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14/03/2011

Arábia Saudita envia tropas ao Barein para combater protestos

Arábia Saudita envia tropas ao Barein para combater protestos

http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/14/14_PHG_tropas-sauditas.JPG

A Arábia Saudita enviou tropas ao Barein nesta segunda-feira para ajudar a reprimir os protestos da maioria xiita que se repetem há semanas, numa iniciativa que adversários da família reinante sunita do Barein descreveram como uma declaração de guerra.


Analistas viram a movimentação de tropas como sinal do receio da Arábia Saudita de que concessões políticas feitas pela monarquia barenita possam servir de incentivo à minoria xiita do reino saudita.

Cerca de mil soldados sauditas entraram no Barein para proteger instalações do governo, disse uma fonte oficial saudita, um dia depois de manifestantes em sua maioria xiitas passarem por cima da polícia e bloquearam estradas.

"Eles (os soldados) fazem parte da força do Conselho de Cooperação no Golfo (CCG), que vai guardar as instalações do governo", disse a fonte, aludindo ao bloco de seis membros que coordena a política militar e econômica da maior região exportadora de petróleo do mundo.

Testemunhas disseram que a estrada elevada de 25 quilômetros de extensão entre os dois países foi fechada e que tanques estavam atravessando para o Barein, aliado chave dos EUA e base da Quinta Frota da Marinha norte-americana.

Analistas e diplomatas dizem que o maior contingente em qualquer força do CCG viria da Arábia Saudita, que já teme que um levante dos xiitas do Barein possa inspirar a população xiita insatisfeita de sua própria província oriental, centro da indústria petrolífera saudita.

Grupos oposicionistas do Barein, incluindo o maior partido xiita, o Wefaq, qualificaram a iniciativa saudita de ataque contra cidadãos indefesos.

"Consideramos a entrada de qualquer soldado ou equipamento militar nos territórios aéreo, marítimo ou terrestre do Reino do Barein uma ocupação flagrante", disseram os grupos em comunicado.

"Esta ameaça real da entrada de forças sauditas e outras do Golfo no Barein para confrontar a população barenita indefesa coloca o povo barenita em perigo real e o ameaça com uma guerra não declarada por parte de tropas armadas."

Os relatos vieram depois de a polícia barenita ter entrado em choque no domingo com manifestantes em sua maioria xiitas, em um dos confrontos mais violentos desde que tropas mataram sete manifestantes no mês passado.


Depois de tentar durante várias horas repelir os manifestantes, a polícia recuou, e jovens ergueram barricadas na avenida que conduz ao principal distrito financeiro do país, centro de atividade bancária do Golfo.

As barricadas continuavam presentes na manhã da segunda-feira, e manifestantes paravam os carros na entrada da praça Pérola, ponto central de semanas de protestos. Do outro lado da mesma avenida, policiais montaram uma barreira para impedir que carros se dirigissem do aeroporto em direção ao porto.

A polícia estava ostensivamente presente em algumas áreas, mas não havia evidências de soldados, barenitas ou outros, em Manama.

"Nunca vamos partir. Este é nosso país," disse um manifestante, Abdullah, indagado se as tropas sauditas vão impedir a ação dos manifestantes. "Por que deveríamos ter medo? Não temos medo em nosso próprio país."

Fonte:REUTERS-Reportagem adicional de Ulf Laessing em Riad/Video:G1.com


17/11/2010

Alemanha aumenta seguranca em aeroportos e trens

Com receio de ataques, Alemanha aumenta seguranca em aeroportos e trens

Medidas de segurança incluem maior fiscalização em aeroportos

O governo da Alemanha anunciou um reforço das medidas de segurança em aeroportos e estações de trem por causa de "indicações concretas" de ataques ao país que estariam sendo planejados para o fim de novembro.

Em coletiva de imprensa em Berlim, o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, disse que a polícia federal alemã deve aumentar a vigilância nesses locais, em prevenção contra possíveis ataques.

