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15/08/2013

CIÊNCIA & TECNOLOGIAS - Novo avião em miniatura pode substituir aeronave em levantamentos topográficos


Novo avião em miniatura pode substituir aeronave em levantamentos topográficos


Veículo autônomo aéreo fazendo levantamento de local de mineração
Foto: Divulgação

 Invenção criada a partir da incubadora da Agência Espacial Europeia é de baixo custo e guiada por navegação de satélite Darmstadt, Alemanha 

10/04/2010

Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol


Brasil desenvolve combustível para foguetes ecologicamente correto

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Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

O Brasil acumula um atraso de meio século na propulsão de foguetes espaciais em relação aos norte-americanos e russos.

Para tentar dar um impulso no setor, há cerca de 15 anos o país iniciou um programa de pesquisa em propulsão líquida e que tem como base o etanol nacional.

O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente.

Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico.

Combustível verde


O desafio da busca por um combustível “verde” e nacional também conta com o apoio de um grupo particular de pesquisadores, formado em parte por engenheiros que cursam ou cursaram o mestrado profissional em engenharia aeroespacial do IAE , realizado em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e com o Instituto de Aviação de Moscou.

Liderado pelo engenheiro José Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP), o grupo se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que utilizem propelentes líquidos e testar tais combustíveis.

“Os propelentes líquidos usados atualmente no Brasil estão restritos à aplicação no controle de altitude de satélites e à injeção orbital. Eles têm como base a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, caros e tóxicos”, disse Miraglia.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também anunciou, há poucos dias, um projeto para desenvolver um combustível verde para satélites e foguetes, que já está em testes.

Foguete a etanol


Na primeira fase do projeto, o grupo, em parceria com a empresa Guatifer, testou motores e foguetes de propulsão líquida com impulso de 10 newtons (N), com o objetivo de avaliar propelentes líquidos pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio combinado com etanol ou querosene.

“Os testes mostraram que o projeto é viável tecnicamente. Os propulsores movidos com uma mistura de peróxido de hidrogênio e etanol, ambos produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o melhor rendimento”, disse.

Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas vantagens em relação à hidrazina ou ao tetróxido de nitrogênio, usados atualmente. “Ela é muito versátil, podendo ser utilizada como monopropelente e como oxidante em sistemas bipropelentes e pré-misturados.

O peróxido de hidrogênio misturado com etanol apresenta densidade maior do que a maioria dos propelentes líquidos, necessitando de menor volume de reservatório e, consequentemente, de menor massa de satélite ou do veículo lançador, além de ser compatível com materiais como alumínio e aço inox”, explicou.

Foguete de sondagem

Na segunda fase do projeto, o grupo pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100 N e 1000 N. “Nossa intenção é construir um foguete suborbital de sondagem que atinja os 100 quilômetros de altitude e sirva para demonstrar a tecnologia”, disse.

A empresa também está em negociações para uma eventual parceria com o IAE no projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), cujo objetivo é enviar ao espaço um satélite para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.

“Nosso motor seria utilizado na operação de reentrada para desacelerar a cápsula quando ela ingressar na atmosfera. Atualmente, não existe no Brasil foguete de sondagem a propelente líquido. Todos utilizam propelentes sólidos”, disse.

Kits educativos de foguetes

O grupo também pretende produzir motores para foguetes de sondagem que tenham baixo custo. “Eles seriam importantes para as universidades, com aplicações em estudos em microgravidade e pesquisas atmosféricas, por exemplo”, disse Miraglia.

Em trabalhos de biotecnologia em microgravidade, por exemplo, pesquisas com enzimas são fundamentais para elucidar processos ligados a reações, fenômenos de transporte de massa e calor e estabilidade das enzimas.

Tais processos são muito utilizados nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química fina, entre outras.

“Queremos atingir alguns nichos, ou seja, desenvolver um foguete movido a propelente líquido que se possa ajustar à altitude e ser reutilizável.

Esse é outro ponto importante, porque normalmente um foguete, depois de lançado, é descartado”, disse.

O grupo já construiu um motor de 250 N, que será utilizado em testes.

Como forma de difundir e reunir recursos para o projeto, a empresa comercializa kits de minifoguetes e material técnico. “São direcionados principalmente para estudantes”, disse Miraglia.

No site www.foguete.org, a empresa oferece também apostilas técnicas e livros digitais sobre foguetes com informações sobre astronáutica, exploração espacial e aerodinâmica.

Fonte:moraisvinna / Alex Sander Alcântara – Agência Fapesp via Site Inovação Tecnológica – Imagem: Edge of Space

08/09/2009

ESA CRIARÁ VEICULO ESPACIAL TRIPULADO

AGENCIA ESPACIAL EUROPÉIA CRIARÁ VEICULO ESPACIAL TRIPULADO "ADVANCED REENTRAY VEHICLE OU ARV"


A agência espacial europeia (ESA) declarou recentemente que está a trabalhando no conceito de uma cápsula tripulada lançada apartir do lançador Ariane V.

A EADS assinou com a ESA, a Agência Espacial Européia, um contrato paradesenvolvimento de um “veículo avançado de reentrada”, “Advanced Reentry Vehicle” ou simplesmente ARV.

O veículo deverá ser baseado no ATV que a ESA lançou com sucesso em 2008 e que inclusive efetuou com sucesso o atracamento á estação espacial ISS, este veículo foi desenvolvido para servir de “mula” á estação, transortando suprimentos, entrretanto o ATV na sua versão atual, nada mais é do que um veículo descartável, que logo após a sua operação é lançado de volta e se desintegra na atmossféra terrestre.


Ao contrário deste primeiro modelo a sua variante, o ARV, deverá ser capaz de resistir às temperaturas da reentrada e logo, poderá transportar astronautas de regresso à Terra.


Segundo as previsões da ESA, o ARV tripulado deverá efetuar sua primeira missão em meados de 2015 e programado para 2025 a sua operação de reentrada com tripulações humanas…

A demora para o desenvolvimento do ARV pode ser compreendida uma vez que atualmente tanto NASA quanto A ESA efetuam o transporte de tripulações e víveres para a ISS pormeio dos ocnfiáveis módulos Russos, que tem se mostrado eficientes e econômicos.


Devido a isto fica difícil justificar um incremento no orçamento para o desenvolvimento de um veículo espacial que venha a substituir os atuais módulos, fora isto a ESA encontra-se empenhada em uma gama vasta de outros projetos como por exemplo o Aurora, a ambiciosa exploração robótica do Sistema Solar, e o orçamento da agência européia encontra-se de mesma maneira comprometido.