15/06/13

AVIAÇÃO & DEFESA - Incompatibilidade do F-35A com aviões-tanque do Canadá preocupa militares


Incompatibilidade do F-35A com aviões-tanque do Canadá preocupa militares

F-35A sendo reabastecido em voo por sistema de lança - flying boom - foto USAF

 Autoridades militares do Canadá, país que poderá escolher o F-35, alertaram o ministro da Defesa sobre a necessidade crítica de reabastecimento em voo e que a questão precisa estar fortemente ligada à compra de novos caças.


 Segundo reportagem publicada na sexta-feira (14 de junho) no Canada.com, autoridades militares canadenses alertaram em setembro passado o ministro da Defesa do país, Peter MacKay, que a capacidade de reabastecimento em voo de caças é “crítica para a defesa do Canadá” e que precisaria estar “fortemente ligada” à compra de qualquer novo avião de combate.

F-35B sendo reabastecido em voo - foto Lockheed Martin

 Isso poderia ter significativas implicações caso o Governo Canadense escolha o F-35 como o novo caça do país, pois o jato furtivo é incompatível com a atual frota de aviões-tanque da Força Aérea Real do Canadá (RCAF). 

 Um relatório preparado para o ministro por autoridades superiores da Força Aérea, com data de 25 de setembro, afirmou que essa capacidade de reabastecer caças em voo é uma “necessidade” para as Forças Armadas do Canadá devido à geografia do país. 

Conforme a nota obtida pela Postmedia News, sem essa capacidade “a frota de caças das Forças Canadenses teriam cobertura muito limitada no Ártico Canadense, assim como tempo sobre os objetivos (time on station)”. 



[vídeo:AiirSource/via:Youtube.com]

Este último item refere-se ao tempo que um caça pode permanecer voando sobre uma área em especial, o que inclui partes de missões de patrulha ou de reconhecimento. 

 O ministro MacKay também foi alertado que a Força Aérea não tiraria o melhor de seus caças, em outras missões, sem as capacidades de reabastecimento em voo. Concluindo, o relatório diz que essas capacidades “são consideradas tão críticas” que as Forças Armadas do país “não podem considerar” um novo caça sem considerar as capacidades de reabastecimento em voo para apoiá-los: “Está claro que o requerimento para uma capacidade (de reabastecimento em voo) precisa estar fortemente ligada” à compra de novos caças. 
Dois jatos F-35C sendo reabastecidos em voo - foto Lockheed Martin

 Foi destacado também pelas autoridades militares que o F-35 não é compatível com os atuais aviões reabastecedores do Canadá, ao passo que seus competidores são. 

Segundo o Canada.com, o Ministério da Defesa não respondeu a questões sobre esse assunto na sexta-feira. Já em dezembro, os militares discretamente revelaram que se planeja depender dos EUA, de outros aliados e de empresas privadas para reabastecimento em voo, caso o Governo do Canadá adquira o F-35. Porém, para muitos observadores, isso é apenas um exercício de malabarismo, num esforço para manter o custo de compra de 65 jatos F-35 dentro do orçamento de 9 bilhões de dólares para adquirir os caças – valor que só se refere ao custo de aquisição, pois o custo ao longo do ciclo de vida, incluindo desenvolvimento, manutenção e até a desativação por volta de 2052, chega a 45 bilhões.

 Inicialmente, o Ministério da Defesa planejava gastar 420 milhões de dólares, desse orçamento total de 9 bilhões, em modificações específicas para tornar os aviões reabastecedores canadenses compatíveis com os jatos F-35. 

CC-150 Polaris da frota do Canadá reabastece dois CF-18 - foto Força Aérea Real Canadense Devido ao impacto de uma auditoria que revelou o custo global de 45 bilhões de dólares, o Governo Conservador do Canadá voltou atrás nos seus planos de comprar o F-35 e ordenou a burocratas para buscar outros competidores ao jato furtivo norte-americano, para eventualmente participarem de uma disputa. 

Assim, uma série de questionários que também incluem questões sobre benefícios de participação industrial tem sido enviada aos fabricantes dos possíveis competidores, o Dassault Rafale, o Eurofighter Typhoon, o Saab Gripen e o Boeing Super Hornet, além do próprio Lockheed Martin F-35. 

CF-18 - foto 2 Força Aérea Canadense
 Em meados do próximo trimestre, as empresas deverão entregar as últimas rodadas de respostas para que autoridades canadenses tenham em mãos todas as opções – incluindo os prós e contras de continuar operando os envelhecidos caças CF-18 da RCAF – no último trimestre do ano.






Fonte:Canadá.com - via:Poder Aéreo/Fotos:Boeing;RCAF

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