Alitalia fecha acordo com a Embraer para aquisição de 20 E-Jets
A Embraer e a Alitalia concluíram um acordo para a entrega de 15 jatos EMBRAER 175 e cinco EMBRAER 190, por meio de uma operação de leasing estruturada por terceiros.
“Beneficiando-se de uma ampla reorganização, a Alitalia está desenvolvendo sua rede regional para atender a novos mercados e demandas de passageiros”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer. “Estamos muito satisfeitos com esta reafirmação de confiança em nossa família de E-Jets por parte da Alitalia. Isto prova que a flexibilidade e o desempenho operacional das aeronaves são capazes de atender às exigências do mercado.”
O início das entregas destes E-Jets para Alitalia está previsto para o terceiro trimestre de 2011. O EMBRAER 175 será configurado com 88 assentos e o EMBRAER 190 com 100, ambos em classe única.
Os aviões serão utilizados nas malhas domésticas e européias da Alitalia e ficarão baseados em sete aeroportos italianos: Catânia, Fiumicino (Roma), Linate e Malpensa (Milão), Nápoles, Turim e Veneza.
As 20 aeronaves novas substituirão e modernização, gradativamente, a atual frota da Alitalia, composta por 16 aviões regionais, contribuindo para o aumento da oferta de voos diretos em rotas curtas e médias, em atendimento à demanda de mercado.
Além disso, com a redução da idade média da frota, uma das mais novas na Europa, os E-Jets aumentarão os níveis de eficiência da companhia aérea do ponto de vista econômicos e ambientais devido à redução do consumo de combustível.
“A escolha dos E-Jets da Embraer é o resultado de uma análise abrangente que incluiu todos os principais profissionais da Alitalia e utilizou um método inovador que considerou a opinião dos clientes mais assíduos”, disse Rocco Sabelli, CEO da Alitalia. “Este importante investimento se soma aos feitos recentemente na frota de médio e longo alcance da Alitalia e representa mais um importante passo no intuito de oferecer excelência em serviços para todos os clientes.”
A Alitalia
A Companhia Aérea Italiana começou a operar em Janeiro de 2009, após a aquisição dos ativos da Alitalia – Linee Aeree Italiane e da Air One.
Hoje, a Alitalia é uma companhia aérea líder na Itália, servindo 23,4 milhões de passageiros em 2010 com uma frota de 149 aviões atendendo a 92 destinos (até o verão de 2011).
Em 2010, a Alitalia posicionou a AirOne como uma empresa de baixo custo com serviços de alta qualidade, operando a partir do Aeroporto Malpensa, em Milão. A Alitalia é membro do SkyTeam e em 2010 se aliou à joint-venture estabelecida pela Air France – Grupo KLM e a Delta Airlines.
EUA vão passar liderança de coalizão na Líbia a aliados
O presidente norte-americano, Barack Obama, disse na segunda-feira que os Estados Unidos esperam transferir a liderança militar na Líbia para outros aliados em questão de dias.
Em entrevista coletiva com o presidente chileno, Sebastián Piñera, Obama afirmou que o objetivo militar na Líbia é proteger os civis dos ataques do líder líbio, Muammar Gaddafi, e não tirá-lo do poder.
Porém, ele disse, a política norte-americana é que Gaddafi "precisa sair".
Quanto à transferência nas operações, Obama disse que "nós prevemos que essa transição aconteça numa questão de dias e não em semanas".
Na segunda-feira, forças leais a Gaddafi cercaram Misrata, o único reduto rebelde no oeste da Líbia, num ataque que deixou ao menos nove mortos e interrompeu o fornecimento de água, disseram moradores.
A primeira onda de ataques do sábado deteve o avanço das forças de Gaddafi em Beghazi e atingiu as forças aéreas da Líbia a fim de permitir que aviões ocidentais patrulhassem o céu do país, mas os rebeldes não conseguir fazer avanços imediatos em terra.
A comunidade internacional está profundamente dividida na segunda-feira quanto à ação militar na Líbia, apenas alguns dias depois de a ONU ter aprovado uma resolução estabelecendo uma zona de exclusão aérea sobre o país, a qual permitiu ataques aéreos do Ocidente para proteger os civis das forças do líder líbio, Muammar Gaddafi.
Na votação sobre a zona de exclusão aérea no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, na quinta-feira, a Rússia e a China se abstiveram, mas fizeram críticas cortantes contra a operação. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, comparou a campanha aérea às "cruzadas medievais."
Essa linguagem altamente emotiva fez com que ele fosse fortemente censurado por seu ex-protegido, o atual presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que disse que o país não iria tomar parte em nenhuma coalizão militar na Líbia, mas estava aberto a um papel na manutenção da paz.
As divisões na questão, também presentes no âmbito dos aliados europeus, Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e no mundo árabe, refletem distintas agendas domésticas e metas de política externa.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, disse respeitar a resolução da ONU que autorizou a ação militar na Líbia, mas questionou no fim de semana a necessidade de bombardeios pesados que, segundo afirmou, mataram muitos civis.
"Nós respeitamos a resolução da ONU e não há conflito quanto a isso, especialmente por ter indicado que não haveria invasão, mas que protegeria os civis daquilo a que estão sujeitos em Benghazi", declarou Moussa.
A campanha aérea ocidental, liderada por França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, dividiu os Estados membros da Otan.
