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25/08/2012

Ministra paraguaia alerta para possível guerra sul-americana


Ministra paraguaia alerta para possível guerra sul-americana 


“Temos de nos preparar para a guerra para viver em paz”, disse a ministra da Defesa do Paraguai sobre a nova situação geopolítica do país na América do Sul. 

07/08/2012

Brasil faz megaoperação militar nas fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai


Brasil faz megaoperação militar nas fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai 


 O governo brasileiro enviou uma força com cerca de 9 mil militares - equipados com helicópteros de combate, navios-patrulha, aviões de caça e blindados - para as fronteiras do país com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai.

09/02/2011

Aeronave não tripulada deve começar a vigiar fronteira com Paraguai

Aeronave não tripulada deve começar até março a vigiar fronteira com Paraguai

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Aviões não tripulados da Força Aérea Brasileira (FAB) vão começar até março a fazer a vigilância na fronteira entre Brasil e Paraguai, segundo informou o Ministério da Justiça.

Os veículos aéreos não tripulados, conhecidos como Vants, já operam na região Norte do país com o objetivo de coibir o tráfico de drogas e armas na região.

O equipamento será usado com a mesma finalidade na fronteira entre Brasil e Paraguai.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve no Paraná na última sexta-feira (4) e anunciou o início dos vôos não tripulados.

Segundo ele, a iniciativa faz parte da estratégia de segurança que será implementada pelo governo, com foco na inteligência e na integração das forças de segurança.

"A única forma de termos uma revolução da segurança pública do país será agindo de forma mais integrada, com a ação conjunta da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das Forças Armadas, das polícias estaduais, entre outros órgãos", afirmou Cardozo.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), propôs a Cardozo a criação de um gabinete de gestão integrada. "O governo federal tem como prioridade o enfrentamento da violência, o combate ao crime organizado e, portanto, é necessário que estejamos juntos", disse o ministro.

Fonte: Portal G1-via:Geopolítica

15/07/2010

Com aviões Embraer, aérea paraguaia começa a operar em 2011

Com aviões Embraer, aérea paraguaia começa a operar em 2011

A companhia aérea Air Guaraní, de capital paraguaio e brasileiro, começará a operar a partir de 2011 com voos regulares no Paraguai e projeção de conexões intercontinentais.

O anúncio foi feito pelo chefe da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), Ceferino Farías, que disse que a empresa terá investimento inicial de US$ 380 milhões.

Ele se reuniu nesta quinta-feira com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

As aeronaves da nova companhia aérea serão fabricadas pela Embraer.

Em uma primeira etapa, dois aviões realizarão voos regulares em território paraguaio e, posteriormente, outros oito farão conexões intercontinentais e com países vizinhos.

Fonte:Invertia

30/06/2010

Incidente entre vice-presidente paraguaio e comandante da Varig

Incidente entre vice-presidente paraguaio e comandante da Varig

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O vice-presidente do Paraguai Federico Franco (foto) teria se envolvido num incidente na manhã da última sexta-feira (25) com o comandante de um avião da Varig em razão da não aterrissagem no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, a capital paraguaia, por causa da neblina.

A aeronave, o Boeing 767-300, prefixo PR-VAB, realizava um voo charter da África do Sul - com escala em São Paulo - para Assunção.

Às 05:00 (hora local) na aproximação ao Aeroporto Silvio Pettirossi, uma névoa espessa se estendia por todo a área, impossibilitando a aterrissagem.

O comandante informou aos passageiros as orientações recebidas da torre de controle de que teria que procurar um terminal alternativo.

Foi nesse momento, segundo declarações de um dos passageiros, que o vice-presidente se levantou e foi para em direção a cabine exigindo da tripulação falar com o comandante do voo.

Franco exigiu que o comandante aterrissasse a aeronave e chegou a chamá-lo de inútil, o que foi ouvido pelo passageiro que falou com o jornal ABC Digital.

O comandante disse que não iria desobedecer as instruções do pessoal da torre de controle e que não poria em perigo a vida de todos os passageiros.

O voo foi então desviado para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).

Finalmente, mais tarde, o avião retomou o voo e pousou às 11h00 na Base Aérea de Luque com o vice-presidente e os demais passageiros.

O pessoal do controle de voo paraguaio confirmou que o nevoeiro impediu a aterrissagem e decolagem de alguns voos no início da manhã de sexta-feira e, que a normalização das operações, ocorreu no meio da manhã.

Nem Franco, nem Gol

Insistimos em diversas ocasiões para falar com a companhia aérea, mas ela não respondeu aos telefonemas.

O vice-presidente Franco não foi encontrado para dar sua versão.

Fontes:Direto da Pista / ABC Digital/Fórum Contato Radar via Blog Notícias sobre Aviação

12/06/2010

Paraguai e Rússia exploram formas de cooperação em defesa e segurança

Paraguai e Rússia exploram formas de cooperação em defesa e segurança


O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, disse que a Rússia está disposta a cooperar com o seu país na área de segurança e defesa. “As autoridades da Federação da Rússia tem sido muito abertas em cooperar em diversas áreas com o Paraguai. Uma delas, é uma área que sempre foi um líder a Rússia, é a indústria de defesa e segurança”, disse ele após uma reunião de ministros.

Lacognata disse que o governo paraguaio foi informado da oferta de cooperar nesta área realizada na semana passada pelas autoridades russas durante a primeira visita oficial a Moscou na história de uma delegação paraguaia.

“Fizemos conhecedor desta proposta o nosso governo”, sustentou Lacognata, após seu encontro com o presidente paraguaio Fernando Lugo e ministros no Palácio do Governo.

Ele acrescentou que atualmente está avaliando a possibilidade de que o ministro do Interior, do país Guarani, Rafael Filizzola, viaje à Rússia para negociações com os seus homólogos da Rússia sobre “segurança e compra de equipamentos.”

O Ministro das Relações Exteriores paraguaio também indicou que enviou esta informação para o ministro da Defesa, Luis Bareiro Spaini, que deverá decidir se é conviniente ou não aceitar esta oferta.

Durante esse encontro em Moscou entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia e Paraguai, ambos os países concordaram em desenvolver uma cooperação eficiente e reforçar os laços económicos no domínio da luta contra o crime organizado.

