23/07/2011

Aviação nacional testa combustíveis mais sustentáveis

Aviação nacional testa combustíveis mais sustentáveis

Aeronave Embraer 190 adquirida pela companhia Azul Linhas Aéreas. Modelo vai realizar voo com combustível alternativo em breve. (Foto: Divulgação/Embraer)
Aeronave Embraer 190 adquirida pela companhia Azul Linhas Aéreas. Modelo vai realizar voo com combustível alternativo em breve. (Foto: Divulgação/Embraer)


Desenvolvimento de bioquerosene é foco de empresas como a Embraer.
Azul e TAM testam aeronaves com combustíveis alternativos.

A busca por combustíveis mais sustentáveis chegou à aviação. A necessidade de reduzir os gases-estufa do setor aéreo, que correspondem a 2% das emissões globais, leva empresas de aviação, fabricantes de aviões e centros de pesquisas a uma corrida tecnológica para desenvolver biocombustíveis que possam substituir, ao menos em parte, o querosene derivado do petróleo.

O Brasil já concentra várias frentes de pesquisa, e a expectativa é de que em cinco anos os primeiros biocombustíveis para aviação estejam prontos para serem produzidos. Em uma década, serão uma alternativa viável para o abastecimento de aviões.

"Vários estudos são realizados paralelamente em todo o mundo, com diversas rotas tecnológicas. O biocombustível para aviação será uma realidade em dez anos", diz Guilherme Freire, diretor de estratégias e tecnologias para meio ambiente da Embraer.

A fabricante de aviões faz parte de uma aliança para testar os biocombustíveis em suas aeronaves, com a companhia aérea Azul, a fabricante de equipamentos GE e a Amyris, empresa de biotecnologia. O primeiro voo teste deve ocorrer no primeiro semestre de 2012.

"O objetivo é acelerar a introdução de um combustível renovável, capaz de reduzir significativamente as emissões de gases-estufa e uma alternativa sustentável de longo prazo", diz Freire, também presidente da Aliança Brasileira para Biocombustíveis de Aviação (Abraba). A pesquisa utiliza cana-de-açúcar como matéria-prima para a produção do bioquerosene, um "etanol" para aviões.

Segundo Freire, essas pesquisas se justificam porque a aviação é um setor em expansão em todo o mundo e as emissões de gases-estufa tendem a crescer, ao mesmo tempo em que governos começam a taxar empresas pelas emissões. Em razão disso, o setor de aviação estabeleceu a meta de reduzir em 50% as emissões da indústria até 2050, em relação ao ano de 2005.

Voo experimental

A TAM realizou, em novembro passado, o primeiro voo experimental com biocombustível de pinhão-manso, oleaginosa também usada na produção de biodiesel.

O avião, um Airbus A320, com capacidade para 174 passageiros, decolou com 2 comandantes e outras 18 pessoas, entre técnicos e executivos da empresa. Saiu do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e sobrevoou o Atlântico por 45 minutos.

"Após o voo experimental, o próximo passo desse projeto é a implementação e a operação de uma unidade de plantio de pinhão-manso, em escala reduzida, no Centro Tecnológico da TAM, em São Carlos (SP). Nossa expectativa é termos um estudo completo de viabilidade em dois anos", diz Paulus Figueiredo, gerente de Energia da TAM.

Segundo ele, o principal desafio é tecnológico. "Um dos grandes desafios do pinhão-manso envolve melhorias genéticas das sementes, para aumentar a produtividade", diz. Além disso, o combustível precisa ser homologado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Fonte:G1

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