23/01/2010

Trem de pouso de Boeing atinge teto de Van na pista do Aeroporto

Trem de pouso de Boeing atinge teto de Van na pista do Aeroporto de Luxemburgo

Nesta sexta-feira (22), às 12:53 (hora local), ocorreu um acidente inusitado na pista do Aeroporto Findel, em Luxemburgo, um pequeno país enclavado na Europa Ocidental, limitado pela Bélgica, França e Alemanha.

O teto amassado da Van - Foto: ChristiaanJ

O Boeing 747-4R7F/SCD, prefixo LX-OCV, da empresa Cargolux, realizava o voo CV-7933, de Barcelona, na Espanha, para Luxemburgo.

Ao se aproximar do Aeroporto Findel, foi autorizado a aterrissar na pista 24 sob condições de baixa visibilidade devido a um nevoeiro (RVR de 350 metros).

Prestes a tocar a pista, o trem de pouso do avião atingiu o teto de uma van que estava estacionada na pista às 12:53 (hora local - 11:53Z), onde uma equipe realizava reparos na iluminação de solo.

O Boeing pousou em segurança e ninguém ficou ferido.

O teto do veículo e um pneu do avião ficaram danificados.

Estão em curso três investigações independentes:

Uma investigação técnica analisa os acontecimentos do acidente para determinar as causas e fazer as recomendações adequadas e necessárias como medida para ajudar a evitar a reprodução de um futuro acidente semelhante.

A Direcção da Aviação Civil está conduzindo uma investigação que inclui uma análise do cumprimento dos procedimentos aplicáveis.

A Administração de Navegação Aérea, por sua vez, leva a cabo um inquérito administrativo interno.

Hoje (23), foi divulgado um relatório preliminar onde consta que a van havia sido autorizada a entrar na pista para realizar os trabalhos de manutenção, já que - naquele momento ,o Boeing da Cargolux ainda não havia começado a sua abordagem para a aterrissagem.

O Boeing 747-4R7F/SCD, prefixo LX-OCV, fotografado no Aeroporto Findel em 12/02/07 - Foto: Emmanuel Perez - LUX Plane Pictures (Airliners.net)




Fontes:desastresaereosnews/Service Information et Presse (Governo de Luxemburgo) / Aviation Herald

22/01/2010

Japão exibe tecnologia para reconhecimento de rosto



Uma empresa japonesa está lançando em uma feira de tecnologia em Yokohama, no Japão, um software para reconhecimento de rosto para uso comercial.

Com o aumento da preocupação com a segurança em todo o mundo, a empresa Omron decidiu oferecer um programa que ajuda as companhias a identificar se os funcionários estão entrando em áreas onde não deveriam, por exemplo.

"Este programa pode ler várias características faciais, como a posição dos olhos, do nariz ou da boca, comparando com imagens já capturadas pela câmera de segurança", diz Ryoji Ohashi, representante da Omron. "Pode detectar o rosto de pessoas específicas."

A companhia disse que vem trabalhando nesse tipo de tecnologia desde 1995, e que possíveis avanços podem ser aplicadas em veículos.

Ao identificar o rosto do motorista, o computador define a altura programada com antecedência para o assento dentro do carro.


Índia sobe segurança em aeroportos após ameaça

Índia sobe segurança em aeroportos após ameaça de sequestro

Seguranças patrulham a entrada do aeroporto doméstico de Nova Délhi Foto: AP

Seguranças patrulham a entrada do aeroporto doméstico de Nova Délhi


A Índia reforçou a segurança de seus aeroportos e pôs em alerta as forças da ordem após receber informação da espionagem sobre uma possível tentativa terrorista de sequestrar um avião, reconheceu hoje uma fonte oficial.

"O Escritório de Segurança de Aviação Civil enviou uma nota de alerta a todos os aviões e aeroportos no país", disse um porta-voz do Ministério de Aviação Civil em declarações citadas pela agência indiana "Ians".

Este anúncio ativou as medidas necessárias para casos de alerta de sequestros por parte das agências de segurança, das companhias aéreas e das autoridades aeroportuárias.

A Índia já estava em alerta pela celebração do Dia da República, em 26 de janeiro.

A ameaça, segundo as fontes, é maior na companhia aérea pública Air India, e o avião ameaçado provavelmente estaria saindo ou chegando de um país do Sul da Ásia.

"Estamos investigando os relatórios de inteligência e tomando ações em consequência", disse à "Ians" o porta-voz das Forças Aéreas da Índia, Jitender Bhargava.

Segundo uma fonte oficial, as autoridades ordenaram um desdobramento das forças paramilitares em todas as instalações aeroportuárias do país, que se encontram em alerta vermelho.

Na semana passada, o Ministério de Interior indiano pediu a sete regiões, entre elas a capital, Nova Délhi, que permanecessem em alerta para evitar atos de terrorismo e tomassem medidas de precaução para controlar qualquer ação de rebeldes.

A ordem acontece normalmente antes dos grandes dias festivos religiosos ou das festas nacionais da Índia, onde está ativo um movimento insurgente maoísta e há, além disso, outras áreas de conflito, como a Caxemira e as regiões do nordeste.

fonte:Portal Terra/EFE

Rússia responde a planos dos EUA para mísseis

Rússia responde a planos dos EUA para mísseis na Polônia


A Rússia irá reforçar sua frota naval no Báltico em resposta à intenção dos Estados Unidos de instalar mísseis Patriot na Polônia, disse a agência estatal de notícias russa RIA nesta quinta-feira, citando uma fonte não identificada da Marinha local.

"Os elementos de superfície, subaquáticos e de aviação da frota do Báltico serão reforçados", disse a fonte.

