25/10/13

BIOCOMBUSTÍVEL - Stakeholders da indústria de aviação anunciam Plataforma Brasileira de Biocombustível para Aviação



Stakeholders da indústria de aviação anunciam Plataforma Brasileira de Biocombustível para Aviação


 Esforço visa ajudar o Brasil a ser o primeiro país com uma indústria de biocombustível para aviação. 


 Brasília – Stakeholders da indústria de Aviação, autoridades do governo e instituições de pesquisa anunciaram hoje a Plataforma Brasileira de Biocombustível para aviação, um esforço nacional que visa estabelecer uma indústria de biocombustíveis sustentáveis no Brasil através de pesquisa e desenvolvimento de uma cadeia de produção de múltiplas matérias-primas em diversas regiões do país.

 Se a Plataforma for bem sucedida, o Brasil, que já possui duas indústrias de biocombustível estabelecidas, pode ser o primeiro país a ter uma indústria sustentável de bicombustíveis para aviação que vai desde a produção da biomassa até sua utilização no voo. 

 A Plataforma Brasileira de Bicombustível foi formalmente estruturada em 8 de agosto de 2013 como uma plataforma colaborativa que reúne os principais stakeholders. 

Com o intuito de preencher as lacunas identificadas no estudo de Bicombustível Sustentável Alternativo patrocinado pela Boeing, FAPESP e Embraer, a Plataforma visa promover a implementação de uma cadeia de valor altamente integrada de biocombustível e de energias renováveis, “da Pesquisa e Desenvolvimento até o voo”.

 Fazem parte do conselho, e lideraram o desenvolvimento do programa da Plataforma Brasileira de Bicombustíveis: GOL, Boeing, General Electric, Amyris, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO). 

Os objetivos da Plataforma foram anunciados pelos executivos membros do conselho após o primeiro voo realizado utilizando biocombustível no Brasil, em 23 de outubro de 2013. O voo foi realizado com um 737-800 da GOL, equipado com motores CFM-56 da GE e Snecma, e fez o percurso de São Paulo a Brasília utilizando uma mistura feita pela Petrobras com óleo de cozinha e óleo de milho não comestível. 

 A Plataforma está em linha com o intuito de seus stakeholders de atingir as metas do setor para redução da pegada ambiental da aviação comercial. 

Os objetivos incluem o crescimento neutro em carbono a partir de 2020 e uma redução de 50 por cento nas emissões de carbono em 2050, com base nos níveis de 2005. Esse esforço também está alinhado com o Memorando de Entendimento entre o Brasil e os Estados Unidos de 2007 para promover a cooperação em biocombustíveis.

 Com base na biodiversidade brasileira, disponibilidade territorial, clima e mão de obra, a Plataforma está tomando uma abordagem inicial de utilização de diversas cadeias de suprimento de matéria-prima, como: cana de açúcar, pinhão manso, camelina, óleo de cozinha usado, macaúba, algas, babaçu, sebo e muitas outras matérias-primas emergentes. “A GOL apoia todas as iniciativas que buscam soluções para tornar a aviação brasileira cada vez mais sustentável”, explica Paulo Kakinoff, presidente da GOL. 

Ao longo deste ano, com medidas para redução de consumo de combustível, a companhia deixou de emitir mais de 30 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa.

 “Por meio da Plataforma Brasileira de Biocombustível, o Brasil tem um grande potencial de liderança para criar e fornecer biocombustíveis para aviação para os mercados doméstico e internacional”, diz Julie Felgar, diretora de Estratégia e Integração Ambiental da Boeing Aviação Comercial. “Essa iniciativa vai ajudar o mundo e a aviação comercial a amenizar sua dependência de combustíveis fósseis, e melhorar a segurança energética, ao mesmo tempo em que oferece oportunidades de desenvolvimento econômico para o Brasil”. 

 “Essa iniciativa oferece uma excelente oportunidade para uma colaboração intensa e um forte compromisso do governo e de todos os stakeholders, alinhada com a forte agenda ambiental do governo brasileiro”, complementa Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. “A Boeing está muito satisfeita em trabalhar de forma colaborativa com o governo, companhias aéreas como a GOL, instituições de pesquisa e outras, em uma missão que vai dar mais peso ao papel do Brasil como um líder em inovação de biocombustíveis”.

 “A GE Aviação tem sido uma das paixões da GE desde sempre, e estamos honrados em poder fazer parte deste projeto ambicioso, totalmente conectado com um dos maiores desafios da aviação, que é reduzir os custos operacionais e a emissão de gases de efeito estufa. Nos último anos, a GE tem focado firmemente no desenvolvimento e lançamento de melhores tecnologias para o setor, incluindo o GEnx, o mais eficiente motor de aviação do mundo. 

A GE valoriza muito a inovação e definitivamente nós iremos aumentar nossa participação em parcerias como esta, trazendo resultados positivos para todos os envolvidos na cadeia de negócios”, diz Gilberto Peralta, presidente e CEO da General Electric Brasil. 

 “A Plataforma Brasileira de Bio querosene é uma iniciativa pioneira a qual a Ubrabio tem orgulho de representar. A entrada do bio querosene na matriz energética nacional representa o compromisso brasileiro em mitigar a emissão de gases de efeito estufa liberados pela aviação. Neste momento, a Ubrabio entende que é a partir de uma política pública específica para o bio querosene e nos moldes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel que o elo entre instituições públicas, privadas, da pesquisa ao uso na aviação, irá gerar benefícios socioeconômicos e ambientais para toda a sociedade, com inclusão produtiva da agricultura familiar, geração de emprego e renda, desenvolvimento da indústria nacional com uma cadeia produtiva de altíssimo valor agregado, saúde e qualidade de vida”, afirma Juan Diego Ferrés, presidente da UBRABIO. 

 “O uso de biocombustíveis na aviação traz desafios que, se bem endereçados, podem resultar em uma verdadeira revolução e nos ajudar a cumprir as metas ambiciosas que nos propusemos de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, em paralelo ao crescimento e à democratização do transporte aéreo. 

O cumprimento desses desafios traz também oportunidades para outros setores da economia nacional, cuja colaboração nesse esforço coletivo será vital. A ABEAR, como representante das quatro maiores empresas aéreas do Brasil, tem total envolvimento no processo, promovendo o debate, apresentando a visão da indústria e trabalhado para dar evidência ao tema”, Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR. "A cooperação entre consumidores e os setores público e privado tornou possível o projeto brasileiro de etanol de cana, que foi uma resposta inovadora à primeira crise do petróleo há 40 anos. Hoje, com uma verdadeira revolução tecnológica em andamento, seja na conversão de biomassa via hidrólise ou na produção de hidrocarbonetos, o setor sucroenergético está pronto para esse novo desafio e se une a esta Plataforma para fomentar políticas públicas que reconheçam os benefícios da energia renovável. 

O que o etanol de cana fez para os veículos leves, a UNICA acredita que o bioquerosene de cana pode realizar para a aviação, reduzindo a dependência nos combustíveis fósseis com inovação que combate o aquecimento global e gera divisas," disse a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina.


Fonte:Portal Fator Brasil

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