentos de helicópteros em algumas regiões, como se o desembarque fosse perigoso. Para a ONU, a imagem que isso passa é a de que a ajuda internacional não tem coragem de ir ao encontro das vítimas.
Da parte do governo haitiano, a ordem dada foi a de que todo os seus diplomatas pelo mundo insistissem que o governo existe e não há conflito diante da presença militar americana. "Muita gente falou que o governo desapareceu.
Não é verdade. Claro, muitos funcionários de alto escalão foram vitimas, alguns morreram e alguns estão de luto. Mas governo existe", afirmou ao Estado o embaixador do Haiti na ONU, Jean Claude Pierre.
Sobre a bandeira americana que tremula no aeroporto da capital, Pierre tem uma explicação. "Isso foi um acordo entre nosso governo e os americanos.
Não temos Exército e precisamos de soldados", disse. "Seis mil delinquentes fugiram da prisão após do terremoto. Precisamos de ajuda e é isso que os EUA estão fazendo."
Os Estados Unidos estão fazendo no Haiti o que sabem fazer melhor: ocupar, assumir, controlar.
Decidida em Washington, a operação de suporte às vítimas da devastação, em 4 horas, tinha 2 mil militares mobilizados ,e metade deles já seguia para Porto Príncipe - enquanto o resto do mundo apenas tomava conhecimento da tragédia.
É a Doutrina Powell, criada no fim dos anos 80 pelo então chefe do Estado-Maior Conjunto, general Colin Powell, aplicada em tempo de paz.
Ela prevê que os EUA não devem entrar em ação a não ser com superioridade arrasadora.
Segundo o Pentágono, no Haiti, o primeiro grupo a desembarcar no aeroporto instalou uma central eletrônica móvel capaz de substituir a torre de controle, arruinada.
Normalmente vazio (acima) o pátio do Aeroporto de Porto Príncipe na Capital do Haiti hoje está lotado (Abaixo)
Um time de engenharia iniciou a drenagem de um dos lados da pista e avaliou as rachaduras na cabeceira norte como irrecuperáveis a curto prazo.
No sábado, oficiais americanos estavam no comando do tráfego aéreo.
Os paraquedistas da 82.ª Divisão e os fuzileiros navais - o grosso dos 3,5 mil a 5 mil soldados das ações terrestres - são treinados para o combate e também para missões de resgate.
Movimentam-se em helicópteros e veículos convertidos em ambulâncias leves.
A retaguarda é poderosa. Um porta-aviões virou central logística e um navio-hospital de mil leitos chegou no domingo.
Ontem, aviões dos EUA ocupavam 7 das 11posições de parada remanescentes no aeroporto.
Auxílio vindo do Céu
Um C-17 Globemaster III lança mantimentos para ajuda humanitária nos arredores de Port-au-Prince, no dia 18 de janeiro.
Cruz Vermelha espanhola freta 4º avião para ajudar o Haiti
A Cruz Vermelha da Espanha deve fretar hoje seu quarto avião com assistência humanitária para o Haiti, para onde já destinou mais de 83 toneladas de ajuda, informou a organização, em comunicado.
O aparelho transporta 23 toneladas de ajuda e inclui um caminhão-cisterna com capacidade de 10 mil litros, uma miniescavadeira, um veículo 4x4, mosquiteiros e depósitos fechados para água.
A Cruz Vermelha espanhola lembrou que a operação de ajuda no Haiti é a segunda mais importante de toda sua história, após a mobilização feita para atender as vítimas do tsunami que assolou o sul da Ásia, em dezembro de 2004.
A organização humanitária indicou que já conta com 18 delegados no Haiti e sete delegados na República Dominicana que trabalham estreitamente com a Cruz Vermelha destes dois países.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe.
Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.
O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.
Hospital de Campanha da Aeronautica no Haiti Ja esta funcionando a pleno vapor
O hospital de campanha foi enviado pelo governo brasileiro na semana passada.
Devido a problemas com o tráfego aéreo, o equipamento e a equipe médica só desceram em Porto Príncipe no sábado (16). Somente domingo, o hospital já começou a atender os primeiros pacientes - A Foto acima é do Hospital de campanha da FAB quando foi instalado em Lagoa Santa/MG em 2008.