Segundo o ministro, a Alemanha obteve - de um país não informado - indicações de que "esforços contínuos" estariam sendo feitos por extremistas islâmicos para alvejar o país.

De Maiziere afirmou ainda que o plano de segurança permaneceria em vigor "até segunda ordem".

"Há motivos para preocupação, mas não para histeria", disse o ministro.

Conexão com o Iêmen

O ministro disse que a Alemanha foi informada sobre o suposto plano depois que dois pacotes-bomba enviados do Iêmen com destino aos Estados Unidos foram interceptados, no fim do mês passado.

Segundo o ministro, um dos pacotes passou pela cidade alemã de Colônia, antes de ser interceptado na Grã-Bretanha.

O correspondente da BBC em Berlim Stephen Evans afirma que, um mês atrás, quando os pacotes foram interceptados, o governo alemão descartou os alertas americanos de possíveis ataques.

Nesta quarta-feira, porém, De Maziere disse que a descoberta sobre o plano do Iêmen indica "a adaptabilidade e a persistência dos terroristas em perseguir seus objetivos".

O ministro afirmou que "a Alemanha não permitirá que o terrorismo internacional cause constrangimentos ao nosso modo de vida e à nossa cultura liberal".

O ministro disse ainda que algumas das medidas de reforço de segurança seriam visíveis e outras, não.

No ano passado, o caso de 12 militantes islâmicos de origem alemã que desapareceram de Hamburgo e reapareceram no Norte do Paquistão aumentou as suspeitas de que há centros extremistas em países europeus.


Fonte:BBC Brasil

02/11/2010

Ex-membro da al-Qaeda deu dica sobre pacotes com explosivos

Ex-membro da al-Qaeda deu dica sobre pacotes com explosivos enviados a sinagogas dos EUA

Um ex-membro da al-Qaeda teria dado informações cruciais que levaram à descoberta de dois pacotes em um aeroporto em Dubai e um avião de carga no Reino Unido, na semana passada , informa a BBC nesta segunda-feira.

As bombas, originárias do Iêmen e que tinham como destino sinagogas dos EUA, foram encontradas graças às dicas de Jaber al-Faifi, que se entregou às autoridades da Arábia Saudita há duas semanas, dizendo-se "arrependido".

Segundo a emissora britânica, que cita fontes não identificadas, Jabr al-Faifi chegou a ser detido em Guantánamo, passou por um programa de reabilitação na Arábia Saudita, em 2006, mas acabou retornando à al-Qaeda no Iêmen, antes de se entregar às autoridades.

Segundo o porta-voz do ministério do Interior saudita, general Mansur al-Turki, Jabr al-Faifi contatou o governo dizendo que queria voltar para casa.

Investigadores americanos a caminho do Iêmen

O governo do Iêmen decretou nesta segunda-feira a aplicação de medidas excepcionais para as operações de revista de todas as cargas que partem do país.

A Comissão Nacional de Segurança da Aviação Civil também decidiu criar uma unidade especial para atuar sobre a segurança dos aeroportos.

As medidas têm como objetivo "enfrentar o desenvolvimento dos procedimentos das organizações terroristas", segundo a agência oficial Saha.

Um grupo de investigadores americanos também está a caminho do país para ajudar na busca por suspeitos do atentado frustrado. Segundo uma autoridade iemenita, que falou em condição de anonimato, o vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Brennan, disse ao presidente do Iêmen, Alí Abdulá Saleh, que a liderança no combate ao terrorismo cabe a seu país.

As autoridades libertaram no domingo uma estudante que havia sido detida sob acusação de envolvimento com o caso. Agora, o principal suspeito de fabricar os pacotes é Ibrahim Hassan al-Asiri, que seria líder da al-Qaeda na península arábica.

"As atividades pregressas de al-Asiri e sua experiência com explosivos o tornaram o principal suspeito", disse o funcionário do governo americano sob condição de anonimato.

