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30/09/2013
VOO 1907 - Acidente da Gol faz 7 anos e familiares temem prescrição de crimes
29/06/2012
STJ analisa recurso contra absolvição de controladores do voo 1907 em MT
24/09/2011
Embraer ainda não definiu se fabricará E-jets na china
Embraer ainda não definiu se fabricará E-jets na china
Cinco meses após anunciar um acordo para produzir jatos executivos da linha Legacy na China, a Embraer ainda estuda a viabilidade econômica da operação. Por causa da indefinição, a empresa ainda não começou a tramitar a solicitação de licença para fabricar esse tipo de aeronave no país.
“Temos muita confiança no mercado [chinês], sabemos que o produto é bastante adequado ao mercado”, afirmou o presidente da Embraer China, Guan Dongyuan. “[Mas] temos de saber se um avião fabricado na China é competitivo com o avião fabricado no Brasil.”
Acordo em xeque
Guan disse que não há previsão para a conclusão do estudo, que está sendo realizado com a sócia minoritária da fábrica na China, a estatal Avic. O representante da Embraer na China concedeu entrevista ontem, durante a feira de aviação de Pequim, que é realizada a cada dois anos.
A empresa brasileira não montou estande, ao contrário de concorrentes como a canadense Bombardier e a chinesa Comac. A incerteza coloca em xeque um dos principais acordos anunciados na visita da presidente Dilma Rousseff à China, em abril. Com a fábrica ociosa desde abril, a Embraer obteve autorização para fabricar jatos executivos após Pequim negar a produção do E-190 (cem lugares), maior sucesso comercial da empresa no país.
Localizada na fria Harbin (1.250 km ao norte de Pequim e perto da fronteira com a Rússia), a fábrica da Embraer tem cerca de 200 funcionários. Começou a operar há oito anos fabricando apenas ERJ-145 (50 passageiros), mas o modelo, obsoleto, ficou sem demanda.
Negócios
A Embraer atua em dois mercados distintos na China. Na aviação regional, é a principal fornecedora de aeronaves com até 120 assentos. Mas a empresa ainda luta por espaço entre os jatos executivos, em parte porque esse mercado é pouco desenvolvido, devido à legislação restritiva e à falta de infraestrutura nos aeroportos.
A Embraer já vendeu 137 aviões para a China, dos quais 95 foram entregues (os demais ficarão prontos nos próximos anos e devem ser fabricados no Brasil). Desses, apenas 4 são jatos executivos.
No mês passado, a Minsheng Financial Leasing, parceira chinesa da Embraer, disse à Folha ter fechado contratos para 10 jatos executivos, de um total de 20 unidades acordadas como opção de compra. Ontem, Guan disse não ter informações sobre a operação.
A Embraer estima que, em dez anos, a China comprará 470 jatos executivos, o equivalente a US$ 14 bilhões. Atualmente, cerca de 135 aviões dessa categoria voam no país, segundo a Embraer.
Fonte: Folha de São Paulo – Fabiano Maisonnave/via:Cavok/foto:Cavok
14/06/2011
ANAC multa pilotos do Legacy por falta de documento em acidente em 2006
Decisão permite que Lepore e Paladino voem em espaço aéreo brasileiro.
A Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC) decidiu, nesta segunda-feira (13), multar, por falta de documentos, os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino e a empresa ExcelAir, dona do jato Legacy que se chocou com o avião da Gol em setembro de 2006, matando 154 pessoas. Cabe recurso.
De acordo com a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907, a Anac havia sinalizado para o advogado Dante D’Aquino, que representa a entidade, que a pena contra a tripulação do Legacy poderia incluir a restrição de pilotar em espaço aéreo brasileiro e um pedido para a Federal Aviation Administration (FAA), órgão norte-americano que regulamenta a aviação civil, para que o brevê de Paladino e de Lepore fosse cassado para uso no Brasil. Com a decisão, os dois pilotos podem voar em espaço aéreo brasileiro.
O valor da multa não foi divulgado pela Anac. A autuação não tem relação com os processos sobre o acidente que correm na Justiça Federal de Mato Grosso e na Justiça Militar.
A Anac informou que a punição não indica que a agência considere os pilotos inocentes ou culpados no acidente com o Boeing da Gol.
De acordo com a Anac, trata-se de uma punição administrativa pela falta do Reduced Vertical Separation Minimum (RVSM), um documento que comprova que a empresa está autorizada a voar em determinada altura.
Os advogados de defesa dos pilotos e da empresa aérea entraram com recurso após a decisão preliminar, de abril deste ano, em autuar os três. O recurso foi analisado pela Anac, que manteve a punição.