Hospital de campanha da Aeronáutica já funciona no Haiti e faz cirurgia Primeira cirurgia foi realizada na noite de domingo (17) em Porto Príncipe.
Segundo a FAB, 48 militares da área da saúde atuam no hospital.
O hospital de campanha da Aeronáutica do Brasil já está em funcionamento no Haiti para ajudar no tratamento das vítimas do terremoto que devastou o país na última terça-feira (12).
Na noite deste domingo (17), primeiro dia de trabalho, já foi realizada a primeira cirurgia no local, onde 48 militares brasileiros que trabalham na área de saúde estão atuando.
Segundo a FAB, a primeira cirurgia realizada no hospital foi da amputação do pé de uma das vítimas do terremoto.
Uma mulher de 37 anos foi operada. Ela sofreu o ferimento que só pode ser resolvido com a amputação com a queda do muro de uma igreja sobre seu pé.
A mulher perdeu uma filha de três anos de idade no terremoto.
O hospital de campanha da Aeronáutica do Brasil já está em funcionamento no Haiti para ajudar no tratamento das vítimas do terremoto que devastou o país na última terça-feira (12).
Na noite deste domingo (17), primeiro dia de trabalho, já foi realizada a primeira cirurgia no local, onde 48 militares brasileiros que trabalham na área de saúde estão atuando.
Segundo a FAB, a primeira cirurgia realizada no hospital foi da amputação do pé de uma das vítimas do terremoto.
Uma mulher de 37 anos foi operada. Ela sofreu o ferimento que só pode ser resolvido com a amputação com a queda do muro de uma igreja sobre seu pé.
A mulher perdeu uma filha de três anos de idade no terremoto.
O hospital de campanha foi enviado pelo governo brasileiro na semana passada. Devido a problemas com o tráfego aéreo, o equipamento e a equipe médica só desceram em Porto Príncipe no sábado (16).
Neste domingo, o hospital já começou a atender os primeiros pacientes.
A instalação foi fixada em uma área ao lado da base brasileira na capital haitiana, que fica a 10 quilômetros do centro da cidade.
Segundo a FAB, além de médicos e enfermeiros, a equipe do hospital contra com farmacêuticos e dentistas.
A expectativa é que o hospital consiga atender entre 300 e 400 pessoas por dia.
A estrutura conta com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico, equipamentos de raio X, laboratórios e espaços para atendimento ambulatorial.
Helicópteros dos EUA distribuem água em Porto Príncipe
Helicóptero dos EUA lança garrafas d'água para a população em Porto Príncipe
Helicópteros dos Estados Unidos começaram neste domingo a lançar garrafas d'água para os sobreviventes na capital do Haiti, Porto Príncipe, enquanto em terra soldados evitam que a distribuição desencadeie violência.
Depois de dias resistindo sem provisões básicas, a população começa a receber a ajuda humanitária, embora muitos haitianos não tenham sido contemplados.
Os Estados Unidos firmaram a sua primeira base fora do aeroporto da capital, e estão distribuindo víveres de um morro dentro de um campo de golfe.
Já o programa de Alimentação das Nações Unidas distribuiu comida em uma das favelas da cidade, enquanto a organização não-governamental Oxfam também entregou água aos flagelados haitianos.
Ainda neste domingo, uma mulher foi retirada dos escombros com vida, alimentando as esperanças das equipes de resgate que trabalham dia e noite.
Se a situação em Porto Príncipe já é dramática, a uma hora de carro da capital do Haiti na direção do epicentro do terremoto de semana passada, ela é "apocalíptica", segundo o enviado especial da BBC Nick Davis.
"Quase todas as construções foram destruídas", disse Davis.
'Pesadelo'
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que entre 80% e 90% dos prédios de Leogane, cerca de 19 km (a oeste de Porto Príncipe, ruíram.
Os sobreviventes do tremor fugiram do que sobrou de suas casas para as plantações de cana-de-açúcar ou manguezais próximos para "escapar do pesadelo de prédios desabando".
"Vi longas filas de pessoas diante de uma única torneira d'água funcionando", afirmou Davis.
Milhares de pessoas estão dormindo a céu aberto perto de igrejas, em pátios de escolas e mercados.
A distribuição de mantimentos ganhou 'movimento' entre sábado e domingo
A população, segundo o repórter da BBC, está em estado profundo de choque. Muitos protegem a boca com panos para evitar respirar poeira e protegê-los do cheiro de corpos de putrefação.