“Decidimos dar um novo impulso aos contactos directos entre os círculos de negócios da Rússia e Paraguai, para descobrir as possibilidades de exportação e as oportunidades de investimento que existe na República do Paraguai”, disse o ministro do Exterior russo Sergei Lavrov, por ocasião da visita.

Nessa ocasião, a delegação do Paraguai informou que o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que se realizará entre 17 junho e 19, vai oferecer uma excelente oportunidade para expandir os vínculos entre as comunidades empresariais dos dois países.

O chefe da diplomacia russa disse que as duas nações concordaram em reforçar o quadro legal das relações bilaterais, incluindo “a próxima negociação de vários outros projetos de assistência jurídica, cooperação aduaneira e de luta contra o tráfico de drogas”.

Como resultado da visita, os dois ministros assinaram uma declaração conjunta, ao assinar uma série de acordos de cooperação bilateral em vários ambitos, incluindo a Defesa e Segurança.

Fonte:Plano Brasil-Infodefensa

03/05/2010

Brasil Reforça Segurança nas Fronteiras

Brasil Reforça Segurança nas Fronteiras


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Foto: Força de segurança Nacional no Paraná


Pará será o primeiro de 11 estados a ter batalhão especializado.

Policiais terão binóculos com câmera, aviões anfíbios e helicópteros.

O policiamento de nove dos 11 estados do país que têm fronteira seca vai receber reforço a partir de 15 de junho deste ano.

A cidade de Breves (PA) será a primeira a receber um batalhão com policiais civis e militares treinados para atuar no combate ao crime na região fronteiriça.

O efetivo vai contar com equipamentos de última geração como binóculos com câmera, aviões anfíbios, helicópteros tripulados e não-tripulados e lanchas que conseguem navegar em lâminas de 20 centímetros de água. O país tem 16,8 mil quilômetros de fronteira seca.

Alinhar ao centro

Policial terá equipamento de última geração (Foto: Divulgação/Governo do Pará)

O objetivo é combater crimes típicos da região como o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, roubo de cargas e veículos, tráfico de pessoas, exploração sexual e crimes ambientais.

Segundo o Ministério da Justiça, até sexta-feira (30), os governos do Paraná e do Rio Grande do Sul ainda não haviam assinado o convênio.

Participarão do programa policiais do Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Os policiais civis e militares serão formados pelo Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP). “A primeira turma de agentes entrou na sala de aula no fim de abril e estará pronta até 15 de junho deste ano.

A primeira base móvel do Pefron será instalada no Estreito de Breves, que tem cerca de 80 metros de profundidade e é um local estratégico no combate ao crime na região”, disse Geraldo Araújo, secretário de Segurança Pública do Pará.

Cada base terá cerca de 46 agentes e receberá equipamentos de acordo com a geografia da região. “No Pará, o nosso objetivo será combater o narcotráfico, a entrada de armamento ilegal vindo do Suriname, o tráfico de drogas da Colômbia e assaltos a embarcações de carga e de passageiros nos rios paraenses”, afirmou Araújo.

http://www.pilotopolicial.com.br/site/wp-content/uploads/2009/10/SENASPMT.jpg

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) espera reduzir o número de registro de pessoas desaparecidas no país. Segundo dados do órgão, cerca de 33 mil casos são registrados anualmente no Brasil e as vítimas seriam transportadas pelas fronteiras secas até os países vizinhos.

Araújo disse ao G1 que foram presos 2,7 mil traficantes no estado apenas em 2009. “Investimos R$ 17 milhões em equipamentos de inteligência policial.

A próxima etapa será a aquisição de 12 helicópteros não-tripulados, capazes de voar a três quilômetros de altura e fazer imagens precisas das áreas sobrevoadas.” Para operar os helicópteros serão necessárias dez pessoas.

Atualmente, o policiamento de fronteira cabe aos estados e às Forças Armadas.

O Ministério da Justiça cita o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) como exemplo de eficiência na atuação repressiva na região fronteiriça. O Pefron tem o objetivo de intensificar esse trabalho.

Lanchas serão usadas para proteger fronteira (Foto: Divulgação/Governo do Pará)

A primeira etapa do Pefron no Pará será a formação dos policiais selecionados e a aquisição de embarcações, carros com tração 4×4, binóculos com câmera digital, microcâmeras sem fio, microfones, geradores e equipamentos de visão noturna.

O projeto atingirá 571 municípios brasileiros que estão localizados nas fronteiras da Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

O cronograma do Pefron prevê a construção de 11 bases móveis nos primeiros 12 meses e a incorporação de 1.100 policiais na corporação.

Simulação computadorizada de base móvel que vai abrigar 46 agentes (Foto: Divulgação /Governo do Pará)


FOnte:Plano Brasil


PF e Marinha paraguaia trocam tiros na fronteira

PF e Marinha paraguaia trocam tiros na fronteira


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Na divisa entre as cidades de Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, o rio Paraná é cenário de recorrentes trocas de tiros há pelo menos dois meses.

Postados em margens opostas do rio e equipados com arsenal pesado, militares da Marinha paraguaia e agentes da Polícia Federal brasileira disparam uns contra os outros desde março.

Os choques são consequência de ações do crime organizado, praticado por paraguaios e brasileiros e que se alastra pela fronteira.

Não há indício de conflito institucional formal entre os países, parceiros estratégicos, mas a situação pode provocar, segundo especialistas, uma crise diplomática.

Sob condição de anonimato, dois delegados do alto escalão da PF no Paraná e em Brasília, e um delegado da Polícia Civil, confirmam que quadrilhas de traficantes e contrabandistas pagam propina a um grupo de militares da Marinha paraguaia para que façam vistas grossas às suas atividades ilícitas e atuem também como braço armado, dando proteção e combatendo a polícia brasileira.

Segundo um delegado da PF, desde o início de março, foram mais de 20 confrontos. Ele cita ocasiões em que houve mais de três num mesmo dia.

Os paraguaios disparam quando a PF tenta apreender um barco e os agentes federais respondem ao fogo.

As escaramuças ocorrem em um momento crítico para o Paraguai, que há pouco mais de uma semana suspendeu garantias constitucionais em cinco regiões sob o pretexto de caçar guerrilheiros de esquerda.

