04/02/2010

Fx2 Embaixador americano confirma, Super Hornet está no páreo

Fx2 Embaixador americano confirma, Super Hornet está no páreo



F/A18-E/F Super Hornet: US Navy Photo

Embaixador dos EUA diz que Boeing está no páreo por venda de caças

Ministros disseram que não há definição ainda, diz Thomaz Shannon.
Jornal diz que Lula escolheu caça francês após revisão de preço.



O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomaz Shannon, afirmou nesta quinta-feira (4), em entrevista coletiva, que a empresa norte-americana Boeing continua na disputa pela concorrência aberta pelo governo brasileiro para a compra de caças para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB). “O avião da Boeing é um produto bom, merece atenção do governo do Brasil,” disse.

Shannon disse que conversou nesta quinta com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Celso Amorim (Relações Exteriores), que teriam afirmado que o Brasil ainda não definiu se comprará aviões norte-americanos, franceses ou suecos. “Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há uma definição ainda do governo do Brasil”, disse o novo embaixador, que tomou posse no cargo nesta quinta.

Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal “Folha de S. Paulo” afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.

Em nota emitida mais cedo, o comando da FAB já havia afirmado não ter recebido “qualquer comunicação oficial” sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro. O ministro Nelson Jobim também negou, em entrevista nesta quinta, que haja uma definição pelos caças franceses.

Foto: Antônio Cruz/ABr
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe as credenciais do embaixador dos Estados Unidos, Thomas Alfred Shanon Jr (Foto: Antônio Cruz/ABr)

Relações

O embaixador observou que os EUA têm se empenhado para que a Boeing seja a escolhida, mas destacou que uma eventual não escolha da empresa não afetará as relações com o Brasil.

“É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações”, garantiu. “Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos”, completou.

Transferência de tecnologia

Thomaz Shannon destacou ainda que a decisão da Boeing de transferir tecnologia para o Brasil é sem precedentes. “Isso mostra a nossa confiança no Brasil.”





fonte:G1.com

como pousar em pista de grama

Pousos & Pousos

Pousando em pista de grama com um Citation!! isso mesmo !!!





colaboração Comandande Rubens S.Tavares

TAM vai à Justiça por Slots

TAM vai à Justiça por horários em Congonhas



A cabeceira da pista do Aeroporto de Congonhas



Slots da Pantanal, comprada pela TAM, seriam redistribuídos hoje

A TAM decidiu brigar pelos 61 slots - horários de pouso e decolagem - no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que pertenciam à Pantanal e seriam redistribuídos. Até segunda ordem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizaria hoje, às 14 horas, a redistribuição de 355 slots, incluindo os 61 que eram da empresa comprada em dezembro pela TAM. Mas a companhia protocolou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido para suspender o processo.

Além disso, a Pantanal entrou, com a Trip, com um recurso administrativo para tentar garantir a participação na redistribuição.

Ambas haviam sido impedidas pela Anac de integrar o procedimento. Esses recursos já foram avaliados internamente e não foram aceitos. De qualquer forma, elas ainda podem recorrer judicialmente.

Até a noite de ontem, a Anac não tinha desmarcado o processo de distribuição.

A agência entregou o recurso ao procurador-geral da Advocacia-Geral da União (AGU) e aguardava uma resposta do STJ. Não há, porém, nenhuma previsão para isso. Se até às 14 horas de hoje não houver mudanças, a distribuição dos slots será adiada.

DISPUTA

Atualmente, somente quatro companhias voam em Congonhas: Gol/Varig, TAM, OceanAir e Pantanal. Juntas, TAM e Gol/Varig dominam mais de 80% dos horários disponíveis, enquanto à OceanAir e à Pantanal cabem 3,8%. Os slots que seriam distribuídos hoje estão sendo disputados pelas três primeiras, e também por Azul, NHT e WebJet.

Dos 355 slots, 40 são em dias de semana, 173 no sábado e 142 no domingo. Praticamente todos os horários disponíveis durante a semana estão no grupo dos 61 da Pantanal. Desde julho, a Anac já havia informado que a companhia perderia o direito a esses horários.

"Os slots, apesar de não constarem nos ativos da empresa, são fundamentais para gerar receita. É natural que a TAM queira aqueles slots, porque eles têm muito valor", disse o brigadeiro Allemander Pereira Filho, consultor de aviação civil.

PRECEDENTE

O aeroporto de Congonhas é o segundo maior do País em número de passageiros e o mais rentável.

A ponte aérea Rio-São Paulo é o trecho de maior faturamento. Na época da recuperação judicial da Varig, os slots foram fruto de muita controvérsia, mas prevaleceu a ideia de que, sem eles, a empresa pouco valia.

O precedente provavelmente acabará contando também no caso da TAM/Pantanal.

A TAM não se pronunciou, assim como as outras companhias. Preferiram aguardar a decisão da Justiça. A presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, disse, em nota, que se trata da defesa da concorrência. "Vamos estar sempre lutando por mais concorrência, eficiência e qualidade dos serviços.

O marco regulatório determina critérios mínimos de regularidade para qualquer empresa e isso deve ser mantido.

Qualquer medida que sinalize que a Agência não possa exercer o direito de retirar slots de companhias que não cumprem com a regularidade prejudica o mercado e os passageiros", disse.

A Anac explicou que a Pantanal perdeu o direito a esses slots porque, de acordo com a regulamentação da agência, "um horário de pouso ou decolagem deve ter no mínimo 80% de regularidade durante um período de 90 dias."

Fonte:Direto da Pista/ Estado de SP

Avianca e Taca firmam parceria após acordo

Avianca e Taca firmam parceria após acordo de acionistas

Após concluir com êxito o processo de aprovação regulatória e antitruste, os acionistas da Avianca-Taca fecharam oficialmente o acordo que visa criar a maior e mais completa rede de transportes aéreos de passageiros e de carga na América Latina.

A Synergy Aerospace Corp., acionista majoritário da Avianca, e Kingsland Holding Limited, proprietário do Grupo Taca, informaram que fecharam o seu acordo para iniciar oficialmente as suas integração estratégica, chamada de "Joint venture", anunciada em outubro de 2009.

Esta aliança permitirá mais destinos e uma gama mais ampla de opções durante a captura de sinergias em benefício dos clientes, das comunidades e dos países onde as companhias operam.

Avianca e Taca conjuntamente geram receitas anuais de cerca de US $ 3 bilhões. Elas servem mais de 100 destinos em todo o mundo, incluindo 75 cidades na América Latina.

Conforme informado no momento, Roberto Kriete será o presidente do Conselho de Administração da Joint venture, enquanto Fabio Villegas irá assumir seu papel como CEO da Avianca-Taca, Estuardo Ortiz como COO e Gerardo Grajales como CFO.