Al-Asiri, que deve estar escondido no Iêmen, é procurado na Arábia Saudita por uma série de atentados ligados à al-Qaeda na Península Arábica, sucursal da rede extremista comandada por Osama bin Laden.

Ele aparece em todas as listas de terroristas mais procurados da Arábia e do Iêmen.

Alemanha proíbe voos de passageiros provenientes do Iêmen

A al-Qaeda é apontada como possível organizadora do ataque frustrado. Entre outros indícios, os explosivos usados nos pacotes enviados aos EUA eram feitos com o mesmo material usado em uma tentativa de ataque a bomba frustrada, no Natal, em um avião que ia para Detroit.

Na ocasião, a al-Qaeda também foi apontada como responsável.

O vice-conselheiro de Segurança Nacional americano afirmou, em entrevista à TV CBS, que os pacotes interceptados parecem ter sido fabricados para serem detonados durante o vôo.

Após o incidente, vários países proibiram voos comerciais provenientes do Iêmen, como medida de segurança.

Nesta segunda-feira, no entanto, a Alemanha estendeu a medida também aos voos de passageiros.

- Todas as companhias aéreas que operam para a Alemanha a partir do Iêmen estão notificadas da interdição de voo (...) e foram dadas instruções às autoridades da aviação civil alemã para desviar todos os voos provenientes do Iêmen, direitos ou indiretos - disse um porta-voz do Ministério dos Transportes alemão.

Fonte: O Globo -via:

31/10/2010

pacote com explosivos que seguia para os EUA foi preparado 'de maneira profissional'

pacote com explosivos que seguia para os EUA foi preparado 'de maneira profissional'



Forças iemenitas procuram por supostos militantes da al-Qaeda que estariam envolvidos numa conspiração para bombardear alvos judaicos em Chicago.

A ação foi descoberta pela interceptação, na Grã-Bretanha e em Dubai, de pacotes com explosivos enviados a partir de Iêmen . Até o momento, no entanto, nenhum grupo reivindicou responsabilidade pela ameaça.

"O pacote foi preparado de maneira profissional, onde um circuito elétrico fechado foi conectado a um cartão de telefone celular escondido no interior da impressora", disse um comunicado da polícia de Dubai.

Em discurso em Washington, o presidente Barack Obama se referiu aos incidentes como uma "ameaça crível" para os EUA e prometeu aumentar a segurança pelo tempo necessário.

Segundo o presidente, as autoridades americanas não vão poupar esforços para determinar a real fonte do material explosivo e os responsáveis por qualquer complô que possa existir.

- Nós sabemos que a al-Qaeda na Península Arábica continua a planejar ataques contra nosso território, nossos cidadãos, nossos amigos e aliados - disse.

Os pacotes eram destinados a centros judaicos de Chicago.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse, no entanto, que nenhum dos destinatários fica perto da casa de Obama na cidade.

Um dos pacotes estava a bordo de um avião cargueiro da empresa United Parcel Service no aeroporto de East Midlands, a cerca 150 quilômetros de Londres.

O outro foi achado num depósito da transportadora FedEx em Dubai.

Como medida adicional de segurança, a FedEx embargou todos os carregamentos oriundos do Iêmen, como disse Maury Lane, porta-voz da empresa. Segundo ele, o pacote com explosivo nunca esteve em um avião da companhia, que não faz voos para o Iêmen.

Em alerta, jatos militares chegaram a escoltar em território americano um voo da companhia aérea Emirates vindo de Dubai e com um pacote do Iêmen.

Após a aterrissagem no aeroporto John F. Kennedy, foi confirmado que não havia qualquer carga do Iêmen na aeronave.

Aviões cargueiros e caminhões em várias cidades americanas foram inspecionados depois que investigadores encontraram os dois pacotes.

Outras 11 embalagens consideradas suspeitas foram checadas, mas nada perigoso foi encontrado.