A Alemanha disse que as críticas da Liga Árabe à operação justificavam sua decisão de não se envolver.
"Nós calculamos os riscos. Se vemos que apenas três dias depois do início da intervenção, a Liga Árabe critica, acho que tivemos boas razões", afirmou a repórteres o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle.
MUNDO ÁRABE DIVIDIDO
O mundo árabe também se dividiu na questão. Aviões do Catar se uniram aos ataques das forças internacionais para impor a zona de exclusão aérea na Líbia.
O Iraque disse apoiar a intervenção, embora o influente clérigo xiita Moqtada al-Sadr a tenha condenado.
Os rebeldes líbios aprovaram a campanha aérea, mas dizem querer tomar por si mesmos a capital, Trípoli, e não querem a entrada de tropas estrangeiras no país.
Os EUA, que mantêm tropas no Iraque e Afeganistão, descartaram a possibilidade de enviar forças terrestres. Já o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse que os países árabes não queriam que a operação militar fosse conduzida pela Otan.
A Turquia, aliado-chave da aliança militar ocidental, se mostrou cética quanto a qualquer participação da Otan e o primeiro-ministro Tayyip Erdogan declarou que a operação militar contra as forças de Gaddafi deveria terminar o mais rápido possível, de modo que os líbios possam determinar o próprio futuro.
A China aumentou suas críticas contra a operação na Líbia. Seus jornais oficiais acusaram os países envolvidos na campanha aérea de violar as leis internacionais e provocar mais turbulência no Oriente Médio.
Coalizão diz ter destruído centro de comando de Khadafi em Trípoli
Prédio administrativo do governo foi destruído por um míssel em Trípoli
Um ataque com míssil destruiu neste domingo um edifício que seria um centro de comando em Trípoli do líder líbio, Muamar Khadafi.
O ataque foi parte da ação militar promovida desde sábado por uma coalizão de países ocidentais com o objetivo de impor a resolução da ONU que estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia, para proteger os civis opositores contra bombardeios do governo.
Segundo a coalizão, o edifício de quatro andares destruído no complexo em Trípoli seria usado como centro de comando das forças leais ao coronel Khadafi. Não há relato de mortos no ataque.
Jornalistas que foram levados ao complexo de Khadafi, na região de Bab al-Aziziya, disseram que um edifício administrativo de quatro andares foi destruído.
Os Estados Unidos, que lideram a coalizão ocidental, disseram neste domingo que a ofensiva militar na Líbia fez progressos significativos, e que a coalizão deve ampliar o alcance dos ataques.
Os Estados Unidos dizem que os ataques contra a Líbia vêm atingindo locais de armazenamento de mísseis de longo alcance, instalações de radar, campos de aviação militares e forças terrestres do governo nos arredores da cidade de Benghazi, controlada pelos rebeldes.
No entanto, oficiais de defesa americanos negam que a residência de Khadafi em Trípoli seja alvo de ataques.
Papel de destaque
O secretário da Defesa americano, Robert Gates, afirmou que o país não terá um papel de destaque na coalizão e que, em alguns dias, entregará o controle da missão a outros países.
Segundo Gates, os Estados Unidos esperam ceder o controle da operação na Líbia a uma coalizão entre Grã-Bretanha e França ou às forças da Otan (aliança militar ocidental).
Segundo o porta-voz do Pentágono, vice-almirante Bill Gortney, mais países enviaram aviões para a operação militar, incluindo Espanha, Bélgica, Dinamarca e Catar.
O Catar, que pretende enviar quatro aviões, é o primeiro país árabe a tomar parte ativa na campanha contra Khadafi.
Segundo o comando da coalizão ocidental, outros países árabes também devem anunciar nos próximos dias sua participação.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, que apoiou a ideia da zona de exclusão aérea, criticou a severidade dos bombardeios contra a Líbia.
“O que está acontecendo na Líbia difere do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea. O que queremos é a proteção de civis e não o bombardeio de mais civis”, afirmou Moussa.
O apoio da Liga Árabe foi fundamental para a aprovação da resolução no Conselho de Segurança da ONU.
Khadafi está no poder na Líbia há mais de 40 anos. Um levante contra ele começou no mês passado em meio à onda de revoltas em países árabes ou muçulmanos, que já provocaram as renúncias dos presidentes da Tunísia e do Egito.
Cessar-fogo
O governo líbio anunciou neste domingo que as Forças Armadas do país receberam a ordem de cessar-fogo imediatamente.
O porta-voz do Escritório de Imprensa Internacional da Líbia, Musad Ibrahim, anunciou o cessar-fogo para jornalistas da imprensa internacional.
"As Forças Armadas emitiram sua ordem para todas as unidades militares da Líbia para salvaguardar um cessar-fogo imediato em toda a Líbia, começando às nove horas da noite deste domingo", disse.
Mais cedo, um porta-voz do governo chamou os cidadãos a participarem de uma marcha pela paz que sairá de Trípoli com destino a Benghazi na televisão estatal do país.
No entanto, a Casa Branca disse que não reconhece o cessar-fogo mais recente anunciado pelo governo líbio, e que continuará impondo a resolução da ONU.
O conselheiro de segurança do governo americano, Tom Donilon, que acompanhava o presidente Obama em visita ao Brasil, disse a jornalistas no Rio de Janeiro que o cessar-fogo “não é verdadeiro, ou foi violado imediatamente”.