Os EUA estão enviando os mísseis à Polônia, país que pertence à Otan, depois de abandonarem um plano anterior de instalar interceptadores como parte de um sistema antimísseis na Europa.

"Com relação aos planos de instalar os Patriots no território polonês nos próximos cinco a sete anos, pode haver mudanças significativas na abordagem para definir as tarefas e o potencial militar da frota do Báltico," acrescentou o entrevistado da RIA.

Um porta-voz da Marinha russa não quis comentar a notícia.

Varsóvia disse na semana passada que uma bateria de mísseis Patriot seria instalada em Morag, cidade do norte do país, próxima à fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, banhado pelo Báltico.

Uma alta fonte da chancelaria polonesa afirmou que a Polônia não está muito preocupada com a reação russa. "Vamos manter a calma. Tal reforço, se for verdade, não é uma ameaça direta à Polônia", afirmou a fonte.

"Os russos já sabiam dos Patriots há pelo menos dois anos, então não há razão para reagir a comentários não-oficiais."

Sediada em Kaliningrado, território mais ocidental da Rússia, e em Kronstadt, perto de São Petersburgo, a frota báltica da Rússia inclui navios de superfície, submarinos a diesel, uma esquadra aérea e embarcações de busca e resgate, sob o comando do destróier Nastoychivy, em operação desde 1993.

O acordo para a instalação dos mísseis Patriot foi assinado em novembro último.

Varsóvia, preocupada com a manobra de política externa russa, se queixa de não ter tropas ou equipamentos militares importantes dos EUA em seu território, apesar de contribuir militarmente com missões do aliado no Iraque e Afeganistão.

Muitos poloneses ainda veem a Rússia, dominadora do país na era comunista, como uma potencial ameaça, especialmente depois da guerra de 2008 de Moscou contra a Geórgia.

A Rússia, por sua vez, não esconde a preocupação com os avanços militares dos EUA na sua tradicional zona de influência, e ameaça reagir a qualquer mudança no atual equilíbrio de forças na sua fronteira ocidental com nações da Otan.

fonte:Portal Terra/Reuters

OTAN envia aeronaves AWACS para operações Anti-Terrorismo no Mediterrâneo

OTAN envia aeronaves AWACS para operações Anti-Terrorismo no Mediterrâneo



A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou hoje o envio de aviões-radar E-3A AWACS para a operação anti-terrorista "Active Endeavour", que se realiza no leste do Mediterrâneo desde os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

Um E-3A AWACS da OTAN escoltado por um F-18

A operação evoluiu desde 2001 numa missão de vigilância baseada na coleta e análise de informação sobre o tráfego marítimo, com a participação de unidades navais e aéreas da Aliança.

Os aviões AWACS apoiarão com os seus meios eletrônicos de detecção as operações de vigilância marítima e as ações contra a pirataria e o contrabando na área, afirmou, em comunicado, o comando da OTAN para a Europa.

As aeronaves procedem da base aérea de Geilenkirchen (Alemanha) e permanecerão na base de Trapani (Itália) durante as duas semanas de tarefas.




Fonte: desastresaereosnews/Diário Digital (Portugal)

Aérea do Barein arrenda aeronaves da Embraer

Aérea do Barein arrenda aeronaves da Embraer








A companhia aérea estatal Gulf Air , do Barein, arrendou dois aviões modelo 170 da Embraer, alinhando sua frota com novo foco em rotas mais curtas.

"Estamos arrendando dois deles; eles ajudarão com a estratégia regional", disse à Reuters o presidente do conselho da empresa, Talal al Zain, nesta quinta-feira, durante evento da indústria em Manama.

A companhia aérea planeja mudar seu livro de pedidos de aviões largos para modelos menores e jatos regionais ao passo em que altera rede de rotas.

Ela planeja cancelar 15 rotas e abrir 20 novas como parte de nova estratégia para aumentar o tráfego no Oriente Médio, procurando um nicho entre as linhas aéreas regionais de baixo custo, como a Air Arabia e a Bahrain Air, e as companhias aéreas estatais de ricos produtores de petróleo que estão grandes programas de expansão de frotas.

A operadora espera ter um prejuízo operacional de 510 milhões de dólares em 2009.

Fonte: Reuters via O Globo

21/01/2010

VOAR NEWS PROMO VIDEO

VOAR NEWS PROMO VIDEO





Tam e US Airways integram programas de fidelidade

Tam e US Airways integram programas de fidelidade

As companhias aéreas Tam e US Airways firmaram parceria relativa aos programas de fidelidade das duas empresas.

O acordo permite que os membros do Tam Fidelidade acumulem e resgatem pontos em voos da companhia norte-americana, que iniciou voos para o Rio de Janeiro em dezembro (e deve pousar em São Paulo este ano).

Do mesmo modo, os integrantes do Dividend Miles, da US Airways, também podem acumular e resgatar pontos nos voos operados pela aérea brasileira.

O vice-presidente comercial e de Planejamento da Tam, Paulo Castello Branco, afirma que o acordo é uma etapa importante da integração da companhia na Star Alliance, da qual a US Airways também é integrante. “Estamos muitos satisfeitos com o acordo”, comemora Castello Branco.



fonte:Panrotas

EUA enviam mais sete mil militares ao Haiti

EUA enviam mais sete mil militares ao Haiti




Em tese, esses soldados deveriam cuidar, apenas, da ajuda direta aos desabrigados. Mas na prática, os americanos controlam diversos setores da capital Porto Príncipe.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que vai enviar mais sete mil militares ao Haiti, elevando para 20 mil o total.

Em tese, esses soldados deveriam cuidar, apenas, da ajuda direta aos desabrigados.