Fonte: desastresaereosnews/Mercado & Eventos

Empresa Israelense busca parceiros para construção de aeronaves

Empresa Israelense busca parceiros para construção de aeronaves na Asia


IAI procura parceiro para fabricar aviões regionais na Ásia



A IAI, maior montadora israelense de defesa, está procurando um parceiro na região Ásia-Pacífico para construir aviões para companhias domésticas à medida em que a demanda para viagens intra-regionais deve crescer, afirmou o presidente do conselho da empresa nesta quarta-feira.

A Israel Aerospace Industries (IAI), cuja especialidade vai desde aviões comerciais a aviões teleguiados, desenvolveu modelos de negócios com dois parceiros na Ásia para montar aeronaves com capacidade entre 40 e 90 assentos, disse o presidente do conselho da IAI, Yair Shamir, à Reuters.

Contudo, ele se recusou a dar nome às empresas ou dizer de que país são.

"Estamos procurando um parceiro para desenvolver e produzir aviões regionais aqui", disse Shamir em entrevista durante a Singapore Airshow.

"Nossa ideia é aparecer com um modelo de negócio único."

A IAI é a mais nova fabricante de aviões a entrar na competição por aviões menores para a Ásia-Pacífico, que deve tomar o lugar os Estados Unidos e Europa como maior mercado para transporte aéreo em duas décadas.

Na Singapore Airshow, a Embraer, terceira maior fabricante mundial de aeronaves depois da Airbus e Boeing, disse que planeja apresentar novos modelos em 12 a 18 meses, incluindo seu novo maior jato.

Shamir disse que levará cerca de cinco anos para que o primeiro avião da IAI fabricado na Ásia decole e que a nova joint-venture tenha uma produção inicial de 24 aeronaves por ano.

As vendas na Ásia-Pacífico correspondem a cerca de 40 por cento da receita total da IAI, disse Shamir.




fonte: moraisvinna/Reuters/Brasil Online - Por Nopporn Wong-Anan - O Globo

Índia planeja primeiro voo com ERJ145 AEW&C em 2012


Índia planeja primeiro voo com ERJ145 AEW&C em 2012

EMB 145 AEW&C - Arte


Um sistema de AEW&C (também chamado AWACS – Sistema de Alerta Aéreo e Controle Embarcado) está sendo desenvolvido pelo Centro de Sistemas Embarcados (CABS), baseado em Bangalore, um laboratório controlado pela Organização de Desenvolvimento de Pesquisa de Defesa (DRDO) para a Força Aérea da Índia, em parceria com a Embraer, empresa aeronáutica brasileira.

Maquete do ERJ145 AWACS da Força Aérea da Índia

Sob um acordo assinado entre a Índia e o Brasil em 2008, a fabricante brasileira Embraer modificará aeronaves ERJ145 para transportar Unidades de Antenas Ativas fabricadas pela Índia sobre a a fuselagem das aeronaves brasileira.

Três jatos ERJ145 serão desenvolvidos através do acordo.

Segundo o diretor da CABS, a primeira plataforma modificada AEW&C deverá ficar pronta em agosto de 2011, com primeiro voo marcado para o início de 2012.

O sistema de AEW&C feito na Índia poderá detectar, identificar e classificar ameaças presentes na área de vigilância e atuar como centro de comando e controle no apoio aérea das operações.




fonte:moraisvinna/Deccan Herald – Via: Cavok

03/02/2010

PROJETO FX-2: ALGUNS COMENTÁRIOS A RESPEITO

PROJETO FX-2: ALGUNS COMENTÁRIOS A RESPEITO

NA ANTEVÉSPERA DA DECISÃO

Um relato sobre a controvérsa questão dos caças a serem adquiridos pelo Brasil, escrito pelo Brig Quírico, experiente piloto de caça.

Este artigo está sendo escrito no dia 21 de outubro de 2009, na antevéspera da decisão sobre o vencedor do chamado Projeto FX-2.

Nesses últimos meses tenho sido questionado com bastante frequência a respeito do que eu acho desse processo de seleção do mais novo avião de caça que o Brasil vai comprar: quem vai ganhar, qual dos três aviões é o melhor etc. Companheiros da Força, amigos militares de outras forças, civis conhecidos e por vezes até desconhecidos (é impressionante a atração que o avião, em especial o avião de caça, tem sobre o homem comum!), eventualmente sabedores da minha condição de piloto de caça na reserva, todos querendo saber a minha opinião a respeito.

Eu sempre desconversei, no sentido de não tumultuar mais ainda um processo já por demais tumultuado, dentro da filosofia popular que diz que “piru de fora não se manifesta”! Um dia nós ainda vamos aprender a fazer como a Marinha, que compra 5 submarinos, um deles nuclear, troca de portaviões, compra aviões de caça, tudo com muito pouco ou quase nenhum ruído na mídia!

A todos eu dizia que os três aviões eram muito bons, que todos atendiam as nossas necessidades operacionais, e que o mais importante seria aquilo que o Brasil iria ganhar além dos aviões. Dizia, ainda, que independentemente da minha opinião, o parecer que fosse assinado pelo oficial responsável pela equipe técnica de avaliação eu assinaria embaixo porque, conhecedor do perfil e do profissionalismo desse oficial, tinha a certeza de que o que ele indicasse sem dúvida nenhuma seria a melhor alternativa a ser adotada pela FAB e pelo Brasil.

Naturalmente que tenho uma opinião em relação ao assunto e em respeito aos amigos que me questionaram em tempos atrás, resolvi colocar minhas considerações no papel neste momento, na antevéspera da decisão a ser tomada, mas somente tornando-a pública após o anúncio do projeto vencedor. Se não o fiz no passado para não tumultuar o processo, faço-o agora, antes da decisão, para não ser contaminado ou influenciado pelos comentários que certamente irão surgir e para não dar uma de “engenheiro de obra pronta”, figura que sempre abominei ao longo da minha carreira.

Naturalmente que faço isso com a irresponsabilidade da reserva, por não ser conhecedor de qualquer aspecto das propostas apresentadas e baseado apenas no sentimento e experiência angariados em mais de trinta anos de serviço dedicados em especial à aviação de caça do Brasil. Claro que é fácil falar quando não se tem a responsabilidade de uma decisão, mas dentro do mais puro espírito da “Tribuna Livre do Piloto de Caça” aí segue minhas considerações.

1- Qual dos três aviões é o melhor?

Para quem voa Mirage 2000, F-5E modernizado, A-1A/B ou AT-29 “é ruim” dizer que um Rafale, um F-18E/F ou mesmo um Gripen não atende às nossas necessidades operacionais!

Costumo comparar a situação com aquela em que um proprietário de um Monza 87, com o dinheiro da poupança no bolso, procurando um automóvel novo para comprar, recebeu ofertas de um Peugeot/Citroen último tipo, de um Cadillac também último tipo, bem como de um Volvo não menos atualizado; é difícil para o cara dirigindo aquele Monza antigo dizer que qualquer dos carros ofertados não atendem a sua necessidade de transporte!