Responsável por pacotes teria ligação com terror

Uma fonte da inteligência britânica citada pela CNN diz que o endereço que estava nas embalagens apreendidas é de uma área de Chicago onde se concentram sinagogas.

Após o pronunciamento de Obama, a Casa Branca confirmou que a Arábia Saudita ajudou a identificar a origem e o destino dos pacotes.

Após o incidente, o Departamento de Segurança Interna dos EUA decidiu elevar o nível de alerta nos aeroportos do país e reforçar as medidas de segurança em terminais.

A Casa Branca diz que o presidente Barack Obama foi notificado sobre uma "potencial ameaça terrorista" já na noite de quinta-feira.

Iêmen: terreno fértil para o terrorismo

Além de levar de volta aos EUA e ao Reino Unido a ameaça concreta do terror, o episódio faz emergir, ainda, a preocupação com a crescente influência de extremistas da al-Qaeda sobre o Iêmen. Nos últimos anos, diversos analistas apontam para o risco de o país transformar-se num novo Afeganistão.

Encravado na ponta da Pensínsula Arábica, o pequeno país do Oriente Médio abriga milícias armadas separatistas, conta uma população religiosa e conservadora - composta de 52% de xiitas e 46% de sunitas - , e uma sociedade de valores tribais que se sobrepõem ao enfraquecido governo de Sana.

Com os índices de desemprego beirando os 40% e o controle do Estado limitado, basicamente, aos arredores da capital, o país torna-se terreno fértil para a ação da al-Qaeda e o recrutamento de novos extremistas.

O primeiro ataque internacional da al-Qaeda, aliás, ocorreu no Iêmen, quando uma embarcação-bomba explodiu junto ao destroier americano USS Cole, matando 17 americanos no Golfo do Áden em outubro de 2000.

Fonte: O Globo/ Imagem: AFP-via:Desastres Aéreo News

Bombas enviadas aos EUA poderiam ter derrubado avião, dizem britânicos

Bombas enviadas aos EUA poderiam ter derrubado avião, dizem britânicos

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Destinatários dos pacotes explosivos encontrados eram sinagogas da cidade de Chicago

Pelo menos uma das bombas postais enviadas aos Estados Unidos poderia ter explodido e derrubado um avião de carga se não tivesse sido descoberta, disse uma autoridade britânica neste sábado, 30, ao mesmo tempo em que investigadores caçam terroristas no Iêmen.

Os resultados da investigação preliminar britânica faz aumentar a gravidade da conspiração que, segundo os investigadores, traz as marcas da Al-Qaeda.

Investigadores americanos disseram que as bombas postais encontradas nos Emirados Árabes Unidos e na Inglaterra tinham como destino duas sinagogas de Chicago.

A secretária do Interior britânico, Theresa May, disse que o avião que transportava o pacote a partir do Iêmen poderia ter sido um alvo, também.

"Não acreditamos que os perpetradores do ataque teriam sabido a localização do dispositivo quando explodisse", declarou ela. "Neste momento, não temos informação de nenhum outro ataque terrorista iminente".

Um segundo pacote foi descoberto em Dubai, onde explosivos em forma de um pó branco foram achados num cartucho de tinta de impressora, disse nota da polícia.

O dispositivo estava ligado a um circuito elétrico, e um chip de celular encontrava-se escondido na impressora, diz a nota.

Ambas as bombas continham o explosivo industrial PETN, a mesmo produto químico usado na tentativa fracassada de ataque a um avião com destino a Detroit, no Natal.

A Al-Qaeda do Iêmen assumiu responsabilidade.


As bombas tinham sido armadas para serem ativadas por telefone celular e timer, mas investigadores não encontraram nenhum desses dispositivos, disse a deputada americana Jane Harman, membro do comitê de Segurança Interna da Câmara.