Mas o enviado especial Rodrigo Alvarez mostra que, na prática, os americanos controlam diversos setores da capital Porto Príncipe.

Dois tanques americanos passaram o dia fazendo ronda no centro de Porto Príncipe. Soldados armados com metralhadoras percorreram os bairros mais violentos, bloquearam ruas e assumiram o controle da capital.

Policiais haitianos mais pareciam expectadores do show militar dos Estados Unidos.

Perguntei ao capitão americano qual era o objetivo da operação. Ele respondeu: “Segurança”. Depois acrescentou que eles estavam no local para dar tranquilidade às ambulâncias a caminho do hospital.

Ainda que para fazer uma segurança humanitária, o que é autorizado pela ONU, o fato é que o exército americano tomou conta da capital haitiana.

Horas mais cedo, fuzileiros navais brasileiros faziam uma operação de entrega de água e comida na favela Cidade Militar.

O que militares de vários países concordam, inclusive brasileiros, é que sem a enorme ajuda americana, o caos haitiano seria muito maior.

Ninguém tem mais recursos do que eles para desembarcar equipamentos em uma praia, montar acampamentos gigantes e distribuir comida para multidões.

E o governo do Haiti o que tem feito? Alguém sabe onde anda o presidente? Os haitianos não fazem a menor ideia.

Muitos não querem nem saber do governo nacional. Um homem radicaliza: “Seria melhor trocar logo a bandeira do Haiti pela dos Estados Unidos”.

Os mais moderados só reclamam: “René Préval não fazia nada antes do terremoto e depois então, fez menos ainda”. Aos olhos do povo faminto, Préval é um presidente fraco e desaparecido.

Préval, na verdade, está em um prédio da polícia ao lado do aeroporto transformado em base americana.

Pousos e decolagens são controlados a distância por técnicos que estão no Arizona. São tantos vai-e-vens que a pista virou atração turística e a bandeira que tremula já não é a mesma que manda.

Em um país sem ministérios, sem parlamento e por enquanto sem destino, o governo é pura ficção. O único serviço público que funciona a todo vapor é o setor de imigração e emigração.

Os haitianos procuram desesperadamente um jeito de deixar o país. Só com o passaporte, eles podem se aventurar pela fila interminável na embaixada dos Estados Unidos e sonhar com a emigração. Estima-se que seis milhões de pessoas precisariam de ajuda.

E a cada novo tremor como os que aconteceram nesta quinta-feira (21) à tarde, mais e mais haitianos tentam sair.

Enquanto isso os escombros de Porto Príncipe trazem boas notícias, duas crianças foram salvas na quarta-feira (20), oito dias depois do terremoto, no que sobrou de uma casa. Em meio a tanta desgraça, o resgate dá motivos de sobra para aplausos e uma perceptível emoção.




fonte:G1.com

EUA & UE assinam acordo de cooperação em segurança aérea

EUA & UE assinam acordo de cooperação em segurança aérea










A União Europeia (UE) e os Estados Unidos assinaram hoje na cidade espanhola de Toledo uma resolução conjunta para reforçar a segurança aérea, que inclui compromissos de troca de informação para melhorar a detecção precoce de terroristas e de explosivos nos aeroportos e nos voos.

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, advertiu que a rede terrorista Al Qaeda "dedica seus melhores cérebros" para estudar como burlar os sistemas de segurança, e por isso pediu que todos os países "estejam à altura" desta ameaça.

Em entrevista coletiva conjunta com o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, que representa a Presidência da UE, os dois admitiram que o scanner corporal pode ser um instrumento na estratégia de segurança, mas destacaram também que há outros elementos igualmente eficazes contra o terrorismo, como a troca de dados sobre passageiros.

A reunião de Toledo serviu para avançar em um registro de passageiros da UE que complemente as listas já trocadas entre Europa e EUA.

Os ministros do Interior presentes ao encontro pediram à Comissão Europeia (órgão executivo da UE) para que acelere os trabalhos sobre esse registro de passageiros.

"Até agora, tínhamos um registro de passageiros com os EUA, mas não europeu, como se um terrorista não pudesse pegar um avião em Londres para ir a Madri", apontou Rubalcaba.

A secretária de Segurança Nacional americana destacou o "renovado sentimento de urgência" que surgiu após o atentado frustrado em um voo para Detroit (EUA) no dia 25 de dezembro. Ela lembrou que 100 passageiros não americanos, de 17 países, estavam no avião.

"Este é um problema que todos os líderes responsáveis do mundo devem enfrentar", disse Napolitano.

A responsável pela segurança dos EUA se reuniu hoje na cidade de Toledo com os ministros de Interior dos países da União Europeia para estudar um reforço na segurança aérea diante de eventuais atentados terroristas.




Fonte: EFE via G1

Aeroporto de Confins (MG) pode ter estação de trem

Aeroporto de Confins (MG) pode ter estação de trem

O governador Aécio Neves na solenidade de assinatura, em Belo Horizonte (foto Wellington Pedro/Imprensa MG)
O governador Aécio Neves na solenidade de assinatura, em Belo Horizonte (foto Wellington Pedro/Imprensa MG)

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, assinou ontem (quarta-feira, dia 20), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, convênio com o governo da Espanha e o consórcio Iberinsa-Spim.

Objetivo: elaborar um estudo preliminar de traçado do ramal ferroviário entre a estação de metrô Vilarinho, na capital mineira, até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, passando pela Cidade Administrativa, em uma extensão de 30 quilômetros.

O grupo espanhol também fará estudo de viabilidade para a implantação da Plataforma Logística Multimodal de Transportes do aeroporto.

A informação é da Agência Minas.