Entretanto, se além do automóvel um fornecedor pouco ou nada oferece, um outro dá um ano de seguro total gratuito e o terceiro oferece, além do seguro gratuito, dois anos de assistência técnica e de peças de reposição também gratuitos, com quilometragem livre, agora nosso bravo proprietário do Monza já teria algumas vantagens adicionais em escolher um ou outro automóvel.

Ou seja, o que menos importa nessa competição é o avião, uma vez que todos, com certeza, atendem às nossas necessidades operacionais; o que importa mesmo é o que o Brasil vai receber ALÉM dos aviões!! A diferença está aí e, nesse sentido, estão certíssimas nossas autoridades que dizem que a transferência de tecnologia é que será o fator primordial para a decisão, muito embora essa expressão – transferência de tecnologia – mereça algumas considerações que serão feitas ao final.

Mas o que importa no momento é ressaltar que o fator de decisão não deve ser o avião, mas o pacote de benefícios que o Brasil irá receber além da aquisição pura e simples das aeronaves. A partir deste raciocínio, mesmo o homem comum, principalmente aquele ligado às coisas da aviação, já tem condições de fazer um prejulgamento considerando o histórico dos três países envolvidos na disputa.

2- França (Rafale), EUA (F-18E/F), Suécia (Gripen NG)

Novamente falando, todos os comentários a seguir eu os faço irresponsavelmente a partir da experiência acumulada ao longo da carreira, uma vez que não tive acesso a qualquer informação pertinente à disputa, além daquelas que se tornaram públicas pelos meios da imprensa.

Minha experiência com os franceses é a pior possível, vem de longa data, desde o início da minha carreira como piloto de caça, e a não ser que de alguma forma nossos amigos gauleses tenham mudado radicalmente e expressado isso nos documentos apresentados (o que também não garante nada!), minha opinião é de nem levá-los em consideração ab initio!

Ela se inicia com a comparação das publicações técnicas vindas com o Mirage III com aquelas que trouxemos junto com os nossos F-5. Basta pegar as TO-1 de ambas as aeronaves e se verá a pobreza das informações contidas na TO do Mirage em comparação com aquelas existentes na do F-5. Tradicionalmente as publicações técnicas francesas pouco informam de importante, em comparação com o nível de informações contidas nas publicações americanas, por exemplo. Gráficos de desempenho, gráficos de combate... basta comparar e ver a diferença entre elas!

Além disso, minha experiência com eles passa pela definição do canhão que equiparia a série das nossas aeronaves AMX. Poucos sabem, mas nossos protótipos de A-1 foram ensaiados com o canhão DEFA 554, uma versão melhorada daqueles canhões que equipavam nossos Mirage III. Pois bem, depois de toda uma campanha de ensaios feita com o DEFA 554, na hora em que fomos colocar nosso pedido de compra para a série, nossos amigos franceses colocaram tanta dificuldade e tanto sobre preço que, a despeito de todo o gasto que teríamos para ensaiar um novo canhão, saiu mais barato e conveniente trocarmos de armamento e começarmos tudo de novo, com um novo canhão de um outro país que poderia, inclusive, ser produzido no Brasil!

Essa experiência ruim continua com a gestão do contrato da troca dos helicópteros “Puminha” pelo Super-Puma onde, a despeito de contratualmente constar a implantação de um banco de provas do motor, para evitar o tremendo gasto das revisões gerais feitas na França, tivemos que suar várias camisas para convencer nossos amigos gauleses a simplesmente cumprirem as cláusulas previstas contratualmente que eles haviam concordado e assinado! E saí da logística sem saber se eles efetivamente cumpriram o contrato ou se estamos até hoje mandando nossas turbinas para fazerem revisão geral na França!

E falando em logística, só quem trabalhou nessa área para saber o elevadíssimo custo de manutenção dos produtos franceses, quase que inviabilizando, economicamente, a operação desses equipamentos.

Quanto à transferência de tecnologia, bem, basta alguém procurar saber hoje, passadas algumas dezenas de anos, qual é o índice de nacionalização dos nossos helicópteros Esquilos montados em Itajubá para se ter uma idéia da filosofia francesa em relação ao assunto. Um companheiro antigo da Força costuma dizer que a diferença entre o americano e o francês é que o americano pouco ou nada entrega, mas aquilo que ele se comprometeu a entregar ele o faz; já o francês, promete que vai entregar mundos e fundos e, ao final, apesar de compromissado e assinado, pouco ou nada entrega!

Eliminados os franceses restam, portanto, dois competidores.

3- EUA (F-18E/F) x Suécia (Gripen NG)

Ainda baseado na minha experiência de carreira e uma vez mais irresponsavelmente falando, entendo que a solução de menor risco é a americana, enquanto a alternativa que nos daria a maior independência é a sueca.

A solução americana é a de menor risco, uma vez que há centenas de F-18E/F voando em diversos países, com alguns milhares de horas de vôo acumuladas, além de ser o avião de primeira linha de combate da marinha americana nos dias de hoje. A versão ofertada é a do Super-Hornet (F-18 E/F) e não a do Hornet antigo (F-18 A/B ou mesmo C/D). Isso nunca tivemos antes, uma vez que os americanos sempre nos ofertaram aviões de segunda linha e que não estavam sendo empregadas operacionalmente pelas suas próprias forças armadas.

A FAB já possui longa tradição em operar aeronaves americanas, temos já toda uma cultura operacional assimilada bem como uma completa cadeia logística implantada com nossos amigos americanos do norte. Táticas de combate, canais de suprimento, escritórios de ligação, tudo implantado e funcionando (bem)!

Além disso, se olharmos para frente e visualizarmos necessidades futuras para o nosso País, há já uma versão de combate eletrônico dessa aeronave, bem como ela própria é uma versão embarcada que poderia vir a preencher uma eventual necessidade futura da nossa marinha de guerra, com todas as vantagens que isso possa significar para ambas as Forças e para o nosso País.

Como ponto negativo, tradicionalmente nossos amigos do norte não fornecem os armamentos e os equipamentos mais atualizados e que na guerra fazem a diferença! Podemos até tentar, mas penso que dificilmente eles nos cederiam tudo aquilo que desejamos, seja por filosofia política seja pela arrogância típica americana! Entretanto, o pouco ou o muito que conseguirmos obter nas negociações de agora, ANTES da indicação da aeronave vencedora, certamente iremos receber; tradicionalmente os americanos cumprem o assinado em contrato, sem grandes desgastes por parte do contratante.