O terremoto haitiano é um dos episódios que causaram maior número de mortes entre funcionários da ONU.
'Desastre histórico'
Neste domingo, uma porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em Genebra que o terremoto no Haiti é o pior desastre que a ONU já enfrentou em sua história.
“Esse é um desastre histórico. Nós nunca fomos confrontados com esse tipo de desastre na história da ONU. É como nenhum outro”, disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização.
De acordo com ela, a dificuldade se deve aos problemas de logística, por conta do colapso do governo local e da completa destruição da infraestrutura – o aeroporto está saturado, as ruas bloqueadas, os hospitais têm poucos ou nenhum médico e poucas construções suportaram os tremores.
Byrs comparou o desastre ao tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 e afirmou que a situação em Porto Príncipe é “tão ruim ou pior”.
“O desastre é enorme e tão enorme quanto foi o tsunami, talvez pior porque todo o país foi decapitado, os prédios do governo desmoronaram e nós não temos o apoio da infraestrutura local. Na Indonésia nós tínhamos pelo menos o apoio de algumas autoridades locais”, disse.
Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo à comunidade internacional para arrecadar US$ 550 milhões para ajudar ao Haiti.
O 12th Reconnaissance Squadron da USAF lançou uma aeronave não-tripulada RQ-4 Global Hawk Block 10, no dia 13 de janeiro, da Base Aérea de Beale, para sobrevoar o Haiti e ajudar nas missões humanitárias após o terremoto de magnitude 7.0 que atingiu o país no dia 12.
O esquadrão recebeu a ordem do United States Southern Command para prover imagens que ajudarão nas operações de apoio e resgate.
O Global Hawk é uma aeronave não-tripulada, de longo alcance, capaz de permanecer no ar cerca de 28h, dotado de um radar de abertura sintética, sensores eletroóticos e sensores de infravermelho de ondas médias.
A USAF divulgou ontem que o Pentágono também enviará aeronaves U-2 ao Haiti, por causa do seu sistema SYERS-2 com capacidade multiespectral, que possibilitará a localização do rompimento de linhas de gás e água, vazamentos químicos e outros problemas.
terremoto no haiti ,cuba permite passagem pelo seu espaço aéreo
O governo de Cuba anunciou que permitirá que as Forças Armadas dos EUA podem usar o espaço aéreo cubano para voos transportando vítimas do devastador terremoto que atingiu o Haiti, disse um funcionário da Casa Branca.
A medida reduz de maneira significativa o tempo de voo entre Porto Príncipe e Miami. Normalmente, a viagem é feita contornando o território cubano.
Equipes americanos estão levando feridos à unidade médica da base de Guantánamo, encravada no território cubano.
Algumas delas, em estado mais grave, estão seguindo para a Flórida.
Apesar de aliviar restrições sobre viagens de cubano-americanos à ilha comunista e remessas de dinheiro, o governo de Barack Obama disse que o embargo comercial dos EUA continuará em vigor até que Cuba volte a viver em regime democrático.
Nelson Jobim defende prorrogação de missão de paz no Haiti
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu neste sábado, no Rio, a prorrogação por cinco anos da Missão de Paz Brasileira no Haiti (Minustah) e a criação de um fundo das Organizações das Nações Unidas (ONU) para gerenciar as doações internacionais ao país caribenho.
“Deixar o Haiti antes de cinco anos nem pensar. É tempo de repensar a Missão de Paz e focar na reconstrução do país”, declarou Jobim, antes de se reunir com militares no Centro de Instrução para Operações de Paz, na Vila Militar em Deodoro, zona oeste do Rio.
Jobim voltou a defender que a partir de agora os recursos previstos no orçamento da Minustah, que até agora se destinavam exclusivamente à área de segurança, passem a ser utilizados na reconstrução do Haiti, atingido pelo terremoto.
Um dos pontos vitais no entendimento do ministro é a construção de uma usina hidrelétrica “que atrairia indústrias e geraria empregos”.
O ministro ressaltou que as prioridades das autoridades no Haiti são a remoção de corpos e destroços na capital, Porto Príncipe. Ele solicitou ao presidente do Haiti, René Préval, a nomeação de um representante junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para gerenciar as doações que estão sendo feitas.