“Com esse contrato, teremos a definição de qual será o sistema de transporte mais adequado que ligará o aeroporto com a estação do metrô”, disse Neves.

A contratação do consórcio espanhol é resultado de uma parceria entre os governos mineiro e espanhol, no valor de 310.150 mil euros (cerca de R$ 1 milhão).

Os recursos serão doados pelo governo espanhol, a fundo perdido, por meio de linha de financiamento do Fondo de Estúdios de Viabilidad (FEV), um instrumento de política comercial gerenciado pela Direção Geral de Financiamento Internacional do Ministério de Economia da Espanha.



fonte:Panrotas

Boeing,nova tentativa de abocanhar FX2

Boeing,nova tentativa de abocanhar FX2

File:F-18 F Super Hornet 01.jpg

Super Hornet

Empresa americana se compromete a adotar ‘penalidades severas’ caso não haja Transferência de Tecnologia.

Em clara desvantagem política na disputa pelo fornecimento de caças ao Brasil, a Boeing decidiu melhorar sua proposta ao governo brasileiro. Sem fazer alarde, a empresa americana apresentou à Força Aérea Brasileira (FAB), no dia 9 de dezembro, oferta para que uma nova geração de caças seja desenvolvida em conjunto com o Brasil. Além disso, comprometeu-se a adotar, no contrato de venda dos aviões, “penalidades severas” caso não haja transferência de tecnologia.

A nova proposta é parte de uma ofensiva agressiva da maior fabricante mundial de jatos comerciais e militares, mas vai além de seus interesses corporativos.

Ela envolve o governo americano. Nos últimos meses, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou três vezes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a concorrência dos caças.

As informações foram prestadas na noite de terça-feira, em Brasília, por Michael Coggins, gerente da campanha da Boeing para a venda do caça Super Hornet ao Brasil, uma disputa que envolve o caça francês Rafale e o sueco Gripen NG.

Segundo Coggins, fazem parte do pacote oferecido pela Boeing a participação de indústrias brasileiras no fornecimento de insumos e a possibilidade de que grupos de 50 engenheiros da Embraer participem, anualmente, dos trabalhos de desenvolvimento da nova geração de caças americanos.

O executivo assegurou que, com a venda do Super Hornet ao Brasil, haverá transferência de tecnologia. Ele reconheceu, no entanto, as dificuldades políticas que a Boeing está enfrentando nessa concorrência.

“O maior desafio da Boeing não é a transferência de tecnologia. O governo dos EUA autorizou uma transferência como nunca havia feito antes a nenhum país”, afirmou Coggins num jantar com um grupo de jornalistas.

Ele explicou que a maior dificuldade do negócio diz respeito à confiança do governo brasileiro na disposição do governo americano em atender a certas exigências, como liberdade de negociação com terceiros países. “Houve problemas com os militares brasileiros nos últimos 30 anos. Os EUA não vendiam armas para a América do Sul”, disse Coggins, assegurando que a postura do governo americano mudou.

É grande a resistência do governo brasileiro a um acordo com os americanos.

Procurado pelo Valor, um ministro próximo do presidente Lula disse que a proposta da Boeing de oferecer uma cláusula no contrato com previsão de penalidades, no caso de descumprimento do acordo de transferência de tecnologia, é uma prova de fragilidade. “Com essa cláusula, se amanhã o Departamento de Estado decidir vetar o acordo, eles pagam a multa e fica por isso mesmo”, disse o auxiliar de Lula.

O ministro menciona o veto americano à venda de aviões Super Tucanos, fabricados pela Embraer, à Venezuela, como um exemplo da difícil relação com os EUA na área militar.

Os americanos aplicaram o veto, valendo-se do fato de que o sistema de radar dos Super Tucanos é fabricado pelos EUA e que, portanto, a venda a terceiros países depende de autorização de Washington. “Nossa experiência com os americanos é desastrosa. Vai levar tempo para ter uma nova relação”, afiançou um assessor direto de Lula.

Segundo esse ministro, o avião da Boeing é “muito bom”, mas os outros caças também satisfazem as necessidades da FAB. A decisão do governo Lula, explicou, levará em consideração interesses “geopolíticos”.

A tendência, de acordo com essa fonte, é o presidente escolher o Rafale, da francesa Dassault, apesar da preferência técnica da Aeronáutica pelo Gripen NG, da sueca SAAB. “O relatório da FAB com preferência pelo Gripen deve ajudar a reduzir o preço do caça francês”, observou o ministro, informando que o presidente Lula deve tomar uma decisão dentro de 90 dias.

Na conversa com jornalistas brasileiros, Michael Coggins criticou os concorrentes e questionou a importância de uma aliança estratégica do Brasil com a Suécia ou a França.

Ele lembrou que as Forças Armadas brasileiras já têm parceria com os franceses e que um novo contrato não acrescentaria nada. “Onde estão os aspectos estratégicos de uma nova parceria com a França?”, indagou. “Os EUA têm o melhor processo logístico do mundo e as forças armadas mais fortes. Politicamente, o benefício de uma parceria com os EUA é maior.”

Segundo Coggins, os suecos estão seis anos atrasados no desenvolvimento do Gripen NG. “O programa de desenvolvimento (do avião sueco) foi um desastre”, afirmou.

O desenvolvimento do Rafale também estaria atrasado, assim como os franceses, disse ele, estão atrasados em relação ao programa de construção do submarino nuclear brasileiro.

O executivo da Boeing alegou, ainda, que o Super Hornet sairá a um preço 40% mais baixo que o dos franceses. “A Boeing entregará os aviões no prazo (em 2014)”, assegurou.