Na semana passada, o senador paraguaio Robert Acevedo foi baleado em um ataque que deixou mortos em Pedro Juan Caballero.

A polícia local investiga a participação da guerrilha e da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital.

Fonte:Plano Brasil: FSP via CCOMSEX/Por:LUIS KAWAGUTI-ENVIADO ESPECIAL A FOZ DO IGUAÇU

A nova fronteira da estupidez

A nova fronteira da estupidez


http://veja.abril.com.br/101208/imagens/imigracao5.jpg


Às voltas com tráfico de drogas e um grupo extremista de esquerda, os paraguaios pedem ajuda ao Brasil para pacificar o país

É difícil perceber onde termina Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, no Brasil, e onde começa Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Praças mal sinalizadas e carros se cruzando a toda hora pela avenida que liga as duas cidades fazem parecer um só lugar, um só país. Essa impressão nunca foi tão forte como na semana passada.

Um atentado contra o senador paraguaio Robert Acevedo pôs brasileiros e paraguaios igualmente à mercê da violência do narcotráfico.

Há fortes indícios da participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo, na emboscada que resultou na morte de dois assessores do senador, que ficou ferido. Não é apenas um caso de polícia: o futuro da região dependerá do que os dois países fizerem juntos para combater o problema.

Diante do agravamento da insegurança dos dois lados da fronteira, ficou em segundo plano o debate sobre revisão tarifária da usina energética binacional de Itaipu, motivo original do encontro presidencial previsto para esta segunda-feira na fronteira.

O paraguaio Fernando Lugo vai pedir a Lula mais atenção ao vizinho e ajuda no combate à criminalidade. O Paraguai dispõe de pouquíssimo dinheiro para isso.

Um discreto aceno positivo de Lula daria a Lugo força para amenizar o momento político de grande instabilidade.

Boa parte da turbulência se deve a um grupo extremista de esquerda denominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), acusado de sequestrar e matar quatro pessoas no interior do país, há duas semanas. Não há ainda provas contundentes de que os guerrilheiros do EPP estejam por trás do atentado contra Acevedo.

Autoridades dos dois países, porém, vinculam o grupo a sequestros de várias figuras públicas do Paraguai desde o início dos anos 2000, alguns deles em associação com membros do PCC.

Embora pequeno estimado em não mais de 100 integrantes e ainda restrito a áreas rurais do país, o EPP pôs o governo de Lugo em xeque.

Como resposta às críticas, Lugo conseguiu aprovar no Congresso a decretação de estado de exceção em cinco departamentos: Concepción, Amambay, San Pedro, Presidente Hayes e Alto Paraguay (leia o quadro na próx. página).

Os três primeiros são considerados os de maior presença do EPP. O governo justificou a medida como forma de permitir às Forças Armadas buscar e prender os responsáveis pelos assassinatos nas áreas mais conturbadas do Paraguai sem a necessidade de mandados judiciais.

Especialistas dizem que o gesto de Lugo foi compreensível em virtude da comoção provocada pelas mortes atribuídas à guerrilha.

Outra razão para a elevação do tom é a proximidade do EPP com integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O governo paraguaio detém informações de que os colombianos transmitem técnicas de guerrilha ao EPP, bem como os ensinam a realizar roubos e sequestros a fim de angariar recursos para as causas políticas.

É o mesmo modo de operação das Farc. Daí é possível presumir que o EPP esteja enveredando para o tráfico de drogas, afirma uma autoridade do serviço de inteligência do Paraguai.

A polícia paraguaia diz que parte do dinheiro obtido pelo EPP com sequestros estimado em US$ 5 milhões desde o início dessas ações vai para as Farc, e a intermediação seria feita por integrantes da guerrilha no Brasil.

É essa a acusação contra os paraguaios Anuncio Martí, Juan Arrom e Victor Colmán, supostos líderes do EPP que obtiveram refúgio político no Brasil no fim de 2003.

O governo paraguaio foi às Nações Unidas na semana passada para pressionar o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) a rever sua posição, alegando que o trio tem vínculos com as Farc e se envolveu em pelo menos um sequestro. Mas Brasília dificilmente vai mudar de ideia.

Não há prova cabal desse envolvimento (dos refugiados) nas informações enviadas ao Brasil, diz Renato Zerbini, coordenador do Conare. ÉPOCA teve acesso ao relatório encaminhado pelo Paraguai com supostas provas contra Martí, Arrom e Colmán.

Há muitos recortes de jornais e até algumas folhas sem timbre, detalhes que podem pesar negativamente na análise do comitê.

No esforço de encontrar os guerrilheiros, o governo distribuiu pelo interior do Paraguai painéis com as fotos daqueles tidos como os chefes do EPP.

Mas a grande dificuldade de Lugo para combatê-los, na verdade, é renegar o passado, quando esteve junto com representantes do EPP em movimentos de camponeses no departamento de San Pedro. Para os simpatizantes do grupo, Lugo tornou-se um traidor.

O estabelecimento do estado de exceção se justifica? Até agora, pelo menos, não.

A atuação das Forças Armadas esteve longe de produzir boas notícias.

Para o promotor de justiça Julián Rodríguez, especializado em investigar o narcotráfico no norte do país, a medida é um atestado do fracasso das políticas rotineiras: Como é possível garantir que o estado de exceção vai funcionar se, em condições normais, quase nada funciona?.

No departamento de Amambay, a presença dos soldados é inconstante e desordenada.

Na semana passada, nas ruas de Pedro Juan Caballero, só era possível avistar patrulhas esparsas do Exército.

Barracas apinhadas de produtos falsificados e a diminuição do faturamento do comércio por conta do receio dos turistas brasileiros em cruzar a fronteira são as marcas mais visíveis do estado de exceção.

Dependente do turismo de compras, a população de Pedro Juan Caballero está incomodada. Acredita que o governo esteja tentando forçar uma ligação entre o EPP, mais atuante em San Pedro e Concepción, e os traficantes do PCC, concentrados na fronteira.

O atentado ao senador Acevedo trouxe à tona um problema mal dimensionado pelo governo brasileiro. Ex-governador de Amambay, Acevedo denuncia há quase dez anos a presença de organizações criminosas brasileiras na região.