“As doações muitas vezes não chegam por falta de alguém para administrar os recursos”, explicou o ministro.
ONU considera terremoto do Haiti o pior desastre em 60 anos da instituição
Mais de 200 Mil podem ter morrido em terremoto no Haiti
Palácio Presidencial antes e depois do terremoto
Haiti diz que 200 mil podem ter morrido em tremor; tensão cresce
As tensões entre os desesperados haitianos que esperam por ajuda internacional e alimentos são crescentes dias depois de um terremoto que, segundo autoridades do país, pode ter matado cerca de 200 mil pessoas.
O abalado governo do Haiti deu aos Estados Unidos o controle de seu principal aeroporto para organizar voos de ajuda humanitária que chegam de todo o mundo e acelerar o auxílio à empobrecida nação caribenha.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai neste sábado ao Haiti para se encontrar com o presidente local, René Préval, no aeroporto.
O plano dela é levar suprimentos e voltar com norte-americanos forçados a abandonar suas casas.
"Também vamos transmitir muito diretamente e pessoalmente ao povo haitiano nosso resoluto apoio a longo prazo, solidariedade e compaixão", afirmou Hillary.
Caminhões lotados de cadáveres estão levando corpos para valas comuns cavadas às pressas fora da capital, mas milhares de corpos ainda estão sob os escombros.
"Até agora já coletamos cerca de 50 mil corpos", afirmou à Reuters o ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime. "Antecipamos que haverá entre 100 mil e 200 mil mortos no total, embora nunca saibamos o número exato."
Cerca de 40 mil corpos foram enterrados em valas comuns, disse o secretário de Estado para Segurança Pública, Aramick Louis.
Se o número de mortos for mesmo o estimado pelas autoridades, o tremor de magnitude 7 que atingiu o país na terça-feira e destruiu grande parte da capital pode se tornar um dos dez mais devastadores da história.
O ministro da Saúde, Alex Larsen, disse à Reuters que três quartos de Porto Príncipe terão de ser reconstruídos.
Agora, bandos de saqueadores começaram a pilhar sobreviventes que vivem em acampamentos provisórios nas ruas cobertas com destroços e corpos em decomposição, enquanto tremores secundários agitam a montanhosa região.
Autoridades reportaram saques e crescente revolta entre os sobreviventes, desesperados com a demora na assistência.
Enquanto isso, os Estados Unidos e outras nações correm para levar comida, água e medicamentos por meio de um aeroporto abarrotado, um porto destruído e estradas cheias de escombros.
LUTA POR COMIDA
Moradores famintos brigam entre si por sacos de comida entregados por caminhões da ONU (Organização das Nações Unidas) no centro de Porto Príncipe.
Uma importante autoridade da ONU alertou que a fome vai aumentar os problemas se a ajuda não chegar prontamente, embora a situação da lei e da ordem permaneça sob controle "por enquanto".
"Houve alguns incidentes nos quais as pessoas estavam saqueando e brigando por comida. Eles estão desesperados, estão há três dias sem comida ou qualquer assistência", afirmou o sub-secretário-geral da ONU para a manutenção da paz, Alain Le Roy, ao programa "The PBS NewsHour".
"Temos de nos certificar que a situação não se deteriore, mas para isso nós precisamos muito assegurar que a ajuda está chegando o mais rápido possível, para que as pessoas que estão precisando desesperadamente de comida e remédios os tenham o quanto antes."
A missão da ONU responsável pela segurança do Haiti, chefiada pelo Brasil, perdeu pelo menos 36 de seus 9.000 membros quando seu quartel-general desabou. As duas maiores autoridades da missão estão desaparecidas.
O enfraquecido governo haitiano não está em condições melhores para lidar com a crise. O tremor destruiu o palácio presidencial e derrubou as comunicações e a energia elétrica. Préval e o primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive, estão vivendo e trabalhando na sede da polícia judicial.
"Eu não tenho uma casa, eu não tenho um telefone. Este é o meu palácio agora", afirmou o presidente em entrevista à Reuters.
Temos de assegurar que haja gasolina disponível para as empresas de telefonia celular e para os caminhões que estão carregando os corpos. Os hospitais estão cheios", acrescentou.