Lembrando a proposta da Boeing para a FAB:

  • Fornecimento de 28 F/A-18E Super Hornet e 8 F/A-18F Super Hornet, 72 F414-GE-400 motores instalados, peças de reposição e armas por US$ 7 bilhões.
  • 4 motores F414-GE-400 para reposição
  • 36 radares AN/APG-79
  • 36 canhões M61A2 20mm
  • 36 RWR AN/ALR-67(V)
  • 144 lançadores LAU-127
  • 44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
  • 28 mísseis AIM-120C-7 AMRAAM
  • 28 AIM-9M SIDEWINDER
  • 60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
  • 36 AGM-154 Joint Standoff Weapons (JSOW)
  • 10 AGM-88B HARM Missiles
  • 36 Pods AN/ASQ-228 (V2) Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR)
  • 36 AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures.
  • 40 AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures Systems
  • 112 decoys rebocados AN/ALE-50




FONTE: Valor Econômico/por:Cristiano Romero

Avião é desviado nos EUA após objeto de culto ser confundido com bomba

Avião é desviado nos EUA após objeto de culto ser confundido com bomba

Filactérios de um judeu ortodoxo foram interpretados como explosivos.

Avião pousou sem incidentes, e ninguém foi preso, segundo porta-voz.

Um avião da US Airways foi desviado para a Filadélfia nesta quinta-feira (21), depois que um item religioso usado por um passageiro judeu ortodoxo foi confundido com uma bomba, disse a polícia da Filadélfia.

Um passageiro se assustou com os filactérios --itens religiosos que judeus praticantes amarram ao redor dos braços e cabeças como parte das orações matinais-- no voo que saiu do aeroporto de La Guardia de Nova York rumo a Louisville, no estado do Kentucky."Alguém no avião interpretou isso como um tipo de dispositivo", disse Christine O'Brien, porta-voz do departamento de polícia da Filadélfia.


Foto: AP
Avião cuja rota foi desviada por suspeita de explosivos é escoltado nesta quinta-feira (21) no aeroporto da cidade americana de Filadélfia. (Foto: AP)

Ninguém foi preso ou será processado, disse O'Brien.

O avião pousou sem incidentes, e os passageiros e a tripulação foram retirados da aeronave, disse um porta-voz da empresa.Os filactérios são duas pequenas caixas negras de onde saem tiras negras. Judeus praticantes colocam uma das caixas em sua cabeça e amarram a outra no braço durante a oração da manhã.

O incidente desta quinta-feira foi o último de vários alarmes falsos em voos norte-americanos desde o ataque frustrado de 25 de dezembro, em que um nigeriano tentou detonar uma bomba escondida em suas roupas íntimas quando seu voo estava prestes a pousar em Detroit, disseram autoridades.

O dispositivo não explodiu e apenas queimou o homem, que foi dominado pelos outros passageiros.

Desde então, vários voos foram desviados por alertas de segurança.




fonte:G1.com

Oque é EMAS? Engineered Material Arresting System

Oque é EMAS? Engineered Material Arresting System

É um sistema customizado para atender às características operacionais do aeroporto: mix de aviões, espaço disponível para a instalação, comprimento da pista, etc.

Consiste de blocos modulares de concreto poroso que, quando submetido a esforço de peso na sua superfície, quebra-se, e aumenta a área de atrito sobre o trem de pouso principal. Assim aumenta em várias vezes a eficácia da frenagem, minimizando os danos ao avião e o risco aos passageiros .

A área de instalação requer um local plano e drenado, onde serão instalados os blocos modulares de concreto.

O EMAS pode ser projetado para parar aviões com até 40 nós ou com até 70 nós, dependendo do tipo de aeronave, do comprimento da pista e da área de escape.

A mecânica de funcionamento do EMAS. A medida que o avião avança o esforço de deformação dos blocos de concreto possibilita a frenagem. Um sistema passivo e eficiente

Como reparar

A reparação do EMAS após sua utilização para parada de emergência de uma aeronave será somente a substituição dos blocos danificados.

No acidente de 1999 com um DC-10 no Aeroporto Kennedy, a pista foi reaberta em poucas horas e a reparação total do sistema levou poucos dias, com substituição de 930 m2 de blocos.

Área do EMAS envolvida por um acidente de um DC-10, em 1999, na Pista do JFK. Foram substituídos 930 m2 de blocos

O Tamanho da Pista x EMAS

A FAA exige que as pistas possuam 300 metros (1.000 pés) para área de escape. Com o EMAS, pela sua maior eficiência a FAA autoriza que tenha apenas 182 metros (600 pés).

Assim, o aeroporto ganha 128 metros de pista para as operações de decolagem e pouso caso seja colocado em uma só cabeceira ou 256 metros se instalados nas duas cabeceiras de pista.

Para aeroportos onde os metros de pista são escassos o ganho é precioso, assim como a margem de segurança que aumenta em muito.

A instalação do EMAS na cabeceira da pista dará ao piloto mais confiança para que ele realize um pouso seguro, mesmo em condições adversas.

Uso

O sistema passivo de redução de velocidade chamado de Engineered Material Arresting System (EMAS), para atender uma solicitação da Federal Aviation Administration (FAA), foi implantado nos anos 90.

Projetado e desenvolvido pela empresa ESCO, em conjunto com a própria FAA.

O sistema foi certificado pela FAA, em 1996 e a primeira instalação foi no Aeroporto Kennedy International (JFK), New York, em 1996.

Em um período de 10 anos, o sistema EMAS, instalado no aeroporto JFK entrou em operação por 3 vezes. Em Janeiro de 2005 aconteceu a terceira atuação do sistema.

Um Boeing cargueiro B747-200F, da Polar Air Cargo, no dia 22 Janeiro de 2005, um dia de neve, pesando cerca de 280 toneladas, não conseguiu parar e ultrapassou os limites da pista.