Se a alternativa americana é a de menor risco, é porque a solução sueca tem um risco maior. E isso é debitado ao fato de que a aeronave ofertada de fato não existe, é um projeto em desenvolvimento, com todos os riscos e custos que isso possa significar. Paradoxalmente, é exatamente por isso – ser um projeto em desenvolvimento – a razão para a maior independência que o nosso País teria ao operar essa aeronave. Por estar em desenvolvimento, poderíamos desde já participar com as nossas empresas em projetos, processos, testes, ensaios, fabricação etc., nas áreas de nosso maior interesse, nos mesmos moldes utilizados do desenvolvimento da aeronave AMX, com uma grande e marcante diferença, com toda a experiência do que deu certo e do que não deu certo naquele projeto!

Essa é a única forma de se ter independência, é conhecer o porquê (know-why) das coisas, e não apenas o como fazer (know-how) dessas coisas.

É importante ressaltar que a forma de participação nesse desenvolvimento, as áreas em que atuaríamos, os compromissos e documentos que norteariam esse trabalho, tudo que dissesse respeito a isso teriam de ser definidos e assinados ANTES da indicação do projeto vencedor, enquanto o poder de barganha está conosco; se deixarmos para depois, o poder de barganha passa para o outro lado e só teremos aquilo que ele quiser nos dar!

Quanto ao risco em escolher uma aeronave em desenvolvimento, em minha opinião esse risco é bem reduzido; não podemos esquecer que a versão ofertada (Gripen NG) é uma versão melhorada de uma aeronave já existente e voando em diversas Forças Aéreas no mundo, e que a Suécia é um país com grande tradição e sucesso no desenvolvimento de aeronaves de caça, com soluções pioneiras que, posteriormente, algumas delas se tornaram presentes em outras aeronaves (a aerodinâmica utilizando o duplo delta da aeronave Draken, a superfície canard totalmente móvel usada no Viggen, o trem de pouso principal em tandem e o uso de reverso no motor do mesmo Viggen).

Além do mais, a experiência que tivemos recentemente com os suecos no desenvolvimento da versão de vigilância aérea da aeronave E-99, utilizando o radar Erieye, sugere que teríamos um ambiente de extrema e profícua colaboração entre os dois países e as empresas participantes.

Bem, depois de tanto falar, resta ainda a pergunta - qual dos dois projetos seria, em minha opinião, o melhor para o nosso País: o de menor risco (Super-Hornet) ou o da maior independência (Gripen NG)?

O cachimbo deixa a boca torta, assim diz um dito popular. Talvez por ter participado do desenvolvimento da aeronave AMX, por ter percebido as chances enormes que nosso País teve em termos de obtenção de conhecimento, tecnologia, trabalho com elevado valor agregado etc., por ser um incorrigível entusiasta da indústria nacional sou levado dizer que em minha opinião a melhor solução a ser adotada pelo Brasil é a solução sueca. Já que, por definição, todos os aviões atendem às nossas necessidades operacionais, participar do desenvolvimento da versão NG da aeronave Gripen, com nossos amigos suecos, certamente é a alternativa que maior possibilidade dá de transferência de tecnologia e aquisição de conhecimentos para o nosso País.

E em relação a isso – Transferência de Tecnologia – vale à pena fazer alguns comentários em função de experiências passadas.

4- Transferência de Tecnologia: Falácia ou Panaceia?

Ao longo de todo esse processo de escolha tenho ouvido diversos companheiros se manifestarem a respeito da cláusula mandatória de transferência de tecnologia (off-set) que todos os fornecedores de alguma forma devem aderir.

Muitos entendem que isso ao final de nada vale, pois na prática ninguém transfere conhecimento que custou milhões e milhões de dólares para ser obtido simplesmente porque está vendendo um determinado equipamento. Além do mais, transferir tecnologia pressupõe alguém capacitado em receber, seja em termos materiais e humanos, e aí o problema se agiganta pelo fato de termos pouca ou nenhuma empresa em condições.

Da minha parte, eu sou um eterno entusiasta da política de Off-Set, convicto de que para um País como o nosso, com todas as nossas dificuldades, ela é a única forma de desenvolvimento científico e tecnológico capaz de superar o imenso gap existente entre nós e as nações mais desenvolvidas.

Entretanto, da mesma forma que sou um incorrigível entusiasta em incentivar a indústria aeroespacial brasileira, eu sou um eterno frustrado pelos resultados obtidos até agora pelo nosso País, em especial pela Força Aérea.

Recordo neste instante uma frase do Maj.Brig. José Rebello Meira de Vasconcellos, herói da FAB e veterano piloto de caça com 93 missões na Segunda Guerra Mundial que dizia num outro contexto, mas que se pode usar para o tema em discussão: “Não se pode ensinar nada a quem não quer aprender e não se aprende nada sem que alguém saiba ensinar”!

Neste instante em que estamos definindo todos os aspectos concernentes à transferência de tecnologia que o vencedor da concorrência terá que cumprir, é bom olharmos para a experiência e resultados que a FAB obteve com o Programa de Industrialização Complementar (PIC) do programa AMX para não cometermos os mesmos erros que nos levaram a resultados tão pífios para o montante investido.

Em minha modesta opinião, o Programa AMX, por meio desse PIC, oferecia (e dava) o paraíso que qualquer empresário sempre desejou: aquisição de tecnologia de ponta em determinadas áreas, capacitação de pessoal, ampliação e adequação de instalações, aquisição de máquinas e equipamentos e, talvez o mais importante, uma carga de trabalho garantida por várias décadas (enquanto a aeronave estivesse voando!).

Naquela ocasião, selecionou-se um leque de empresas para receberem esse pacote por meio de um contrato de capacitação tecnológica e de industrialização de determinados equipamentos, e o resultado que temos hoje é ZERO ou muito próximo de ZERO! Á exceção da EMBRAER, quase todas as demais empresas desapareceram, obviamente após receberem todo o pacote de bondades governamental, de forma que hoje temos que recorrer ao exterior para fazer revisões gerais dos nossos equipamentos. Chegamos a montar uma fábrica completa para a fabricação de trem de pouso e componentes hidráulicos e qual é o resultado que temos hoje? Na área do motor, chegamos a comprar a sublicença de fabricação de componentes com alto teor tecnológico para que pudéssemos ter uma empresa capacitada a, no futuro, revisar nossos motores internamente, fabricar componentes e, eventualmente, até desenvolver motores aeronáuticos... e o resultado hoje é nenhum. Nossos motores de AMX têm que ser enviados para o exterior para revisões gerais com todo o enorme custo financeiro que isso significa.

E não adianta considerar que a posse de uma “Golden-Share” por parte do governo na composição acionária da empresa é garantia de que tudo irá correr conforme desejamos, porque na prática isso pouco adianta se não sabemos como e quando usar essa “Golden-Share”, ou tivermos vontade política para usar.

Recordo-me de ainda na ativa ouvir de oficiais mais antigos, por diversas vezes, em situações em que estava gerenciando o desenvolvimento de algum sistema, um quase mantra: “Nós não queremos repetir os erros do AMX”!