Avião da FAB que vai para o Haiti (Foto: Aluizio Freire/G1)
PROMESSA NORTE-AMERICANA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que prometeu uma quantia inicial de 100 milhões de dólares para ajudar o país, afirmou que os norte-americanos farão o que for preciso para salvar vidas e colocar o Haiti em pé novamente.
"A escala da devastação é extraordinária... e as perdas são desoladoras", afirmou Obama da Casa Branca.
Obama disse que os Estados Unidos, o Brasil, o México, o Canadá, a França, a Colômbia, a Rússia, o Japão, a Grã-Bretanha e outros países conseguiram enviar pessoas e mantimentos.
Enquanto o auxílio chega, a Casa Branca espera que uma melhora na logística possa aperfeiçoar e acelerar os esforços.
Aviões e navios chegaram com equipes de resgate, cães farejadores, tendas, equipamentos para purificação de água, comida, médicos e equipes de telecomunicação, mas enfrentaram um gargalo no pequeno aeroporto.
O controle de tráfego aéreo, prejudicado pelos danos na torre do aeroporto, agora será feito pelos militares norte-americanos, com apoio de um porta-aviões nuclear.
O USS Carl Vinson, com 19 helicópteros, chegou ao Haiti na sexta-feira, abrindo um segundo e significativo canal para levar ajuda à nação.
Helicópteros da marinha começaram a levar água para o país e pessoas feridas a um hospital improvisado perto do aeroporto.
Os militares norte-americanos calculavam ter cerca de 1.000 soldados no Haiti na sexta-feira, e milhares mais em navios no mar. O total poderá chegar a 10.000 na segunda-feira.
SEM ÁGUA, SEM SUPLEMENTOS
A Organização Pan-Americana de Saúde afirmou que pelo menos oito hospitais e postos de saúde em Porto Príncipe desabaram ou tinham danos suficientes para não funcionar.
"Não temos suprimentos. Precisamos de luvas cirúrgicas, antibióticos, desinfetantes", afirmou um médico, Jean Dieudonne Occelien. "Não temos nada. Nem água. Temos crianças com bocas secas e não temos água para dar a elas."
A polícia é raramente vista nas ruas e, embora soldados brasileiros da missão da ONU continuem patrulhando, há relatos de pessoas revirando lixos, saqueando e ao menos uma informação de tiros dados no centro de Porto Príncipe na sexta-feira.
Em um mercado que desabou, muitas pessoas subiram nos escombros para buscar comida embaixo deles.
Perto da favela Cité Soleil, moradores desesperados se juntaram em volta de um encanamento rompido para beber água ou encher baldes.
Sobreviventes vestidos com farrapos estendem seus braços a repórteres pela cidade, implorando por comida e água.
Acompanhe um resgate emocionante de uma sobrevivente em Porto Príncipe
Reuters/Brasil Online - Por Catherine Bremer e Andrew Cawthorne - Via O Globo (Reportagem de Joseph Guyler Delva em Port-au-Prince, Patrick Worsnip na ONU, Phil Stewart, Andrew Quinn e John Crawley em Washington)
Avião com militares brasileiros feridos no Haiti chega a SP
No total, 16 homens foram trazidos do país afetado por terremoto.
Oficialmente, 14 membros do Exército brasileiro morreram no Haiti.
Avião com militares feridos pousa na base aérea de Cumbica, em Guarulhos (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Um avião transportando 16 dos 25 militares brasileiros que segundo o Exército ficaram feridos em decorrência do terremoto que devastou o Haiti pousou na base aérea do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, pouco depois das 12h30 desta sexta-feira (15).
Inicialmente, o Exército disse que 18 homens foram trazidos para o Brasil. Entretanto, o comando informou após o pouso da aeronave que dois dos militares que viriam neste voo decidiram ficar no Haiti.
O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu do país da América Central pouco antes das 6h desta manhã. De acordo com o Exército, os militares serão levados para o Hospital Militar, que fica no Cambuci, na capital paulista, onde ficarão em quarentena. Segundo o Exército, o procedimento é padrão quando os militares retornam do exterior, e dura normalmente uma semana.
Dois dos feridos saíram do local em uma ambulância. Os outros foram colocados em um ônibus - dois deles estavam em cadeiras de rodas.