Fonte: Associated Press/Estadão-via:Desastres Aéreos News

03/07/2010

Russia esta prestes a fechar contrato com Iêmen no valor de US$ 1 Bilhão

Russia esta prestes a fechar contrato com Iêmen para fornecimento de equipamento militar no valor de US$ 1 Bilhão

http://www.airforce-technology.com/projects/mig29/images/fulcrum4.jpg

Caça russo MiG-29 SMT Fulcrum.

A Rússia e o Iêmen estão prestes a assinar um contrato de venda de armas avaliado em cerca de US$ 1 bilhão, informou um especialista internacional de armas nessa quinta-feira.

Uma delegação do Iêmen liderada pelo Presidente Ali Abdullah Saleh discutiu a compra das armas russas para a república árabe na quarta-feira, dia 30 de junho, durante uma breve visita de líderes em Moscou.

http://www.richard-seaman.com/Aircraft/AirShows/Maks2005/Helicopters/BlackKa50Maks2005.jpg

Helicóptero de ataque Kamov KA-52 Alligator.

Igor Korotchenko, chefe de um negócio internacional de armas em Moscou, disse que o Iêmen “está interessado numa ampla gama de armas e equipamentos militares russos”, especialmente os caças MiG-29 SMT (até 30), helicópteros de combate Mi-35 e Ka-52, e helicópteros de transporte militar Mi-17.

Ele disse que a lista de Saleh também inclui tanques T-72M1, sistemas antitanques Kornet E, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes Smerch (até 20 unidades), e veículos de infantaria BMP-3.

“Adicional, o Iêmen está interessado em construir um sistema de defesa aérea com conjuntos de mísseis terra-ar S-300MPU e S-300 PMU1 fabricados na Rússia,” disse Korotchenko.

Ele disse que o Iêmen também gostaria de modernizar suas armas compradas da União Soviética, incluindo os veículos de reconhecimento armado BRDM-2, os quais excedem as 1.000 unidades.

Além disso o Iêmen precisam de navios de guerra, em particular velozes navios de patrulha, para lutar contra os piratas no Golfo de Áden.

Fonte:Cavok- RIANOVOSTI

27/01/2010

Iémen, a margem de manobra para intervenção externa

Iémen, a margem de manobra para intervenção externa


Uma vez identificada a ligação do atentado terrorista de 25 Dezembro no voo 283 da Northwest Airlines com o Iémen, como local onde o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab foi treinado, não se estranharia que os EUA retaliassem com uma acção militar contra os campos de treino que a al Qaeda instalou nesse país.

Era, aliás, o que queriam alguns líderes do Congresso, o que alguns analistas militares recomendavam e foi também o que fizeram, em condições semelhantes, alguns dos predecessores do Presidente Obama.

Por exemplo, Reagan em 1986 (retaliação contra a Líbia por alegado envolvimento num atentado numa discoteca em Berlim), Clinton em 1993 (ataque com 23 mísseis contra o quartel-general dos serviços de intelligence iraquianos, na sequência de uma tentativa de assassinato do presidente Bush pai durante uma visita ao Kuwait), Clinton, de novo, em 1998 (13 mísseis contra uma fábrica de produtos farmacêuticos no Sudão e cerca de 60 mísseis contra campos de treino da al Qaeda no Afeganistão, na sequência dos atentados contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quénia), Bush, em 2002 (um ataque no Iémen, que matou o líder local da al Qaeda, com o emprego de veículos aéreos não tripulados , Predator , depois de identificadas ligações entre os alvos atingidos e o ataque anterior, em 2000, contra o USS Cole, que matou 17 marinheiros), etc.

Obama, pelo menos para já, não parece querer seguir a mesma linha de acção.

Faz sentido por isso, rever os factores de ponderação que este tipo de decisão obriga a ter em consideração.

Não obstante, a concordância geral de que uma ação militar é uma opção que não deve deixar de ser considerada, a análise dos resultados alcançados nos casos atrás referidos, não obstante um ou outro sucesso, não revelou a eficácia que seria de esperar, nem muito menos tem tido o efeito de dissuasão que levaria as organizações terroristas a desistir da continuação dos ataques.