Embora defenda com todas as forças o Programa AMX, seja pela aeronave fantástica que ele forneceu à Força Aérea, seja pelos pequenos, mas significativos resultados tecnológicos obtidos no desenvolvimento do avião, sou forçado a concordar que certas filosofias de Off-Set, de transferência de tecnologia etc. não deram certo e que é importante que neste momento nos voltemos para as experiências vividas no passado para não cometermos os mesmos erros.

Transferência de tecnologia não é falácia, mas também não é a solução para todos os nossos problemas. O leque de empresas que temos é esse que existe aí, para o bem ou para o mal; eventualmente podemos até recorrer a uma multinacional que aqui venha a se estabelecer! Os pífios resultados do passado não justificam que não tentemos mais uma vez. A Força Aérea sempre foi assim, sempre considerou as necessidades do País antes da sua própria necessidade; assim foi no passado e assim terá que ser agora. É a única forma de legarmos um País melhor a quem nos seguirá!

5- Decisão Política vs Decisão Técnica

Durante o processo de seleção conduzido pela Força Aérea muito se falou de que a decisão seria política e não técnica. O próprio Presidente da República manifestou publicamente que, ouvida a Força Aérea, a decisão seria dele e de ninguém mais.

Creio que ele está mais do que certo e que ninguém jamais colocou isso em dúvidas, pelo menos no âmbito da Força Aérea! Uma aquisição dessa monta, envolvendo uma imensa soma de recursos, com uma gama infindável de impactos na área geopolítica, tem que levar em conta os interesses maiores da nação e que somente o Presidente da República tem condições de avaliar concretamente.

Entretanto, decisão política não significa uma decisão qualquer. Decisão política deve obedecer a pressupostos básicos que irmanam a nação em torno de seus objetivos nacionais permanentes e não, apenas, as conveniências do momento.

Decisão política também exige explicações e justificativas coerentes a serem prestadas a toda a sociedade brasileira. Enganam-se aqueles que pensam que quanto maior o nível funcional menor é a necessidade de explicações e justificativas de seus atos! É exatamente o contrário pois maiores e mais amplas são as implicações daquilo que fazem e que falam!

Nesse sentido, quanto mais completo, consistente e baseado em avaliações objetivas for o relatório técnico que a Força Aérea está produzindo, maior será a chance de que a decisão final, política, esteja em linha com a avaliação técnica e que a aeronave ao final escolhida atenderá, não apenas aos interesses políticos da nação, mas, também, às necessidades operacionais da Força Aérea.

Em minha opinião, se na avaliação técnica duas aeronaves tiveram pontuação semelhante – por exemplo, numa escala de zero a cem, uma recebeu 95 pontos e uma outra 90, enquanto a terceira recebeu uma pontuação de apenas 30 pontos – uma decisão política que escolha a aeronave de 90 pontos em detrimento daquela com pontuação ligeiramente maior é perfeitamente aceitável. O que fica difícil de aceitar, e de justificar, mesmo politicamente, é que a escolha recaia naquela com pontuação extremamente inferior!

De qualquer forma, como já disse no início desse artigo, independente das minhas opiniões e da decisão final a ser adotada, serei um ardoroso defensor da opção indicada pelo oficial responsável pela equipe técnica de avaliação; o relatório técnico assinado por ele eu assino embaixo, “em cruz”, sem dúvidas de que ela é a melhor para o nosso País e para a FAB.

Nesse sentido, cabe um comentário final em relação a isso.

6- Decisão Final vs Disciplina Intelectual

Nós, profissionais da Força Aérea, ao longo da carreira, somos treinados e incentivados a tomar decisões. Nosso métier - voar e combater - pressupõe análise permanente do cenário que nos cerca, das condições das nossas aeronaves, das condições meteorológicas e operacionais reinantes, das condições das nossas equipagens de combate, de todas as variáveis, enfim, envolvidas no voo para decidirmos o que é melhor para a nossa missão.

Nossa rotina nos ensina e nos torna líderes naquilo que fazemos. Somos treinados para decidir, e decidir bem! Isso de alguma forma nos leva a ser extremamente críticos com alguma atitude diferente daquela que seria a nossa; até porque decisões erradas ou não apropriadas podem levar ao fracasso da missão e, por vezes, até a morte. Buscamos a perfeição e apenas o perfeito é aceito!

Nesse sentido, os puristas que me perdoem, somos até um pouco indisciplinados! Mas como alguém já disse, não são as respostas que movem o mundo, mas, sim, as perguntas, os questionamentos, e é assim que chegamos aos dias de hoje, de uma Força Aérea altamente operacional, doutrinada e coesa, da qual temos orgulho de pertencer!

Apesar disso, do nosso apurado espírito crítico, conclamo a todos a nos unirmos em torno de nosso comandante da Força Aérea e adotarmos como nossa a decisão que ele entender ser a melhor para a FAB.

Todo e qualquer assessoramento já foi prestado, tudo que alguém havia de falar devia ter sido dito ao longo das análises feitas e, agora, temos que ter apenas uma escolha: a escolha que o comandante da Força Aérea tiver feito.

Esqueçamos nossas diferenças, nossos conceitos, nossas concepções etc. Não podemos fazer como alguns ainda hoje fazem ao se manifestarem contra determinados projetos, décadas depois de eles terem sido implantados na Força. O que fazer com eles – jogar fora?

Em verdade nem sei muito bem por que estou escrevendo tudo isso uma vez que estou na reserva, sou página virada, em nada contribuo e quando ele se tornar público, daqueles poucos que me questionaram a respeito, a decisão já terá sido tomada e ele pouco ou nada ajudará no processo. De qualquer forma, em respeito a esses amigos, fica registrado aqui o que penso em relação ao assunto; pode ser que no futuro, ele possa servir para alguma coisa!

Um forte abraço e até o FX-3!!!!

Brig R1 Teomar Fonseca Quírico

21 de outubro de 2009



colaborou com a matéria :Comandante Rubens

Embraer marcando presença na Asia

Embraer marcando presença na Asia com Super tucano




O site Flightglobal noticiou que a Embraer está em negociações com mais de cinco países da Ásia para a venda do EMB-314 Super Tucano.

Segundo entrevista realizada na feira Singapore 2010, com o vice-presidente da Embraer para o Mercado de Defesa Orlando Neto, um dos potenciais clientes pode ser tornar o segundo maior operador do Super Tucano depois da FAB.

A Embraer já vendeu o EMB-314 para a Colômbia, Chile, República Dominicana e Equador.

Orlando Neto disse que a vantagem do Super Tucano é que ele pode ser usado como treinador de pilotos militares, graças à sua aviônica de quarta geração, mas também pode ser usado para vigilância, com sua baixa velocidade de turboélice.

A elevada gama de armas que ele pode carregar e o fato de poder operar em pistas mal preparadas, dão ao avião um caráter único.

