03/07/13

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO - F-4 Phantom o Mito


F-4 Phantom um dos mais famosos caças do mundo


 F-4 Phantom a sua excepcional polivalência é ainda hoje reconhecida após 40 anos decorridos desde a sua entrada ao serviço. 
[foto:www.holloman.af.mil]

 O seu desenvolvimento começou logo na década de 50, quando a McDonnell Douglas decidiu projetar um caça que correspondesse aos requisitos da marinha para substituir os F-3H. 


[foto:F-3H/www.clubhyper.com]

Inicialmente projetado como uma caça de ataque, as suas características foram modificadas de modo a incluir capacidade para combate ar-ar all weather (do ingles - todo tempo) e para intercepções com mísseis. 

A sua entrada ao serviço da US Navy, deu-se em 1960. 

[foto:commons.wikimedia.org]
No ano seguinte após estudos efetuados, a USAF verificou a existência de uma lacuna nos seus caças no campo de mísseis e radar, o que levou à encomenda do F-4C. 

Este modelo é basicamente um F-4B com motores J79-GE-15 e com aviônicos e sensores melhorados.




A prova de fogo dos F-4 deu-se no Vietnam, onde se destacou no ataque ao solo, a missão para que inicialmente foram projetados, e no combate aéreo. 

[foto:commons.wikimedia.org]


Quer sob as insígnias da US Navy, quer ao serviço da USAF, os Phantom obtiveram inúmeras vitórias.


 Neste conflito, os modelos F-4G destacaram-se pela sua incrível atuação nas missões de supressão das baterias SAM dos vietcongues  missão para a qual foram especialmente desenvolvidos.


 Entre algumas melhorias receberam capacidade para lançar os mísseis anti-radiação AGM-45 Shrike e os pods Westinghouse ECM. 


[foto:A U.S. Air Force McDonnell Douglas F-4G Phantom II aircraft (s/n 69-7231) of the 37th Tactical Fighter Wing launches an AGM-45 Shrike missile near George Air Force Base, California (USA) on 1 August 1988. - via:commons.wikimedia.org]

A doutrina de guerra aérea dos Estados Unidos teve também que ser modificada com as lições tiradas da guerra no Vietnam.


[vídeo:DocGmc1-via:Youtube.co]

 Inicialmente o F-4 tinha sido projetado como uma aeronave de primeira linha destinada a missões de combate aéreo a médias e longas distâncias, contando-se que poderiam interceptar o inimigo com o uso de mísseis de longo alcance. Contudo os caças vietcongues tinham tendência para usar o "dogfight" (combate aéreo a curta distância), em que estavam em vantagem devido ao pequeno tamanho dos Mig-21 e Mig-15.


[vídeo:F4 Phantom vs MIG 21 publicado por:WWBZT1/via:Youtube.com]
[foto:www.aereo.jor.br]
 Tal resultou numa alteração no Phantom, sendo já as versões posteriores equipadas com canhões apropriados para o combate ar-ar. Derivado das necessidades de uma versão do Phantom destinada ao reconhecimento aéreo, surgiu o RF-4B, que na realidade era um F-4 com o nariz modificado tendo 3 estações separadas para câmaras, com capacidade para transportar uma câmara KS-87, uma KA-87, ou os modelos KA-55A e KA-91 com diferentes aplicações. 

O radar foi substituído pelo modelo AN/APQ-99, bastante menor. 

Posteriormente desenvolveu-se o RF-4C, uma modernização da eletrônica da versão B, foi ainda produzida uma versão para exportação, o modelo E, que equipou 6 forças aéreas. 

Estes modelos não transportavam armamento ofensivo, embora tenham mantido a capacidade para lançar os mísseis AIM-9 Sidewinder. 


[foto:modelingmadness.com]

Seguiram-se outras versões, o F-4D, que era uma melhoria da versão C com um radar APQ-109; o F-4 E igualmente uma melhoria posterior da versão D e finalmente o F-4F desenvolvido para a Alemanha Ocidental. Este avião, ainda ao serviço, recebeu um radar APQ-100 e tem como principal função defesa aérea e intercepção. 

[foto:fineartamerica.com]

A última versão foi o F-4S, produzido nos finais da década de 70 equipou as unidades dos US Marines nas missões de apoio às tropas e ataque ao solo, tendo sido posteriormente substituído pelos F-18 Hornet.


[foto:www.jonbryon.com]

 O avião recebeu motores J79-GE-10, posteriormente incorporados também na versão J ao serviço da marinha. Com o fim da década de 70 os F-4 Phantom começaram a ser gradualmente substituídos pelos modernos F-14 Tomcat, mas alguns porta-aviões operaram os F-4S ainda na década de 80. 

Após 1986 todos os F-4 foram retirados das operações nos porta-aviões, servindo exclusivamente como unidades de reserva baseadas em terra e como unidades operacionais dos US Marines. 

A saída definitiva de operação dos F-4 Phantom no inventário naval dos Estados Unidos deu-se em 1992.