Em alguns casos, o feito produzido foi exatamente o contrário; a intervenção ordenada por Reagan levou o coronel Gaddafi a incrementar o seu apoio ao terrorismo internacional (Pan Am Flight 103 sobre a Escócia, que matou 270 pessoas) e os ataques ordenados por Clinton também não conseguiram ter qualquer efeito dissuasor sobre a al Qaeda e especialmente Bin Laden que lhes sobreviveu e reforçou a campanha contra os EUA.

Em qualquer caso, como facilmente se compreende, o assunto não pode ser encarado apenas sob uma perspectiva militar.

Na realidade, insere-se no campo bem mais vasto das ameaças resultantes de áreas sem controlo governamental, que hoje é já considerada uma preocupação central da administração americana e um tópico a merecer crescente atenção da parte de todas as democracias em geral.

Depois da CIA ter identificado 50 zonas sem controlo que facilmente se poderiam tornar santuários de organizações terroristas, o Pentágono lançou um projecto específico para estas situações (Ungoverned Areas Project) com instruções para os diversos comandos desenvolverem capacidades de apoio a estados frágeis no controlo das suas fronteiras e territórios.

Obviamente, o problema é muito mais complexo do que esta brevíssima síntese pode dar a entender, principalmente porque a criação de santuários não se faz apenas a partir de áreas sem governo; precisa do apoio ou pelo da aquiescência dos líderes locais ou da população, preferentemente da sua afinidade para com a causa.

O caso do Iémen é precisamente um bom exemplo desta combinação de fatores, um estado que não consegue controlar o território e uma população com claras simpatias com os propósitos da al Qaeda.

Como tencionam os EUA responder a estas ameaças em territórios como o do Iémen, ou outros com condições semelhantes? Aparentemente, a linha de acção adoptada procura ter em conta as seguintes duas prioridades: “trabalhar” a solidariedade que os grupos terroristas usufruem nas sociedades em que estão inseridos (procurando desfazer os laços criados) e encorajar os governos a melhorar a assistência local, principalmente aonde têm apenas uma presença marginal ou mesmo nenhuma presença.

O objectivo é conseguir encorajar os moderados a combater os não moderados, sob a ideia de que tratando-se uma ameaça com uma natureza muçulmana, a única medida que poderá resultar é tornar os muçulmanos a primeira linha de defesa contra o terrorismo.

Há duas dificuldades principais na concretização desta estratégia: primeira, o tratar-se de um processo a longo prazo e as urgências da situação no terreno poderem exigir medidas imediatas que dificilmente se enquadrarão nas outras (que é o dilema em que Obama se encontra); segunda, o sucesso depende sobretudo da vontade e capacidade do governo local, frequentemente encurralado entre a necessidade de aceitar colaboração externa e o imperativo político interno de não mostrar nem dependência nem subserviência quanto a objectivos estabelecidos de fora.

Obama, para já, não tem outra possibilidade senão confiar nas promessas do Presidente Saleh em combater todos aqueles que não renunciem ao terrorismo, ajudando-o a concretizar a sua política.

No entanto, Obama nada pode dar por garantido da parte de um homem que se conserva no poder há 30 anos, graças à compra de lealdades e da manutenção de equilíbrios precários de poder, tribais e regionais, e cuja vontade de actuar se limita ao necessário para tirar o seu governo da zona de perigo em que inevitavelmente cairá se não corresponder às pressões externas.

Saleh mostra-se confiante nos programas de reabilitação de antigos terroristas e na manutenção de um diálogo com as estruturas locais da al Qaeda mas não consegue mostrar resultados práticos consistentes que consigam desfazer o cepticismo com que a administração americana avalia essa política e que já levou a suspender o repatriamento de alguns prisioneiros de Guantánamo (90 entre os 198 que ainda se encontram detidos são do Iémen e, entre eles, 40 poderiam ser libertados a curto prazo).