Após deixar os feridos em São Paulo, o avião deve seguir para o Rio de Janeiro, onde vai ser abastecido com mais equipamentos, e parte às 17h para o Haiti, levando mais mantimentos, equipamentos e pessoal especializado em salvamentos para a ajuda humanitária às vítimas e para os militares das Forças de Paz.
Até agora, foram enviados seis aviões brasileiros para a capital do Haiti, Porto Príncipe. Oficialmente, o Exército brasileiro diz que 14 militares morreram no Haiti e quatro estão desaparecidos.
Entretanto, o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim disse que é um eufemismo (uma maneira de suavizar a expressão) falar em sobreviventes neste momento. Portanto, o número de mortos chegaria a 18.
O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na última terça-feira (12) danificou ou destruiu grande parte dos hospitais e centros médicos da região da capital Porto Príncipe, fazendo com que o já precário sistema de saúde haitiano desmoronasse de vez.
A Cruz Vermelha do Haiti anunciou nesta quinta que estima entre 45 mil e 50 mil o número de mortos pelo terremoto que devastou o país na terça-feira. Segundo a entidade, há pelo menos três milhões de feridos ou desabrigados.
fonte:G1.com/Foto: Paulo Toledo Piza/G1/por:Paulo Toledo PizaDo G1, em São Paulo
revolta & violenta devido a demora na chegada de ajuda começa a tomar conta do Haiti .
Multidão se aglomera para tentar comprar gás em Porto Príncipe
Autoridades haitianas e agentes humanitários alertaram nesta sexta-feira para a necessidade de aumentar a segurança de equipes de ajuda por medo de saques e ataques, à medida que aumenta a tensão e a raiva entre sobreviventes do terremoto no Haiti.
Em encontro com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, na quinta-feira no Haiti, o presidente haitiano, René Préval, teria manifestado sua preocupação com uma revolta popular devido à frustração dos sobreviventes.
Três dias após o tremor que devastou a capital, Porto Príncipe, dezenas de milhares de pessoas continuam a vagar pelas ruas à espera de alimentos, tratamento médico e informações sobre familiares.
A Cruz Vermelha Internacional estima que entre 45 mil e 50 mil pessoas tenham morrido no tremor de magnitude 7 da terça-feira.
"Infelizmente eles estão lentamente ficando mais impacientes e com raiva", disse David Wimhurst, porta-voz da Missão de Estabilização da ONU no Haiti, a Minustah.
Sem autoridades
O quartel-general da ONU ruiu no terremoto, e correspondentes afirmam que há pouca presença das autoridades nas ruas, apesar de relatos de saque.
"Nosso maior problema é a insegurança", disse Delfin Antonio Rodriguez, comandante da equipe de resgate da República Dominicana. "Ontem eles tentaram roubar alguns de nossos caminhos. Hoje quase não conseguimos trabalhar em alguns lugares por conta disso", disse ele nesta sexta-feira.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), afirmou que seus depósitos foram saqueados, e não ficou claro quantos suprimentos ainda havia nesses armazéns.
Autoridades haitianas de segurança também manifestaram preocupação com o paradeiro de um grande número de prisioneiros que escaparam da principal prisão de Porto Príncipe, que ficou destruída com o tremor.
Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe Nick Davies, o clima também é de tensão nas áreas de classe média e alta da capital haitiana, onde muitas casas são cercadas por muros altos e cercas de arame farpado, além de contar com segurança armada.
Davies relata que muitos nessas áreas temem que, mesmo com todo esse aparato de segurança, podem ser alvo de saques e ataques caso a promessa internacional de alimentos, água e medicamentos não se materialize logo.
Mortes
Outro jornalista da BBC em Porto Príncipe, Andy Gallacher, disse que os sobreviventes do terremoto estão morrendo em grandes números. Corpos estão empilhados nas ruas e escavadeiras estão sendo usadas para remover os mortos.
Dificuldades logísticas e danos à infraestrutura local ainda prejudicam os esforços de resgate, e muitos feridos morrem em decorrência de problemas que seriam facilmente tratáveis, como fraturas.
Embora a ajuda humanitária tenha começado a chegar ao Haiti, vinda de várias partes do mundo, há poucos sinais de distribuição para além da área do aeroporto.
"Ouvimos no rádio que as equipes de resgate estão chegando de fora, mas nada chega", disse o haitiano Jean-Baptiste Latonfin Wilfried.