A direção da associação de familiares informou que frustrou as famílias, que esperavam pelo impedimento para os pilotos norte-americanos atuarem em espaço aéreo brasileiro.
"O reconhecimento das falhas por parte da Anac é de suma importância para nós, mas pedimos uma punição efetiva no sentido de cassação do brevê dos pilotos. Só uma multa não resolve e vai contra o que, até agora, a Anac estava sinalizando como punição mais firme contra os pilotos", disse Rosane Gutjahr, que perdeu o marido no acidente aéreo e é diretora da associação.
Sumiço de pertences
A Justiça Federal definiu a data da audiência do processo que apura o sumiço de pertences das vítimas do acidente do Gol. As testemunhas vão prestar depoimento em 23 de agosto, na 20ª Vara Federal.
Fonte:G1.com-Glauco Araújo Do G1, em São Paulo
19/05/2011
Pilotos do jato que derrubou o avião da Gol em 2006 são condenados
A justiça brasileira condenou a quatro anos e quatro meses de prisão os pilotos americanos do jato Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol.
O acidente foi em 2006 e provocou a morte de 154 pessoas. Joseph Lepore e Jean Paul Paladino vão cumprir a pena em regime semiaberto, pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.
De acordo com a decisão, a pena pode ser convertida em prestação de serviços comunitários nos Estados Unidos, onde moram os pilotos.
O juiz federal de Sinop, Murilo Mendes, considerou que eles foram negligentes por não observar que dois equipamentos de segurança estavam desligados, e determinou que eles sejam proibidos de exercer a profissão.
Fonte:G1.com/foto:aeroflower09
31/03/2011
Piloto do Legacy nega que houve falha técnica em acidente da Gol
O piloto norte-americano Jan Paul Paladino, que está em Nova York, negou ter ocorrido alguma falha técnica durante o voo do jato Legacy no momento da colisão com o Boeing da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006 e que vitimou 154 pessoas.
A declaração foi feita durante a videoconferência realizada nesta quarta-feira (30).
Ele respondeu aos questionamentos do juiz federal Murilo Mendes, que está em Brasília.
Esta é a primeira vez que o piloto prestou esclarecimentos à Justiça brasileira e o procedimento já passa de cinco horas.
Durante o depoimento, o piloto entrou em contradição ao negar que tivesse dito que o transponder (equipamento anticolisão) estava desligado no momento do acidente aéreo.
A voz de Paladino aparece na gravação da cabine de pilotagem, que está presente na caixa-preta do jato Legacy.
Ele negou que tivesse ligado o equipamento apenas após o acidente e que já tivesse pilotado um jato Legacy.
Paladino e Joseph Lepore eram pilotos do jato Legacy, que colidiu com o avião da Gol.
Eles são acusados pelo crime de atentado à segurança do tráfego aéreo brasileiro, que tem pena prevista de 1 a 5 anos de prisão. Lepore deve ser ouvido, também por videoconferência, nesta quinta-feira (31).
O crime prescreve em junho deste ano, mas o juiz Murilo Mendes disse, nesta terça-feira (29), que pretende sentenciar o caso ainda em abril.
Ferramenta inédita
O depoimento dos pilotos do Legacy está sendo feito na sede do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça.
O departamento foi o órgão do governo brasileiro responsável por fazer a negociação entre a Justiça brasileira e a Justiça norte-americana para que a videoconferência fosse realizada.
É a primeira vez que o governo brasileiro realiza uma cooperação jurídica internacional tendo como finalidade a tomada de um depoimento por videoconferência.
Sensação de impunidade
"Os familiares estão muito emocionados com o dia de hoje. É uma sensação de reta final depois de tanto tempo sem Justiça. Não tem mais o que recorrer, não tem mais testemunhas para serem ouvidas, não tem mais laudos a serem feitos, o que o Cenipa tinha de fazer já fez, enfim, esse é o ponto final dessa história", disse Angelita Rosicler de Marchi, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo 1907.
Segundo a associação, as primeiras perguntas feitas ao piloto norte-americano trataram da formação dele, como cursos realizados e especializações feitas enquanto profissional de aviação.
Ele teria dito que nunca tinha pilotado o jato Legacy antes do acidente.
"A sensação de impunidade vai acabar. Todos os erros cometidos por ele tornaram o acidente possível. Fatalidade é um raio atingir um avião, o que não é o caso", disse Angelita.
Familiares de vítimas, que acompanhavam a videoconferência, em Brasília, tiveram de sair da sala em virtude de manifestações emocionais. Eles acompanharam o restante da audiência em uma sala com projeção das imagens da videoconferência.
Em alguns momentos, o piloto Paladino disse que não estava entendendo a tradução das questões feitas pelo juiz brasileiro.
Muitos familiares de vítimas decidiram ficar em suas casas e desistiram de acompanhar a videoconferência, em Brasília, ou de participar de outras manifestações em Long Island (Nova York), Porto Alegre, São Paulo e Manaus.
Andamento do processo
Nesta terça-feira (29), o juiz federal ouviu o depoimento dos controladores de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivaldo Tibúrcio de Alencar, em audiência realizada no auditório do Tribunal Regional Federal (TRF). “Este é o último ato antes da sentença e isso não vai passar o mês de abril."
Fonte:G1
26/10/2010
Justiça Militar condena controlador de voo pelo acidente da Gol
Justiça Militar condena controlador de voo pelo acidente da Gol
Sargento foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção por homicídio culposo
Cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM).
Outros quatro controladores – João Batista da Silva, Felipe Saltos dos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros – foram absolvidos.
Eles haviam sido denunciados pelo Ministério Público Militar (MPM) por negligência e por deixar de observar as normas militares de segurança.
O sargento Santos foi acusado por não informar sobre o desligamento do sinal anticolisão do Legacy e por não informar o oficial que o subsitutiu no controle aéreo sobre a mudança de altitude do jato.
O transponder é um sistema anticolisão que "avisa" os pilotos sobre a proximidade de outra aeronave, para evitar choques em pleno ar.
Foi uma falha da seção de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer".
O advogado do sargento, Roberto Sobral, afirmou que vai recorrer ao plenário do STM e ao Supremo Tribunal Federal (STF), se for necessário. Para Sobral, Santos não teria condições de atuar no controle por não falar inglês, considerando que dois pilotos norte-americanos conduziam o jato Legacy.
Ele acusou a Justiça Militar de impedir a defesa de produzir provas que inocentariam os controladores.
“A condenação é inaceitável. Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros. Foi uma falha da seção de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer”, afirmou Sobral. Segundo o advogado, o sargento deve cumprir a pena em liberdade.
Absolvição
A juíza Vera Lúcia da Silva Conceição foi a única a votar pela absolvição de todos os controladores acusados de envolvimento no acidente. Para ela, mesmo que os acusados tenham cometido erros, o acidente teria sido evitado se o transponder do jato Legacy estivesse ligado no momento da colisão com a aeronave da Gol.
“Por mais que os acusados tivessem errado, o acidente não teria ocorrido se o transponder do Legacy estivesse ligado. Por mais que haja condenação, a gente não pode ter esse sentimento de que esse processo vai fazer uma justiça em relação às mortes das 154 pessoas. Os acusados ainda vão levar esse fardo. Isso é inevitável. Não vai haver solução processual que vai dar tranquilidade aos acusados”, disse a juíza.
Mesmo sendo autora da denúncia contra os controladores, a promotora responsável pelo caso, Ione de Souza Cruz, pediu a absolvição dos cinco controladores e afirmou que não há provas de que eles tenham falhado. Segundo ela, uma soma de fatores seria responsável pela queda da aeronave.
“Não há como atribuir a esses homens a responsabilidade penal pelo fato. O importante é saber se podemos dizer com certeza se essas pessoas agiram de forma negligente ou tolerante. Com certeza essas pessoas não foram para lá aquele dia dizendo: eu vou derrubar um avião”, disse.
“Um acidente ali naquela altitude é impensável, não passava pela cabeça deles. Eles internamente carregam uma espécie de culpa. Internamente eles se perguntam: se eu tivesse feito isso ou aquilo essas pessoas talvez não tivessem morrido”, continuou a representante do MP.
No dia 29 de setembro de 2006, um Boeing da Gol que fazia o vôo 1907, de Manaus para Brasília, chocou-se com um jato Legacy que seguia de São José dos Campos (SP) rumo aos Estados Unidos (veja vídeo acima, de quando o acidente estava para completar quatro anos).
O Boeing caiu em uma região de floresta no norte de Mato Grosso.
O acidente deixou 154 mortos – todos passageiros e tripulantes da aeronave.
O Legacy conseguiu pousar em uma base aérea no sul do Pará. Os sete ocupantes do jato sobreviveram. O acidente, que completou 4 anos em setembro, foi o segundo desastre aéreo com mais vítimas ocorrido em solo brasileiro.
A denúncia do MPM afirma que teria havido negligência dos controladores de tráfego aéreo a respeito do plano de voo traçado para o Legacy, principalmente no que se refere à faixa de altitude em que ele deveria permanecer.
fonte:G1.com