O correspondente da BBC em Trípoli Allan Little disse que as tropas pró-Khadafi tentaram entrar em Benghazi e participaram de confrontos em Misrata.
Um porta-voz dos rebeldes em Misrata disse à BBC que as forças pró-Khadafi teriam lançado novos ataques na cidade no domingo com artilharia pesada.
Segundo Tom Donilon, Obama conversou com rei Abdullah, da Jordânia, sobre a Líbia e os dois líderes concordaram sobre a necessidade de uma coalizão de forças ainda maior agindo contra o governo de Khadafi.
O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esperar que o Exército líbio “mantenha sua palavra” sobre um novo cessar-fogo.
Ofensiva
Aviões da coalizão continuam a bombardear alvos militares líbios
No domingo, segundo dia da operação, a França disse que 15 de seus aviões de guerra fizeram patrulhas no espaço aéreo do país sem encontrar resistência.
Pelo menos 20 posições de defesa aérea foram alvejadas na capital, Trípoli, e na cidade de Misrata, no oeste, por aviões e navios de guerra americanos e britânicos.
O vice-almirante Bill Gortney, porta-voz militar do Pentágono, disse na tarde deste domingo que os bombardeios de sábado foram “muito eficientes”.
“Acreditamos que as forças de Khadafi estão isoladas e bastante confusas”, disse.
O governo líbio diz que 64 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas nos bombardeiros, mas a informação não foi verificada por uma fonte independente.
No entanto, o Pentágono afirma que ainda não há evidências de que o ataque do último sábado tenha ferido civis líbios.
O governo russo disse, também neste domingo, que houve morte de civis, e pediu que os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França interrompam o “uso indiscriminado de força”.
Em pronunciamento semanal na Venezuela, o presidente Hugo Chávez disse que o bombardeio da Líbia é uma "loucura imperial" em busca do petróleo e sugeriu que outros países tentem negociar um cessar-fogo. O presidente equatoriano Rafael Correa também condenou o ataque.
'Mal-entendido'
Em entrevista à rede de TV americana ABC neste domingo, o filho do coronel Khadafi, Saif al Islam, disse que o Ocidente não compreendeu o que está acontecendo na Líbia.
Ele disse que os rebeldes em Benghazi eram mafiosos e terroristas e que os habitantes da cidade estão tentando liberá-la do seu controle.
"Há um grande mal-entendido. Todo o país está unido contra a milícia armada e os terroristas", disse.
A ação militar na Líbia começou no fim da tarde do sábado, quando caças franceses Rafale atacaram tanques e veículos militares blindados das forças do governo.
O objetivo da ofensiva é impor a resolução 1.973, aprovada na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, que estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger os civis de bombardeios por parte do governo.
A medida autoriza os Estados membros a tomar "todas as medidas necessárias" para efeito de proteção, excluindo a possibilidade de envio de forças de ocupação estrangeiras.
Segundo oficiais da ONU, mais de 3.800 refugiados cruzaram a fronteira da Líbia com o Egito no último sábado, um aumento de 70% nos números vistos recentemente.
Um porta-voz do movimento rebelde da Líbia disse ao canal de TV árabe Al-Jazeera que mais de 8 mil ativistas anti-Khadafi foram mortos desde o início dos protestos no país.
Azul quer voar para Palmas e Juazeiro do Norte (CE)
A Azul pediu autorização à Agencia Nacional de Aviação Civil (ANAC) para começar a operar em Palmas, no Tocantins, e Juazeiro do Norte, no Ceará, com voos diários partindo de ambas as cidades em direção à Campinas (SP).
Caso aprovados os pedidos, as cidades terão uma frequência diária de segunda a domingo, realizada pelos jatos da Embraer.
Manguinhos estuda produzir bioquerosene de aviação
SÃO PAULO - A Refinaria de Petróleos de Manguinhos firmou protocolo de intenções com a Jetbio Tecnologia em Biocombustíveis para avaliar a construção e operação de uma unidade de produção de bioquerosene para aviação (greenjet).
O produto faz parte do Projeto REMAB - Refinaria Boutique, com a produção de produtos considerados especiais e destinados a um nicho específico de mercado, afirma o comunicado de Manguinhos.
O bioquerosene faz parte de uma família dos combustíveis de última geração, por serem obtidos de fontes renováveis de energia e contribuírem para uma menor emissão de gás carbônico.
A produção do bioquerosene será baseada na hidrogenação de óleos vegetais, utilizando tecnologia de última geração aplicada aos atuais reatores de hidrotratamento existentes em sua planta industrial, explica a companhia.
O bioquerosene foi usado recentemente com sucesso em um voo de testes pela TAM e já é regularmente utilizado em voos na Europa.
Manguinhos lembra que, a partir de 2012, será obrigatória a adição de um percentual de bioquerosene no combustível de todas as aeronaves que voarem para a Europa, o que deve gerar grande demanda pelo produto no mercado brasileiro.
Fonte:Valor Online -via:G1.com /reportagem de :Téo Takar | Valor
Boeing faz voo de teste do gigante 747-8 Intercontinental
Aeronave tem capacidade para transportar mais de 500 passageiros.
Primeira unidade será entregue no fim de 2011, com quase 2 anos de atraso
O novo avião de passageiros da americana Boeing, o 747-8 Intercontinental, realizou seu primeiro voo de teste neste domingo (20), em Seattle, nos Estados Unidos.