[foto:www.flickr.com]

 E os últimos F-4G ao serviço da Guarda Nacional apenas foram retirados em 1995. 

Antes do abate do F-4, este foi chamado a cumprir a sua missão uma última vez durante a Guerra do Golfo em 1991. 

A versão F-4G foi usada na supressão das defesas anti-aéreas iraquianas, tendo sido abatidos apenas 2 aparelhos. O Japão, à semelhança do que aconteceu mais recentemente com o F-15, produziu igualmente a sua versão do Phantom, o F-4EJ. 


[foto:vietnam.warbirdsresourcegroup.org]

O primeiro exemplar desta versão foi construído pela McDonnell Douglas, sendo posteriormente os restantes produzidos pela Mitsubishi, e a última entrega foi feita em 1981 (tendo sido igualmente o último Phantom a ser construído).

 No total o Japão produziu cerca de 140 aeronaves. 

A versão japonesa possui um radar AN/APQ-172, e tem capacidade para disparar os mísseis BVR AIM-7 Sparrow e os AIM-9 Sidwinder de curto-alcance, possuindo ainda um canhão M-16 A1 de 20mm. 

Foi também produzida uma versão de reconhecimento para o Japão, o RF-4EJ. 

 Israel foi o segundo maior operador do F-4, com um total de mais de 240 F-4 nas versões E e RF-4E. O início da sua operação deu-se em 1969, e estas aeronaves equiparam cerca de 5 esquadras, mesmo com a operação do F-15 e do F-16, os F-4E israelitas ainda executam missões ar-solo e de treino de combate.

 Ao longo dos anos a força aérea israelita modernizou as aeronaves incorporando melhorias técnicas, destacando-se a sonda para REVO, capacidade para transportar os mísseis Shafrir, Gabriel e Python de fabrico israelita e a substituição do canhão M-16 A1 por um canhão rotativo DEFA de 30mm.

 No armamento ar-solo, além do Gabriel os Phantom receberam capacidade para operar o Luz 1, o Harpoon, o AGM-45 Shrike, o AGM-62 Walleye e os mísseis Maverick. 

Na década de 80 as aeronaves foram sujeitas a uma modernização nos motores, células e aviônicos que deram aos F-4E um prolongamento da sua vida operacional, transformando os F-4 para o padrão 'Super Phantom'. 


[foto:Airliners.net]

Um dos mais recentes debates, reside no facto da Marinha Brasileira vir a precisar a médio prazo de uma esquadra de interceptores navais para complementar os AF-1 (A-4) de ataque. 

Das muitas opções disponíveis, o F-4 Phantom é visto como um possível candidato, embora seja já um caça com uma vida operacional bastante longa. É de referir que ainda existem muitas células de F-4 em condições de operarem a partir do porta-aviões "São Paulo" por um longo período de tempo, sem esquecer que numa fase inicial, o Phantom serviria bem para atender aos requisitos necessários às missões de intercepção naval, se equipado com modernos sensores e armados com mísseis BVR. 

A versão naval da US Navy é posta de parte pois as células que existem possuem um uso operacional bastante intenso e por isso a sua regeneração sairia muito dispendiosa. 

Assim, a versão projectada para a Royal Navy é tida como a mais indicada para a Marinha Brasileira.


[foto:Airliners.net]

 O F-4K é a melhor versão do Phantom para a marinha brasileira, quer pela vida útil que as células ainda possuem, quer pelo facto deste modelo estar adaptado para o uso em porta-aviões do porte do "São Paulo". 

A indústria israelita e a turca desenvolveram os seus próprios pacotes de modernização dos F-4, pelo que alternativas para uma eventual modernização dos F-4K não faltariam...

[foto:Airliners.net]




[vídeo:Mcdonnell Douglas F 4 Phantom II documentary/publicado por:Kenneth Brown/via:Youtube.com] 

Auf Wiedersehen Phantom[Adeus Phantom]



Segundo o site Flight Global,  dia 29 de junho, a Alemanha aposentou sua última unidade operacional de F-4F Phantom II, depois de quase 40 anos de serviço, durante um evento de encerramento na base aérea da Luftwaffe em Wittmund.

[vídeo:Phantom Pharewell Generalprobe in Wittmund am 25.Juni 2013 publicado por:coronadojet/via:Youtube.com]
Os últimos exemplares alemães eram operados pelo JG 71, esquadrão “Richthofen” , que também foi o primeiro a utilizar a aeronave, em Março de 1974. Um total de 263 Phantoms foram adquiridos pela Alemanha, incluindo 88 na configuração de reconhecimento RF-4E, a partir de 1971.

Ainda segundo a Flight Global a aposentadoria dos Phantom alemães irá reduzir a frota mundial desta aeronave para 431 unidades, operado pelas forças aéreas do Egito, Grécia, Irã, Japão, Coréia do Sul e Turquia. 


A USAF tem mais de 150 exemplares, que foram adaptados para o uso como alvos aéreos.
Suas atribuições serão executadas doravante por Eurofighters.


Fonte:militaryzone.;Flightglobal;Cavok





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