Na semana passada, o comandante da Força Aérea da Indonésia disse à mídia local que planeja comprar 16 Super Tucanos.




fonte:Poder aereo

Ataque aéreo de Israel fere 3 em Gaza

Ataque aéreo de Israel fere 3 em Gaza

Bombardeio ocorreu próximo a Rafah.


Pode haver mais vítimas soterradas.


A aviação israelense atacou na noite de terça-feira (2) os túneis de contrabando no sul da Faixa de Gaza, o que deixou pelo menos três feridos, anunciaram fontes dos serviços de segurança e médicos palestinos.

Os aviões israelenses bombardearam pelo menos alvos perto da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, indicaram as fontes, que temem que outras pessoas tenham ficado soterradas nos túneis atacados.

O Exército de Israel confirmou os ataques contra dois alvos: "um túnel destinado à infiltração de terroristas em Israel e um túnel de contrabando de armas".

Fontes militares afirmaram que os ataques são uma "resposta às recentes tentativas de ataque por mar contra Israel e aos recentes disparos de foguetes".

Foto: AFP

Policial inspeciona prédio danificado por ataque aéreo de Israel nesta quarta-feira (3) em Gaza, próximo à fronteira com o Egito. (Foto: AFP)



fonte:G1.com/Da AFP, em Gaza

Avião que monitorava trânsito faz pouso de emergência

Avião que monitorava trânsito faz pouso de emergência e congestiona estrada

Incidente ocorreu no estado americano de Nova Jersey.


Ninguém ficou ferido, segundo as autoridades.

Um monomotor Cessna foi obrigado a fazer um pouso de emergência em uma rodovia em Nova Jersey nesta segunda-feira (1), provocando um congestionamento inesperado. Ninguém se machucou.

O porta-voz da rodovia, Joe Orlando, disse que o avião, com duas pessoas a bordo, pousou nas faixas sentido norte,em Cherry Hill, próximo a Haddonfield, pouco antes das 7h, a cerca de 8 km da Filadélfia.

O avião era usado para dar boletins de trânsito para uma rádio e uma TV local.

Foto: AP

Avião Cessna que fez pouso de emergência em rodovia em Haddonfield, Nova Jeresey, nesta segunda-feira (1), é retirado. (Foto: AP)


A agência federal de aviação dos EUA disse que o pouso foi uma precaução, porque havia uma indicação de baixa pressão do óleo.

Um caminhão foi usado para retirar o avião, que estava interrompendo parcialmente a passagem de carros.

Foto: AP

Avião Cessna que fez pouso de emergência em rodovia em Haddonfield, Nova Jeresey, nesta segunda-feira (1), é retirado. (Foto: AP) (Foto: AP)



fonte:G1.com/Da AP

SAAB faz nova investida para Fx2

SAAB faz nova investida para Fx2



[img_77_21015_4[1].jpg]

Caça sueco Gripen compete com o francês Rafale e o norte-americano F-18 em licitação da FAB

Depois de uma ofensiva de diretores das fabricantes do Gripen, Rafale e F-18 Hornet, deflagrada em Brasília em meados de janeiro para pressionar o governo brasileiro na licitação de compras dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), a diplomacia entrou em campo. Nem bem retornou de uma viagem a Israel, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, reuniu-se ontem com a embaixadora da Suécia no Brasil, Annika Markovic.

A visita foi considerada “profilática” por assessores da Defesa.

Isso porque na quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá as credenciais dos novos embaixadores da França e dos Estados Unidos, países que estão na disputa pela venda dos caças, ao lado da Suécia.

O encontro de Lula com os embaixadores será protocolar, mas assessores do Planalto já alertaram o presidente que a questão dos caças deverá ser tratada.

A Suécia com o Gripen, a França com o Rafale e Estados Unidos com o F-18 disputam a concorrência pela venda dos 36 aeronaves para o Brasil, orçada em R$ 10 bilhões. No entanto, o pacote pode se estender para uma aquisição de até 120 aeronaves.

No fim de dezembro, o comando da Aeronáutica se reuniu e fez um relatório técnico com critérios de pontuação, colocando à frente da concorrência o caça sueco Gripen, fabricado pela Saab.

Mas tanto Jobim quanto assessores do presidente Lula alegam que a Estratégia Nacional de Defesa é que deve estar à frente dessa decisão , cuja prioridade é a transferência de tecnologia.

No cálculo do Planalto, o Rafale seria o avião mais adequado.



FONTE:Poder Aereo// Estadão

Irã testa foguete lançador de satélite

Irã testa foguete lançador de satélite




O Irã testou nesta quarta-feira um foguete de fabricação própria capaz de transportar satélites, disse a imprensa local, uma notícia que pode aumentar a preocupação de governos ocidentais que temem o desenvolvimento de armas nucleares na República Islâmica.

A tecnologia balística de longo alcance desses foguetes poderia ser adaptada para receber ogivas nucleares, embora Teerã negue repetidamente ter tal intenção.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse, durante uma cerimônia para divulgar três novos satélites e outras conquistas na área de tecnologia espacial, que a república Islâmica espera mandar logo astronautas ao espaço.

"A área para quebrar o sistema de dominação global é a arena de ciência e tecnologia", disse.

A emissora em inglês Press TV, que mostrou um foguete partindo de uma rampa de lançamento, anunciou:"Irã lança com sucesso o foguete para satélites Kavoshgar-3, construído domesticamente."

Sem entrar em detalhes, o canal disse que o foguete levava uma "cápsula experimental" e foi "o primeiro lançamento iraniano em órbita com uma coisa viva".

Outros veículos estatais também divulgaram o teste. Antes, a imprensa havia dito que o país apresentaria na quarta-feira três novos satélites e outro transportador de satélites, chamado Simorgh.

As reportagens diziam que o presidente Mahmoud Ahmadinejad havia comparecido a uma apresentação oficial em Teerã, coincidindo com um período de dez dias de eventos nacionais que marcam o 31o. aniversário da Revolução Islâmica.

Há exatamente um ano, o Irã colocou em órbita pela primeira vez um satélite de fabricação própria, o Omid, dizendo que ele se destinava a telecomunicações e pesquisas pacíficas.

Quinto maior exportador de petróleo do mundo, o país diz que seu programa nuclear está voltado apenas para a geração de eletricidade, embora suas atividades atômicas já tenham desencadeado três rodadas de sanções da ONU.

EUA e seus aliados buscam uma quarta rodada.

Tentando evitá-la, o governo disse na terça-feira que estaria disposto a enviar urânio enriquecido para o exterior, em troca de receber material para a fabricação de isótopos médicos radiativos.