A nova aeronave, uma versão ainda maior do 747 de dois andares, mas menor que o A380 da Airbus, visa ao mercado de voos de longa distância, e permite configurações para 400 passageiros, 500 ou até mais.
O avião de 76,4 metros decolou às 13h58 (horário de Brasília) do aeroporto Paine Field de Everett, durante uma cerimônia acompanhada por funcionários da Boeing e convidados, e transmitida simultâneamente pela internet.
Com quase dois anos de atraso, o Boeing 747-8 promete ser mais econômico que o A380, para 555 passageiros.
O primeiro aparelho 747-8 Intercontinental será entregue a um cliente não identificado, no último trimestre de 2011.
A Lufthansa, que encomendou 20 unidades, receberá as novas aeronaves no início de 2012, com dois anos de atraso sobre o prazo previsto.
No total, já foram encomendados 114 aviões 747-8, mas apenas 38 são destinados ao transporte de passageiros.
A União Europeia e o Brasil assinaram o acordo de céus abertos eliminando restrições sobre rotas, tarifas e número de voos entre os aeroportos das duas regiões.
O objetivo é que todas as empresas aéreas da Comunidade Europeia e do Brasil possam operar livremente voos para aeroportos brasileiros e dos países membros da União Europeia.
Espera-se que o acordo represente um aumento de 335 mil passageiros já em seu primeiro ano, com economia de 460 milhões de euros para os usuários, segundo cálculos de Bruxelas, sede do governo da União Europeia.
O comunicado do vice-presidente de Transportes da UE, Siim Kallas, afirma que o acordo permitirá “grandes vantagens econômicas para as empresas, passageiros, para o setor e as economias do Brasil e da União Europeia conjuntamente”.
O documento destaca também a relevância do acordo uma vez que o Brasil realizará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
O acordo elimina restrições nas rotas diretas e contempla a redução da burocracia para as companhias aéreas que desejam iniciar voos entre as regiões.
O comunicado da UE ressalta ainda que o Brasil é o maior mercado da América do Sul, com fluxo de 4,5 milhões de passageiros viajando anualmente para a União Europeia.
Fonte:Panrotas-Por:Maria Izabel Reigada/foto-via:Plano Brasil
A Presidente Dilma cria órgão que cederá aeroporto à iniciativa privada
Depois de meses de discussão no governo, a presidente Dilma Rousseff criou a Secretaria de Aviação Civil com poderes para transferir à iniciativa privada o direito de explorar os aeroportos.
A criação do órgão foi antecipada pela Folha em janeiro. Vinculada à Presidência, terá status de ministério e foi criado por medida provisória numa edição extra do "Diário Oficial da União".
Toda a estrutura da aviação civil, hoje sob o Ministério da Defesa, será transferida para a secretaria. Ela responderá por Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Infraero (que administra os principais aeroportos).
A presidente decidiu mandar a MP ao Congresso mesmo sem ter o nome do titular da pasta.
O governo tentou convencer o presidente do grupo Safra, Rossano Maranhão, a aceitar o cargo. Mas ele não poderia assumir o cargo já, como queria Dilma.
Apesar de Maranhão ter interesse, seu desligamento exigiria alguns meses, e o governo avaliou que não poderia esperar. Cogitou-se que a pasta iniciasse o funcionamento com um ministro interino, mas Dilma não quis.
O nome mais cotado para a pasta é o do ex-ministro das Cidades Márcio Fortes. Outra alternativa é o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco.
No entanto, dentro do governo, a avaliação é que ele perdeu força por ter sido vice-presidente da TAM. Sua indicação daria à nova secretaria um "viés empresarial" muito forte, o que não seria recomendável na gestão.
Além disso, para assumir, Falco teria de rescindir seu contrato com a Oi. Antonio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil, pediu à empresa que abrisse mão das cláusulas de rescisão do contrato que vence em novembro, caso ele fosse escolhido.
A nova secretaria terá 129 cargos --entre o gabinete, a secretaria-executiva e outras três secretarias ainda não definidas.
A MP cria 100 vagas efetivas para controladores de tráfego aéreo e permite a prorrogação, até 2016, dos contratos de 160 controladores hoje temporários, que seriam dispensados em março.
Fonte:A Folha.com-Reportagem :SHEILA D'AMORIM BRENO COSTA (DE BRASÍLIA);JULIO WIZIACK (DE SÃO PAULO)
Segunda-feira deve ser de chuva na maior parte do país
A previsão do tempo para esta segunda-feira é de tempo nublado e chuva na maior parte do país.
Outono deve ser mais frio que o normal em SP
De acordo com o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), há possibilidade de chuva forte na Bahia, especialmente na região do recôncavo baiano.
Também deve haver chuva entre o litoral do Paraná e o sul de São Paulo, e ainda entre o norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo.
A cidade de São Paulo deve ter um dia nublado com possibilidade de chuvas isoladas, assim como no centro-sul do Rio e no leste do Espírito Santo.
O dia será nublado e com pancadas de chuva também em Goiás, norte do Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso.
Na região Sul o sol pode aparecer com poucas nuvens e há pouca chance de chuva no centro leste de Minas Gerais.
OUTONO
Boletim climatológico do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta que os meses de outono, que começou ontem, tendem a ser mais frios do que o normal.
