29/05/2012

Governo interdita helipontos do Mirante Dona Marta e do Morro da Urca na Zona Sul do Rio de Janeiro


Governo interdita helipontos do Mirante Dona Marta e do Morro da Urca na Zona Sul do Rio de Janeiro



RIO - Os helipontos do Mirante Dona Marta e do Morro da Urca, na Zona Sul do Rio, foram lacrados na manhã desta segunda-feira, durante fiscalização da Secretaria estadual do Ambiente. 



Os dois locais não tinham licença de operação. Segundo o secretário do Ambiente, Carlos Minc, a decisão não teve como objetivo impedir o turismo na cidade, mas regularizar a situação dos voos de turismo. 

Segundo a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, os helipontos fiscalizados pelos agentes de combate a crimes ambientais permanecerão lacrados até que seus responsáveis se adequem à legislação. Nos últimos dez anos, o número de helicópteros cresceu de 60 para 380 na cidade do Rio. Em nota, a empresa Helisul Táxi Aéreo, que opera dois helicópteros que utilizam os helipontos do Mirante Dona Marta e do Morro da Urca, na Zona Sul do Rio, afirmou que segue os padrões internacionais na operação dos serviços aéreos, "além de respeitar toda a legislação vigente no país para prestação destes serviços". 

 Ainda segundo a nota, a empresa vai analisar os motivos para o embargo aos helipontos. A decisão do governo ocorre após uma série de manifestações de moradores contra a falta de regulamentação dos voos turísticos realizados na Zona Sul.

 As licenças poderão ser concedidas ou não, depois que autoridades ambientais analisarem detalhes da operação de voos partindo dos dois pontos, como rotas e alturas que possam prejudicar a qualidade de vida de moradores. Presidente da Associação de Moradores da Urca, Celi Ferreira deu graças a Deus ao saber da decisão. — É raro eu não receber uma reclamação de morador sobre isso. As atividades nesses dois pontos traziam transtorno para a Urca e para os bairros próximos.

 Em dias ensolarados, era um sofrimento — diz. A presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico e do Humaitá, Vera Maurity, diz ser altamente confortante saber que está havendo uma fiscalização. Vera ressalta, porém, que outras medidas precisam ser tomadas. — Esperamos que, daqui para frente, os voos turísticos feitos aqui na região sejam regulamentados. 

 É preciso determinar um limite de altura para os voos, horários previamente estipulados para as atividades etc. Estamos aguardando um laudo de impacto de vizinhança e ambiental, além do laudo de ruído que a Secretaria do Ambiente está planejando para nos ajudar a criar as regras mais adequadas com relação aos voos — argumenta ela. Segundo a presidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo, Regina Chiaradia, as 20 entidades de moradores à frente do movimento Rio Livre de Helicóptero Sem Lei, se reunirão esta semana com uma ONG formada por ex-aeronautas.

 Eles prestarão assessoria visando a uma proposta de rotas alternativas para a região de Botafogo, Humaitá, Urca e Lagoa, Ipanema e Santa Teresa. — É urgente a criação de uma rota alternativa para os voos no Corcovado e no Pão de Açúcar — reclama Regina. Em maio, a Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero reconheceu que o espaço aéreo do Rio precisa de regras, mas a entidade considera que seria um erro impedir decolagens no heliponto da Lagoa, por exemplo. 

 Fonte :O Globo

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