Depois de sair do hospital, no dia 28, ele recebeu ÉPOCA em sua casa. Disse que, apesar de quase ter morrido, continuará apontando as ramificações do crime. Não posso deixar brecha para o narcotráfico. Tenho medo em razão da minha família. Mas não é possível desistir agora, afirma.

Dono de uma rádio e de postos de gasolina na região, Acevedo costumava desafiar os traficantes em entrevistas.

Ainda quando governador, chegou a dar um safanão em um traficante que fora preso.

Conta que a introdução das organizações criminosas em Amambay começou com a chegada de Fernandinho Beira-Mar, líder da facção carioca Comando Vermelho, a Capitán Bado, cidade a 150 quilômetros de Pedro Juan Caballero e também uma importante rota do tráfico de drogas na região.

Com a prisão de Beira-Mar no começo da década, parte do esquema do Comando Vermelho foi desmantelada, o que abriu brecha para o PCC. O tráfico na fronteira é tão lucrativo que é comum grupos rivais se engalfinharem pelo controle da região.

Observamos alguns embates entre o CV e o PCC. A briga transcendeu o território brasileiro e chegou ao Paraguai, afirma o promotor Rodríguez. Mas hoje não tenho dúvida em afirmar que o PCC comanda o tráfico de drogas no Paraguai. Para o juiz federal brasileiro Odilon de Oliveira, que decretou a prisão de mais de 100 traficantes quando atuou em Ponta Porã, a presença do PCC na região se explica por alguns motivos. O primordial é servir de esconderijo para membros fugitivos do Brasil.

Lá, eles contam com facilidade maior na aquisição de drogas e armas e dispõem de melhor ligação com as Farc, de quem o PCC é cliente na aquisição de cocaína, diz Oliveira.

Combater o tráfico de drogas na região requer esforço demais para uma estrutura atrofiada. A Secretaria Nacional Anti-drogas paraguaia tem apenas dez homens para tomar conta de três departamentos.

Os baixos salários são a porta para a corrupção na polícia local. Um oficial em começo de carreira ganha menos que o equivalente a R$ 1.000 por mês. No final de carreira, o salário não passa de R$ 2 mil. Em Pedro Juan Caballero, as pessoas sabem que há policiais a serviço do PCC: deixam de fiscalizar ou até mesmo contribuem decisivamente para o tráfico.

A PF deve usar uma aeronave não tripulada para monitorar plantações de maconha no Paraguai

Outro problema é a falta de controle do espaço aéreo do Paraguai. Acredita-se que boa parte da cocaína e do crack provenientes da Bolívia e da Colômbia chegue ao Paraguai por avião. Sem equipamento de detecção, o governo não coíbe os voos irregulares. Nem a prisão de importantes traficantes, como Carlos Caballero, o Capillo, suposto chefe do PCC no Paraguai, tem sido suficiente. Ele dá ordens para ajudantes de dentro da penitenciária, em Assunção, afirma Nelson Lopez, chefe da Senad em Pedro Juan Caballero.

Uma autoridade paraguaia diz que faz falta um maior apoio do Brasil no combate ao narcotráfico. Afirmou haver ofertas de parcerias dos Estados Unidos e da Colômbia. Está em estudo, no Congresso brasileiro, a doação de três aeronaves da Embraer para que o Paraguai possa combater o narcotráfico. Neste mês, a Polícia Federal deve usar um veículo aéreo não tripulado (Vant), capaz de realizar mapeamento do solo e identificar áreas de plantio de maconha. A PF já ajudou o Paraguai concretamente em dezembro, nas investigações para desbaratar o sequestro de Fidel Zavala. Foram enviados cinco policiais e três técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a região, com a missão de identificar a origem do rádio que fazia as comunicações com a família. Um mês depois, o cativeiro foi encontrado.

O presidente Lula terá dado uma grande contribuição para a região se, no fim do mandato, ajudar a desmantelar o narcotráfico. Lugo espera mais que qualquer um por esses bons ventos. Pode valer até sua permanência na Presidência do Paraguai.

Brasil minimiza elo do EPP no caso de senador baleado

Lula é informado que autoria do atentado no paraguai é de criminosos ligados ao narcotráfico Brasileiro, que se encontra hoje com colega paraguaio na fronteira, deve anunciar ajuda econômica, política e policial ao país vizinho

ELIANE CANTANHÊDE

Os relatórios da inteligência brasileira quase descartam que a autoria do ataque ao senador Robert Acevedo no paraguai, no qual morreram seu motorista e seu segurança, tenha sido do EPP (Exército do Povo paraguaio), descrito como um grupo pequeno -no máximo cem pessoas-, cujas ações estariam restritas a sequestros, não chegando a assassinatos.

Pelas informações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da PF (Polícia Federal), o atentado foi promovido por criminosos comuns, ligados ao narcotráfico dos dois países e interessados em desestabilizar o governo Fernando Lugo.

Entre os suspeitos, há quatro brasileiros, supostamente membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), que estão presos no paraguai.

Lula e Lugo se encontram hoje no olho do furacão: na fronteira dos dois países, entre Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero. O prefeito da cidade paraguaia é irmão do senador baleado.
A maior preocupação do Planalto e do Itamaraty não é com o EPP -cuja atuação motivou o estado de exceção decretado no país vizinho no último dia 24.

A avaliação é que não há provas de relações financeiras e operacionais entre essa organização paraguaia e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O que há, até agora, são trocas de e-mails classificados como “de simpatia, praticamente sociais” entre militantes dos dois grupos.

Esses e-mails constam da documentação levantada pelos órgãos de segurança colombianos a partir dos computadores do líder das Farc, Raul Reyes, morto pelo Exército da Colômbia em solo equatoriano.

Para o governo brasileiro, a importância desse material é muito relativa e, além disso, não há ali nenhuma prova concreta da conexão Farc-EPP. Lula, que atua sistematicamente a favor dos governos da região e contra as crises políticas do Cone Sul, quer oferecer dois tipos de ajuda a Lugo -que é considerado pelo governo brasileiro uma esperança positiva para o paraguai, mas que enfrenta sérios problemas de governabilidade.

A primeira é econômica, para a construção de uma linha de transmissão de energia entre a hidrelétrica de Itaipu e Assunção. A outra, política e policial, de reforço na fronteira, para evitar que o dinheiro do tráfico circule livremente na região.

