17/12/13

AVIAÇÃO & DEFESA - Segundo a Lockheed, produção do F-16 vai até 2020



Segundo a Lockheed, produção do F-16 vai até 2020 


[foto:ambitiontofly.wordpress.com]


 PARA OS EXECUTIVOS DA EMPRESA, DENTRO DE SETE ANOS O CUSTO DO F-35 DEVERÁ ESTAR PRÓXIMO AO DO F-16 E A COMPRA DO CAÇA FURTIVO DA EMPRESA DEVERÁ SER MAIS VANTAJOSA PARA OS POTENCIAIS CLIENTES 

F-16 assembly line - photo LM
[foto:via:Poder Aéreo]

 A Lockheed Martin tem encomendas suficientes para manter a sua linha de produção do caça F-16 até o terceiro trimestre de 2017, e espera conseguir mais encomendas que manteriam a linha em atividade até 2020, dizem os executivos da empresa. 

 Por volta de 2020, o custo do novo F-35 da Lockheed terá caído tanto que os potenciais clientes provavelmente irão optar pelo jato furtivo disse Bill McHenry, chefe de desenvolvimento de negócios da Lockheed para o F-16, à Reuters em uma entrevista recente. Mas, por enquanto, a empresa continua a buscar potenciais vendas e modernizações de F-16 no Oriente Médio, na América do Sul e outros mercados, disse ele.
 “Nós acordamos todos os dias e saímos para fazer o que pudermos”, disse ele. “Mas há um ponto de inflexão por aí… em algum momento perto de 2020, onde vai fazer mais sentido adquirir o F-35 do que o F-16″. 

A Lockheed anunciou na sexta-feira passada a conclusão do seu 100º caça F- 35.

 A Lockheed produziu mais de 4.500 caças F-16 desde que o programa começou em 1975, fazendo do F-16 o mais vendido avião de caça da história.

 Os jatos são operados por 26 países, incluindo 15 que fizeram pedidos recentes, disse McHenry. Os Emirados Árabes Unidos estão avaliando a encomenda de novos F-16 e um anúncio era esperado durante show aéreo de Dubai, mas nada ocorreu. 

 A Lockheed reduziu drasticamente a produção do F-16 em sua fábrica em Fort Worth, Texas, para cerca de um avião por mês (o pico de produção ocorreu em junho de 1987 com 30 aviões por mês), disse o porta-voz Mark Johnson. 

 No momento, a empresa está concluindo os trabalhos no último dos vinte F-16 encomendados pelo Egito. Esse jato e outros sete estão sendo armazenados na unidade de Fort Worth, depois que os Estados Unidos anunciaram a suspensão da ajuda militar devido às preocupações com a democracia e os direitos humanos naquele país africano.

 Ela também está trabalhando em 12 caças F-16 para Omã, sendo que eles se encontram em vários estágios de acabamento numa linha de produção no Edifício 8 (conhecido como o “Ninho do Falcão”) que está diminuindo pouco a pouco, além de um total de 36 jatos encomendados pelo Iraque. Um dos 145 caças de Taiwan que serão modernizados também está na fábrica.

 O seu cone de nariz já está aberto para a inserção do novo radar de varredura eletrônica ativa (AESA). McHenry disse que a Lockheed viu oportunidades adicionais para atualizar F-16 existente para a nova configuração F-16V, que inclui o radar AESA, sistema de posicionamento global, equipamentos de guerra eletrônica atualizados e novos aviônicos.

 Ele reconheceu que outras empresas, incluindo a BAE Systems da Grã-Bretanha, estavam tentando capturar alguns dos trabalhos de atualização, mas disse a Lockheed oferece menores custos e maiores economias de escala, dada a amplitude do seu trabalho existente com os 26 países que já operam a jato. 

 O Pentágono aprovou no mês passado um acordo segundo o qual BAE irá atualizar 134 antigos caças F- 16 para a Coreia do Sul, um movimento que poderia pressionar a Lockheed para competir de forma mais agressiva em busca de ofertas de atualização.

 FONTE: Reuters - via:Poder Aéreo

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