05/10/2009

EUA REAFIRMA OFERTA DE CAÇAS

EUA REAFIRMA OFERTA DE CAÇAS DA BOEING


An F/A-18E Super Hornet strike fighter lands aboard the USS Kitty Hawk (CV 63) - Click to expand

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota hoje reiterando a oferta feita ao governo brasileiro para que opte pelo caça da Boeing F-18 Super Hornet.

"Nossa proposta continua a oferecer os melhores aviões e um pacote superior de benefícios para a indústria brasileira a um baixo custo operacional e total",

A Embaixada entregou uma proposta revisada no último dia 2 de outubro, sexta feira, prazo dado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para que os concorrentes apresentassem ofertas revisadas e ampliadas para a venda dos seus caças.

O Brasil quer comprar 36 novos caças por um preço estimado em 4 bilhões de euros, o pacote total.

Os norte-americanos reiteram que o governo dos Estados Unidos já aprovou a transferência das tecnologias especificadas na oferta do Super Hornet para o Brasil.

Este é um dos pontos questionados e motivo de preocupação do Brasil devido à tradição dos Estados Unidos de não transferir tecnologia.

O país já impediu, inclusive, a venda de aviões super tucanos para a Venezuela por eles possuírem componentes daquele país.

Na nota, a Embaixada ressalta que a proposta da empresa norte-americana inclui a montagem do Super Hornet no Brasil e a transferência de mais de US$ 1 bilhão em tecnologia para a indústria aérea brasileira.

Diz ainda que isto irá permitir que a indústria brasileira atinja o nível máximo de autonomia, tanto como parceira da Boeing, como nos projetos de avies futuros.

Na sexta-feira passada as empresas apresentaram suas propostas revisadas à comissão da FAB que, conforme informou o comandante da Força, brigadeiro Juniti Saito, deverá concluir seus trabalhos de avaliação das ofertas até o final de outubro.

Além do F-18, estão disputando a venda de caças para o Brasil, a francesa Dassault, que fabrica o Rafale, e a sueca Saab, fabricante do Gripen NG.

A França informou que reduziu o valor da oferta apresentada inicialmente, embora reconheça que seu preço é mais alto que os dos concorrentes.

No Congresso, na semana passada, o almirante Edouard Guillaud, chefe do gabinete militar do presidente Nicolas Sarkozy, afirmou que o projeto do avião francês foi financiado 75% pelo Estado e 25% pela indústria, totalizando 7 bilhões de euros para conseguir fazer voar essa aeronave e que o Brasil receberia esta tecnologia já dentro do pacote que está sendo oferecido.

Eles apostam no fato de terem sido escolhidos pelo Brasil como parceiros estratégicos e de serem donos de sua própria tecnologia.

Os suecos, por sua vez, acreditam que o fato de sua aeronave estar ainda em fase de projeto, facilitaria a transferência de tecnologia porque os dois países trabalhariam juntos na construção do avião.

Informaram ainda que darão 175% de offset - a compensação comercial que o país oferece - e não os 100% pedidos pela FAB, que tem a melhor oferta e acrescentaram que estudam a possibilidade de compra de aviões de carga KC 390 e Super Tucanos.

A França já tinha anunciado que compraria dez KC 390.

Fonte: Agência Estado
por:Tania Monteiro

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