Mas ele viaja disposto a não atender um pedido que certamente ouvirá: a revisão do refúgio que o Brasil deu aos paraguaios Victor Colmán, Juan Arrom e Anúncio Martí, que o paraguai acusa de serem do EPP e responsáveis por sequestros lá.


Lula e Lugo se encontram sob forte esquema militar

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, receberá nesta segunda-feira em Ponta Porã (MS), na fronteira com Pedro Juan Caballero, o presidente paraguaio, Fernando Lugo. A pauta do encontro abrange desde acordos energéticos de Itaipu até a violência na região da fronteira.

O encontro privado está previsto para começar por volta das 10h desta segunda nas proximidades da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay, onde na semana passada o senador Robert Acevedo sofreu um atentado. Quatro brasileiros foram detidos sob suspeita de terem disparado mais de 40 tiros contra o parlamentar durante a ação, na qual morreram duas pessoas.

O porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach, disse que Lula pretende mostrar a Lugo sua solidariedade e oferecer toda a cooperação possível, embora tenha esclarecido que para o Brasil essa situação é de “natureza interna” do Paraguai.

Estado de exceção

Pedro Juan Caballero é capital do departamento (Estado) paraguaio de Amambay, uma das cinco regiões do país em que rege o estado de exceção decretado pelo governo Lugo para conter uma onda de violência atribuída à guerrilha do chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Segundo a Promotoria paraguaia, o EPP é um grupo desprendido do Partido Pátria Livre (PPL) e poderia ter relações até com o Primeiro Comando da Capital (PCC), controlado por presos em São Paulo.

Itaipu

Na reunião desta segunda, Lula e Lugo também farão uma avaliação dos acordos alcançados em 25 de julho de 2009 dentro das negociações sobre a divisão de energia da hidroelétrica de Itaipu, de propriedade compartilhada pelos dois países.

O porta-voz de Lula antecipou que um dos assuntos que serão colocados será a oferta brasileira de construir uma linha de transmissão de 500 quilowatts entre Itaipu e Assunção.

O preço da obra tinha sido fixado inicialmente em US$ 250 milhões, que seriam financiados totalmente pelo Brasil.

Baumbach disse que agora se pretende que as obras, cujo custo situou entre US$ 350 e 400 milhões, sejam financiadas pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), bloco que ambos os países integram junto com Argentina e Uruguai.

Isso significa que o projeto precisa ser aprovado pelos quatro países, embora, segundo disseram fontes oficiais, o Brasil poderia facilitar o trâmite e apresentar a maioria ou até o total do dinheiro, através de contribuições especiais do Focem.

O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, disse desconhecer a proposta brasileira de mudar o modo de financiamento da obra, mas assegurou que a construção da linha de transmissão começará em breve. Lacognata também reiterou a confiança do governo paraguaio de que o Brasil vai honrar o compromisso de 25 de julho.

Fonte: Plano Brasil EFE/ Correio Braziliense via NOTIMP/Época via NOTIMP

30/04/2010

Fronteiras explosivas Paraguai X Brasil

Fronteiras explosivas Paraguai X Brasil

http://www4.receita.fazenda.gov.br/acipub/images/fronteiras/paraguai.jpg

Os últimos acontecimentos no Paraguai levaram os presidentes Lula e Fernando Lugo a marcarem uma reunião para segunda-feira, em Ponta Porã, com o objetivo de anunciar medidas diante do clima de insegurança na fronteira comum, que se estende por 800 quilômetros e é precariamente policiada. Florescem ali o tráfico de drogas e o de armas.

O que se tem no lado paraguaio é um coquetel explosivo onde entram ataques do obscuro grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP), com ligações com a narcoguerrilha colombiana Farc, e a suposta participação de pistoleiros brasileiros no atentado contra o senador Robert Acevedo, na cidade de Pedro Juan Caballero.

Eles estariam a soldo de narcotraficantes ligados à maior facção criminosa de São Paulo.

O ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizzola, disse ao GLOBO:

- Não dá para pensar que o tráfico transnacional opera de forma solitária no Paraguai. Há forte vinculação das Farc com o EPP e, consequentemente, vinculação da organização criminosa brasileira com a guerrilha. Temos um problema de crime organizado regional com foco transnacional.

Lula também deverá tratar com Lugo da situação de três integrantes do EPP a quem o Brasil recebeu como refugiados em 2004, e cuja extradição é pedida pelo governo do Paraguai.

Depois de uma série de crimes do EPP – atentados a bomba, sequestros de fazendeiros e assassinato de policiais -, o presidente Lugo tomou a polêmica decisão de decretar estado de exceção em cinco departamentos (estados) do centro-norte do país e de enviar para lá 1 mil policiais e militares para dar caça aos integrantes do EPP, que seriam entre 50 e 100 militantes.

Três dos cinco estados fazem fronteira com o Brasil e em toda a região vivem 300 mil brasiguaios, responsáveis por 80% da economia local, com o cultivo e a exportação de soja. Por tudo isso, a situação exige cuidadoso acompanhamento do governo brasileiro.

Os dois países têm muitos interesses em comum, a começar pela hidrelétrica de Itaipu, mas também muitas preocupações, como a segurança dos brasiguaios, a situação na Tríplice Fronteira, o contrabando em Ciudad del Leste, o comércio no de carros roubados no Brasil, o tráfico de drogas e armas etc.

O presidente Lugo, além de uma série de problemas de ordem pessoal, tem frágil sustentação política e popularidade em queda. Suas tendências esquerdistas o tornam simpático a Hugo Chávez.

Que isto não sirva de pretexto para a diplomacia brasileira recair no “companheirismo ideológico” do Itamaraty do B. Junto à fronteira do Brasil, o coquetel paraguaio – com ingredientes como narcotráfico, EPP, facção criminosa de São Paulo e contrabando – poderá produzir efeitos graves na segurança pública de grandes cidades do Sudeste do país.

O que interessa ao Brasil é uma atuação firme do governo federal junto às autoridades paraguaias para reprimir ações criminosas e terroristas na fronteira comum.

É indispensável, ainda, maior coordenação com a agência antidrogas dos EUA (DEA) para aumentar a eficiência do trabalho.