"Precisamos de água. Precisamos de água limpa. As pessoas estão sofrendo. Meus amigos e vizinhos estão sofrendo", disse a moradora de Porto Príncipe Sylvain Angerlotte, de 22 anos.
Corpo de Médica fundadora da Pastoral da Criançachega a Brasília em aeronave da FAB
O corpo da médica Zilda Arns já está em solo brasileiro.
O desembarque aconteceu às 3h30 de hoje, na aeronave VC-2, na Base Aérea de Brasília (BABR).
No mesmo avião também estavam o Ministro da Defesa, Nelson Jobim; o comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri; o sobrinho da médica, Senador Flávio Arns; e a freia que a acompanhava no momento do terremoto, Irmã Rosangela Maria Altoé.
O corpo foi transportado para o Instituto Médico Legal de Brasília e a previsão é que, por volta de 8h, seja encaminhado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira para Curitiba (PR), onde será realizado o velório.
De acordo com o sobrinho de Zilda, o corpo será transportado para a capital paranaense em uma urna hermeticamente fechada, o que não foi possível fazer até a chegada ao Brasil devido à indisponibilidade de materiais no Haiti.
O Ministro da Defesa afirmou que a morte da médica foi uma perda irreparável para o Brasil. “A doutora Zilda tinha um simbolismo muito importante.
É uma perda lamentável, mas sabemos que o legado que ela deixa pode gerar muitos frutos” ressalta Jobim.
A freira que acompanhava Zilda, lembrou os momentos de apreensão que viveu em Porto Príncipe. Ela explicou estava a poucos metros da médica quando o terremoto aconteceu. “Estávamos do terceiro andar quando um ouvimos um estrondo.
O chão começou a desabar e eu cai”. Segundo a freira, paredes desabaram e ela precisou pular para conseguir sair do local.
Irmão Rosangela destaca que ao lado do prédio, havia uma escola e era possível ouvir os gritos das crianças entre os escombros.
O Governo do Haiti suspendeu hoje a entrada de mais aviões americanos no país, já que não há pistas disponíveis para novas aterrissagens, disse a porta-voz da agência de aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), Laura Brown.
Em declarações à imprensa, Brown afirmou que outro motivo que levou o Governo haitiano a impedir a entrada de voos americanos em Porto Príncipe é a falta de combustível para o reabastecimento das aeronaves.
Por conta disso, a FAA parou de autorizar decolagens com destino ao país centro-americano. Novos voos só serão liberados quando houver pistas disponíveis.
Os primeiros voos com ajuda internacional às vítimas do terremoto de terça-feira começaram a chegar hoje no país.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país.
A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
FAB esta enviando hospital de campanha para o Haiti
A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará nas próximas horas para Porto Príncipe, no Haiti, o seu Hospital de Campanha (HCAMP) para auxiliar no socorro das vítimas da tragédia que atingiu aquele país.
Ao menos três hospitais da cidade foram destruídos no maior terremoto dos últimos 200 anos na região do Caribe.
Segundo o Diretor de Saúde da FAB, Major-Brigadeiro-Médico José Antônio Monteiro, serão enviados 46 militares da área de saúde, entre médicos e enfermeiros, além de equipamentos para centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), raio-X, laboratório e módulos para atendimento ambulatorial.
O HCAMP atenderá urgências e emergências, com capacidade de realizar cirurgias e de socorrer pacientes graves.
“O HCAMP atenderá dentro do processo de socorro às vítimas do terremoto, em coordenação com o Exército Brasileiro”, explicou o Diretor de Saúde.
Na equipe, estão profissionais que já viveram o socorro prestado pelo HCAMP, nos anos 80, às vítimas do terremoto de El Salvador, e no próprio Haiti. “Aproveitaremos a nossa experiência nesse tipo de situação em benefício da população”, disse.
O HCAMP é um hospital móvel, para curto período de internação e destinado a atender feridos em combate, composto de módulos (barracas) climatizados, que podem ser montados em diversas configurações, dependendo da necessidade.
No Haiti, a unidade estará em sua configuração completa, com módulos adicionais para internações de curto período, além dos que servem ao atendimento ambulatorial.
Hoje de manhã, o material do HCAMP seguiu para a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, onde será embarcado em aeronaves de transporte C-130 Hércules.