A troca está prevista em um acordo mediado pela ONU.


fonte:desastresaereosnews

01/02/2010

Um pouco sobre Seção Reta Radar (RCS) e tecnologia ’stealth’

Um pouco sobre Seção Reta Radar (RCS) e tecnologia ’stealth’

Codename: Project F-117 Nighthawk



O termo “stealth” é conhecido desde 1980 nos círculos de Defesa, mas tornou-se popular na década de 1990, com a Guerra do Golfo e o emprego do caça “invisível” F-117.

Os F-117 atacaram à noite seus alvos de alto valor no Iraque, sem serem detectados e parecendo imunes à pesada defesa antiaérea que iluminava os céus de Bagdá.

Os princípios da tecnologia “stealth” (também conhecida como VLO ou “Very Low Observables Technology” englobam a diminuição da assinatura de uma aeronave nas áreas de radar, infravermelho, visual, acústica e de rastro (fumaça), embora iremos dar aqui atenção à detecção por radar.

O que é RCS?

RCS Concept-1

A seção reta radar (RCS) é a medida de habilidade de um alvo refletir os sinais do radar na direção do receptor.

A definição conceitual de RCS incluiu o fato de que somente parte da energia irradiada ilumina o alvo e uma pequena parte retorna ao receptor.

Os radares funcionam emitindo ondas eletromagnéticas na velocidade da luz num feixe cônico, através de antenas direcionais.

Quando estas ondas atingem um alvo reflexivo, parte do feixe é bloqueado e dispersado (”scattered”) em várias direções. Parte da energia emitida retorna à antena transmissora.

A maior parte dos radares funciona emitindo energia eletromagnética na forma de pulsos, milhares de vezes por segundo. No intervalo entre a emissão de um pulso e outro, a antena do radar se torna um receptor.

Calculando-se o tempo entre a emissão do pulso e o seu retorno, é possível saber a distância do alvo.

Como o ambiente produz ruído (”clutter”), o radar só é capaz de perceber ecos que estejam acima de um certo nível.

RCS fighter_anim2

A animação acima mostra um F-15 Eagle e seu gráfico de RCS. Observar que o pico do gráfico ocorre quando o avião é detectado de frente e por trás, por causa da reflexão radar dos motores.

No gráfico abaixo, algumas medidas típicas de RCS em metros quadrados:

rcs-comparison

As tecnologias “stealth” procuram diminuir drasticamente a RCS através do emprego de materiais que absorvem as ondas de radar e formas na fuselagem que dispersam as ondas para direções diferentes daquela do emissor de radar inimigo.

O método mais conhecido de redução da RCS é o emprego de materiais não metálicos na fabricação das aeronaves.

A retransmissão das ondas de radar depende das correntes elétricas induzidas por ele na estrutura de uma aeronave.

Se um material não-condutor como compostos de carbono, fibra de vidro e outros for empregado, pouquíssimas correntes serão produzidas e o eco resultante será mínimo.

Stealth RAM

O desenho cuidadoso das superfícies das aeronaves, evitando ângulos retos em relação ao emissor e o emprego de formas suaves e harmoniosas, pode desviar ao invés de refletir a energia do radar incidente.

Um vez que as superfícies planas agem como bons refletores de radar, os projetos “stealth” tendem a eliminar o leme vertical ou incliná-los, evitando o ângulo de 90 graus.

B-2

Para lidar com as reflexões residuais, emprega-se o revestimento de determinadas partes das aeronaves com material radar absorvente (RAM), capaz de absorver uma larga faixa de frequências de radar.

A aplicação de todas as técnicas descritas pode reduzir drasticamente a RCS de aeronaves de combate, mesmo as grandes. Um B-52, por exemplo, tem cerca de 100m2 de RCS. Já um bombardeiro B-1B, tem RCS de apenas 1m2. O F-117A tinha entre 0,01 e 0,001 m2.

Por que a redução da RCS importa?

RCS Range

A RCS é uma variável que reduz o alcance do radar inimigo. A relação entre a RCS e o alcance do radar não é diretamente proporcional, por causa do feixe cônico e da energia dispersada.

O alcance de detecção é proporcional à raiz quadrada da RCS.

Por exemplo, se um radar tem alcance de 100 milhas contra um alvo com RCS de 10m2, o mesmo radar terá um alcance de 84 milhas contra um alvo com RCS de 5m2.

Contra um alvo de 1m2 o mesmo radar teria alcance de 55 milhas. 99% de redução em refletividade é igual a 45% de redução no alcance do radar adversário.

Uma redução da RCS de 1/1000 pode aumentar a vantagem tática significativamente, com 82% de redução do alcance do radar inimigo.

Imaginemos o mesmo radar do exemplo varrendo as aeronaves da foto abaixo no limite do seu alcance. Somente os caças da direita, F-4 e F-15 seriam detectados e apareceriam na tela. Os dois da esquerda, F-117 e F-22, poderiam voar tranquilamente e chegar a pouco mais de 10 milhas do radar sem serem detectados.

USAF fighters: F-22 Raptor, F-117 Nighthawk, F-4 Phantom e F-15 Eagle

Abaixo, algumas projeções de RCS de aviões de combate e mísseis:

  • B-52: 100 m2
  • F-4, A-10: 25 m2
  • B-1B: 1 m2
  • Tornado: 8 m2
  • MiG-21: 3 m2
  • MiG-29: 5 m2
  • F-16C/18C: com RCS reduzida, 1,2 m2
  • F-18E, Rafale 0,75 m2
  • Gripen: 0,1m2
  • Eurofighter 0,25-0,75 m2
  • Exocet, Harpoon 0,1 m2
  • JSF (‘RCS do tamanho de uma bola de golfe’) 0,005 m2
  • F-117, B-2, F-22: 0,01 a 0,001 m2
  • F-22: os requisitos de RCS eram de 1/1000 do F-15, o que foi provavelmente atingido. Se a RCS do F-15 for de 25 m2, o F-22 teria 0.025 m2 na pior projeção.

Anac transfere data de distribuição de slots

Anac transfere data de distribuição de slots de CGH

A redistribuição dos slots (horários de pouso ou decolagem) do aeroporto de Congonhas (SP), marcada para hoje, será transferida para nova data.

A razão é que o prazo legal para recurso das companhias que não foram habilitadas Trip e Pantanal , expira após cinco dias úteis do recebimento da comunicação oficial.

Este prazo terminará às 18h de hoje.

Até o momento, nenhuma das duas empresas entrou com recurso junto à Anac.

Se não houver recurso, a redistribuição ocorrerá em sessão pública na próxima quarta-feira (dia 3), às 14 horas, no auditório da Anac, em Brasília, próximo ao terminal 2 do aeroporto.

Caso alguma das empresas recorra, uma nova data será marcada após a avaliação da diretoria sobre os argumentos da companhia, o mais breve possível.


Fonte:Panrotas

Embraer prevê novos modelos de aviões para 2011

Embraer prevê novos modelos de aviões para 2011

Pedidos da empresa chegaram a US$ 16,6 bilhões em 2009.
Executivo diz que companhia quer vender mais aviões comerciais em 2010.



