08/01/2010

Fx 2 ,Para quê 30 000 páginas? Já se fala em FX3 chacota!!

Fx 2 ,Para quê 30 000 páginas? Já se fala em FX3 chacota!!

File:Dassault Rafale weaponry DSC04186.JPG

O relatório elaborado, e vazado, pela Força Aérea Brasileira no início da semana, tem dados que mostram que a última escolha, examinado-se dados técnicos e econômicos, seria pelo francês Rafale, da Dassault.

Mesmo asim, tudo indica que a escolha de Lula não levará conclusões lógicas em conta.

Conforme Primeiro Lugar havia antecipado no dia 23 de novembro, os custos de operação do sueco Gripen NF, da Saab, ficam em torno de 7 000 dólares por hora voada.

O Boeing F-18 Hornet, segundo colocado no relatório que teve trechos divulgados pela Folha de S. Paulo, tem custo por hora voada em torno de 10 000 dólares.

De acordo com uma fonte próxima às negociações, a Dassault havia se comprometido a apresentar custos por hora voada de 14 000 dólares para o Rafale. Já seria o dobro do Gripen.

Contudo, ainda de acordo com essa fonte, o valor apresentado ultrapassa os 20 000 dólares.

Daí a preocupação da FAB com os custos do caça francês.

Não é só o valor de venda , o Rafale custa cerca de 140 milhões de dólares a unidade e os suecos prometeram vender cada caça por metade desse valor.

A Aeronáutica teme ter um caça de última geração, mas não poder usá-lo por falta de dinheiro para o querosene.

A situação, por mais absurda que possa parecer, aconteceu há pouco tempo.

No final do governo Fernando Henrique, quando já se discutia a compra de novos aviões de guerra, a FAB não conseguia tirar seus velhos Mirage e F-5 dos hangares por falta de dinheiro para manutenção e para o combustível.

O segundo colocado da lista, também como a coluna havia antecipado, é o americano F-18. O caça da Boeing é o mais testado em ação e o preferido dos pilotos.

É mais barato que o Rafale, mas oferece menos transferência tecnológica. Mesmo assim, a Embraer diz, internamente, que o pior parceiro seria a Dassault.

Ou seja: caso a escolha seja mesmo pelo francês, fica claro que todos os demais atores envolvidos no processo gastaram tempo e (muito) dinheiro apenas para fazer parte de um circo de cartas marcadas.

Se a escolha seria meramente política, já que de acordo com a Aeronáutica, o Rafale não é o melhor nem técnica, nem financeiramente, a FAB não precisaria gastar tanta tinta e papel para preparar um relatório de 30 000 páginas, Saab e Boeing não precisariam enviar equipes, promover testes, contratar assessores e consultores.

A dificuldade em escolher um modelo para montar uma nova frota de caças supersônicos não é nova.

O governo passado, ao ver o tamanho do problema e a proximidade do fim do mandato, deixou a escolha para o presidente atual.

Depois de quase oito anos, Lula se vê na mesma situação.

O programa FX-2 pretende dar à aviação brasileira uma máquina padrão de guerra aérea, capaz de substituir toda a frota atual, composta por três diferentes tipos de jatos de combate , os interceptadores, os táticos e os de bombardeio de precisão.

O primeiro lote, de 36 unidades, será seguido de outros até um total estimado em 120 aeronaves.


Dependendo da pressão estratégica que possa haver no futuro, a encomenda será ainda maior.

Fosse essa única referência e o favorito da FAB seria o americano F-18 E/F Super Hornet, robusto, provado em 20 anos de combate, com carga eletrônica avançada e, por meio de duas versões, adaptado a diversos tipos de utilização a partir de bases em terra ou de porta-aviões.

O problema é a transferência de conhecimento, um dos fundamentos da FX-2, que aparece sempre com qualificações limitadoras.


Na última nota do fabricante, a Boeing Company, a oferta referente é definida como "programa robusto de transferência que contém oportunidades de codesenvolvimento para a indústria brasileira na evolução do programa".

Não é bem isso o que deseja o Ministério da Defesa, empenhado em obter informação sensível de interesse do complexo aeroespacial formado em redor da Embraer.

Nesse caso, quem se aproxima do objetivo pretendido é o consórcio francês Rafale International, que considera "irrestrita" a sua proposta de passagem de tecnologia.

O avião é moderno, tem um novo radar notável, entrou em ação no Afeganistão e incorpora recursos digitais que permitem, por exemplo, a reconfiguração da missão durante o voo.



De quebra, foi concebido para operar também em navios aeródromos.

As virtudes do Gripen NG, sueco, soam como música em determinados setores da Aeronáutica: poder de fogo, custos baixos, possibilidade de participação direta no desenvolvimento final do projeto, produção local.


A combinação desse mosaico é a componente política da escolha por razões de interesse do Estado.

Fabricante do Rafale começa a normalizar produção


A situação da fabricante de aviões francesa Dassault se estabilizou, embora ainda não tenha se iniciado uma recuperação a pleno vapor, disse um representante dos empregados da companhia ao jornal de negócios Les Echos.

A empresa fabrica o caça Rafale, o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), que pretende comprar 36 aviões. Outro modelo da Dassault é o jato executivo Falcon.


A estabilização da empresa possibilitará que suas fábricas de Seclin e Argenteuil voltem à produção normal em março, disse a fonte do Les Echos, um integrante não identificado do conselho de trabalho da companhia. A crise econômica obrigou a Dassault a reduzir a produção e diminuir a jornada de trabalho.

Segundo a reportagem, as unidades de Martignas e Biarritz continuarão sob regime de tempo parcial, embora o número de dias de paralisação da produção diminua para três por mês.

Atualmente, essas unidades ficam paradas por seis e cinco dias por mês, respectivamente.


"A situação se estabilizou, mas é difícil falar em melhora", afirmou o representante dos empregados.

Porém, "as previsões de cancelamento de pedidos que levaram às medidas de corte de produção parecem ter sido superestimadas", acrescentou.


Na licitação da FAB, o Rafale concorre com o F-18, da norte-americana Boeing, e com o sueco Gripen NG, preferido pela Aeronáutica.



fonte:moraisvinna/Por Marcelo Onaga - Portal Exame/AE-DOW JONES - Agencia Estado

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