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10/02/2013
DEFESA E TECNOLOGIA - Pentágono retoma projetos com laser embarcado[DEFENSE AND TECHNOLOGY - Pentagon resumes designs with embedded laser]
30/04/2010
Laser completa 50 anos

Em maio de 1960, o raio laser foi descoberto pelo físico americano Theodore Maiman (foto).
Ele trabalhava numa empresa de aviação em Los Angeles, quando desenvolveu um aparelho com pedras de rubi capaz de suportar a alta energia do laser.
O objeto é um cilindro de rubi com as extremidades polidas para funcionar como espelhos.
A descoberta do laser não aconteceu da noite para o dia, já era teorizada desde o começo do século. A saga para o perfeito funcionamento da luz começou em 1917, com o físico Albert Einstein.
Ele descobriu a emissão estimulada – quando fótons incidem sobre átomos, gerando feixes de luz com alta quantidade de energia, propagada em apenas uma direção. “É a diferença entre a luz incoerente e luz coerente.
No caso de uma lâmpada, a luz tem milhares de direções, o que chamamos de incoerente. Já a luz coerente é a do laser, uma luz comportada onde os fótons se movem igualmente”, explica o professor Júnio Márcio Rosa Cruz, do Instituto de Física da UnB.
Depois de Einstein, outros físicos seguiram em busca do raio laser. Na década de 1950, os físicos Charles Hard Townes, em Nova York, Aleksandro Prokhorov e Nicolai Basov, em Moscou, atuavam em pesquisas semelhantes e chegaram à mesma descoberta: a amplificação de microondas por emissão de radiação estimulada. Era uma forma de raio laser, porém mais fraco, invisível a olho nu.
A dificuldade estava em achar um aparelho que fosse capaz de suportar muita energia. Foi então que Maiman desenvolveu o aparelho de rubi.
Uma das aplicações do raio laser mais revolucionárias dos últimos 50 anos é usada comumente nos supermercados. São os leitores de código de barra.
O raio laser também é usado em cirurgias de alta precisão, em impressoras, leitores de CD e DVD, nas telecomunicações, em luminárias, e também na indústria, para soldar ou furar o aço.
O professor José Leonardo Ferreira, do Departamento de Física da UnB, conta que o laser transformou a física óptica. “Antigamente dependíamos do telex, rádio, fax e telefone. Hoje em dia a transmissão de informações é feita através de fibras ópticas.” Os cabos ópticos são responsáveis pela comunicação entre bancos, por exemplo.
Na medicina, a dermatologia foi uma das áreas que mais se beneficiou com o laser. Tanto para corrigir cicatrizes e remover tatuagens e pêlos, quanto para o tratamento de câncer de pele. “Inegavelmente, para terapia dermatológica, o laser trouxe muitos avanços.
O principal é tratar sem causar lesões”, disse a professora Gladys Campbel, coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Hospital Universitário de Brasília.
O que antes era resolvido com cera, lâmina descartável ou eletrólise, passou a ser substituído pelo laser.A remoção de pêlos é feita entre quatro e seis sessões. O preço de cada sessão chega a custar R$ 500. “Hoje em dia não dizemos que é uma depilação definitiva, mas que resolve bastante”, conta Gladys.
A terapia fotodinâmica é utilizada no tratamento de câncer de pele, lesões pré-cancerosas, acne inflamatória e rejuvenescimento.
Essa terapia consiste em aplicar ácido aminolevulínico na pele para deixar o local fotossensível.
A pele passa a captar o laser que destruirá o tecido doente da região.
Em apenas uma aplicação resolve de 80 a 100% dos casos de ceratoses actínicas (pré-cancer).
O laser melhora em até de 60% a acne inflamatória.
O professor Júnio Márcio conta que cientístas estão trabalhando para desenvolver aparelhos mais potentes e precisos. "Teremos outras aplicações para o laser que facilitarão mais a nossa vida." O professor cita aplicações principalmente para a realização de diagnósticos por imagens.
O laser hoje é também largamente utilizado em novas tecnologias tanto na área civil quanto na área militar ,na busca de outros planetas ,em aeronaves e sistemas de Defesa.
13/02/2010
ALTB destroe míssil em pleno voo
Airborne Laser Test Bed (ALTB) destroe míssil em pleno voo
A Missile Defense Agency demonstrou o uso da energia direta na defesa contra mísseis balísticos, com testes do Airborne Laser Test Bed (ALTB) na destruição de mísseis na fase de lançamento.
O experimento foi conduzido no Point Mugu Naval Air Warfare Center-Weapons Division Sea Range, ao largo da costa central da Califórnia, servindo como prova de conceito da tecnologia de energia dirigida.
O ALTB é o precursor do programa de energia dirigida dos EUA e sua potencial aplicação na defesa contra mísseis.
Ontem (11.01), às 8:44pm, um míssil balístico de curto alcance foi lançado por uma plataforma móvel no mar.
Em segundos, o ALTB usou seus sensores para detectar o míssil durante o lançamento e usou um laser de baixa energia para rastreá-lo.
O ALTB usou então um segundo laser de baixa energia para medir e compensar a perturbação atmosférica.
Finalmente, o ALTB disparou seu laser de alta energia na faixa de megawatt, aquecendo o míssil alvo até uma falha estrutural crítica.
O engajamento total ocorreu em cerca de dois minutos desde o lançamento do míssil, enquanto seus motores ainda estavam em funcionamento.
Esta foi a primeira interceptação letal de energia dirigida contra um míssil balístico de combustível sólido feita por uma plataforma aérea.
revolucionário uso de energia dirigida é muito atraente para a defesa contra mísseis, com o potencial para atacar múltiplos alvos na velocidade da luz, ao alcance de centenas de quilômetros, com um baixo custo comparado com as tecnologias atuais.
Uma hora mais tarde, um segundo míssil balístico de curto alcance foi lançado de uma estação terrestre na ilha San Nicolas, Califórnia, e o ALTB engajou com sucesso o míssil na fase de lançamento, com o laser de alta energia.
O ALTB também destruiu um míssil de combustível sólido, idêntico ao segundo alvo, em voo no dia 3 de fevereiro de 2010.
Abaixo, o vídeo feito em infravermelho, mostrando um dos engajamentos.


1) Telescópio dentro do nariz cria o foco para o disparo do feixe de laser nos mísseis2) Local onde fica o disparador de laser. É feito de material avançado para reduzir seu peso
3) Beam control system (foto ao lado): calibra e controla o destino do feixe de laser e decide a intensidade do disparo
4) Estação de Gestão do Sistema
5) Ajuda a controlar o destino e decidir intervalo dos disparos
6) O feixe de laser enfraquece e destrói os mísseis