Paraguai pressiona Lula para reforçar fronteira

Senadores exigirão de presidente medidas duras para combater tráfico


Ao chegar ao Paraguai para a inauguração de uma fábrica brasileira em Pedro Juan Caballero, na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofrerá forte pressão dos parlamentares daquele país para reforçar a presença de militares na fronteira, onde uma avenida, sem qualquer vigilância, divide a cidade paraguaia de Ponta Porã, no lado brasileiro.

Vítima de um atentado no início da semana, o senador Robert Acevedo deixou ontem o hospital e começou a procurar colegas de Senado para que, juntos, elaborem documento no qual exigirão medidas mais duras por parte do Brasil no combate ao tráfico de drogas naquela área.

- Precisamos de medidas mais duras por parte do Brasil, de mais militares na fronteira – disse Acevedo. – O que está acontecendo aqui no Paraguai é que os narcotraficantes estão se organizando em consórcios. Eles acertam até os valores para liquidar uma pessoa.

Segundo informações apuradas pelo senador, matadores de aluguel receberiam US$300 mil por sua morte. Os criminosos acertaram 32 tiros no carro do parlamentar.

O segurança e o motorista que estavam com ele foram mortos e Acevedo foi atingido no braço de raspão. A suspeita recai sobre um grupo de criminosos que incluiria brasileiros.

A pedido do governo paraguaio, a PF está ajudando nas investigações. As informações sobre o andamento do caso, no entanto, são desencontradas.

Segundo a polícia paraguaia, quatro brasileiros foram detidos desde o início da semana sob suspeita de envolvimento com tráfico.

A polícia investiga se dois deles, que têm antecedentes criminais, teriam, de fato, responsabilidade sobre o atentado. Além disso, Daniel dos Santos e Josué dos Santos, presos anteontem quando entravam no país sem documentos, também foram levados para o presídio.

Já a PF afirma ter recebido informações de que seis brasileiros foram presos por suspeita de envolvimento no atentado. Levantamento do serviço de inteligência mostra que os seis já tiveram problemas com a polícia brasileira por tráfico de drogas e furto de carros, entre outros crimes.

Segundo as autoridades brasileiras, a polícia local indica que os detidos mantinham estreitos vínculos com grupos envolvidos com o narcotráfico na fronteira.

Um relatório confidencial sobre as investigações envolvendo brasileiros deverá ser encaminhado a Lula. Ontem, o presidente comandou reunião preparatória do encontro.

- (Violência) também é um tema importante. Vai ser discutido. Tanto que o ministro da Justiça estava aqui (na reunião) – disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

Armamento de policiais perde para o do tráfico

Nas redondezas de Pedro Juan Caballero estariam grandes plantações de boa parte da maconha que é exportada para o mercado brasileiro da droga.

O governo do Paraguai colocou parte do país em estado de exceção por 30 dias, numa estratégia para tentar diminuir o poder de fogo dos guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Em princípio, acreditava-se que o grupo estaria por trás do ataque ao senador, mas a polícia trabalha agora com a hipótese de que o parlamentar foi vítima da ação dos narcotraficantes descontentes com a atuação de Acevedo contra o comércio ilegal de drogas.

Além da falta de fiscalização na fronteira, também é preocupante o fraco aparato policial naquela área. O delegado regional de Ponta Porã, Claudineis Galinari, disse ontem ao GLOBO que os policiais brasileiros têm dificuldade para enfrentar os narcotraficantes, que usam armamento mais pesado.

Ele também afirmo que seria necessário reforçar o efetivo com pelo mais 20 homens. Atualmente, 116 policiais, em regime de turnos, são responsáveis pelo policiamento de toda a área.

- Nós não temos fuzil, por exemplo, só calibre 12 e A-40. Além disso, em alguns pontos da fronteiras chega-se a ter sete pequenas estradas, então é impossível fazer a segurança e evitar o transporte de drogas de um país para o outro – disse ele.

No fim da tarde de ontem, o Exército tomou conta das ruas centrais de Pedro Juan Caballero. Cerca de 200 homens paravam todos os carros e motos, exigiam que o motorista deixasse o veículo e conferiam documentação. Foragida da Justiça paraguaia, uma mulher que seguia com a filha no carro foi presa durante a operação.

Com autorização do governo brasileiro, a PF já ajudou nas investigações de um sequestro supostamente patrocinado por guerrilheiros do EPP, no final do ano passado.

- A Polícia Federal vai ajudar no que for necessário, mas sempre tendo em vista a soberania do Paraguai – resumiu uma das autoridades brasileiras que está acompanhando de perto as investigações sobre a tentativa de assassinato do senador Acevedo.


Conflito provoca fuga para o Brasil

Cidade fronteiriça no Mato Grosso do Sul recebe 800 famílias e pede estado de emergência



A crise de segurança pública no Paraguai começa a afetar diretamente os brasiguaios — agricultores brasileiros radicados no país — e a repercutir em cidades fronteiriças do Mato Grosso do Sul. Brasileiros e descendentes que vivem no país vizinho estão voltando, assustados com a violência associada ao narcotráfico e à ação de um grupo armado esquerdista em campanha por reforma agrária.

A prefeita de Itaquiraí, Sandra Cassone (PT), veio na segunda-feira a Brasília pedir que seja declarado “estado de emergência” na cidade, que tem 16 mil habitantes. “Ela deve retornar na semana que vem para obter uma resposta do governo federal”, disse ao Correio, por telefone, o vice-prefeito, Aldo Farina. “Está chegando muita gente nos últimos dias. Já vieram 800 famílias e a previsão é de alcançar 1.200”, completa Farina.

As famílias estão acampadas perto da BR-163, sob cobertura de lona. Farina diz que a prefeitura está ajudando na medida do possível, mas observa que “a situação é complicada”. “No mês passado, assentamos 1.234 famílias que vieram de outros municípios”, ressaltou o vice-prefeito. “Agora, boa parte vem do Paraguai, mas não conseguimos mais suportar. Estamos preocupadíssimos: não há remédio e alimentos que suportem, falta tudo!”

Zelmo de Brida, prefeito da vizinha Naviraí, diz que “não está percebendo” a chegada de mais famílias.