As temperaturas mais baixas, com influência direta de massas de ar que têm origem na Antártica, serão mais frequentes a partir da segunda quinzena de abril, dizem os meteorologistas.
Entre maio e junho são esperadas temperaturas abaixo da média histórica em grande parte do Estado. Incluindo a região da Grande São Paulo.
A temperatura média do mês de maio na capital, segundo o Inmet, é de 18ºC. A mínima que costuma ser registrada é de 13ºC.
Detalhes da operação Odyssey Down com Rafale e Mirage 2000 sobre a Líbia
Cerca de 20 aeronaves estão conduzindo as primeiras missões sobre a Líbia
11h00 AM 4 – Rafale C (Esquadrão Provence) armados com mísseis MICA deixaram a Base Aérea de Saint the Dizier para exercer a “No Flight Zone” sobre a Líbia (Resolução UN 1973)
11h10 AM – Uma patrulha de 2 Rafale B com pods Reco-NG deixaram a Base de Saint the Dizier para uma missão de reconhecimento sobre a Líbia.
02h30 PM – 2 Mirage 2000D (Esquadrão Ardennes / Base Aérea Nancy) escoltados por 2 Mirage 2000-5 (Esquadrão Cigognes/ Base Aérea Dijon), bem como 2 Rafale com bombas AASM juntaram-se às operações CAS sobre a Líbia.
Outros meios aéreos usados no primeiro dia: Boeing C-135 franceses (Esquadrão Bretagne) e jatos E-3F das bases de Istres e Avor.
Aviões americanos F-18G Growler também foram vistos numa base aérea italiana e tomarão parte das operações.
Às 05h45 o MoD francês revelou que os caças acertaram um veículo militar líbio.
A TV Al Jazzeera noticiou que pelo menos 4 carros de combate líbios foram destruídos por jatos franceses.
Foi confirmado que um Rafale B do Esquadrão Gascogne atacou uma coluna de tanques líbios com bombas AASM, destruindo 4 deles.
EUA dizem que ataques aéreos à Líbia são apenas "primeira fase"
Uma série de mais de 110 ataques com mísseis de cruzeiro sobre alvos na Líbia é somente o primeiro estágio de uma operação de múltiplas fases, declarou um militar norte-americano de alta patente neste sábado.
O vice-almirante Bill Gortney, diretor militar do Estado Maior dos EUA, negou-se a discutir qual será o próximo estágio das operações. Ele disse que mais de 20 locais foram alvejados por ataques da coalizão até o momento.
Coalizão dá início a ação militar contra forças de segurança da Líbia
Mísseis Tomahawk são lançados na noite deste sábado (19) do destróier americano USS Barry em direção à Tripoli. A câmera de visão noturna permite visualizar com detalhes o lançamento do projétil
Caças franceses e britânicos participam de ataque às forças pró-Khadafi
Em Brasília, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse à imprensa americana que autorizou ação militar americana contra as forças de segurança da Líbia. Neste sabádo, navios de guerra americanos dispararam mísseis contra o sistema de defesa aérea do governo Muamar Khadafi.
Aviões militares franceses e britânicos também sobrevoam a Líbia para colocar em efeito a zona de exclusão aérea autorizada na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.
Caça Mirage 2000 decola de base militar francesa para ataque na Líbia
Em visita oficial ao Brasil, Obama disse que os Estados Unidos estavam começando "uma ação militar limitada" como parte de uma "grande coalizão".
"Não podemos ser negligentes quando um tirano diz a seu povo que não haverá misericórdia", disse.
Obama garantiu que os Estados Unidos não enviarão tropas terrestres ao país.
Um porta-voz do Pentágono afirmou que mais de 100 mísseis foram disparados em cerca de 20 alvos militares na Líbia. A intenção, segundo ele, é prevenir ataques em civis líbios e diminuir a capacidade do governo de Khadafi de resistir à zona de exclusão aérea imposta pela ONU.
Um submarino britânico também disparou diversos mísseis contra a defesa aérea líbia, segundo o Ministério da Defesa da Grã-Bretanha.
Minutos antes, o primeiro-ministro David Cameron confirmou que aviões britânicos estão no país e disse que a ação militar contra a Líbia é "necessária, legal e correta".
A televisão estatal da Líbia disse que a capital do país, Trípoli, está sob ataque de bombas que disse virem de "inimigos cruzados", uma referência ao oeste. Segundo a emissora, houve alvos civis.
Fontes em Trípoli disseram que os ataques em Trípoli até agora atingiram a região leste da cidade, onde acredita-se que estão bases militares.
Aviões
Militares franceses preparam caças Rafale em base de Saint Dizier, ao leste da França. Estas aeronaves que abateram tanques líbios neste sábado, de acordo com o Exército do país
Horas antes, caças franceses Rafale deram início aos ataques aéreos na Líbia, destruindo diversos tanques e veículos militares blindados das forças pró-Khadafi, segundo o Ministério da Defesa da França.
De acordo com o Ministério, cerca de 20 aviões militares franceses participam das operações na Líbia. O porta-aviões Charles de Gaulle deverá chegar no domingo ao país.
Em entrevista ao canal de TV France 2, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, declarou que “os ataques vão continuar nos próximos dias, até que o regime líbio cesse a violência contra sua população”.
Juppé também descartou qualquer intervenção militar terrestre, como prevê a resolução da ONU, e afirmou que o objetivo da coalizão internacional “é permitir ao povo líbio escolher o seu regime”.