A foto do B747 da Polar Air Cargo dá a impressão que os danos foram extensos no Jumbo.

O que realmente foi danificado e necessário trocar foram 9 pneus. E o avião retornou ao serviço em 11 dias.

1984 - DC10 da SAS

2006 - B747-200F da Polar Cargo

Video demonstrando o sistema EMAS em ação e seus princípios:






Fonte:/desastresaereosnews/http://www.defesanet.com.br/aviacao1/emas.htm/Video:Youtube.com

Israel só comprará JSF-35 se tiver aviônicos israelenses

Israel só comprará JSF-35 se tiver aviônicos israelenses





Israel informou aos Estados Unidos que comprará o F-35 somente se metade dos aviônicos for de origem israelense




O jornal israelense The Jerusalem Post divulgou que o Ministério da Defesa de Israel disse aos Estados Unidos que somente vai comprar o caça stealth F-35 Lightning II se pelo menos 50% dos sistemas de aviônicos forem trocados por tecnologia fabricada em Israel.

A primeira preocupação dos EUA é a habilidade de Israel para instalar seus próprios sistemas de radar e de guerra eletrônica, mas até o momento os Estados Unidos se recusam a permitir o acesso aos códigos fontes dos sistemas da aeronave, assim como foi igualmente negado aos outros pedidos das nações participantes do programa JSF (Joint Strike Fighter).

Um outro problema é que os Estados Unidos vem recusando a ideia de Israel de efetuar as manutenções em seus futuros caças F-35 de forma independente.

Através da atual proposta, se um cliente encontrar problemas de mal funcionamento mecânico, a aeronave deverá ser enviada para um centro de manutenção exclusivo, que estuda-se que seja criado na Itália.
dificuldades para o acordo de venda a Israel residiam no fato que país sem ter integrado o programa no seu desenvolvimento do JSF, desejava integrar ao F-35 seus sistemas eletrônicos, e de comunicação, sistemas de armas além da capacidade de manter a independência em caso de uma falha técnica ou problema estrutural. Tais exigências obrigam os americanos a expor a Israel itens de tecnologia "chancelados" como secretos.

Como forma de contornar o problema Israel propôs para os americanos que o computador central fosse substituído por um israelense para que assim, eles pudessem instalar livremente seus sistemas.

Desta forma será inclusive mais simples chegar a um acordo sobre o preço final da aeronave.

De acordo com autoridades de Israel, o investmento para compra das aeronaves F-35 JSF só terá um bom custo benefício se as empresas de Israel tiverem algum retorno financeiro.

Um exemplo foi o contrato da Israel Aerospace Industries que ganhou um contrato para produzir as estruturas principais das asas dos caças F-16 feitos pela Lockheed Martin, também a empresa dos caça F-35.

Estima-se que cada caça F-35 custe cerca de US$ 130 milhões.
O artigo do jornal diz ainda que Israel acredita que terá uma aumento qualitativo da tecnologia de ponta sobre outros caças F-35 se puder instalar seus próprios sistemas de aviônicos. Israel estuda adquirir 25 aeronaves F-35, mas a data ainda não está definida.

Se houver um acerto sobre esses assuntos, estima-se que em seis meses o contrato deva ser assinado.




Fonte:moraisvinna/ The Jerusalem Post / Cavok

Brasil poderá treinar pilotos navais chineses

Brasil poderá treinar pilotos navais chineses



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Segundo a Revista Asas: Pilotos navais chineses podem ser treinados no Brasil


Os governos do Brasil e da China estão conversando sobre um possível acordo militar-tecnológico que envolveria o treinamento de pilotos chineses no Brasil, com a Aviação Naval da Marinha do Brasil (AN-MB), para operações com aeronaves de asa fixa à bordo de porta-aviões; enquanto, em contrapartida, a China cederia tecnologia e apoio técnico para o desenvolvimento do reator nuclear a servir de fonte de propulsão para o futuro submarino nuclear de ataque brasileiro.

Foi o que uma fonte estrangeira no Brasil contou à reportagem de ASAS.


A China, como se sabe, tem como um de seus “pontos de honra“, como nova potência político-militar global, a operação de porta-aviões.

O primeiro destes, aliás, já está em construção. Porém, a Marinha da China, que até pouco tempo era basicamente uma força de defesa de mar territorial, com aviões apenas baseados em terra, não tem qualquer base doutrinária ou de instrução para operações aéreas embarcadas ,algo que a AN-MB possui, com uma história de mais de 50 anos.

Além disso, aos chineses, a possibilidade de obter tal treinamento com o Brasil é algo muito mais possível do que com países como EUA, Rússia e França.


Por outro lado, o acordo do Brasil com a França, sobre os novos submarinos, prevê exatamente que o reator não será fornecido pelos franceses, cabendo à própria Marinha do Brasil o seu desenvolvimento.

E, embora esta tenha de fato um programa neste sentido (iniciado mais de 20 anos atrás), a 
possibilidade de se agregar a tecnologia chinesa, já testada, é das mais atraentes.
O primeiro submarino chinês de propulsão nuclear (Classe Han), entrou em serviço em 1974.


fonte: moraisvinna/Revista Asas - Via Plano Brasil

20/01/2010

P-3CK da Coréia do Sul serão entregues sem equipamento

P-3CK da Coréia do Sul serão entregues sem equipamento de guerra eletrônica

AMARC P-3B Orion for Korea

O jornal sul-coreano The Korea Times informou que a entrega dos oito aviões de patrulha marítima P-3CK modernizados a partir de células de P-3B está atrasada novamente, desta vez por causa de restrições de exportação do equipamento de guerra eletrônica escolhido para integrar os aviões.

O programa P-3CK, iniciado em 2005, já estava atrasado um ano e meio por causa de problemas de integração e reprojeto no processo de modernização dos P-3B, que entraram em serviço na década de 1960.

O cronograma inicial estabelecia a entrega da primeira aeronave em 2008 e a entrega da última em 2010.

Sendo assim, a agência sul-coreana Defense Acquisition Program Administration (DAPA) decidiu entregar o primeiro P-3CK sem o equipamento de ESM (Electronic Support Measures ou MAGE , Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica, no Brasil), até que os EUA liberem a licença de exportação.

Um oficial da DAPA, que pediu para não ser identificado, disse ao jornal que os EUA levantaram uma barreira na exportação da licença para o sistema de ESM em junho de 2009, citando a proteção de tecnologia em alguns equipamentos relacionados a ondas eletromagnéticas.

Os EUA têm desenvolvido medidas para proteger sua tecnologia, mas foi dito que a licença será liberada logo para a Coreia do Sul.

A empresa americana responsável pela licença de exportação é L-3 Communications Integrated Systems (L-3 IS, que em 2005 ganhou a concorrência de US$ 300 millhões para prover os sistemas e a modernização dos oito P-3B Orion, elevando-os ao padrão P-3CK. O valor total do programa é de US$ 550 milhões. A L-3 bateu a Lockheed Martin na concorrência.

A L-3 é a responsável por reconfigurar os dois primeiros P-3B colocando-os no mesmo nível dos P-3C Update III da US Navy.

As demais aeronaves serão modernizadas pela Korea Aerospace Industries (KAI).

O primeiro P-3CK deve ser entregue em breve para os testes iniciais, mas os oficiais da ROK Navy estão reclamando, pois o equipamento de ESM é vital para aeronaves de patrulha.

O equipamento barrado é o ALR-95 da EOD Corporation, que aumenta o grau de sobrevivência da aeronave, com sua capacidade de detecção, identificação e localização de radares hostis, sem que sua presença seja notada pelo inimigo.

Nas fotos abaixo, os P-3B destinados à Coreia passando pelo trabalho de modernização.

P-3B Korea 1

P-3B Korea 2

P-3B Korea 3

P-3B Korea 4




fonte:Poder Aereo

Aos poucos, EUA preparam ocupação de Porto Príncipe

Aos poucos, EUA preparam ocupação de Porto Príncipe



O comando ainda é do Brasil, mas quem tem mais homens em solo haitiano são os Estados Unidos.

Desde que desembarcaram em Porto Príncipe, a pedido do presidente René Préval, os americanos tomaram conta do espaço aéreo, das imediações do aeroporto e da segurança do governo que ainda tenta se reunir em meio aos escombros.

Nas ruas, no entanto, a realidade é outra. Milhares de haitianos carregam malas improvisadas sobre as cabeças orientados pelos soldados brasileiros da tropa de paz da ONU.

"A segurança ainda é nossa obrigação", afirma o capitão Ítalo Monsores, do grupamento de Fuzileiros Navais. "O resto está sendo engolido pelos americanos pouco a pouco".

Soldados americanos abastecem helicóptero com suprimentos

A população, ainda aturdida pela violência do terremoto que devastou a capital haitiana, tem plena consciência disso.

À porta da embaixada americana, um prédio forte que nada sofreu com o abalo sísmico de uma semana atrás, centenas de pessoas imploram por alimentos guardados no pátio externo do edifício.

Outra parte ainda tem esperança de ganhar um refúgio, concedido com parcimômia pelo governo americano.

"Só hoje consegui uma liberação deles", diz com um sorriso largo no rosto Jean-Marie Bertrand, que estava abrigada ao lado da pista de pouso do aeroporto até o começo da tarde.

Ela conta que até conseguir ser acolhida pelos americanos, ainda vasculhava pela filha desaparecida nos escombros de sua casa. "É o meu país, mas não consigo mais viver aqui".

Tropas numerosas

Na segunda-feira, o presidente americano Barack Obama anunciou que 10 mil homens estariam disponíveis para desembarcar em Porto Príncipe nas próximas horas.

A informação não é confirmada por nenhum membro do destacamento americano, mas parte desse número já estaria a bordo do porta-aviões USS Vison, que se encontra na costa da capital haitiana.

O contingente causa espanto aos militares brasileiros. Com o aumento no número de tropas, aprovado nesta terça-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, o número de militares da tropa de paz no Haiti deverá crescer para 12 mil homens. Hoje, ele é de pouco mais de 9 mil.

"É só andar pelas ruas da cidade para ver que os americanos estão tomando conta de alguns pontos estratégicos", diz um diplomata brasileiro que desembarcou há poucos dias em Porto Príncipe. "Esse número é inadmissível até sob o ponto de vista logístico. Isso aqui não é o Iraque".

Ação agressiva dos EUA causa atrito com a ONU

Ocupação de aeroporto e forte presença americana no Haiti provocam críticas sobre falta de coordenação na distribuição de ajuda humanitária


Oficialmente, panos quentes. Nos bastidores, uma guerra.

A operação americana no Haiti causa mal-estar na ONU e a entidade é obrigada a declarar que o país ainda é "um Estado soberano".

Os EUA controlam o aeroporto, definiram quem tem o direito de pousar e já têm no país mais soldados do que a missão de paz da ONU.

Quase 70% do orçamento da ONU para o Haiti vêm de Washington e é a bandeira americana que está hasteada no aeroporto de Porto Príncipe.

Já a ONU, numa ofensiva midiática, tentou garantir ontem que a situação no Haiti está "sob controle".

A organização e o governo americano assinaram um acordo determinando a prioridade para pouso de aviões com alimentos e remédios. Agências ligadas à ONU e outros governos vinham criticando Washington por dar prioridade a aviões militares.

A ONU tentou ontem apagar a imagem de que há falta de coordenação. "Sem os EUA, não temos operação", afirmou Elizabeth Byrs, porta-voz da organização.

"Estamos trabalhando numa situação difícil. A coordenação humanitária é da ONU e todos reconhecem que ela tem o comando da operação. Mas a logística é americana e estamos trabalhando em cooperação. Graças a eles, a torre de controle do aeroporto funciona", disse Byrs.

Ela também negou que haja uma falta de coordenação entre forças da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), lideradas pelo Brasil, a polícia haitiana e as tropas americanas. "As autoridades francesas estão muito satisfeitas com essa cooperação", afirmou, em referência às críticas vindas de Paris.

Um dia antes, o ministro da Cooperação do presidente Nicolas Sarkozy, Alain Joyandet, protestou na ONU e exigiu que os EUA esclarecessem seu papel no Haiti. "Precisamos ajudar o Haiti, não ocupá-lo", disse.

A forma de trabalhar dos americanos deixou a cúpula da ONU irritada, já que estão atuando como se estivessem em um local em guerra.


A ação mais criticada foi a decisão americana de lançar alimentos de helicópteros em algumas regiões, como se o desembarque fosse perigoso. Para a ONU, a imagem que isso passa é a de que a ajuda internacional não tem coragem de ir ao encontro das vítimas.

Da parte do governo haitiano, a ordem dada foi a de que todo os seus diplomatas pelo mundo insistissem que o governo existe e não há conflito diante da presença militar americana. "Muita gente falou que o governo desapareceu.

Não é verdade. Claro, muitos funcionários de alto escalão foram vitimas, alguns morreram e alguns estão de luto. Mas governo existe", afirmou ao Estado o embaixador do Haiti na ONU, Jean Claude Pierre.

Sobre a bandeira americana que tremula no aeroporto da capital, Pierre tem uma explicação. "Isso foi um acordo entre nosso governo e os americanos.

Não temos Exército e precisamos de soldados", disse. "Seis mil delinquentes fugiram da prisão após do terremoto. Precisamos de ajuda e é isso que os EUA estão fazendo."



Fonte: Gustavo Gantois (iG) - Foto: AP/Jamil Chade, correspondente em Genebra - Estadão

K-8 Karakorum da Venezuela novos treinadores

K-8 Karakorum da Venezuela novos treinadores

K-8 Karakorum em cores Chinesas


K-8 Karakorum da Venezuela chegam dia 22 de janeiro


Segundo anunciou o Presidente Chavez em seu programa de rádio e Televisão, as aeronaves as primeiras 6 aeronaves K-8 Karakorum procedentes da China devem chegar a Venezuela no próximo dia 22 de janeiro.

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O próprio Chávez analisou a compra dos K-8 da Venezuela Terá ele orientado Moralez ? Mais Estranho é a redução da Encomenda de 24 para 18 será que a intenção era "doar" os aviões a Bolívia que também os comprou?

Outras aeronaves procedentes da Rússia (IL-76?) também tem chegada prevista para o final do mês a tempo de participarem do desfile cívico-militar para o bicentenário da independência da Venezuela marcado para o dia 19 de abril.



Linha de montagem dos K-8 Karakorum

O K-8 chegam parcialmente desmontados da China e serão finalizados (montagem das asas) na Venezuela.

Em seu discurso Chavez acrescentou que devem chegar também mais um lote de mil mísseis antiaéreos leve Igla de fabricação Russa.






EUA aplicam Doutrina Powell no Haiti

EUA aplicam Doutrina Powell para ajudar Haiti


Os Estados Unidos estão fazendo no Haiti o que sabem fazer melhor: ocupar, assumir, controlar.

Decidida em Washington, a operação de suporte às vítimas da devastação, em 4 horas, tinha 2 mil militares mobilizados ,e metade deles já seguia para Porto Príncipe - enquanto o resto do mundo apenas tomava conhecimento da tragédia.

É a Doutrina Powell, criada no fim dos anos 80 pelo então chefe do Estado-Maior Conjunto, general Colin Powell, aplicada em tempo de paz.

Ela prevê que os EUA não devem entrar em ação a não ser com superioridade arrasadora.

Segundo o Pentágono, no Haiti, o primeiro grupo a desembarcar no aeroporto instalou uma central eletrônica móvel capaz de substituir a torre de controle, arruinada.

Normalmente vazio (acima) o pátio do Aeroporto de Porto Príncipe na Capital do Haiti hoje está lotado (Abaixo)


Um time de engenharia iniciou a drenagem de um dos lados da pista e avaliou as rachaduras na cabeceira norte como irrecuperáveis a curto prazo.

No sábado, oficiais americanos estavam no comando do tráfego aéreo.

Os paraquedistas da 82.ª Divisão e os fuzileiros navais - o grosso dos 3,5 mil a 5 mil soldados das ações terrestres - são treinados para o combate e também para missões de resgate.

Movimentam-se em helicópteros e veículos convertidos em ambulâncias leves.

A retaguarda é poderosa. Um porta-aviões virou central logística e um navio-hospital de mil leitos chegou no domingo.

Ontem, aviões dos EUA ocupavam 7 das 11posições de parada remanescentes no aeroporto.

Auxílio vindo do Céu



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Um C-17 Globemaster III lança mantimentos para ajuda humanitária nos arredores de Port-au-Prince, no dia 18 de janeiro.

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FOTO: U.S. Air Force





Fonte: moraisvinna/Poder Aereo/Estadão - Roberto Godoy Jornalista