11/09/12

Saiba como acontece o controle do tráfego aéreo dos helicópteros


Saiba como acontece o controle do tráfego aéreo dos helicópteros



 São Paulo apresenta hoje a maior frota do mundo desse tipo de aeronave Para quem mora nos grandes centros urbanos, ouvir o som do vai e vem dos helicópteros é algo comum. 
Em São Paulo, esse fluxo é ainda mais intenso.

 Segundo levantamento da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a cidade concentra hoje a maior frota de helicópteros urbanos do mundo, à frente, até mesmo, de grandes metrópoles, como Tóquio e Nova York. 

Ainda conforme a associação, a capital paulista é considerada a única cidade do planeta a ter um controle de tráfego aéreo dedicado exclusivamente aos helicópteros. 

Os dados da ABAG demonstram que a frota atual de aviação executiva no Brasil é de 1.650 aeronaves, sendo 650 helicópteros, 350 jatos e 650 turboélices. Com 577 aeronaves, a capital paulista concentra 35% de toda essa frota, incluindo 452 helicópteros e cerca de 260 helipontos, dos 427 disponíveis no país. 

Com relação à aviação geral, o Brasil possui a segunda maior frota do mundo, com 10.562 aeronaves, sendo que o estado de São Paulo apresenta 28% do total de aeronaves do Brasil. Mas como são as regras e os conceitos para controlar mais de 400 helicópteros que trafegam pelos céus paulistanos? Acertou quem respondeu que é a mesma utilizada para os aviões. Como explica Edson Luiz Gaspar, coordenador do Curso Superior de Aviação Civil, da Universidade Anhembi Morumbi, cenário do programa do Globo Universidade sobre aviação, as regras do tráfego aéreo atendem sem distinção aviões e helicópteros, porém com algumas ressalvas. “Em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, onde o volume é maior, são estabelecidas rotas especiais de helicópteros, determinando por onde eles devem trafegar. 


Nesse caso, existem diferenças de altitude que separam os tráfegos de aviões e helicópteros”, destaca Edson. Com relação ao controle aéreo dos helicópteros, o coordenador ressalta que em cada cidade grande há um Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA), que realiza o controle dos helicópteros. Esses destacamentos fazem parte do Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV), que faz parte da Força Aérea Brasileira (FAB). 

No caso de São Paulo, o DTCEA-SP está localizado no aeroporto de Congonhas. Edson destaca que toda aeronave que decola ou pousa em um aeroporto, aeródromo ou heliponto precisa fazer uma notificação de voo se for percorrer distâncias até 54 km.

 No caso de voos que ultrapassem essa distância, é necessário a apresentação de um plano de voo. “Se a decolagem e o pouso são feitos a partir de um aeroporto controlado por um DTCEA, o controle passa a ser maior. Mas, por outro lado, se o helicóptero decola de um heliponto privado e pousa em outro heliponto também privado, o controle será menor, mas, mesmo assim, o piloto tem a obrigação de notificar seus voos”, aponta Edson. 

Existe uma legislação específica para o tráfego de helicópteros. Trata-se das Instruções do Comando da Aeronáutica (ICA) Nº 100-4. Nela, são detalhadas todas as regras específicas para o voo dessas aeronaves. “Cada helicóptero tem uma matrícula que o identifica, semelhante à placa dos veículos automotores. 

Assim como nos aviões, os helicópteros também trafegam por aerovias, que são chamadas de Rotas Especiais de Helicópteros (REH). As REH só existem, atualmente, nos grandes centros e em locais nos quais existam grande circulação de helicópteros”, lembra.

Fonte:GLobo Universidade/fotos:webluxo;diariodebarrelas

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