Sinal verde
Na quinta-feira, a ONU adotou a resolução 1.973, que instaura uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger os civis de bombardeios e autoriza os Estados membros a tomarem "todas as medidas necessárias" para proteger os civis dos ataques, excluindo a possibilidade de envio de forças de ocupação estrangeiras.
"Nossas forças irão se opor a todas as agressões", disse o presidente francês Nicolas Sarkozy. "Nossa determinação é total", acrescentou o líder francês.
O presidente afirmou que "todos os meios necessários, particularmente militares serão aplicados para garantir o respeito das decisões do Conselho de Segurança da ONU".
Khadafi, no poder há 40 anos, anunciou um cessar-fogo na sexta-feira, mas desde o princípio os rebeldes e líderes da comunidade internacional se mostraram reticentes em relação ao anúncio.
Neste sábado tanques das forças do coronel Muamar Khadafi entraram na cidade.
Por volta das 9h da manhã do horário local, um avião caça foi atingido, pegou fogo e caiu sobre a cidade em um movimento dramático.
A violência em Benghazi fez com que centenas de carros deixassem a cidade em direção à fronteira com o Egito, ainda mais ao leste do país. Outros tentam fugir a pé.
A agência de refugiados da ONU, Acnur, diz que está se preparando para receber 200 mil pessoas que tentam se afastar dos combates.
Críticas
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que lamenta a decisão das potências ocidentais de realizarem uma ação militar na Líbia.
O governo russo também pediu por um cessar-fogo na Líbia assim que possível.
Antes, o coronel Muamar Khadafi disse que a resolução da ONU sobre a zona de exclusão aérea é "inválida".
O presidente venezuelano Hugo Chávez também condenou a ação militar internacional na Líbia e a chamou de "irresponsável".
Já o premiê italiano, Silvio Berlusconi, disse que as bases italianas estão disponíveis para serem usadas na operação para a imposição da zona de exclusão aérea na Líbia.
'Hora de agir'
O diretor do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, William E. Gortney, fala à imprensa sobre os ataques da coalizão na Líbia
Com a popularidade baixíssima nas pesquisas de opinião na França, o presidente Sarkozy, que reconheceu ter minimizado a importância dos levantes populares na Tunísia e no Egito, quis tomar a dianteira na crise líbia.
Analistas creem que o país de Sarkozy deve liderar a operação na Líbia ao lado da Grã-Bretanha.
Ao fim da reunião em Paris, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, acusou Khadafi de desrespeitar o cessar-fogo anunciado pelo seu governo e pôs sobre líder líbio a responsabilidade pela ação militar europeia.
"O coronel Khadafi fez isto acontecer, porque mentiu para a comunidade internacional. Ele prometeu um cessar-fogo e quebrou o cessar-fogo. É hora de agir", disse Cameron à BBC.
Ele acrescentou que a necessidade de ação militar é "urgente".
"Temos de pôr em ação o desejo das Nações Unidas. Não podemos permitir que continue o massacre de civis."
A coalizão de forças é formada também pelos Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus e árabes.
Azul quer mais frequências para Campo Grande e Rio
A Azul pediu autorização à Anac para inclusão de novas frequências de voo para os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de Campo Grande.
Caso sejam aprovadas, Campo Grande ganhará a quarta frequência, que será diária de domingo a sexta, ligando a cidade ao aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Já o Santos Dumont ganhará a décima primeira frequência, que será de segunda a sexta, ligando a cidade carioca a Campinas.
Aerolíneas Argentinas volta à Iata e ao Clearing House
A Aerolíneas Argentinas anunciou o retorno à Iata e ao Clearing House.
Segundo a empresa, essa iniciativa cumpre um dos objetivos da nova gestão.
Ainda de acordo com a aérea, o retorno representa ainda a volta de alguns benefícios como: “credibilidade interlineal, oferecer conectividade com outras companhias aéreas e outros destinos mundiais, ser membro de uma aliança e a política aerocomercial mais agressiva”.
O retorno foi acordado no dia 11 de março com a presença do secretário dos Transportes da Argentina, Juan Pablo Schiavi, do CEO da Iata, Giovanni Bisignani, do presidente da Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde, do vice-presidente da Iata para América Latina e Caribe, Patrício Sepúlveda, do secretário de Turismo da Argentina, Daniel Aguilera, e de diretores e gerentes da companhia aérea.
Northrop Grumman completa mais dois voos de testes do X-47B UCAS
Menos de um mês após completar o primeiro voo da aeronaves demonstradora X-47B UCAS da U.S. Navy, os engenheiros de testes de voo da Northrop Grumman Corporation e da Marinha dos EUA com sucesso completaram o segundo e terceiro voo de testes conduzidos a partir da Base Aérea de Edwards, California, iniciando o processo chamado de expansão do envelope de voo, durante o qual a equipe poderá ter as informações se a aeronave sem cauda pode operar com segurança sobre diversas altitudes, velocidades e pesos operacionais.
Durante o segundo voo do X-47B de 39 minutos do dia 1 de março, a aeronave atingiu uma altitude de 7.500 pés, com velocidade de 200 kts. Durante o terceiro voo de 41 minutos, no dia 4 de março, a aeronave atingiu uma altitude de 7.500 pés numa velocidade de 180 kts.