Aeronave da Embraer. (Foto: Divulgação/Embraer)

A Embraer planeja apresentar novos modelos de aeronaves em 12 a 18 meses, incluindo o maior jato já produzido pela empresa, afirmou um executivo da empresa, nesta segunda-feira (1).


Mauro Kern, vice-presidente executivo da empresa para aviões comerciais, também disse à Reuters que a empresa espera vender mais aviões comerciais em 2010 do que em 2009.

"Um E-jet um pouco maior que o modelo 195 é um dos conceitos que estamos estudando", disse Kern em Cingapura, em uma feira do setor.

"Mas não há decisão sobre lançamento por enquanto. A melhor estimativa para uma decisão sobre algo novo é talvez entre 12 e 18 meses", acrescentou.

A Embraer é a terceira maior fabricante mundial de aviões depois da Airbus e da Boeing, e fabrica jatos regionais, empresariais e aeronaves militares.

Quando perguntado se as vendas de jatos comerciais em 2010 voltarão aos níveis de 2008, quando a empresa vendeu mais de 100, Kern disse: "Não em 2010, mas talvez em 2011."


"Levará talvez dois ou três anos para retornarmos ao nível pré-crise, se chegarmos a recuperar esse patamar."

A empresa vendeu cerca de 30 jatos comerciais no ano passado.

A carteira de pedidos firmes da Embraer chegou a US$ 16,6 bilhões no fim de 2009.

O setor aéreo aproxima-se da feira de aviação de Cingapura, primeiro grande evento da indústria este ano, com otimismo cauteloso.



Fonte:G1.com via: Reuters

Airbus Apresenta nova aeronave no Singapure Air Show

Airbus Apresenta nova aeronave no Singapure Air Show

Mesmo ainda sentindo os efeitos da crise global, o mercado de aviação volta os olhos para o primeiro grande evento do setor de 2010, o Singapore Airshow.

A feira que abre as portas para o público a partir de amanhã em Cingapura conta com o novo cargueiro de médio porte da Airbus, que promete mais eficiência ao transporte de cargas.


O A330-200F foi construído com base na aeronave de passageiros A330 e realizou seu primeiro voo em novembro de 2009.

Com a primeira entrega prevista para o segundo semestre deste ano, o cargueiro já tem 67 pedidos firmes.


Além da novidade da Airbus, a feira de Cingapura tem estandes de 800 empresas, de 40 países, em um espaço 50% maior que em 2009.

Os organizadores apostam no fato de que o mercado asiático é visto como um dos mais promissores do setor.



Fonte: Terra

Para IATA ,Aéreas só se recuperarão em três anos

Para IATA ,Aéreas só se recuperarão em três anos

iata_logo


A indústria das companhias aéreas vai demorar três anos a recuperar da queda no tráfego aéreo provocado pela maior recessão dos últimos sessenta anos, segundo disse o presidente da Associação de Transporte Aéreo Internacional (ATAI - IATA, em inglês), Giovanni Bisigani à Bloomberg.

Nos últimos dez anos a industria de transporte aéreo perdeu 50 mil milhões de dólares, sendo que só no ano passado registaram um prejuízo de 11 mil milhões de dólares, penalizada por uma queda de 80 mil milhões de dólares nas receitas.

“Estes números são verdadeiramente chocantes”, disse Bisigani numa entrevista dada à Bloomberg, em Singapura. “A indústria terá um grande acréscimo de capacidade.

O acréscimo significará que os preços e as taxas vão cair, por isso a recuperação ao nível dos lucros será ainda mais difícil”.

Este ano, espera-se que a industria ainda registe um prejuízo líquido de 5,6 mil milhões de dólares, segundo estima a associação da indústria de transporte aéreo.

A financeira internacional e a recessão económica custaram à indústria de transporte aéreo, dois anos e meio de crescimento do tráfego de passageiros e três anos e meio, do tráfego de mercadorias.

As linhas aéreas mundiais sofreram a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial no ano passado, segundo dados da ATAI divulgados a 27 de Janeiro.

A queda do transporte aéreo levou companhias como a British Airwais, a Singapore Airlines e a TAP a registarem prejuízos e levou a Japan Airlines a pedir falência.

Fonte: desastresaereosnews via:Jornal de Negócios (Portugal)

Aeroportos britânicos vetam voo de passageiros que recusam scanner

Aeroportos britânicos vetam voo de passageiros que recusam scanner

Scanner de Corpo

Ondas eletromagnéticas criam uma imagem em 3D do corpo do passageiro

Autoridades da Grã-Bretanha determinaram que alguns passageiros dos aeroportos de Heathrow e Manchester agora terão que passar, obrigatoriamente, pelo scanner de corpo para embarcar em seus voos.

"Se um passageiro for escolhido para passar pelo scanner e se recusar, ele não poderá embarcar", afirmou o ministro dos Transportes britânico, Andrew Adonis, em uma declaração enviada à Câmara dos Comuns.

O ministro afirmou que, no futuro próximo, apenas um pequeno número de passageiros será selecionado para passar pelo scanner de corpo.

Os dois primeiros scanners foram instalados em Heathrow e Manchester nesta segunda-feira e, até o final de fevereiro, também será instalado um em Birmingham.

No entanto, as novas regras de segurança para os aeroportos britânicos estão causando polêmica - alguns ativistas reclamam que os scanners ferem a privacidade dos passageiros, já que os aparelhos produzem uma imagem das pessoas "nuas".

Direitos dos passageiros

Os aparelhos usam ondas eletromagnéticas em todo o corpo dos passageiros para recriar uma imagem tridimensional que revela se há objetos escondidos sob as roupas. O scanner substitui o método tradicional de revista, feito por apalpamento.

A máquina já está sendo usada no Terminal 2 do Aeroporto de Manchester desde outubro de 2009, com a instalação de mais aparelhos planejada para os Terminais 1 e 3 até o fim de fevereiro.

O Ministério dos Transportes britânico já publicou um código de conduta provisório para tratar da questão da privacidade, saúde e segurança, proteção de informações e questões relacionadas à igualdade.

"O código vai determinar que os aeroportos usem o scanner de forma responsável, levando em conta os direitos dos passageiros", afirmou Andrew Adonis.

"A imagem gerada pelo scaner de corpo não pode ser arquivada ou capturada e os seguranças que observam as imagens não poderão reconhecer as pessoas', afirmou a chefe de atendimento ao consumidor do Aeroporto de Manchester Sarah Barrett.

Barrett também garantiu que o scanner de corpo não permite que os seguranças do aeroporto vejam os passageiros nus.

A introdução dos scanners de corpo foi anunciada depois da tentativa fracassada do estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir um avião que viajava da Holanda aos Estados Unidos, no dia 25 de dezembro de 2009.



fonte:BBC/Brasil