“Nosso município não é o mais próximo do Paraguai”, pondera. Para ele, a razão de as famílias irem para Itaquiraí pode estar ligada à política anterior de assentamentos. “Ali já tem muitos assentamentos do Movimento dos Sem Terra (MST), mas nós aqui não temos isso”, disse. Brida acrescenta que, “de momento”, não tem essa preocupação, nem planos para receber mais deslocados.

A instalação de brasileiros com fazendas no norte do Paraguai criou um desafio para os governos dos dois países, nas últimas décadas.

Na semana passada, a crise se agravou depois que o senador liberal Roberto Acevedo sofreu um atentado na cidade de Pedro Juan Caballero — os dois suspeitos detidos são os brasileiros Eduardo da Silva e Nevailton Cordeiro.

Agentes da inteligência brasileira afirmaram ao Correio que não há indícios de que os acusados estejam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), mas a narcotraficantes paraguaios. Cerca de 90% da maconha paraguaia é trazida ao Brasil, segundo a Polícia Federal.

Pedro Juan Caballero se une ao município de Ponta Porã (MS), e os dois somam quase 200 mil habitantes. Na cidade paraguaia, um funcionário de uma casa de câmbio, que se identifica pela inicial R., conta que na quarta-feira chegaram 150 militares para reforçar o policiamento.

“Eles estão examinando documentos das pessoas nas ruas do centro”, disse à reportagem, por telefone.

Apesar de denúncias de que algumas rádios locais estariam insuflando os ânimos da população contra os brasiguaios, R. considera que não há um clima de hostilidade. “Não é nada contra os brasileiros.

As pessoas se sentem mais seguras com mais controle nas ruas”, indica. Já os paraguaios que se dirigem ao Brasil não têm problemas para entrar em Ponta Porã. “Para nós está tudo normal”, ressalta a brasileira A., que trabalha em um hotel na fronteira.

Apesar da aparente normalidade, Ponta Porã receberá na próxima segunda-feira os presidentes Fernando Lugo e Luiz Inácio Lula da Silva, que tentarão estabelecer uma política comum de segurança fronteiriça e combate ao narcotráfico.

“Esse assunto se impõe depois dos últimos acontecimentos violentos que tiveram como vítima o senador Robert Acevedo”, indicou o ex-chanceler e atual assessor da Presidência paraguaia, Hamed Franco.

Fonte: Correio Braziliense via CCOMSEX Por Viviane Vaz: O Globo via CCOMSEX

Fronteira com Brasil pode ser militarizada

Fronteira com Brasil pode ser militarizada


Presidente do Congresso paraguaio pediu militarização da região de Pedro Juan Caballero, onde um senador foi alvo de atentado. Também ontem, mais 2 brasileiros suspeitos do crime foram presos.

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O presidente do Congresso do Paraguai, senador Miguel Carrizosa, vai pedir formalmente ao presidente Fernando Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay.

O anúncio, reproduzido ontem no jornal local La Nación, foi feito por Carrizosa anteontem, após visita ao senador Robert Acevedo, alvo de um atentado a tiros na cidade na segunda-feira.

“Solicitaremos ao presidente Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero”, afirmou. A cidade faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. De acordo com Carrizosa, é preciso tomar essa atitude, pois a onda de violência “ultrapassou os limites”.

Na manhã de ontem, policiais paraguaios detiveram dois brasileiros na cidade de Pedro Juan Caballero, informou a edição online do diário paraguaio ABC.

Segundo o jornal, Josué dos Santos e Daniel dos Santos podem ser integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista.

Eles dirigiam um automóvel Gol, de cor branca, e pretendiam chegar à casa de um suposto traficante.

Anteontem, a polícia prendeu os outros dois brasileiros, Nevailton Marcos Cordeiro e Eduardo da Silva, como suspeitos pelo ataque e também possíveis membros do PCC. No atentado que feriu Robert Acevedo, um motorista e um guarda-costas morreram.

“É preciso reduzir o alto índice de insegurança na fronteira, isso é categórico”, disse Carrizosa. Ele estava com o também senador Alberto Grillón, ambos acompanhados por um forte aparato de proteção policial.

Amambay é um dos cinco departamentos paraguaios onde vigora o estado de exceção, que vigora desde sábado para facilitar que as forças oficiais persigam e prendam membros do grupo Exército do Povo Paraguaio (EPP), guerrilha responsabilizada por atentados e sequestros no país.

VISITA

Também ontem, o presidente Fernando Lugo visitou o senador Robert Acevedo. Lugo prometeu investigar o que chamou de “um atentado contra o Estado”, além de aumentar a segurança na cidade de Pedro Juan Caballero.

As informações foram repassadas pelo próprio senador paraguaio, por telefone.

Acevedo está internado na clínica San Lucas e aguarda nova avaliação médica para receber alta médica – o que pode acontecer hoje.

A unidade de saúde está fortemente protegida por forças de segurança do Paraguai.

Dependendo de seu estado de saúde, Acevedo disse que pretende participar do encontro entre o presidente paraguaio e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 3 de maio, em Ponta Porã, na fronteira entre os dois países.

Fernando Lugo prometeu aumentar a segurança na cidade com o envio de cerca de 150 soldados.

Fonte:Defesa BR- Jornal do Commercio

Brasil fará parcerias no combate ao narcotráfico

Brasil fará parceria com 4 países vizinhos no combate ao narcotráfico


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Operações contra lavagem de dinheiro serão intensificadas pelo grupo


O resultado imediato da 27ª Conferência Internacional Anual Antidrogas (IDEC, na sigla em inglês), encerrada ontem no Rio de Janeiro, foi a decisão de se realizar nos próximos dias, em Brasília, encontro em que as polícias federais dos países onde o narcotráfico tem mais impacto – Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai – vão traçar, sob a liderança do Brasil, um plano de ação conjunta para a implantação das estratégias de combate às organizações criminosas.

Elas foram estruturadas na reunião realizada nos últimos três dias num hotel da Barra da Tijuca. A data da reunião em Brasília ainda será definida.

- A ideia é organizar um enfrentamento que leve em conta todas as estruturas dos narcotraficantes e também as suas ramificações – informou o diretor geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa.

O diretor da PF se referia ao fato de que, além de continuar as operações de extinção dos plantios de coca e maconha, vai se dar mais intensidade ao combate à lavagem de dinheiro e, portanto, ao fluxo financeiro.