Vários dos que foram libertados anteriormente restabeleceram ligações com a al Qaeda e encontram-se de novo activos.

Mal grado a administração americana ter procurado deixar claro que não haverá envolvimento militar no Iémen (apenas ao nível de aconselhamento e treino de unidades anti-terrorismo, quando muito, acções encobertas das forças de operações especiais) há alterações a fazer no campo dos programas de cooperação e ajuda que precisam de ser claramente aumentados (neste momento, a ajuda é igual à dada à Sérvia).

É disso que depende o sucesso da estratégia que os EUA estão a tentar concretizar e à qual se tornará indispensável juntar os esforços da comunidade internacional.

É desse estímulo que depende também a vontade do governo do Iémen em usar activamente as suas forças de segurança no combate à célula local da al Qaeda, como foi feito na semana passada com um sucesso que não deve deixar de ser referido (algumas dezenas de baixas entre combatentes da al Qaeda numa ofensiva governamental que matou também Abdullah al-Mihzhar, um dos líderes locais).

Mas o espaço de manobra para intervenção é reduzido. Aliás, ainda se tornou mais estreito com a recente promulgação de um novo pronunciamento legal religioso (fatwa) que torna obrigatória a jihad em caso de intervenção militar externa ou de qualquer acordo de segurança ou de cooperação que viole a Sharia islâmica.

O Presidente Obama já se referia a este assunto durante a campanha presidencial: «impoverished, weak, and ungoverned states have become the most fertile breeding grounds for transnational threats” (in “Are ungoverned spaces a threat?”, Stewart M. Patrick).

Como se explicou em artigo neste mesmo site com data de oito de Janeiro, “Iémen, nova frente contra o terrorismo?”.

Michael Waltzer resume a situação no Iémen do seguinte modo: «It isn’t a war zone, but it also isn’t a zone of peace. In large sections of Yemen, the government’s writ doesn’t run; there are no police who could make the arrests (14 soldiers had already been killed in attempts to capture the Al Qaeda militants) and no courts in which prisoners could expect a fair trial.» (“Thinking Politically, Essays in Political Theory”).

A fatwa foi promulgada pelo sheique Abdul Majeed al-Zindani, uma respeitada figura política e religiosa do Iémen mas que os EUA consideram um terrorista global e mentor espiritual de Bin Laden.

O decreto religioso foi também subscrito por 150 religiosos e, muito provavelmente, acordado previamente com o Presidente Saleh. Um claro aviso aos EUA.




Fonte:jornaldefesa/por:Alexandre Reis Rodrigues

14/01/2010

Avião de treinamento explode no sul do Iêmen

Avião de treinamento explode no sul do Iêmen


Um avião de treinamento das forças aéreas do Iêmen explodiu hoje (13) perto da cidade de Áden, no sul do país, enquanto realizava manobras rotineiras, informaram fontes militares.

Trata-se de um Aero L-39 de fabricação tcheca, cujo piloto sobreviveu a queda.

As autoridades do país árabe atribuíram o acidente a um "problema técnico".

Nos últimos meses, vários caças da força aérea do país, o mais pobre da península arábica, sofreram acidentes fatais.

Em 8 de dezembro, outro caça, um Mig de fabricação russa, explodiu na província de Omran, no nordeste do país, onde o Exército está em confronto desde agosto passado com rebeldes xiitas, supostamente também por problemas técnicos.

Em 2 de outubro, o Exército iemenita informou que um caça, outro Mig-29, colidiu contra uma montanha.

O Iêmen usa caças para bombardear as posições dos rebeldes xiitas da província de Saada, no norte, ou para destruir supostos esconderijos da rede terrorista Al Qaeda, que têm neste país um de seus principais redutos.

Fonte: EFE via iG / Blog Notícias sobre Aviação / www.26sep.net