Apenas para comparar, o X-47B voou apenas numa altitude de 5.000 pés e numa velocidade máxima de 180 kts durante o primeiro voo no dia 4 de fevereiro.
“Conduzir dois voos num novo modelo de aeronave dentro de uma semana, e ambos dentro do período de um mês desde o primeiro voo prova não só a robustez do projeto da aeronave X-47B, mas também a dedicação e técnicas de engenharia da equipe conjunta de testes de voo do UCAS-D,” disse Janis Pamiljans, vice presidente para o porgrama UCAS da Marinha dos EUA para o setor de Sistemas Aeroespaciais da Northrop Grumman.
“Esses voos continuam a adicionar motivação para equipe que busca demomonstrar em 2013 que com segurança pode operar a aeronave num porta-aviões da Marinha dos EUA.”
A Northrop Grumman e a U.S. Navy esperam completar os 49 voos de expansão do envelope de voo programados na Base Aérea de Edwards antes de deslocar o primeiro X-47B para Estação Naval de Patuxent River, Maryland, no final desse ano.
Uma das mais importantes medidas de desempenho é a estabilidade da aeronave, explica Saunders. O X-47B, o qual se baseia em computadores velozes para gerenciar suas superfícies de controle de voo, tem que estar apto a se ajustar rapidamente e automaticamente em condições ambientais imprevisíveis tais como turbulências do ar e ventos cruzados.
Os recentes voos de testes incluiram uma série de manobrar projetadas para medir a habilidade da aeronave em manter uma suave e nivelada condição de voo na presença de tais condições adversas.
Os voos de testes também confirmaram que o sistema de informações do fluxo de ar – um importante ponto a ser observado devido ao seu design – está de forma acurada comunicando a velocidade do ar da aeronave, um fator crítico nos pousos e decolagens.
Adicionalmente, os testes de voo deram para equipe a oportunidade de validar o desempenho do motor da aeronave; seu sistema de comando e controle, e sua habilidade de voar num constante ângulo de ataque e numa constante razão de descida durante a aproximação final para pouso, simulando o que ela terá que fazer para pousar com sucesso num convés de um porta-aviões.
O mineiro Antonio Gustavo Matos do Vale assumiu ontem, dia 16, a Presidência da Infraero, após ter seu nome aprovado pelo Conselho de Administração.
Graduado em Ciências Contábeis, Administração de Empresas e Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Minas Gerais, Gustavo do Vale é especializado em Análise de Sistemas de Informação pelo Centro de Desenvolvimento em Administração “Paulo Camillo de Oliveira Penna”, da Fundação João Pinheiro.
O novo presidente, natural de Caratinga (MG), foi o diretor de Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural do Banco Central do Brasil de maio/2003 a fevereiro/2011.
Foi vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura e diretor de Tecnologia e Infraestrutura do Banco do Brasil S.A, no período entre abril/2001 e janeiro/2003.
Ocupou diversos cargos no Banco Central, além de ter trabalhado em outras instituições financeiras.
O novo presidente vem substituir João Márcio Jordão, que respondeu interinamente pela Infraero desde a saída do ex-presidente Murilo Marques Barboza, há um mês.
Participaram da reunião do Conselho de Administração Pedro Celestino da Silva Pereira, presidente e representante do Ministério da Defesa; os conselheiros Ten. Brig. do Ar Ramon Borges Cardoso; Fabiana Todesco, representante do Ministério da Defesa; e Airton Estevens Soares, representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, além da Diretoria Executiva da Infraero.
Azul recebe mais três aviões; frota soma 31 aeronaves
A Azul acaba de receber um novo Embraer 195 e dois turboélices ATR 72-200, chegando em um total de 31 aeronaves na frota, que é composta por jatos Embraer modelos 190 e 195, e pelos ATR 72-200.
Batizado de “Sonho Azul”, o Embaer 195, de prefixo PR-AYR, tem como padrinho o tripulante Antônio Joel Possebom.
Com capacidade para transportar até 118 passageiros, o novo avião fortalece a malha aérea regular da companhia e permite ampliar a oferta de voos para atender o aumento da demanda no mercado.
Já os ATR, batizados de “Gralha Azul", de prefixo PR-AZS, e o “Pantanal Azul”, de prefixo PR-AZT, têm como padrinhos Tatiana Farias e Heleno Amorim, respectivamente.
As aeronaves têm capacidade para 70 passageiros e são ideais para rotas regionais.
Em 2011, a Azul ainda receberá dez aeronaves Embraer 195.
“Temos a felicidade de compartilhar com a Azul, nossa grande parceira, a entrega deste 100º avião na América Latina e Caribe”, disse Paulo César de Souza e Silva, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. “A frota de E-Jets cresce de forma expressiva na região, demonstrando que esta família de aviões é extremamente adequada para atender aos níveis de demanda local e tem a flexibilidade necessária para acomodar as oscilações típicas dos mercados emergentes com tecnologia de última geração, baixo custo operacional e alto nível de conforto para o passageiro.”
A primeira entrega de E-Jet na América Latina e Caribe aconteceu em 2005, quando a Copa Airlines, do Panamá, recebeu um EMBRAER 190.
De lá para cá, outras nove empresas aéreas da região começaram a operar esta família de quatro aviões com capacidade de 70 a 122 assentos: Aeroméxico (México), Air Caraibes (Guadalupe), Austral (Argentina), Azul (Brasil), Copa Airlines Colômbia (ex-Aero República), Satena (Colômbia), Taca (El Salvador), TAME (Equador) e TRIP (Brasil).
