02/03/13

AÉREAS - Companhia aérea japonesa ANA diz que 787 não volta a operar até o final de maio


Companhia aérea japonesa ANA diz que 787 não volta a operar até o final de maio 

[foto:www.avioners.net]
A All Nippon Airways disse na segunda-feira que sua frota de Dreamliners vai permanecer aterrada pelo menos até o final de maio, sem ainda ver um final para os problemas no moderno avião da Boeing.

 A companhia aérea vai cancelar 1.714 voos em abril e maio, período que inclui voos lotados para o período de férias Golden Week no Japão, elevando o total de voos afetados para mais de 3.600 desde que o Dreamliner ficou sem voar em janeiro. 

 Dos cancelamentos recém-anunciadas, 1.250 são nacionais e 464 são voos internacionais, incluindo aqueles com destino a Seul, Seattle e Frankfurt. “Infelizmente, isso inclui o período Golden Week, mas decidimos informar os nossos clientes com antecedência, que a perspectiva para a sua retomada ainda é imprevisível”, disse um porta-voz da companhia.

 A ANA é a maior cliente do Boeing Dreamliner até agora, com 17 unidades operacionais das 50 aeronaves 787 entregues. A aeronave de última geração tem sofrido uma série de falhas que culminaram num alerta global a partir da Federal Aviation Administration (FAA) dos EUA após dois incidentes envolvendo as baterias. Todos os 787s operacionais tiveram seus voos cancelados em janeiro, depois que fumaça foi detectada durante um voo no Japão.

 O incidente ocorreu dias depois que a bateria de íon lítio pegou fogo num avião da Japan Airlines que estava parado no pátio de um aeroporto dos EUA. 

 O anúncio da ANA é mais um revés para a Boeing, que tem apostado fortemente no 787, esperando que a leve fuselagem de fibra de carbono fosse ajudar as desesperadas companhias aéreas a diminuir a espiral crescente de custos de combustível. 

 Na semana passada, a operadora dos EUA United Airlines disse que estava mantendo fora de serviço seus seis Boeing 787 até 05 de junho, exceto para o lançamento de uma rota entre Denver-Tóquio no dia 12 de maio, se as circunstâncias permitirem.

 Isso ocorre no mesmo momento que a Boeing diz que propôs uma solução para os problemas de bateria, mas ainda não tinha convencido os reguladores de segurança norte-americanos com uma certeza suficiente sobre o problema.

 Na sexta-feira, a Administração Federal de Aviação disse que estava revisando um plano da fabricante da aeronave após uma reunião com altos executivos. “A segurança dos voos com passageiros é a nossa prioridade e não vamos permitir que o 787 possa voltar ao serviço comercial até estarmos confiantes de que qualquer solução proposta tenha abordado os riscos de falha da bateria”, disse a FAA. 

 A Boeing havia dito que estava “encorajada pelo progresso” que está sendo feito na bateria, e que espera que isso venha permitir que o jato possa retomar em breve seus voos. No entanto, a extensão dos problemas e a potencial complexidade em enfrentá-los permanece desconhecida, provocando especulações sobre quanto tempo vai durar a suspensão. 

 O especialista em aviação Richard Aboulafia do Grupo Teal, disse que se a FAA aceitar a correção da Boeing, o 787 poderá estar voando novamente em abril, mas acrescentou: “Há uma chance muito boa de que eles não vão conseguir.” “Não sabemos até que ponto isso é uma correção temporária e se for acompanhada de uma solução mais ampla que não vai funcionar como uma solução de longo prazo”, disse ele.

 A Boeing disse que estava trabalhando todo o dia com equipes de centenas de especialistas sobre o assunto, e trabalha em estreita colaboração com a FAA e outras autoridades. 

 O New York Times informou na semana passada que a Boeing tinha concluído os testes com a bateria de íon-lítio e concluiu que seria seguro o uso depois de alterações, com a adição de isolamentos entre as células. 

 Os engenheiros japoneses nesta sexta-feira(01) identificaram a causa do vazamento de combustível que o avião havia sofrido, mas ainda estavam trabalhando nos problemas de bateria. 

O Ministério de Transportes do Japão disse que os vazamentos foram causados ??por defeito na pintura e impurezas que entraram numa válvula de combustível, acrescentando que já tinha ordenado que a companhia aérea tomasse medidas para resolver o problema.

 As entregas do Boeing 787 foram interrompidas pouco depois que os aviões tiveram seus voos suspensos no dia 16 de janeiro, mas continuou a produzir o 787 a uma taxa de cinco por mês. 

 Na semana passada, a rival europeia da Boeing, a Airbus, disse que decidiu deixar de usar a bateria de íon-lítio prevista para a nova aeronave A350 que está desenvolvendo, e vai usar mais pesadas baterias ?de níquel-cádmio.

 Fonte: AFP - Via Cavok

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