Por esse motivo, autoridades do Uruguai também deverão participar da reunião de coordenação, uma vez que aquele país – paraíso fiscal – é um movimentado entreposto financeiro.

- Teremos, com certeza, uma integração maior do que já vínhamos tendo intuitivamente.

A partir de agora ela passa a ser uma diretriz de compromisso – disse Corrêa.

Fonte: O Globo via CCOMSEX/Por:José Meirelles Passos

25/04/2010

Congresso Paraguaio declara Estado de Exceção

Congresso Paraguaio declara Estado de Exceção em cinco Províncias

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Congresso do Paraguai declara estado de exceção em 5 províncias

O Senado paraguaio completou hoje o processo legislativo da declaração do estado de exceção em cinco províncias do país, pedida há três dias pelo presidente Fernando Lugo para perseguir um grupo armado de esquerda.

Os senadores, em sessão extraordinária, aprovaram o projeto por unanimidade.

As remodelações do projeto de lei realizadas na sexta-feira na Câmara dos Deputados foram aprovadas pelo órgão em uma reunião ordinária na quinta-feira e ratificadas nesta sexta.

Fonte:moraisvinna- Ultimo Segundo

25/10/2009

TAM Linhas Aéreas tem nova rota sul-americana

TAM Linhas Aéreas tem nova rota sul-americana em dezembro



A partir de 1o de dezembro, a TAM Linhas Aéreas, com sede em Assunção, passa a ligar a capital do Paraguai a mais uma capital sul-americana: La Paz.

O novo voo terá quatro frequências semanais, sendo a única ligação direta entre as capitais do Paraguai e da Bolívia.

Para facilitar a conexão dos brasileiros que saem de São Paulo com destino a La Paz, a partir de 1o de dezembro o voo PZ 711 terá saída às terças-feiras, quintas, sábados e domingos do Aeroporto de Guarulhos, às 22h30, chegando em Assunção às 23h30.

Com isso, a conexão para o voo da TAM Linhas Aéreas com destino a La Paz é imediata.


fonte:Panrotas online/Por:Maria Izabel Reigada

11/10/2009

GOVERNO FEDERAL FARÁ DOAÇÃO DE AERONAVES

GOVERNO FEDERAL FARÁ DOAÇÃO DE AERONAVES A OUTRO PAÍS


Brasão do Brasil: República Federativa do Brasil, 15 de novembro de 1889




O governo Lula encaminhou nesta semana ao Congresso Nacional pedido que, se atendido, resultará na autorização da doação em todo o seu mandato de pelo menos 27 aeronaves a outros países, em especial Bolívia, Equador e Paraguai.

Lula enviou na quarta-feira dois projetos de lei em que manifesta intenção de transmitir gratuitamente quatro helicópteros e um avião da Força Aérea Brasileira à Bolívia e ao Equador, pedido que se soma a outro, feito em maio, que pretende beneficiar o Paraguai com três aviões de ataque.

Bolívia e Equador, que estão entre os principais destinatários das doações, fazem parte da Alba, a aliança regional de esquerda liderada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que cedeu aviões ao governo do boliviano Evo Morales. Há alguns dias, Chavez fechou acordos de cooperação com o Equador, de Rafael Correa.

As doações pretendidas pelo governo foram defendidas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, sob o argumento, entre outros, de que os atos reforçarão o bom relacionamento com os países beneficiados, "estreitando ainda mais os laços de cooperação mútua".

No documento assinado por ele, e que acompanha os projetos, Jobim argumenta que a FAB possui exemplares mais modernos e econômicos e que a medida evitará gastos de manutenção, já que as aeronaves que serão doadas estão desativadas ou serão substituídas.

Antes de Lula, a Folha localizou nos registros da Câmara dos Deputados doação só nos governos de Itamar Franco (1992-1994) e de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), quando o Congresso autorizou a cessão de monomotores à Bolívia e ao Paraguai.

A primeira doação do governo Lula foi autorizada com a aprovação de lei em 2004 para o Senegal.

Os três projetos que tramitam no Congresso preveem a doação de três aviões de treinamento e ataque para o Paraguai, quatro helicópteros para a Bolívia e um avião de transporte de tropas ao Equador.

A doação para o Paraguai já foi aprovada por unanimidade por três comissões do Congresso. "A iniciativa se coaduna com os princípios constitucionais que norteiam as relações internacionais do Brasil", escreveu em seu relatório o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Procurada ontem pela manhã, a assessoria do Ministério da Defesa informou à noite que não conseguiria responder a tempo aos questionamentos.

O brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, afirmou que todas as doações autorizadas pelo Congresso foram efetivadas: "Essas doações têm um certo caráter imperialista.

Eu me lembro que um dos primeiros aviões que usei foi um F-80 doado pelos EUA, vindo da Guerra da Coreia [1950-53], todo furado de bala.

Mas os que nós doamos não, foram todos revisados, estavam em perfeita condição".

Brasil finaliza agora processo de aquisição de 36 caças. Na disputa, estão modelos da França, da Suécia e dos EUA.

Fonte: desastresaereosnews/ Ranier Bragon (Folha de S.Paulo)

10/10/2009

PARAGUAI QUER COMPRAR SUPER TUCANO

PARAGUAI QUER COMPRAR SUPER TUCANO

Compra seria resposta à aquisição dos K-8 pela Bolívia


O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, está inclinado a adquirir aeronaves Super Tucano da Embraer para a Força Aérea de seu país informou o noticiário ABC.

“Vocês sabem que não temos aviões no Paraguai nem para exercícios militares” disse Lugo, após o comandante da Força Aérea Paraguaia, general Darío Dávalos, relatar a situação daquela força.

Para a aquisição das aeronaves o Paraguai teria que desembolsar perto de 105 milhões de dólares.

Segundo o presidente paraguaio, a compra seria para manter a operacionalidade da Força Aérea, mas analistas apontam outra razão.

Recentemente a Bolívia anunciou a aquisição de seis jatos K-8 de procedência chinesa.

Esta mesma aquisição não foi tema da reunião que discutiu assuntos da área de defesa, ocorrida entre representantes dos dois países no mês passado .



Fonte:Poder aéreo com informações do periódico ABC/video:Força aerea da colombia via Youtube.com