Até o final do ano, 134 E-Jets estarão operando na região.
“É uma honra para a Azul receber esta aeronave comemorativa da Embraer, uma empresa que acreditávamos antes mesmo do nascimento de nossa companhia. Este fato só se tornou possível pelas pessoas que todos os dias tocam com muita paixão a construção e a operação dessas supermáquinas. Foi graças ao empenho e sinergia entre as equipes das duas companhias que conquistamos mais este grande marco”, disse Pedro Janot, Presidente da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.
A demanda por transporte aéreo na América Latina e Caribe aumentou 11,3% em 2010, em comparação com o ano anterior.
Somente o mercado brasileiro cresceu 23,5%, enquanto a média mundial registrou incremento de 5%.
Atualmente, mais de 150 cidades latino-americanas em 25 países são atendidas pelos E-Jets, que já transportaram 37 milhões de passageiros na região.Com mais de dois anos de operações, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras conecta hoje 33 destinos com 230 vôos diários.
Somando-se às linhas de ônibus integradas oferecidas pela empresa, são 39 cidades brasileiras conectadas pela Azul.
A companhia opera uma frota de 31 aeronaves, composta por dez jatos EMBRAER 190 e 18 EMBRAER 195, além de três turboélices.
O papel da Azul é estimular o tráfego aéreo e dinamizar a economia brasileira por meio de uma equação tão simples de entender quanto difícil de imitar: preços baixos com alta qualidade de serviços.
Gol supera TAM e lidera mercado de aviação doméstico
Constantino de Oliveira Jr., presidente da Gol: share não é foco da empresa, mas liderança é comemorada
A companhia aérea Gol superou a TAM pela primeira vez e assumiu a liderança no transporte aéreo dentro do Brasil em fevereiro, mostraram dados da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgados na quinta-feira.
De acordo com a Anac, a Gol --que também opera com a bandeira Varig-- ficou com 39,77 por cento de market share nos voos no mercado interno no mês passado, enquanto a TAM aparece na segunda posição com 39,59 por cento.
É a primeira vez pelo menos desde janeiro de 2006 que a TAM é superada, segundo o histórico disponível na Anac, criada após a extinção do Departamento de Aviação Civil (DAC).
Uma assessora de imprensa da Gol, companhia aérea que começou a operar no início de 2001, confirmou que é a primeira vez que a empresa ultrapassa a rival TAM.
Segundo a Anac, as demais empresas elevaram sua participação e juntas ficaram com 20,64 por cento do mercado em fevereiro. A Azul ficou com 7,96 por cento, seguida por WebJet (5,89 por cento), Trip (2,77 por cento) e Avianca --antiga OceanAir (2,58 por cento).
O tráfego total de passageiros em voos no Brasil em fevereiro cresceu 9,34 por cento sobre igual mês do ano passado, informou a Anac. Já a oferta de assentos cresceu em ritmo maior, com avanço de 13,31 por cento na mesma base de comparação.
"A tendência de crescimento do mercado aéreo brasileiro se manteve, mas a taxa de ocupação caiu em relação a fevereiro de 2010, de 70,96 para 68,48 por cento", segundo a Anac.
O mercado de voos internacionais operados por empresas aéreas brasileiras teve aumento de 12,19 por cento na demanda, enquanto a oferta subiu 13,28 por cento.
A ocupação nos aviões, nesse caso, passou de 75,35 por cento em fevereiro do ano passado para 74,62 por cento no último mês.
Nas rotas internacionais, a TAM ficou com market share de 85,85 por cento, enquanto a Gol teve 12,92 por cento e a Avianca, 1,22 por cento.
Procurada, a TAM --que está no meio do processo de união com a chilena LAN-- não tinha comentários imediatamente sobre os dados divulgados pela Anac.
Presidente da Gol se diz orgulhoso com liderança
“Embora nossa obsessão não seja com o market share, mas com a segurança e qualidade dos serviços prestados, o controle de custos, a eficiência e a rentabilidade de nossas operações, chegar à liderança do mercado aéreo brasileiro é motivo de orgulho para cada um dos mais de 18 mil colaboradores da companhia”, destaca Constantino de Oliveira Junior, presidente da Gol, ao comentar a liderança de sua empresa no mercado doméstico em fevereiro passado, segundo dados da Anac.
“Essa realização nos mostra que estamos no caminho certo e que nosso modelo de negócios é o mais adequado à realidade do Brasil.
Fomos a primeira companhia aérea a popularizar o transporte aéreo no País em larga escala e mantemos o compromisso de oferecer tarifas competitivas com o objetivo de estimular a demanda”, continua ele.
Em fevereiro, a Gol registrou crescimento de 4,4% em sua demanda sobre o mesmo período de 2010. Seu desempenho, segundo comunicado, tem sido puxado pela estabilidade da economia brasileira e o fortalecimento da nova classe média brasileira, que já representa cerca de 47% dos clientes da companhia.
A Gol transporta hoje mais de 90 mil passageiros por dia em cerca de 900 voos para 51 destinos em todo o País.
Fontes:REUTERS;Panrotas -Por Cesar Bianconi (Reuters) e Artur Luiz Andrade (Panrotas); reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal