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30/09/2013

VOO 1907 - Acidente da Gol faz 7 anos e familiares temem prescrição de crimes


Acidente da Gol faz 7 anos e familiares temem prescrição de crimes



[foto:www.ebc.com.br]

 Os sete anos da morte de 154 pessoas no acidente com o voo 1907 da Gol - que em 29 de setembro de 2006 fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro, com escala em Brasília, mas caiu em Mato Grosso após uma colisão com um jato executivo Legacy - será lembrado neste domingo, em Brasília, em uma missa em memória e homenagem às vítimas, na igreja Rainha da Paz. 

29/06/2012

STJ analisa recurso contra absolvição de controladores do voo 1907 em MT


STJ analisa recurso contra absolvição de controladores do voo 1907 em MT 



Acidente entre o Boeing da Gol e o Jato Legacy matou 154 pessoas em MT. 

Juiz decidiu pela absolvição de três controladores e dos pilotos do jato. 

24/09/2011

Embraer ainda não definiu se fabricará E-jets na china


Embraer ainda não definiu se fabricará E-jets na china

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2011/06/Embraer_China.jpg


Cinco meses após anunciar um acordo para produzir jatos executivos da linha Legacy na China, a Embraer ainda estuda a viabilidade econômica da operação. Por causa da indefinição, a empresa ainda não começou a tramitar a solicitação de licença para fabricar esse tipo de aeronave no país.

“Temos muita confiança no mercado [chinês], sabemos que o produto é bastante adequado ao mercado”, afirmou o presidente da Embraer China, Guan Dongyuan. “[Mas] temos de saber se um avião fabricado na China é competitivo com o avião fabricado no Brasil.”

Acordo em xeque

Guan disse que não há previsão para a conclusão do estudo, que está sendo realizado com a sócia minoritária da fábrica na China, a estatal Avic. O representante da Embraer na China concedeu entrevista ontem, durante a feira de aviação de Pequim, que é realizada a cada dois anos.

A empresa brasileira não montou estande, ao contrário de concorrentes como a canadense Bombardier e a chinesa Comac. A incerteza coloca em xeque um dos principais acordos anunciados na visita da presidente Dilma Rousseff à China, em abril. Com a fábrica ociosa desde abril, a Embraer obteve autorização para fabricar jatos executivos após Pequim negar a produção do E-190 (cem lugares), maior sucesso comercial da empresa no país.

Localizada na fria Harbin (1.250 km ao norte de Pequim e perto da fronteira com a Rússia), a fábrica da Embraer tem cerca de 200 funcionários. Começou a operar há oito anos fabricando apenas ERJ-145 (50 passageiros), mas o modelo, obsoleto, ficou sem demanda.

Negócios

A Embraer atua em dois mercados distintos na China. Na aviação regional, é a principal fornecedora de aeronaves com até 120 assentos. Mas a empresa ainda luta por espaço entre os jatos executivos, em parte porque esse mercado é pouco desenvolvido, devido à legislação restritiva e à falta de infraestrutura nos aeroportos.

A Embraer já vendeu 137 aviões para a China, dos quais 95 foram entregues (os demais ficarão prontos nos próximos anos e devem ser fabricados no Brasil). Desses, apenas 4 são jatos executivos.

No mês passado, a Minsheng Financial Leasing, parceira chinesa da Embraer, disse à Folha ter fechado contratos para 10 jatos executivos, de um total de 20 unidades acordadas como opção de compra. Ontem, Guan disse não ter informações sobre a operação.

A Embraer estima que, em dez anos, a China comprará 470 jatos executivos, o equivalente a US$ 14 bilhões. Atualmente, cerca de 135 aviões dessa categoria voam no país, segundo a Embraer.

Fonte: Folha de São Paulo – Fabiano Maisonnave/via:Cavok/foto:Cavok

14/06/2011

ANAC multa pilotos do Legacy por falta de documento em acidente em 2006

ANAC multa pilotos do Legacy por falta de documento em acidente em 2006


Pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino estavam no jato Legacy (Foto: Reprodução/TV Globo)
Pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino estavam
no jato Legacy (Foto: Reprodução/TV Globo)

Decisão permite que Lepore e Paladino voem em espaço aéreo brasileiro.

Eles não são considerados culpados pela colisão com Boeing, diz agência.


A Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC) decidiu, nesta segunda-feira (13), multar, por falta de documentos, os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino e a empresa ExcelAir, dona do jato Legacy que se chocou com o avião da Gol em setembro de 2006, matando 154 pessoas. Cabe recurso.



De acordo com a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907, a Anac havia sinalizado para o advogado Dante D’Aquino, que representa a entidade, que a pena contra a tripulação do Legacy poderia incluir a restrição de pilotar em espaço aéreo brasileiro e um pedido para a Federal Aviation Administration (FAA), órgão norte-americano que regulamenta a aviação civil, para que o brevê de Paladino e de Lepore fosse cassado para uso no Brasil. Com a decisão, os dois pilotos podem voar em espaço aéreo brasileiro.

O valor da multa não foi divulgado pela Anac. A autuação não tem relação com os processos sobre o acidente que correm na Justiça Federal de Mato Grosso e na Justiça Militar.

A Anac informou que a punição não indica que a agência considere os pilotos inocentes ou culpados no acidente com o Boeing da Gol.

De acordo com a Anac, trata-se de uma punição administrativa pela falta do Reduced Vertical Separation Minimum (RVSM), um documento que comprova que a empresa está autorizada a voar em determinada altura.

Os advogados de defesa dos pilotos e da empresa aérea entraram com recurso após a decisão preliminar, de abril deste ano, em autuar os três. O recurso foi analisado pela Anac, que manteve a punição.

A direção da associação de familiares informou que frustrou as famílias, que esperavam pelo impedimento para os pilotos norte-americanos atuarem em espaço aéreo brasileiro.

"O reconhecimento das falhas por parte da Anac é de suma importância para nós, mas pedimos uma punição efetiva no sentido de cassação do brevê dos pilotos. Só uma multa não resolve e vai contra o que, até agora, a Anac estava sinalizando como punição mais firme contra os pilotos", disse Rosane Gutjahr, que perdeu o marido no acidente aéreo e é diretora da associação.

Sumiço de pertences


A Justiça Federal definiu a data da audiência do processo que apura o sumiço de pertences das vítimas do acidente do Gol. As testemunhas vão prestar depoimento em 23 de agosto, na 20ª Vara Federal.

Uma das testemunhas é Maurício Saraiva, que perdeu a mulher no acidente com o Boeing da Gol. Alguns dias após o acidente, antes mesmo de o corpo ser encontrado, ele recebeu uma ligação do celular da esposa. "Me chamaram de Pretinho, que era como ela me chamava. A pessoa, do outro lado da linha, disse que havia recebido o celular para consertar, lá no Rio de Janeiro", disse.



Fonte:G1.com-Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

19/05/2011

Pilotos do jato que derrubou o avião da Gol em 2006 são condenados

Pilotos do jato que derrubou o avião da Gol em 2006 são condenados

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A justiça brasileira condenou a quatro anos e quatro meses de prisão os pilotos americanos do jato Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol.

O acidente foi em 2006 e provocou a morte de 154 pessoas. Joseph Lepore e Jean Paul Paladino vão cumprir a pena em regime semiaberto, pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.


De acordo com a decisão, a pena pode ser convertida em prestação de serviços comunitários nos Estados Unidos, onde moram os pilotos.

O juiz federal de Sinop, Murilo Mendes, considerou que eles foram negligentes por não observar que dois equipamentos de segurança estavam desligados, e determinou que eles sejam proibidos de exercer a profissão.


Fonte:G1.com/foto:aeroflower09

31/03/2011

Piloto do Legacy nega que houve falha técnica em acidente da Gol

Piloto do Legacy nega que houve falha técnica em acidente da Gol

http://www.flyvba.com.br/livredecolagem/wp-content/uploads/2010/11/20060929-1-C-d-2-750.jpg

Jan Paul Paladino prestou depoimento pela primeira vez à Justiça brasileira.

Juiz federal ouve declarações dele por meio de videoconferência.

O piloto norte-americano Jan Paul Paladino, que está em Nova York, negou ter ocorrido alguma falha técnica durante o voo do jato Legacy no momento da colisão com o Boeing da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006 e que vitimou 154 pessoas.

A declaração foi feita durante a videoconferência realizada nesta quarta-feira (30).


Ele respondeu aos questionamentos do juiz federal Murilo Mendes, que está em Brasília.

Esta é a primeira vez que o piloto prestou esclarecimentos à Justiça brasileira e o procedimento já passa de cinco horas.

Durante o depoimento, o piloto entrou em contradição ao negar que tivesse dito que o transponder (equipamento anticolisão) estava desligado no momento do acidente aéreo.

A voz de Paladino aparece na gravação da cabine de pilotagem, que está presente na caixa-preta do jato Legacy.

Ele negou que tivesse ligado o equipamento apenas após o acidente e que já tivesse pilotado um jato Legacy.


Paladino e Joseph Lepore eram pilotos do jato Legacy, que colidiu com o avião da Gol.


Pilotos do Legacy ainda não foram ouvidos pela Justiça Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)
Pilotos do Legacy Joseph Lepore (esq.) e Jan Paul
Paladino (dir.) são acusados de atentado à
segurança de tráfego aéreo (Foto: Reprodução/
TV Globo)

Eles são acusados pelo crime de atentado à segurança do tráfego aéreo brasileiro, que tem pena prevista de 1 a 5 anos de prisão. Lepore deve ser ouvido, também por videoconferência, nesta quinta-feira (31).

O crime prescreve em junho deste ano, mas o juiz Murilo Mendes disse, nesta terça-feira (29), que pretende sentenciar o caso ainda em abril.

Ferramenta inédita


O depoimento dos pilotos do Legacy está sendo feito na sede do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça.

O departamento foi o órgão do governo brasileiro responsável por fazer a negociação entre a Justiça brasileira e a Justiça norte-americana para que a videoconferência fosse realizada.

É a primeira vez que o governo brasileiro realiza uma cooperação jurídica internacional tendo como finalidade a tomada de um depoimento por videoconferência.

Sensação de impunidade


"Os familiares estão muito emocionados com o dia de hoje. É uma sensação de reta final depois de tanto tempo sem Justiça. Não tem mais o que recorrer, não tem mais testemunhas para serem ouvidas, não tem mais laudos a serem feitos, o que o Cenipa tinha de fazer já fez, enfim, esse é o ponto final dessa história", disse Angelita Rosicler de Marchi, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907.

Segundo a associação, as primeiras perguntas feitas ao piloto norte-americano trataram da formação dele, como cursos realizados e especializações feitas enquanto profissional de aviação.

Ele teria dito que nunca tinha pilotado o jato Legacy antes do acidente.

"A sensação de impunidade vai acabar. Todos os erros cometidos por ele tornaram o acidente possível. Fatalidade é um raio atingir um avião, o que não é o caso", disse Angelita.

Familiares de vítimas, que acompanhavam a videoconferência, em Brasília, tiveram de sair da sala em virtude de manifestações emocionais. Eles acompanharam o restante da audiência em uma sala com projeção das imagens da videoconferência.

Em alguns momentos, o piloto Paladino disse que não estava entendendo a tradução das questões feitas pelo juiz brasileiro.

Muitos familiares de vítimas decidiram ficar em suas casas e desistiram de acompanhar a videoconferência, em Brasília, ou de participar de outras manifestações em Long Island (Nova York), Porto Alegre, São Paulo e Manaus.

Andamento do processo

Em janeiro, a Justiça Federal em Brasília ouviu depoimentos de três testemunhas, entre elas o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na época do acidente.

Nesta terça-feira (29), o juiz federal ouviu o depoimento dos controladores de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivaldo Tibúrcio de Alencar, em audiência realizada no auditório do Tribunal Regional Federal (TRF). “Este é o último ato antes da sentença e isso não vai passar o mês de abril."

Santos e Alencar trabalhavam na torre de controle de voo do Cindacta de Brasília, quando ocorreu o acidente aéreo. No processo, os dois respondem pelos crimes de omissão e negligência.

Fonte:G1

26/10/2010

Justiça Militar condena controlador de voo pelo acidente da Gol

Justiça Militar condena controlador de voo pelo acidente da Gol

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Acidente entre avião da Gol e jato particular matou 154 pessoas em 2006.

Sargento foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção por homicídio culposo




A Justiça Militar condenou nesta terça-feira (26) a um ano e dois meses de detenção, por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), o sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos, controlador de voo que trabalhou no controle de tráfego aéreo no dia do acidente no voo 1907 da Gol, que deixou 154 mortos há quatro anos.

Cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM).

O acidente ocorreu no dia 29 de setembro de 2006, quando o avião da Gol se chocou no ar com um jato Legacy. O sargento foi condenado por 4 votos a 1.

Outros quatro controladores – João Batista da Silva, Felipe Saltos dos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros – foram absolvidos.

Eles haviam sido denunciados pelo Ministério Público Militar (MPM) por negligência e por deixar de observar as normas militares de segurança.

O sargento Santos foi acusado por não informar sobre o desligamento do sinal anticolisão do Legacy e por não informar o oficial que o subsitutiu no controle aéreo sobre a mudança de altitude do jato.

O transponder é um sistema anticolisão que "avisa" os pilotos sobre a proximidade de outra aeronave, para evitar choques em pleno ar.

A condenação é inaceitável. Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros.

Foi uma falha da seção de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer".

Roberto Sobral, advogado do sargentoJomarcelo Fernandes dos Santos, condenado pelo acidente da Gol

O advogado do sargento, Roberto Sobral, afirmou que vai recorrer ao plenário do STM e ao Supremo Tribunal Federal (STF), se for necessário. Para Sobral, Santos não teria condições de atuar no controle por não falar inglês, considerando que dois pilotos norte-americanos conduziam o jato Legacy.

Ele acusou a Justiça Militar de impedir a defesa de produzir provas que inocentariam os controladores.

“A condenação é inaceitável. Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros. Foi uma falha da seção de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer”, afirmou Sobral. Segundo o advogado, o sargento deve cumprir a pena em liberdade.

Absolvição

A juíza Vera Lúcia da Silva Conceição foi a única a votar pela absolvição de todos os controladores acusados de envolvimento no acidente. Para ela, mesmo que os acusados tenham cometido erros, o acidente teria sido evitado se o transponder do jato Legacy estivesse ligado no momento da colisão com a aeronave da Gol.

“Por mais que os acusados tivessem errado, o acidente não teria ocorrido se o transponder do Legacy estivesse ligado. Por mais que haja condenação, a gente não pode ter esse sentimento de que esse processo vai fazer uma justiça em relação às mortes das 154 pessoas. Os acusados ainda vão levar esse fardo. Isso é inevitável. Não vai haver solução processual que vai dar tranquilidade aos acusados”, disse a juíza.

Mesmo sendo autora da denúncia contra os controladores, a promotora responsável pelo caso, Ione de Souza Cruz, pediu a absolvição dos cinco controladores e afirmou que não há provas de que eles tenham falhado. Segundo ela, uma soma de fatores seria responsável pela queda da aeronave.

“Não há como atribuir a esses homens a responsabilidade penal pelo fato. O importante é saber se podemos dizer com certeza se essas pessoas agiram de forma negligente ou tolerante. Com certeza essas pessoas não foram para lá aquele dia dizendo: eu vou derrubar um avião”, disse.

“Um acidente ali naquela altitude é impensável, não passava pela cabeça deles. Eles internamente carregam uma espécie de culpa. Internamente eles se perguntam: se eu tivesse feito isso ou aquilo essas pessoas talvez não tivessem morrido”, continuou a representante do MP.

Acidente

No dia 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol que fazia o vôo 1907, de Manaus para Brasília, chocou-se com um jato Legacy que seguia de São José dos Campos (SP) rumo aos Estados Unidos (veja vídeo acima, de quando o acidente estava para completar quatro anos).

O Boeing caiu em uma região de floresta no norte de Mato Grosso.

O acidente deixou 154 mortos – todos passageiros e tripulantes da aeronave.

O Legacy conseguiu pousar em uma base aérea no sul do Pará. Os sete ocupantes do jato sobreviveram. O acidente, que completou 4 anos em setembro, foi o segundo desastre aéreo com mais vítimas ocorrido em solo brasileiro.

A denúncia do MPM afirma que teria havido negligência dos controladores de tráfego aéreo a respeito do plano de voo traçado para o Legacy, principalmente no que se refere à faixa de altitude em que ele deveria permanecer.

fonte:G1.com